História Nossa doce baby doll - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Monsta X
Tags Bts, Exo, Fantasia, Harem, Jimin, Jin, Kook, Magia
Exibições 184
Palavras 2.525
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Harem, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde!!!
Boa leitura :D!

Capítulo 2 - Borboleta


Fanfic / Fanfiction Nossa doce baby doll - Capítulo 2 - Borboleta

 

Você brilha nessa escuridão, isso é o efeito borboleta
Seus toques de luz, eu vou esquecer a realidade só uma vez

Você, que é como um sonho, é uma borboleta para mim, alto

 

  Morango acordou sorrindo. Estava ali, estava na casa dos consortes.

  Virou de lado e olhou para seu amigo embrulhado nas cobertas como um filhote de gatinho. V era marido e pai, mas para ela ainda parecia um garotinho, meio como seus irmãos mais novos e os filhos da Tia Mia. Ela o amava igual a um irmão.  Ele era mesmo seu melhor amigo.

  Ela tinha chegado de madrugada pelo espelho que tia Sofhie fez para manter ali no quarto do V, já que ela caminhava pelas sombras, porém os consortes dela não. Todos estavam dormindo, mas Tae a esperava, ele sempre a esperava.  Ele era muito ocupado e ainda sim sempre falava com ela, fosse pelo espelho, fosse pelo celular e ela sabia que ele estava ainda mais feliz aquela semana porque teria o dia de folga e ia visitar o Yeye. V e o pequeno ômega eram grudados e ela sabia que seu amigo sofria por ter de ficar tempos longe do filho.

  Mas fazia parte da realidade deles, ela também sempre ficava tempo de menos com os pais... Yeye entedia, mesmo bem pequeno ainda. Yeye era um ômega real, afinal.

  Devia contar ao Tae sobre os amigos?

  Suspirou e se sentou na cama. Talvez fosse melhor sentir o clima entre eles primeiro. Ainda sentia a pele sensível por Jimin no dia anterior... Ter estado lá, mesmo não querendo foi difícil... Mas ela sempre era atraída para eles nas horas mais impróprias e ele... Ele tinha ficando sem ninguém por meses também...

  Sua mãe dizia que seu pai Yifan se sentia vazio e por isso trocava de amantes constantemente. Seria o caso de Jimin? A diferença era que ela sentia tudo mil vezes mais intenso porque afinal eles eram sua alma gêmea real quando os pais não eram ligados daquela forma...

  E ela tinha medo porque tinha certeza que eles não iam entender, a última vez que conversou com V e Kook entrou no quarto, ele saiu resmungando que odiava bruxas... E Magia.

 Ela chorou por dias com aquilo. Seu coração era fraco, sabia dessa sua fraqueza e ao contrário de Maçã, jamais poderia amaldiçoar os meninos...

— Moranguinho? - A voz de Tae a assustou e ela se voltou para ele a tempo de ver ele esfregar o rosto e a encarar chocado – Você está chorando?

 Estava?

 Tocou seu rosto e percebeu que sim, estava e ela não era de chorar... Quase nunca, pelo menos perto de alguém não. Ele veio para ela e abraçou forte.

— O que está acontecendo hun? Teve um pesadelo, isso?  É a sua mãe? Desde que ela se foi com seus pais você tem cuidado de tudo, não é? Está sendo muito difícil? Ei, fala comigo, Mora!

  Ele a afastou e a encarou todo preocupadinho e ela sorriu. Taetae era um homem de ouro, sua tia tinha toda razão em querer protegê-lo com unhas e dentes.

— Não é isso Taetae, cuidar dos meus irmãos não é uma tarefa difícil, eu faço com prazer e para mim é muito tranquilo e mamãe, eu já te disse, precisou fazer aquilo. Ela sempre sabe o que faz e não é para sempre.

— Então o que é? Fala para mim... Eu estou preocupado, eu sinto você diferente desde Beltane.

  É porque eu descobri meus consortes em Beltane. Sentiu vontade de responder, mas ficou em silêncio. Ainda não era o momento. Ainda não. Ela suspirou e saiu da cama indo em direção ao espelho. Só se aparentasse uma adolescente...

— MORANGO! NÃO! Não pode ser! -  Ela deu um pulo com o grito do V e ele veio para ela segurando seus ombros e a encarando alarmado – Nem pense nisso!

— Tae...?

— Eu conheço esse olhar Morango, era o olhar da Amora naquele dia! Fala para mim! Você encontrou seus consortes e eles também morreram, não é? É isso! – Morango abriu a boca em choque e ele tomou aquilo como uma confissão, como ele...? – NÃO, NÃO MESMO, VOCÊ NÃO VAI SE MATAR ESTÁ ME OUVINDO?

— Me matar...?

— É, eu ouvi sobre a ligação forte entre bruxas e consortes e encantados e consortes, isso não está certo! Você é minha amiga, eu não vou deixar! Agora que seus pais não estão eu me sinto responsável por você Moranguinho, e não vou deixar você pular de um penhasco ou sei lá o quê, mesmo que eu tenha que te sequestrar está me ouvindo?

— Tae! Eles não estão mortos! – Disse aflita porque o amigo começou a hiperventilar, puxa... Não sabia se o abraçava forte por ter a declaração mais linda que já recebeu na vida ou se dava uns tapas naquele bobo exagerado! – Eles estão vivos ok? Vivos!

— Então te trairam não foi! É claro que foi, olha só para você! Quem são, fala logo, Mora, quem são eles que eu vou lá quebrar a cara deles!

— Pelos deuses Tae, como você...?

— Eu ouvi várias vezes a Maçã falar de como sua mãe ficou quando o Minseok traiu ela, eu lembro ‘ta! Isso é única coisa que faria você chorar, acha que eu não te conheço? Eu te conheço! E a Sof vive dizendo isso para a Dome, que se ela fizer algo parecido vai virar lesma para sempre!

  Morango acabou rindo baixo porque Tae tinha quase acertado, mas de um jeito todo bagunçado, ahhhh aquele moleque!

  Ela o abraçou e acariciou suave os cabelos agora dourados.

— Está tudo bem ok? Já passou... Já passou...

— Eu conheço eles não é! Fala a verdade!

— Candy?

  Morango se afastou de Tae e viu Jimin na porta com os olhos arregalados também. O que ele tinha ouvido? O quanto ele ouviu?

— Foi bom você chegar! Morango vai me dizer quem foi o otário que traiu ela e você vai me ajudar a socar ele!

  Ela se sentiu vermelha e cutucou o Tae sem graça. Seu amigo era tão insano as vezes...

— Para com isso, Taetae!

— Então é verdade, você descobriu seu consorte – Jimin disse de olhos estreitos e ela começou a ficar sem entender a situação, mas o que deuses estava acontecendo e como ele sabia sobre aquilo? – Responde Candy!

  Ela rolou os olhos, gostava que ele a chamasse de Candy, foi apelido que deu a ela desde a primeira vez que se viram e ela ainda não sabia quem ele era para si... Jimin era um doce, nada menos que isso, mas nunca pensara que ele se interessava em saber sobre a dinâmica do mundo dela... A última conversa que presenciou entre os membros, Jimin parecia chateado sobre o assunto quando V falava com Hope sobre a princesa. E ela nunca disse nada para ele em especifico, ele a tratava como os adultos tratavam as irmãzinhas dos amigos. Até sorvete ele comprava para ela.

  Então o celular do Tae tocou e Jimin do nada veio para ela a pegando no colo e dizendo que queria conversar em particular. Saiu como o vento do quarto do Tae que resmungava que a conversa deles ainda não tinha terminado.

  Morango não sabia se ria ou se chorava, mas o que deuses estava acontecendo?

  Jimin a colocou sobre a bancada da cozinha e ficou de frente para ela parecendo mortamente sério. Ele nunca ficava sério.

— V está certo, não é? Você descobriu o seu consorte e ele te traiu. V-você está com dor Candy? F-foi muito ruim? Qual é a intensidade da ligação, eu ainda não entendo direito sobre isso... E quando eu cheguei essa manhã e o Jin disse que você provavelmente estaria aqui eu meio que... Não sei.

 Ele parecia tenso demais, isso não era o Jimin normal...

— Como você sabe sobre isso?

  Perguntou meio chocada. Ele passou a mão nos cabelos descoloridos e resmungou algo que ela não sabia dizer o que era antes de se voltar para ela:

— Eu andei perguntando.  Eu queria saber e eu... Yoongi me contou sobre o Minseok e sua mãe.

  Ele mordeu os lábios e ela suspirou.

  Pelo visto aquele era o exemplo a ser dado sobre ligações e consortes entre eles. Baek começou aquilo, para se vingar do seu pai e aparentemente a coisa tinha se espalhado como pólvora pelos anos seguintes.

— Eu estou bem, Jimin...

— Quem foi Morango? Quem foi? Eu conheço? Quem machucou a minha Candy?

  Ela arregalou os olhos e ofegou. Pelos deuses...! Ele...? Não... Estava ouvindo de mais, era isso!

— São consortes Jimin, três – Disse antes que perdesse a coragem – E foi essa noite, noite de vocês, claro.

  Ela esperou e ele raciocinou rápido, claro, como esperado dele, Jimin era esperto, muito esperto. Não sabia quando ele resolveu se tornar protetor com ela, mas não estava reclamando, embora estivesse super surpresa...

— Por que não disse antes? Por quê?

  Ele caiu de joelhos diante dela ainda sentada sobre a bancada de pedra vazia e parecia atormentado. Morango saltou dali e se ajoelhou em frente a ele, não era o que esperava e estava confusa... Não entendia o que acontecia...

— Eu não sabia como iam receber isso e... Eu tive medo, porque não é algo normal...

— Você achou que eu ia fazer como o Yoongi fez com a princesa?

  Ele perguntou tremulo e ela suspirou. Era contra mentira, sempre foi. Era da sua natureza.

— Sinto muito...

— Eu desconfiei sabe... Mas achei que era loucura da minha mente, Candy - E ele ergueu os olhos para encarar os dela. Jimin parecia perturbado – Até que eu desisti. Não podia ser verdade, foi o que eu pensei, afinal você agia fofa comigo, mas você faz o mesmo com o V e eu não ia ter a mesma sorte dele, quer dizer... Um consorte de bruxa? Eu? Contudo desde que eu te conheci eu senti que tinha algo diferente e por isso eu me mantive sabe... Longe das garotas... – Morango abriu a boca realmente chocada, não era possível – Mas daí eu percebi que era loucura minha, que eu não poderia ser seu e por isso eu... Saí ontem mas... Eu me senti tão culpado e agora... Droga!

  Ele se levantou e se afastou dela até o outro lado da sala. Ela nem se moveu.

  Se Maçã estivesse ali ia estar rindo da sua cara, óbvio, porque nada nunca a assombrou tanto quanto aquilo, nunca.

— Você não se importa? E-eu sou estranha e...

— Morango, você é perfeita!  - E ele chutou o sofá irritado - Eu sou um idiota, devia ter ido no templo e ficado lá até você me dizer a verdade isso sim! Eu devia ouvir mais meu sexto sentido! Fui um estupido e você acabou se machucando!

— Eu sou uma bruxa...

— Eu sou um idol, quem aqui é mais problemático? – E ele a encarou triste – Eu sou um idiota, você deveria me transformar em um furão!

  E ela riu, riu muito ao pensar que ele pensava que ela saia por aí transformando pessoas em animais, ai ai, essa TV...

— Jimin, não é assim... Olha, eu estou feliz, mesmo por você entender, isso é mais do que eu esperava...

— Eu tenho inveja sabe – Ele disse vindo para ela e a ajudando a se levantar antes de colocá-la na bancada de novo – Eu sinto inveja dos seus pais, do V, do Suga e o J, do exo todo! Se tem algo que aprendi nesses meses é que ser consorte é a melhor coisa, é amor de verdade, não é algo que alguém vai estar comigo só porque sou famoso ou porque tenho dinheiro agora, é por mim não importando quem eu sou. É confiável e verdadeiro. Quando eu te vi pela primeira vez era como estar vendo um anjo perfeito e intocável... E eu quis ter mais tempo para continuar a te ver mesmo que estivesse na sua redoma mágica inalcançável. Então na segunda vez eu só desejei como um egoísta e idiota que se eu fosse seu um dia você ficaria comigo para sempre e toda a solidão iria embora. Seu sorriso me aquecia e sua voz me fazia feliz, era o que eu precisava... Por isso sai por aí investigando tudo o que eu podia saber do seu mundo e de bruxas em geral. Mas quais eram as probabilidades? Quase nulas, você nunca me olhou de forma diferente. Achei que eu era tipo o amigo do seu melhor amigo e só e o V é extremamente possessivo com você, eu ficava me remoendo de ciúmes sabe... Quando cheguei e soube que você estava aqui eu corri para o quarto do V mas... você estava chorando... E eu só soube, não sei como, mas só soube que podia ser eu o culpado. Eu sinto muito Candy, muito... Eu fiz isso, eu fiz... Eu não te mereço não é?

  Morango puxou o rosto adorável para o seu e sorriu tranquila.

— Você é maravilhoso, Park Jimin e não vai ser porque fez algo que me machucou essa noite que vai mudar isso, você não sabia, eu não conhecia dos seus sentimentos e fomos dois bobos! É essa a verdade. Vamos fazer as coisas do jeito certo agora, ok?

— Você sempre tão equilibrada - Ele disse sorrindo suave pela primeira vez – Mentalmente você já é adulta, não é?

  Morango riu baixo:

— Quase lá, mas não conte ao V, ele ainda acha que tenho dez anos.

— Você parece ter menos – E ele fez um bico chateado – Você é a minha Candy, não envelheça tão rápido, não é justo isso... Devíamos ir mais no parque, não devíamos?

— Não seja bobo – E ela o empurrou de leve finalmente estendendo uma mão para ele que a segurou todo delicado – Sou uma bruxa, eu envelheço rápido até meu corpo atingir os dezessete, então a ampulheta para de correr e vai passar muito, muito devagar, somos assim... Sou estanha...?

— Não, você é mágica! Só isso! – Então ele fechou os olhos e levou sua mão até o rosto – Quem são os outros dois?

— Jin e Kook – Sussurrou. Ele abriu os olhos e ofegou, nada precisava ser dito, ele refletia nos olhos o mesmo receio que a corroía, problemas, só problemas – Sim, eu sei. Entende meu medo agora?

— Jin ainda é mais simples... Kook vai ser o problema maior, mas Candy, eu estou aqui, daremos um jeito!

  E ele lhe sorriu amplo e ela quase desmaiou ali mesmo, droga, sua parte army era influenciável!

— Não me lance esse sorriso de palco Park Jimin!

 Resmungou e ele apenas riu baixinho.

— Mas eu sou seu Candy e sendo assim todos os meus sorrisos também.

— Pode parar com essa conversa de idol senhor Park, olha aqui...

  E parou de falar quando ouviu passos pesados vindo e Jimin foi rápido, a tirou da bancada e a pegou no colo.

— Finja dormir, vamos! Que quero testar uma coisa...

  Ela ia dizer que não, mas acabou cedendo e logo se aconchegava nos braços dele curiosa para saber qual era o plano, porque se Jimin estava no meio algo viria também, nesse ponto ele se parecia com seus irmãos bagunceiros...

  E ela queria ver o que ele pretendia. Confiava nele, de verdade...

  E como ele tinha dito, ele era seu. Sorriu.

 

 

 

 


Notas Finais


E é isso amores!!!
Beijinhos!


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