História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 9
Palavras 4.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Acerto de Contas


A contragosto Fuuto foi até a mansão Isabella, para conversar com Goo. Ele carregava um buquê de orquídeas e uma caixa de chocolates dinamarqueses, tudo cuidadosamente planejado por Masaomi, Ukyo e Kaname. Ele tocou a campainha três vezes, até que foi recebido por Micaela, que foi bem hostil com o artista.

-O que foi fedelho, veio pra apanhar mais um pouco? –A rosada perguntou debochada, recebendo um olhar fuzilante de Fuuto.

-E por acaso você é que vai me bater? Se toca pirralha, eu te derrubo com um só golpe. – Fuuto disse convencido. Micaela ensaiou alguns golpes de caratê, fazendo Fuuto se assustar e derrubar os presentes. –Olha o que você me fez fazer, garota idiota.

-Eu não tenho culpa se você é um tonto que não serve nem pra segurar nem a droga de um buquê de flores e uma caixa de chocolates. –Micaela disse irônica, cruzando os braços. –Enfim, o que você quer seu cantorzinho de quinta?

-A Goo tá em casa? –Fuuto perguntou normalmente.

-Eu não acredito nisso! Como você se atreve a vir procurar a Goo-tan depois de tudo o que fez. Tem mais é que apanhar de novo, seu desgraçado de merda! –Mizuki apareceu do nada, tendo que ser segurada por Akira e Momoko. –Uma pena que a Grace não te deixou com uma cicatriz na cara.

-Mizu, já chega com isso. –Akira disse calmamente, tentando amenizar os ânimos. –Momo, vá até o quarto da Goo e diga que o Fuuto está aqui. A decisão de vê-lo ou não cabe apenas a ela.

-Tudo bem. –A loirinha respondeu, encarando Fuuto com asco. Minutos depois ela retornou. –Pode subir, ela está te esperando.

-Obrigado. –Fuuto disse irritado, adentrando na casa.

-Mas não se esqueça: se fizer a Goozinha derramar uma única lágrima que seja, vamos te fazer implorar pra apanhar da Grace, e não haverá cirurgião no mundo de conserte o estrago que vamos fazer na cara. –Mizuki advertiu diabolicamente, fazendo Fuuto se arrepiar.

-Tchauzinho Fuuto. –As demais responderam em coro, mas com o mesmo olhar diabólico da azulada.

O penúltimo dos Asahina subiu as escadas lentamente, ele sabia muito bem dos que as garotas eram capazes, e tendo a proteção da família Arns não teriam dificuldades em se safar. A ideia o deixou em pânico, mas também serviu que ele começasse a pensar melhor no que fez a jovem fotógrafa. Ele bateu na porta e cerca de três minutos depois Goo abriu a porta. Fuuto se assustou com o que viu: a loira estava muito magra, pálida e abatida, apesar de estar bem arrumada e cheirosa. De repente ele sentiu uma tonelada sobre as costas.

-Oi Fuuto. –Goo disse sem jeito, de cabeça baixa, tentando evitar olhar para ele.

-Olá Goo, eu trouxe isso pra você. –Fuuto lhe entregou as flores e os chocolates. Goo aceitou educadamente.

-É muita gentileza da sua parte, não precisava ter se incomodado. –A loira disse educada, tentando manter a compostura. –O que você quer?

-Sei que deveria ter feito isso antes, mas me desculpe pelo o que eu fiz naquele dia. Eu fui um imbecil. –Fuuto disse embaraçado, pois se desculpar não era do feitio dele. –Espero que possamos recomeçar.

-Como é que é? –Goo disse alterada. –Acha mesmo que vir até com presentes e pedir desculpas vai apagar o terror que eu senti naquela noite? Você é um babaca egocêntrico que só pensa em si mesmo, sempre usando as pessoas para se dar bem. E não, eu não quero recomeçar nada com você, eu te odeio Fuuto Asahina, você é um lixo de pessoa, um moleque imaturo e inconsequente que acha que pode fazer o que bem entende, que não vai acontecer nada. A começar que esse é o pedido mais falso que eu já ouvi, você é um ótimo ator.

-M-mas eu... –Fuuto ficou sem reação, as palavras de Goo o atingiram de um jeito que ninguém poderia prever. Tudo bem que ele já tinha ouvido algo parecido dos irmãos, mas ouvir da boca da cingapuriana, e a raiva que ela carregava em suas palavras chocou o ídolo.

-Você não passa de um pobre coitado que as pessoas apenas aturam porque veem como uma fonte de dinheiro, seu mundinho é tão vazio e deprimente que é digno de pena. –Goo disse com desprezo. –Eu posso estar passando por período difícil, mas pelo menos eu sei que estou cercada de pessoas boas e que gostam e se importam comigo, já você não pode dizer o mesmo. É provável que nem os seus irmãos gostem de você, afinal, quem amaria uma criatura tão desprezível e repugnante?

-Sua garota atrevida, eu vou te fazer engolir cada palavra que me disse. –Fuuto disse furioso, segurando Goo pelo queixo. Seus rostos estavam muito próximos e suas respirações seguiam o mesmo ritmo. O clima de tensão no ar era demais, e o sentimento de ambos estava mais do que claro. –Eu vou te provar que eu posso alguém melhor, e você vai me amar.

-Espera sentado, seu ridículo. –Goo disse seria, seu olhar era desafiador, provocando Fuuto ainda mais. –Agora me largue, não quero mais respirar o mesmo que ar que você.

Fuuto saiu batendo pé da mansão Isabella, bufando de ódio. As meninas foram correndo acudir Goo, preocupadas, mas ao chegarem ao quarto da loira tiveram uma surpresa: ela estava sentada com as costas apoiadas na cama, tendo um ataque de risos. As meninas suspiraram aliviadas.

-Que alívio. –Akira suspirou.

-Mas claro, aquele panaca nem é louco de provocar a gente. –Mizuki disse convencida, batendo de leve com o taco de beisebol de leve na palma da mão.

-Concordo, mas eu adoraria fazer picadinho dele. –Momo disse maldosa.

-Credo, deve ser uma carne horrorosa. –Micaela da mesma forma.

-As bonitas vão ficar aí fofocando ou o quê? –Goo perguntou irônica.

-Ficamos em ver que você está melhor, ninguém aguentava mais aquela depressão toda. –Stelly apareceu por detrás das garotas, debochada como sempre.

-Eu sei, mas eu devo muito a Jess, nossa conversa foi muito animadora. –Goo suspirou, olhando para um urso de pelúcia com carinho.

-É mesmo, a Jess-senpai sempre sabe a palavra certa para alegrar alguém. –Akira sorriu.

-Verdade. –Momoko e Mizuki disseram em coro.

-Bom meninas, eu acho melhor irmos embora. Estamos todas atrasadas. –Micaela normalmente, olhando para o relógio. Todas assentiram e foram embora, exceto Stelly, que precisava conversar com Goo.

-E então Bunny-chan? Pela sua cara vejo que pretende aprontar alguma. –Goo riu olhando para a baixinha, que tinha uma expressão misteriosa.

-A minha irmã me pediu um favor e eu preciso fazer uma investigação. Posso contar com a sua ajuda? –Stelly pediu aos pulinhos.

-E como eu poderia recusar? Vocês sempre são tão legais comigo. –Goo disse gentil, abraçando Stelly. –Do que se trata?

-Eu não tenho muitos detalhes no momento, mas se as suspeitas da Grace se confirmaram, vamos ter uma revelação bombástica. –A Arns mais nova disse enigmática.

-Uau, fiquei mega curiosa. –Goo disse empolgada.

-Então se prepare Goozinha, e leve a sua câmera. –Stelly arrastou Goo para fora do quarto, que ria sem parar. Stelly ficou feliz com a cena, era bom ver Goo voltando ao normal.

Fumiko convidou Jess para ver alguns preparativos do casamento, pois já haviam decidido a data. Seria dentro de três meses, uma cerimônia íntima e discreta, na casa de campo da família Mori. Elas andavam tranquilamente pelas ruas quando se depararam com uma loja de vestidos de noiva. Empolgada, a estudante de medicina arrastou a esverdeada para dentro. Ao entrarem foram recebidas por uma vendedora muito simpática e elegante, que vestia um terninho preto e seu cabelo estava preso em um coque.

-Boa tarde meninas, em que posso ajuda-las? –Perguntou a vendedora.

-Boa tarde. –Fumiko e Jessica responderam em coro.

-A minha amiga aqui vai se casar, e está procurando um vestido de noiva. –Jess disse sorridente, apontando para Fumiko, que tremia de nervosismo.

-Oh, meus parabéns! Dentro de quanto tempo será o casamento? –Perguntou a vendedora com um sorriso gentil.

-Três meses. –Fumiko respondeu acanhada.

-Falta pouco tempo. –Disse a vendedora com sua casual simpatia. –Tem ideia de modelo? Quer o branco tradicional?

 -Bom, na verdade eu não pensei muito a respeito, mas eu quero algo simples e tradicional, sem muito brilho. –Fumiko disse timidamente. –E pode ser o branco tradicional.

-Hum, uma ótima escolha. Temos vários modelos aqui. –Disse a vendedora, fazendo sinal para que ela a seguisse. Fumiko e Jessica assentiram, indo atrás dela. A estudante de medicina se sentiu um pouco frustrada, pois não gostou de nenhum vestido que provou. Ela agradeceu e as duas saíram da loja, desanimadas.

-Puxa, acho que vai ser mais difícil do que eu imaginei. –Fumiko resmungou. –É a sétima loja que eu visito e nada de achar um vestido que me agrade.

-Calma, nós vamos achar. Talvez você devesse falar com a Grace. –Sugeriu Jess. –Parece que ela volta em poucos dias.

-Acho que você tem razão, só a Grace pra nos salvar em situações assim. –Fumiko suspirou esperançosa. –Ela faz falta, além da Mikaela e da Arya.

-É mesmo, e como será que a Mika está? Pobrezinha, não deve ser fácil lidar com uma situação dessas. –A esverdeada comentou um pouco triste.

-Ah, nem me fale. E eu ainda preciso ver a questão dos padrinhos. –Fumiko botou as mãos na cabeça, preocupada. –Pretendíamos colocar vocês onde e os irmãos do Louis de padrinhos, além do Wataru como pajem. O que vou fazer agora?

-Que tal uma troca? Eu vou acompanhada do Ukyo e a Mika faz par com o Kaname? –Sugeriu Jess, querendo se livrar da possibilidade de ficar ao lado do monge.

-Ótima ideia, que bom que eu posso contar com você. –Fumiko sorriu, abraçando Jess, que retribuiu.

Precisando acalmar os ânimos, Kaname, Masaomi e Ukyo resolveram tirar um dia de folga, e passando um tempo juntos, como há muito tempo não faziam. Eles resolveram ir para as montanhas, onde a família Asahina possui um elegante e charmoso chalé. Andaram por entre as árvores até encontrarem uma clareira, onde pararam e se sentaram um pouco.

-Devo admitir que respirar ar puro de vez em quando faz bem. –Ukyo se alongou, observando a paisagem. –Escuta Masaomi, você tem alguma notícia das garotas?

-Se está perguntando sobre notícias da Mikaela, a resposta é não. –Masaomi respondeu mal-humorado.

-Pela sua cara vejo que não tem notícias nem da adorável Grace. –Kaname comentou debochado, enquanto mexia no celular. –Parece que hoje elas vão a um baile, coisa muito chique.

-Como você sabe disso? – Masaomi e Ukyo perguntaram em coro, consumidos pela curiosidade.

-Digamos que a Grace tem me dado notícias de sua estadia em Nova Iorque, e se eu não errei na data elas têm um baile de gala muito importante hoje. –Kaname normalmente, mostrando aos irmãos uma foto das três garotas no Central Parque. –São meninas muito fofas, não são? O homem que conquista-las será o cara mais sortudo do mundo.

-Não começa, Kaname. –Ukyo disse irritado. –O resultado do DNA sai na semana que vem, e só de semana me dói o estômago.

-Mas Ukyo, você tem certeza que deve levar as coisas a esse extremo? Ser um pai presente e ajudar a Saori financeiramente não é o bastante? –Questionou Masaomi.

-Eu quero que essa criança tenha família, e estou disposto a sacrificar minha felicidade por isso. –O advogado disse sério, olhando uma foto de Mikaela em seu celular. –Mas eu amo tanto a Mikaela, que eu estaria até disposto até a propor que ela fosse minha amante, para continuarmos juntos.

-Ficou maluco? Como pode pensar que ela aceitaria? –Masaomi disse indignado. –Você é muito egoísta.

-E o que você faria, Masa-nii? –Kaname questionou irônico. –E se você corresse o risco de perder a garota que você ama para outro homem?

-Se você está falando da Grace, saiba que eu não vou permitir que você tente tira-la de mim. Dentro de alguns dias ela vai e eu vou me entender com ela. –Masaomi disse decidido, com os punhos cerrados.

-Isso é que nós vamos ver, pois eu acho que ela até mudou de ideia. –Kaname provocava Masaomi, parecia que queria ver o irmão chegar ao limite. –Chega a ser patético você achar que tem chance com ela.

-Ora seu, não se atreva! –Masaomi disse bravo, pronto pra pegar Kaname pelo pescoço. –Se acha que é tão bom assim, por que não tenta se reconciliar com a Jess? Patético é você quando está perto da sua ex, parece um adolescente inexperiente, dá vontade de rir.

-Seu cretino, não ouse tocar no nome dela, eu não quero saber nada daquela maldita que só me pisoteou. –Kaname da mesma forma. Os dois estavam tão alterados que Ukyo precisou intervir.

-Que irritante, vocês dois não sabem mais ficar um único dia sem discutir? –Ukyo perguntou irritado. –Todos nós temos problemas e devemos resolver logo, mas não violência. Vamos embora.

Kaname e Masaomi assentiram, seguindo o Ukyo. Eles não disseram nenhuma palavra até chegar ao chalé.

Momoko andava distraída pelas ruas a caminho de casa, ela pensava na proposta que ela e as amigas receberam dos produtores musicais, que nem percebeu que estava cantando. Ela estava quase chegando em casa quando trombou, fazendo uma careta quando percebeu de quem se tratava.

-Oh, é você. –A loirinha respondeu fingindo indiferença.

-Uau, será que estamos avançando? Pela primeira vez você não me chama de porco espinho amestrado. –Tsubaki comentou debochado, beliscando de leve a bochecha de Momoko. –Você fica linda quando está brava.

-Por favor, Tsubaki, hoje não. Eu não estou afim de discussões. –Momoko disse um pouco chateada. –Não me perturbe.

-Olha loirinha, você está muito estranha e eu não gosto disse sério. –Tsubaki disse sério, analisando cada movimento de Momo. –O que aconteceu?

-Não é nada, eu só estou cansada. Boa noite. –Momoko respondeu sem olhar para o platinado, que ficou muito intrigado.

-Ai Momoko... –Tsubaki murmurou para si mesmo, preocupado.

No fim de semana...

Depois de muita enrolação Akira finalmente sairia com Kotarou. Primeiro eles jantariam na creperia do tio do rapaz e depois sairiam para dançar. A primeira parte do encontro corria muito bem, os dois conversavam e riam bastante, se conhecendo melhor.

-Caramba, você é uma garota de bastante apetite. –Kotarou riu. –Pra onde vai tanta comida?

-Seu idiota, eu não gosto de passar fome, além disso, eu sou uma pessoa muito ocupada, então preciso de bastante energia pra ficar bem. –Akira disse brava. –Nunca ouviu falar do ditado: “Saco vazio não para em pé?”.

-Me desculpe, não foi minha intenção te ofender. –Kotarou respondeu gentil. Seu sorriso era modesto e cativante, e a camisa grafite que usava o deixava mais bonito ainda. –Na verdade eu acho incrível as garotas com apetite, que não obcecadas por dieta e tudo mais. Elas geralmente são superficiais e reclamam de tudo, você é diferente. Eu gosto disso.

-Kotarou, eu... –Akira estava sem palavras, os elogios de Kotarou a deixaram totalmente sem jeito. –Você é um rapaz muito especial, está sendo muito bom te conhecer melhor.

-Eu digo o mesmo. –Kotarou disse de forma galante. Seu olhar estava deixando a morena tão perturbada, seus lábios eram tão convidativos e ela estava prestes a cometer uma loucura, quando seu celular tocou. –Algum problema?

-Não é nada, apenas a Mizuki me dizendo que precisamos fazer mais torta de morango amanhã. –Akira normalmente, tentando disfarçar o calor na face.

-Essa torta de morango do café é bastante famosa, vou provar qualquer dia. –Kotarou disse animado, pois adorava doces.

-Claro, e eu prometo que te darei uma fatia bem generosa. –Akira sorriu, apertando as bochechas do estudante de educação física, que ficou acanhado.

-Acho que está ficando um pouco tarde, que tal irmos indo para a Hurt? – Kotarou sugeriu um pouco corado. Akira assentiu. –Vou pagar a conta, espere um pouco.

-Nada disso, eu não posso admitir que faça isso. Vamos dividir! –Akira disse indignada, mas em vão.

-Eu é que não posso admitir que você pagasse algo, se quer retribuir faça uns doces bem gostosos para mim. – Kotarou piscou para a morena de olhos violáceos, que não conseguiu ter outra reação que não fosse sorrir feito boba.

O casal seguiu para a tal boate, que já possuía um pouco de fila. Eles esperaram cerca de trinta minutos até conseguir entrar, para a felicidade de Akira. Lá dentro eles encontraram Zendaya e Hikaru, deixando ambos surpresos. Eles se aproximaram para cumprimentar o casal.

-Eu não acredito nisso, vocês são as últimas pessoas que eu esperava encontrar aqui. –Akira brincou, cumprimentando Zendaya e Hikaru. –Esse é o Kotarou, um amigo da universidade.

-Oi Akira, que bom encontrar um rosto conhecido. –Zendaya disse aliviada. –É um prazer conhece-lo, Kotarou.

-Olá pessoas. –Hikaru sendo Hikaru. –E cadê as duas malucas que estão sempre com você?

-Eu não sei, não nasci colada nelas. –Akira comentou debochada. –Vamos dançar?

-Nós vamos em seguida espera só eu terminar minha bebida. –Zendaya disse simpática. Akira assentiu e arrastou Kotarou pra pista de dança, que só sabia rir. –Você não sabe ser mais inconveniente, não?

-E queria que eu fizesse o que? Ela fez meu irmão de bobo e você espera que eu seja legal com ela? Nem pensar. –Hikaru disse sério, com os braços cruzados.

-Ai que fofinho, você defendendo os seus irmãos, aposto que depois disse vem um temporal. –A estudante de design apertou o rosto do ruivo, que fez careta. –Só eu pra te aturar mesmo.

-E é só o que eu preciso. –Hikaru tentou seduzir Zendaya, mas sem sucesso.

Na pista Akira dançava até o chão, sensualizando até o chão, provocando Kotarou até as últimas. O platinado de olhos heterocromicos estava se segurando para não agarrar a morena ali mesmo e cometer uma loucura, e a música de fundo não ajudava nem um pouco. Ela fazia com que Kotarou a agarrasse pela cintura e seguisse seus passos sensuais, o que ele fez prontamente, apesar de não ser bom dançarino.

-Akira, você quer me levar para o inferno, não é? – Kotarou perguntou ofegando, apertando a cintura da morena com força.

-Não, quero apenas te mostrar uma outra perspectiva de paraíso. –Akira riu provocativa, levando uma mordidinha no pescoço. –Que garotinho mau...

-A culpa é sua, garota levada. –Kotarou mordeu Akira novamente, que se divertia com a situação. (N/A: provavelmente ambos já beberam um pouco, e estão alegrinhos.).

 

Got me looking so crazy right now, your love's

Você está me deixando louca agora, seu amor

Got me looking so crazy right now (in love)

Está me deixando louca agora(apaixonada)

Got me looking so crazy right now, your touch

Me tem parecendo tão louca agora, seu toque

Got me looking so crazy right now (your touch)

Você está me deixando louca agora (seu toque)

Got me hoping you'll page me right now, your kiss

Me fez esperar que você me salve agora, seu beijo

Got me hoping you'll save me right now

Me fez esperar que você me salve agora

Looking so crazy in love's

Loucamente apaixonada

Got me looking, got me looking so crazy in love

Você me deixou, me deixou loucamente apaixonada...

 

-Droga, eu acabei me perdendo da Kiki. –Iori resmungou, procurando a loira entre a multidão. Ele olhava para frente concentrado quando de repente viu Akira dançando com Kotarou, cena que o deixou louco de ciúmes.

-Oh, finalmente te achei. –Kiki apareceu ao lado Iori, saltitante. –Me desculpe a demora, mas é que eu acabei encontrando uma amiga no bar e conversamos um pouco.

-Amiga? Aham, sei... –Iori disse desconfiado, mas em tom de deboche. –Mas eu não me importo, isso não passa de uma fachada.

-Ei cara, que ranço é esse? Por acaso viu alguma coisa que não gostou? –Kiki perguntou curiosa, mas assim que olhou para frente entendeu o mau humor de Iori. –Já entendi, mas que mundinho pequeno, não?

-Pequeno demais para o meu gosto. –Iori disse irritado. –O que ela quer com aquele cara?

-Talvez o mesmo que você. –Kiki disse enigmática. –Já parou para pensar que ela pode estar fazendo o mesmo jogo que você?

-Eu duvido, ela é uma devoradora de homens e ele deve ser o trouxa da vez. –Os olhos do cabelo de velhinho brilhavam de raiva. –E eu ainda me importo com essa safada, maldito dia em que eu cruzei com ela.

-Relaxa Iori, vamos beber um pouco. –Kiki disse rindo, arrastando o Asahina número dez para um sofá.

Akira continuava dançando animada, até que Kotarou saiu da pista, alegando que precisava ir ao banheiro, mas a morena não se importou. Aproveitando a situação, Iori correu atrás dela, a fim de tirar satisfação.

-Que diabos vocês faz aqui? E por que está apertando o meu braço? –Akira perguntou revoltada.

-Eu é que te pergunto. O que faz aqui com aquele cara? –Interrogou Iori. –Isso é forma de dançar?

-E o que você tem a ver com isso? Que eu saiba não te devo satisfações da minha vida. –Akira disse ofendida, virando a cara. –E você não deveria estar com a sua biscatinha loira?

-Isso não é da sua conta e você não respondeu minhas perguntas. Eu exijo respostas! –Iori disse um pouco alterado. –Você é bem complicada de entender, sabia?

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Iori tascou um beijo em Akira, que ficou sem reação. Eles se beijaram com vontade por cerca de noventa segundos, até que a morena o empurrou para longe.

-Eu não sou brinquedo, sai logo daqui. –Akira disse raivosa. –Você não pode me beijar sempre que tiver vontade.

-Mas é uma hipócrita mesmo, vivia me agarrando na rua quando tinha vontade, e agora tem a cara de pau de me falar isso? –Iori apertava o braço de Akira com força, quase a machucando. –Isso sem falar que fingiu que não me conhecia naquela festa, me fazendo de idiota. Olha aqui garota, eu não tenho paciência para os seus joguinhos, então melhor arrumar outro otário, porque esse aqui cansou.

Akira viu Iori desaparecer entre a multidão, sem dizer uma única palavra. Ficara tão chocada com o que ele disse que não sabia o que fazer, tanto que nem percebeu quando Kotarou retornou.

-Está tudo bem? –Kotarou perguntou preocupado, vendo Akira com o olhar vazio e distante.

-Ah, sim. Podemos ir embora? –Akira perguntou sem jeito. –Estou com dor nos pés e amanhã tenho que trabalhar.

-Claro, vamos indo. –Kotarou disse um pouco triste, pois queria passar mais tempo ao lado da morena.

Enquanto isso em Nova Iorque...

Arya tinha o olhar perdido no celular, desde que ela viajara com Grace, seu namorado falou com ela uma ou duas vezes. A loira estava ficando neurótica ao olhar todas as suas redes sociais, verificado se Lyle havia dado algum sinal de vida.

-Você está bem? Parece um pouco abatida. –Mikaela sentou ao lado de Arya, olhe oferecendo uma xicara de café.

-Amigas como você e a Grace não se encontram todos os dias. –Arya sorriu forçadamente. –Mesmo com o mundo caindo na sua cabeça, ainda consegue ser gentil e se preocupar. Você é um anjinho, Mika!

-Não é verdade, eu só fiz o que qualquer amiga faria, além disso, sempre nos apoiamos e isso deve continuar. –Mikaela sorriu um pouco melancólica. –A proposito, onde está a Grace?

-No quarto se arrumando, o cabeleireiro e maquiador chegaram cedo. –Arya normalmente, olhando para o vestido que usaria. –Logo deve ser a nossa vez.

-Provavelmente. –Mikaela suspirou. –Tomara que seja uma noite entediante.

-Creio que não, e talvez nem demoremos muito nesse baile, afinal, Grace só quer resolver seu problema de vez. –A loira acendeu um cigarro, olhando pela janela. Em seguida os profissionais saíram do quarto de Grace, chamando Arya e Mikaela, que assentiram.

Grace se olhava no espelho, estava linda, mas não se sentia assim. A imagem parecia refletir outra pessoa. A Arns suspirava com desânimo, olhando para o vestido que logo usaria. Ela se levantou e foi até a peça, analisando-a minuciosamente.

-Sabe vestido, você representa um período de transição muito importante na minha vida. Essa noite eu vou enterrar um fantasma de uma vez por todas, chega de viver atormentada pela dor que o Trey me causou. –Grace disse decidida. –Me espere Masaomi, falta pouco para eu voltar.

-Essa é a Grace Arns que eu conheço. –Arya disse orgulhosa, fitando a amiga. –Você está linda, digna da realeza.

-E você parece a dona Florinda, com esses rolos na cabeça. –Grace comentou rindo. –O que está fazendo aqui?

-Estão maquiando a Mika, tenho que esperar a minha vez. Acredita que o cabeleireiro cismou que quer alongar o meu cabelo? –Arya comentou indignada, como se tivesse sido ofendida.

-Não vejo problema algum nisso, você vai ficar mais linda do que já é. –Grace se divertia em ver como a loira se irritava com isso. –Vamos Arynha, é só por uma noite.

-Tá bom sua mala. –Arya disse derrotada, levantando as mãos para cima. –Se ficar ridículo, eu te mato!

-Certo, acho que está na sua vez, estou ouvindo o Franz e o Laurent te chamar. –Grace apontou para a sala, e Arya retornou para o cômodo.

Na suíte presidencial de um luxuoso hotel um jovem rei olhava impaciente para o relógio, batendo os pés no piso de madeira sem parar. Ele bebia uma dose de uísque com gelo, observando uma caixinha de veludo que estava em cima de uma mesinha de carvalho, localizada no centro da gigantesca sala.

-Com licença vossa majestade, o senhor está pronto? –Perguntou educadamente um criado.

-Estou sim, podemos ir. –O monarca disse polidamente, colocando a caixinha no bolso.

-Espere só mais um pouco, alteza. O carro ainda não chegou. –O criado disse um pouco sem jeito.

-Tudo bem Julian, eu vou aguardar no bar do hotel, fica no térreo mesmo. –O jovem rei disse indiferente, entrando no elevador. Já no bar do hotel ele pediu mais uma dose de uísque, retirando a caixinha do bolso e a abrindo, olhando-a com cautela e ansiedade. –Grace...

 



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