História Nosso Caos - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Aventura, Crianças, Drama, Escandinávia, Europa, História, Viking
Exibições 22
Palavras 1.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei de novo, não demorei? Foi mal :( mas é tudo porque quero fazer uma capítulo bem legal para vocês. Espero muito muito mesmo que gostem, trabalhei bastante nele. Se tiverem um tempinho, comentem minha história, isso me ajuda a ter mais determinação e postar novos capítulos (e eu adoro!). Como sempre, ideias e críticas são bem vindas, e se cometi algum erro ortográfico também digam. Aproveitem e boa leitura!!!! :)

Capítulo 3 - 3 - Lar, doce lar


Fanfic / Fanfiction Nosso Caos - Capítulo 3 - 3 - Lar, doce lar

   Em meio a trovões e barulhos pavorosos, as duas figuras encolhidas de frio, andavam o mais rápido que a força os permitisse. Com Kaos nos ombros, correr estava definitivamente fora de cogitação. Como se não fosse o bastante, entrelaçada com a tempestade, veio a ventania de mãos dadas. O vento era tanto que impedia que se abrisse os olhos direito. Sem rumo, andavam apenas para frente e sempre. De repente, os olhos negros e entreabertos de Hansel avistaram a luz alaranjada e acolhedora de sua aldeia.

   -Veja! Casa! – Disse finalmente alegre com um sorriso de satisfação. Rumaram mais calmos em direção ao vilarejo, ninguém estava fora das cabanas, e o lugar parecia fantasma.

   -Entãooo... O que vamos fazer? – Perguntou Hansel olhando apreensivo para o irmão já a porta de casa.

   -Deixe comigo. – Destemido, sem nem parar para pensar, Bitsmög bateu na porta de madeira forte e direto.

   -Seus moleques! Onde estavam esse tempo todo?! Vocês poderiam...poderiam... – Bodine, simplesmente perdeu a fala ao ver a estranha menina quase desacordada. Apenas fez um gesto para que eles entrassem. Os três colocaram-na em cima de um monte feno que havia em um canto do cômodo. A mãe dos meninos parecia abismada com tudo isso, e perguntou aos sussurros:

   -Quem é essa, por que está aqui, e o que aconteceu com ela?! –Bodine arregalava seus olhos negros.

   -Eu explico. – Falou Bitsmög arfando de cansaço. – Fomos a floresta, - de novo– e quem quis fazer isso fui eu. Queria achar alguma coisa...eu queria muito. Então perambulei por lá com Hansel e achamos essa menina meio desacordada no chão da floresta. Ela deve ter quase sufocado com a fumaça do incêndio, e só conseguiu dizer que seu nome era Kaos. – Era, sem dúvida, muita informação para digerir. Bitsmög era, naturalmente, um ótimo mentiroso, mas nesse caso, era por uma boa causa.

   Não se falou mais nada naquela tarde escura e chuvosa até Kaos acordar. Bodine começou a arrumar as coisas freneticamente enquanto murmurava para si mesma coisas como “Nós temos que achar os pais dessa menina.” “Não, não, e se não forem daqui? Ora, não deve ser nunca vi ela antes.” “E se for do inimigo?” “Isso vai me deixar louca!”. E ficou assim por muito tempo, até os olhos da garota se abriram repentinamente. Arregalados e avermelhados, logo chamaram atenção.

   - Ho, nossa! – falou baixo - Os olhos dela são assim mesmo, ou tem algo errado com ela?

   - Acho que... são assim mesmo. – Disse Hansel dúbio.

   - Ela precisa comer. Vou fazer algo. – Saiu séria em direção ao caldeirão e o fogo, que ficava no outro ponto da casa.

    - Ei Kaos, você tá bem? –Os meninos se agacharam para falar com a menina esparramada no monte de palha.

   - Que lugar é esse? – Disse com a voz fraquejada – Como uma grande árvore oca cheia de pedra e ... – Kaos revirou os olhos e a cabeça como se estivesse bem tonta. 

   -Ei, se não está bem para falar, você não precisa. – disse Bitsmög baixo e calmo.

   Kaos fez sinal de positivo com a cabeça, olhou por algum tempo o lugar estranho e fascinante. Ver tantos elementos que ela conhecia em formatos diferentes e estranhos, tudo era fascinante. Não demorou nada pra que cansasse de apenas olhar aquilo. Se pôs de pé e fitou tudo com atenção mínimos detalhes. O gancho com roupas, a mesa grossa de madeira, os dois grandes bancos em volta dela, e no canto o caldeirão com o amontoado de pedras em volta e a grande centelha de fogo embaixo, que servia como iluminação, lareira e todos os jeitos para cozinhar algo.

   - Essa não o fogo! Vai queimar essa floresta também! – Gritou Kaos agudo. Bodine, assustada com o tom se virou para ver o que estava acontecendo: nada, apenas besteira de criança. Tinha coisas mais importantes pra pensar agora.

   - O que? Não, não, não! – Se apressou Bitsmög antes que ela pudesse fazer algo.

   - Esse fogo não vai queimar nada. Veja, pedras! Estão protegendo. E isso não é uma floresta, é nossa casa. –Bitsmög deu um sorriso caloroso se apoiando na parede e a dando batidinhas. –Nós dormimos e ficamos aqui.

   - Então... É isso que é uma casa. – Disse Kaos seriamente. Ainda um pouco confusa, andou compenetrada pelo lugar. Hansel puxou Bitsmög pra um lado.

   -Irmão, temos que ser cautelosos. Ela não entende ainda tudo. O “mundo” dela deve ser muito diferente! E se ela fizer alguma coisa estranha aqui dentro não vamos ser capazes de arranjar mais mentiras.

   -Acalma-te! Ela está sem força para usar mágica. – Ao dizer isso, se virou para olhar Kaos, que para sua surpresa, já transformará uma tigela de barro em barro puro.

   -Kaos! – Exclamou o menos alto que pudera, para não atrair a atenção da mãe.

   -Refaz! Refaz o que você fez! – Disse Hansel meio eufórico com a possibilidade de descobrirem alguém com poderes do além na aldeia.

   -Por que? É mais bonito assim. –Disse sem compreender.

   -Olha nós temos que fazer um acordo. Isso de transformar coisas em barro, ver virar verde, não pode fazer isso nas casas. Nem perto delas. Ninguém pode ver isso; por enquanto. – Disse Bitsmög olhando bem no fundo dos olhos carmim de Kaos.

   -Tá, que chato. – Disse fazendo bico.

   -Ótimo. Você está bem? O que a ... – Bodine chegou e pôs a larga mesa três pratos de sopa, e se virou para buscar mais coisas. Hansel e Bitsmög estavam famintos. Agarraram seus pratos de sopa, levaram a boca e engoliram o mais depressa possível. Kaos, tentou imita-los, pôs toda a sopa na boca, e em seguida, simplesmente cuspiu de volta na tigela. Como num impulso instintivo, Bitsmög, pegou a tigela de Kaos e levou para debaixo da mesa, onde estava o porco obeso que vivia com eles (esse tipo de animal em casa é extremamente normal para a época). Em apenas uma farta lambida o porco gordo engoliu a sopa inteira, bem a tempo de Bodine voltar com o resto sem perceber nada.

   -Pobre menina, estava faminta. – Tirou os olhos da tigela vazia e voltou-os para Kaos. -É realmente perigoso tê-la andando sozinha por aqui...-pensou as altas encarando suas íris – Conheço gente que arrancaria os rubis de teu rosto para trocar por algo valioso. – levantou-se – Vou lhe botar mais comida. –Hansel, fez um nervoso sinal coma a cabeça para menina. Os dois estavam apreensivos, Bitsmög estava branco como a cera, ela poderia falar qualquer coisa, qualquer coisas mesmo. Poderia entrega-los.

   -Não- disse ela.

   -Não...? ...Tudo bem. – Estavam todos exaustos menos a própria garota que muito curiosa e espantada, passava os olhos por todos os cantos mal iluminados e objetos pilhéricos do lugar.

    -Diga-me querida, -prosseguiu delicada –Com quem você vive? Seus pais, irmãos?

   -Acho que...não tenho.

   -Aconteceu algo a eles?

   -Não, não lembro de ter nada disso. - Seu tom era seco.

   -Problemas com a memória...pobre garota, alguém da vila deve reconhece-la. -Falava em vão a si mesma.

    -Deite um pouco, pequena, deve estar exausta. E vocês, -Se virou - vão dormir, vão logo.

   No final, os garotos não souberam se ela realmente dormiu. Não só por que era muito cedo para adormecer, mas também porque não sabiam se ela realmente dormia. No que será que estavam se metendo? Tinham certeza que as coisas anormais não paravam por ali, e se lembravam que Kaos havia dito que todo “o mundo deles” estava com sérios problemas por algo que estava acontecendo. No silêncio negro do cômodo pensamentos soltos se esbarravam no ar, sem nenhuma vela para clareá-los. “O que é ela?”.

 

                                                                                                           ******

 

   O dia amanheceu claro, com o sol brilhando de maneira incomum para os habituais outonos daquela terra. Embora o turquesa do céu disfarçasse, ainda havia vestígios da tempestade, como o chão encharcado e os murchos telhados de palha dourada sob o sol. O frio tinha aabado. Os meninos acordaram cedo e encontraram a mãe na frente da casa discutindo o preço de algo em alto volume. Kaos estava a sua esquerda, de mãos dadas a Bodine, muito concentrada em alguma coisa.

   -Meus queridos, estão aqui. Com licença, Høker. –Disse ao lançar poderoso olhar de desprezo para o homem de barba com quem discutia.

   -Meninos, estou resolvendo uma coisa muito importante. Precisso que façam algo por mim. –Ela puxou o menino ruivo pelo colete e falou em seu ouvido. -Batam ás portas, visitem o salão, procurem alguém que reconheça Kaos ou saiba algo sobre ela. Ela não se lembra de coisa nenhuma! Quando encontrarem, tragam imediatamente para cá. Cuide disso. –Bitsmög mesmo um pouco confuso, afirmou com a cabeça.

   -Vamos Kaos. – E os três se afastaram da mulher que em pouco tempo, voltará a brigar com firmeza, rosto vermelho, o caramelo dos cabelos emaranhado.

    A vila parecia mais agradável do que os dias anteriores, a neve se derretia pelo calor adventício. As pessoas estavam fora das casas, e o salão também voltara a ter visitantes. Mulheres conversavam em frente das pequenas casas de madeira. Porém, apesar do movimento, as conversas e os murmúrios que percorriam não parecia alegres, nem animados. E o alívio de Bitsmög de ver todos juntos novamente foi interrompido pela deplorável imagem de uma mulher mal sentada a frente da casa chorando descontroladamente. Valka, o trabalho de seu marido dependia daquela floresta. E agora estava, lá com o rosto rubro e molhado, abandonada por ele. Ele nunca ficaria com ela num lugar que, inevitavelmente, ia desmoronar.

   -Quantas pessoas...-disse Kaos arregalando os olhos.

   -Kaos,- Falou Hansel ainda um pouco atordoado. –Nós precisamos saber, saber do que você estava falado quando disse que corríamos perigo.

   -Há...isso...-disse desanimada. –Vocês sabem que não sou muito boa com lembrar mas...eles estão brigando. Se desentenderam. Controlam tudo que acontece aqui. E se pararem, o verdadeiro caos vai se instaurar, e já começou. Eu...-De repente eles ouviram um grito grosso vir de trás, da floresta.

   -EEEIIIII! Vejam o que nós encontramos!!!

 

                                                                                 *****************************************


Notas Finais


Terminou? Ótimo! Espero você no próximo capítulo, muito obrigada pelo carinho e tempo! :D


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