História Nosso pequeno ômega - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Larry, Lilo, Lirry, Narry, Niam, Nouis, Zarry, Ziall, Ziam, Zianourry, Zouis
Visualizações 495
Palavras 5.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi...

Capítulo 4 - Novas pessoas.


Fanfic / Fanfiction Nosso pequeno ômega - Capítulo 4 - Novas pessoas.

 

Fazia uma semana, uma semana que Zayn não tinha nem uma noticia se quer dos lúpus. 

Depois da chamada de video, mas nenhum tipo de contato foi feito da parte dos cantores e isso estava deixando o garoto agoniado, os cinco acabaram criando um forte laço entre eles.

Com o sumiço repentino dos artistas, Yaser foi quem acabou sobrando nessa historia, pois ficou com ele a dificil tarefa de consolar o pequeno ômega. O moreno perdeu a conta de quanto tempo havia gastado tentando explicar para o mais novo sobre o possível motivo pelo qual os cantores não tinham mais dado noticias, não que o segurança soubesse muito sobre a agenda dos quatro rapazes, desde que a banda tinha dado uma parada nas longas viagens Yaser não andava muito informado sobre as coisas, mas seus anos de trabalho prestado lhe davam uma boa noção da correria em que os cantores deviam estar metidos, mesmo com a pausa, eles eram a maior boyband do mundo, então tempo era algo que eles não tinham. O único problema era que Zayn  parecia não entender isso, então não poupou esforços para conseguir o que queria, falar com os rapazes.

O segurança quase se rendendeu inúmeras vezes. Era difícil resisitir a choramingos fofinhos, olhinhos pidões e todo um combo de golpes baixos que o ômega dominava perfeitamente bem, o alfa merecia um prêmio por ter sido tão forte. 

Zayn tinha feito de um tudo para conseguir ver os rapazes, e faria muito mais se soubesse que os  rapazes não estavam muito atrás na luta de tentar falar com ele. Niall cansou de tentar adiantar tudo que tinha no dia, para poder ao menos ligar para o menino, mas parecia que quanto mais adiantava mais coisas surgiam, acabava que no fim do dia o lúpus queria apenas um banho, sua cama e seus homens. 

Liam tentou se impor e cancelar coisas para que pudesse sobrar algum tempo vago, mas não surtia efeito nenhum e no fim do dia ele acabava do mesmo jeito que  o original de fios loiros. Harry e Louis também tentaram por seus meios, mas nada dava resultado, era como se o universo conspirasse contra os cinco, os afastando pouco a pouco...

Mas as coisas estavam prestes a mudar, e mudar drasticamente.

 

                                                                                                 ~ * ~

Quando o relógio da cozinha marcou 08h00minam, a campainha da casa soou e junto a ela um gritinho animado.

-ASHTON PAPAI! ELE CHEGOU, ELE CHEGOU! ABRE A PORTA! - Zayn pulava no sofá, onde anteriormente estava deitado. 

"JÁ ESTOU INDO!"

O alfa deu uma olhada na hora antes de deixar a cozinha.

Ao passar pela sala, Yaser não conseguiu segurar o riso, ver Zayn pulando no sofá completamente animado e sorridente fazia seu coração se encher de felicidade.

- Cuidado para não cair - alertou.

- Tá papa!

Enquanto do lado de dentro o clima era calmo, do lado de fora era puro nervosismo.

Ashton Irwin, esse era o nome do jovem beta que estava para ter um ataque na porta da casa dos Malik.

Com a camiseta amarrotada, cabelos despenteados, testa brilhando em suor o rapaz tentava encontrarna  uma desculpa descente para se justificar. Ash estava tão nervoso que engolia a seco de dois, em dois, sem contar os murmúrios que saiua de sua boca soltava.

Mas justificar o que?

- Eu juro que não queria me atrasar! Desculpa, desculpa, desculpa! – Foi assim que o beta abordou o alfa, quando o mesmo abriu a porta.

Yaser sentiu seu coração falhar uma batida quando o loiro surgiu e agarrou seu corpo.

– Eu dormi demais, acabei perdendo a hora, mas eu juro que não foi por mal! – Ashton apertava o corpo do alfa entre seus braços. ,

 -Ashton... - O alfa resmungou já  sentindo um leve desconforto em sua coluna, tá que ele era um alfa e que um simples aperto de beta não deveria fazer nem cocegas, mas a idade chega para todos, então...

- Loiro! Olha o Zee pulando! – Zayn começou a tentar chamar a atenção do beta para si.

- Me perdoa!

- Pulando Ash! Pulando!

- Por Alá Ashton, me solta! - O alfa esbravejou.

- Eu prometo que não vou fazer isso de novo, mas me desculpa. – O loiro praticamente chorava apertando cada vez o mais velho

- O Zayn pula muito alto!

- Garoto!

- Eu imploro de joelhos se quiser! Fico ate mais tarde e ate trabalho no fim de semana!

-IRWIN! – Yaser usou sua voz de alfa e o garoto parou de falar no mesmo instante, ate mesmo o ômega que pulava no sofá parou. Uma voz de alfa era uma voz de alfa. – Ótimo, agora me solta. – O loiro soltou e se encolheou no lugar, direcionando seu olhar para o chão. – Agora voltando ao seu atraso.

- Eu juro q..

- Ash. – Repreendeu fazendo o mais novo se calar. – O que eu quero dizer sobre o seu atraso é que você não esta atrasado.

- Eu juro que não foi por que eu quis, eu acordei com o despertador gritando e o Mike não me acordou antes. – O menino gesticulava bastante, enquanto tentava se explicar. -  eu tentei sair rápido de casa, mas acabei me enrolando todo, então quando sai quase bati o carro e então... – Foi quando o beta parou. – Espera...

- Não irei me mover. – O alfa cruzou os braços.

- Como assim, eu não estou atrasado? – Havia ema interrogação do tamanho de um planeta em cima da cabeça do rapaz.

- Não estando, Ash – O moreno revirou os olhos antes de finalmente fechar a porta. – Saberia disso antes se tivesse me deixado falar. – E saiu em direção cozinha, mas dessa vez com o beta em seu encalço.

Enquanto isso Zayn continuava de pé no sofá, com o maior bico que conseguia fazer.

- Pulando...

Os dois adultos seguiram para cozinha em uma discussão sem fundamento sobre o atraso do loiro.

- É impossível! Tenho certeza de que quando sair de casa eram onze horas, e eu tinha que esta aqui as oito!

-OLHA A DROGA DA HORA! – Yaser gritou já irritado indicando o relógio em cima do balcão.

“08h04min am.”

Os olhos verdes do rapaz se arregalaram e ele nem ao menos notou quando o alfa sorriso convencido.

- Mas... como? – Ashton não conseguia acreditar, ele podia jurar que estava hiper atrasado, seu celular e o relógio da cozinha eram provas disso. - Eu juro que sai as onz... – O beta parou assim que ouviu em sua cabeça, a risada maléfica de uma certo ômega de cabelo roxo. – Eu mato aquele moleque!

- Mata quem? - O alfa, que agora estava de costas para o beta lavando lavar a louça, perguntou.

- O Mike... – Ash soltou sem pensar, e somente quando Yaser se virou com uma carranca no rosto, que o baeta notou a burrada que tinha feito. 

- Quem é? O que você tem com ele? Quais a intenções dele com você? - Essas e outras perguntas bombardearam o beta loiro que só sabia se bater internamente. - Onde vocês se conheceram? Quem são os pais? Nome completo!

Ashton agora não precisava de mais nada para ter certeza de que  era um asno completo, havia esquecido completamente de comentar com o mais velho sobre o roxinho, que agora secretamente, habitava sua casa.

Irwin  teria que suportar um longo e chato interrogatório, e só de pensar nisso o jovem já desejava a morte, Yaser conseguia ser mais protetor que seu próprio pai, sempre querendo o que o beta fazia o que deixava de fazer com quem andava e se relacionava. Na adolescência Ashton odiava isso com todas as suas forças, sentia que sua vida estava sendo invadida, mas hoje, agradecia sempre que podia ao alfa, pois foi por conta de toda essa preocupação e proteção por parte do Malik mais velho, que o cacheado não se afundou no álcool e não se meteu em meios ruins, mas isso não queria dizer que o beta queria ser interrogado.

- É, então... - Irwin estava pronto para enrolar o alfa sobre quem era o garoto, quando um serzinho saltitante surgiu na cozinha.

“Estou salvo” - pensou.

- Da licença “papa” – O ômega fez questão de enfatizar a ultima palavra. – Z quer o professor dele, obrigada!

O garoto tomou o beta pela mão e o arrastou cozinha a fora.

" VOCÊ NÃO VAI SE LIVRAR DE MIM ASHTON IRWIN!"

- Salvo pelo gongo... – sussurrou.

Enquanto era arrastado pelo menor, Ashton ia agradecendo a todos os santos que conhecia por Zayn ter aparecido e lhe salvado, mas ele sabia que o tempo de aula que teria com o ômega não ia livra-lo do alfa ranzinza, mas ela ao menos lhe daria um tempo para pensar em uma boa desculpa.

Zayn arrastava o loiro em direção ao quintal da casa (que na semana servia como sala de aula.) em uma empolgação que mal cabia em seu corpo, estudar era uma das coisas que lhe impedia de morrer no tedio durante a semana. Depois do corrido o moreno era educado em casa, Yaser tinha medo de deixa-lo voltar para a escola e coisas ruins acontecerem, sem um protetor Zayn se tornava alvo fácil de valentões. Os professores do ômega eram escolhidos a dedo pelo pai, qualquer um que tivesse algo suspeito era excluído, sem contar que nem um deles podia ficar sozinho com o garoto, nenhum com exceção do beta claro.

O beta era o professor de biologia do garoto e o ensinava desde que tudo aconteceu, ele na verdade foi a primeira opção do alfa para ensinar seu filho, já que ele tinha uma enorme confiança depositada no garoto.

Irwin era filho de Troy Irwin, seu melhor amigo, o alfa tinha visto o garoto crescer, tinha o pegado no colo e perdeu a conta de quantas vezes ficou com o garoto para que seu amigo pudesse aproveitar a noite com a esposa. Yaser sabia do bom caráter que o Irwin mais velho tinha, e por isso tinha completa confiança no garoto para ensinar seu filho e para ficar perto dele, sem que seus olhos de águia estivessem seguindo cada um dos seus passos, como acontecia com os outros professores. Yaser sabia que Ashton não faria mal ao seu garotinho.

-Biologia! Biologia! Biologia! - O garoto batia os punhos na enorme mesa que havia ali empolgando, para Zayn as aulas que tinha com o beta era a coisa mais empolgante que podia acontecer em uma segunda.

-Acredite quando digo que você não vai ficar tão animado quando conhecer Mendel, gatinho. – Ashton comentou divertido enquanto retirava seu material da mochila.

 

                                                                                                              ~  *  ~

Fotos, fotos e mais fotos, Louis não suportava mais ver tantas câmeras apontadas em sua direção, nem tantos flashes lhe cegando temporariamente. A gritaria também era algo que o Tomlinson mais velho queria fazer parar, sem contar o tanto de vezes que seu nome era chamado e em quantas perguntas sem sentido nenhum lhe eram direcionadas.

"Cacete, são apenas 2 da tarde, eles não tem mais o que fazer?" - Era o que o alfa pensava enquanto tentava entrar na loja.

A vontade do acastanhado era mandar todas aquelas pessoas a merda e entrar na bendita loja de lingerie de uma vez por todas.

“Louis, Louis... Quando será o próximo show?”

“Louis é verdade que você esta namorado?”

“Tomlinson é verdade os boatos sobre você e a Ariana Grande estarem de rolo?

Essa ultima arrancou uma careta do baixinho...

Depois de alguns segundos, alguns longos segundos, de gritaria e empurra-empurra o cantor conseguiu entrar na loja.

 – Porque diabos eu aceitei vir ate aqui? – O segurança que acompanhava o cantor deu de ombros e Louis bufou, ele já sabia a resposta.

A bendita aposta que ele havia perdido mais cedo, não só ele mais Liam e Niall também, mas que Harry foi esperto o suficiente para não entrar.

– Eu devia escutar a Rapunzel mais vezes...

 Mansão dos Lúpus, 9:00 da manhã

O clima no sofá estava quente, mãos corriam pernas, lábios pescoço, pênis eram friccionados e gemidos rompiam se pudor nenhum pelos lábios cheios e bem desenhados.

Louis rebolava sem pudor algum no colo de Liam, variando entre rápido e lento, podendo sentir toda a extensão dura do castanho por cima da roupa.

Como os dois haviam parado ali ninguém sabia, em um momento Liam estava sentado no sofá mechando no celular e no outro Tomlinson estava atirando o aparelho longe, sentando em seu colo, tomando seus lábios e se esfregando contra ele.

Lottie desceu a escada completamente animada, seu plano tinha tudo para dar certo, só precisava que Louis fosse burro o suficiente para entrar em seu jogo, infelizmente toda a animação da garota se foi quando ela viu o que acontecia no sofá.

– Ah não... – A platinada choramingou, ver seu irmão naquele estado além de ser nojento ia lhe atrasar... Teria que atrapalhar.

Louis sentiu quando a alfa se aproximou, então tratou de abrir seus olhos, mas sem deixar de beijar o mais novo, as íris azuis cruzaram com as outras da mesma cor e ele lançou  um olhar cortante para a platinada.

Ela estaria morta se atrapalhasse.

A alfa se encolheu e voltou às pressas para o quarto, Louis sorriu diabólico entre o beijo e voltou a se concentrar no que estava fazendo, mas dessa vez tratou de arrancar a camisa do próprio corpo depois do corpo de Liam (Essa estava cego demais pelo tesão para poder assimilar qualquer coisa que não fosse foder.) não tinha como alguém atrapalhar agora. 

Minutos mais tarde...

Quando o Tomlinson apareceu na piscina com o cabelo bagunçado e a pele completamente marcada foi recebido por um olhar maliciosa e um de raiva.

– AGORA EU POSSO ENTRAR NA MINHA PROPRIA RESIDÊNCIA, OU O SENHOR AINDA QUER FODER COM O LIAM? – Niall berrou e logo depois passou pisando duro pelo baixinho, que ficou sem entender nada.

– O que deu nele? – Louis perguntou assim que sentou a beira da piscina, colocando suas pernas dentro da agua.

Harry que estava la dentro logo se aproximou se colocando entre as pernas do menor, sendo recebido por um beijo simples na testa.

– Ele esta com fome, e por conta da festinha que você – Beliscou a canela do acastanhado que soltou  um “ai”.  – estava fazendo em plena luz do dia, ele não pode entrar.

– Ele deve esta querendo a minha cabeça... – Louis fez uma careta, que fez Harry rir. Nunca era bom fazer Horan esperar para comer, coisas ruins aconteciam quando isso ocorria.

Os originais entraram em uma conversa sobre a fome do irlandês, ate o momento em que Liam chegou e também juntou aos dois, mais precisamente ao cacheado dentro da agua, mas não sem antes ser zoado pelo enorme preto que havia em seu pescoço ( Louis era um canibal), Payne então se juntou ao assunto sobre fome e os três seguiram conversando e teriam continuado por mais tempo se o ponto chave da conversa não tivesse chegado com a boca cheia e suja de chocolate.

– Esta mais calma florzinha? – Louis perguntou em tão brincalhão recebendo uma língua suja em resposta. – Quem da língua pede beijo. – Um sorriso sacana brotou nos lábios do original loiro – Mas você não merece por que me empurrou... – O sorriso do irlandês morreu no mesmo instante, fazendo Liam e Harry caírem na risada dentro da piscina.

Os quatro entraram em uma conversa e em pouco tempo, todos estavam presos em uma bolha só deles, ate o momento que quatro seres surgiram.

– Diz o que vocês querem demônios? – Louis delicado como sempre.

– Queremos apostar com vocês...

– Tô fora! – Harry foi o primeiro a dizer, o que assustou a todos. 

– Mas a gente nem falou nada... – Noora encarava o cacheado com a testa franzida. 

– Meu doce... – Styles sorriu. – Eu já sei que a coisa esta errada quando minha irmã esta sorrindo que nem maniaca. – Harry apontou para Gemma que escondeu seu sorriso. – E sei que a coisa esta mais errada ainda, quando Eva, Lottie, Gemma e você se juntam, e dizem que querem apostar.

– Sua falta de fé me envergonha irmão. – A Styles mais velha fingiu chorar.

 

Tomlinson se arrependia tanto de ter aceitado, e se arrependia mais ainda de não ter matado sua irmã traíra quando ela era mais nova. Agora ele estava ali, cumprindo sua parte da aposta, e a pior parte nem era ter ir a uma loja de roupa intima, a pior parte era ter que ir a uma loja dessas sem saber o que que comprar e ter que ficar encarando uma atendente petrificada.

A estátua humana já estava começando a irritar o lúpus, e ele estava se segurando para não gritar com a garota. Não seria burro de correr o risco de gritar com ela na frente de tanas câmeras e celulares.

– Oi? Tem alguém ai dentro? – Louis balançou a mão em frente ao rosto da garota, mas não surtiu efeito nenhum, exatamente como das dez vezes que ele fez isso.

– Acho que ela esta em estado de choque. – O segurança resmungou e quando Louis estava prestes a rebater com seu costumeiro sarcasmo, um barulho de porta batendo foi escutado, e logo depois passos pesados.

O lúpus varreu a loja com os olhos, procurando saber de onde o barulho vinha, mas tudo que sua visão encontrava eram corredores e mais corredores de roupas intimas. Ate o momento que seus olhos capturaram a imagem da porta de trás do balcão de atendimento, o barulho só poderia estar vindo dali.

Louis não poderia esta mais certo, menos em um ponto. O acastanhado estava apenas esperando o momento em que a porta seria aberta por um alfa raivoso, pronto para arrumar um briga,mas surpresa foi a sua quando isso não aconteceu...

A porta foi aberta com tanta violência que foi possível ver alguns pedacinhos de paredes caindo.

– PORRA É ESSA AQUI? – Um ser baixinho e de cabelos negros e compridos estava parada na porta com uma cara nada boa.

Esse era Frank Iero, um ômega petulante e mais alfa, que muitos alfas. O garoto tinha 20 anos, mas seu tamanho remetia a quinze, seu corpo era repleto de tatuagens, havia um piercing em seu lábio inferior e o máximo que o garoto tinha de delicado era a cor de seus olhos, avela.

Tomlinson arqueou uma sobrancelha com uma expressão divertida e o segurança franziu o nariz em desgosto.

O pequeno ser era um ômega, um ômega muito bonito por sinal, e que pela expressão era um dos que não aceitavam ser dominados. Louis sabia que eles existam, mas nunca tinha visto um na vida, ate o momento. Sempre quis saber como eram, mas agora, frente a frente a um... Eles não mudavam muito, só tinha um brilho no olhar diferente, além da expressão corporal mais dominante.

– Vai ficar me olhando ou vai dizer o que você quer? – Iero também era conhecido por ter uma língua afiada demais.

Louis abriu um sorriso enorme e por muito pouco não gargalhou. O jeito que ele lhe dirigiu a palavra podia muito bem render o pescoço do moreno em uma bandeja, todos sabiam disso, ele estava falando com um original afinal, o primeiro dos primeiros, o sangue puro... Mas pela cara de tedio que o garoto tinha isso não parecia importar nem um pouco.

Aquele ômega já tinha lhe ganhado em poucos segundos, e ele nem ao menos se importou de ter sido desacatado, mas tinha outra pessoa ali que se importou com a petulância do garoto.

– Olha como fala com ele ômega. – O segurança entrou na frente. – Se quiser continuar com sua cabeça no pescoço sugiro que tenha respeito pelo Senhor Tomlinson...

Frank encarou o segurança, o qual ele não sabia se era um alfa ou um humano pelo cheiro ser muito fraco, com a melhor cara de medo que tinha, mas não durou muito, e o baixinho caiu na risada.

– Ai que medo, ele vai arrancar minha cabeça... – O ômega ria. – Desculpa sua majestade. – Frank se virou para Louis e fez um reverencia. – Agora diz logo o que porra vocês querer, que eu tenho mais o que fazer.

– Ora seu! – Trevor partiu pra cima do mais baixo, mas assim que ameaçou pular o balcão um canivete voou em sua direção, raspando na lateral do seu olho e caindo aos pês do acastanhado.

Tomlinson se limitou a arquear uma sobrancelha e sumir com seu sorriso, seus olhos buscaram com rapidez quem poderia ter mandado aquilo, e ele não demorou muito a descobrir. Pela mesma porta que o ômega havia chegada, havia uma cabeleira vermelha parada,com uma camisa social aberta, assim como cinto da calça, o cigarro preso entre os lábios, o andar lento, a expressão fácil de tedio, Gerard encarava o segurança mortalmente.

Seus olhos brilhavam em raiva, o que era irônico, já que sua expressão era relaxada.

Louis logo reconheceu que o homem era um alfa, o cheiro forte e marcante nunca enganava, se bem que dava para confundi-lo com um ômega. A pele branca bem cuidada, cabelos vermelhos sedosos, e olhos verdes – oliva. Aquele alfa arrancava suspiros por onde passava, e por ter um corpo um tanto quanto afeminado, foi por vezes confundido com um ômega, algo que nem de longe o desagradava, na verdade ele ficava ate lisonjeado. Gerard achava os ômegas fascinantes, possuía uma verdadeira paixão, melhor, uma verdadeira obsessão por eles.

E ele amava ainda mais o seu...

– Tenta tocar nele de novo e eu acerto esse outro canivete em você, estupido. – Um segundo canivete surgiu nas mãos do ruivo.

Trevor sorriu em deboche, mas antes que pudesse dizer algo o ruivo tomou a frente.

– E dessa vez eu não vou mirar no canto do seu olho.

Um clima tenso se instalou na loja...

Louis quieto no lugar.

Frank sorrindo em satisfação.

Gerard tragando seu cigarro enquanto brincava com o canivete

Trevor respirando pesado enquanto tentava para o sangramento do canto do olho.

A atendente congelada no lugar.

Parecia que qualquer movimento brusco que fosse feito ali, seria o suficiente para começar uma chacina.

                                                                                                           

                                                                                                     ~ * ~

O  almoço já estava praticamente servido quando jovem de cabelos negros entrou na cozinha. Estava em seu quarto desde que sua aula com Ashton acabou, mas assim que sentiu o cheiro de comida, sua barriga o obrigou a descer.

Vestindo apenas um conjunto de moletom cinza, ele entrou em passos silenciosos e quando notou o alfa na pia concentrado, resolveu não fazer barulho. Então se acomodou a mesa, cruzou seus braços em cima da mesma e deitou sua cabeça sobre eles, de forma que pudesse olhar o mais velho, ou pelo menos as costas dele.

O garoto se manteve quieto e em silencio o tempo todo, não queria atrapalhar o que o pai fazia.

Yaser estava tão concentra em cortar as frutas que não ouviu barulho nenhum, nem mesmo sentiu a presença do menino, então quando se virou, que encontrou aquele par de olhos azuis lhe encarando, acabou se assustando e derrubando tudo que estava em suas mãos.

– Droga! – Chiou enquanto se abaixava para catar o que havia caído.

– Eu te ajudo! – O moreno fez menção de se levantar, mas foi impedido.

– Não precisa! – Yaser praticamente gritou fazendo com que o menino se encolhesse e voltasse ao se sentar, abaixando a cabeça.

 O garoto de olhos azuis sentiu seus olhos marejarem e um nó subir por sua garganta, mas ele se policiou antes de derrubar qualquer lagrima. Ainda que fosse comum para ele ser tratado dessa forma pelo pai, o ômega sempre seria machucado pelas palavras duras e frias do mais velho.

Quando terminou de catar todos os pedaços das frutas e a maioria dos cacos de vidro, Yaser levantou e largou tudo em cima da pia, saindo da cozinha quase correndo e deixando para trás um ômega sozinho e magoado.

– Esta tudo bem comigo papai, obrigado por perguntar. – A voz doce saiu cheia de dor. – Eu também estou... – soluço. – feliz em te ver.

A cada palavra que lhe era dirigida de forma grosseira, a cada ignorada, a cada pequeno gesto em que o alfa demonstrava não suportar sua presença, o garotinho sentia algo em seu peito quebrar.

Por que ele não o suportava mais? Para onde havia ido todo o amor de antes, todo o carinho, todo o amor entre pai e filho? Teria ele feito algo de errado? Eram essas e outras perguntas que rodavam pela mente do rapaz e as quais ele daria tudo para que elas fossem respondidas.

                                                                                                            ~ * ~

Depois do episodio de ameaças e tensão no ar, Louis precisou intervir no meio de tudo e resolver as coisas. Foi ate mais fácil do que ele imaginava, precisou apenas mandar Trevor ir almoça e trocar breves palavras com o ômega, que Louis descobriu ser amigo de sua irmã e que ele já estava por dentro da posta e ja sabia o que Louis queria por ali. Depois de sorrir feito um maníaco e rir da cara do original por alguns segundos, Frank pediu para Louis esperar e voltou para dentro com a promessa de que não demoraria, nesse meio tempo Tomlinson acabou por puxar assunto com o alfa de cabelos vermelhos e em pouco tempo os dois já conversavam sobre como Gerard suportava Frank.

– Por isso esta com ele? Por que ele não é como os outros?

– Nunca tive muita paciência para me dedicar a um ômega, digamos... convencional. – Expeliu a fumaça. – Muito menos saco para atender a todos os caprichos de um, da mesma forma que o Frankie nunca teve tato para ser submisso a um alfa.

Tomlinson achava aquilo um absurdo, um alfa que não gostava de mimar ômegas, e um ômega que não gostava de se submisso a alfas, mas preferiu guarda isso para si mesmo.

– Por anos achei que morreria sozinho em uma casa no meio do nada... – Gerard levou o filtro ate a boca, movimento que foi acompanho pelos olhos azuis do mais novo. Havia algo naquele alfa que o prendia, mas ele nunca admitiria isso em voz alta. – e cheio de gatos.

– Triste... - Louis comentou.

– Mórbido. – Way rebateu antes de soltar a fumaça. – Mas então um baixinho invocado atravessou meu caminho, literalmente... – O ruivo riu ao lembrar-se do dia em que conheceu o Iero. – e eu me vi perdidamente apaixonado por ele.

– Mesmo ele sendo tão... – O lúpus parou quando notou que não conseguia descrever o ômega.

– Ele. – Gerard completou. – Frank é muito independente, muito cheio de amor próprio, têm suas próprias ideias, opiniões, convicções. O fato dele não depender de mim, nem de ninguém para fazer algo é reconfortante, por que eu sei que não conseguira dar toda a atenção necessária, nem conseguiria esta 100% ali... – O original viu uma sombra passar pelos olhos do outro e sua testa franziu, havia algo de errado ali. – Então ele ser tão, ele, é o que me faz ama-lo.

Depois disso nada mais foi dito, Louis não sabia o que dizer e Gerard não achava mais necessário manter um dialogo.

Para sorte de ambos, o silencio não durou muito, pois Frank logo chegou trazendo junto a ele uma enorme caixa.

– Esta aqui. – A caixa era preta e possuía um enorme laço branco, Louis ate podia visualizar a imagem da irmã com aquela caixa em mãos. – Quer conferir?

– Adoraria... – Frank sorriu e entregou a caixa nas mãos do original, para logo depois ir para atrás do ruivo e o abraçar pelas costas.

Louis abriu a caixa com certo receio, e quando retirou o papel e viu o que lhe esperava seus olhos arregalaram.

Aquilo ali dentro eram plugs?

                                

                                                                                                           ~ * ~

Era uma tensão tão grande dentro daquele cômodo, que fazia com que qualquer pessoa que entrasse naquele ambiente se sentisse mal.

Não parecia que ali estava pai e filho, parecia mais dois desconhecidos que estavam em uma mesma mesa por que o anfitrião deve que se retirar. Nenhuma palavra era trocada entre eles, nem um misero olhar, só o som dos talheres batendo no prato.

Depois que voltou para a cozinha, o alfa não trocou mais nenhuma palavra com o filho, nem mesmo uma misera troca de olhar.

O almoço se seguiu assim, ate o momento que não dava mais para suportar o silencio e o jovem ômega abriu a boca.

– O senhor não gosta quando eu apareço não é? – o pequeno tinha um olhar perdido e um sorriso triste, enquanto mexia a comida no prato.

– Olha, é que eu... – Yaser parou e deixou a frase morrer no ar, afinal ele não tinha o que falar. Não era tão sangue frio a ponto de dizer que não gostava do garoto, ate por que nem mesmo Yasser sabia o que sentia em relação a ele, bem diferente de sua esposa, que sempre ficava eufórica e transbordando de felicidade. – Eu não sei ok? Fica tudo muito confuso quando você aparece...

– Tudo bem, eu já sei a resposta de qualquer forma. – O peito do alfa apertou quando ele viu as duas íris azuis perdendo o brilho e o pior era saber que era por sua culpa. - Eu já devia ter colocada na minha cabeça que você não gosta mais de mim. – O moreno levantou rapidamente e deixou a cozinha o mais rápido que podia.

– JACK! – Gritou e ate se levantou da cadeira, por sua cabeça passou a ideia de ir atrás do garoto e tentar se desculpar de alga forma, ate que o som da porta batendo no andar de cima foi ouvido. Não ia adiantar de nada tentar se desculpar, ele não ia saber como,

E bufando ele voltou a se sentar

O alfa desejava mais que tudo entender o que sentia quando o mais novo aparecia, era como se todos os seus sentimentos se fundissem, se tronando um só. Isso lhe deixava confuso, e o alfa acaba por tratar o menino mal, mesmo sem intenção.

- Eu devo ser o pior pai do mundo. – Yaser afundou seus dedos no cabelo e respirou fundo.

Ele realmente queria entender o porquê de ser assim com o garoto, para que assim pudesse mudar e as coisas voltassem a ser como antes.

No quarto do andar de cima Jack se encontrava totalmente encolhido enquanto tinha o irmão acarinhado seu cabelo.

- Eu me sinto mal por ter deixado você ir vê-lo. – Zayn confidenciou baixinho.

- Você não tem culpa maninho... – Jack sorriu triste, o que fez Zayn se sentir ainda mais culpado. – Eu é que devia enfiar de uma vez por todas na minha cabeça que ele não go... – A frase foi interrompida por Zayn, que depositou seu polegar sobre os lábios do irmão.

-Não termina... Ele gosta de você sim! – Havia firmeza em suas palavras. – Ele apenas esta confuso com isso, mas ele gosta de você Jack, na verdade ele ama você.

O Malik mais velho se manteve em silencio e Zayn respeitou isso, sabia que era difícil para o irmão ser tão desprezado pelo pai, ele mesmo não saberia como agir se a situação fosse com ele.

Tudo que podia fazer no momento era acolher o corpo do seu maninho junto ao seu, beijar sua testa e cuidar de sua dor enquanto pudesse.

Casa dos Malik, 3:50 da madrugada.

O som do telefone tocando ecoou pela casa vazia e fez com que o alfa pulasse da cama.

– Mas o que? – Devido ao susto de acordar de repente Yaser demorou a entender o que estava acontecendo, mas quando entendeu o alfa saltou da cama e correu ate o guarda – roupa, onde começou a retirar tudo e jogar para o alto. Enquanto isso o aparelho parou de tocar, o que fez o coração do alfa parar de bater por alguns segundos... – Vamos lá alfa idiota, acha essa droga de telefone.

Quem entrasse no quarto nesse momento, conseguiria facilmente sentir o desespero do homem  e um desespero com razão. O celular que tocava, não era só um mero aparelho, ele era um aparelho usado somente em emergências, coisas no passado fizeram um celular desse ser necessário.

Depois de xingar todos os palavrões existentes, Yaser finalmente achou o celular.

“20 chamadas perdidas de Gemma Styles”

“4 mensagens de Família 2 ”

– Droga!

As mensagens foram ignoradas e Yaser tratou de retornar a chamada.

Bastou apenas um toque.

“GEMMA!” – Foi a primeira coisa que o alfa disse quando a chamada foi atendida, o que ele não esperava era o barulho de fundo. Uma musica extremamente alta e algumas vozes e sons de risadas.

“ONDE VOCÊ ESTA STYLES?”

A resposta demorou a vir e quando veio só deixou o homem mais agoniado.

“Rua B.. Ajuda...” – Houve uma longa pausa. – “Feti... Rua B... ruivo...”

E a ligação caiu...

O segurança não pensou duas vezes, pegou a primeira roupa que achou, calçou as botas, colocou sua mochila de emergência nas costas e saiu do quarto. 

Yaser desceu as escadas o mais rápido possível, sem se importar se ia acordar o ômega ou não, precisa telefonar para uma pessoa.

Os números foram digitados rapidamente e em pouco tempo ligação estava sendo feita.

Enquanto chamava o alfa torcia baixinho para que o jovem estivesse acordado, seria ele que lhe salvaria nesse momento. Os toques só duraram alguns segundos, mas para o alfa estava mais para horas.

"Alô?"

"Ashton?"

"Sr. Malik?"

"Preciso da sua ajuda."

"Claro, mas aconteceu algo grave? O Zayn esta bem?"

"Sim... Digo, não! Olha, apenas vem aqui pra casa ok? Eu explico tudo!" – A linha ficou muda e Yaser não gostou nada disso. – “Ashton?”

"Oh, nós temos um problema então."

O alfa quase chorou quando ouviu isso, problema era a ultima coisa que ele queria no momento.

"Que seria?"

"Eu estou com alguém aqui e eu não posso deixa-lo sozinho... De jeito nenhum." - Yaser afastou o telefone e soltou todos os xingamentos que conhecia.

Malik tinha um acordo com o beta, onde em hipótese nenhuma ele podia trazer um desconhecido para dentro da casa do alfa, e em troca ele poderia passar o tempo que precisasse com o ômega. O acordo era uma forma de proteger o filho mais novo e desde que o mesmo foi feito não havia surgido problema algum, mas agora as coisas tinham mudado...

E agora, o que Yaser faria?  Deixaria a alfa se virar sozinha ou deixaria seu filho em baixo do mesmo teto que um estranho?

 


Notas Finais


Gente perdoa o tamanho do capitulo, a má qualidade, a demora, os vacilo da autora... mas eu não to bem, minha família não ta bem, minha alma não ta bem... É possível que minha escrita caia um pouco (ou muito vai saber) sabe? Já vão desculpando.


Um feliz ano novo....

Ps: Eu espero que passar a virada do ano escrevendo, me ajude a ter bastante inspiração no decorrer do ano.


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