História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Brothers Conflict
Exibições 8
Palavras 4.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Refúgio


Na Sunrise Residence os irmãos Asahina acordaram com a corda toda, ou pelo menos alguns deles.

-Pela milésima vez Hikaru, não, eu não me abalei ao ver a Jess ontem. Ela foi só mais uma na lista de “abençoadas” pelo monge do amor. –Kaname comentou aborrecido.

-É, eu percebi. Você tem sérios problemas em fingir seus sentimentos, pois tava mais do que na cara que você ficou mexido quando a viu, a sua cara de idiota era impagável, isso sem contar o fora que você levou da Grace. Deve ser muito deprimente ser você mesmo. – Hikaru jamais perdia a oportunidade de zoar com seus irmãos.

-Hikaru, você deveria trabalhar em uma coluna de fofocas, é perfeito pra isso. Sua língua apodrecer por destilar tanto veneno. – Iori comentou irritado.

-Você é outro, a Yuki tá te fazendo de bobo e você parece adorar. Deve ser masoquista. – O ruivo respondeu acidamente, Iori fez cara feia.

-Caramba Hikaru, mas você acordou com a macaca hoje. Não tá perdoando ninguém. – Natsume comentou mal humorado.

-Outro panaca. O que eu fiz pra merecer irmãos tão lerdos? Os únicos que ainda me dão um pouco de esperança são o Louis e o Ukyo. –Hikaru ria alto, debochando dos irmãos. –Mas o pior de todos continua sendo o Subaru, que deveria ser monge, como o Kaname.

-Chega disso Hikaru, eu, você, Ukyo e Kaname precisamos ter uma conversa séria com o Fuuto. Alguém sabe se ele já saiu do quarto? –Masaomi adentrou a sala, sério. Ele aos irmãos o que houve na festa, que ficaram alarmados.

-Nii-san, você tem certeza disso? Essa garota pode ter inventado um boato, pra se promover às custas dele. Sabe como é, muitas mulheres se aproximam do Fuuto por causa de fama dele. – Yusuke se recusava a acreditar que Fuuto fora capaz de algo tão terrível, mas também sabia que Goo não mentiria.

-Goo não é o tipo de garota que faria algo assim, e eu já vi o Fuuto perseguindo ela. Mas como você soube disso, Masaomi? – Azusa perguntou.

-A Grace me contou tudo. Ela encontrou a garota no terraço, que parecia muito abalada. E ela também deu um “corretivo” em Fuuto. – O médico disse receoso.

-Como assim? – Natsume perguntou confuso.

-Vamos até o quarto dele para descobrir. –Kaname curioso.

Os quatro Asahina mais velhos bateram à porta do ídolo, que demorou um pouco para atender. Eles ficaram espantados ao ver Fuuto de máscara, exceto Kaname, que começou a rir.

-Qual é pirralho? A surra foi tão feia que teve que esconder a cara? –O monge perguntou irônico.

-Cala a boca seu forever alone, pelo menos não fui que tomei dois foras numa noite só. –Fuuto comentou arrogante. Irritado, Kaname arrancou a máscara de seu rosto, deixando todos espantados. –O que foi? Eu apanhei daquela vaca, e daí?

-Fala sério que a Grace te pegou sozinha? Você é um maricas mesmo. –Hikaru irônico.

-A questão não é essa agora. O que Fuuto fez é muito grave, e se vazar para a imprensa será um caos. –Ukyo sério.

-Concordo, mas a Grace me garantiu que não permitirá que isso ocorra, pois ela também não quer se expor. Tem ideia do que fez, seu irresponsável? Só porque é famoso e tem muitas mulheres dando em cima de você, não pode achar que todas farão o mesmo. Goo é uma boa menina, sua atitude foi baixa e covarde, indigna de um homem. Estou muito decepcionado. –Masaomi repreendeu severamente o irmão mais novo.

-Ah, não fode, tá? Aquela piranha das trevas já foi fazer fofoca né? Não sei qual a razão de toda essa comoção, se no fundo aquela garota até gostou. – O ídolo mal teve tempo de completar sua frase quando Kaname lhe deu um tabefe na face. – Vocês são patéticos, por que não bate no Masa-nii ao invés de mim? Ele que é seu verdadeiro inimigo.

-Você não cansa de falar tanta merda? Eu tô de saco cheio já, agradeça a Grace ter te espancado antes, senão tu iria apanhar que nem homem. –O monge respondeu furioso. –E dobre a língua pra falar da senhorita Arns, seu moleque ridículo, e ao contrário de você, eu encaro os meus problemas como HOMEM. Tenho vergonha de ter um irmão assim, eu deveria ter te dado uma surra diária quando era criança, talvez tivesse se emendado.

-Kaname, já chega. Acho que Fuuto que já entendeu. – Masaomi tentou acalmar os ânimos, deixando o loiro mais irritado.

-Ah me poupe Masa-nii, você é um frouxo mesmo, incapaz de tomar as rédeas da própria vida, como vai resolver os problemas da família? Você é o mais velhos de nós irmãos, mas eu e Kyo-nii estamos sempre tendo que te ajudar, como agora. Como acha que o Fuuto vai te respeitar se nunca soube ser rígido com ele, colocar limites? Parece até que tem medo dele. Patético, medíocre, simplório, você é irritante demais, é outro que precisa aprender a ser homem. – Num surto de raiva, Masaomi acertou Kaname na face e os dois rolaram pelo chão, brigando feito dois moleques.

-Parem com isso já! O que pensam que estão fazendo, brigando feito duas crianças no jardim de infância? Não é assim que vamos resolver o problema. –Ukyo disse sério, enquanto segurava Masaomi.

-Até que enfim você algo útil, Kyo-nii. – Hikaru comentou irônico. –De qualquer forma, não vamos encontrar a solução com mais violência. Eu proponho o seguinte: Fuuto vai se desculpar formalmente com as meninas, e será empregado particular de Goo por um mês. O que acha irmãozinho?

-Tá de palhaçada, né? Nem morto que eu vou servir de empregadinho para aquela loirinha medíocre, que nem sabe o que é estar com um homem de verdade. –Fuuto disse entediado.

-E por acaso você sabe como é estar com uma mulher de verdade? –Kaname perguntou sarcástico.

-Olha quem falando: o monge anfitrião, que quando encontra uma mulher de verdade, a trata como porcaria. – O Asahina mais velho disse irônico.

-Ora, seu... –O monge ia partir pra cima do médico novamente, quando Fuuto resolveu se meter na briga, deixando todos surpresos.

-Mas que porra mesmo, se vocês querem se matar que se matem, mas não no meu quarto, tá legal? Tenha santa paciência. – O ídolo disse incomodado. Hikaru e Ukyo arrastaram os dois brigões para fora dali.

-E pense bem no que eu te disse irmãozinho, caso contrário eu mesmo farei com que a Grace te denuncie a polícia. A escolha é sua. –O ruivo disse em tom de ameaça. Fuuto fechou a porta com força, se deitando em sua cama, pensativo.

Na Mansão Isabella as garotas estavam acordando aos poucos, devido à ressaca causada pela festa na noite anterior. Stelly estava deitada em uma espreguiçadeira no terraço, pensando em como havia sido ousada com Subaru, e também estava preocupada com Grace e Arya, que haviam ido para Nova Iorque. A jovem estava perdida em seus devaneios, quando Momoko apareceu.

-Yo Bunny-san, o que é que tá pegando? – A loirinha perguntou agitada.

-Ei Momo-chan, conta aí, que bruxaria é esse que te faz ter energia tão cedo? – A Arns mais nova comentou debochada. Momoko ficou sem entender. – Você tá sempre ligada no 220V, isso não é normal, ou você é um alienígena.

-Só não te bato porque pelo menos eu consegui te alegrar. Você está preocupada com a Grace? – Momo indagou curiosa.

-Um pouco, a onee chan tem tantos problemas, e ultimamente ela não tem me contado nada. – A baixinha suspirou chateada.

-Sua irmã é uma mulher adulta, vacinada, emancipada, independente, diva e poderosa. Ela já quebrou a cara algumas vezes e vai quebrar mais. Desculpe a sinceridade, mas é a realidade. Daqui a pouco elas estarão chegando à Nova Iorque, e vocês conversam. Agora vamos ver como está a Bunny (coelha da Stelly). – Momo disse animada, arrastando a Arns mais nova para dentro de casa.

Goo e Kotarou estavam tomando um café na universidade, mas o pensamento da fotógrafa estava bem distante.

-O que foi Goo-tan, ainda está chateada por ontem? –Questionou Kotarou.

-Um pouco, ainda não acredito que me deixei levar por aquele imbecil de merda. A festa estava tão boa, mas aquele retardado tinha que estragar tudo. Que ódio, que ódio de mim mesma, eu sou uma idiota mesmo. –Goo gritava de raiva, chamando a atenção de algumas pessoas.

-Calma menina, bebe um pouco do seu chá aí, vai. E não se preocupe mais, aquele babaca do Fuuto não vai te incomodar mais, eu garanto. –O garoto respondeu confiante, com uma expressão sombria.

-Como assim Kotarou? O que vocês aprontaram que eu não estou sabendo? – Goo indagou assustada.

-Não posso entregar em muitos detalhes aqui, mas digamos que o senhor Asakura teve o que merecia. – Kotarou respondeu enigmático.

-Pelo amor de Afrodite, o que vocês fizeram com o Fuuto? –Goo perguntou desesperada, se preparando para ir até a Sunrise Residence.

-Nada, eu e Hayato apenas seguramos o moleque enquanto batia no moleque. Foi um show e tanto. –Kotarou riu ao se lembrar da cena, deixando a loira chocada.

-Q-que você está dizendo? A Grace bateu no Fuuto? Eu não posso acreditar numa coisas dessas, é quase um absurdo. –Goo ria nervosa.

-É verdade. Pode perguntar a Arya e a Mizuki, elas ajudaram no plano. –Kotarou deu de ombros. Goo estava chocada demais para dizer qualquer outra coisa.

-“Cara, a senhorita Arns é mesmo sinistra.” – Pensou Goo.

Fumiko e Louis aproveitaram para curtir o dia a sós. A azulada se oferecera para cuidar de Brownie a ausência de Grace, e a pequena daschund adorava o casal. Eles passeavam alegremente pelo parque, observando as sakuras, que davam indícios de que em breve iriam florescer.

-Sabe no que eu estava pensando? –Fumiko perguntou distraída.

-No quanto eu sou um homem de sorte? –Louis perguntou brincalhão.

-Bobo! Eu acho que esse parque deve ser um lugar lindo para casar na primavera. –A azulada suspirou animada.

-E eu adoraria me casar com você na primavera, pode ser na desse ano mesmo. –Os olhos de Louis brilhavam para Fumiko, que corou de emoção, derrubando o namorado na grama.

-Ai Louis, não brinca com uma coisa dessas, senão eu choro. –A azulada respondeu emocionada.

-Estou falando muito sério, basta me dizer que sim. –O cabeleireiro disse amoroso, fazendo a estudante de medicina se derreter ainda mais.

-Tá, vamos conversar melhor sobre o assunto. Quer conhecer meus pais na semana que vem? Eles nos convidaram para um jantar, no sábado à noite. –Fumiko perguntou apreensiva, analisando a reação de Louis, que sorriu meigo.

-Claro, adoraria conhecer a sua família. – O cabeleireiro respondeu carinhoso, abraçando a amada apertado, que se sentiu mais segura. Brownie ficou animada com a cena e ficou fazendo festinha em volta dos dois.

Como a quantidade de trabalho era curta naquele dia, Natsume aproveitou para prolongar o horário de almoço, convidando Subaru para almoçar com ele.

-E então Natsume, que milagre é esse? –Subaru perguntou surpreso.

-O que foi? Não posso mais sentir falta do meu irmãozinho? – Natsume se fez de ofendido, fazendo o jogador de basquete rir.

-Fala sério, esse jeito de falar não combina contigo. Desembucha logo. –Subaru foi direto ao assunto.

-Tá bom, tá bom, eu falo. Queria saber se você conhece uma loirinha de cabelos curtos que estava na festa ontem. Desde que eu a vi, não paro de pensar nela, vou enlouquecer se não falar com ela. –Natsume puxava os próximos cabelos de angústia, Subaru ficou surpreso.

-Uau. –Subaru riu, fechando os olhos rapidamente. –Nunca pensei que te veria assim.

-Assim como? – Natsume perguntou confuso, arqueando uma sobrancelha.

-É que parecia que não existia mais ninguém além da Ema pra você, por isso o meu espanto. Mas não conheço a garota de que está falando. Posso perguntar a uma das meninas que mora na mansão. E se ela tiver namorado? –Questionou o jogador de basquete.

-Não me importa, eu vou dar um jeito de conquista-la, eu quero aquela garota pra mim. –Natsume estava obcecado por Arya, que ele nem sabia que se chamava assim.

Akira estava jogando solitaire em frente á Mansão Isabella quando escutou uma buzina. Era Jess-senpai trazendo sua mudança.

-Akiraaaa! –A garota de cabelos verdes gritou.

-Jess-senpai, eu não acredito que você vem morar aqui, vai ser tão divertido. –Akira pulava de animação, contagiando Jessica.

-Eu também estou muito feliz de vir morar aqui, exceto por... Deixa pra lá, isso não importa mais. A Stelly-chan se encontra? Gostaria de falar com ela antes. –Jess comentou educada. As duas entraram e foram de encontro a Arns mais nova, que estava com Bunny no colo.

-Oi meninas, em que posso ajudar? –Stelly perguntou sem tirar os olhos de sua coelha.

-Uma coelhinha, que amor. Ela parece tão gordinha... –Jess comentou analisando o pequeno, que em seguida recebeu um olhar fuzilante de Stelly.

-A Bunny não está gorda, está prenha. Dentro de alguns dias nossa casa estará infestada de coelhinhos. –Stelly comentou amorosa, enquanto massageava a barriga de Bunny, que resmungava de satisfação.

-Uma casa cheia de coelhinhas, meu coração não aguenta tanta fofura. –Akira comentou, imaginando os filhotes de Bunny. –Posso ficar com um deles?

-Ah, eu também quero! –Jess fez bico.

-Claro que sim meninas, vai ser bom manter os filhotes próximos da mãe. –Stelly sorriu satisfeita. –Você já trouxe sua mudança, Jess? Aqui está a chave do seu quarto. Você ficará no mesmo andar que Momoko, Mizuki, Micaela e Akira.

-Puxa, que ótimo. Muito obrigada senhorita Arns, prometo que serei uma boa inquilina. –Jess sorriu agradecida.

-Não tenho dúvidas disso, e pode me chamar de Stelly. –A baixinha respondeu simpática.

Jess retornou para seu carro e começou a descarregar a mudança. Com a ajuda de Akira e Momoko ela terminou de arrumar tudo em poucas horas. Depois disso foram para a cozinha comer as sobras da festa.

Arya e Grace haviam acabado de chegar em Nova Iorque, e estavam indo para o hotel descansar, hotel que pertencia ao grupo Arns, do pai da morena. A loira mexia no celular distraída, com uma expressão triste, que não passou despercebida pela amiga.

-Arya minha best, abre esse coração pra tia Grace e conta logo o que está acontecendo, vai? –Grace perguntou enquanto colocava seus óculos de grau.

-Hum, está tão óbvio assim? Não sei o que está acontecendo entre eu e o Lyle, ele vive viajando, sem tempo pra mim, para o nosso relacionamento. É como se ele tivesse escondendo algo de mim. –Arya respondeu pensativa.

-Como assim, sem tempo pra vocês? Vocês estão num relacionamento ou não estão? E pra ser sincera, esse cara é muito estranho: ele não gosta de aparecer com você em público, não quer conhecer suas amigas ou sua família, só te leva pra lugares bem distantes, vive viajando a trabalho, ou é o que ele diz. E se esse cara for casado? E tiver filhos? E se tiver namoradas em outras cidades? Até mesmo uma noiva. –Grace questionou indignada, deixando Arya chocada.

-Mas isso é um absurdo Grace, Lyle não seria capaz de algo tão baixo, você está exagerando. –Arya comentou irritada, guardando o celular.

-Tudo bem, me desculpe se eu exagerei. Aproveite esses dias que vamos passar aqui em Nova Iorque para pensar na relação de vocês. Que tal aproveitarmos essa cidade linda como nos velhos tempos? Pena que a Mika não está aqui, seria perfeito. –Suspirou Grace, enquanto olhava algumas fotos em seu celular.

-Tem certeza que é a Mikaela que você queria que estivesse aqui? Ou seria um certo médico bonitão, que por um acaso é nosso vizinho? –Arya indagou maliciosa, fazendo a morena engasgar.

-Talvez, mas eu preciso por a minha vida em ordem. Preciso organizar minha mente e meus sentimentos, no momento não sei de mais nada. Estou com medo. –Cecy comentou receoso, enquanto olhava uma foto dela e de Masaomi em celular, tiraram no ambulatório, no dia em que ela machucou o tornozelo.

-Medo de quê? O Trey é um fantasma que está mais do que na hora de você exorcizar. Todos os homens NÃO SÃO CACHORROS, tem muito cara legal por aí, e o Masa-fofo pode ser um deles. Dá pra ver que você tá caidinha por ele, e ele é mais do que óbvio que ele gosta. Dá uma chance pra esse amor, investe. Se não der certo, manda ele a merda, escreve um livro e ganha muito dinheiro, sambando na canalhice dele. –Arya comentou debochada, fazendo Grace rir.

-Tá bem amiga, vou pensar com carinho na tua super solução. –Grace comentou irônica. Minutos depois elas chegaram ao hotel, descarregaram as malas e foram tirar uma soneca, pois a viagem havia sido bastante cansativa.

De volta ao Japão...

Mizuki estava bem disposta e foi treinar beisebol com suas colegas de time. A azulada treinava concentrada e empolgada, e mal sabia que Azusa a observava.

-Maninho, que coisa mais feia espionar os outros. –Tsubaki apareceu ao lado do gêmeo, provocando-o.

-Qual é Tsubaki? Por que não vai perturbar a Momoko ou o Yusuke, e me deixa em paz? –Azusa comentou irritado.

-E o que eu iria querer com aquela loirinha irritante? Me poupe. –Tsubaki fez um facepalm para o irmão, que apenas suspirou.

-Então cala a boca e não incomoda. –Azusa disse sério, enquanto observava a azulada treinar. –“Que garota.” - Pensou.

Querendo surpreender Ukyo, Mikaela apareceu de surpresa em seu trabalho. O loiro ficou muito feliz quando viu a amada em frente ao prédio, ele a abraçou apartado e a beijou lascivamente, sem se importar se alguém estava vendo.

-Meu dia não poderia terminar melhor, que bom te ver aqui. –Ukyo disse feliz, fazendo Mikaela sorrir.

-Que bom que gostou da surpresa, não me importaria que fosse assim todos os dias. –A estudante de biologia marinha abraçou o advogado pela cintura. –Quer até uma confeitaria?

-Claro, vamos então. –Ukyo sorriu, pegando a namorada pela mão. Algumas garotas passaram pelo casal, que suspiraram de inveja. (N/A: e quem não teria?).

 Ao chegar ao local, pediram trufas, queijos quentes e cafés. Ukyo olhava um folheto de viagens, despertando a curiosidade de Mikaela.

-Planejando uma viagem, meu querido? – Mika perguntou curiosa.

-Estou pensando em te levar para o Caribe. Eu, você, uma ilha paradisíaca, seria bom, não? –Ukyo sugeriu. Mika entrelaçou seus dedos sobre o pescoço do loiro, dando-lhe alguns selinhos.

-Perfeito meu amor, mas como está sua agenda? –A garota perguntou preocupada.

-Se for uns dez dias no máximo, não há problema algum. E eu preciso de férias, nem me lembro da última vez que tirei, mas só se você for comigo, quero te ver usar um biquíni de novo. – O loiro comentou em tom lascivo, fazendo Mikaela o olhar com um olhar malicioso.

-Só de biquíni? – Mikaela perguntou com segundas intenções.

-Pode ser sem também, mas num lugar que ninguém além de mim possa ver, pois odiaria dividir essa visão do paraíso. -O advogado sussurrou no ouvido da universitária, que gargalhou.

Micaela estava fazendo um esboço para um trabalho da faculdade, quando involuntariamente começou a desenhar o rosto de Yusuke. Irritada, ela arrancou a folha e fez uma bolinha com ela, errando a mira no cesto de lixa. Nos últimos o terraço se tornara seu refúgio, especialmente quando queria desenhar ou pintar, ou até mesmo brincar com Gatinho e Ikki.

-Mas que droga, com tanta coisa pra desenhar, tinha que ser logo a cara feia daquele ruivo delinquente? – A rosada resmungou baixo, aborrecida. Ela começou outro esboço, e novamente desenhou o rosto de Yusuke. A situação se repetiu cerca de cinco, até que ela se deu por vencida, e desenhou o garoto, que no final estava até gostando disso. –Caramba, será que? Não, isso é impossível, algo assim jamais aconteceria comigo, ainda mais com um cara tão grosseiro e mal educado.

-O que foi Mica? Algum problema? –Goo apareceu do nada, trazia uma bandeja de tuna pizza e suco. –Quer um pouco?

-Quero sim, obrigada. –Micaela respondeu gentil, pegando um pedaço de pizza e um copo de suco. –Estou fazendo um trabalho pra faculdade, mas não consigo desenhar nada que não seja a cara feia do panaca do Yusuke.

-E o que há de ruim nisso? O Yusuke é um cara bem legal. –Goo respondeu amável.

-Ah, sei lá, eu vejo que ele sempre é bacana, divertido, atencioso, simpático e gentil com vocês e o Gatinho, mas comigo ele é totalmente o oposto. –Mica soltou um muxoxo, aborrecida.

-Talvez porque você não dê abertura o suficiente pra ele. Seja mais amistosa com ele, sei que é difícil se abrir para a pessoa que você gosta. E eu acho que ele sente o mesmo, já reparei no jeito que ele olha pra você. –Goo encorajou a rosada, que era muito tímida.

-V-você tem certeza disso? –Micaela gaguejou nervosa, pois nunca tinha feito algo do tipo.

-Acho que sim, mas você só vai ter certeza se falar com ele. Se joga menina, a vida é muito curta pra ficar se lamentando pelas coisas que não fizemos. –Goo disse animada, enquanto comia sua pizza, que parecia estar deliciosa.

-Tá bom Goo, me convenceu. Amanhã mesmo eu vou falar com o Yusuke, tá mais do que na hora de derrubar esse muro invisível no meu coração. –Micaela disse confiante, enquanto bebia seu suco. –Goo, você tem certeza que não tá bêbada?

-Claro que não, eu não gosto de bebidas alcoólicas. Quero apenas te ver feliz, somos amigas, e você sempre faz eu me sentir tão com suas comidinhas tão saborosas, quero apenas retribuir sua gentileza. –A loira esboçou um pequeno sorriso, queria que seus problemas fossem fáceis assim de resolver.

Iori resolveu tomar uma atitude e pediu ajuda a uma amiga, para que fingisse ser sua namorada. Eles estavam em frente à Sunrise Residence conversando, esperando que Akira aparecesse a qualquer momento.

-Iori, você tem certeza que quer mesmo fazer isso? –A garota perguntou receosa.

-Claro que sim Kiki, eu estou cansado da Akira me usar como seu brinquedinho. Vou dar um basta nisso. –Iori respondeu revoltado. Ele gostava de Akira, mas queria que ela o levasse a sério.

-E o que você pretende fazer quando ela aparecer? –Questionou Kiki.

-Você vai ver, confie em mim. –A Asahina de cabelos cinzentos comentou enigmático. Quando Akira finalmente apareceu, ele beijou com Kiki com força, deixando a estudante de psicologia chocada. Akira saiu correndo de volta para a mansão raivosa. Iori sorriu satisfeito.

-Ai Iori, você vai arranjar problemas pra mim. E que beijo mais horroroso, deve ser por isso que ela te trata como brinquedo. –Kiki resmungou.

-Menos tá Kiki? Eu só te dei um beijo sem vontade, porque eu gosto da Akira e quero que ela veja que não pode fazer comigo o que bem entende, eu sou de carne e osso e tenho sentimentos. –Iori comentou sério.

-Tá bom, eu espero que tenha ajudado. Agora vou embora antes que alguém me veja. –Kiki deu abraço rápido em Iori e entrou em seu rápido. A loira saiu cantando pneu, queria sair tão depressa dali porque tinha medo de que alguém a reconhecesse, especialmente Kaname ou Jess.

Mizuki estava chegando de seu treino quando viu Akira chorando debaixo de um pessegueiro, algo um tanto incomum. A azulada largou sua bolsa no chão e foi correndo acudir a amiga.

-Akira, o que houve? –Mizuki perguntou preocupada. Akira chorou e soluçou por mais alguns minutos, até conseguir se acalmar mais um pouco.

-Eu vi o Iori beijar outra garota, e na frente da casa dele! –A morena comentou arrasada, assoando o nariz num lenço roxo.

 -E você esperava o quê? Você vive atacando o pobre coitado na rua, faz ele de gato e sapato, aí quando ele é todo meigo com você, trata o bocó feito um cachorro, fingindo que não o conhece? Tenha santa paciência né Akira! O Iori está coberto de razão em fazer isso, ele é um cara tão legal, um verdadeiro príncipe, deve ter um monte de garotas atrás dele. –Mizuki disse duramente, dando um choque na amiga.

-Nossa Mizu, você é uma bela amiga da onça, viu? Não precisava me colocar mais pra baixo do que eu já estou. –Akira fez um bico. –Eu gosto do Iori, mas é tão divertido brincar com ele, aquele garoto fica mais lindo ainda quando está zangado, é quase afrodisíaco.

-Apenas se coloque no lugar dele. E se um cara te tratasse assim, você iria gostar? Com certeza não. Então se você gosta do Iori como está dizendo, passe por cima desse seu orgulho besta e diga o que sente. Se ele sentir o mesmo, tenho certeza que ele vai te dar uma chance, e quem sabe vocês não engatem um romance? –Mizuki mais suave, agora sim estava fazendo Akira se sentir melhor.

-Eu não sei, é estranho pra mim, nunca precisei tomar a iniciativa em relação aos homens, eles que vieram atrás de mim. –Akira pensativa.

-Pra tudo na vida existe uma primeira vez. Pense nas minhas palavras, vou tomar um banho, o treino foi pesado hoje. –A azulada pegou sua bolsa do chão e foi para seu quarto, deixando a amiga absorta em seus pensamentos.

Numa rua movimentada uma garota de cabelos escuros, presos num rabo de cavalo desalinhado andava perdida, carregando algumas pastas. Ela estava com tantas preocupações que nem viu o homem que vinha à sua frente. Os dois se chocaram instantaneamente, caindo no chão, com as pastas caindo na cabeça de ambos.

-H-Hikaru, é você mesmo? –A garota perguntou incrédula, limpando as lentes de seus óculos.

-Claro que sou eu, o único e inimitável. –O ruivo respondeu convencido, ajudando a garota a se levantar, pegando suas pastas em seguida. –Há quanto tempo Zendaya, por onde tem andado?

-Bem, eu tenho andado um pouco ocupada. A faculdade de design está me tomando mais tempo que eu esperava, e pintou uma oportunidade de trabalho como mangaká, que está sendo um desafio e tanto. –Zendaya suspirou.

-Por quê? Você é tão talentosa, a arte daquele livro que você fez foi sensacional. –Hikaru indagou curioso.

-Não, não é esse o problema, minha maior dificuldade está sendo em desenvolver o enredo da história, não sou muito boa em escrever sobre romance, se ainda fosse ficção científica ou terror, seria muito mais fácil pra mim. –Zendaya suspirou cansada.

-Se quiser eu posso te ajudar, mas antes que tal sairmos do meio da rua? Conheço um restaurante de yakisoba muito bom perto daqui. –O ruivo sugeriu simpático, fazendo a garota corar. Zendaya aceitou o convite e foram até o local, que era pequeno e tranquilo. Os dois conversaram bastante. A garota contou o que havia feito desde que perderam o contato, e o ruivo fez o mesmo, mas incrivelmente Hikaru estava mais interessado em ouvir o que Zendaya tinha a dizer, do que falar sobre si próprio.

-Quer dizer então que você está procurando um lugar para morar? Seus tios estão sendo muito rígidos contigo? –O ruivo perguntou debochado.

-Não é bem isso, tio Satoru é ótimo, sempre me apoiou em todos os meus projetos, o problema é tia Kaede, ela queria que eu estudasse engenharia civil, mas não é para mim. Ela ficou furiosa quando descobriu que eu estava estudando design, e desde então eles tem brigado muito. Quero sair de casa para evitar mais problemas. –Zeny comentou um pouco triste, tomando um gole de refrigerante.

-Entendo, mas fico feliz de ver que você não mudou nada, sempre pensando nas outras pessoas primeiro. Minhas vizinhas estavam alugando quartos, posso ver com elas se ainda tem algum disponível. –Hikaru estava sendo mais gentil que o habitual, tanto que nem mesmo ele estava se reconhecendo.

-Obrigada Hikaru, que bom que eu esbarrei em você hoje, alegrou o meu dia. –Zendaya sorriu tímida, surpreendendo o Asahina.

Em Nova Iorque...

Grace aproveitou que Arya estava dormindo e resolveu mandar um e-mail para Stelly.

“Querida Bunny,

Já chegamos à cidade que eu mais amo nesse mundo, mas confesso que já estou morrendo de saudades de todas vocês. Tá bom, e do Masaomi também. Amanhã meu dia começa cedo, cheio de reuniões. Ao longo da semana haverá desfiles, coquetéis, compras, piquenique ao central parque, é claro, algumas baladinhas noturnas e uma sessão de fotos. Quero te pedir um pequeno favor: contrata um detetive para investigar o Lyle, acho que ele está escondendo algo muito sério da Arya. Amanhã nos falamos melhor.

Com amor,

Grace.”

Stelly leu o e-mail da irmã e sorriu aliviada. Ficara tão feliz por Grace dar noticias que nem percebeu que tinha alguém atrás dela.

Continua...



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