História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Brothers Conflict
Exibições 6
Palavras 3.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Comunicado


Zendaya e Hikaru estavam se deliciando num pequeno e agradável rodízio de dango perto da Sunrise Residence e Mansão Isabella. A estudante de design ria olhando o ruivo comer com certa frescura.

-Tá me olhando assim por quê? –Hikaru perguntou incomodado. Zendaya ria divertida.

-Nada não, é que você come feito passarinho. –A morena respondeu, enquanto ajeitava seus óculos.

-Lamento se eu não tenho a mesma sorte que a senhorita, que come um boi pela perna, e não engorda nem meio grama. –Hikaru fez um bico, revirando os olhos. Zendaya se divertia cada vez mais. Eles continuaram bebendo, comendo e conversando, até que o celular de Hikaru tocou. Era uma mensagem de um de seus irmãos. O ruivo fez uma expressão de seriedade e surpresa, deixando Zendaya curiosa.

-Algum problema? –Perguntou a estudante de design.

-Meu irmão vai se casar. –Hikaru normalmente.

-Qual deles? –Zeny curiosa.

-O Louis. –O ruivo respondeu, enquanto digitava com rapidez em seu celular.

-Você está falando daquele seu irmão que é cabeleireiro?-Perguntou Zendaya, Hikaru apenas concordou com a cabeça. –Mas que noticia maravilhosa, ele é um rapaz incrível, tão fofo. E pelo o pouco que conheci da Fumiko, ela parece ser uma garota adorável, espero ser convidada para o casamento.

-Sim, aqueles dois são tão perfeitos juntos que até irrita. –O ruivo comentou debochado. –E é claro que você vai ao casamento, como minha acompanhante.

-M-mas eu... –Zendaya começou a gaguejar, sem saber o que dizer ao ruivo. Ele estava prestes a beija-la quando o celular da garota tocou. Era Jess, que parecia estar bastante preocupada, assim como as demais garotas da Maison Isabella.

-Aconteceu algo? –Perguntou Hikaru, com uma sobrancelha arqueada, desconfiado.

-Parece que Mikaela desapareceu sem avisar ninguém. As meninas estão muito preocupadas. –Zendaya comentou séria.

-Entendi, ela deve ter ficado muito mal com a notícia bombástica do Kyo-nii. Quer voltar para casa? –Perguntou o ruivo. Zendaya assentiu e ambos retornaram para a casa das garotas.

Fumiko e Louis estavam na sala da Maison Isabella, junto com Stelly, Subaru, Iori, Wataru e Jess, aflitos por notícias de Mikaela, enquanto Masaomi e Kaname a procuravam pela cidade. A Arns mais nova tentava contatar Grace pelo celular, até que finalmente conseguiu. Elas conversaram cerca de sete minutos, e Stelly desligou. Ela tinha a expressão séria e apreensiva.

-E então Stelly chan, o que a Grace disse? –Questionou Jess.

-Elas acabaram de retornar para o hotel, tinham acabado de buscar Mikaela no aeroporto, pelo menos agora sabemos que está segura. –Stelly normalmente. –Subaru, avise ao Masa-fofo que nós já descobrimos onde Mikaela está.

-Sim. –Subaru respondeu sério, enquanto discava os números do celular de Masaomi. –Já os avisei, estão vindo para cá.

 -Certo. Fumiko e Jess, que tal fazermos bolo? O que acha Wataru? –Stelly perguntou gentil ao garotinho.

-Oba, eu adoro bolo! Podemos fazer de chocolate, com recheio de brigadeiro e morangos? –Wataru perguntou empolgado.

-Claro, o que você quiser. –Fumiko comentou sorridente, levando o garotinho pela mão até a cozinha. Louis, Iori e Subaru permaneceram na sala, observando as garotas prepararem as guloseimas.

-Parece que você está se dando muito bem com a Stelly chan, não é mesmo? –Perguntou Iori a Subaru, que corou.

-Sim, estamos avançando aos poucos. Ela é uma garota fantástica, mas é muito apegada a irmã. Stelly quer que eu peça permissão a Grace para namorarmos, vocês acreditam nisso? – Subaru fez um facepalm, fingindo indignação.

-Ela é uma moça tradicional, quer fazer tudo direitinho. Eu fiz o mesmo com a Fumiko. –Louis comentou simpático. (N/A: Louis é um fofo, quem não o amaria?).

-Aliás, você tem que nos contar melhor essa história de pedido de casamento. Como foi que aconteceu? –Iori indagou curioso

                  ***Flashback On***

Louis e Fumiko haviam acabado de chegar à casa da estudante de medicina, o cabeleireiro finalmente iria conhecer a família de sua amada. Apesar da postura arrogante e indiferente da mãe de Fumiko, todos o trataram muito bem. O jantar corria, todos comiam e bebiam, e os parentes de Fumiko faziam todo o tipo de perguntas a Louis, a fim de conhecê-lo melhor, já que era a primeira vez que a garota de cabelos azuis levava um namorado em sua casa.

Conforme a noite ia se passando, o cabeleireiro se demonstrava ansioso e inquieto, até que tomou coragem e se levantou, propondo um brinde.

-E a quê vamos brindar? –Perguntou o avô de Fumiko, Tetsuzan Mori.

-Quero brindar a família maravilhosa que Fumiko, pessoas gentis e de bom coração, e que me receberam muito bem, estou muito feliz por conhecê-los. –Respondeu Louis, um pouco afobado.

-Belas palavras meu jovem, estou bastante satisfeito em ver que minha filha escolheu um excelente rapaz, desejo que sejam muito felizes. –Comentou Nobuo.

-Eu concordo, ainda mais por saber que você é filho de Miwa Asahina, uma estrela da moda. –Acrescentou Mariko, com o semblante um pouco mais leve.

-E então meu bom rapaz, quais as suas verdadeiras intenções com a minha neta? –Perguntou a avó de Fumiko, Nozomi.

-Bem, eu... Er... –Louis não sabia o que fazer, a pergunta que a avó de Fumiko fizera o pegara de surpresa. –Na verdade eu quero me casar com sua filha, senhor Mori. Sei que Fumiko é a garota certa para mim, e se ela me aceitar, prometo faze-la feliz até o fim de nossos dias. Fumiko, você aceita se casar comigo?

Emocionada, Fumiko abraçou Louis apertado e ambos trocaram as alianças. A família comemorou com espumante a noite toda.

                   ***Flashback Off***

-Uau, no fim das contas o jantar na casa dos seus sogros teve uma reviravolta e tanto. –Subaru comentou abismado com a atitude do irmão.

-Pois é, quem diria que o nosso irmãozinho aqui seria o primeiro a se casar? –Brincou Iori. –Pelo menos essa vai ser uma ocasião feliz.

-É verdade, se Ukyo se casar mesmo com Saori, vai ser um acontecimento muito triste. Coitada da Mikaela, que deve estar sofrendo muito. –Comentou Louis, com o semblante um pouco triste.

-Sim, nossa suposta sobrinha foi um choque e tanto para todos. Mamãe já está sabendo disso? –Questionou Subaru.

-Creio que não, Ukyo só quer que ela saiba quando sair o resultado do exame de DNA.  – Iori comentou apreensivo.

-Essa situação é bastante complicada. –Disse Hikaru, chegando acompanhado de Zendaya e Natsume, que encontraram no meio do caminho. –Natsume não se aguentava de vontade de voltar aqui, por isso quase nos implorou para vir junto.

-Hikaru só não é mais desagradável por falta de espaço. –Resmungou Natsume.

-E então pirralha, conseguiu notícias da surtada? –O ruivo perguntou debochado para Stelly, que lhe mostrou o dedo indicador. –Que doce de menina.

-Cala a boca, sua mocreia asquerosa. Tu não tá com essa bola toda, não. –A Arns mais nova comentou de forma grosseira. –E sim, Mikaela está em Nova Iorque com Grace e Arya, elas deram um calmante para ela dormir, parece que estava nervosa e chorava muito.

-Ui, olha ela. –Hikaru respondeu debochado. –Pelo menos sabemos que ela está bem e em boas mãos. Grace e Arya são as melhores amigas dela, não são?

-São sim, praticamente irmãs. Por que a pergunta? – Stelly questionou desconfiada.

-Nada não, só estava pensando que amigos são mesmo a família que escolhemos. Às vezes contamos muito mais com pessoas que não laço sanguíneo conosco, do que aqueles que cresceram no mesmo ambiente familiar que você. –Hikaru comentou pensativo, olhando para a janela. Todos ficaram o encarando, confusos.

-Olha senhorita Arns, não dá bola pro Hikaru, de vez em quando ele fica meio filosófico e acaba falando um monte de bobagens. –Zendaya se manifestou, a fim de evitar que o ruivo causasse mais confusão. –Acho melhor irmos embora, tá a fim de sair pra jantar?

-Demorou, estou morrendo de fome. –Hikaru disse animado, passando a mão pela barriga.

-Eu vou acompanhar vocês.  –Natsume disse normalmente.

-E eu vou voltar pra casa, tenho que estudar. –Iori disse educadamente, se preparando para ir embora. –Uma boa noite a todos.

-Boa noite Iori! –Todos disseram em coro, o estudante de botânica apenas sorriu.

Aos poucos todos se foram, restando apenas Stelly e Subaru na sala da enorme mansão.

-Ei Subaru, quer ir ao cinema? –Stelly perguntou aos pulinhos.

-Por mim tudo bem, que filme você quer ver? –O jogador de basquete perguntou gentil, fitando os olhos bicolores da Arns mais nova.

-Uma comédia romântica, pode ser? –Stelly sugeriu com um sorrisinho sugestivo.

-Tá bom, mas você vai pagar as entradas. –Subaru da mesma forma.

-Aiaiai, tá legal. Eu pago as entradas, mas você vai pagar a pipoca, os refrigerantes e os doces, e eu não quero mixaria. –Stelly exigiu, brincando, é claro.

-A senhorita é muito esperta mesmo, Stelly Arns. Vou atender seu pedido apenas porque sou um cavalheiro. –Subaru disse convencido, arrancando uma gargalhada da baixinha.

-Vou fazer de conta que acredito, quando sei que na verdade é porque eu sou muito fofa e você não resiste aos meus encantos. –Stelly disse debochada. – Vou pegar minha bolsa, volto já.

-Tá bom minha princesinha, estarei te esperando bem aqui. –Subaru disse sorridente, apontando para o sofá.

Momoko, Mizuki e Akira resolveram sair depois do trabalho, indo a um karaokê que ficava perto. Tirando a azulada, Momo e Akira pareciam estar com sérios problemas amorosos.

-Caramba meninas, por que estão com essas caras de enterro? Isso não deveria ser um programa alegre e divertido? Parece até que estamos num velório. –Mizuki disse revoltado.

-E como eu poderia estar feliz? O Iori não desgruda mais daquela loira aguada, não sei o que ele viu nela. –Akira disse revoltada, revirando os olhos. –Meu sangue ferve toda a vez que vejo os dois juntos.

-Mas você é muito sem noção mesmo, isso é tudo culpa sua. Você trata o coitado muito mal, e essa tal de Kiki provavelmente não deve viver agarrando ele por aí, depois fingindo que não o conhece. –Momoko comentou maldosa, querendo provocar a morena de olhos violáceos.

-E olha quem falando, vive brincando de gato e rato com o porco espinho amestrado, sem sequer ter coragem de assumir o que sente por ele, ou acha que não ficou claro o suficiente depois do show daquele dia? – Akira perguntou em tom de provocação.

-Isso é uma grande mentira! Eu jamais me apaixonaria por um cara tão feioso e ridículo como ele. –Momo se defendeu, fazendo-se de ofendida.

-Vamos fingir que acreditamos, mas tome cuidado para não quebrar a cara feito a Yuki-chan, que perdeu o amado para outra, e agora arranjou um tonto pra fazer de idiota. –Mizuki disse séria. –Coitado do Kotarou, ele não merecia o que você está prestes a fazer com ele, vai magoar a ambos.

-Eu não sou essa bruxa toda, tá? E eu não estou usando ninguém, estou mesmo disposta a dar chance ao Kotarou, quem sabe ele seja o cara certo pra mim? –Akira comentou sugestiva, escolhendo uma música para cantar.

-Depois não diga que nós não avisamos. –Momo normalmente.

-Já chega disso meninas, vamos escolher logo uma música e começar a cantar, pois foi pra isso que viemos. –Mizuki disse impaciente, bebendo um pouco de chá gelado.

-Tá bom sua mala! –Akira e Momo disseram em coro, Mizuki apenas revirou os olhos. Depois de uns quinze minutos elas finalmente entraram em acordo, cantando a primeira música.

 

Você fugiu de mim

Na noite fria e foi embora

O que eu vou fazer pra me salvar?

Você nem quis me ouvir

Meus planos se jogaram todos pela janela

Fiquei tão só

Logo agora que eu(eu)

Era só de você(você)

Você vem e diz ?me esquece?

Vou enlouquecer

 

Corre, volta pro meu coração

Explode, vem me abraçar,

Me dá um beijo

Nessa estrada eu vou guiar você

Só você

Sabe, eu preciso tanto de você, amor

Tanto tempo que faz que eu não te faço amor

Abra a porta e deixa eu entrar

Em você.

 

-Credo, essas meninas devem estar com muita dor de cotovelo. –Comentou um dos rapazes que passou pela sala em que as meninas estavam.

-Concordo, mas elas possuem vozes muito bonitas. –Comentou o outro. –Acho que levam jeito.

-Quem sabe, será que são bonitas? –Indagou o outro.

-Provavelmente. –Disse o segundo.

 

Meu bem, eu tô aqui

Perdido dentro desse carro

A solidão, contou pra mim

 

Que tudo vai mudar

Que as luzes dos seus olhos

Vão despertar nos meus

E esse é o fim

 

Pois logo agora que deu só eu e você

Nosso amor não é mais segredo

Vem pagar pra ver

Então

 

Corre volta pro meu coração

Explode, vem me abraçar, me dá um beijo

Nessa estrada eu vou guiar você

Só você

Sabe, eu preciso tanto de você amor

Tanto tempo faz que eu não te faço amor

Abra a porta e deixa eu entrar

Em você, todo em você (todo em você)

 

Tudo é você

Meu bem

Meu bem querer

 

Me invade, me toma em seus braços

Me pega ou

Sei lá! Sei lá!

 

Vem me abraçar, me dá um beijo

Nessa estrada, eu vou guiar você

Só você

Sabe, eu preciso tanto de você, amor

Tanto tempo faz que eu não te faço amor

Abra a porta e deixa eu ficar

Com você, só com você

 

Eu, você e o nosso amor

Eu amo você

Me invade, me beija

Me pega ou,

Sei lá!

Ao final da música, as três garotas se assustaram com o barulho de palmas. Eram dois rapazes: um era loiro, cabelos desalinhados e olhos verde claro. O outro possuía cabelos longos e azuis, com olhos de cor âmbar e sorriso cativante. Ambos eram muito bonitos, e elas não sabiam onde enfiar a cara de tanta vergonha.

-Olá senhoritas, perdoem-nos pela intromissão, mas é que não nos aguentamos de curiosidade em conhecer as donas dessas belas vozes que ouvimos do corredor. –Disse o rapaz loiro. –Sou Sousuke Amagai, e é um prazer conhece-las. (N/A: Quem assiste Bleach, vai entender o trocadilho. Hehe).

-E eu faço minhas as palavras de meu sócio. Meu chamo Shuusuke Aizen, e sou produtor musical. –Respondeu o rapaz de cabelos azuis. –Achamos que vocês tem um enorme talento musical, e seria um enorme prazer lançar vocês no mercado fonográfico. Fiquem com nossos cartões, e não se sintam pressionadas em nos dar uma resposta, não precisa ser hoje.

-Então é isso meninas, espero que possamos nos ver em breve. Continuem cantando e encantando por aí! –Sousuke disse sorridente, saindo da sala. Momo ficou toda derretida pelo loiro.

-Tchauzinho, e sucesso! –Shuusuke da mesma forma, que piscou para Akira. A morena sentiu suas bochechas arderem.

-Meninas, isso realmente aconteceu? –Mizuki perguntou incrédula.

-Com certeza sim. –Momo tentava recuperar o fôlego.

-Mas que pareceu um sonho, pareceu. –Akira em êxtase. –Além de lindos, produtores musicais. O que vocês acham?

-Não sei, vamos pensar por mais alguns dias. –Mizuki disse pensativa.

-Tá bom. –Momo e Akira concordaram.

Goo estava reclusa em seu quarto, não tinha de ver ou conversar com alguém naquele dia. A loirinha sequer saiu do quarto para comer, deixando Ikki aos cuidados de Micaela, que também cuidava de Bunny, Brownie e Gatinho. Ela ouvia músicas melancólicas em seu mp4 quando ouviu batidas na porta. Era Jess.

-Ei Goo-tan, posso entrar? –Jessica perguntou preocupada. –Eu trouxe leite e biscoitos, você precisa comer!

-Tá bom Jess, pode entrar! – Goo disse sem emoção alguma na voz.

Jess ficou apavorada com o estado do quarto: vários objetos quebrados e fotografias rasgadas pelo chão, sendo a maioria de Fuuto. Goo chorava com as mãos nos olhos, olhando para o teto. A estudante de psicologia largou a bandeja na cômoda e correu para abraçar a cingapuriana, que retribuiu apertado.

-Oh Goozinha, você não está nada bem, não é mesmo? –Jess afagava os longos cabelos loiros de Goo, tão terna quanto uma mãe. –Pode-se abrir comigo, não como psicóloga, mas como uma amiga. Pode confiar em mim.

-Ai Jess, eu não consigo entender. Por que aquele imbecil do Fuuto fez isso comigo? Eu não fiz nada pra merecer isso, nada. –Goo dizia com voz embargada pelo choro. –E o pior é que eu gosto dele, de verdade.

-Ah minha querida, eu sei como é difícil, mas aqueles irmãos Asahina não prestam, talvez os únicos que se salvem sejam o Iori e o Louis, e olhe lá. –Jess suspirou, lembrando-se de seu passado com o monge. –Esse moleque não nega ser irmão do Ukyo e do Kaname.

-Oh, é mesmo. Sinto muito por te fazer lembrar momentos tão ruins, sei que deve ser difícil para você, assim como deve estar sendo para a Mikaela. –Goo comentou um pouco mais calma, porém triste.

-Com o tempo você aprende a lidar, a superar. Eu sei que o que vou dizer é cruel, mas necessário. –Jess fez uma pausa, respirando fundo. –O mundo não vai parar para que você cure as suas feridas. Se quer uma mudança em relação ao Fuuto, jogue de igual pra igual com ele, não permita que ele te pise mais. Seja forte, você é capaz disso!

-Quer saber, Jess-senpai? Você tem toda a razão, e é isso mesmo o que eu vou fazer. –Goo se levantou da cama, foi ao banheiro, penteou o cabelo e os dentes, por último lavando o rosto. –E para comemorar, vamos fazer tuna pizza!

-Isso aí garota, esse é o espírito. –Jess disse otimista, acompanhando Goo até a cozinha.

Brownie estava no terraço com Ikki, mas distante do filhote. A pequena daschund era arrogante e esnobe, julgando ser melhor que os outros pets da casa.

-Brownie-san, Brownie-san, vamos brincar de bolinha? –Ikki perguntou esbaforido.

-Eu botar o meu lindo focinho nessa bolinha fedida e xexelenta, onde você já contaminou com essa baba raivosa? Nem nos meus piores pesadelos. –Brownie respondeu arrogante, fazendo pouco caso de Ikki. – E não me incomode mais, vira-lata. Preciso do meu sono de beleza.

-Você é muito chata mesmo, deve ser por isso que a sua dona vive viajando, nem ela te aguenta. –Ikki disse irritado com as ofensas da pet patricinha.

-Não ouse falar assim da Grace-san, ela é a melhor dona do mundo. Ela apenas é uma humana muito ocupada, por se tratar de uma diva que está sempre sob os holofotes. –Brownie disse toda orgulhosa. –Você que eu já saí no colo dela, em uma capa de revista?

-Eu não leio revistas, só as como. –Ikki disse brincalhão, balançando o rabinho.

-Claro, um pulguento como você nunca entenderia, já que veio da ralé. –Brownie disse de maneira arrogante, virando a cara.

-Eu vou embora antes que eu me contagie com a sua chatice, prefiro ser um pulguento da ralé, a ser um almofadinhas antipático que ninguém gosta. Felicidades pra você nessa sua solitária caixinha de cristal. –Ikki disse tentando ser indiferente, mas ficava muito chateado com as grosserias de Brownie.

Dias depois...

Em Nova Iorque Grace, Mikaela e Arya andavam de loja em loja, a procura de vestidos de baile. Arya e Mikaela já haviam encontrado os seus, mas a Arns mais velha estava tendo dificuldades para se decidir.

-Grace, você tem mesmo certeza de quer fazer isso? –Arya perguntou apreensiva.

-Como nunca tive antes. Eu preciso resolver esse assunto o quanto antes, só assim eu vou poder tocar a minha vida, vivi presa no passado por muito no passado, e isso não me faz bem. –Grace disse reflexiva.

-Mas não é só isso, né? Certo médico bonitão está envolvido na causa, não está? –A loira questionou com segundas intenções. Grace apenas confirmou com a cabeça, olhando algumas araras. –Eu sabia! Você tá caidinha pelo Masa-fofo. Que lindo!

-Eu gosto do Masaomi, ele é uma boa pessoa, e ter me aceitado depois das grosserias que eu fiz pra ele, quero investir nisso, mas antes preciso resolver os problemas com o Trey, e esse baile vai ser a oportunidade perfeita. –Grace disse decidida, quando seus olhos brilharam de animação. –Meninas, eu achei o vestido perfeito.

-Meus parabéns, ele é muito bonito mesmo, mas tem certeza sobre a cor? –Mikaela finalmente dissera algo, questionando Grace em querer um vestido quase branco.

-Certeza absoluta, esse vestido vai representar a transição da minha vida amorosa, onde eu enterro o Trey para sempre, e abro as portas para o Masaomi. Não vejo a hora que tudo isso acabe. –Grace disse ansiosa, pensando no Asahina mais velho. –“Ah Masaomi, queria tanto que você estivesse aqui...”.

-Ei Grace, você acha mesmo uma boa ideia levarmos a Mikaela junto? –Arya cochichou no ouvido da amiga, apreensiva. –Ela ainda está tão abatida, tão tristonha.

-E quem não estaria? Imagina você estar num relacionamento feliz e apaixonado, e de repente surge uma notícia catastrófica, que pode acabar com tudo? –Questionou a Arns mais velha, triste pela situação. –Mas o importante é que ela está conosco agora, e vamos fazer de tudo para que ela se sinta feliz, ok?

-Claro, não quero nem imaginar se algo assim acontecesse comigo. –A loira americana só de pensar na possibilidade, apesar de não estar muito feliz com o namoro, não queria ficar sozinha tão cedo.

Após muita relutância, Micaela aceitara o convite de ir ao parque com Yusuke. Já era noite e mesmo assim ainda se divertiam muito: andaram de roda gigante, montanha russa, jogaram tiro ao alvo, onde o ruivo ganhou um enorme ursinho de pelúcia para a rosada, que ficou muito feliz, apesar de não admitir. Com fome, eles foram até a praça de alimentação, optando por comer cachorro-quente, batata-frita e muito refrigerante, pra dar aquela sustância.

-E então Mica-chan, gostou do passeio? –Yusuke perguntou amistoso.

-Sim, estava muito divertido. –Micaela disse alegre, colocando pimenta em sua comida. –Você é um cara legal.

-Fico feliz que pense isso, quer dizer que temos uma trégua então? –Yusuke sorriu, limpando o rosto da rosada, que estava sujo de ketchup.

-Sim, mas com uma condição: que você não goste mais do gatinho do que de mim. –Micaela disse séria, encarando o ruivo.

-Não é que eu goste mais do gatinho, apenas gosto de vocês de maneiras diferentes. –Yusuke tentou controlar o nervosismo ao dizer tais palavras, mas foi praticamente impossível. Micaela corou.

-Eu também gosto de você, Yusuke Asahina. –Micaela disse desajeitada olhando para baixo.

Envergonhados, os dois deram as mãos e foram para a última parte do encontro: o show da banda favorita da estudante de arte. Quando começou a tocar a primeira música, o clima se tornou cada vez mais convidativo, fazendo os dois ficarem agarradinhos, sem esquecer o ursinho que a rosada ganhou.

-Já sabe que nome vai dar a ele? –Yusuke perguntou curiosos, fitando as orbes roxas de Micaela.

-Sei sim: Yuka. É uma forma que achei de misturar nossos nomes. Obrigada pelo presente, eu adorei mesmo. –Micaela sorriu espontânea, beijando o ruivo na bochecha, que quase engasgou de surpresa. Aproveitando o momento propício, Yusuke puxou Micaela para mais perto de si, beijando-a delicadamente, e para sua surpresa a garota não o rejeitou.

 

“Se o calor que sinto ao segurar suas mãos, acender o fogo do amor, ele nunca se apagará...

Veja, ele vai brilhar até que atinja os cantos do mundo esmaecido, tão brilhantemente....”



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