História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Brothers Conflict
Exibições 9
Palavras 3.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Preparativos


No pátio da Maison Isabella Micaela, Yusuke e Wataru brincavam animados com Gatinho e Brownie, que andava um pouco tristinha por causa da ausência de Grace. A rosada tentava de tudo para animar a pequena daschund, mas em vão. O ruivo então teve a ideia de pegar a cachorrinha no colo e examina-la minuciosamente, desconfiando de algo.

-Ela está doente? –Micaela perguntou preocupada.

-Talvez, mas é melhor levarmos ao veterinário para ter certeza. –Yusuke respondeu pensativo.

-Melhor falarmos com a senhorita Stelly, já que a Brownie é da irmã dela. –Micaela disse impaciente, pegando a cachorrinha no colo e entregando para a Arns mais nova. Minutos depois ela retornou para onde Yusuke e Wataru estavam.

-E então? –Yusuke perguntou preocupado.

-Já foram para o veterinário. –Micaela apreensiva. –Tomara que não seja nada grave, a senhorita Grace me mataria se algo acontecesse com Brownie.

-Ei maninho, a Brownie chan vai morrer? –Wataru perguntou choroso.

-Claro que não, ela ficar bem. –O ruivo respondeu gentil, acariciando os cabelos rosados do caçula dos Asahina. –Logo ela está de volta implicando com o Ikki e mordendo o rabo do gatinho. (Risos) E por falar nisso... Cadê o Ikki?

-Saiu para passear com a Goo e a Momoko. –A rosa comentou distraída.

-Entendi. –Yusuke suspirou, puxando Micaela para si. –Não fique assim, não é sua culpa Brownie estar doente, é provável que ela só esteja deprimida.

-Você acha? –Micaela preocupada.

-Claro, isso é bem comum, pode acontecer até com o gatinho. –O ruivo acariciava os cabelos rosados da estudante de artes, que acabou adormecendo.

Jessica voltava para casa tranquilamente após fazer algumas compras tomar café com Zendaya, que apesar de ser um pouco tímida e ter certa dificuldade em falar com outras garotas, estava sendo uma boa amiga para a quase psicóloga. Ela estava no portão da mansão Isabella quando sentiu alguém no seu traseiro com força, fazendo-a jogar as sacolas pra cima de susto. Ela virou-se pronta para socar o responsável, quando foi prensada contra a parede, sem chance de mexer.

-Sempre tão dócil quando sente o meu toque, você é muito fofa. –Kaname bufou no ouvido de Jess, deixando-a quase louca.

-Por que você me odeia tanto hein? Eu te fiz tanto mal assim no passado? –A esverdeada perguntou quase chorando. –Eu devo ter sido uma pessoa muito má em minha encarnação anterior.

-Você me deixou, sumiu sem dar um motivo sequer. Pela primeira vez na minha vida eu me sentia vivo de verdade, meu coração estava feliz, completo. –Kaname tinha raiva no olhar, junto com mágoa e tristeza. –Eu queria me casar com você, formar família e tudo mais, e você me largou igual um cão vira-lata, me trocando por um empresário rico.

-De você tirou um absurdo desses? –Jess perguntou indignada. –Você me enganava com várias mulheres e ainda vem colocar a culpa em mim? É muita cara de pau mesmo.

-O que? Como assim? Eu nunca te enganei com ninguém. –O loiro protestou.

-Não seja hipócrita, eu lembro muito bem do que eu vi, seu cafajeste. –A garota respondeu entredentes. –Tenho nojo de lembrar que um dia eu te amei.

Assim que teve oportunidade Jess saiu correndo, entrando na mansão Isabella. Pela primeira vez Kaname se perguntou se havia acontecido algo que ele não sabia, e estava decidido a descobrir.

Diferente de Momoko e Akira, até que a vida sentimental de Mizuki estava indo bem. Apesar de Azusa ser meio lento, ela gostava muito dos momentos que passavam juntos, mas esperava que ele tomasse a iniciativa e se confessasse para ela. Tentando se distrair um pouco, a azulada resolveu sair um pouco para praticar beisebol, sem imaginar que era espionada.

-Você é muito chato, sabia? –Tsubaki comentou entediado.

-Você está aqui porque quer, eu não te obriguei a me acompanhar. –Azusa comentou aborrecido. Ele suspirava vendo a azulada acertar a bola  correr pela base, achava muito fofo a maneira que Mizuki corria.

-Por que não se confessa de uma vez pra ela? -Questionou o gêmeo de cabelos platinados.

-Nós estamos nos dando tão bem, não quero estragar isso. –Azusa respondeu receoso.

-Tá na cara que ela gosta de você, deixa de ser lerdo. –Brincou Tsubaki.

-Olha quem falando: morre de amores pela Momoko e não tem coragem de admitir. Que irritante! –Suspirou Azusa.

-Pare de falar bobagens, e vamos que já está na hora de gravar. –Tsubaki respondeu bravo, arrastando o irmão para fora dali, mas antes Azusa deu mais uma olhadinha para Mizuki. Ah esses dois...

Stelly estava retornando do veterinário com Brownie quando encontrou Subaru a esperando no quintal da mansão. Ele estava acompanhado de Iori, que estava com um semblante bastante triste.

-Fofuchinho, por que não me contou que estava aqui? Deveria ter me ligado. –A Arns mais nova apertou a bochecha do jogador de basquete, que corou. Iori riu da situação. –Oi Iori.

-Oi Stelly. –Iori respondeu gentil.

-Me desculpe, é que eu não quis te incomodar. –Subaru respondeu tímido. –Yusuke me contou que você levou a cachorrinha da sua irmã no veterinário. Algum problema com ela?

-Nada de mais, ela só está um pouco deprimida pela ausência da Grace, mas logo isso vai passar. –A Arns mais nova acariciava a pequena daschund com ternura, que dormia profundamente.

-Fico feliz por ela. –Iori era sempre tão educado e amável. –Vou deixar vocês dois a sós, nos vemos depois.

-Tchau Iori! –Stelly e Subaru responderam em coro.

-Sabe amorzinho? Eu estava pensando que a gente deveria ajudar o Iori e a Akira a se entender. –Stelly comentou pensativa.

-Não sei não, acho melhor não nos metermos nisso. Eles são bem grandinhos para resolverem seus problemas sozinhos. –Subaru sério.

-Ah benzinho, os dois estão tão tristinhos, eles precisam de ajuda. –Stelly fez bico. –Esses dois são muito cabeça dura, e se não dermos um empurrãozinho, vão ficar do jeito que estão e só vão se magoar mais.

-Tá bom minha linda, o que você sugere? –O jogador se rendeu, era impossível parar Stelly quando colocava uma ideia na cabeça.

-Deixa comigo, eu vou traçar o plano perfeito. –A baixinha sorriu enigmática. –Mas agora eu quero curtir a companhia do meu namorado bonitão.

-Acho uma ótima ideia. –Subaru agarrou Stelly, beijando-a com vontade.

Com a proximidade do casamento, Louis e Fumiko estavam  se reunindo com a cerimonialista, que estava deixando o casal pela quantidade de detalhes. Fumiko estava a beira de um ataque de nervos, mas o cabeleireiro se mantinha calmo e alegre, se divertindo com toda a situação.

-Não entendo como você consegue se manter tão, olha a quantidade de coisas que temos para resolver em tão pouco tempo! –Fumiko disse enlouquecida. A estudante de medicina não parava de falar sobre como temia que a festa e cerimonia fossem um desastre. –E o pior de tudo é que eu ainda não achei um vestido de noiva, vou surtar!

-Calma meu bem, todo esse estresse vai te fazer mal. – Louis respondeu gentil. –Nosso casamento é pra ser um acontecimento alegre, tranquilo. Se estressar não vai adiantar de nada.

-Você fala isso porque já comprou seu terno. –A estudante de medicina respondeu aos berros. –Até as madrinhas tem vestido e eu não!

-Acalme-se senhorita Mori, seu noivo tem razão. –Disse a cerimonialista. –Eu já entrei em contato com algumas lojas e amanhã estarão enviando modelos para você experimentar, tenho certeza que achará um do seu agrado.

-Eu duvido. –Resmungou a azulada. –Eu vou ser a única noiva da história que vai se casar sem um vestido de noiva.

-Isso não é verdade, você vai encontrar um vestido até lá, pode confiar em mim. –Louis disse amavelmente, entregando-lhe uma xícara de chá de camomila. O pobrezinho estava tendo muita paciência com sua noiva estressada.

Momoko e Akira estavam trabalhando no café, uma com a cara pior que a outra. Quem as olhava diriam que estavam cara de enterro, elas passavam o dia suspirando e resmungando, com os olhares tristes vazios.

-Akira... –Começou a loira.

-O que foi Momo? –Perguntou Akira.

-Nós somos duas idiotas, né? –Momo estava tão perdida em seus pensamentos que nem percebeu a xicara de café transbordar. –Droga!

-Você é muito tonta mesmo, presta atenção no que está fazendo! –Repreendeu a morena. –Mas por que somos duas idiotas?

-Estamos aqui, sofrendo por aqueles dois pamonhas, enquanto têm aqueles dois produtores bonitões dando sopa. Somos duas idiotas mesmo! –Resmungou a loira.

-É você tem razão. Acho que nós somos dois casos perdidos. –Resmungou Akira. –E eu sou pior ainda por arrastar o Kotarou para o meu abismo.

-Mas por que você não tenta investir em uma relação séria com ele? –Questionou Momoko. –O Kota-kun é um cara tão legal.

-Eu sei, eu sei de tudo isso e mais um pouco. O Kotarou seria o namorado perfeito pra mim, se eu não amasse tanto o Iori. Eu amo tanto aquele cabelo de velhinho que até dói. –Algumas lágrimas escorreram dos olhos violáceos de Akira, que fungou.

-Mas a culpa é toda sua. O que você na festa de aniversário foi horrível, coitado do garoto. –Momoko disse séria. –O mínimo que você deveria fazer é se desculpar com ele e dizer o que sente, tenho certeza que se ele sentir o mesmo vai ter perdoar.

-Uau! –A morena disse surpresa.

-O que foi? –Momoko ficou confusa.

-O que você falou agora, foi tão maduro. Nem parece você falando. –Akira respondeu debochada. –Mizuki não acreditaria se eu contasse.

-Sua palhaça! Eu sei falar coisas sérias de vez em quando. –Momoko defendeu-se. –Mas você deveria pensar no que eu falei.

-Cala a boca e vamos voltar ao trabalho. –Akira disse séria, mas estava louca pra rir. –E limpa essa bagunça!

Jess e Zendaya tomavam milk-shake na cozinha da mansão. A estudante de psicologia contava para a estudante de design sobre seu último encontro com o monge, aos prantos. Zendaya se sentia muito mal por Jess, mas não sabia o que fazer ou o que dizer para ajudar.

-Maldita hora em que eu resolvi vir morar aqui, eu sabia que não iria dar certo. Aquele cara quer destruir a minha vida. –Jess disse soluçando. –E o pior de tudo é que eu não consigo esquecê-lo, por mais que eu tente aquele cretino não sai do meu coração. Que raiva!

-Acalme-se amiga, ficar estressada desse jeito não vai te ajudar em nada. –Zendaya disse calmamente, mordiscando um biscoito. –Você precisa ser forte e encarar esse loiro safado de frente, eu acho que está mais do que na hora de vocês terem a conversa que não tiveram anos atrás.

-Não, você está louca! Eu não quero ter mais nada a ver com aquele desgraçado cretino, e não quero ouvir mais nenhuma palavra daquela boca imunda. –A esverdeada respondeu soluçando.

-Então vem aqui, eu já sei do que você precisa. –Zendaya pegou Jess pelas mãos, ambas pegaram suas bolsas e entraram no carro da morena.

-O que está fazendo? Para onde estamos indo? –Jess perguntou assustada.

-Tomar o porre que você deveria ter tomado há alguns anos atrás. –Zendaya normalmente. -Uma pena que a Grace, Arya e Mikaela não estejam por perto, elas seriam perfeitas pra nos acompanhar. Mas eu já sei que se juntar a nós.

-Você ficou maluca? Eu nem sou de beber, ainda mais essa hora. –A esverdeada protestou. –E a Zendaya que eu conheço jamais diria algo assim, isso deve ser tudo culpa do Hikaru, aquele desmiolado.

-Isso aí! Vou chamar o ruivão pra beber com a gente também! –Zeny disse animada. Chegando ao bar Momoko, Akira e Goo já estavam esperando, e cerca de trinta minutos depois chegou Hikaru, que estava acompanhado de Fuuto.

-O que esse imbecil tá fazendo aqui? –Momoko cochichou para Akira e Goo.

-Sei lá. –Akira deu de ombros.

-Não importa, vai ser muito divertido. –O olhar de Goo era diabólico. –Esse pivete vai me pagar com juros todo o sofrimento que me causou.

Em um bairro obscuro da cidade, Saori se encontrava com um homem misterioso. Eles estavam em um bar cheio de pessoas de caráter duvidoso e mulheres vulgares fedendo a perfume barato.

-E então Saorinha, como vão as coisas com o Ukyo?  -Perguntou o homem.

-Melhor impossível! O pateta caiu direitinho na minha conversa, e muito em breve vamos nos casar. –A mulher ria de Ukyo, que nem imaginava que estava sendo enganado.

-Pobre homem, cair na lábia de uma mulher tão baixa como você. –O homem riu vulgarmente, levando uma bofetada de Saori.

-Olha como fala comigo, seu otário. Já pensou se a sua namoradinha descobre os seus segredinhos? –Saori disse em tom ameaçador.

-Tanto faz, ela é só passatempo, mas já está me cansando. Acho que vou dar um sumiço nela. –O homem respondeu friamente.

-E depois quer falar que eu sou baixa. –Saori respondeu irônica. –Você é desprezível.

-Por isso que estamos juntos nessa. –O homem riu acidamente. –Um brinde a nós, que somos farinhas do mesmo saco.

Os dois comparsas continuaram tramando seus planos ardilosos, sem imaginar que estavam sendo espionados, e muito em breve suas farsas viriam á tona de maneira vergonhosa.

Natsume aproveitou o tempo livre e foi se encontrar com Masaomi e Ukyo, pois eram sempre aos dois mais velhos que o ruivo recorria quando precisava de conselhos. Eles caminhavam por entre um caminho de cerejeiras que havia em uma praça perto da Sunrise Residence. Eles se sentaram em um banco perto de um carrinho de doces, onde eles compraram pipoca, algodão doce, churros e refrigerante, como faziam na infância.

-Faz tanto que eu não venho aqui, tinha esquecido como era bom. –Masaomi suspirou nostálgico. –Quero trazer a Grace aqui quando ela voltar de Nova Iorque.

-Você se amarrou mesmo nessa garota. –Ukyo respondeu emburrado.

-Tanto quanto você se amarrou na Mikaela. –Masaomi retrucou.

-Nem me fale naquela miserável, estou com muita raiva dela. –Ukyo revirou os olhos azuis, enchendo a boca de pipoca. –Só de lembrar aquela garota me dói o estômago.

-O estomago ou o coração? –Natsume questionou debochado. –O que foi, eu falei alguma mentira? Eu sei muito bem que você só fala essas coisas da boca pra fora, Kyo-nii. A Mikaela não é nenhuma ingrata, ela tem todo o direito de afastar de você nessa situação. É muita baixaria da sua parte querer que ela se torne sua amante depois de tudo o que aconteceu. Como pode querer como amante a garota que você queria tomar como esposa? Que desagradável.

-Eu concordo plenamente com Natsume. –Masaomi sério. –Essa sua ideia de criar um filho é tão antiquada. Eu jamais abandonaria a mulher que eu amo se descobrisse que sou pai, é perfeitamente possível conciliar os dois. Você é tão cabeça dura.

-Vocês dois não podem mudar o disco? –Ukyo perguntou irritado, arrancando os churros da mão de Natsume, que protestou. –A minha decisão já está tomada, eu vou criar a minha filha ao lado da Saori e ponto final. Foi a escolha que eu fiz, e é assim que vai ser, vocês gostem ou não. A proposito, eu e a Saori nos casaremos no fim do mês.

Ukyo saiu soltando fogo pelas ventas, deixando Masaomi e Natsume apreensivos, principalmente o pediatra.

-Você acha que ele vai ficar bem? –Indagou o ruivo.

-Não faço a mínima ideia, mas espero que sim. –Masaomi suspirou preocupado. –Mas ele precisa de nós mais que nunca. Você sabia que ele tem bebido todos os dias?

-O Azusa e o Subaru comentaram alguma coisa comigo. –Natsume normalmente. –Pobre Kyo-nii, não merecia passar por isso. Maldita hora em que hora Saori apareceu na vida dele. E por falar nisso, você já viu a criança, se parece com ele?

-Vi sim, e não tem nada a ver com ele. –Masaomi indiferente. –Vamos deixar isso de lado por enquanto e me fale de você. O que queria conversar?

-Sabe aquela loira que mora na mansão Isabella, a Arya? –Masaomi concordou com Natsume, que prosseguiu. –Pois então, eu não consigo parar de pensar nela, eu acho que ela é perfeita pra mim.

-Acho que eu tenho boas notícias pra você: parece que o namoro dela não vai muito bem, talvez quando ela voltar de viagem seja o momento ideal para você se aproximar dela, como um bom amigo, e depois... –Masaomi comentou malicioso.

-Você anda bem saidinho, hein? Essa senhorita Arns está te fazendo muito bem, pelo visto. –Natsume comentou surpreso. –Como vão as coisas entre vocês?

-Não temos conversado muito, ela parece meio distante, disse que está com muito trabalho, mas sempre que pode me manda fotos. Hoje elas vão a um baile, Grace prometeu me mandar fotos delas depois. Ela disse que usaria um vestido branco. –O médico tentava imaginar a Arns mais velha produzida, mas ele achava que ela ficava linda de qualquer jeito.

-Parece que essas garotas da mansão Isabella são uma espécie de bruxas, enfeitiçaram a todas nós. –Natsume riu, pensando na loira.

-Parece mesmo. –Masaomi da mesma forma.

Enquanto isso em Nova Iorque...

Grace, Arya e Mikaela entravam no carro que as levariam ao baile. A escritora não disse uma palavra sequer, apenas olhando o movimento das ruas pela janela. Arya e Mikaela estavam preocupadas com ela.

-Grace, tem certeza que está bem? –Arya perguntou zelosa.

-Tenho sim, só quero que essa noite termine logo, para eu nunca mais encontrar aquela gente de novo. –A Arns mais velha respondeu nervosa.

-Relaxa amiga, vai dar tudo certo. E não se esqueça de que você não está sozinha, qualquer coisa é só nos chamar. –Mikaela respondeu gentil.

-Obrigada meninas, não sei o que faria sem vocês. –Grace disse emocionada. –Vocês são como irmãs para mim, que bom estarmos juntas novamente.

-Eu concordo, vocês tem sido meu maior apoio desde que Ukyo me deixou, causando toda aquela confusão. –A estudante de biologia sorriu, segurando as mãos de Grace e Arya.

-E eu não poderia ter dito nada diferente. –Arya não gostava de ser sentimentalista, mas mediante as circunstancias não tinha como agir de outra forma, e as duas amigas sempre despertavam seu lado mais sensível.

O MET estava superlotado. Pessoas da realeza de todo o mundo estavam presentes no baile, inclusive o próprio presidente dos Estados Unidos. Arya e Mikaela olhavam para tudo deslumbradas, enquanto Grace permanecia indiferente. A Arns mais velha andava alheia por entre os convidados, rezando para que não encontrasse Trey tão cedo. Arya e Mikaela olhavam embasbacadas para a quantidade de celebridades que havia na festa.

- Escuta Mika, será que a sua tia está por aqui? –Arya indagou curiosa.

-É possível que sim, e talvez a mãe dos Asahina também esteja, já que ela é uma estilista muito famosa. –Mikaela normalmente. –Além de ser muito amiga da tia Haru.

-Miwa Asahina é amiga da sua tia? –Arya incrédula.

-Sim, por causa do trabalho. –Mikaela respondeu sem interesse. –Eu sabia que ela tinha muitos filhos, mas nunca imaginei que fossem os rapazes da Sunrise Residence.

-Que mundinho pequeno. –Arya surpresa.

As duas amigas continuaram conversando aleatoriamente quando alguém falou ao microfone, pedindo a atenção. A pessoa avisou que o anfitrião da festa faria um discurso, e elas ficaram chocadas quando descobriram que Trey era o novo rei. Ambas varreram o salão atrás de Grace com os olhos, mas não encontraram.

-E agora? Onde será que ela se meteu? –Arya preocupada.

-Não sei, e se ela foi embora? –Mikaela da mesma forma.

-Grace não é da mesma forma, provavelmente ela deve estar em algum lugar mais sossegado, tomando fôlego para conversar com ele. –Arya séria.

-Acho que você tem razão. Mais tarde ligamos pra Grace, para ver onde ela está. –Mikaela normalmente, pegando mais uma taça de espumante.

-De acordo. –Arya respondeu rápido, mexendo no celular. –E pega leve na bebida, porque eu não vou levar ninguém bêbada pra casa.

No terraço do museu Grace estava sozinha, olhando para o céu estrelado. Ela estava uma pilha de nervos, em pânico só de pensar que Trey a encontraria a qualquer momento. Ela pegou o celular e começou a sorrir, olhando as fotos da festa surpresa de Akira e Goo, relembrando do beijo que trocou com Masaomi.

-Cheguei a ter minhas duvidas se você viria ou não. –Grace sentiu um arrepio ao ouvir aquela voz, não se esqueceria dela nem em um milhão de anos. –Você está mais bonita que eu poderia imaginar, estou feliz em te ver.

-Me poupe dessa sua hipocrisia, Trey. –Grace respondeu acidamente. –O que você quer comigo depois de tanto tempo?

-Quero conversar com você, há muitas coisas mal resolvidas do passado que temos que acertar. –Trey fitava os olhos de Grace intensamente, deixando-a muito incomodada.

-Não temos mais nada para resolver, e até onde eu sei, você é um homem casado. –Grace indiferente. –Sua esposa vai se incomodar se você ficar tempo demais aqui.

-Atualizando as notícias pra você, eu sou um homem viúvo. Hazel foi assassinada há seis meses por um de seus amantes. –Trey chocou a morena com a notícia, mas fingiu não se importar.

-Solteiro, casado, viúvo ou divorciado, não me interessa nada que venha de você. Me deixa em paz, principezinho. –Grace estava pronta pra ir embora quando ele a segurou pelo braço, encarando bem próximo. –Eu quero ir embora, não tenho mais nada para fazer aqui.

-Você vai deixar de ser teimosa e me escutar. –Trey disse irritado. –Em primeiro lugar, eu sou rei agora. Em segundo lugar, eu nunca me perdoei por ter te deixado ir daquela forma, cada dia longe de ti foi muito doloroso, e eu não quero passar por isso nunca mais.

-É tarde demais para nós dois, Trey. Eu superei você. –Grace sorriu vitoriosa. –Eu segui em frente e lamento dizer, mas você me perdeu para sempre.

-Espere Grace, tem uma coisa que eu quero te perguntar...



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