História Nossa Noite - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae
Tags Gay, Jackson, Lemon, Mark, Markson, Mpreg, Yaoi
Visualizações 247
Palavras 8.808
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Estou de volta com mais uma fanfic.
Eu passei várias horas me dedicando à essa história.
Eu amei escrevê-la e adorei o resultado.
Já fazia um tempo que eu queria escrever essa fanfic Markson.
Espero que gostem tanto quanto eu.
Obrigada por já estar aqui lendo e me dando uma oportunidade.
Eu escrevi essa fic para uma leitora minha que pediu. E como eu amo esse shipp, fiz com o maior prazer. @Sun-He, escrevi como o prometido.
E obrigada a todas as minhas novas e antigas leitoras.
Boa leitura.❤

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Nossa Noite - Capítulo 1 - Capítulo Único

21/07/2017

SEXTA-FEIRA


O jogo estava quase terminando. Os jogadores gritavam de um lado e do outro. Todos da torcida gritavam clamando para os jogadores serem ainda melhores. A bola foi lançada, e segundos antes da partida finalmente terminar, o jogador favorito de todo o time marcou o último ponto, aquele que revirou o jogo. Todos ao meu lado começaram a comemorar.


– Eu disse que eles iriam conseguir!


– Percebi, você não parou de gritar isso o jogo inteiro – Jinyoung revirou os olhos ao dizer. Logo voltou sua atenção ao seu livro, o qual lia desde o começo da partida. – Youngjae, se acalme, é só um jogo.


– Não é só “um jogo” – Youngjae defendeu seu esporte preferido. – É futebol americano.


– Em resumo: um bando de garotos desocupados, suados e fedorentos se matando em um campo por conta de uma bola – Jin falou e eu não pude deixar de rir. – Muito interessante.


– Se gosta tanto assim desse esporte, por que não se inscreve para fazer parte do time? – foi a minha vez de falar.


– Não – ele fez uma careta ao responder –, não sou bom com essas coisas, você deveria saber disso. Eu gosto mais é de assistir.


– Entendi – sorri de lado e Youngjae gritou mais uma vez.


Eu confesso que também gosto de fazer isso. Mas não pelo esporte. É pelo jogador. Apenas um. Jackson. Aquele que naquele momento estava sendo jogado no ar por vários torcedores que antes estavam nas arquibancadas.


Jackson era o melhor jogador de toda a escola. O camiseta 9. Todos o conheciam e o desejavam. E não era de se perguntar o porquê. Jackson fazia qualquer um suspirar ao pensar nele. Ele era o sonho de qualquer um naquele Colégio. Comigo não era diferente. Bem, se tratando de sua beleza. Já em relação a sua personalidade, eu não o suportava. Sempre andando como se todos tivessem que se ajoelhar aos seus pés. Suas atitudes me davam nojo.


– Mark! – Jin me cutucou e eu saí de meus devaneios – Você ouviu o que eu disse?


– Não, eu estava distraído.


– Eu percebi – Jin fechou seu livro e se levantou.


– Me desculpe Jin, pode dizer, prometo que agora prestarei atenção.


Jinyoung me olhou e respirou fundo. Eu podia jurar que ele me deixaria ali sozinho e iria embora, mas não o fez.


– Eu estava falando sobre o Youngjae.


– O que tem ele?


– Ele conversou brevemente comigo mais cedo – Jin deu de ombros e olhou para Youngjae, o qual estava no campo conversando com Jaebum. – Ele e o Jaebum andaram brigando. Pode não parecer, mas ele disse que está mal, e a única coisa que aumentaria seu ânimo seria o jogo.


Após Jin ter me explicado, Jaebum parecia brigar com Youngjae por alguma coisa. O garoto responsável pela coluna esportiva do jornal da Escola pegou o braço de Youngjae e o levou para um lugar mais afastado de nossas vistas.


– Mark, eu realmente preciso ir agora. Tente conversar com ele. Você é melhor do que ninguém para tentar compreendê-lo.


Então, por que ele não veio até a mim para desabafar?, logo imaginei, mas não expus meu pensamento.


– Sabe, eu não sou muito bom com conselhos. Youngjae é um amigo muito querido pra mim, mas não sei como ajudá-lo. Por favor, faça isso por mim.


– Farei, Jin – assenti ao dizer e vi um sorriso fraco no rosto de Jin, pela primeira vez aquela noite. – Até amanhã.


– Até – Jin colocou a mão em minha cabeça como forma de despedida. – Boa noite.


Depois dessa conversa eu fiquei realmente preocupado com Youngjae. Ele parecia tão bem, mas estava tão mal. Por que ele não falou a verdade para mim? Talvez ele não não confiasse mais em seu melhor amigo. Ou seria culpa minha?


Talvez. Meu coração chegou a doer assim que pensei nisso. Eu estava um pouco afastado de Youngjae mesmo. Mas nem por isso deixei de me importar com ele. Eu precisava conversar com o mesmo, e tirar todas as minhas dúvidas de uma vez por todas.


Youngjae saiu do lugar onde estava com Jaebum. Ele passava rapidamente pelas arquibancadas, agora vazias. Vez ou outra, sua mão ia ao encontro de seu rosto para limpá-lo. Ele estava chorando. Isso era evidente.


– Jae, espera! – gritei ao ver o garoto correndo para fora do estádio. – Eu preciso conversar com você!


Eu gritei pelo seu nome novamente e corri até seu encontro. Assim que segurei seu braço, Youngjae se virou e olhou nos meus olhos.


– Jae, por favor, se acalme e converse comigo…


– Você se importa agora!? – Jae falou alto e eu automaticamente soltei seu braço.


Ao ouvir as palavras de Youngjae, eu não pude respondê-lo.


– Já tem um tempo que você não se preocupa comigo – Jae abriu o portão de ferro do estágio e o fechou em seguida. –, por que não continua fazendo isso?


Vi Youngjae ir embora aos poucos e continuei parado ali. Parecia que meus pés foram fixados no chão. Eu não sabia o que sentir, o que pensar e como agir.


– Youngjae! – Jaebum gritou ao passar por mim.


– O que aconteceu aí?


– Nem eu sei – respondi.


– Parece que a situação está feia – deu um riso abafado.


– Está, infelizmente. E você não deveria rir do sofrimento dos outros – falei revirando os olhos.


Voltei a andar e subi as arquibancadas para pegar minha mochila. O garoto veio atrás de mim e respirei fundo.


– O que você quer agora?


– Nossa. Não achei que ficaria tão bravo por conta de uma risada.


– Acontece que é do meu melhor amigo de quem você está rindo – falei já com minha mochila nas costas o olhando. – Não ache que vou lhe tratar como um superior assim como o resto desta Escola só porque você é jogador do time de futebol americano e fingir não estar vendo a sua maneira egocêntrica de agir. Você não é superior a ninguém e deveria saber disso. Você é só um jogador do time da Escola, isso não é nada pra mim. Com licença.


– Ei – ele segurou meu braço me impedindo de passar. –, me desculpe. Eu não fiz aquilo por mal. E saiba que eu não sou esse tipo de pessoa…


– Não – ri sarcástico. – Por que estamos tendo essa conversa? Por que está se importando tanto comigo? Você não vai mudar a minha opinião. Acho melhor você ir transar com mais uma dessas líderes de torcida idiotas como você sempre faz.


– Você acha mesmo que eu sou assim?


– Não acho, tenho certeza – disse decidido e larguei a mão dele do meu braço.


Caminhei até a última fila da arquibancada e ouvi ele gritar:


– Então, eu vou te provar o contrário!


– Tente! – gritei em resposta.


• • •


Eu não acreditava que estava fazendo aquilo. Mas até que estava sendo divertido, confesso. Jackson, após ter tomado banho e trocado de roupa nos vestiários, propôs me acompanhar até a minha casa. Ele arrancou algumas risadas minhas quando ameaçava cair do paralelepípedo, o qual se equilibrava, ou quando insistia em contar as coisas mais engraçadas que fizera em sua infância.


Porém, não posso dizer que só ele quem me fez rir, pois eu também tirei alguns risos dele. Em um momento, recebi um sorriso e um olhar que me fez ganhar a minha noite, e foi com eles que me fez perceber que Jackson não era como eu pensava. Eu estava enganado. Jackson era muito mais do que um jogador de futebol americano que só pensava em si mesmo. Ele continuava com aquela beleza incrível, porém agora a via dentro dele também.


– É aqui – olhei para a minha casa e voltei meu olhar para o garoto forte a minha frente. – Obrigado por ter me acompanhado.


– Não precisa agradecer. Só uma coisa…


– O que? – perguntei sorrindo de lado.


– Quero que confesse que você – ele colocou o dedo indicador em meu nariz e eu ri. – estava errado e que eu sou uma boa pessoa.


Revirei os olhos e foi a vez dele rir. Respirei fundo e falei rápido:


– Estou errado e você é ótimo. Está bom assim?


– Foi tão rápido que nem pude entender direito, mas já está bom pra mim.


– Jackson, posso lhe fazer uma pergunta? – falei e ele assentiu. – Por que se importou tanto com a minha opinião em relação a você? Por que simplesmente não me ignorou?


– Porque eu não queria que você tivesse uma visão errada de mim – Jackson respondeu. – Não sei dizer o porquê, mas me importo muito com o que você, em especial, pensa ao meu respeito. Parece loucura, mas em um dos jogos eu te vi na arquibancada – ele sorriu ao se lembrar. – A partir deste dia eu sempre notava se você estava presente ou não nos jogos. Eu queria te conhecer.


– E por que nunca falou comigo?


– Não tive oportunidade. O Colégio é grande demais, e eu não o via em lugar algum. Mas hoje, finalmente pude falar com você – o sorriso em seu rosto se desfez. – E ao ouvir o que você pensava sobre mim, foi doloroso.


– Eu sinto muito, Jackson. Eu errei em te julgar antes mesmo de te conhecer.


– Está tudo bem. Estou feliz só de ter passado alguns minutos da noite com você – ele passou a mão bagunçando meu cabelo. – Até mais, Mark.


– Até – me despedi.


Jackson andou um pouco, não estava muito longe. A noite não poderia terminar assim. Eu não queria. Gostaria de conhecê-lo mais, ficar cada vez mais próximo dele.


– Jackson! – ele se virou e corri até o mesmo. – Não quer entrar e fazer alguma coisa? Os meus pais não estão em casa, pra variar, e...


– Não precisa fazer isso.


– Você tem razão, eu não preciso. Mas eu quero passar mais tempo com… – eu pensei em dizer, mas me arrependi e logo mudei o término da frase. – alguém. Estou me sentindo muito sozinho nos últimos dias. Os meus pais viajam demais a trabalho e eu não tenho ninguém para conversar.


– Se é assim. Tudo por você.


• • •


Nós dividíamos o sorvete que havia dentro da geladeira. Ele falava sobre como entrou no time da Escola. Eu percebia que seus olhos brilhavam ao contar sobre o esporte que tanto amava. Pela primeira vez eu não o intervi para falar absolutamente nada. Apenas continuei o admirando ao contar de seus sonhos e projetos para o futuro. Jackson estava tão “perfeito” – aos meus olhos – que eu não conseguia fazer mais nada além de assentir e continuar ouvindo a sua bela voz. Eu estava me apaixonando em tão pouco tempo? Não importava mais. Eu só queria que o Jackson estivesse gostando de mim tanto quanto eu dele.


– Mark – ele me chamou e assim pude sair do meu mundo dos pensamentos imaginando tudo aquilo que ele disse. –, você acha que somos capazes de sentirmos algo tão forte por alguém em tão pouco tempo?


– Acho que sim. Isso só torna o sentimento ainda mais verdadeiro – dei de ombros. – Por que? Você se apaixonou por alguém?


– Sim. E ele está bem na minha frente.


– O sorvete? – brinquei e ele só soube rir.


– Você acabou com o clima – Jackson agora havia me feito rir, após eu parar, ele me olhou transmitindo certeza em seus olhos. – Me desculpe, mas eu não posso mais evitar. Estou completamente apaixonado por você, Mark Tuan.


Minha respiração se tornou pesada. Meu coração estava acelerado. Minhas bochechas estavam completamente coradas – senti isso quando uma ardência percorreu pelo meu rosto. Ele disse mesmo aquilo? Respirei fundo e soltei:


– E-eu também. Não por mim. P-por você, é claro – eu estava mesmo gaguejando? Revirei os olhos após minha fala e voltei minha atenção para o chão. Gostaria de me esconder.


– Fico muito feliz em ouvir isso – o olhei de soslaio e Jackson sorriu e voltou a tomar o sorvete, o que me fez ficar mais calmo.


Peguei a minha colher e também voltei a tomar o sorvete. Eu tentava direcionar o meu olhar para tudo, menos para ele. Porém, Jackson era como o meu imã, que me atraía de todas as maneiras não importando o quanto eu fugisse. Ao olhar para ele, mais uma vez, o mesmo riu baixo.


– O que foi?


– Você está sujo.


– Onde? – comecei a passar meus dedos por todos os lugares do meu rosto, menos por onde estava sujo. Típico.


Jackson se levantou e veio até mim. Ele passou a mão entre a minha boca e o meu queixo tirando um pouco do sorvete de chocolate que lhe incomodava. Seu dedo foi até a sua boca e lambeu o vestígio do mesmo. Nós rimos do ato dele. Após pararmos, olhei para o chão, e antes que eu pudesse perceber, ele pegou meu queixo fazendo-me olhar nos seus olhos. Sua mão foi para trás de meu pescoço me puxando para o seu encontro.


– O sorvete estava ótimo, Mark. Mas é você quem eu quero.


– E terá.


Foi a minha vez de puxar Jackson pela gola do casaco e juntarmos nossas bocas. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi, obviamente. Nossas bocas dançavam no ritmo que nossas línguas se envolviam. Eu explorava cada pedacinho da deliciosa boca de Jackson. Nos separamos por alguns segundos para pegar ar, nos olhamos durante esse tempo e sorrimos. Ali, naquele momento, eu tive a certeza de que Jackson gostava realmente de mim, como nunca ninguém gostou antes. E eu estava louco por ele.


Ele voltou a ter o total controle de minha boca. Sua mão desceu ao encontro de minha cintura trazendo seu corpo para mais perto do meu. Seus beijos saíram de minha boca e foram para o meu pescoço. Deixei o nome dele sair de minha boca em um tom abafado. Ele riu e colou as nossas testas.


– Você gostou?


– Foi ótimo. Eu adorei – Jackson passou a mão pelo meu rosto. – Por que a pergunta?


– Foi o meu primeiro beijo – confessei e ele sorriu fraco – O que foi?


–  Não parecia ser a sua primeira vez beijando – ele depositou um beijo rápido e simples em meus lábios. – Para mim foi perfeito. Você é perfeito. 


Me levantei para ficar em sua frente e o abracei. Mas não foi um simples abraço, foi um abraço romântico, daqueles em que depositamos toda a nossa paixão nele.


Vamos pro seu quarto – sugeriu ao sussurrar em minha orelha.


– Jackson – falei ao tirar os meus braços de seu pescoço. –, por favor, não faça nada por impulso.


– Não é impulso. Nada do que acabou de acontecer foi por impulso. Foi pra você?


– Não, Jackson – eu quase gritei, logo respirei fundo e sorri colocando minha mão em sua bochecha.


– Você não quer fazer isso comigo, não é?


– Não é isso. Eu quero muito – acariciei seu rosto e sorri.


Desci as minhas mãos e fui ao encontro das suas. Juntei nossas mãos e o levei até o corredor da minha casa – o qual se encontrava os quartos. Paramos em frente a porta e eu o beijei mais uma vez. Eu tentava abrir a porta atrás de mim, mas não encontrava a maçaneta. Quando a abri, me separei de Jackson e o deixei entrar no cômodo. Virei-me para trancar a porta. Ele colocou suas fortes mãos em minha cintura e me abraçou por trás. Leves beijos eram depositados em meu pescoço. Eu estava delirando.


Inesperadamente comecei a rir. Enquanto eu ria por Jackson fazer leves cócegas em minha barriga, ele me levava até a cama. De vez em quando ele me levantava no ar e eu ria ainda mais. Eu tentava gritar para ele parar, mas o único som que saía de minha boca eram as minhas risadas. Esse momento foi divertido. Assim que ele me soltou, vi que já estávamos de frente a cama. Voltei a minha atenção para Jackson e ele tirou a minha blusa. Fiquei bastante envergonhado após isso. Ele deu um beijo na ponta do meu nariz me fazendo sorrir aliviado. Fiz o mesmo com a sua blusa e fitei os seus músculos definidos. Jackson riu baixo da minha fascinação pelo seu corpo. Ele colocou suas mãos em meus braços e empurrou-me levemente me deitando com todo o cuidado sobre a cama.Ao se pôr sobre mim, Jackson me beijou mais uma vez. Ele admirava meu rosto como um artista olha para a sua obra-prima.  


– Como consegue ser tão lindo? – Jackson perguntou quebrando o silêncio me fazendo sorrir.


– Do mesmo jeito que você consegue me deixar cada vez mais apaixonado por você – foi a vez de Jackson sorrir.


– Tem certeza de que quer fazer isso? Não quero que se arrependa depois – após a fala de Jackson, tive que o beijar por alguns segundos para transmitir minha confiança nele.


– Tenho total certeza de que nunca vou me arrepender desta noite.


– Farei de tudo para que ela seja perfeita – Jackson beijou minha testa.


Mas já estava sendo. Desde quando ele falou comigo pela primeira vez. Aquela estava sendo a melhor noite da minha vida. Porque eu estava com ele. Com o Jackson.


Ele tirou a sua calça e logo fez o mesmo com a minha. Eu estava muito mais envergonhado agora. Ele beijou os meus lábios e desceu até o pescoço, logo fez uma trilha de beijos pelo meu corpo indo até meu abdômen. Ele segurou a barra de minha cueca com os dentes a tirou. Jackson colocou meu pênis cuidadosamente em sua boca e começou a chupá-lo com avareza. Eu deixava alguns gemidos escaparem, em alguns até saíam o nome de Jackson no meio deles. Eu estava adorando aquilo. Eu sentia a sua língua por toda a parte do meu membro. Eu me segurava o máximo para não gozar em sua boca.


Ele subiu novamente indo ao encontro da minha boca. Jackson me beijava como certa violência. As minhas mãos entre seu cabelo o puxavam. Eu não aguentava mais. Eu queria Jackson dentro de mim o mais rápido possível. Ele pegou a minha coxa e a apertou. Logo colocou minhas pernas em sua cintura e eu o ajudei a envolvendo. Ele pegou minha mão e entrelaçou os nossos dedos. Ao juntar nossas testas ele disse ofegante:


– Isso vai doer um pouco, Mark. Eu não quero te machucar. Se estiver doendo muito, aperte a minha mão e assim eu irei parar, tudo bem?


Eu não disse nada, apenas assenti. Ele beijou a minha testa um pouco suada. Senti que seu membro em minha entrada e eu respirei fundo. Ele foi colocando devagar e delicadamente para impedir qualquer dor, mas do mesmo jeito eu senti uma enorme dor. Eu gemia alto, nem me importei se os vizinhos iriam escutar. Eu sem querer apertei a sua mão. Ele me olhou como se me perguntasse se ele deveria parar. Eu neguei com a cabeça e ele continuou. Assim que me acostumei com a dor, ela se tornou prazerosa. Percebi que necessitava dela. Comecei a me movimentar e ele percebeu que deveria ir mais rápido. Jackson clamava o meu nome enquanto se mexia dentro de mim. Senti um líquido me invadir, e percebi que Jackson havia gozado dentro de mim. Sua mão foi até meu pênis e ele o marturbava na mesma intensidade que suas estocadas. Logo, fui eu quem me aliviei.


Após vários minutos naquele mesmo ato, Jackson se deitou do meu lado ofegante. Eu o olhei e sorri para o mesmo. Ri da situação em que seu rosto se encontrava e passei a mão pela sua testa extremamente suada. Me coloquei em cima dele e dei um último beijo em sua boca. Ele fez-me deitar em seu peito e assim pude escutar seu coração bater rápido. Sua mão passou pela minha cabeça a acariciando. Aos poucos fui fechando os olhos para finalmente dormir nos braços dele.


• • •


Passei minha mão pela cama. Não senti o corpo de Jackson. Abri meus olhos devagar e não vi ninguém ao meu lado. Me sentei na cama esfregando os olhos e enfim consegui ver a carta que estava ao lado da minha cama. Que dizia:


“Querido Mark;


Eu tive que ir embora antes de você acordar pois tive receio de que seus pais chegassem em casa e me encontrarem aí. Me perdoe por não poder estar aí agora com você para te desejar 'bom dia' e encher-te de beijos. Mas saiba que eu amei cada segundo da nossa noite. Obrigado por tudo.

Ps: Você é ainda mais lindo dormindo. Como pode?


Com amor, Jackson.”


05/08/2017

SÁBADO


– Me desculpe.


Eu disse assim que nos sentamos a mesa da cafeteria. Youngjae continuou me olhando como se não acreditasse no meu arrependimento.


– Por que eu deveria fazer isso? – cruzou os braços.


– Porque somos amigos.


– Somos? – ele perguntou e eu quase ri.


– Claro que sim, Youngjae. Sei que tem muito tempo que não nos falamos, mas eu ainda gosto muito de você. Eu preciso de você. Não posso continuar a ficar sem falar com você – eu comecei e Youngjae pegou sua xícara de café para transmitir ignorância. – Eu sinto muito por não ter sido o melhor amigo nessas últimas semanas, mas você sabe que as coisas lá em casa não estão muito boas, ainda tive muitos trabalhos para fazer e preciso estudar para as provas. Mesmo com tudo isso, acho que eu deveria ser um amigo mais presente para você. Me perdoe, por favor.


Youngjae levantou uma das sobrancelhas. Logo revirou os olhos. E sorriu.


– Eu te perdoo, Mark. Eu também errei. Deveria tentar entender o seu lado. Eu fui egoísta e só pensei em mim. Me desculpe também.


– Que alívio – deixei escapar fazendo Youngjae rir. – Jae, o que aconteceu entre você e o Jaebum?


– Nós brigamos. Pra variar – Jae brincava com a colher sobre a mesa, a qual usou para colocar o açúcar. – Ele achando que está certo como sempre. Eu só queria ajudá-lo a fazer a cobertura daquele jogo para o jornal da Escola. Bem, o Bum é o meu namorado, ou era, não sei ainda, mas eu sei que ele não gosta de esportes, ele realmente nunca quis ser da área esportiva, e já que eu amo futebol americano, pensei em ajudar. Mas ele começou a gritar dizendo que não precisa de ajuda, que ele não é uma criança e não quer ninguém o enchendo.


– Você deveria conversar melhor com ele.


– E acha que eu não tentei? Essas semanas, que eu e você ficamos sem nos falar, eu e ele tivemos uma longa conversa sobre o nosso relacionamento. Ele disse que gosta muito de mim, mas não aguenta ninguém se intrometendo em sua vida. Então, para não me ver triste, ele achou melhor terminarmos.


– Mas vocês se gostam tanto…


– Mark, um relacionamento não se constrói apenas com “gostar”. É necessário compreensão, diálogo, fidelidade, entre milhares de outros fatores, os quais estavam em falta no nosso. É melhor assim.


– Se você acha – dei de ombros.


– E você? O que teve feito essas semanas?


– Estudei – o respondi com o óbvio.


– Só isso? Você faz isso sempre. Algo novo?


Foi então que me lembrei de Jackson. O mesmo nunca mais falou comigo após a nossa noite. Eu achava que ele seria diferente, mas eu estava enganado. Me decepcionei. Eu não queria mais lembrar dele. Gostaria de esquecer que fui tolo o suficiente para acreditar em suas mentiras. Então, só menti dizendo:


– Não, não houve nada novo.


• • •


Após encontrarmos Jinyoung, fomos juntos até uma sorveteria perto de minha casa e compramos sorvetes para nós três. Fomos até minha casa, pois novamente meus pais não estavam na mesma. Para “variar”.


– Vamos ver algum filme? – Youngjae perguntou se jogando no sofá.


– Não, quero silêncio para ler meu livro – Jinyoung disse se sentando ao lado do amigo.


– Outro? – perguntei rindo indo até a cozinha me sentar à bancada.


– Claro – Jin falou animado.


Os meninos começaram a conversar sobre o novo livro do Jin. Eu não prestei muita atenção na conversa dos dois. Eu só me concentrei em um enjôo que se apoderou de mim.


– Mark, está tudo bem? – Youngjae perguntou preocupado ao me ver com uma das mãos sobre a barriga.


– Eu não sei – coloquei a mão na boca e me sentei no banco da cozinha. – Não me sinto muito bem.


– O que está sentindo?


– Um enjôo. Mas não se preocupem, já vai passar. Isso está sendo normal.


– Desde quando? – Jinyoung perguntou novamente.


– A algum tempo.


– Foi ao médico? – Youngjae indagou vindo até a mim.


– Não, não há necessidade disso.


Após eu dizer isso, uma imensa vontade de vomitar veio até mim. Corri para o banheiro, mas nada veio para fora. Eu não estava bem mesmo. Abri a torneira da pia e deixei a água gelada cair. Lavei o meu rosto e me sentei sobre a tampa do vaso sanitário.


– Mark, você fez amor com alguém?


Ouvi isso ao outro lado da porta e gelei.


– Por que a pergunta, Youngjae?


– Nós sabemos sobre a sua capacidade, Mark. Sua mãe comentou comigo um dia – Youngjae se aproximou da porta, percebi isso pois sua voz se tornou mais alta. – Não estamos afirmando nada, só gostaríamos de saber se há uma possibilidade de…


– Eu estar grávido? – completei rindo.


Respirei fundo. Isso não podia estar acontecendo. Os meninos permaneceram em silêncio.


– Mark, eu vou comprar um remédio para combater o seu enjôo – Jin disse por último.


Após alguns segundos. Eu ainda estava dentro do banheiro.


– Tem certeza de que não houve nada de novo nessas semanas? – Youngjae falou após ouvirmos o barulho da porta da sala  


– Não. Houve uma coisa...


– Quer me contar o que aconteceu?


Me sentei no chão, perto da porta do banheiro e comecei a explicar:


– No dia em que eu e você brigamos, eu e um garoto, nós conversamos durante essa noite. Ele estava sendo tão gentil, amigável, companheiro, divertido. Eu me apaixonei por ele em segundos. Então, quando chegamos aqui em casa, nós fizemos...


– Entendi. Mas usaram preservativo, não é?


– Isso foi no meu quarto. Acha que tenho isso guardado aqui? – perguntei o fazendo rir. – Youngjae, estou com medo. Eu não quero ter um filho agora. Sou jovem demais. E além de tudo, eu sou homem, por mais que através de exames eu tenha descoberto que tenho um útero, eu ainda sou homem.


– E você não deixará de ser homem, Mark – escutei Youngjae declarar. – Não precisa ter medo. Talvez, tudo isso seja só uma coincidência e um susto leve para você aprender a se preservar. – soltei um riso – Uma gravidez não pode ter acontecido logo a sua primeira vez, é muita falta de sorte. Não se preocupe.


– Tem razão.


Um tempo se passou e ficamos em completo silêncio.


– Oi Jin – Youngjae falou animado – Trouxe?


– Sim. E mais um coisinha…


Escutei passos vindo até o banheiro e um dos dois bateu na porta. Eu abri a mesma e vi uma embalagem nas mãos do Jin. Eu peguei a mesma – pois estava esticada para mim pegar – e entrei no banheiro novamente. Ao abrir a caixa, vi um daqueles testes digitais. Eu engoli em seco ao ver aquilo em minhas mãos.


– E como faço isso?


– Eu comprei o digital, é mais caro porém é o mais fácil de utilizar. Eu li a caixa voltando pra cá – ri ao perceber que Jin lia até caixas. –, e dizia que é só retirar essa parte azul e urinar por 5 segundos na fita. Depois, é preciso deixar o teste em um local plano, logo é só esperar 3 minutos e o resultado irá aparecer.


– Vamos deixar você sozinho para se sentir mais confortável – Youngjae falou por fim.


– Vamos lá – falei a mim mesmo.


• • •


Eu ainda mantia meu olhar fixado no resultado do teste. Positivo.


– Mark – Youngjae chamou do outro lado da porta do banheiro já preocupado com a minha demora. –, está tudo bem aí dentro?


Minha voz não o respondeu. Não sabia o que responder na verdade. Eu passei a mão por todo o meu rosto. Eu queria estar em um sonho, ou ter a certeza de que havia visto uma miragem.


Não. Aquilo era real. Eu deveria aceitar isso. As lágrimas caíram como cascata de meus olhos. Já podia ouvir os gritos de mim furiosos pais dentro de minha cabeça. Mas nada importava agora. Eu teria que ser forte.


Ao sair do banheiro, os olhinhos curiosos de Youngjae e Jinyoung pousaram em mim.


– Então… como foi?


Youngjae perguntou, mas ao analisar melhor o meu rosto, ele teve a sua resposta sem mesmo eu ter que respondê-lo.


– O resultado pode estar errado, não? – eu implorava para que eu estivesse certo. Estava a ponto de chorar a qualquer momento.


– O farmacêutico falou que a confiabilidade desse produto é de 99% – Jin me respondeu. – Não tem chances de dar errado, Mark.


Eu estiquei a minha mão com o teste e o entreguei para Jin. Os dois juntaram suas cabeças para ler o que estava escrito e se tornaram ainda mais sérios. Os meninos se entreolharam e logo voltaram a atenção para mim.


– O que eu vou fazer agora?


Eu indaguei. Sem obter resposta de nenhum dos meninos, só pude voltar a chorar. Youngjae foi até mim e me abraçou.


– Calma, Mark – Youngjae disse enquanto acariciava as minhas costas. – Vamos dar um jeito.


– Não é só “dar um jeito” – Jinyoung falou pela primeira vez. – A vida do Mark vai mudar completamente. Tudo por causa dessa… “coisa” aí dentro.


– Não é uma “coisa”, Jinyoung – Youngjae o repreendeu ao se soltar de meus braços. – Ele é só um bebezinho…


– Um feto – Jin o corrigiu.


– De qualquer forma é de uma nova vida que estamos falando.


– Uma vida que destruirá outra – Jinyoung disse sem pensar. Logo se arrependeu. – O que eu estou querendo dizer é que não será o mesmo que antes.


– E acha que não sabemos disso? Obviamente não será como antes, mas não é o fim do mundo – Youngjae colocou seu braço em torno do meu ombro. – Tudo vai dar certo. Só precisamos saber o que fazer. Qual é o primeiro passo?


– Contar pros seus pais.


– Não, Jin – eu neguei com a cabeça. – Isso é a última coisa que quero fazer.


– Mas eles precisam saber, Mark – Jin disse sem paciência. – Uma hora ou outra você terá que contar.


– Sim, mas não agora. Acho que a primeira coisa que eu preciso fazer é falar com... o pai do meu filho.


– E quem é ele, Mark? – Youngjae sentou no sofá ao lado de Jinyoung.


– Jackson – respondi.


– Tantas pessoas, por que justo ele?


– Jin, na noite em que nos conhecemos ele estava sendo incrível comigo. Não sabia que ele iria me ignorar logo depois.


– Aposto que ele é “incrível” com todos até ter uma noite de amor com eles – Jin retrucou.


– Ele não é desse jeito – ordenei. – Não o julgue antes de conhecê-lo.


– Então, por que ele nunca mais falou com você? – Jin perguntou e fiquei sem respostas.


– Meninos, se acalmem. De um jeito ou de outro ele terá que entender – Youngjae disse indo até mim. – Segunda, logo no começo da manhã, você, Mark, irá falar com o Jackson sobre o filho de vocês.


– O nosso filho – repeti baixo para mim mesmo.


Eu mal podia imaginar a reação do Jackson ao descobrir que será pai ou o que ele fará a seguir. Só conseguia lembrar do Jackson pelo qual eu me apaixonei. O Jackson de uma sexta-feira a noite.


07/08/2017

SEGUNDA-FEIRA



O Jackson abriu a porta de seu armário e o meu bilhete logo caiu no chão. Ele se abaixou e pegou o papel. Assim que leu a minha “mensagem”, ele sorriu. Sorriu? Me surpreendi com isso.


– Pronto – Youngjae comemorou após ver Jackson ir embora. –, agora é só você fazer como o combinado e encontrá-lo no estádio.


– Estou nervoso. Não faço ideia como irei dar a notícia a ele.


– É simples – Jin deu de ombros e começou a encenar como eu deveria agir. – “Jackson, eu estou grávido”.


– Não, ele não pode chegar dando uma notícia dessa assim – Youngjae falou rindo.


– Eu acho que é mais simples e fácil – Jin defendeu seu conceito. – E você, Mark?


– Eu acho que… eu não sei.


– Estamos perdidos – Youngjae soltou e nós rimos juntos. – Eu e o Jin temos aula agora. Você ficará bem indo sozinho?


– Espero que sim.


– É, eu também – Youngjae escutou o sinal tocar. – Nós temos que ir agora. É só permanecer calmo e confiar de que tudo ficará bem.


– Boa sorte, Mark. Espero realmente que eu esteja errado sobre o Jackson – Jin confessou.


Os dois meninos foram para as suas salas. Eu respirei fundo e comecei a caminhar pelo corredor.


• • •


Eu observava o campo enquanto esperava pela chegada dele. As arquibancadas vazias traziam um sentimento de solidão. O céu azul estava coberto por nuvens carregadas de chuva. O vento úmido batia em minha pele e me fazia gelar. Um calafrio passou pelo meu corpo ao pensar nas primeiras palavras que eu falaria a Jackson.


Peguei meu celular e vi as horas. Ele estava atrasado. Ou então, nem teve a preocupação de pensar em aparecer. Os primeiros pingos de chuva gélidos começaram a cair. Logo os pingos de chuva se misturaram com as minhas lágrimas. Já haviam passado minutos e ele não apareceu. Eu já tinha desistido de esperar. Deixei meu rosto entre as minhas pernas e cobri minha cabeça com os braços. A chuva forte caía sobre mim, mas eu não me importei. Eu nem conseguia pensar mais em como dizer a notícia aos meus pais, como seria daqui para frente. Eu só chorava para tentar esquecer todas as dificuldades que viriam.


– Posso me sentar com você?


Ouvi a voz e olhei para cima. Eu respirei aliviado por não ser o Youngjae para começar seus discursos de motivação, ou Jin com a típica frase: “Eu avisei”.


– Seus olhos são lindos demais para se encherem de lágrimas – Jackson disse ao se sentar e colocou o guarda-chuva para nos proteger da chuva. – Por que está chorando?


– Porque eu pensei que você não viria.


– Acha mesmo que eu faria isso? Te procurei pela Escola inteira durante todos esses dias – essas palavras me deixaram boquiaberto. – Ler o seu bilhete foi como encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris.


– Você me procurou? – perguntei incrédulo e ele assentiu. – Eu pensei que tivesse me esquecido.


– Eu nunca farei isso. Eu só não consegui encontrar você em lugar algum. Ninguém te conhece ou ouviu falar de você.


– É que eu não sou tão sociável como você – dei de ombros e sorri.


– Percebi. Até cheguei a pensar que havia me apaixonado por um “garoto fantasma” – não pude ouvir isso e não rir. – Você é muito mais bonito sorrindo. Não chore mais, por favor.


– Não vou – peguei sua mão que enxugava minhas lágrimas. – Jackson, eu preciso conversar com você, o assunto é bem sério. Urgente.


– Tudo bem, mas vamos sair dessa chuva primeiro.


– Sim – concordei.


• • •


Ao abrir a porta dos vestiários dos atletas, entrei e logo Jackson fez o mesmo em seguida. Lá estava vazio. Então, poderíamos conversar a nossa vontade.


– Então, o que tem para me dizer?


– Bem, eu não sei nem como começar.


– Diga o que o seu coração lhe transmitir – Jackson sugeriu ao se sentar.


– Está bem – suspirei e comecei a contar. – Jackson…


Nenhuma palavra saía de minha boca, eu não conseguia explicar de nenhum jeito. Então, me lembrei do que Jin me disse. Achei que assim seria melhor. Eu só soltei de uma vez:


– Eu estou grávido – declarei. Jackson não acreditou, mas assim que comecei a explicar, o seu sorriso brincalhão saiu de seu rosto. – Eu fui diagnosticado com um caso raro de hermafroditismo, ou seja, eu tenho a capacidade de engravidar. E depois da nossa noite, eu comecei a me sentir estranho, eu não queria acreditar em nenhum segundo que estava grávido, mas então, os meninos compraram um teste e eu o fiz. Positivo.


– Mark, eu não sei o que dizer.


– Não precisa. Eu não pedi para conversar com você para te obrigar a assumir a paternidade dele. Eu só queria que você soubesse disso, pois acho que é um direito seu. Eu sou forte, eu vou conseguir passar por tudo isso sozinho. Não quero atrapalhar a sua vida.


Jackson continuava me olhando sem dizer nada. Eu sorri sem vontade e virei-me para ir embora. Coloquei o capuz do meu casaco e fui até a porta. Ao colocar a minha mão na maçaneta, escutei Jackson dizer:


– Eu acredito que você possa ser forte o suficiente para fazer tudo. Mas eu não vou deixar você sozinho.


Eu o olhei e ele continuou a falar.


– Além do mais, tudo isso é culpa minha. Eu não deveria ter sugerido aquela loucura.


– E eu não deveria ter aceitado – dei de ombros.


– Na nossa noite você havia dito que nunca iria se arrepender – Jackson riu ao lembrar. – Aposto que você se arrepende agora.


– Eu ainda não me arrependo – neguei com a cabeça. – Se eu pudesse voltar no tempo não mudaria nada. Eu refazeria nossa noite quantas vezes fossem possíveis. Estou encarando isso como um presente. E vou abraçá-lo com todo o carinho e amor do mundo.


– Eu também, Mark. Ele também é o meu filho  – ao ouvir isso de Jackson, meus olhos se encheram d'água. – e vou cuidar dele pra sempre.


Eu sorri e corri até seus braços. Ele me abraçou durante alguns segundos. Era bom sentir seu cheiro novamente.


– Obrigado, Jackson. Por estar do meu lado.


– É o meu dever como… pai.


Eu me separei do mesmo e olhei para seu rosto. Era a primeira vez que vi Jackson chorando. Acho que nunca ninguém viu isso.


– Mark, eu vou ser pai.


– Sim – eu fiz que sim com a cabeça.


Jackson tinha um sorriso maior que seu rosto. Ele me levantou no ar e eu só sabia rir. Ele girava comigo em seus braços. Eu não podia imaginar que ele ficaria tão feliz. Assim que paramos ele acariciou meu rosto. Ele colocou a outra mão na minha barriga e eu ri de sua atitude. Logo envolvi a minha mão na sua.


– Eu já o amo tanto – Jackson soltou sobre o nosso filho com um lindo sorriso em seus lábios.


– Eu também.


• • •


Eu abri a porta com todo o cuidado do mundo. Deixei Jackson entrar e a fechei a porta logo depois. Olhei para a cozinha e ninguém estava lá. Eles deveriam ter chegado de viagem.


– Mãe!? – a chamei e não obtive resposta.


Depois de alguns segundos, a mesma apareceu saindo do seu quarto com um semblante não muito bom.


– O que foi, Mark? – ela perguntou mexendo no seu celular.


– Eu preciso conversar com você.


– Seja rápido – minha mãe sentou-se no sofá e ainda mexia em seu celular não me dando muita atenção.


– Eu estou grávido.


Falei de uma vez assim como ela me pediu. Foi então que pela primeira vez elas saiu do celular e olhou para mim.


– Amor! – minha mãe chamou meu pai. – Vem aqui agora!


Ela levantou e cruzou os braços ainda olhando pra mim. Assim que meu pai chegou ela começou com o drama.


– Mark disse que está grávido!


– Como é? – meu pai indagou.


– Por favor, não fiquem bravos comigo.


– Como não ficar!? – minha mãe parecia que queria bater em mim. – Quantas vezes eu te alertei sobre isso, garoto!


– Mas aconteceu tudo muito rápido – expliquei.


– E quem é o pai? – meu pai perguntou calmamente.


– Eu, senhor – Jackson falou pela primeira vez naquela sala.


– Eu vou matar você!


– Não ouse encostar um dedo nele, mãe! – foi a minha vez de gritar.


– E quando isso aconteceu? – meu pai fazia um questionário.


– Na noite em que nos conhecemos – falei sem jeito.


– Eu vou passar mal – revirei os olhos ao ver o drama de minha mãe assim que ela colocou sua mão no peito ofegante.


– Mãe, pare com esse drama, você nem se importa comigo. Se eu não contasse a vocês, era capaz de eu ter o bebê e vocês nem perceberem.


– Eu não acredito. Você quem é o errado da história, moleque. – ela falou. Engraçado, o ataque cardíaco dela parou de um momento ao outro.


– Confesso, eu errei. Não deveria fazer sexo com um garoto que acabei de conhecer, mas eu assumi isso. Terei o meu filho e darei todo o amor para ele.


– Está certo, filho.


– Você está ficando doido!? – minha mãe tinha que abrir a boca novamente contra meu pai. – Seu filho está grávido! Você vai deixar ele impune assim!? Não, não comigo aqui!


Ela foi até a porta e a deixou aberta. Sentia que ela estava com raiva de mim, mas em nenhum momento senti arrependimento no seu olhar.


– Saia da minha casa.


– Você não está falando sério – ri sem vontade.


– Nunca falei tão sério em toda a minha vida. Eu não quero mais você aqui. Saia agora, antes que eu faça coisa pior.


– Sim. Eu vou fazer isso –  peguei na mão de Jackson e fui até a porta. – Agora, preste atenção. Eu prometo que serei para o meu filho o pai que vocês nunca foram pra mim.


Eu mesmo puxei a porta e a fechei. Jackson colocou sua mão massageando minhas costas na tentativa de me acalmar. Porém eu não estava nervoso. Estava aliviado.


• • •


Comecei a tirar minhas roupas dentro do banheiro. A mãe de Jackson ordenou para que eu tomasse um banho quente e colocasse roupas secas, antes que eu pegasse uma pneumonia. Ao tirar minha blusa, escutei batidas na porta. Ao escutar a voz de Jackson, permiti a sua entrada.


– Você esqueceu sua toalha – ele falou entrando no cômodo.


– Obrigado.


– Mark, não precisa agradecer. É só uma toalha – Jackson riu.


– Não é pela toalha. Agradeço por ter me deixado dormir esta noite aqui em sua casa.Como cheguei ao ponto de ser expulso de casa? – meus olhos se tornaram marejados e eu dei um suspiro. – Amanhã eu irei conversar com o Youngjae e pedir para ele me deixar morar em sua casa, só até as coisas se acertarem...


– Não – Jackson falou decidido. –, eu já falei com meus pais e eles permitiram. Você vai morar aqui comigo. Já está decidido.


– E você já falou com a sua mãe sobre...?


– Não. Disse à ela que você é um amigo da Escola e que dormiria aqui por algum tempo por conta de uns problemas familiares que você teve. Bem, não deixei de dizer a verdade. Mas amanhã, assim que acordarmos conversarei com eles.


– Espero que eles não fiquem bravos comigo.


– Não irão. Sabe, os meus pais são cristãos. Eles respeitam, é claro, mas de acordo com a sua religião, relacionamentos homossexuais são errados. Porém eles me educaram de uma forma onde me ensinaram que minhas responsabilidades devem ser uma das prioridades em nossa vida – sorri ao ouvir tais palavras de Jackson. Seus pais pareciam mesmo ser ótimos. – Acho que irão se surpreender com a notícia logo de início, mas logo irão se orgulhar por eu ter assumido a minha maior responsabilidade.


– Gostaria que meus pais fossem assim. Compreensíveis, pacientes, amáveis, acolhedores. Mas nem família eu tenho mais, na verdade, acho que não tinha a muito tempo. Nemo casa eu tenho mais. Eu não tenho mais nada.


– Ei – Jackson me cutucou de leve e eu o olhei. –, você tem a mim e ao nosso filho.


– Isso já basta – sorri para o mesmo, que me retribuiu.


– Mark, eu queria lhe perguntar algo.


– Pode perguntar.


– Você aceitaria namorar comigo?


E foi aí que quase fiz como a minha mãe. Eu teria um ataque. Mas não seria igual ao daquela dramática. Seria real. Se meu coração acelerasse mais um pouco iria explodir.


– Jackson, você não precisa fazer isso. Nossa relação é só pelo nosso filho. Eu não quero te prender, você é livre para viver com qualquer outra pessoa. Você não é obrigado a me amar.


– Mas eu quero isso, Mark – ele segurou na minha mão. Eu engoli em seco. – E não é só pelo nosso filho. É porque eu gosto muito de você. Nós ainda não nos conhecemos completamente, isso é fato, mas eu consegui me apaixonar por você em segundos. E tenho certeza de que com o passar do tempo, eu irei aprender a te amar.

Eu o olhava incrédulo. Não sabia como reagir.


– Só aceite, por favor.


– Eu aceito – respondi assim que retomei ao meu consciente.


Jackson me beijou sem hesitação. Eu estava tão feliz pelo fato de estar namorando pela primeira vez na minha vida. Coloquei minhas mãos no peito de Jackson e senti sua blusa úmida por conta da chuva que pegamos. A tirei com certa rapidez e Jackson riu de meu ato.


Quer tomar um banho comigo? – sugeri ao sussurrar assim que nos separamos.


Ao vê-lo assentir, sorri para ele, que arrancou as minhas roupas em seguida. Voltamos a nos beijar. Eu gostaria de dizer que o amava a cada pausa para respirar. Mas era cedo demais para dizer. Ainda o beijando, o puxei para dentro do box. Me virei para ligar o chuveiro e estremeci ao sentir seus lábios em meu pescoço. A água quente começou a cair sobre os nossos corpos. Jackson me virou, fazendo-me o olhar em seus olhos e me colocou na parede. Enquanto mordia diversas áreas de minha pele, eu gemia baixo para não chamar a atenção de ninguém na casa. Ele agarrou a minha coxa, assim me levantou. Envolvi minhas pernas em sua cintura e o beijei por uma última vez antes de dizer:


– Eu vou tentar ser o melhor namorado do mundo pra você.


– Mas você já está sendo – ele mordeu meu lábio inferior e eu sorri em seguida. – Eu já te amo, Mark. Pelo simples motivo de que você realizará meu sonho de ter um filho.


Isso foi extremamente fofo. Porém, eu queria que ele me amasse não só por isso, mas também pelo o que sou. Mas isso seria com o tempo. E eu faria de tudo para ter o amor dele. Mesmo assim, eu sorri.


– Eu não podia ter escolhido alguém melhor para ser o pai do meu filho – soltei acariciando seu rosto.


E com aquelas gotas de água quente viajando pelo meu corpo junto com suas mãos e lábios, eu percebi… o quanto eu amava Jackson.


08/12/2017

SEXTA-FEIRA


É engraçado como as coisas mudam de uma hora para outra. A 4 meses atrás eu estava desesperado. Tantas mudanças e com elas obstáculos. Tudo me impedia de ser feliz. Mas naquele momento eu era o que nunca fui. Feliz. Youngjae bebia a Coca-cola como se bebesse Vodka. Ele estava maluco naquela festa. Será que havia álcool naquela bebida? Já Jinyoung era o mesmo. Colado a mais um livro.


– Por que você não levanta e vai dançar um pouco!? – Youngjae gritou para ouvirmos pois a música estava alta. Mas não tão alta para ele gritar daquele jeito.


– Será estranho ter um livro como par – Jin respondeu em um tom baixo sem tirar sua atenção do livro.


– O que!? – Youngjae estava surdo – Então, eu vou dançar com o Jae!


– Não precisa gritar tanto! – gritei para Youngjae.


– Vou tentar! – ele gritou por último me fazendo rir.


Vi Youngjae se juntar com seu namorado, Jaebum. Eu estava bem satisfeito com os dois. Enquanto Jin. Eu gostaria de jogar aquele livro em sua cabeça.


– Jin, a história da vida não é só nos livros.


– Mas essa história é bem melhor neles – Jin deu de ombros.


– E que tal poder viver a sua própria história no mundo real? – sugeri e pela primeira vez na noite ele olhou pra mim. – Tenho certeza que ela pode ser tão emocionante quanto seus livros.


– Nada vai me fazer largar essa belezinha…


Jin colocou seu livro um pouco afastado e apontou para o mesmo. Alguém esbarrou o braço no precioso livro de Jinyoung o levando no chão. Ele correu atrás do livro que escorregava. Assim que olhou para o garoto à sua frente, ele surtou.


– Presta atenção! – ele gritou para o menino que ficou assustado. – Olha o que você fez! Seu imbecil!


– Calma, é só um livro – o garoto se defendeu.


– Não é só “um livro” – Jin tentou imitar a voz do outro o que me fez rir – É mitologia nórdica.


– Thor?


– É – Jin se acalmou.


– Prefiro o filme.


– Como ousa!? – Jin voltou a gritar.


– Qual é o seu nome? – eu perguntei.


– Kunpimook.


– Deveria se chamar Bambam. Você encosta nos livros e eles “bam” no chão.


– Isso foi uma piada, Jin? – perguntei rindo. O Jinyoung não tinha um humor muito bom.


– Sarcasmo – ele corrigiu.


– De qualquer forma, você deixou o livro do meu amigo cair, precisa se redimir – falei.


– Tem razão. Quer dançar?


– Eu… – Jin já iria recusar, mas assim que olhou para mim eu o repreendi com os olhos. – Tudo bem.


– Se divirtam – desejei com a minha mão esticada. Jin entendeu e colocou o livro em minha mão. – Vou cuidar do seu livro.


– Cuide como fosse seu filho – Jin falou antes de ir embora.


Eu peguei mais um docinho e o ingeri. Estava realmente muito bom. Uma vontade louca de comer bolo me invadiu. Eu tinha que me contentar com o docinho enquanto isso. Olhei para a pista de dança e vi os alunos dançando. E Jackson? Bem, estava dançando com uma das líderes de torcida. A mão dele estava na cintura dela. O sorriso dele estava radiante. Eu bufei e cruzei os braços. A música acabou e ela o beijou no rosto. Ele se despediu dos amigos e veio em minha direção. Ao ficar atrás de mim, ele colocou suas mãos em meus ombros e ameaçou beijar meu rosto. Eu recuei.


– O que foi? Está chateado?


– Eu só quero comer bolo – falei em um tom áspero. – Mas não servem nunca.


– Desejo? – perguntou e eu fiz que sim com a cabeça. – Eu tentar pegar um pedaço de bolo pra você. Quando eu voltar conversaremos.


Ele saiu de minhas vistas e eu suspirei. Eu não tirava aquela imagem da cabeça. Sentia que ele gostava dela. Expulsei esses pensamentos assim que o vi chegar com um pedaço de bolo.


– Seu bolo – ele colocou o prato na mesa e eu comi um pequeno pedaço – Vai me dizer o que eu fiz agora?


– Você não fez nada. Eu que sou idiota mesmo.


– Mark, não fica desse jeito… – ele pegou a minha bochecha e a apertou. Tirei sua mão de meu rosto.


– Para, Jackson. Que saco – ordenei alto e ele se espantou – Me deixa. Por que não vai dançar com a sua amiga e me esquece?


– Você está com ciúmes, Mark?


– Não. Eu só fiquei chateado em ver você dançando com aquela garota, sorrindo como nunca fez comigo – eu estava quase chorando. – Eu sei que só estamos juntos por causa… – me lembrei que ninguém da Escola sabia de minha gravidez, então não completei. – Eu só me sinto um idiota por amar você e ver que você não sente o mesmo – me levantei, peguei meu bolo e saí de lá.


Andei até a quadra do Colégio. O lugar onde nos conhecemos. Eu lembrava da nossa noite enquanto saboreava o sabor morango. Algum tempo se passou e eu comia o morango que havia no bolo.


– Quer dançar comigo?


Levantei meu rosto e vi Jackson com a mão esticada. Coloquei o prato descartável ao lado na arquibancada e peguei na mão dele. Descemos até o campo e ao chegarmos lá ele segurou minha mão e depois pegou em cintura.


– Sem música?


– Qual o problema? – ele perguntou limpando o glacê de meus lábios. Ele fez como sempre fazia. – Você sempre se suja, não é? – ele falou ao lamber o dedo.


Eu permaneci em silêncio. Começamos a dançar sem música mesmo. Ele me rodava e aos poucos meu semblante mudava conforme a dança. Jackson me jogou de um lado e me fez voltar para os seus braços. Ele foi até o meu ouvido me causando um breve arrepio.


Eu te amo.


– O que? – me separei dele.


– Quero que entenda que você não precisa sentir ciúmes. Essa é a última vez em que eu vou dançar com ela. Já eu e você, teremos a vida inteira pela frente para poder dançar, beijar, fazer amor... – ele analisava meu rosto e dei um leve beijo nos seus lábios.


– Eu te amo.


– Eu também te amo muito, Mark. Nunca duvide disso.


E ele me abraçou. Com aquele abraço apertado o qual eu me sentia protegido e principalmente amado.


• • •


Eu e Jackson estávamos deitados sobre a sua enorme cama. Quando eu menos esperei o mesmo se colocou em cima de mim e eu ri. Ele deu um leve beijo na ponta do meu nariz e depois disse:


– Posso falar com ele?


Jackson se referiu ao bebê. Dei de ombros como resposta. Jackson colocou seu rosto perto de minha barriga e a beijou. Logo em seguida começou a dizer as primeiras palavras.


– Filho? – eu ri assim que o ouvi falar. – Eu mal posso esperar para que você chegue ao mundo logo.


– Jackson, ele só tem 4 meses.


– Eu sei. Mas filho, quero que você conheça logo o pai lindo que você tem. Quero que olhe nos olhos dele e tenha a certeza de que o seu amor pelo seu papai Mark é o mais verdadeiro. Que toda a vez que você sentir seu toque, você se sinta protegido e amado. Assim como eu. Dê todo o amor do mundo ao seu papai.


– Obrigado por estar em minha vida – falei o impedindo de continuar.


Jackson sorriu. Ao olhar para os seus olhos, vi aquele brilho inexplicável que eu adorava. O Jackson pode ter mudado a minha vida completamente, mas foi para melhor. E pensar que eu já o odiei. Preciso me lembrar de agradecer todos os dias por ter Jackson. Por aquele 21/07.


Pela Nossa Noite.


O "Fim" é apenas um novo "Começo"...



Notas Finais


🐽Obras, também de minha autoria:

Problems (Bts; Jikook, Vhope, Namjin):
https://spiritfanfics.com/historia/problems-6799509
O namorado da minha filha (Got7; 2Jae):
https://spiritfanfics.com/historia/o-namorado-da-minha-filha-2jae-9063851
My Beloved King (Got7; Jinbam):
https://spiritfanfics.com/historia/my-beloved-king-jinbam-7728632
Paraíso (Bts; Jikook, Vhope, Namjin):
https://spiritfanfics.com/historia/paraiso-jikook-namjin-e-vhope-8931916
Eterno (Bts; Vhope):
https://spiritfanfics.com/historia/eterno-10248780


Obrigada novamente.
Até a próxima.
Amo vocês.❤


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