História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 10
Palavras 3.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Que comecem as tretas (Parte I)


-Senhorita Arns, o que faz por aqui? –Indagou o homem, enquanto ajudava a garota a se levantar.

-Er... Eu moro aqui, essa é a minha casa. –Grace respondeu sem jeito, apontando para casa à sua direita.

-Oh, entendo. Faz pouco tempo que se mudaram? É que eu nunca te vi por aqui. –Perguntou o homem. Grace não acreditava naquela incrível coincidência. –Como vai a sua irmã? –Indagou, tentando puxar assunto.

-Faz dois meses que nos mudamos. Stelly está lá dentro, terminando de se arrumar para ir para a faculdade. Aproveitei o tempo livre para levar a Brownie para passear, mas ela é um pouquinho rebelde. – Grace riu timidamente, olhando para sua cachorrinha, que fazia cara feia para o homem que conversava com sua dona. –Como estão os noivos, eles já deram notícias?

-Eles visitaram a Itália, França e Alemanha em sua lua de mel, retornaram ontem. É provável que eles venham nos visitar durante a semana, Ema adoraria te conhecer senhorita Arns, a garota que pegou o buquê. – Disse o homem, que fitava a face levemente corada de Grace.

-Eu também adoraria conhece-la, seria um prazer, mas, por favor, me chame apenas de Grace, senhor Asahina. – A morena sorriu um pouco tensa.

-De acordo, mas você também deve me chamar apenas por Masaomi, ainda sou jovem para ser chamado de “senhor”. – O médico respondeu com um sorriso meigo e sedutor. Grace tentava disfarçar o interesse, mas era mais do que óbvio que não parara de pensar nele desde que dançaram no casamento.

Num momento de nervosismo e distração, Grace derruba seu ipod, Masaomi o pegou rapidamente, e acidentalmente ouviu a música que tocava. A garota ficou um tomate de envergonhada.

-Se bem me lembro, essa é a música que dançamos na festa, não é? – O médico sorriu animado, se lembrando daquele momento, Grace riu toscamente de nervosismo. Ela não sabia o que responder, até que sua irmã aparece correndo.

-Está tudo bem maninha? Ouvi gritos. –Stelly perguntou preocupada, sem reparar que sua irmã estava acompanhada. –Oh, me desculpe, não vi que estava acompanhada. Olá senhor Asahina, não me diga que é nosso vizinho? –Stelly deu uma risadinha travessa, o que deixou Masaomi desconcertado. Grace lhe deu um beliscão. –Ai!

-Parece que sim. É bom ver vocês de novo. –Masaomi observava Grace, que segurava um dos braços, de cabeça baixa. Stelly se divertia com a situação, e decidiu emendar uma conversa descontraída, que parece não dar muito certo, mas Grace assente. Eles começaram a conversar sobre um assunto qualquer, quando atrás de Masaomi aparecem Ukyo, Kaname e Hikaru. As irmãs Arns se olharam surpresas.

-Bom dia senhoritas, sou Ukyo Asahina e é um prazer conhece-las. –O homem loiro de olhos azuis as cumprimenta.

-Bom dia, sou Stelly Arns e essa é minha irmã Grace. –A mais nova responde animada.

-É um prazer conhece-las. –Ukyo dá um aperto de mão leve em cada uma.

-Como os deuses são generosos, me presenteando com tão bela visão logo de manhã. –Kaname beija a mão de cada uma, em seguida abraçando Grace pela cintura. A morena fica sem reação e quase engasga.

-Ora seu pervertido, solte a minha irmã agora! –Stelly se gruda nas vestes do monge, deixando-o apenas de cuecas no meio da rua. Todos ficam mortos de vergonha, menos Hikaru, que ri histericamente.

-Que ironia, “irmãozinho”. Agora a pouco você estava agradecendo aos deuses, mas me parece que eles resolveram te castigar pelas suas perversões. –Hikaru olhava o monge com maldade, que ficou irritado.

-Perdoem o meu irmão senhoritas, ele é um tarado sem conserto. Vamos Kaname, você já envergonhou nossas vizinhas o suficiente por hoje. –Ukyo saiu arrastando o loiro mais novo pelas orelhas, os demais riram da situação.

-Sejam bem-vindas senhoritas, tenho certeza que vão gostar daqui, até mais. –O ruivo se despediu, dando uma piscadinha.

-Maninha, vou terminar de me arrumar e levar a Brownie pra dentro. Você pode me dar uma carona hoje? –Stelly perguntou a mais velha, que apenas concordou com a cabeça. Ela estava se virando quando viu o rapaz de cabelos azuis novamente. Quase caiu de susto.

-Você está bem? Parece que viu um fantasma. –Indagou Grace.

-Sim, não é nada. Depois falamos. –A mais nova respondeu, correndo para dentro de casa.

-Me desculpe por toda essa confusão, meu irmão é um problema às vezes. –Masaomi se desculpou envergonhado.

-Eu é que peço desculpas, pois foi a minha irmã que deixou o seu irmão quase pelado. Sinto muito pelos transtornos, e espero que tenha um bom dia. Tchau. –Grace se despediu, virando-se distraidamente, sem perceber que o médico colocara um bilhete dentro de seu casaco.

-Até logo. –Masaomi disse baixinho, vendo Grace entrar em sua casa.

No caminho para a faculdade, Grace dava uma bronca em Stelly, que apenas ria.

-O que você tem na cabeça, hein sua irresponsável? Mal nos mudamos e você me apronta uma dessas. Imagina se papai ficar sabendo que você deixou um vizinho pelado no meio da rua? –Grace berrava com a mais nova dentro do carro.

-Ah, qual é? Aquele tarado teve apenas o que merecia, e não disfarça que você até gostou de admirar aquele corpo saradão. –Stelly respondeu maliciosamente. –E, além disso, eu não o deixei pelado, ele estava de cuecas, e era uma boxer preta ainda, ai mio cuore. – A Arns mais nova revirou os olhos com malícia.

-O que é isso Stelly? Para uma garota que diz que não pensa em garotos, você anda muito pervertida ultimamente, se continuar assim vai trabalhar no meu lugar.  –A mais velha sorriu, fazendo a caçula cair na gargalhada. – Bem, está entregue. Você volta de trem hoje, e não se esqueça de colar os cartazes. Boa aula! –Grace se despediu, enquanto Stelly saiu rapidamente do carro.

-Tá bom, sua rabugenta! E você deveria “traçar” o monge e o médico gostosão, seu cabelo e sua agradeceriam. –Stelly saiu correndo do carro, sem antes se virar e mostrar a língua para a irmã. Grace revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente, em resposta ao comentário pervertido da irmã.

Enquanto isso na Sunrise Residence...

-Quer dizer então que temos duas novas e belas vizinhas, e a primeira impressão que nosso “adorável” irmão passa é ficar praticamente pelado na frente delas? Muito bem Kaname, só faltou pendurar uma melancia no pescoço. –Azusa comentou irritado.

-Não consigo acreditar que perdi isso, teria motivos de sobra para atazanar o Kana-nii para o resto da vida. – Tsubaki ria, enquanto o monge afundou seu rosto entre as mãos.

-E alguém pode explicar como aconteceu isso? –Indagou Iori.

-Ah, o de sempre: Kaname bancou o tarado, só que em vez em de namorado furioso, foi a irmã da senhorita Arns que o atacou, mas no meio do caminho  ela tropeçou e puxou o obi dele por acidente, e o resto vocês já viram nas fotos. – Hikaru respondeu com um sorriso cínico.

-Kaname sempre nos fazendo passar vergonha, não sei o que seria dessa família sem mim. –Fuuto comentou convencido.

-Ei Fuuto e Iori, vocês não estão atrasados? –Perguntou Masaomi. Os dois concordaram com a cabeça. –Então vão logo.

-Sim, senhor! –Os dois responderam, Fuuto num tom irônico, é claro.

E aos poucos os irmãos Asahina foram dispersando, Iori e Fuuto indo para a aula, Ukyo foi para o escritório, Kaname foi rezar, Tsubaki e Azusa foram ensaiar um novo roteiro, restando apenas Masaomi e Hikaru na sala.

-Masa-nii... –Começou o ruivo.

-O que foi Hikaru? –Perguntou o médico.

-Você não acha que está meio “velho” para ficar nesse joguinho de “ai, eu tenho vergonha”? –Questionou o escritor.

-Como assim? Não sei do que você está falando. –Masaomi respondeu fingindo-se de desentendido.

-Exatamente isso, está na cara que você está interessado naquela garota, mas finge que não é nada. Lembre-se que você já está com 34 anos, está na hora de se casar e ter filhos, não decepcione a mamãe. – Hikaru deu uma risadinha maldosa, deixando o mais velho bastante encabulado.

-Aff, de novo essa história? Não quero mais falar sobre isso. – O médico ficou irritado, e saiu para caminhar no parque.

 

Na universidade, Stelly foi correndo ao mural principal colocar o anúncio dos apartamentos, quando foi surpreendida.

-Bom dia Stelly, o que você está fazendo aí? –Perguntou o rapaz.

-Bom dia Kotarou, eu e minha irmã estamos alugando alguns quartos de nossa casa, então resolvi colocar um cartaz aqui, já que a visibilidade é bem grande. –Respondeu Stelly.

-Oh, entendo. Certamente terão facilidade nisso, pois há muitas garotas que não gostam ou não conseguem ficar nos alojamentos aqui da universidade, vou avisar para as minhas colegas. –Respondeu o garoto.

-Ah, eu agradeço muito, vai ser de grande ajuda, e... –A baixinha de olhos bicolores interrompeu suas palavras quando viu novamente o garoto de cabelos azuis passar por ela. Ele era mais alto e ainda mais bonito do que ela se lembrava. Ficou hipnotizada.

-Você conhece o Subaru? –Perguntou Kotarou, que parecia estar enciumado.

-Quem? –Indagou a garota.

-O rapaz que você não para de olhar, ele é Subaru Asahina, um ex-aluno daqui e um astro da liga nacional de basquete, às vezes ele vem aqui para treinar e motivar o nosso time. –O garoto comentou normalmente. Kotarou era um rapaz muito atraente: alto, pele clara, cabelos prateados, e assim como Stelly, possuía olhos bicolores, um verde e outro amarelo. Ele e Stelly se conheceram por acaso nos corredores da universidade, já que ele está no meio do curso de educação física e jogava no time de basquete, e a garota estava finalizando sua graduação em arqueologia.

-Eu não estava olhando, é impressão sua. Estou atrasada, nos falamos depois. –E a baixinha saiu correndo. –“Subaru Asahina, será que? Não pode ser, seria coincidência demais.” – Suspirou.

Num café próximo a estação, três amigas estavam tendo mais um dia normal de trabalho, ou quase isso.

-Ah meninas, o que nós vamos fazer? O prazo está acabando, e não achamos outro lugar para morar. Eu não quero ir para debaixo da ponte, que trágico. –Uma das garotas comentou, fazendo bico. Ela possuía longos cabelos castanhos, preso em duas tranças, olhos violáceos pequenos e brilhantes e uma aparência angelical, quase uma bonequinha.

-Ah gerente, pare de fazer tanto drama, sempre demos um jeito, não foi? Enquanto estivermos juntas vai ficar tudo bem. –Outra garota respondeu, tentando anima-la. Essa possuía longos cabelos loiros e olhos azuis, e uma expressão de quem está sempre planejando uma travessura. – Oh Mizu, o que você tanto conversa nesse celular aí? Quem é o boy da vez? –A loirinha perguntou com uma risadinha perversa.

-Não tem boy nenhum, sua idiota. Um amigo da faculdade me mandou a foto de um anúncio de quartos para alugar, parece perfeito, vejam! – Disse a 3ª garota, que tinha cabelos e olhos e azuis, como o céu.

As três amigas mal podia acreditar no estavam lendo: “Alugam- se quartos em região nobre da cidade. Valor 12000 ienes (Cerca de R$406)”.

-Será que isso é sério mesmo? Tá bom demais pra ser verdade. Sempre quis morar naquela região... –Suspirou a loira.

-Também estou desconfiada, tem o telefone e o endereço aí? –Perguntou a morena.

-O endereço não, mas o telefone sim. Vou ligar agora mesmo. –Disse a azulada empolgada, se afastando das outras duas.

-O que você acha Akira? E se for um daqueles golpes que eles atraem jovens bonitas até lá, e aí nos sequestram para tráfico sexual? –Disse a loira, fazendo careta.

-Eu acho é que você fantasia demais às vezes, Momo. Vamos esperar a Mizu voltar, para obter maiores detalhes. –Respondeu Akira, Momo assentiu. As duas foram preparar doces quando Mizu voltou muito animada.

-Meninas, a informação é quentíssima: a casa se chama Maison Isabella, e o endereço é um lugar muito bem localizado e espetacular. A proprietária se chama Grace Arns, e marquei de irmos lá hoje. De acordo? –Perguntou a garota de cabelos azuis.

-Sim! –As outras duas responderam em coro.

Inquieta e pensativa, Grace decidiu caminhar um pouco pelo parque. Sentou debaixo de um pessegueiro e tirou seu caderno de desenhos de dentro da bolsa. Traçou alguns rabiscos aleatoriamente, quando percebeu que eles formaram um rosto.

-“Ma che cazzo , isso é algum sinal? Eu já vivi esse filme antes, não estou pronta para outra decepção ainda.”- Pensou frustrada. Estava guardando seu caderno, quando seu celular começou a tocar.

Grace: Alô?

Voz feminina: Grace Arns, há quanto tempo...

Grace: Mas olha, não sabia que vacas sabiam usar telefone.

Voz feminina: Engraçadinha, como sempre.

Grace: Hehe, que saudades! Como vai? Soube que finalmente conseguiu seu emprego dos sonhos.

Voz feminina: Isso mesmo, agora eu sou desenvolvedora de aplicativos no Google, morra de inveja. Estou morando em Tokyo atualmente, já faz seis meses.

Grace: Mas que coincidência, eu e Stelly estamos morando aqui faz dois meses, e estamos alugando quartos. Sabe de alguém que se interesse?

Voz feminina: Eu estou procurando, minha colega de apartamento vai se casar e eu não quero ficar sozinha. Tem lugar para uma pobre garotinha americana, perdida numa cidade grande e estranha?

Grace: Claro, leve suas coisas hoje mesmo. Bunny vai adorar revê-la.

Voz feminina: fechado. Então até a noite, minha amiga cosmopolita.

Grace: Bye.

-Com quem você estava falando, honey? –Perguntou um rapaz de cabelos castanhos, olhos azuis e expressão cansada, abraçando sua amada.

-Uma velha amiga. –Respondeu a garota, uma bela loira de cabelos curtos e grandes e observadores olhos azuis.

Stelly chegava em casa, como fazia habitualmente, até que se deparou com uma cena incomum: havia um garotinho deitado sob as cerejeiras, que parecia dormir profundamente. Ele era baixo, cabelos rosados um pouco acima dos ombros e olhos castanhos. Parecia estar tendo pesadelos. A garota se aproximou com cuidado, mas o achou tão fofo que colocou sua cabeça em seu colo, mas acabou acordando-o.

-Onee-chan, é você? –Perguntou o garotinho sonolento, Stelly sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, pois adorava crianças e o garotinho era tão adorável.

-Não, infelizmente eu não sou, mas posso ser sua amiga. –A garota respondeu docemente, enquanto acariciava os cabelos rosados do menino. –Qual o seu nome? Eu me chamo Stelly.

-Tá bom, eu me chamo Wataru. –Respondeu o baixinho, voltando a dormir. Ficaram assim por cerca de quinze minutos, até que se assustaram com um grito.

-Wataru, finalmente eu te encontrei. –Stelly ficou espantada ao ver o garoto de cabelos azuis na sua frente. –Por que você saiu assim? Ficamos muito preocupados. –O rapaz disse sério, enquanto o pequeno despertava vagarosamente.

-Nee-san, me desculpe. Eu queria ver a onee-chan, e acabei pegando no sono. –Respondeu Wataru.

-Vou avisar os outros. Moça, obrigada por cuidar do meu irmão, sou Subaru Asahina, e perdoe-me por nos conhecermos dessa forma. –Disse o garoto.

-Er, tudo bem, não se incomode com isso, seu irmãozinho parece ser um garotinho adorável. Podem vir nos visitar sempre que quiserem, será um prazer. A propósito, sou Stelly, Stelly Arns. –A baixinha respondeu. Subaru pegou Wataru no colo e voltou para casa. –“E ainda é meu vizinho...”-Pensou.

Grace chegava apressada em casa, quando viu uma figura feminina parada no portão. Saiu correndo de empolgação.

-Aryaaaaaa sua quenga, quanto tempo! –A morena abraçou forte a amiga, pois não se viam há muito tempo. –Por que está aqui parada? A Bunny não está em casa? Deveria ter me ligado. –Disse escandalosamente.

-Calma aí vaca, eu também estava com saudades. É bom ter uma amiga americana em terras nipônicas. –A loira comentou debochada.

-Americana o c***, eu sou ítalo-escocesa, ou melhor, sou uma cidadã do mundo. Você sabe que eu não gosto de ficar muito tempo no mesmo lugar, já foram tantos países que nem me lembro direito de todos. Mas sabe, tenho pensado muito nisso, acho que é hora de criar raízes em algum lugar, pela Stelly, e depois do que aconteceu em Londres... –Grace fez uma pausa, relembrando seu doloroso e nem tão distante passado.

-O que aconteceu em Londres? Você ficou bem estranha depois que saiu de lá. –Arya perguntou curiosa.

-Bem, isso é uma história para outra hora. Vamos entrar, e onde estão suas coisas? –Perguntou Grace.

-Eu não consegui trazer hoje, mas vem tudo amanhã. Trouxe apenas algumas coisas para passar a noite. –A loira disse normalmente. Assim as duas entraram, e fizeram um tour pela Maison Isabella.

Em frente à Sunrise Residence, Azusa, Natsume e Tsubaki falavam sobre um assunto qualquer, quando o nome de Ema apareceu na conversa.

-Eu ainda não consigo acreditar que ela se casou com aquele cara. O que ele tem que nós não temos? Por que não pôde ser um de nós? Não consigo entender. –Tsubaki disse inconformado. O gêmeo platinado tentara inúmeras vezes conquistar Ema, mas em vão.

-Por ter crescido sozinha, com um pai tão ausente, é compreensível que ela quisesse preservar a família, acima de tudo. Ema sempre foi tão meiga, tão gentil, tentando ao máximo que não nos magoássemos. E o que poderíamos fazer, afinal, o coração não escolhe por quem vai se apaixonar, não é? E assim foi com ela. –Azusa respondeu sério.

-Talvez você tenha razão, e analisando os fatos, até ficamos mais unidos depois que ela anunciou o casamento. Subaru até voltou a morar conosco. Só fico chateado por Wataru, ele ficou tão mal por ficar longe da Ema, ainda bem que já o encontraram. –Tsubaki refletiu sobre o assunto. –E você Natsume? Está tão calado. - O alaranjado estava perdido entre seus, até que voltou para a realidade, apertando os olhos, e mudou sua expressão vazia e melancólica para uma expressão de raiva e seriedade.

-Eu amava aquela garota com todo o meu coração, teria dado a minha vida por ela, e mesmo assim ela preferiu outro. Não sei como conseguem ficar tão calmos assim, estou farto de fingir uma falsa harmonia enquanto estamos todos desmoronando. Não sejam hipócritas comigo, pois no fundo sei que sentem o mesmo que eu. –Natsume respondeu irado, entrou em seu carro e saiu cantando pneu. Azusa e Tsubaki se assustaram com a reação do irmão.

-O que devemos fazer? Ele está muito nervoso, tenho medo que cometa alguma besteira.  –Perguntou Tsubaki.

-Vamos deixá-lo quieto por enquanto, ele precisa de um tempo para si. Sabe como ele é, não sabe lidar bem com problemas de amor, nunca soube. Cada um tem sua maneira de lidar com os problemas, o que nos resta é oferecer nosso apoio incondicionalmente, pois essa é uma função dos irmãos. –Azusa comentou com um olhar enigmático. Tsubaki apenas concordou com a cabeça.

No horário combinado, Akira, Momoko e Mizuki chegaram a Maison Isabella, sendo recebidas por Stelly.

-Boa noite senhoritas, vocês devem ser as garotas que combinaram de ver os quartos hoje, podem entrar. –A baixinhas  cumprimentou amigavelmente.

-Sim. –As três responderam.

-Uau, que casa enorme, adoraria morar aqui. –Mizuki sussurrou para Momoko, que apenas riu.

Stelly as levou até o 2º andar, onde se encontravam Grace e Arya, que se juntaram ao grupo para fazer o tour pela casa.

-Olá meninas, sou Grace Arns, e é um prazer conhece-las. Quem é a senhorita Sakurai Mizuki, que eu tratei por telefone? –Perguntou a Arns mais velha.

-Olá senhorita Arns, sou eu. É um prazer conhece-la, e nos desculpe por vir a essa hora, mas é que trabalhamos e estudamos nos demais turnos. –Mizuki respondeu um pouco envergonhada, estendendo a mão para um cumprimento.

-Não se preocupe com isso, eu entendo perfeitamente, pois já fui universitária um dia, vivemos correndo contra o tempo, e trabalhando dificulta mais as coisas. –Grace riu, deixando as três garotas mais tranquilas.

Grace e Stelly mostraram os alojamentos do 2º andar, que consistiam em cinco quartos com uma pequena sala de estar e banheiro. Todos eram semi-mobiliados e possuíam frigobar.

-Optamos em colocar frigobar nos quartos para terem mais privacidade, e não correrem o risco de alguém pegar suas guloseimas. –Grace lançou um olhar de ameaça para Stelly, que apenas fez uma careta. As demais riram discretamente, menos Momoko, que às vezes era um pouco exagerada.

No 3º andar era a mesma coisa, então passaram reto. No 4º andar ficavam os quartos de Grace e Stelly, então deram apenas uma olhada rápida. O trio de garçonetes ficou espantando, pois o quarto de cada uma era maior que o apartamento que dividiam.

No 5º andar tinha academia, sala de música e uma sala cheia de espelhos e com nenhum móvel, onde Stelly gostava de dançar. Antes de irem para o 1º andar, as irmãs Arns levaram as visitantes para conhecer o terraço. O local parecia um pedacinho do paraíso. O trio, mais Arya, ficaram encantadas. Havia diversos tipos de flores, o piso era todo revestido em madeira rústica, com um espaço coberto e aconchegante. Como já estava escuro, o ambiente era iluminado por delicadas lanternas japonesas, que dava um toque elegante e romântico.

-Ai minha nossa, eu morri e fui para o paraíso. Só pode! –Akira disse maravilhada. –Esse lugar é lindo demais, qual a razão de estar alugando tão barato? –Todas olharam para Grace, que se manteve tranquila.

-Como já perceberam essa casa é enorme para duas pessoas, e já que eu e minha irmã pretendemos viver por muito tempo aqui, foi uma boa maneira que achamos de fazer novas amizades. –Stelly comentou normalmente.

-Essa casa é muito silenciosa, um pouco de barulho e bagunça vai nos fazer bem. –Grace disse animada. –E esse terraço é esplendido mesmo, venho aqui sempre que posso. –Acrescentou.

Desceram até o 1º andar, onde ficava a sala de estar e a cozinha. A cozinha era espaçosa e bem equipada, já a sala era confortável e discreta, com uma enorme televisão na parede, um sofá em formato de “c” de cor vermelha, e alguns quadros e retratos de família decoravam as paredes, além de uma mesa de jantar com 25 lugares. Grace convidou todas a se sentar no sofá.

-Bem meninas, eu acho que é isso. Ah, no térreo fica a lavanderia e a garagem. Nos fundos temos algumas árvores de cerejeiras e pessegueiros. Alguém tem alguma pergunta? –Perguntou Grace. Akira levantou a mão. –Sim senhorita Yukimura, pode dizer.

-Quando nos mudamos? –Perguntou a garota de olhos violáceos ansiosa.

-Assim que quiserem. –Grace respondeu contente.

-Então nos mudamos no fim de semana. Foi um prazer conhece-la senhorita Arns, nos vemos no sábado. Tenha uma boa noite. –Respondeu Mizuki.

-Combinado senhoritas, até sábado. –Cumprimentou a morena.

-Até mais senhorita Arns, boa noite a todas. –O trio respondeu em uníssono.

-Boa noite. –Arya e Stelly responderam, enquanto Grace as levava até o portão.

-Então Arynha, o que acha de nossas futuras “colegas de quarto”? –Stelly perguntou bastante curiosa.

-Elas me parecem boas pessoas, mas é muito cedo para tirar alguma conclusão. Vamos esperar que se mudem. –A loira disse indiferente. –Estou um pouco cansada, vou dormir. Boa noite Bunny. –Arya dirigiu-se para seu quarto, enquanto digitava freneticamente em seu smartphone.

Enquanto fechava o portão, Grace viu Masaomi chegar em casa. Ele parecia cansado e preocupado. A morena deu um longo suspiro e riu, lembrando-se do que Stelly dissera pela manhã.

-“Até que não seria uma má ideia traçar o médico bonitão.”- Pensou maliciosa, mas em seguida lembrou-se do que aconteceu em Londres, assumindo uma expressão triste e desiludida.

 

Continua...



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