História Nossa vida depois da Escolha - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Eadlyn Schreave, Gavril Fadaye, Kile Woodwork, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta
Tags A Seleção, América, Maxerica, Maxon, Romance
Visualizações 177
Palavras 3.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi queridos, voltei! Desculpa mesmo a demora.
Esse eh o penúltimo capítulo da maratona e logo posto o último.
Espero que vcs estejam gostando 💜

Capítulo 19 - Feliz aniversário!


Fanfic / Fanfiction Nossa vida depois da Escolha - Capítulo 19 - Feliz aniversário!

As próximas semanas passaram extremamente rápido entre consultas, reuniões com o Conselho sobre o projeto de remoção das castas e noites incríveis com Maxon.

O baile em comemoração ao fim das castas Sete e Oito aconteceu no domingo e depois de muito tempo eu consegui convencer Maxon que estava bem o bastante para ir. Foi uma festa muito animada e Maxon e eu dançamos abraçados quase a noite toda.

Depois disso, todos os dias ele tentava me fazer reduzir as horas de trabalho e não me acordava quando ia sair para uma reunião do Conselho. Para sua extrema frustração, eu pedia a Mary que ficasse nos arredores do quarto pela manhã e que me acordasse se visse Maxon saindo. Ele sempre desconfiava como eu conseguia chegar poucos minutos depois dele e ficou possesso quando descobriu. Nós discutimos bastante, mas bastou um beijo meu seguido de um "eu te amo por cuidar tanto de mim" para ele reconsiderar.

Passamos os dias em uma relativa tranquilidade, empenhados no projeto e gastando juntos todo o tempo de folga que tínhamos. Porém, tudo isso mudou no dia do meu aniversário.

Assim que acordei, tive uma sensação estranha. Maxon não estava ao meu lado e não estava me acordando com beijos. Sentei na cama, procurando pelo bilhete que ele sempre deixava sobre o travesseiro se tivesse que sair cedo.

Ao invés disso, o que eu encontrei foram pétalas de rosas azuis sobre o travesseiro dele. Seguindo uma espécie de trilha, elas iam até a sacada. 

Mal me contendo de curiosidade, fui até a sacada e meu queixo caiu ao notar a beleza da paisagem.

Todos os mastros espalhados pelo reino tinham flâmulas roxas junto à bandeira de Illéa, além disso, faixas da mesma cor caíam pelas torres do castelo. Maxon havia colorido o reino para o meu aniversário.

Sorri ao notar um pequeno embrulho de um formato estranho sobre a mesa da sacada. Peguei-o, abrindo o pacote mal feito e não pude deixar de imaginar que Maxon havia feito ele sozinho.

Havia um porta-retrato com um bilhete junto. Li primeiro o bilhete.

Minha única querida, América,

Feliz aniversário. Hoje é um dia muito especial e espero que você tenha gostado da primeira surpresa. Vá à sala de música e encontrará outra te esperando.

Ps: de todas as fotos que eu já vi e já tirei, essa  sempre foi uma das minhas favoritas.

Com muito amor, Maxon.

Um sorriso se abriu em meu rosto ao ver a foto que mostrava Maxon e eu dançando abraçados na festa de Halloween. Nossos rostos estavam inclinados, nossos olhares estavam fixos e nós dois sorríamos. Meu coração se encolheu ao lembrar daquele momento, meses atrás, em que Maxon me disse que eu era a escolhida, que eu era perfeita e que ele não queria nenhuma outra.

Obviamente houveram brigas depois disso e por pouco eu não estraguei tudo, mas, ainda bem, Maxon havia me amado o bastante para me perdoar, já que eu não conseguia me imaginar seguindo minha vida sem tê-lo ao meu lado todas os dias.

Enxuguei as lágrimas que desciam pelo meu rosto e corri para o closet para me vestir. Coloquei um vestido florido e sapatilhas, arrumei os cachos e passei uma maquiagem simples, não querendo incomodar Mary e Paige já que elas sem dúvida estavam ajudando no preparo do grande almoço em comemoração ao meu aniversário.

Como eu não queria bailes nem nada assim, Maxon resolveu chamar minha família e fazer um almoço com todos para comemorar e me prometeu que teríamos um jantar a dois. Além disso, nossa única obrigação do dia seria o Jornal Oficial e depois estaríamos livres.

Corri para a sala de música, o que sem dúvida era mais facil usando sapatilhas, e, ao abrir a porta, me deparei com o mais lindo violino que eu já tinha visto. Era uma peça maravilhosa daquelas que eu  como Cinco nunca nem sonharia em ter já que são extremamente caros.

No entanto, apesar de saber que o violino era a surpresa, meus olhos rapidamente se fixaram em Maxon, que estava parado ao lado do instrumento com uma rosa azul nas mãos, sorrindo para mim de um jeito indescritível.

- Feliz aniversário, meu amor. - disse ele.

Corri para ele e me joguei em seus braços. Maxon envolveu a minha cintura e me ergueu do chão, beijando minha bochecha enquanto eu o agarrava.

- Eu te amo tanto! - disse a ele.

- Fico feliz que tenha gostado.

Ele me colocou no chão e eu o encarei.

- Não estou falando por causa do violino. - esclareci e continuei, ainda o encarando: - Eu adorei e mal vejo a hora de tocá-lo, mas não é por isso que eu te amo. Te amo por ser uma pessoa boa, o melhor marido do mundo e a pessoa mais importante na minha vida. Eu te amo por não ter desistido de mim e ter me escolhido, por ter me dado a melhor vida que eu poderia querer e uma felicidade que eu nem sabia que poderia ter. Tenho certeza de que você quis me dar algo incrível hoje, mas você já é o melhor presente que eu poderia querer.

Os olhos dele brilhavam e eu quase podia ouvir aquele príncipe solitário dizendo a uma Cinco rebelde e grosseira: "Tenho esperança de alcançar a felicidade, de encontrar uma mulher que toda a Illéa possa amar, alguém que possa ser minha companheira e que me ajude a receber os líderes de outras nações. Alguém que seja amiga dos meus amigos e minha confidente."

Lentamente, quase como se estivéssemos em transe, nossos rostos foram se aproximando e finalmente nossos lábios se tocaram. Maxon me puxou para perto de si e eu entrelacei as mãos em seu pescoço para puxá-lo para mim. Nossos beijos eram lentos e calmos, demonstrando todo o nosso amor e como tínhamos todo o tempo do mundo para vivê-lo.

Maxon me empurrou para trás e me deitou num sofá ali perto, cobrindo meu corpo com o seu e continuando a me beijar devagar enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas sob o vestido.

Logo estávamos ofegantes e nos afastamos, continuando deitados e com os rostos próximos. Maxon estava corado e com os cabelos desalinhados, a camisa dele estava amassada e seu sorriso era maravilhoso.

- Obrigada por tudo, Maxon. - disse, beijando sua bochecha. - Esse é o melhor aniversário da minha vida.

Ele se abaixou e me beijou rapidamente com um sorriso nos lábios. 

- Eu fico feliz que esteja gostando, mas isso foi só a primeira parte. Espere até ver o que eu tenho planejado para hoje à noite.

- Eu mal posso esperar. - disse a ele, dando-lhe um selinho. - E falando em coisas pelas quais eu mal posso esperar, eu estou adorando ficar abraçada com você, mas estou morrendo de vontade de estrear seu presente.

Maxon riu e se levantou, puxando minha mão para me ajudar a levantar. Sentei em um banquinho com o violino em posição e Maxon se sentou a minha frente no sofá.

Olhei para o homem a minha frente e não pude deixar de notar a forma casual com que ele se sentou e o jeito leve com que ele sorria ao olhar para mim. Minha mente viajou de volta para o garoto tenso e formal que ele era no começo da Seleção e sorri ao notar o quanto eu tinha mudado também.

Com isso em mente, coloquei as mãos sobre as cordas, fechei os olhos e toquei uma melodia suave que vinha à minha cabeça. Conforme fui tocando, percebi que a música demonstrava aquele sentimento que eu nem sabia que podia ser tão forte até sentir.

Quando acabei, abri os olhos para olhar para Maxon. Ele parecia hipnotizado ao me olhar e lentamente foi se aproximando até estar com a testa encostada na minha.

Sorrimos um para o outro e eu não podia evitar sentir uma certa ansiedade enquanto esperava que ele me beijasse.

- Não é justo. - disse ele, enfim.

- O que não é justo?

- Que você seja tão talentosa e tenha me dado um presente quando o aniversário é seu. - Maxon respondeu, fingindo chateação. - Eu te amo tanto, América. Você não faz ideia de como eu sou grato ao universo por você existir e estar na minha vida. Feliz aniversário, minha querida.

Finalmente Maxon se inclinou e uniu nossos lábios, deixando meu corpo em êxtase com a sensação. O beijo foi tranquilo e carinhoso, fazendo com que eu me sentisse mais amada do que qualquer pessoa no mundo. Bem, exceto aquela a minha frente.

Nos afastamos sorrindo e eu me levantei, sabendo que chegaríamos atrasados ao almoço se ficássemos mais tempo sozinhos ali.

- Obrigada, meu amor. - disse, estendendo a mão para ele se levantar. - E eu mal posso esperar para poder mimar você no seu aniversário.

Maxon riu enquanto se abaixava para pegar a rosa azul que ele tinha deixado cair quando eu me atirei nele.

Ele estendeu a rosa para mim e eu a peguei com um sorriso bobo. Maxon sabia que eu nunca gostei de grandes buquês de rosas vermelhas por serem clichês demais, além de minha cor favorita ser, sem dúvida, azul, então ele tinha criado o costume de me dar uma única rosa azul quando queria me animar ou só me fazer sorrir. 

Maxon me estendeu o braço, eu o segurei e fomos andando tranquilamente até o salão de jantar.

- Não fazem nem dois meses que nós estamos casados. - pensei em voz alta enquanto andávamos.

Maxon sorriu de lado e disse:

- Incrível como eu me tornei dependente de você. Casamos há um mês e pouco e eu não consigo imaginar minha vida sem você.

- Ai, eu te odeio! - exclamei e ele me olhou, surpreso, antes de eu continuar: - Você sempre fala coisas lindas pra mim e eu nunca consigo pensar em nada tão incrível. É irritante.

Maxon gargalhou da minha expressão zangada e beijou minha bochecha.

- Irritantemente lindo, você quer dizer? - brincou e eu revirei os olhos. - Somos pessoas bem diferentes, América. Você sempre foi autêntica, determinada e bem clara quanto ao que gosta ou não. Já eu sempre tive algumas dificuldades para me abrir e fui criado para ser frio e formal o tempo todo, então tento ao máximo mostrar a você como eu me sinto com palavras, já que meus atos são meio relutantes.

Beijei seu rosto e coloquei a mão em sua bochecha para que ele olhasse pra mim.

- Você pode ser muitas coisas, mas nunca será frio, Maxon. - disse com convicção.

Ele sorriu e me deu um selinho. Nos separamos quando ouvimos um gritinho.

- Ames! - exclamou May ao me ver e praticamente voou pra cima de mim.

Percebi que de algum modo havíamos chegado ao hall de entrada e minha família estava entrando pelas portas. Meu coração doeu ao notar a ausência gritante do meu pai. Era meu primeiro aniversário sem ele para me dizer o tradicional "Parabéns, gatinha".

Afastei esse pensamento pois não queria acabar chorando e abracei May com força. Ela usava um vestido de verão em tons de rosa que lhe dava uma aparência madura e doce ao mesmo tempo e percebi que ela tinha crescido um pouco desde a última vez que nos vimos.

- Feliz aniversário, Ames! - exclamou ela quando me soltou e nossa mãe veio até nós para me abraçar.

Vi May correr escada acima, sem dúvida para encontrar Marlee. Aquelas duas se adoravam e eu sabia que trocavam cartas frequentemente.

Abracei minha mãe e não pude deixar de rir quando ela disse:

- Parabéns, filha. Como hoje é um dia especial eu vou até esquecer o fato de você não ter me dado um neto ainda.

- Mãe! - exclamei e ela riu.

- Eu só estava brincando. Ou quase. - disse ela com um sorriso travesso.

Revirei os olhos e fui cumprimentar os outros. Maxon estava conversando com Gerad e James, marido de Kenna quando eu me aproximei. Cumprimentei-os e puxei Gerad para perto de mim, ficando abraçada a ele.

- E onde é que Kenna se meteu? - perguntei a James.

Ele sorriu e indicou o lado de fora.

- Astra estava nervosa então elas foram dar uma volta. Já devem chegar. 

Assim que ele terminou de falar, Kenna atravessou as portas com uma Astra manhosa nos braços. Ela se debatia e resmungava enquanto a mãe tentava acalmá-la. Kenna sorriu ao me ver e veio me abraçar.

- Feliz aniversário, irmãzinha. Espero que tenha entendido os parabéns da Astra, esses resmungos todos são ela te dando oi. - Kenna disse com um balanço de cabeça e foi cumprimentar Maxon.

Assim que o viu, Astra parou de chorar e estendeu os braços na direção do meu marido, rindo de um jeito extremamente fofo. Maxon pareceu apavorado quando a menininha tentou pular para o seu colo. Kenna parecia se divertir e ofereceu Astra para Maxon pegar.

Ele foi muito cuidadoso ao pegá-la e a segurou  sem prática e morrendo de medo de derrubá-la, apesar da pequena Astra parecer estar se divertindo enquanto mexia nos cabelos claros dele.

Todos observávamos a cena, encantados. Astra estava acostumada a pular de um colo para outro o tempo todo, mas Maxon nunca havia sido muito próximo dela por mais que sempre fizesse caretas para ela rir.

- Bom, já que Astra arrumou outro colo, acho que vamos para os quartos e encontramos vocês no almoço. - disse Kenna, sorrindo e puxando minha família escada acima na direção dos quartos que eram sempre deles quando vinham nos visitar.

Voltei a olhar Maxon que agora fazia sons engraçados enquanto Astra gargalhava. Meu coração se aqueceu ao ver a cena e não pude evitar me perguntar como seria se eu não tivesse o problema cardíaco e Maxon e eu pudéssemos estar tentando engravidar. A imagem de um menino loiro igualzinho a Maxon jogando bola no jardim me veio a mente e eu sorri com o pensamento, mal podendo esperar para o tratamento estar finalizado e nós conseguirmos voltar a tentar.

Astra começou a se mexer e Maxon pareceu apavorado com a perspectiva dela cair.

- América. - chamou ele. - Uma ajudinha?

Me aproximei e fiz carinho no rosto redondinho da minha sobrinha, sorrindo quando ela me mostrou  dois dentinhos nascendo. Me inclinei para perto dela e segurei sua mãozinha.

- Esses dentes malvados estão machucando a bebê Astra? Eles estão? - perguntei a ela com aquela voz bobona que se usa com bebês.

Ouvi a risada de Maxon e o encarei, desafiadora.

- Posso saber do que o senhor está rindo, senhor Schreave? 

Ele me deu aquele sorriso encantador e beijou minha bochecha.

- Você fica linda fazendo essa voz boba. - disse ele com uma cara de quem segura o riso.

Bati no braço dele, mas eu sorria. Demos uma volta pelo jardim fazendo palhaçadas para Astra e depois entramos para almoçar. A refeição correu tranquila com muitas risadas e conversas. May e Marlee falavam animadamente sobre nomes de bebês e notei que Mary e Paige, que também estavam almoçando conosco obviamente por insistência minha, me olhavam com preocupação. 

Assim que saímos do salão de jantar, puxei as meninas para um corredor e perguntei o que tinha acontecido para elas estarem me olhando estranho.

- Nos perdoe, Majestade, mas Paige e eu estávamos arrumando o quarto e vimos você e o Rei com a pequena Astra no jardim. Vocês pareciam tão alegres. E depois a Madame Marlee e sua irmã estavam falando sobre nomes de bebês e nós nos preocupamos com a senhora por causa da sua condição cardíaca. - explicou Mary, falando rápido.

Eu abracei as duas e agradeci por sempre cuidarem de mim. Elas sorriram, me desejaram feliz aniversário e fizeram uma reverência antes de irem terminar de arrumar meu vestido para o Jornal Oficial.

Encontrei Maxon a minha espera no telhado exatamente como estava escrito no bilhete que ele havia me entregado antes de eu ir conversar com as meninas.

Meu marido sorriu e me levou a um colchão que havia sido colocado ali. Fiquei pensativa por um momento e Maxon rapidamente percebeu e perguntou:

- Está tudo bem?

- Está sim, é só que eu estava pensando como esse é o meu primeiro aniversário sem o meu pai. - expliquei em voz baixa.

Maxon me abraçou mais forte e beijou o topo da minha cabeça.

- Eu sinto muito, meu amor. - disse, simplesmente e ficou acariciando meu braço.

Ficamos ali, deitados juntos e só aproveitando a companhia do outro até que acabamos caindo no sono.

Quando acordamos já estava escurecendo e Maxon rapidamente me puxou para que eu ficasse de pé. Fomos até a beirada do muro e ele me abraçou pelas costas, beijando minha bochecha e apontando para o horizonte onde o sol estava de pondo.

Tons de laranja iluminavam o céu e foram escurecendo até o preto tomar conta. Estranho, pensei, todas as luzes de Angeles pareciam estar apagadas.

Subitamente, porém, luzes começaram a se acender por toda a cidade e, para a minha surpresa, começaram a subir para os céus, iluminando o horizonte.

- Lanternas de papel. - suspirei.

Pude ouvir o sorriso na voz de Maxon quando ele disse:

- Cada ponto luminoso desses é uma pessoa que melhorou de vida graças ao nosso reinado e que gostaria de celebrar a sua vida. Você mudou a vida de tantas pessoas, América. Incluindo a minha.

Uma lágrima de alegria escorreu pela minha bochecha e eu nem me preocupei em secá-la. Só queria aproveitar aquela sensação de plena felicidade.

Lentamente as luzes foram se apagando e dando lugar às luzes das casas. Maxon e eu descemos para o quarto para nos arrumarmos pra o Jornal.

Mary e Paige realmente tinham se superado no vestido da noite. Era um modelo azul escuro com pedras e bordados que pareciam estrelas e eu não pude deixar de imaginar que Maxon havia lhes contado sobre as lanternas.

Um sapato de salto completava o look e meu cabelo ficou solto e somente uma tiara pequena de brilhantes enfeitava-os.

Maxon bateu na porta de ligação e Mary abriu pra ele, fazendo uma reverência. Meu marido usava um terno preto com uma gravata azul e sua usual coroa dourada brilhava sobre seus cabelos claros. A expressão dele ao me ver foi ainda mais linda do que o vestido em si.

- Você está ainda mais perfeita do que de costume. - disse ele com sinceridade e me deu um selinho, oferecendo-me o braço. - Posso ter a honra de acompanhá-la ao estúdio, minha querida?

- A honra é toda minha, Majestoso Marido.

Mary e Paige deram suspiros e risadinhas quando nós saímos e Maxon e eu só nos olhamos, sorrindo.

Quando chegamos ao estúdio, todos fizeram reverências e uma salva de palmas foi puxada por Gavril que estava estranhamente sóbrio em seu terno preto risca de giz. Notei que Maxon e ele haviam deixado toda a atenção para mim naquela noite e não pude evitar o nervosismo.

Agradeci a todos que me parabenizaram e nos posicionamos nos tronos. Logo a transmissão começou e depois de algumas notícias Gavril passou a palavra para "nossa querida Rainha que está fazendo aniversário hoje".

Sorri para as câmeras antes de começar a falar:

- Querido povo de Illéa, antes de mais nada gostaria de agradecer a vocês e ao Rei pela surpresa maravilhosa que me inspirou inclusive para escolher o vestido de hoje. Depois, gostaria de aproveitar a ocasião alegre e anunciar outra notícia boa: o projeto de remoção das castas Seis e Cinco será colocado em prática em no máximo dois meses e no prazo de um ano esperamos que as outras castas também estejam dissolvidas.

Um aplauso ensurdecedor eccou pelo estúdio e todos gritaram vivas para nós. A transmissão foi encerrada e novamente todos nos saudaram.

Nos despedimos de minha família e de Marlee e Carter antes de subirmos para o quarto de mãos dadas. Assim que Maxon fechou a porta do quarto, eu o empurrei ele contra ela e coloquei suas mãos no zíper traseiro do vestido.

- Você me deu o melhor aniversário que eu já tive e acho que temos que fechá-lo com chave de ouro. -  sussurrei em seu ouvido enquanto tirava seu paletó e o senti estremecer. 

Rapidamente ele desceu o zíper e me ajudou a tirar o vestido e os sapatos. Eu fui ágil ao tirar suas roupas e deixá-lo só de cueca. Maxon me colocou delicadamente sobre a cama e cobriu meu corpo com o seu, acariciando minhas curvas ao subir suas mãos para o fecho do meu sutiã e tirando-o.

Sua boca foi descendo depositando beijos por onde passava até chegar aos meus seios. Sem demora, ele começou a beijá-los entre leves mordidas e chupadas me levando a loucura enquanto uma de suas mãos descia pelo meu corpo até a minha intimidade.

Sem demora seus dedos deslizaram para dentro de mim e eu ofeguei com a sensação. Ele passou a me estimular e continuava chupando e massageando meus seios até que eu chegasse bem perto.

Maxon tirou sua cueca e colocou uma camisinha, posicionando-se entre as minhas pernas e me penetrando com força. Minhas mãos apertaram o colchão e Maxon me beijou para evitar que eu gemesse quando comecei a chegar perto. Estávamos tão excitados que ficou difícil nos concentrarmos nos beijos então Maxon entrelaçou sua mão na minha sobre o travesseiro e passou a beijar meu pescoço, gemendo baixo ali, sua voz rouca me deixando mais perto ainda.

Quando veio eu tive que morder os lábios para não gemer alto e apertei a mão na base da coluna de Maxon, puxando ele pra mim. Ele chegou lá também e gemeu contra o meu pescoço, caindo ao meu lado e me puxando para seu peito.

A última coisa que eu ouvi antes de adormecer foi Maxon beijando o topo da minha cabeça e dizendo: 

- Feliz aniversário, meu amor.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e a música que eu imaginei no violino seria essa https://youtu.be/ke6cj4IXTdE
Até o próximo 💜


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