História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 8
Palavras 4.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Perdida


-Gatinho, seu diabinho bebedor de leite, quer me provocar um infarto? –Stelly bradou furiosa com o felino, que se esfregava em sua canela, inocente. –Você é um mocinho muito carente, sabia? Vem cá que eu massagear a sua barriguinha.

A baixinha acariciava de maneira doce e gentil Gatinho, que ronronava de satisfação. Subaru observava hipnotizado o quanto a Arns mais nova era carinhosa e delicada com os animais. Ele foi se aproximando dos dois pé por pé, até que finalmente chegou na cadeira onde ela estava sentada.

-Buuuuu! –O jogador de basquete gritou, balançando a cadeira rapidamente. Stelly se assustou tanto, que saiu correndo e caiu na piscina.

-Subaru, seu cretino, miserável, maldito! Podia ter me matado, eu te odeio seu infame! –A baixinha tinha sangue nos olhos, de tanta raiva. O Asahina número nove chorava de tanto rir.

-Desculpa coelhinha, mas é que você estava tão distraída e indefesa, acariciando o gatinho, que eu não pude evitar em te assustar. – Subaru respondeu respirando fundo, pois tinha dificuldade em conter o riso. Ele carregava um buquê de gardênias, mas o deixou na cadeira e foi ajudar Stelly a sair da água. A baixinha não pensou duas vezes e o arrastou para a água, sorrindo maquiavélica e satisfeita.

-Agora estamos quites, bobalhão ensopado. –Em volta de Stelly podia se notar uma aura maléfica, quase diabólica. Subaru chegou a ter medo, mas mesmo assim a colocou em seu colo, puxando-a para um beijo.

-Se eu sou um bobalhão ensopado, você é uma bobalhona ensopada. –Subaru acariciava o rosto de Stelly, que ficou corada. –Eu gosto de você, sabia?

-E-eu t-também gosto... de você. –Stelly gaguejou morta de vergonha, era a primeira vez que dizia que gostava de alguém. –Acho melhor sairmos da piscina, senão vamos pegar um resfriado. –Os dois estraram na Mansão Isabella, secaram suas roupas e foram pra cozinha prepara chocolate quente com marshmallow.

Akira caminhava a passos firmes e nervosos pela universidade, estava tão furiosa pela atitude de Iori que seria capaz de matar alguém.

-Ai, você não olha por onde anda, não? –Reclamou uma voz masculina, recolhendo seus livros do chão.

-Me desculpe, é que eu... Espera aí, você não é o Kotarou, amigo da Goo e da Bunny, digo, Stelly? –Akira perguntou desconfiada, analisando o garoto.

-Sim, sou eu mesmo. Algum problema? – Kotarou perguntou indiferente, enquanto olhava para algumas anotações em seu caderno.

-Você quer sair comigo? –A morena de olhos violáceos perguntou impulsivamente, deixando o rapaz boquiaberto. –O que foi? Eu não faço o seu tipo?

-Qual é Yuki? Você sabe que eu sempre gostei de ti, assim como a maioria dos rapazes da universidade. Só achei meio repentino. –Kotarou respondeu meio envergonhado, colocando a mão atrás da nuca.

-Tá, mas você não respondeu a minha pergunta: quer sair comigo ou não? –Akira perguntou impaciente.

-Espera um pouco, isso não está certo. –O garoto de cabelos prateados disse sério. –Akira, você quer sair comigo?

-Opa, quero sim. –Akira respondeu animada, dando pequenos pulinhos. –Podemos ir na Hurt sábado? Quero muito sair pra dançar, meus pés estão implorando por isso.

-Claro, mas podemos jantar antes?  Meu tio tem uma creperia muito boa. Você gosta de crepes? –Kotarou sugeriu. Akira confirmou com a cabeça. –Ótimo, eu passo as 20hrs na sua casa, pode ser?

-Combinado, até sábado! –Akira sorriu, se despedindo do garoto, que sorria feito idiota.

Kaname estava saindo para um trabalho de última hora, quando viu Jess saindo de casa.

-Estava com tantas saudades de mim? –O monge perdeu de maneira ácida.

-E qual razão eu teria pra sentir falta de um estrume como você? –A garota de cabelos verdes tinha uma expressão maléfica em seu rosto. –Acha mesmo que eu amaria um pobre coitado como você? Alguém que inflou tanto seu ego, porque tem medo de ser rejeitado? Um playboy que pensa que o mundo gira ao redor de seu umbigo, mas não passa de um homem carente e solitário? Ninguém seria capaz de te amar, nem mesmo a sua mãe... –Jess pretendia dizer mais desaforos ao loiro, mas teve seus silenciados por um beijo. Ela se debatia e se sacudia, igual lesma quando a gente coloca sal. (N/A: Perdão pela comparação, mas só consegui pensar nisso. Hehe). Ela tentou resistir, mas o beijo de Kaname era quente e intenso, mas foi em vão, ela odiava admitir, mas os beijos do ex eram bons demais e ela sentia falta deles.

-Você até pode ter aprendido a falar cruel e friamente, mas seu corpo deixa bem claro que ainda me ama. Pode falar o que quiser, mas eu não ligo. Até mais, gatinha. –Kaname saiu rindo, vitorioso. Jess ficou com tanta raiva que atirou uma pedra em uma das janelas da Sunrise Residence.

-“Droga, quem esse putinho, filho de chocadeira pensa que é? Isso não vai ficar assim!” - A esverdeada estava furiosa, Kaname que estivesse preparado para o que viria a seguir.

Dias depois...

Apesar de o relacionamento estar sério e passarem cada vez mais tempo juntos, Mikaela notou que Ukyo estava agindo estranho.

-Kizinho, algum problema? –Mika perguntou preocupada.

-Fofinha, nós precisamos conversar. Faz alguns dias que eu recebi uma visita no escritório, e foi uma surpresa e tanto. –O advogado estava bastante pensativo, procurando as palavras certas para contar a namorada. –Faz alguns anos eu tive uma namorada chamada Saori, e nós namoramos por seis anos. Nosso relacionamento era difícil, ela só pensava na carreira, em ganhar dinheiro, achava que eu era acomodado e medíocre, e que eu seria um fracasso na vida. Terminamos há mais de cinco anos, mas têm uns dois anos que nos reencontramos por acaso e tivemos uma recaída.

-E por que você está me falando tudo isso? –A estudante de biologia marinha perguntou tremendo, estava uma pilha de nervos.

-Ela me procurou porque disse que engravidou naquela noite em que passamos juntos. Eu não me lembro de muita coisa, pois tínhamos bebido demais e usamos cocaína. Vou fazer o teste de dna para confirmar minha paternidade. –Ukyo falou pensativo, estava sendo muito difícil aceitar essa possibilidade, e o que mais lhe afligia eram as consequências futuras.

-E o que você pretende fazer, caso você seja mesmo o pai dessa criança? – Mikaela estava mais trêmula, era como se o mundo estivesse desabando em sua cabeça, e para ajudar suas melhores amigas não estavam por perto.

-Se eu for mesmo o pai, vou me casar com ela e criar a menina ao lado de Saori, como uma verdadeira família. –O loiro sentiu seu coração ser dilacerado ao dizer isso para a amada, mas seu senso de fazer o que é certo falou mais alto.

-Olha Ukyo, eu não posso te obrigar a nada, a escolha é só sua. Talvez seja melhor darmos um tempo. Vamos ficar sem nos ver até que saia o resultado. Tchau. –Mikaela saiu de cabeça baixa, as lágrimas corriam freneticamente por seu rosto, mas subitamente ela teve uma ideia.

Momoko e Mizuki estavam em mais um dia comum de trabalho, e como sempre a loirinha resmungava e fazia corpo mole, deixando a azulada irritada, que lhe dava alguns beliscões.

-Aiaiai Mizu, por que você tem que ser tão má comigo? – Momo resmungou chorosa.

-Porque quando a Akira não está aqui, eu fico responsável pela cafeteria, e o mínimo que eu tenho que fazer é exigir que você trabalhasse duro. A vida não é um morango, querida. –Mizuki respondeu sem muita paciência, decorando alguns bolos e doces. –Agora vai atender aquela mesa, os clientes estão esperando.

-Tá bom, sargentona Mizuki. –A loirinha respondeu de cara feia, indo atender os clientes.

Em seguida, Akira e Kotarou chegaram ao local. A morena foi se trocar, já o garoto sentou-se uma das mesas.

-Oi Kotarou, tudo bem? –Momo perguntou simpática, todas gostavam muito dele.

-Oi Momo-chan, eu estou ótimo e você? Pode me trazer o de sempre, por favor? –Kotarou sorriu gentil.

-Claro, saindo uma Lady Akira e um café expresso no capricho! –A loirinha respondeu alegre, retornando para a cozinha.

-“Onde eu estava com a cabeça quando deixei a Momoko batizar a torta com esse nome? Eu sou uma tosca mesmo.” – Akira pensou frustrada, fazendo um facepalm.

Azusa, Fuuto, Iori e Tsubaki foram até a cafeteria onde as garotas trabalhavam, sendo que o único que se dava bem com todas era Azusa, que estava cada vez mais próximo de Mizuki. Os quatro se sentaram numa mesa na calçada, esperando que alguém viesse atendê-los. As três estavam na cozinha, discutindo quem iria até lá.

-Eu voto na Momoko. –Respondeu Mizuki.

-Eu também. –Concordou Akira.

-Vocês estão de complô contra mim, só pode. O porco espinho amestrado veio junto, não quero atender ele. –Momoko fez bico.

-Você é uma maid, lembre-se que deve atender seu mestre como todo o amor e carinho, mesmo que seja o porco espinho amestrado, digo, o Tsubaki. –Mizuki comentou irônica, fazendo Akira rir.

-E por que a Akira não vai? Ela adora estar perto do cabelo de velhinho. –Momoko mexia nas próprias tranças, fazendo bico.

-Por que não, agora anda logo e vai, senão eu vou dar uma bicuda nesse teu traseiro gordo. –Akira empurrou Momoko da cozinha, que ficou furiosa ao ouvir que seu traseiro era gordo.

-Vai catar coquinha, sua biscate bipolar. –Momoko resmungou, mas o suficiente para a morena ouvir, que apenas jogou um beijinho para a amiga.

-Boa tarde senhores, o que vão querer? –Momoko perguntou de extrema má vontade, olhando com cara feia para Tsubaki.

-Nossa, mas que maid mais insolente, precisa ser punida. –Tsubaki pegou Momoko e colocou-a em seu colo, levantou seu vestido e começou a dar palmadas em seu traseiro.

-Tsubaki, que pensa que está fazendo? Solta a Momoko antes que alguém chame a polícia. –Azusa pediu indignado.

-Não, até que ela diga que nunca mais fazer isso, e vai ser uma maid boazinha para o mestre Tsubaki. –O gêmeo de cabelos platinados respondeu com o olhar frio e diabólico.

-Me solta seu porco espinho amestrado dos infernos, eu vou arrancar seus rins!-Momoko berrava furiosa, se debatendo no colo de Tsubaki. As palmadas eram leves, mas seu bumbum já estava começando a doer. –Para com isso, por favor!

-Já chega Tsubaki, se comporte como homem e pare de fazer essas escrotices. –Iori pediu educadamente, procurando Akira com o olhar. –“Akira...” - Pensou triste.

-Posso saber o que está havendo aqui? –Mizuki chegou irritada, arregaçando as mangas, pronta pra bater em Tsubaki. –Escuta aqui senhor Asahina, o Luxury Maid Café, apesar do nome, é um lugar sério e de respeito. Peço educadamente que solte a Momo-chan e permita que ela faça seu trabalho de maneira adequada. –A azulada tinha uma expressão sombria no olhar, que deixou todos assustados.

-Tá bom, mas só porque a senhorita me pediu. –O dublador soltou Momoko, que ajeitou seu vestido e retornou para a cozinha, morta de vergonha e raiva.

 -Sendo assim, eu serei sua garçonete hoje. Já sabem o que desejam? –A azulada agora possuía uma expressão gentil e submissa em seu rosto, típica de uma maid.

-Escuta aqui, empregadinha. Existe alguma saudável e de baixa caloria nessa espelunca? –Fuuto perguntou arrogante.

-Temos sim, claro. –A azulada respondeu com um sorriso cínico. Ela anotou os pedidos e retornou para a cozinha, estava louca de raiva do ídolo. –“Esse almofadinha de merda vai ver o que é bom pra tosse, ele me paga.” – Pensou a azulada, tramando algo.

-Por que você sempre sai de óculos e boné? –Perguntou Tsubaki. –Parece um stalker pervertido.

-Você se esqueceu, seu miolo mole? Eu sou uma estrela, em qualquer lugar que vou tem fãs histéricas pra me importunar. Elas me irritam. –Fuuto respondeu indiferente.

-Credo, que pessoa horrível você é. Tenho pena das suas fãs, por gostarem de alguém tão vulgar como Azakura Fuuto, que é tão sem graça quanto suas músicas. –Azusa respondeu friamente.

-Recalcado. –Fuuto respondeu convencido. –Tudo isso é inveja, só porque eu sou o mais bonito e sexy da família.

Enquanto os rapazes conversavam/discutiam, Mizuki chegou trazendo os pedidos, ela serviu um por um, que babavam pelas guloseimas.

-Obrigada Mizuki, tudo parece muito apetitoso. –Iori respondeu educado, o rapaz era um verdadeiro príncipe.

-Obrigada, meu lorde. –A azulada brincou, fazendo todos rir, exceto Fuuto.

-Ei empregadinha, e o meu pedido? –Fuuto perguntou impaciente.

-Um minutinho, mestre Fuuto. –Mizuki foi para a cozinha, e dois minutos depois ela retornou com uma jarra de água. Ela abriu e despejou tudo na cabeça de Fuuto.

-O que significa isso? Por que fez isso sua maid estúpida? Quero falar com sua gerente agora mesmo. –Fuuto gritou indignado. Os outros três riam, especialmente Tsubaki, cuja risada era alta e escandalosa.

-Me chamaram? –Akira perguntou, como se nada tivesse acontecido.

-Sim, quero que demita essa empregadinha ridícula agora mesmo. –Fuuto ordenou insolente, apontando para Mizuki.

-E por que eu deveria fazer isso? –Questionou a gerente.

-Olha o que essa piranha imunda fez comigo. –Fuuto se levantou, mostrando que estava todo ensopado, e fedendo a alho.

-Bem, saiba que água com alho faz muito bem para a voz, e esse cheiro combina muito bem com esse seu caráter. Agora, por favor, retire-se deste lugar e volte só quando aprender a tratar as pessoas de maneira decente. Com sua licença. –Akira disse normalmente, com um discreto sorriso. Todos ficaram chocados com a atitude da gerente.

-O que esperar de uma empregadinha, se a gerente é pior? Nunca mais volto nessa espelunca. –Fuuto disse irritado, indo embora.

-Bem feito. –Comentou Azusa.

-Acho que ele merecia mais. –Respondeu Tsubaki.

-Qual é rapazes? Tudo bem que ele é um otário de marca maior, mas é nosso irmão, afinal de contas. –Iori tentou defender o mais novo.

-Por isso mesmo, como irmãos mais velhos temos que ser mais rígidos com ele. Isso é tudo culpa do Masaomi, que o mimou demais. –Retrucou Azusa.

-Tá bom, não falo mais nada. –Iori irritado.

Em Nova Iorque, Grace e Arya aproveitaram o dia de folga para fazer um piquenique no central parque. Elas prepararam uma cesta com muitas guloseimas, suco e chá. A loira pegou uma toalha xadrez e estendeu no gramado, enquanto Grace tirava a comida da cesta.

-Que dia lindo, né? Esse céu azul é tão perfeito, quisera ser um pássaro, para poder voar em sua imensidão. –Grace filosofando, enquanto comia um brigadeiro.

-Verdade. –Arya respondeu automaticamente, respondendo alguns e-mails em seu smartphone. –Vai ter uma festa no Crowley’s hoje. Quer ir?

-Como nos velhos tempos? –Grace perguntou empolgada, pegando um cachorro-quente. Arya apenas concordou com a cabeça. –Opa, quero sim!

 A loira e a morena continuaram conversando animadas, falaram sobre tudo e todos, especialmente a respeito dos dias que estavam passando na Big Apple, relembrando seu tempo de universitárias. Arya estava atracada num pedaço de bolo de chocolate quando seu celular começou a tocar freneticamente.

-Não acredito que o toque de seu celular é um funk brasileiro. –Grace revirou os olhos, a loira apenas ignorou e atendeu a chamada. Era Mikaela.

-Oi Mika bisquinha, tudo certo? –Perguntou Arya. Ela conversou com a amiga por cerca de vinte minutos, fazendo caras e bocas de espanto e preocupação, deixando Grace aflita. Quando desligou o telefone, ficou olhando para o nada, chocada.

-Pelo amor de Hefesto, o que houve? –A Arns perguntou impaciente, querendo saber o que Mikaela havia dito. –As meninas estão todas bem?

-Sim, sim, está todo mundo bem. Mikaela está vindo pra cá deve chegar dentro de algumas horas. –Arya disse devagar, tentando processar tudo.

-Como assim? O que aconteceu de tão grave pra ela vir nos encontrar? –Questionou Grace.

-Bem, parece que ela o Ukyo estão passando por uma crise. Eu não pude entender direito porque ela chorava e soluçava muito, mas acho que foi sério. –Arya respondeu pensativa.

-Ah para, ela te contou o que houve. O que foi que o advogado caretão fez pra ela ter ficado mal desse jeito? –Grace já estava irritada com os rodeios de Arya, que não sabia o que fazer.

-Parece que uma ex do Ukyo reapareceu, dizendo que teve uma filha com ele. E se a criança for mesmo dele, ele vai se casar com ela, e ajudar a criar a menina. –Arya respondeu séria. Grace ficou em choque, levando uma das mãos á boca.

-Minha nossa senhora, Mikaela deve estar em pedaços. Ainda bem que ela está vindo para cá, devemos fazer de tudo para que ela se sinta bem. –Grace comentou preocupada. –Depois dessa eu até perdi o apetite, vamos embora?

-Sim. –Arya normalmente, ajudando Grace a guardar tudo na cesta. Quando retornaram ao hotel, uma das recepcionistas foi correndo atrás da morena.

-Com licença senhorita, mas isso acabou de chegar. –A garota lhe entregou um envelope preto, com arabescos em dourado. A morena abriu o envelope rapidamente, lendo o conteúdo em questão de segundos. Era um convite.

-Obrigada Michelle, tenha uma boa tarde. –Grace respondeu educada. Ela e Arya pegaram o elevador, e dentro dele a morena desabou, trêmula. Arya tirou o convite da mão dela, e pode entender porque ela ficou assim.

-Gente, mas a bruxa tá solta hoje! –A loira exclamou indignada. –Como foi que te acharam?

-Não sei, mas algo me diz que isso não vai acabar bem. Eu não quero ir. –Grace entrou em pânico.

-Ah, mas você vai sim. Eu e a Mika vamos te acompanhar, vamos ficar lindas e poderosas, sambando de salto quinze na cara dessa gente entojada. –Arya tentou encorajar Grace, que riu.

-Eu não sei, mas temos alguns dias pra pensar nisso. A Mika disse quando o voo dela vai chegar? –Perguntou a Arns mais velha.

-Cerca de oito horas. –Arya normalmente.

-Ótimo, vamos dormir um pouco, e depois vamos para o aeroporto. –Grace séria, Arya apenas assentiu e a seguiu, rumo ao quarto.

Conforme o combinado, Fumiko e Louis foram jantar na casa dos pais da azulada. Era uma casa discreta e elegante, mas espaçosa e muito confortável. Os pais da estudante de medicina os aguardavam no hall de entrada. O senhor Mori era um homem de meia idade, os cabelos castanhos com algumas mechas grisalhas, alto e bastante magro. Seu rosto tinha uma expressão cansada e experiente, mas era muito simpático e gentil. Já a senhora Mori era uma mulher arrogante e esnobe, que aparenta ter menos de quarenta anos. Era baixa e possuía um corpo esguio e curvilíneo, que exibia com orgulho. O rosto tinha pequenas linhas de expressão, que era perceptível que já havia sido submetido a algumas intervenções cirúrgicas. Os longos cabelos azuis eram iguais aos da filha, que estavam presos por um coque. Seus olhos azuis eram frios e estreitos, que analisavam Louis da cabeça aos pés.

-Fumiko, minha princesinha, finalmente veio visitar seus pais. –O homem a puxou para um abraço apertado, fazendo a garota tossir um pouco.

-Nobuo, seja mais cuidadoso com nossa filha. –Disse a mulher. –É bom vê-la minha querida, sentimos tanto a sua falta.

-Eu digo o mesmo. Desculpem-me por me ausentar tanto, mas é que tenho andado bastante ocupada. –Fumiko respondeu seu jeito. –Quero que conheçam meu namorado, Louis Asahina.

-Boa noite senhor e senhora Mori, é um prazer conhece-los. –Louis respondeu gentil e simpático, como sempre era.

-Muito prazer Louis, sou Nobuo Mori, e essa é minha esposa, Mariko. –Respondeu o senhor Mori, apertando firme a mão do genro.

-Oi. –Mariko respondeu fria e indiferente. –Vamos para a sala de jantar, seus avós estão esperando.

-Por favor, Louis, não dê atenção a minha esposa, ela é um pouco grosseira com quem não conhece direito, mas tenho certeza de que os meus pais vão adorar você. –Nobuo respondeu amistoso, apoiando uma das mãos no ombro de seu genro.

-“Sinto que vai ser uma longa noite.” - Fumiko pensou desanimada.

Zendaya e Hikaru estavam em frente à mansão Isabella, quando encontraram com Micaela, que estava levando Brownie para passear.

-Oi chiclete, a Bunny está em casa? –Hikaru perguntou debochado.

-Sim. –Micaela respondeu de cara fechada, saindo com a cachorrinha.

-Puxa vida, que menina mais mal educada. –Reclamou Hikaru.

-E você esperava o que? Que ela te oferecesse flores depois de ser indelicado com ela. Francamente. –Zendaya balançou a cabeça, em sinal de reprovação.

-Ah, que seja, vamos entrar. –O ruivo respondeu dando de ombros. Eles tocaram a campainha, e foram atendidos pela própria Stelly. Os dois contaram a situação de Zendaya, enquanto a Arns mais nova ouvia atentamente.

-Bom, acho que posso te ajudar, eu ainda tenho um quarto sobrando. Se quiser, pode se mudar amanhã mesmo. –Stelly disse simpática, deixando Zendaya feliz.

-Muito obrigada senhorita Arns, amanhã mesmo eu trago minhas coisas. –A estudante de design agradeceu, sorridente.

-Está bem, estaremos te esperando. Até amanhã! –Stelly se despediu dos dois, que foram embora.

-Então mocinha, está a fim de jantar comigo? –Perguntou Hikaru.

-Pode ser, estou morrendo de fome. –Zendaya disse suspirando. O ruivo a abraçou repentinamente, beijando seus cabelos, e aproveitou para aspirar seu suave perfume de lavanda, pegando a garota de surpresa.

 Masaomi caminhava pelas ruas, sem rumo, pensando na falta de noticias da amada. Ele andou mais alguns quarteirões quando recebeu uma ligação de Ukyo.

Masaomi: Alô?

Ukyo: Masa-nii, onde você está?

Masaomi: Estou caminhando para espantar pensamentos ruins, por quê?

Ukyo: Estou naquele bar de jazz que costumávamos frequentar, você se lembra?

Masaomi: Lembro sim, quer que eu vá até aí?

Ukyo: Na verdade gostaria sim, se não for incômodo.

Masaomi: Tá bom, em vinte minutos eu estarei aí.

Conforme o combinado, Masaomi chegou ao local combinado. Ukyo estava em uma mesa de canto, numa parte mais escura do local. O cheiro de bebida já estava entranhado no advogado, que bebia uísque puro.

-Credo Ukyo, quem foi que morreu? –Masaomi tinha os olhos arregalados, ao olhar o estado deplorável em que o irmão se encontrava. –Você não é de beber, qual o seu problema.

-Olha quem falando, o senhor certinho que afoga suas mágoas com a vadia residente, e enche a cara de vodca. Não seja hipócrita, somos farinhas do mesmo saco. –O loiro já tinha a língua enrolada pelo excesso de bebida, mas não largava o copo.

-Certo, não vamos discutir por besteira. O que houve? –Masaomi perguntou preocupado com o irmão, que tinha uma expressão triste e decadente.

-Aquela puta da Saori resolveu fuder com a minha vida de vez. –Ukyo disse revoltado, contando tudo o que acontecera ao médico.

-Uau, mas você acha que mesmo a possiblidade dessa filha ser sua? –Questionou Masaomi.

-Eu não sei, ela não me mostrou nenhuma foto. Ontem eu fiz o teste de dna, o resultado sai em alguns dias. –Ukyo disse de cabeça baixa, bebendo mais uma dose uísque.

-Muito estranho. –Masaomi pensativo, com uma das mãos no queixo. –E como a Mikaela reagiu?

-Ela foi correndo para as amigas em Nova Iorque, me deixando sozinho aqui, aquela ingrata. –O loiro jogou o copo de bebida no chão, que se espatifou em pedacinhos.

-Ingrata? Ela deve ter ficado em choque quando recebeu a noticia, e é mais normal que ela queria estar perto das amigas. Você deveria entender o lado dela, já que disse que vai se casar com Saori caso o resultado seja positivo. –Masaomi sério, repreendendo o irmão.

-Disse, mas eu não amo aquela biscate interesseira, que só pensa em dinheiro e se dar bem na vida. Ela me dá nojo. –O loiro cuspiu ao dizer essas últimas palavras, bebendo cada vez mais.

-Já chega, você exagerou, vamos para casa. –Masaomi retirou o copo da mão de Ukyo, que protestou. Pagaram a conta e foram para casa.

No aeroporto de Seul Mikaela aguardava sua conexão. Ela andava por entre a multidão feito uma zumbi, pois não conseguia pensar em mais nada que não fosse a notícia devastadora que Ukyo lhe dera. As lágrimas corriam freneticamente por entre a face. Ela olhava fotos dos dois no celular, lembrando-se dos momentos felizes que tiveram, e que talvez não existisse mais. O destino que os aguardava era sombrio e desolador, o que lhe restava era ir para perto das pessoas que ela mais podia contar: Arya e Grace.

-“Contos de fadas não duram para sempre, a realidade é cruel.” –Pensou desiludida.



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