História Nosso céu particular ( Malec ) - Capítulo 89


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren
Tags Alec, Alexander, Amor, Clace, Clary, Isabelle, Jace, Lýdia, Magnus, Malec, Maryse, Os Instrumentos Mortais, Robert, Romance, Shadowhunters, Suspense
Visualizações 390
Palavras 3.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tenho até vergonha de voltar aqui depois de tanto tempo. Mas infelizmente, eu passei por um bloqueio criativo daqueles. Desculpem o sumiço e espero que gostem do capitulo.

Boa Leitura!

Capítulo 89 - Amor, Amor e Mais Nada


Fanfic / Fanfiction Nosso céu particular ( Malec ) - Capítulo 89 - Amor, Amor e Mais Nada

Eu só me sinto completo quando estou em seus braços, quando sinto o gosto dos seus lábios, quando sinto o calor do seu corpo junto ao meu e o seu perfume impregnando minhas narinas. Magnus não era apenas a pessoa que escolhi para passar o resto da vida ao meu lado, ele também havia se tornado meu confidente, meu ombro para chorar, a pessoa para quem eu poderia contar meus segredos sem medo de julgamentos, Magnus havia se tornado o meu amigo, meu melhor amigo.

Olho para ele adormecido ao meu lado. Aquela era a primeira vez que durmo ao seu lado sem a sombra de uma mentira ou de um segredo pairando no ar, e aquela, era a melhor sensação do mundo. Poder se sentir livre ao lado da pessoa amada.

Acordo com uma ideia em mente, uma ideia brilhante, mas, ao mesmo tempo, trabalhosa. Me levanto tomando muito cuidado para não o acordar. Dou uma última olha em meu amor adormecido e vou para cozinha.

A minha cozinha estava uma verdadeira zona de guerra. Tinha louça em cima da pia da cozinha, em cima de mesa de jantar, em cima do fogão, da geladeira e até mesmo em cima dos armários. Olhei desanimado para aquilo tudo, mas não tinha tempo de chamar uma faxineira, afinal de contas, o tempo era crucial para a realização do meu plano. Rapidamente, recolho a louça e a junto em cima da pia, lavo, seco e as coloco em seus devidos lugares. Depois, junto as caixas de comida e as joguei no lixo, volto para a cozinha e me deparo com a pior parte daquela sujeira toda, o chão da cozinha, como ele não via água a quase três meses, eu teria muito trabalho esfregando aqueles azulejos.

Duas horas de faxina e eu não estava nem na metade; ainda faltavam a sala, o quarto e, o pior cômodo de todos, o banheiro. Mas eu não iria desaminar, todo aquele esforço valeria a pena assim que visse o sorriso de contentamento no rosto da pessoa que escolhi para passar o resto dos dias ao meu lado.

Abro a porta do quarto tomando muito cuidado para não o acordar. Recolho as roupas sujas que estavam espalhadas no local e as levo para a lavanderia, recolho alguns copos e uma caixa de pizza esquecida em cima do criado-mudo. Retiro o tapete e deixo no corredor. Varro, passo pano no chão e nos moveis e, por fim, recoloco o tapete em seu devido lugar depois de sacudi-lo do lado de fora do quarto. 

Volto meus olhos para a cama, e Magnus estava do mesmo jeito que deixei a cerca de três horas atrás. Deitado de bruços agarrando um dos meus travesseiros. Não pude deixar de sorri com aquela imagem. Estava tão feliz por tê-lo mais uma vez em minha cama, em meus braços, em minha vida. Magnus era tudo para mim, ele era o meu amor, meu tudo, meu mundo. 

Se a cozinha estava uma verdadeira zona guerra, o banheiro era o apocalipse. Respiro fundo e me sento desanimado no vaso sanitário: “ Eu sei que você está sofrendo, mas você precisa reagir. Precisa limpar essa casa, respirar um pouco de ar puro e tentar colocar a sua vida em ordem. Eu sei que deve ser difícil viver longe da pessoa que a gente ama, mas você não pode se entregar, você não pode se afundar do jeito que você está se afundando. Olha para a sua casa… Você está vivendo em um verdadeiro chiqueiro e está pouco se importando com isso. ”, Isabelle me disse na última vez que veio me visitar. Eu pensei que ela estivesse exagerando, eu não via toda aquela bagunça que ela via, mas depois que Magnus voltou para a minha vida, eu comecei a perceber coisas que outrora não percebia e uma delas, era o estado deplorável que a minha casa se encontrava.

Me levanto, ainda desanimado. Mas eu não podia ficar sentado a noite toda, eu tinha um trabalho a se fazer. Recolho as roupas espalhas e as junto no cesto de roupas sujas, vou até a pia do banheiro para recolher as toalhas, e foi então que me deparei com o meu reflexo no espelho. Meus cabelos precisando de um corte, barba por fazer, pele seca e uma barriga estava começando a aparecer. Em nada eu me parecia com o homem por quem Magnus havia se apaixonado.

— O que você está fazendo fora da cama? — Perguntou me abraçando por trás. Olho seu reflexo no espelho. Magnus continuava tão bonito quanto a primeira vez em que nos vimos. Pele sedosa, cabelos perfeitamente alinhados e aquele cavanhaque que me deixava louco quando ele o roçava em meu pescoço.  — Vamos voltar para a cama, meu amor. — Disse beijando meu pescoço enquanto acariciava os cabelos da minha nuca. — Eu ainda não matei a saudade que estava sentindo do seu corpo. — Continuou acariciando minha nuca com uma das mãos, enquanto a outra, traçava o caminho para o meu abdômen.

— Você ainda me acha bonito? — Perguntei me afastando. Não queria que ele tocasse em meu abdômen, não depois de ter percebido o tamanho da minha barriga.

— Que pergunta é essa Alexander?

— Responde a minha pergunta, por favor.

— Você foi, é, e sempre será o homem mais bonito que eu já vi em toda a minha vida. — Tentou se aproximar, mas eu dei um passo para trás. — O que está acontecendo com você, meu amor? — Perguntou parecendo preocupado.

Eu não queria chateá-lo com a minha crise de baixa autoestima, mas eu não conseguia evitar. Não quando ele me olhava com aqueles olhos perfeitos, com aquele rosto perfeito e com aquele corpo perfeito. Magnus parecia um modelo saído de um catálogo de moda, enquanto eu, parecia um cachorro que caiu da mudança em cima de poça de água suja.

— Não precisa mentir para me agradar, eu sei que estou uma desgraça total.

 

Mesmo com os cabelos precisando de um corte, a barba de Papai Noel e aquela barriguinha estranha, eu não estava mentido quando lhe disse que era o homem mais bonito que eu já havia visto em toda a minha vida. Eu amo o que ele tem dentro de si, dentro do seu coração. Eu não ligo se as suas roupas estão fora de moda, não ligo para o seu corte de cabelo, ou a falta dele, não ligo para a sua barba por fazer e muito menos ligo para a sua barriguinha saliente. Eu me importo com o que é realmente importante, eu me importo com o que ele tem dentro do seu coração e o seu coração é lindo, o mais lindo do mundo. 

— Posso te fazer uma pergunta? — Estava na hora de mostrar-lhe meu ponto de vista e os motivos de acha-lo tão bonito.

— Claro. — Respondeu de cabeça baixa.

— Como eu estava quando você me reencontrou na clínica psiquiátrica? 

— Não quero falar sobre isso.

Eu também não queria, aquela época da minha vida ainda me traz muito sofrimento, mas infelizmente, ela era importante para provar o meu ponto.

— Me responde, por favor. — Insisti.

— Seus olhos estavam sem vida, sem brilho, seus cabelos estavam cortados, muito curtos. — Eu tinha o habito de arrancar os cabelos, era uma reação involuntária do meu corpo, então os médicos acharam melhor raspar a minha cabeça. — Você estava muito magro, tão magro que eu poderia te levantar com uma única mão.

— E você me achou feio em algum momento?

— Claro que não. — Disse como se eu tivesse acabado de fazer uma pergunta extremamente idiota. — Eu te amo, amo você e não a sua aparência.

— E porque você acha que comigo seria diferente? — Me aproximo. — Meu amor...— Seguro suas mãos e olho em seus olhos. — Eu amo o jeito que você cuida de mim, eu amo o jeito que você me olha, o jeito que você acaricia meus cabelos, eu amo o seu beijo de boa noite quando eu estou prestes a dormir, eu amor o jeito que você ama a minha avó, que você ama o meu gato e os meus amigos, eu amo o seu coração. Eu estou pouco me lixando para a sua barba, para o seu corte de cabelo ou até mesmo para a sua barriguinha, eu até gostei dela, é um lugar fofinho para apoiar a cabeça quando a gente estiver assistindo televisão no sofá da sala. — Brinco. — Eu sempre vou te achar a pessoa mais bonita da face da terra, mas não pela sua aparecia, e sim, pelo seu coração. Olha tudo o que você faz para me fazer feliz. — Aponto para os vestígios da sua arrumação. — Você acordou no meio da noite para arrumar a casa enquanto em dormia, tem coisa mais bonita do que isso?

— Eu só queria que você se sentisse confortável em nossa casa. — Disse sem jeito.

— E essa coisa está no top cinco das coisas mais bonitas que você fez por mim desde que nós conhecemos.

— Top cinco? — Perguntou curioso.

— É uma lista das coisas mais bonitas que você fez por mim desde o dia em que nos conhecemos. — Expliquei. — Em quinto lugar; está você acordando no meio da noite para arrumar a casa — Sorriu. —  Em quarto; o dia em que você enfrentou a Maryse para me defender, em terceiro; o dia em que você me tirou da clínica psiquiátrica, em segundo lugar; adotar o Max e em primeiro lugar; o dia em que você me contou sobre o Pietro.

— Eu pensei que o Max estaria em primeiro lugar da sua lista.

— Eu amo o Max. — Volto a acariciar sua nuca. — Só Deus sabe o quanto eu fiquei feliz quando você nos apresentou, mas nada se compara a felicidade que eu senti quando você me contou o que tinha acontecido entre você e o Pietro quando eu não estava por perto.

— Felicidade? Eu pensei que você iria me matar com suas próprias mãos.

— Eu fiquei extremamente irritado, afinal de contas, não é nada fácil escutar do homem que ama que ele dormia abraçado com outra pessoa. Mas ao mesmo tempo, eu estava tão feliz, aquela foi a primeira vez que você foi sincero a respeito de uma coisa que iria me magoar. Você poderia ter omitido aquela informação, mas você escolheu a sinceridade e aquilo foi a coisa mais bonita, mais especial e mais importante que você fez por mim, por nós, pela nossa família.

— Eu estava morrendo de medo de te contar a verdade, mas ao mesmo tempo, eu não conseguia esconder a verdade, eu não conseguia esconder qualquer coisa que fosse de você.

— E eu muito menos de você. — Volto a abraça-lo por trás e mordo o lóbulo da sua orelha. — O que você acha de voltarmos para a cama?

—  Eu adoraria, mas eu tenho muito trabalho pela frente.

— Por favor. — Levo minhas mãos até os botões da sua camisa. — Eu ainda não matei a saudade que estou sentindo do seu corpo. — Insisto.

— Eu adoraria, meu amor, mas eu realmente preciso terminar a minha faxina.

— Então, eu te ajudo. — Me coloco a disposição. — Eu vou adorar te ajudar a arrumar a nossa casa.

— E eu vou amar que você volte para a cama e que durma mais um pouco.

— Mas eu não quero dormir sem você.

— Faça isso por mim, por favor.

— Tudo bem. — Decidi não insistir. Aquele parecia ser um dos seus projetos solo e a minha presença só iria estragar a sua jornada.  — Eu te amo muito, minha vida.

— Não mais do que eu. — Deu um sorrido sacana antes de fechar a porta do banheiro.

 

 

Olho para o relógio, 6:25h da manhã, aquela foi a hora que terminei o meu calvário. Mas, estava feliz com o resultado. Tudo estava em perfeita ordem para quando o Magnus acordar. Tomo um banho rápido, mas não faço a barba, isso levaria tempo, e tempo, é uma coisa que não tenho.

Corro para o supermercado e compro o necessário para um delicioso café da manhã. Volto por volta das 7:50h, arrumo a mesa e vou acorda-lo, eu tenho menos de uma hora para tira-lo de casa.

— Bom dia, amor da minha vida. — Pulo na cama e o abraço forte. — Dormiu bem?

— Dormi, mas gostaria de dormir um pouco mais. — Disse cobrindo a cabeça com o lençol, Magnus odiava acordar cedo, ainda mais nos finais de semana.

— Se você continuar dormindo, vai perder a hora da visita.

— Hora da visita? — Perguntou sonolento. — Do que você está falando?

— Você não disse que iria visitar o nosso filho?

— Mas não era depois do almoço?

— E se eu te falar que eu consegui permissão para você ficar o dia todo com o nosso filho?

— Você está falando sério? — Descobriu a cabeça animado.

— Eu conversei com a Madre Superiora essa manhã, pedi autorização e ela concordou.

— Jura?

—  Eu juro. —  Adora ver o brilho de felicidade em seu rosto, ainda mais quando eu era um responsável por ele.  — Agora corre para o banho porque você tem menos de uma hora para se arrumar.

Magnus não esperou que eu falasse outra vez, saiu da cama apressado e entrou no chuveiro em menos de dez segundos.

Arrumei a cama e fui até o banheiro para ver se ele estava precisando de alguma coisa.

— Você precisa de alguma coisa? — Perguntou recolhendo o lençol no chão do banheiro.

— Flores... — Disse dentro do box. — Eu preciso de flores.

—Para o banho? — Arqueei a sobrancelha.

— Para levar para a Madre Superiora. — Explicou. — Para agradecer a gentileza.

— Ela não permitiu a sua entrada pela bondade do seu coração, ela permitiu porque eu disse que era um pedido da minha mãe.

— A Maryse?

— A Madre morre de medo dela.

— Porque?

— Quando ela descobriu que eu era homossexual, proibiu a minha entrada temendo que eu influenciasse as crianças negativamente.

— Mas isso é homofobia, você deveria ter chamado a polícia, meu amor. 

— E eu chamei, mas não deu em nada. — Suspirei. — Então, eu conversei com a Isabelle e contei o que havia acontecido, ela por sua vez, contou para a Maryse que apareceu na cidade no dia seguinte. Elas se trancaram dentro da sala da Madre Superiora. Eu não conheço o teor da conversa que elas tiveram, mas no mesmo dia, a minha entrada foi permitida novamente.

— Provavelmente a sua mãe ameaçou a pobre mulher.

— Bem provável. — Sorri lembrando a cara que ela faz sempre que o nome “ Maryse” é mencionado. — Mas graças a Deus que tudo deu certo no final das contas.    

— Que Deus me perdoe, mas é graças a Maryse. — Disse saindo do chuveiro. — Se não fosse por ela, nada disso teria acontecido, inclusive a adoção do nosso filho.

Magnus estava certo, a Maryse foi uma das grandes responsáveis por eu ter conseguido a guarda do Max, ela mexeu os pauzinhos e falou com Deus e o mundo para que tudo saísse como planejado. Desde a morte do meu pai, ela estava fazendo de tudo para demonstrar que era uma pessoa melhor, mas infelizmente o seu presente não apaga o seu passado e eu nunca vou conseguir perdoa-la pelo que ela fez com o Magnus.

— Você está com fome? — Mudo de assunto. — Eu preparei o café com chocolate meio amargo que você tanto gosta.

— Ai que saudades do seu café. — Se aproximou juntando nossos lábios. — Só não pulo em seu pescoço porque estou atrasado. — Disse saindo todo animado. Magnus estava feliz por rever o nosso filho, e eu, pode tira-lo de casa. Precisava de tempo para colocar a outra parte do meu plano em ação.

Estava chegando na cozinha quando escuto uma buzina tocar.

— O Christopher acabou de chegar. — Digo cortando uma fatia de bolo de cenoura. — Ele vai te levar para o orfanato.

— Me levar? — Franziu o cenho. — Pensei que nós fossemos ir juntos.

— Infelizmente, eu tenho de resolver alguns assuntos.

— Mas é nosso filho, Alexander. — Parecia zangado. — Ele deveria ser prioridade em nossas vidas.

— E ele é, meu amor. —Digo entregando-lhe uma faria de bolo com uma camada grossa de geleia de morando por cima. — Os assuntos que tenho que resolver é a respeito da adoção.

— Algum problema?

— Só alguns papeis que eu tenho que assinar.

— Tudo bem. — Concordou. — E quem é o Christopher? Outro amiguinho seu? —Perguntou enciumado.

— Seu segurança particular. — Dei de ombro.

— Segurança?

— É só até resolvermos a situação com a Lydia.

— Mas, e quem vai cuidar de você?

— O Alfonso.

— E desde quando você tem dinheiro para contratar dois seguranças particulares. — Disse em tom de brincadeira.

— Desde quando a Maryse dividiu a herança do meu pai em quarto partes iguais.

— Ela realmente fez? — Perguntou incrédulo.

— Sim. Ela disse que seria a coisa certa a se fazer. A princípio, eu não quis aceitar, mas a Isabelle me convenceu, afinal de contas, o dinheiro não era dela e sim do meu pai.

—Então, eu vou me casar com um homem rico?

— Você vai se casar com um homem que é completamente apaixonado por você. — O puxei para um beijo apaixonado. — Termina seu café porque o nosso filho está te esperando.

— Eu estou tão animado com o dia de hoje. — Comentou minutos depois. — Será que a Madre deixaria eu fazer uma LIVE com o nosso filho? Eu gostaria de apresenta-lo para a minha avó.

— Mas a vovó já o conhece.

— Como?

— Antes de dá entrada nos papeis de adoração, eu estava em dúvida e liguei para saber a sua opinião. Eu amava o Max, mas não tinha certeza de que adora-lo seria a melhor opção. Eu era solteiro e não tinha nenhuma experiência com crianças, eu estava morrendo de medo de adota-lo e acabar sendo um pai ruim.  Mas ela me convenceu de que eu seria um pai incrível e que eu não seria pai solteiro, ela tinha certeza de que você iria voltar para mim e que nós iriamos cria-lo juntos.

— Ela sempre acreditou no nosso amor. — Segurou minhas mãos. — Na semana passada, ela apareceu na minha casa extremamente irritada. Me chamou de menino idiota e disse que eu estava jogando a chance de ser feliz pela janela. Ela estava tão irritada que eu pensei que ela fosse me bater com a bengala.    

— Foi na segunda-feira?

— Ela te contou que brigou comigo?

— Na segunda eu a apresentei para o Max. — Nunca vou me esquecer dos seus olhos quando o Max lhe perguntou se podia chama-la de vovó. Eles se iluminavam, tão lindos e tão emocionados. — Ela ficou tão feliz em conhece-lo que disse que iria enviar um presente para nós dois.

— Eu era o presente. — Concluiu.

— O melhor presente de todos.

Passamos o café relembrando tudo o que aquela mulher incrivelmente maravilhosa havia feito por mim, por ele, por nós e pelo nosso amor. A vovó sempre esteve ao nosso lado, sempre acreditou que o nosso destino era ficarmos juntos e sempre lutou pelo nosso amor. Em menos de três anos, ela havia me dado todo amor, todo carinho e toda a compreensão que a minha mãe não me deu em toda a minha vida. A vovó Bane não era apenas avó do homem que amo, ela também era a minha avó, a minha confidente e a minha melhor amiga.

— Tem certeza de que você não pode ir comigo?

— Tenho. — Eu bem que gostaria, mas infelizmente, eu não podia. —Eu vou dormir um pouco antes de ir ao advogado, eu estou muito cansado, meu amor.

— Tudo bem.

— Eu te amo muito, sabia disso? — Disse abrindo a porto do carro.

— Eu também amo você. — Sorriu me dando um selinho. — Te amo muito.

— Não tanto quanto eu.

Não gostava de deixa-lo sozinho, mas eu precisava da casa vazia para colocar meu plano em ação.

— Bom dia, irmãzinha. — Isabelle seria uma das peças-chaves do meu plano e eu agradeci a Deus por ela estar na cidade passando férias com o namorado. — Eu preciso você venha imediatamente para a minha casa.

— O que está acontecendo, Alexander? — Perguntou preocupada. — O que você aprontou dessa vez?

— Quando você chegar aqui eu te explico.

— Alexander...

— Trás o Simon com você. — Desligo sem me despedir. Conhecendo a Isabelle, ela vai chegar aqui em menos de minutos. Ótimo.

Próximo:

— Jace? — Digo assim que escuto a sua voz do outro lado da linha.

— O que aprontou dessa vez? — Perguntou meio sonolento. 

— Porque todo mundo me faz essa pergunta?

— Deve ser porque você só lembra que tem família quando faz alguma besteira. — Sarcástico como sempre, esse era o irmão que eu conheço e que eu amo tanto. — O que você aprontou dessa vez? — Voltou a perguntar.

— Não aprontei nada, mas vou precisar da sua ajuda com algumas coisas.

— Coisas? No Plural? 


Notas Finais


O Alexander está preparando uma grande supressa para o próximo capítulo... Alguém arrisca algum palpite?

O próximo capitulo sai ainda essa semana. Um grande beijo no coração!


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