História Nossa Ponte - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Personagens Originais, Rocky, Sanha
Tags Astro, Drama, Eunwoo, Romance
Visualizações 15
Palavras 2.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiii!!!!! Como vocês estão???
Finalmente consegui postar esse capítulo.
Deveria estar terminando um trabalho da faculdade? Sim! Mas tudo bem (não tá tudo bem, não façam isso!)!
Desculpa pela demora... sabem como é, né?
Sem mais delongas... Eu vos apresento O CAPÍTULO QUARTOZE!
Espero que gostem!!!
Ps.: Vocês viram esse comeback??? O QUE FOI ISSO? Alguém segura essas crianças!!!
Se não viram, vão ver assim que terminarem de ler!
Sério! Eu não sei como ainda estou viva para postar!

Capítulo 14 - Cap.14 - O Silêncio e a Catástrofe (Julieta)


Fanfic / Fanfiction Nossa Ponte - Capítulo 14 - Cap.14 - O Silêncio e a Catástrofe (Julieta)

Acordei sem maiores danos, tinha tirado uma bela soneca. Já passava do meio-dia e meu estômago dava sinais de vida. Após arrumar minha cama e dar um jeito em minha aparência, me dirigi ao andar de baixo. A casa estava em meio ao seu caos habitual, após tanto tempo eu já estava acostumada com todo aquele barulho, eu mesma havia me tornado uma pessoa barulhenta. Encontrei a cozinha vazia, os meninos pareciam estar divididos entre o quintal, a sala de televisão e o jardim da casa (“Regra n. 03 da avó de Eunwoo: nenhuma planta do jardim pode morrer por descuido.”) Com isso, fiquei com a cozinha só pra mim. Pensei em preparar um lanche rápido, mas antes de abrir a geladeira notei o bilhete escrito à mão preso na porta por um ímã. “Seu almoço está dentro do forno. Nada de comer sanduíches e porcarias! Se alimente direitinho, mocinha! Beijos do Oppa :*”.

Não pude segurar o riso. É claro que reconheci aqueles garranchos facilmente. Não precisava nem de nome, a caligrafia de Jinjin era inconfundível (e quase indecifrável, mas eu já me formei nesses hieróglifos). Abri o forno e me deparei com um belo prato de comida, não havia do que reclamar. Até que o meu "acidente literário" não foi de todo ruim. Eu estava sendo mimada como nunca. Esquentei meu almoço e o comi sem pressa. Enquanto enchia minha barriga ocupava minha mente com meus dilemas. Decidi que não falaria com Eunwoo até que ele pedisse desculpas adequadas. Já havia feito isso uma vez, talvez desse certo novamente. Quanto a Binnie, não sei o que fazer. Ele passou de “melhor amigo” para “caso indefinido”, e isso não era nada bom. Quando Emy souber do que aconteceu vai criar outro galo em minha cabeça. Eu só piorei minha situação.

Enquanto lavava as coisas que eu usei, ouvi alguém cantarolando, provavelmente se aproximando da cozinha. A cantoria para e eu viro em direção à porta enquanto seco minhas mãos. O leve sorriso em meu rosto se desfaz, dá pra imaginar quem estava parado na soleira da porta me encarando, não é? Se você pensou naquele menino lindo, com cabelos escuros, pele clara, olhar perfurador e que tem a capacidade de fazer meus batimentos cardíacos acelerarem, você está correto. Dou um suspiro curto, e desvio o olhar. De maneira automática, vou até a porta com a intenção de fugir dele. Mas não foi possível, antes mesmo que eu pudesse chegar à porta, ele se desencosta do batente e se adianta. Ao ficarmos lado a lado, Eunwoo segura meu braço com delicadeza e me vira para si.

-Como está o seu machucado? Não está doendo, está? – Porque ele tem de fazer a minha missão de ignorá-lo mais difícil?

Apenas fecho os olhos, com vontade de sumir, e puxo meu braço, com mais força do que o necessário. Acabo cambaleando um pouco pra trás e, antes que eu acertasse a mesa próxima de mim, Eunwoo se inclina e enlaça minha cintura, me puxando para si. Só pode ser uma brincadeira comigo! Eu, por acaso, tenho cara de mocinha de dorama? Meu coração dispara mais ainda e sinto minha respiração se desregular. Eu tenho que focar em sair dessa situação o mais rápido possível, e tem que ser sem soltar uma só palavra. FOCO! FOCO! FO... É impressão minha ou o Eunwoo tá mais sarado? Será que ele anda malhando? Não, calma... FOCO! Desvencilho-me daquele abraço e volto a me encaminhar para a porta.

-Ei! Eu tô falando com você Julieta! – estaco na porta. Puxo o ar e encho meus pulmões. – Não vai me responder?

Solto todo o ar que segurava e sigo meu caminho em direção à sala. Vitória nessa batalha!

 

~•~

 Durante aquele fim de semana não tive dificuldades para ignorar Eunwoo, difícil mesmo foi aguentar Jinjin e MJ (que, como nunca fica de fora das fofocas daquela casa, já sabia de tudo). Os dois não paravam de curtir com a minha cara e, apesar de as piadas serem até engraçadas, eu não estava mais com paciência. Quando Binnie percebeu que havia algo de errado com o meu humor resolveu interferir, o que não ajudou muito, já que só fez com que os meninos começassem a chama-lo de “Cavalheiro da Armadura Reluzente”. Bem brega... Mas até que eu gostei, e acho que ele também gostou. Ficou todo envergonhado, com um sorrisinho bobo e as bochechas vermelhinhas, uma gracinha. Agora nem eu consegui evitar a vergonha quando Rocky surgiu com a pergunta: "Junnin é real?" Junnin? Meu Deus, que genial... Eles são rápidos quando o assunto são shippes. Mesmo assim, não sabia onde enfiar minha cara recém-costurada.

 Demorou, mas quando esgotei toda minha paciência, já era domingo de tarde, e resolvi que o melhor a se fazer era adiantar meus trabalhos da faculdade. Como eu não queria ficar sozinha em meu quarto correndo o risco de ser encurralada por Eunwoo, sem escapatória, decidi que ficaria na sala de estar com todo mundo. Durante os domingos, nós temos o costume de nos espalhar pelo ambiente, escolhemos um programa qualquer e comemos pizza. Hoje não seria diferente, pelo menos não muito. Todos estavam lá, mas parecia que a sala estava dividida. Eu havia me sentado na poltrona para poder usar meu notebook já que o mesmo estava sem bateria e aquele era o lugar mais próximo da tomada livre. Binnie estava sentado ao chão, próximo a mim, suas costas encostadas à poltrona e a cabeça repousava para trás, minha perna esquerda descansava por cima de seu ombro, e ele fazia um carinho gostoso em minha panturrilha. Nesse fim de semana nós nos aproximamos muito, só que não rolou mais nada. Isso quer dizer, nada de beijos. 

Quanto aos outros, estes estavam espalhados pelo lugar. Jinjin, MJ E Sanha estavam no sofá. O mais novo lutou bravamente para conseguir um lugar fofinho, perdeu algumas almofadas durante a guerra contra Rocky, mas pelo menos estava no sofá. Os outros dois estavam no chão, dividindo o espaço entre o sofá e a mesinha de centro. Eunwoo estava de frente pra mim, sentado em uma almofada que ele conseguira roubar de Rocky em um momento de distração do mais novo. Eu me esforçava para fingir que ele não existia, mas estava quase impossível. Era capaz de sentir seu olhar queimando sobre mim. Tenho certeza que ele só sentou ali pra poder me encarar, nem mesmo brigou pelo sofá como de costume. O programa escolhido foi um de variedades, aqueles que os Idols visitam e fazem um monte de coisas. Até que gosto deles, são engraçadinhos. Conforme o programa avançava nós íamos conversando, mas é claro que eu não dirigi a palavra ao meu (ex?) melhor amigo. Fato que não foi ignorado pelos outros, e eles, com exceção de Moonbin, trabalharam duro para que Eunwoo não fosse deixado no vácuo.

A fome bateu e, depois de meia hora de discussão, resolvemos que pediríamos pizza (como sempre, nem sei por que discutimos). Mais quarenta minutos de discórdia e conseguimos decidir os sabores. Depois disso, MJ foi fazer o pedido enquanto os outros iam buscar suas carteiras. Binnie se ofereceu para buscar a minha e eu, como a boa preguiçosa que sou, aceitei de bom grado. Com todos espalhados pela casa, voltei a focar na tela de meu notebook. Agora eu não estava mais estudando, mas sim trabalhando em um de meus textos. Fazia umas duas semanas que eu passava por um momento difícil, por mais que escrevesse e editasse não me sentia satisfeita, aquilo era angustiante. Mas, felizmente, parece que a senhorita inspiração sorriu para mim. Como de costume, me entrego á escrita. A casa inteira podia pegar fogo, desabar, poderia até cair um meteoro naquela sala que eu nem me mexeria. Se o Seventeen aparecesse ali e começasse a cantar e dançar Clap eu nem notaria. Não, aí já é exagero... Nesse caso, eu seria capaz de notar sim... É, não se pode simplesmente ignorar o Seventeen na sua sala.

Enfim, voltando ao que interessa. Provavelmente, devido a essa entrega toda que eu não tenha notado aquele serzinho se aproximando. Só fui notar que não estava mais sozinha quando tive meu computador tirado bruscamente do meu colo.

-Vai mesmo me ignorar Julieta? Como daquela vez? – Eunwoo indagou com certo desdém enquanto desconecta o computador do carregador e se afasta.

Preferi não dizer nada, poderia recuperar meu notebook sem soltar uma palavra sequer. Ergui-me da poltrona e caminhei em direção ao mais velho o encarando com seriedade.

-Então, isso é um sim. Pois bem! Não te devolvo seu notebook enquanto você não voltar a falar comigo. – Ok! Não entre no jogo dele. Respire fundo.

-Vamos ver o que temos aqui... “A única coisa que sou capaz de ouvir é o som de meus pés descalços contra o chão úmido daquela rua estranha. A noite está fria, tento puxar meu fino casaco para que se feche, mas é em vão, ele estava em farrapos...”. – começa a leitura de minha história, sabendo o quanto aquilo me incomoda.

-“O ar parece me faltar a cada passo que dou nessa corrida sem rumo. Casas e mais casas passam por mim, mas não me detenho em nenhuma delas, ninguém poderá me ajudar. Eles estão chegando e correr é minha única opção”. Está fugindo de alguém Julieta? É de mim? – comenta desdenhoso.

Antes que pudesse continuar com a leitura, avanço na tentativa de recuperar meu computador. E é nesse momento que acontece o desastre. O fato é o seguinte, Eunwoo é magro e pode até parecer atlético, mas não é. Ele só deu sorte (mais uma vez) de ter o biótipo físico assim, o cara é um peso de papel quando o assunto é esporte e agilidade. Quero dizer, seus reflexos são horríveis. Por isso apostei que conseguiria pegar meu computador de volta. Nunca imaginei que ele tentaria correr de mim. Muito menos que ele toparia com a mesinha de centro e perderia o equilíbrio – essa parte era mais previsível. Mas o pior de tudo. Nunca! Jamais! Em hipótese alguma passou pela minha cabeça que meu notebook escaparia daquelas mãos e que num ato de desespero ele iria, literalmente, bater palmas para pegá-lo. A imitação de foca desesperada deu certo por um lado, o computador não caiu no chão. Mas por outro foi um grande desastre. Quando ele segurou o notebook, a tela se chocou com tudo no teclado. O “creck” que a tela fez ao quebrar foi baixo, mas o grito que eu dei em seguida deve ter sido ouvido até no Brasil.

Todo mundo correu pra se equipar com algo diferente e foi pra sala e eu juro que se não estivesse prestes a cometer um homicídio eu teria rido muito. Sanha e Rocky estavam com o sal (crianças que assistem Supernatural dá nisso), MJ estava pálido e agarrava o telefone como se fosse sua coragem que ele não queria deixar fugir (provavelmente, sua alma deixara o corpo na hora que eu berrei), Moonbin veio com um rodo em punho (depois descobri que ele achou que fosse um ladrão que invadira nossa casa, tava parecendo um cavalheiro, só que da limpeza) e por último, nosso mais lerdo, Jinjin, que carregava um inseticida e um de seus chinelos (acreditando que o grito tinha vindo do MJ Oppa, por causa de alguma barata).

Quando viram a cena estacaram e ficaram tão confusos quanto antes. Eunwoo estava assustado segurando meu notebook entre as palmas de suas mãos, engolia em seco e eu sabia que ele entendia o quão ferrado estava. Eu não agia, apenas o encarava estática. Não era capaz nem de chorar, mas sentia vontade. Todos os meus trabalhos e textos estavam naquele computador. Respirei fundo uma, duas vezes, até três. Mesmo assim não me acalmei, todo tipo de vingança passava pela minha mente. Eu queria destroçar aquele rostinho lindo, sem a menor misericórdia. Fechei os olhos e, finalmente, senti os fios quentes e salgados escorrerem pelas minhas bochechas. Encaminhei-me em direção ao idiota que eu chamo de amigo e peguei o aparelho bruscamente – pra quê cuidado? Essa porcaria já tá quebrada mesmo. Ele se encolheu e apenas observou enquanto eu me sentava no sofá e abria o notebook. A rachadura na tela não chegava nem perto da que eu queria causar na cara de Eunwoo.

-Ju, me desculpa! Foi um acidente. Pelo menos...

-Pelo menos, o quê? Pelo menos ele não caiu no chão? Pelo menos você não se machucou? Era isso que você iria dizer?

Ele me encara completamente assustado com minha explosão. Binnie - já desarmado de sua espada, quero dizer, seu rodo – se aproxima e tenta me consolar, enquanto eu aperto inutilmente o botão para tentar ligar a máquina.

-Calma Ju. Ainda dá pra consertar. A gente dá um jeito. – fala calmamente. Mas a última coisa que eu tenho agora é calma.

-“A gente”? Não! – levanto-me e caminho em direção à Eunwoo. – Você queria que eu voltasse a falar contigo? Beleza! Conseguiu! Mas eu só tenho uma coisa pra te dizer. Quarta-feira eu tenho que entregar um texto que tá todo nesse computador, é bom que ele esteja consertado até lá. Caso contrário, nem olhe mais na minha cara, entendeu?

O rapaz assente debilmente e pega o aparelho que eu empurro em seu peito. Em todos esses anos eu nunca tinha falado assim com ele. Por mais que ele me irritasse, por mais feias que as nossas brigas já tenham sido, eu nunca tinha feito nada assim. Mas simplesmente não deu pra me segurar, meu notebook quebrado foi o ponto final. Ainda com os olhos cheios de lágrimas, pedi desculpas pelo meu grito e por ter assustado os meninos. Disse que não estava mais com apetite e me despedi. Só queria deitar na minha cama e dormir.


Notas Finais


Eeeeeita! Ju tá uma fera! Até onde será que ela vai suportar sem partir pra violência? Vamos torcer pra que ela seja pacifista, né?
Vai ter menção à Seventeen, sim! Preciso meter meus filhos aqui ashuashuashauha (Ps2.: também rolou comeback deles e, como ser humano muito multifandoom que eu sou, não podia deixar passar em branco...)
E aí o que acharam??? Espero que tenham gostado!
Qual vai ganhar? #TeamJunwoo ou #TeamJunni ??? Façam suas apostas!!!!
Não se esqueçam de deixar a opinião de vocês nos comentários! Eu sei que já disse isso, mas é realmente muito importante pra mim saber o que vocês acham.
Falem comigo, eu juro que não mordo e que sei ser bem legal.
Beijos e até o próximo capítulo.


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