História Nossa História - 2 Temporada - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Luan Santana
Visualizações 123
Palavras 1.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Oficialmente casados


Fanfic / Fanfiction Nossa História - 2 Temporada - Capítulo 5 - Oficialmente casados

Luan Narrando

Amanheci o dia do meu casamento me sentindo nada feliz. Na ultima semana, eu só tinha me preocupado com a minha irmã e nada mais. Ela estava grávida. Minha irmãzinha, como podia? Eu sabia que deveria ter pegado mais no seu pé...

No fundo, lá no fundo eu estava empolgado, mas a raiva ainda tinha superado o sentimento de alegria que eu reprimia. E nesses eu pensava no que fazer. Mari me disse uma ou duas vezes como Bruna estava esperando um apoio meu e hoje eu tinha decidido dar esse apoio à ela. Afinal, quando aconteceu comigo, ela estava lá. E eu quero que ela sempre possa contar comigo. Agora me sentia um pouco mal por ter lhe virado as costas, mas estava disposto a fazer tudo por ela e pela minha futura sobrinha. Sobrinha, eu tinha a sensação de que seria uma Bruninha pra fazer companhia pro Breno.

Meu estômago revirou assim que eu levantei da cama. Era estranho acordar sem ela do meu lado, e aí que a ficha caiu: é hoje. Nosso tão esperado casamento. Depois de tanto tempo, tanta história juntos, finalmente casando. Com todos ali de testemunha. Queria que fosse um dia especial pra ela. Queria vê-la sorrir bem grande, ao ponto de seus olhos quase fecharem. Ri lembrando. Quando ela ria muito, seus olhos ficavam pequenininhos, as bochechas rosavam e assumiam uma forma maravilhosa com covinhas bem fracas. Ela normalmente não tinha covinhas, mas quando ria demais, elas estavam ali.

Peguei no criado-mudo uma folha onde tinha escrito meu discurso. Estava lindo. Dei uma relida. Perfeitamente clichê. Parecia o suficiente. Coloquei no bolso do smoking que estava pendurado na porta do armário.

[...]

Horas mais tarde, estava eu e alguns padrinhos reunidos em uma sala. Descontraídos, alguns bebíam, outros comiam e eu não era capaz de fazer nada disso. Estava ansioso. Não tinha falado o dia todo com Mari, e se tinha algo que me deixava inquieto era não falar com ela. Admito que isso começou com insegurança, eu não gostava de quando ela ficava sem falar comigo porque sentia que ela poderia estar falando com outro. Desde o ocorrido com Jade, eu me sentia muito inseguro e desmerecedor do amor dela. Mas ela tinha esquecido totalmente daquilo e isso me mostrava o quanto amor havia na nossa relação. Ainda assim eu não me sentia seguro. Não queria que ela parasse de falar comigo, não queria deixa-la sozinha, e principalmente não queria vê-la com Ícaro. Dava pra ver no olhar dele que toda aquela dedicação era porque tinha segundas intenções.

Tentei desciar meus pensamentos desse cara. Hoje não era dia pra me preocupar com isso. Afinal, em poucas horas eu estaria oficialmente casado com a mulher da minha vida e ninguém poderia mudar isso.

[...]

Tinha acabado de chegar na igreja. Pelos fundos, visto que a frente estava dominada pelos paparazzi. Já contavamos com isso e o que não falta é segurança. Vi minha irmã do outro lado do estacionamento com Mel. Essa era minha chance de falar com ela. Não tinha a visto até agora e não aguentava mais essa angustia de estar mal com ela. Aproximei-me.
- oi... Hm, Mel, você pode...
- claro! – ela disse sem me esperar terminar de falar e saiu. Bruna me olhou como um cãozinho perdido. O olhar triste.
- o que você quer? – ela tentou parecer brava, mas a voz saiu mais com tom de choro.
- quero te pedir desculpas pelo jeito como eu reagi a... A sua gravidez. – cocei a nuca um pouco nervoso. – eu tô me sentindo muito mal mesmo, eu não deveria ter te virado as costas. Isso não a atitude de um irmão que ama tanto a irmã como eu te amo. Eu só não queria que isso acontecesse com você agora, você ainda é minha irmãzinha. – ela olhou pro teto com as mãos na cintura.
- olha, eu não queria borrar minha maquiagem antes mesmo do casamento começar. – eu ri. – mas não dá pra não chorar com você falando essas coisas. Você é a pessoa mais importante do mundo pra mim e não ter seu apoio estava me fazendo pensar coisas horríveis como me odiar por ter engravidado.
- o quê? Não fala isso nem de brincadeira! – disse a abraçando. – eu amo você e amo minha sobrinha, você não tem como que se preocupar porque eu to aqui com vocês.
- sobrinha? – perguntou rindo.
- sobrinha. – depois de alguns minutos abraçados, fomos juntos para o andar de cima da igreja. A cerimonia já iria começar.

[...]

Eu estava inquieto, parado no altar. Ela estava atrasada. Quem inventou isso de que a noiva tem que atrasar não sabe o sufoco que um noivo passa enquanto a espera. Eu sabia que ela não me abandonaria. Mas estava ansioso para vê-la. E se ela não iria me abandonar, pra que a demora?

Eu procurava conforto no olhar da minha irmã e dos meus pais. Que sempre que eu olhava para eles, tentavam me manter calmo balançando a cabeça e dizendo que ela já vinha. Os padrinhos conversavam disfarçadamente entre si e pareciam bem descontraídos. As madrinhas já estavam euforicamente ansiosas. Convidados? Muitos! A igreja estava cheia. Na primeira fila, estavam os pequenos amores da Mari: as crianças do abrigo da dona Adeláide. E claro que ela também estava lá ao lado das crianças. Mari fez questão de levar todos eles, o que ocupou mais do que a primeira fileira de cadeiras.

Quando ouvimos a banda voltar a tocar, todos olhamos para a porta. As portas se abriram, lá estava ela. Sorri. De braços dados com a minha sogra, lá vinha a mulher dos meus sonhos. E eu só conseguia pensar: que sorte a minha!

Minha sogra entregou-me a mão de Mari. Beijei sua testa e sussurei dizendo que ela estava linda, porque estava mesmo.

Durante a cerimonia, eu não conseguia olhar para o padre. Eu estava vidrado na minha mulher que, vez ou outra me olhava e sorria envergonhada.

Depois de oficializar nosso casamento perante a Deus, fomos comemorar. Fomos recebidos por aplausos dos convidados. Uma valsa foi o tempinho que tivemos à sós.
- você ta muito linda, sabia? – ela riu.
- gostou do meu vestido que arrumei de ultima hora?
- adorei, você consegue ficar linda em qualquer roupa.
- finalmente casamos. – ela suspirou.  
- esse dia... ta sendo o que você esperava? – essa era a minha preocupação em relação a tudo. Queria agrada-la, afinal era vontade dela ter casado há tempos. Mas eu bobeei, então queria que esse dia fosse tudo o que ela esperou.
- ta sendo bem mais, amor.

[...]

- eu tinha preparado uma coisa... – falei no microfone. Agora todos esperavam o meu discurso. Peguei o papel no bolso da calça e mostrei. – mas agora parece um pouco clichê demais, muito limitado, não expressa a gente. – amassei e coloquei de volta no bolso. – a gente sempre foi muito intenso. As coisas aconteceram rápido demais entre a gente. Porque parece que a vida toda eu fui seu e não tinha necessidade de ir com calma. Nossa ligação parece coisa de outra vida. Porque por mais que um de nós pise na bola, o amor, a admiração, o carinho... Nada disso acaba. A gente ficou um tempo longe um do outro e eu queria admitir em público, pra todo mundo saber que, eu sofri cada dia com a sua falta. Aquele definitivamente não foi o fim da nossa história, e graças à Deus por isso. A gente é jovem de espírito e se ama cada dia mais. A gente tem tanto pra viver ainda! Eu quero mais filhos, uma casa maior, mais cachorros, acordar todos os dias do seu lado e te ver toda bagunçada e ainda assim te achar linda. – sorri, vi uma lágrima de emoção escorrer no rosto da minha mulher. – Sou suspeito pra falar, gente. Não tem um dia na minha vida que eu não ache essa mulher maravilhosa. – todos riram. Agora, oficialmente casados. Sentia-me o cara mais sortudo nesse momento. – eu sou muito grato por ter você na minha vida. – direcionei-me a ela. – grato por ter me dado meu maior presente. – Breno, que estava do lado dela, nem se ligou que eu falava dele. – e grato pela nossa história de amor, que mal começou. 



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