História Nosso passado, presente e futuro - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Ravi
Tags Hyukbin, Keo, Navi, Rabin, Vixx
Exibições 89
Palavras 1.638
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii pessoal!!

Estou muito triste em ter q falar q chegamos ao penultimo capitulo.

Desculpem os errinhos

Boa leitura =D

Capítulo 13 - Capitulo 13


Eu decidi que sairia do hospital e iria direto para o orfanato. Contudo, só tinha um detalhe, ele não me passou o endereço. Peguei meu celular e localizei o número dele, mas não queria ligar e pedir ajuda diretamente para ele, teria de ser outra pessoa. Acho que meu pensamento nunca foi tão rápido, pois no momento seguinte já falava com o Ken hyung e pegava o endereço, dirigindo-me  para lá imediatamente.  

❤️❤️❤️❤️ 

O caminho para o orfanato foi longo, mas por já ter passado da hora em que as pessoas geralmente entram no trabalho, não havia trânsito para fazer com que fosse mais demorado. Chegando lá, vi uma casa grande de dois andares com tijolos à vista e algumas crianças brincavam no jardim em frente à casa. Ela era bonita, mas dava para perceber que era um casarão antigo. Não havia nada que indicasse que aquele local era um orfanato, mas o Ken havia me afirmado que o endereço estava certo, pois ele ainda vem aqui para ver as freiras e trazer coisas para as crianças, desde brinquedos até roupas e calçados.  

Assim que passei pelo portãozinho, que era a única coisa que me separava do vasto jardim verde que fazia parte daquele casarão, avistei uma das freiras cuidando das flores do jardim e fui em sua direção. 

- Com licença? - falei e vi que ela deu um pequeno salto de susto 

- Oh, olá. - ela me respondeu ficando de pé - Em que posso ajudá-lo? 

- Eu estou procurando pela madre Eun Ji. - disse – Ela está? 

- Está sim. Acompanhe-me, por favor. - ela pediu e encaminhou-se para a entrada da casa comigo logo atrás – Desculpe-me pelo susto de antes, não estamos acostumados com visitas de estranho. 

- Tudo bem. - respondi – Me desculpe você por ter te assustado. 

Foi a última coisa que falamos e o restante do caminho foi silencioso. Ela me deixou em uma sala e pediu que eu aguardasse pela madre que já estava para chegar. A sala era espaçosa e parece uma daquelas salas de espera onde colocam os pais que estão ansiosos para adotar uma criança para esperar, e eu tive certeza que estava certo assim que a madre Eun Ji entrou me pedindo para acompanhá-la até sua sala.  

- Deixa eu adivinhar. - ela disse assim que entramos e sentamos - Você é o Hongbin, certo? - minha surpresa ficou muito clara nesse momento, pois ela apenas completou - Você é igualzinho ao que ele descreveu. 

- Sou? - perguntei espantado – Ele falou de mim quando pediu para ficar com a carta? 

- Sim. Mas não só nesse momento – ela disse – Desde o ensino médio, desde o momento que te viu pela primeira vez, ele sempre falou de você. - ela iniciou e eu soube que era sua vez de me contar sua história. - Quando o Ravi chegou aqui, ele era apenas uma criança indefesa e eu era apenas uma noviça, não chegava nem a ser freira ainda. Desde o minuto que aquele menininho frágil entrou pela porta, ele foi acolhido pelo Ken, apenas 1 ano mais velho, ainda sim muito maduro para a idade. E eu admiro a amizade que esses dois mantiveram até hoje. Eu comecei a cuidar dos dois e me apeguei àquelas duas crianças que tiveram que crescer rápido demais. Não queria que eles se sentissem sozinhos e queria que aproveitassem a infância, por isso falei a eles para me chamarem de noona e é assim que me chamam até hoje. – consegui perceber o sorriso dela ao me contar suas lembranças - Mas mesmo com todo meu esforço, minhas crianças crescerem muito rápido e foram para o ensino médio. É impossível não me lembrar o brilho no olhar do Ravi ao falar de você pela primeira vez, naquela sexta da primeira semana de aula. Ele chegou para mim e pro Ken e disse que tinha conhecido a pessoa mais incrível do mundo, bonito, popular, inteligente e outros vários elogios que não me lembro agora. Mas tinha uma coisa que ele não sabia, seu nome. E quando ele descobriu, era o único nome que era pronunciado por ele em qualquer fala. Ele contou segredos sobre você e repetiu seu nome tantas vezes para essas paredes, que acho que até elas te reconheceram assim que você entrou aqui. - de repente consegui ver um sorriso triste estampado no rosto dela. 

Ela se levantou da cadeira, foi até um armário e de lá tirou um quadro que eu não conseguia ver o que havia nele e permaneceu olhando para ele por um tempo. Voltou para o meu lado em seguida me entregando o quadro para que eu o olhasse. Arregalei os olhos ao ver que ali continha um desenho meu.  

- Ele que fez esse desenho. - ela continuou chamando minha atenção - Disse que já que não poderia ter uma foto sua, teria pelo menos um desenho seu. Perdi as contas de quantas vezes ele refez esse desenho e quantos papéis amassados eu recolhi antes que ele decidisse que estava perfeito. - ela voltou a me olhar – Foi quando eu soube, o que ele sentia não era mera admiração, desde o primeiro olhar, nunca foi admiração, ele te amava e eu o ajudei a perceber isso. Depois disso, Ken também o ajudou a aceitar e deu a ideia dele se confessar. Ele teve nosso apoio em tudo isso e nós estávamos felizes por ele. - ela olhou para o chão novamente e vi uma lágrima tímida descer por seu rosto - Até aquele dia, o dia em que ele voltou machucado falando que você havia deixado que batessem nele. Nós somos ensinadas a perdoar, mas aquele dia eu te odiei com todas as minhas forças por não ter feito nada quando bateram na minha criança. E continuava a te odiar por todas as vezes que você não fazia nada quando ele era machucado. Mas te odiava mais ainda por ele pedir que eu e o Ken não fizéssemos nada, que não te odiássemos, pois a culpa não era sua. 

- A senhora ainda deve me odiar então - eu disse. 

- Não mais. - ela respondeu sorrindo – Ele me contou toda a verdade quando veio me pedir para ficar com a carta. No começo pensei em não fazer parte disso, só que ele trouxe o Ken para ajudar e eu não consigo resistir a um pedido das minhas duas crianças. - ela levantou pegando o envelope vermelho da mesa e me entregando – Eu só espero que essa loucura dele dê certo e vocês sejam muito felizes. 

- Posso fazer uma última pergunta? - eu questionei e ela concordou – Como uma freira conseguiu aceitar tão bem o fato deles serem gays? - perguntei e olhei para baixo. Eu não devia ter feito essa pergunta. 

- Eu os criei como se fossem meus filhos – ela me respondeu com um sorriso doce – Que tipo de mãe eu seria se não aceitasse meus filhos como eles são? - ela me olhava – Quer saber uma história engraçada? - direcionei meu olhar para ela e concordei – Um dia o Ken chegou aqui com o namorado dele, que depois descobri se chamar Jung Taekwon ou Leo, e pediu minha benção. O Leo estava aterrorizado com a situação e isso era a parte cômica. De novo, como uma mãe poderia negar a bênção para um filho?  

Eu entendi o que ela queria dizer, então levantei-me pronto para me despedir e ir embora. Dei uma ultima olhada para o desenho que me foi entregue por ela e fiz um carinho delicado nele. Ele havia passado por tudo isso por mim e agora fazia tudo isso para me conquistar. Como eu não me apaixonaria por alguém assim?  

Um sorriso triste se apossou dos meus lábios no momento em que eu entreguei o desenho de volta para ela e ia me retirando da sala. Até que ouvi meu nome sendo dito por ela e virei na direção em que era chamado. 

- Fique com ele para você - ela disse e me entregou o desenho – Esse desenho nunca me pertenceu, pertence a você. - olhei para ela confusa – Mesmo depois de tudo que aconteceu no ensino médio, esse desenho continuava colado ao lado da cama dele e permaneceu lá por anos até o dia em que ele foi embora. Ele jogou esse desenho fora e eu nunca o vi chorar tanto como naquele dia. Quando eu o abracei, a única coisa que ele me disse foi "eu desisto". Mas eu conheço meu menino, ele é determinado, então eu guardei até que eu pudesse devolver para o dono. Só que eu acho que ele ficará mais feliz ao saber que está com você. - eu concordei e agradeci – Eu sinceramente espero que um dia eu possa dar a minha bênção a vocês dois também. Faça ele feliz Hongbin, pois eu sei que ele te fará muito feliz se você deixar. - ela completou e se virou voltando para a sala. 

Olhei para o desenho mais algum tempo e pensei em tudo que ela tinha me dito até agora e novamente aquela sensação de que meu coração falhou uma batida para em seguida voltar a bater com toda a violência em meu peito enquanto minha respiração ficava desregulada tentando acompanhá-lo. Irei guardar para sempre esse desenho, essas cartas e esse sentimento que toma conta de mim. 

Chequei as horas em meu relógio e me espantei com o tempo que havia passado. Fui para minha casa para descansar, pois o plantão seria logo, e iria deixar a carta para ler apenas quando voltasse do plantão. De alguma forma me sentia triste por não vê-lo nesse tempo todo. Mas entendi que ele apenas queria deixar com que eu passasse por isso e na hora certa iríamos nos encontrar.  

 


Notas Finais


Espero q tenham gostado.

Comentarios e criticas construtivas são bem vindos ;P


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