História Nosso caos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 163
Palavras 620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem vindos!!!

Capítulo 1 - Prólogo


-- Não. Não. Não.

Eu estava sentada no sofá, vendo Kellan andar de um lado para o outro.

Estávamos sozinhos na minha casa.

-- Para Kellan. Você está me assustando. - eu disse.

Ele parou, passou as mãos por seus cabelos claros e me olhou com seus olhos azuis.

-- O meu pai quer que eu faça aulas para peão, eu estou assustado.

A expressão dramática de Kellan me fez rir.

-- Não é possível!

-- Ele diz que é coisa de macho.

-- Posso ser sincera?

Ele assentiu.

-- É coisa de macho.

-- Você não está ajudando!

-- Ninguém sabe, Kellan. - eu disse, balançando a cabeça.

Ele ficou quieto por um tempo, depois disse:

-- Você sabe.

-- Sei, mas tenho minhas dúvidas. Nunca te vi namorando.

-- Como se eu fosse sair com um cara daqui. Dessa cidade de merda. Se alguém descobre, eu vou ser humilhado.

Kellan se sentou ao meu lado e olhei em seus olhos azuis.

-- Você é um gato.

-- Obrigado amor. - ele disse com carinho.

-- Tenho vontade de pegar minhas coisas e sumir no mundo.

-- Não fala assim, e seus avós? - perguntou.

-- Por isso eu ainda não fui. Meu avô está morrendo naquele hospital e eu preciso de dinheiro. - respondi.

-- Tem vaga de emprego na fazenda. Se eu vou ter que ir para lá aprender a ser um caubói, você podia pelo menos ir comigo.

O meu celular tocou e eu atendi sabendo que era minha avó Maryse.

-- Amy?

-- O que foi?

-- Vem para o hospital, agora.

-- O que aconteceu? - perguntei.

-- Seu avô morreu. - ela disse baixinho, desligando o celular.

-- Ah Kellan...

Ele me abraçou já sabendo o que tinha acontecido.

Estávamos esperando já há alguns dias.

-- Sinto muito. Vamos, eu vou com você.

***

Sentada sozinha na varanda eu pensava.

Meu Deus! Porque eu nasci aqui? Porque o universo decidiu que Amy  Murach iria nascer aqui, onde tudo é calmo e sem privacidade, para ter uma vida tranquila e provavelmente solitária.

Na adolescência, eu aprontei muito, em uma tentativa louca de ter uma agitação, mas continuo aqui, onde o silêncio só é perturbado pelos sons dos grilos. Porque nada muda nunca?

Era na minha desgraça que eu pensava quando minha avó se sentou ao meu lado.

-- Querida, como você está? - ela perguntou.

-- Bem. - respondi, sem querer admitir o quanto estava triste. -- Vó? Vamos embora daqui? Vem comigo?

-- Você é igualzinha a sua mãe. - ela disse. Seu tom de voz mudava quando ela falava da minha mãe.

Eu olhei para Maryse, seus cabelos totalmente brancos, mais ainda parecia jovem demais para ser avó. Ela olhava para meus olhos azuis, os mesmos da minha mãe. Eu parecia com ela, embora os cabelos negros fossem do meu pai. Maryse sempre me mimava demais.

-- Amy... Seu avô morreu aqui. Eu vou morrer aqui também.

-- Não fala assim, não agora, por favor.

-- Porque você quer tanto sair daqui? - ela perguntou.

-- A senhora ainda pergunta? Olhe ao redor, Hargrove não tem cor, não tem sons, além dos grilos, é claro. - eu respirei fundo.

-- Presta atenção, a cidade vai ganhar vida nova. As pessoas estão vindo para dar aulas na Fazenda McShane. Os meninos vão aprender a montar. Quando o primeiro evento acontecer, você vai ter a agitação que tanto quer. Aqui você tem paz.

Eu fiquei paralisada, com os olhos ardendo.

-- Eu não quero paz. Eu vou ter  muito tempo para descansar em paz quando eu morrer.

-- Você não sabe o que está falando. Só damos valor para a paz quando a perdemos.


Notas Finais


Minhas outras fics são: Seus Olhos, Depois do Fim, No que eu me tornei.
Se quiserem dar uma passada por lá, eu agradeço.
Bjss e até o próximo.


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