História Nós vamos sobreviver! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ação, Drama, Romance, Sobrevivencia, Zumbis
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Palavras 4.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Saga, Survival
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Vamos voltar pra cidade? Sério?


Fanfic / Fanfiction Nós vamos sobreviver! - Capítulo 4 - Vamos voltar pra cidade? Sério?


       Eram onze horas da manhã e nós estávamos continuando nossa caminhada. Já tínhamos andado pouco mais de um KM. A tensão que estava entre nós era surpreendente devido o que aconteceu no restaurante. Ao andar nós olhávamos para todas as direções para nos prevenir de qualquer coisa. Então o policial soltou seus braços do pescoço de Joe e sentou no chão.


Podemos descansar um pouco? - Perguntou o policial ofegante enquanto colocava a mão em sua ferida - Estou meio... exausto.


Podemos, mas no máximo dez minutos. - Disse Chris jogando as mochilas no chão - Precisamos cuidar desse ferimento, não trouxe nada pra fazer um curativo ou algo do tipo. - Chris vai até o policial e começa a olhar seu ferimento - Se não cuidarmos disso vai infeccionar, o que vai nos dar um belo problema.


Finalmente vou poder descansar... - Disse Joe sentando no meio fio da estrada  -


Então larguei as mochilas no chão, me sentei no meio fio ao lado de Joe e comecei a analisar a escopeta novamente. 


Você realmente gostou dessa arma, né? - Perguntou Joe levantando uma de suas sobrancelhas -


Claro! Você tem que atirar com isso! - Respondi - A sensação de explodir a cabeça daquela coisa foi simplesmente incrível!

Já tá começando a agir como um psicopata. - Disse Joe ironicamente -


Kevin, vou deixar essa arma com você, mesmo que isso pareça loucura. - Disse Chris - Mas não quero que a use por qualquer motivo. Vimos que ela tem uma utilidade para nós.


E qual seria? - Perguntou Joe -


Não percebeu? - Respondeu Chris - Eu dei dois tiro naquela coisa com minha Beretta e ela sequer recuou, já com essa espingarda... foi completamente diferente.


Isso é tão frustrante... - Disse o policial abrindo um dos bolsos do colete - Eu não me dei bem com essa arma, já você... Não importa, aqui, pega. - Disse o policial estendendo a mão -


Como assim não se deu bem com essa arma? - Perguntou Joe olhando estranhamente para o policial - Você é um policial, certo?


Sim, eu sou. - Respondeu o policial - Mas eu fui aprovado com muita pressa e não sei bem o por que. Além disso, quando tudo isso começou eu estava no primeiro dia de trabalho.


Cara, que azar. - Disse enquanto recarregava cuidadosamente a escopeta -
Essa sua arma... - Disse Joe olhando para a arma do policial - É uma Glock, não é?


Sim. - Respondeu o policial -


Me desculpe, nós nem perguntamos seu nome. - Disse Chris - Eu sou Chris, aquele é Joe e Kevin, meu irmão.


Eu sou Carlos. - Disse o policial apertando a mão de Chris -


Então Carlos, como está de munição? - Perguntou Chris -


Bem... meu carregador está cheio e... - Disse o policial colocando a mão em um dos bolsos de seu colete - Aqui tem mais um carregador cheio. O que me dá um total de vinte e duas balas.


Então continuamos descansando e conversando até se passarem dez minutos. Então começamos a caminhar novamente. Assim como antes, todo nosso caminho foi vazio e deserto. Porém, dessa vez nossas conversas preenchiam muito mais o espaço. Não sei bem o por que, mas talvez tudo o que passamos até aquele momento nos animou, ou talvez só estávamos tentando parar de pensar naquela coisa. Pouco antes de chegarmos em casa, Chris tinha avisado a todos pelo rádio que estávamos chegando. Ele pediu para que preparassem as coisas para cuidar de Carlos, e que nos esperassem na porta. E ali estavam eles, todos os quatro na porta nos esperando. Assim que nos viram, os olhares de Victoria e Evelynn foram direcionados para mim. Elas estavam me encarando com uma cara de nojo. Joe entrou primeiro com o policial, logo atrás veio Chris para cuidar dele, Amanda entrou logo depois, em seguida entraram Terry e Victoria. Só restou eu e Evelynn na porta de casa.


O que foi? - Perguntei -


Nada... - Respondeu Evelynn ainda me olhando com cara de nojo -


Certo então... - Respondi abrindo os braços para dar um abraço em Evelynn -


Sai daqui, Kevin! Você tá fedendo e todo sujo, que nojo. - Disse Evelynn esquivando do meu abraço e entrando para dentro de casa - Que merda aconteceu?


É bom te ver também. - Respondi rindo - 


E então entrei para dentro de casa. Carlos estava deitando no sofá enquanto Chris cuidava de seus ferimentos com a ajuda de Amanda. Terry e Victoria estavam olhando de pé, enquanto Evelynn ia para a cozinha. Dava pra ver Joe andando pelo corredor em direção ao banheiro. Então fui ao quarto de Chris para tomar banho. Enquanto tomava meu banho, mil e um pensamentos vinham em minha mente. Estranhamente, a maioria desses pensamentos eram negativos. Só conseguia pensar em coisas ruim que podiam acontecer com nós devido ao que aconteceu no restaurante. Mesmo estando longe da cidade, eu sabia que o pior podia acontecer a qualquer hora. Então, após o banho, voltei para a sala. Todos estavam ali, exceto Carlos e Chris que haviam ido tomar banho (Não juntos). Então sentei numa poltrona e começamos a conversar.


Então, o que aconteceu lá? - Perguntou Victoria - Você voltou todo sujo e fedorento, Kevin.


Resumidamente... - Respondi - Chegamos no estacionamento restaurante e haviam dois zumbis lá, Chris pediu para que eu e Joe cuidássemos dele e assim fizemos. Depois entramos no restaurante e descemos na dispensa, onde encontramos Carlos e conseguimos comida... - Parei de falar porque acabei me destraindo -

Todos olharam para minha cara me estranhando.


O Kevin tem algum problema mental? - Perguntou Terry ironicamente -


Enfim, nós encontramos uma criatura estranha, - Continuou Joe - Ela não tinha pele, seus dentes eram enormes e afiados, assim como suas "unhas". - Disse Joe fazendo o sinal de aspas com os dedos -  Aquela coisa agia completamente diferente dos zumbis normal.


Sim... - Disse pensativo - Quer saber? Que tal darmos um nome para aquela coisa? 


Porque? Você vai domestica-la? - Perguntou Chris com ironia enquanto enquanto entrava na sala secando seu cabelo com uma toalha - 


Muito engraçado você... - Respondi com ironia também -


Eu concordo com o Kevin, por que não damos um nome? - Perguntou Chris - Carlos disse que não importava onde ele ia, a criatura sempre o achava... então que tal Rastreador?


Nossa... quanta criatividade, Joe. - Disse Evelynn rindo - Que tal algo mais original?

Sério que estamos discutindo isso? - Perguntou Victoria alisando a testa -


Que tal Predador? - Sugeriu Amanda -


Todos ficamos surpresos, pois Amanda nunca tinha se importado com esses assuntos, muito menos prestado atenção.


Predador... eu gostei - Disse Victoria -


Será esse então... - Disse Chris - só pra esse assunto acabar de vez.


Chris, não queria tocar no assunto, mas já tocando... - Disse Terry - E quanto aos nossos pais? Quando vamos proculá-los?


Nesse momento um enorme silêncio preencheu toda a sala, seguido de encaradas aleatórias entre todos nós.


Olha... - Continuou Terry - Eu sei que vocês acham perigoso sair por aí e tal. Mas nossos pais ainda podes estar vivos, sabe?


Eu entendo, e você tem toda razão. Terry. - Respondeu Chris dando uma profunda inspirada - Olha... tá certo, nós vamos procurá-los. Mas com uma condição... na cidade é muito mais perigoso que aqui, vamos procurar apenas uma vez por dia, ok?


Como assim? - Perguntou Evelynn - Quer dizer os pais de alguém em cada dia?


Sim. - Respondeu Chris - Não quero passar muito tempo na cidade...


Mas e quanto a gasolina? - Perguntou Joe - Desse jeito não gastaríamos muita?


Acho que temos o suficiente para chegar até a cidade. - Respondeu Chris - Chegando lá podemos abastecer novamente, ou até mesmo encher alguns galões para reserva.


Então, os pais de quem vamos procurar primeiro? - Perguntou Victoria - Não me importo de ser a ultima. Afinal meus pais estavam trabalhando e esse tornozelo não me favorece.


A casa da Evelynn é a mais perto... - Sugeri - Que tal começarmos por lá?


E depois pode ser a minha? - Perguntou Terry - 


Claro, mas só no dia seguinte,  não no mesmo dia. - Respondeu Chris sentando no sofá -


Quem irá amanhã? - Perguntou Evelynn - 


Eu vou. - Respondi antes mesmo de Chris -


Então tá... - Disse Chris - Eu também vou, obvio.


Espera... não vai dizer pra mim ficar aqui? - Perguntei estranhando -


Você se saiu bem hoje... - Respondeu Chris - Foi rápido, e esperto... eu gostei. Mas não quero que se descuide, então preste atenção.


Eu também vou, - Disse Amanda - eu sei que Carlos está machucado mas... já costuramos o seu ferimento, logo ele ficará bem. Serão só algumas horas, acho que eles ficarão bem.


Tá certo então... - Disse Chris incomadado e preocupado - É a cidade, não é? Quanto mais pessoas melhor... eu acho.


Ao passar do tempo, a conversa sobre procurar os parentes se esvai. Enquanto o tempo passa, nós fazemos várias coisas, conversamos, jogamos, lemos etc. Estava deitado no sofá da sala e tinha acabado de acordar de um sono que nem planejava acontecer. Olhei pela janela e vi que já era noite, estava completamente escuro lá fora. Olhei para o relógio na parede, eram 19:40H. Me levantei do sofá e comecei a procurar os outros pela casa. Comecei a andar pelo corredor e vi a porta do quarto de Evelynn aberto, a luz do quarto estava acesa o que clareava um pouco o corredor que estava preenchido pelo escuro. Ao olhar pela porta, vi Evelynn, escorada e olhando pela janela que dava de frente para a floresta que nos cercava. Me aproximei e me escorei na janela ao lado dela. Ao olhar para fora, logo percebi que a Lua estava cheia, fazendo com que toda a floresta não estivesse tão escuro quanto eu passava.


A Lua hoje está bonita, não é? - Perguntou Evelynn olhando pra lua com um olhar de desânimo -


Sim. - Respondi olhando para Evelynn - Você parece meio... preocupada, tem haver com a nossa busca amanhã?


Sim... - Respondeu Evelynn olhando para a floresta com uma feição de preocupação - 


Olha... - Disse enquanto me virava para Evelynn - Eu não sei como te dizer, ou se devo te dizer isso, mas... 


Já sei o que vai dizer. - Disse Evelynn se virando para mim também - Eu sei Kevin... não devo esperar pelo melhor, não é? Quero dizer, as chances de ter acontecido algo com meus pais são altas, certo?


Que bom que entende... - Respondi - Mas isso não significa o pior, afinal a esperança é a última que morre, certo?


Me prometa uma coisa Kevin. - Disse Evelynn pegando em minha mão -


Claro. - Respondi um pouco envergonhado - O que é?


Prometa que, independente do que vai acontecer daqui pra frente, você nos manter juntos. Eu, você, Joe e os outros.  - Disse Evelynn com lágrimas nos olhos - Não sei se tenho mais família, e se não tiver, vocês são as únicas pessoas com quem posso contar.


Claro, - Respondi colocando minha mão no rosto de Evelynn - Eu prometo. Não vou deixar nada separar todos nós. - Disse com um pequeno sorriso -


Evelynn coloca sua mão sobre a minha que estava em seu rosto e se aproxima ainda mais de mim.Então, sem que eu percebesse, começamos a aproximar nossos rostos. Nossos rostos estavam a poucos centímetros de distância, nossos narizes estavam quase se encostando. Até que...


Kevin?! - Gritou Joe enquanto andava no corredor - Aonde você tá?


Evelynn se afasta rapidamente e tira minha mão de seu rosto. Ela volta a se escorar e olhar pela janela novamente agindo como se nada tivesse acontecido. Seus olhos estavam arregalados, provavelmente se perguntava o que estávamos prestes a fazer. Tudo isso sem dizer nada. Joe sempre foi meu amigo, e por esse motivo, uma imensa vontade de dar porrada nele surgiu em mim.

Tá ficando surdo? - Perguntou Joe entrando no quarto - Estou te procurando faz um tempão.


Não Joe... - Respondi com tom de raiva na voz  - Não estou surdo. O que você quer? - Perguntei andando até a porta - 


É o Chirs... Ele quer... - Disse Joe apertando os olhos nos estranhando - ajuda com o rifle, ele está no porão. Por que o mal humor? - Perguntou Joe enquanto eu passava por ele -


Não importa. - Respondi andando pelo corredor -


Então fui até o Porão. Devido a idade da casa, o porão estava completamente sujo e velho. Poeira, rachaduras e teias de aranha se encontravam em todo lugar. O chão era de puro concreto, e por todo o porão se encontravam colunas de madeira. Chris e Amanda estavam sentados no chão. Chris estava com o velho rifle na mão, Amanda estava segurando a caixa com seus cartuchos. Então sentei ao lado de Chris.


Kevin, faz alguma ideia de como usar isso? - Perguntou Chris olhando o rifle -


Chris... tá falando sério? - Perguntei - Eu só usei uma arma uma vez. Já perguntou ao Carlos?


Já perguntamos, - Respondeu Amanda - mas ele disse que nunca ouviu falar dessa arma...


Então peguei o rifle e comecei a olhar todo ele. Vi que assim como a escopeta, o rifle tinha um "buraco" em sua lateral esquerda.


Tá vendo esse buraco? - Perguntei ao Chris apontando - Se for a mesma lógica da escopeta, ele serve pra colocar os cartuchos.


Entendi... - Respondeu Chris -


Voltei a analisar a arma, vi que embaixo da coronha e perto do gatilho tinha uma espécie de alavanca, cujo provavelmente era a sua trava de segurança.


Olha... - Disse empurrando e voltando a trava até a parte debaixo da coronha do rifle - Isso parece ser a trava de segurança do rifle.


Não parece ter muita segurança nisso. - Disse Amanda - 


Se assemelha muito com a trava da escopeta também. - Respondi - Mas só é necessário usar a trava após dar um tiro, assim o cartucho usado sairá e o próximo tiro estará liberado. Você só precisa empurrar a trava pra frente e depois voltar ela.


Obrigado, Kevin. - Disse Chris pegando o rifle - Ajudou bastante. Na verdade, ajudou até de mais, tá começando a me assustar. - Disse Chirs rindo - Amanhã vou levar essa coisa, quem sabe será útil.


Você disse que o Kevin matou o Predador com a escopeta não é? - Perguntou Amanda - Talvez o rifle tenha poder para fazer o mesmo, ou pelo menos atrasá-lo.


Só espero que não encontremos outro. - Disse enquanto saia do porão - 


Então comecei a andar pelo corredor novamente, vi que Terry e Victoria estavam conversando na porta de seu quarto até que Terry me chamou em voz baixa .


O que foi? - Perguntei em voz baixa -


Por favor Terry, é melhor falar com a Amanda, não com ele. - Disse Victoria - Ele é um pouco insensível?


Insensível é o caralho. Sou completamente sensível, eu acho.  - Disso bufando - O que querem?

Naquele momento, Victoria cruzou os braços e me olhou como se quisesse me matar.


Vic, pensando bem, não adianta falar só com a Amanda. - Disse Terry - Todos irão juntos até a cidade amanhã, não há porque esconder.


Tem razão... - Disse Victoria - Kevin... Meus absorventes acabaram, quero que traga mais para mim... E SEJA DISCRETO! - Disse Victoria aumentando o tom de voz -


Tá bom... - Respondi - Não sei se eu deveria dizer isso, porque provavelmente vocês vão querer me matar, mas... - Cruzei os braços - Por que não pediu a Evelynn? Sabe, ela é mulher, nós vamos até a casa dela... Então, quem sabe ela não tenha alguns lá...


Victoria apertou os olhos como se estivesse tentando me enforcar com o poder da mente.


EU NÃO FUNCIONO BEM SOB PRESSÃO! - Gritou Victoria entrando e batendo a porta de seu quarto.


Desculpa por isso, - Disse Terry com um tom humorado em sua voz - sabe como é... TPM.


Relaxa. - Respondi rindo - Enfim vou indo então. 


Então Terry entra no quarto e eu começo a andar pelo corredor novamente. Dentro da minha cabeça eu estava morrendo de rir daquela situação. Chegando na sala, vi que Joe, Evelynn e Carlos estavam ali. Carlos estava deitado no sofá de dois assentos cochilando, Evelynn estava sentada no sofá de três assentos lendo. Joe estava sentado numa poltrona separada olhando para o teto e com as mãos atrás da cabeça. Resolvi me sentar no mesmo sofá que Evelynn.. Após me sentar fiquei alguns segundos calado olhando para uma antiga televisão que estava em nossa frente e não funcionava mais. Ainda olhando para a TV perguntei:


O que está lendo?


"O chamado do monstro" - Respondeu Evelynn - 


Parece um livro de terror, - Disse olhando para a capa do livro - do que se trata?


Também achei que fosse, - Respondeu Evelynn ainda lendo - por isso o peguei. É um drama, sobre um jovem e seus problemas na vida. Até que é bem interessante.


Entendi... - Disse balançando a cabeça e sem assunto -


Que saco! - Disse Joe bufando -


O que foi? - Perguntei -


Não tem simplesmente nada pra fazer, Kevin. - Respondeu Joe -


Por que não lê? - Sugeri - Mesmo que você não goste, isso ajuda a passar o tempo.


Uuuh. - Disse Joe bufando - Acho que não tenho escolha então.

Então Joe se levanta com desânimo e começa a procurar entre os livros da estante -


Bem, boa leitura pra vocês, - Disse enquanto me levantava do sofá e andava em direção ao quarto - eu vou dormir, estou meio cansado, apesar de ter acabado de acordar. Meus braços ainda estão doendo devido aquele tiro. Ah, Joe, não se esqueça, hoje é seu dia de dormir no chão.


Beleza... - Respondeu Joe desanimado -


Deitei na cama sem sono. Afinal, ainda era cerca das oito horas da noite. Não parei de olhar fixamente para o teto até o sono chegar. E assim acabei dormindo. Bem cedo Chris havia entrado no quarto e me acordado. Ele me pediu para me vestir o mais rápido possivel, porque logo íamos partir. Assim que me levantei, olhei pela janela. Ela estava úmida, não dava pra ver nada do lado de fora por conta da pesada neblina que ali estava. Com certeza estava frio lá fora. Arrumei minha cama e coloquei um casaco. Fechei seu zíper que se encontrava no meio e coloquei seu capuz. Quando saí do quarto, já podia ver Chris, Amanda, Evelynn, Victoria e Carlos na sala. antes de ir até eles fui ao banheiro escovar os dentes. Chegando na sala, vi que as armas estavam encostadas na parede ao lado da porta, a escopeta estava com uma espécie de coldre, mas diferente. Era um coldre que se atravessava o corpo, como uma mochila de lado. 


Onde conseguiu o coldre? - Perguntei apontando para a escopeta - 


Não é bem um coldre... - Respondeu Amanda - Eu meio que fiz uma gambiarra. 


Ah, obrigado Amanda. - Respondi -


De nada. - Disse Amanda - Vai te ajudar bastante com o peso e a mobilidade que a arma te tira.


Kevin, - Disse Victoria com um tom envergonhado na voz - eu já falei com a Evelynn sobre aquilo...


Ah, certo então. - Respondi - 


Olhei para Evelynn e ela deu um leve sorriso, obviamente achando engraçado a situação.


Kevin, eu preparei algo pra você comer, - Disse Chris - tá na cozinha. Coma logo, temos que partir o quanto antes.

 

Então, ainda sonolento, fui até a cozinha para comer. Chris sempre cozinhou muito mal. Nas condições que estávamos com certeza seria ainda pior. Ele tinha preparado ovos mechidos que estava mais parecendo carne podre, mas sem escolha eu comi. Voltei para sala e ali ainda estavam todos. 


Vamos? - Disse Chris andando até a porta e pegando o rifle -


Vamos - Respondeu Evelynn -


Ah quase me esqueci, - Disse Chris andando até Victoria e tirando algo do bolso - toma. 


Chris tinha dado um dos rádio que tinhamos para mantermos contato.


Mesmo que nossa comunicação com isso não seja das melhores, ainda teremos uma. - Disse Chris - Carlos tem que repousar, então deixarei isso com você, fique atenta a toda hora, ok?


Ok! - Respondeu Victoria -


Pegamos nossas coisas e então descemos até o carro. O frio do lado de fora era insuportável. Assim como as janelas de casa, o vidro do carro estava completamente úmido. Já dentro do carro o clima era outro, mais quente, porém estranhamente frio. Chris ligou o carro e seguimos nosso caminho. Chris estava dirigindo o carro e Amanda ao seu lado. Eu e Evelynn estávamos nos bancos de trás, bem encostados nas janelas, fazendo um enorme espaço entre nós. Não demorou muito pra que Evelynn dormisse. E como sempre, nosso caminho foi deserto, só que desta vez com uma neblina pesada bloqueando boa parte de nossa visão. Conforme continuava-mos a viagem, a neblina diminuía, mas o frio não. Olhei para o relógio do carro e vi que já eram quase sete horas da manhã. Aquela entediante viagem me deixou com sono, e mesmo lutando contra ele, não resisti, acabei dormindo. Quando acordei novamente, estávamos numa rua da cidade com o carro parado, provavelmente já tínhamos chegado. A neblina já não exista mais. Os outros começaram a sair do carro, e fui logo em seguida. Evelynn e Amanda logo entraram numa casa, com certeza a casa de Evelynn. Era uma casa grande e bem moderna, havia dois andares e nenhum barulho era emitido dela. Acabamos atraindo a atenção de um dos zumbis que estavam na rua.

Me da o machado, eu cuido desse - Disse Chris -


Dei o machado ao Chris e ele caminhou até o zumbi. O zumbi deu uma rápida movimentada para a frente para tentar agarrar Chris, mas com apenas um passo para o lado ele conseguiu desviar. Devido a falta de mobilidade, ou inteligência que o zumbi enfrentava, ele acabou caindo de cara no chão. Chris pisou em suas costas com o pé direito evitando que o zumbi levantasse. E então, com uma forte machadada na nuca do zumbi ele o mata. Após fazer tudo aquilo, Chris vêm andando em direção a casa. 


O que você é? Um Ninja? - Perguntei pegando a escopeta e trancando o carro -


Vamos entrar. - Respondeu Chris sorrindo -


Entrando na casa, damos em um corredor, cujo dava passagem a uma sala de estar na nossa esquerda, uma cozinha e sala de jantar a nossa direita e uma escada para o segundo andar a nossa frente. Ouvimos alguém chorar no segundo andar então subimos rapidamente. Ao entrar num dos quartos do segundo andar, vimos Amanda, Evelynn e uma mulher deitada na cama e toda pálida, provavelmente mãe de Evelynn. Então Chris e eu entramos calmamente no quarto.


Filha... - Disse a mulher com lágrimas nos olhos - é tão bom te ver. E saber que está bem.


Mãe... - Respondeu Evelynn segurando a mão da mulher e chorando - O que aconteceu? Cadê o papai?


Aquelas coisas... pegaram ele. - Respondeu a mulher ofegante - Quase... me... pe...ram também...


Mãe... Você foi mordida? - Perguntou Evelynn chorando -


Fui... - Respondeu a mulher mostrando seu pulso - Mas não se preocupe, estou feliz em te ver.


Chris e Amanda saíram do quarto. Evelynn continuou conversando com sua mãe, mas ao longo do tempo ficou mais difícil. Sua mãe obviamente estava morrendo, e Evelynn sabia disso. Não demorou muito para que sua mãe parasse de responder. Seus olhos ainda estavam abertos, mas seu olhar era vazio e morto.


Eve--


Eu sei! - Disse Evelynn me interrompendo - Não precisa dizer, eu já esperava por isso. 


Evelynn fecha os olhos de sua mãe e em seguida pega uma faca em seu bolso e a aponta para um dos lados da cabeça da sua mãe. Ela fecha seus olhos com força e então o faz. Ela encrava a faca na cabeça de sua mãe. Então ela retira a faca e guarda novamente. Mesmo com sua mãe morta, Evelynn não solta a mão dela. Já haviam se passado cinco minutos após a morte de sua mãe. Escutamos gritos vindo da rua. Logo após o grito, um barulho de carro apareceu. Chris e Amanda voltaram rapidamente ao quarto e nos pediram para abaixar. Nós abaixamos bem ao lado de uma das janelas que havia no quarto. Quando olhei pela janela, vi um homem correndo pela rua e um carro velho o seguindo em uma baixa velocidade. Pouco depois de passarem por nós, o carro acelera atropelando e jogando o homem ao ar. Após atropelarem o cara, dois outros saem do carro. Eles estavam fortemente armados, com metralhadoras e pistolas. Eles revistam o corpo do cadáver e continuam seu caminho. Por sorte, não perceberam que estávamos ali, porque com certeza iria dar merda.
 



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