História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 10
Palavras 4.557
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Que comecem as tretas (Parte II)


-Aaaaaaahhhhhh!- Stelly corria desesperada pela Maison Isabella, acordando Arya e Grace de maneira inesperada, fazendo ambas saírem de seus quartos assustadas.

-Stelly, o que houve? Por que toda essa gritaria a essa hora da manhã? –Grace perguntou enquanto esfregava o rosto com uma das mãos. Já Arya enterrou a cara em seu smartphone, pois estava com uma tromba do tamanho da Europa.

 -A Bunny, ela sumiu! A minha vida acabou, não posso viver sem ela! –A Arns mais nova estava ajoelhada no chão, berrando feito uma criança.

-E quem é essa outra Bunny, posso saber? –Arya perguntou irritada, enquanto digitava um e-mail.

-É a coelha de estimação dela, não faz ideia do quanto ela me infernizou para eu comprar esse bendito bicho. Quase deu a Brownie para adoção, por pura pirraça. –Grace comentou aborrecida. –Bunny, você já procurou a sua xará direito? Ela pode estar escondida debaixo do meu carro, como já fez outras vezes. –Acrescentou.

-Sim, já olhei tudo, até mesmo no jardim, e nenhum sinal dela. E se ela foi raptada? Ai meu deus, bandidos podem estar com a minha bebê. Precisamos chamar a polícia. –Stelly sendo dramática.

-Puta que o pariu, mas que merda! Você nos acorda as 6:30 da manhã porque a porra de um coelho desapareceu. Mas vai fazer drama assim na casa do c***. –Arya respondeu indignada. –Se tá tão mal assim, eu compro outro coelho pra você.

-Sua cadela insensível, você não ama nada além de você mesma e essa droga de celular, que colou nos dedos de tanto usar. Vai morrer sozinha no caritó, minha coelha é infinitas vezes melhor que você, sua desgraça! –Stelly respondeu furiosa, ela e Arya estavam para se estapear, se Grace não tivesse me metido entre elas.

-Ordem! Vocês duas são piores que crianças, que coisa! –Grace disse irritada. –Arya, volte a dormir, se precisar de remédios, pode pegar no meu quarto. E Stelly, vá dormir também, mais tarde fazemos alguns cartazes e colocamos pela vizinhança, e eu vou conversar com os vizinhos. Fui clara? –Disse em tom de ameaça, que faria qualquer um gelar a espinha.

-Sim, senhora. –As duas briguentas fizeram um muxoxo e retornaram a seus quartos. Grace suspirou e foi para a cozinha preparar um chá.

Na Sunrise Residence, um dos irmãos Asahina estava tendo um sonho bem estranho.

“Louis estava em um campo de lavanda, era um dia quente e ensolarado. Ele vestia roupas leves e claras, estava descalço e carregava uma cesta de piquenique em sua mão esquerda, caminhando sem rumo. Andou por muito tempo, até encontrar uma árvore grande e com uma sombra agradável. Retirou da cesta uma toalha verde clarinho com motivos de gatinhos e colocou sobre o chão, sentando-se em seguida. Após beber um pouco de água, fechou os olhos. Estava quase dormindo quando ouviu um sussurro. A voz era meiga e calorosa, e chamava por seu nome.

-Louis meu amor, onde está? Venha comigo... –Dizia a misteriosa voz. O garoto se levantou num sobressalto quando viu uma garota a sua frente. Ela tinha olhos a cabelos azuis, que estavam presos por chuquinhas, a pele era branca e macia, como a mais pura seda, o corpo era bem estruturado e sensual, coberto por um vestido rodado de estampa fofa. O cabeleireiro ficou encantando por tal visão.

-Quem é você, e como sabe meu nome? –Perguntou.

-Eu sou aquela que vai te libertar da solidão, me espere, falta pouco para nos encontrarmos. –Respondeu a garota.”

Louis acordou suado e ofegante, o sonho parecia tão real, que ele ficou atordoado.

-“Acho que estou enlouquecendo.” - Pensou. Aquele sonho o deixara tão agitado que optou por tomar um relaxante banho de espuma, já que era quase hora de acordar.

Após toda a confusão da madrugada, as garotas da Maison Isabella acordaram com os ânimos mais calmos, mas Stelly continuava triste pelo sumiço de Bunny.

-Bom dia meninas, como vocês estão? –Grace cumprimentou as outras duas. Stelly respondeu beiçuda e Arya só acenou com a cabeça. –Elly, antes de dormir eu elaborei esse cartaz, veja se está bom. –A Arns mais velha entregou para a caçula um papel que continha a foto da coelha, e mais algumas informações da família.

-Está ótimo maninha, obrigada pela ajuda. –Stelly deu um beijo na testa da irmã, enquanto fez careta pra Arya, que ignorou. –Estou indo para a aula, vejo vocês mais tarde. –Disse rapidamente, enquanto abocanhava um pão de queijo.

-A Bunny não muda mesmo, sempre a mesma pirralha malcriada e manhosa de sempre, e a culpa disso é toda sua. Você a mimou demais, agora ela tá toda estragada. –Arya comentou maldosa, enquanto tomava um gole de café.

-Não seja tão cruel, little bee. –Grace comentou irônica.

-Caralho, você ainda se lembra da bosta desse apelido. Ninguém me chama assim desde a escola, quando eu era uma nerd desajustada, e você a rainha das lideres de torcida. Ninguém entendia como éramos amigas. –Arya sorriu com nostalgia.

-Se a Bunny é malcriada e manhosa, você continua a mesma Arya desbocada e esquentadinha da adolescência. –Grace respondeu debochada. –Nem era pra tanto, só entrei pra torcida pra fugir do clube de ciências, e para ajudar a Stelly com o grupo de dança dela. –Respondeu sem jeito.

-Ah, é mesmo. Meses atrás vi um vídeo do grupo que ela participava. Dirty Dolls era o nome, não era? –A loira perguntou.

-Ainda é, mas fico feliz que ela tenha saído. As colegas de trabalho dela a tratavam muito mal, tinham inveja por Stelly se destacar. Chegou ao cúmulo de uma vez uma delas pegar o figurino e rasgar todinho, a sorte é que eu tinha um extra no carro. Aquelas garotas são muito más, e dançam mal pra caramba. –Grace comentou revoltada. Arya apenas ouvia espantada. –Mas e você? Conta-me como anda sua vida, o que tem feito nesses meses em Tokyo? –Perguntou mais serena.

-Well, como você já sabe, eu finalmente consegui o emprego dos meus sonhos, que me dá horários mega flexíveis e posso trabalhar em casa sempre que quiser, além do salário ser fantástico. Não conheci muitas pessoas além de meus colegas, mas descolei um namorado. – Arya puxou o telefone e mostrou uma foto do rapaz, exibindo orgulhosa. –Ele se chama Lyle e é britânico, possui um sotaque muito charmoso, além de ser um analista de sistemas formidável. –Respondeu com um brilho intenso em suas orbes azuis.

-Puxa, isso é incrível, fico muito feliz por você, que tudo esteja dando certo assim. –Grace esboçou um pequeno, mas os olhos denunciavam a tristeza em seu coração.

-Agora que estamos relaxados e temos o dia todo livre, vai, desembucha o que aconteceu em Londres. Você voltou muito estranha de lá. –Arya direta. Grace contou toda a história (N/A: vide capítulo anterior), e sua expressão ficava cada vez mais triste. Arya ficou com os olhos marejados, abraçando a amiga com força. –Por que não me contou? Sei que não poderia ter feito grande coisa, mas pelo menos eu estaria do seu lado.

-É que eu fiquei tão atordoada na época, e ainda tinha que me preocupar com o futuro da Bunny e com possíveis problemas que pudesse causar ao meu pai, que a minha dor ficou em último plano. Trey fez a escolha dele, e eu tenho a minha consciência limpa. –A morena respondeu de cabeça baixa.

-E essa tal de Hazel? Que mulher mais louca. –Arya chocada. –Não desejaria nem ao meu pior inimigo alguém como ela.

-E o pior você não sabe: depois que eles ficaram noivos, ela me procurou. Disse que em hipótese alguma eu deveria deixar que Trey me achasse, ou ela arruinaria minha família. E ela é tão paranoica que de tempos em tempos recebo e-mails dela ou algum detetive aparece na minha cola, para ter certeza de que eu não tenho contato algum com ele. – Grace soltou um longo suspiro.

-Que horror amiga, essa mulher é uma psicopata de alto nível. Ela nunca vai te deixar em paz, tomara que ela morra, mas se bem que pelas coisas que você me contou, ela deve ter inimigos. –Arya continuava chocada, mas sua expressão se amenizara.

-Não quero mais pensar nessa história. Eu segui em frente, e quero viver como se ele nunca tivesse existido para mim, afinal, ninguém precisa saber que meu ex-namorado é um príncipe, e ainda por cima, herdeiro do trono inglês. –Grace mexia nos cabelos despenteados, fazendo Arya sorrir. As duas continuaram tomando café, falando de assuntos mais alegres.

Na universidade, Stelly percebeu que uma garota lia com interesse o cartaz que ela colocara no mural, e decidiu falar com ela.

-Olá, bom dia. Você tem interesse em alugar um quarto? –A baixinha perguntou com um sorriso simpático.

-Oh, bom dia, na verdade tenho sim. Por acaso você sabe quem está alugando esses quartos? – A garota respondeu curiosa.

-Sei sim, eu e minha irmã. A propósito, me chamo Stelly Arns, e você? – Se apresentou, estendendo a mão direita para um cumprimento.

-Sério? Puxa vida, que coincidência te encontrar logo assim, de cara. Eu me chamo Fumiko Mori, mas pode chamar só de Fumi, e é um prazer conhece-la, Stelly Arns. –Fumiko sorriu meiga. Era uma garota muito bonita: possuía olhos grandes e cabelos azuis, pele clara e feições delicadas.

-Apenas Stelly ou Élly, o que você preferir. Que tal tomarmos um café para conversar melhor, você tem um tempinho? –Perguntou gentilmente. Fumiko concordou, e ambas se dirigiram para a cafeteria do campus.

Em outra parte da cidade, Momoko, Mizuki e Akira preparavam empolgadas suas bugigangas para a mudança.

 -Ai, eu não aguento mais isso, nunca pensei que tivéssemos tantas coisas para organizar. –Reclamou Momoko.

-Ninguém manda ser uma bagunceira, se mantivesse suas coisas em ordem, seu trabalho reduziria pela metade. E anda logo! –Advertiu Mizuki.

-Cale a boca vocês duas, amanhã nos mudamos e precisamos estar com tudo pronto até hoje à noite. Vamos suas molengas! –Ordenou Akira.

-Não sei de onde ela tira tanta energia. –Momo resmungou baixinho.

-Nem queira saber. –Mizuki lançou um olhar irônico. Ambas riram, Akira apenas as olhou de canto, que continuaram a encaixotar tudo.

Na rua onde os irmãos Asahina e as irmãs Arns moravam, uma garota parecia estar perdida. Ela tinha cabelos num tom de castanho médio levemente avermelhado, os olhos eram de um azul muito escuro, como uma noite sem estrelas, mas de brilho intenso.  Ela estava vestida de maneira informal, mas mesmo assim elegante, e segurava um pequeno papel na mão esquerda. Andava tão distraída que nem percebeu que certo advogado a observava interessado e curioso.

-Olá senhorita, está perdida? –Ukyo perguntou atencioso.

-Oi, acho que sim. Estou procurando um local chamado Maison Isabella, por acaso o senhor conhece? – A garota perguntou educada.

-É a casa ao lado. – Ukyo respondeu com um sorriso cortês. –E senhor não, por favor. Eu me chamo Ukyo Asahina, é um prazer conhece-la, senhorita...

-Mikaela, Mikaela Romana senhor Asa... Ukyo. Mas pode me chamar de Elle, e o prazer é todo meu. – Mikaela respondeu, estendendo a mão para cumprimentar o loiro. –Soube que estão alugando quartos nesse lugar, então vim me informar.

-Oh, entendo. Que bom, espero que sejamos vizinhos, será um prazer ver a senhorita mais vezes. –Ukyo disse empolgado, mas em seguida corou. Mikaela riu.

-Eu também espero. Aqui me parece um lugar muito agradável de viver. – Mikaela disse animada. Ukyo puxou mais assunto, pois por algum motivo que não sabia explicar, estava fascinado por aquela menina, se pudesse não sairia mais dali.

-Preciso ir, ainda tenho uns assuntos de trabalho e hoje é meu dia de fazer o jantar. Aqui está meu cartão, me ligue se precisar de algo, ou se quiser apenas conversar. –Ukyo entregou um pequeno cartão branco, com as letras em preto. Mikaela pegou sem pensar duas vezes.

-E eu posso ligar a hora que eu quiser? – Elle deu um sorriso indecifrável. Ukyo engasgou. –Brincadeira! Mas eu vou ligar sim, e em breve. –Os olhos da morena brilhavam, e com o loiro não era diferente.

 -E vai ser um prazer ouvir sua voz novamente. Até mais senhorita Romana. –Ukyo respondeu gentil.

-Até mais senhor Asahina. –Mikaela acenou com a mão e dirigiu-se para a Maison Isabella.

-“O que foi que eu fiz? Nunca fui tão ousado em minha vida. Mas que garota...” – Ukyo suspirou.

Na cafeteria da universidade, Stelly e Fumiko conversavam como se fossem amigas de infância.

-Então, como é o lugar onde vocês moram? –Perguntou a azulada.

-Muito legal, uma rua tranquila, mas que fica perto de tudo. E temos 12 rapazes como vizinhos, todos irmãos, na verdade. O mais novo se chama Wataru, e é um fofinho você vai adorar ele, é daquelas que dá vontade de apertar as bochechas até tirar sangue, mas ele parece tão triste, tadinho. –Stelly fez um muxoxo.

-Por quê? –Fumiko curiosa.

-A irmã deles se casou, e Wataru era muito apegado a ela. E eu minha irmã fomos à festa, cerimônia linda por sinal, e de quebra Grace ainda pegou o buquê. –Stelly riu pela ultima informação, e em seguida se pegou pensando em Subaru novamente.

-Eu adoro casamentos, mas faz tanto tempo que não sou convidada para um. –Fumiko suspirou. –E eles são bons vizinhos?

-A maioria sim, mas você deve tomar cuidado com o Kaname, que apesar de ser monge, é o maior pervertido. Ele vive dando em cima da minha irmã, ontem eu deixei ele só de cuecas no meio da rua. –Stelly comentou com um ar diabólico. Fumiko arregalou os olhos de espanto.

-Como assim? – Fumiko perguntou incrédula. Stelly contou toda a história, nos mínimos detalhes. –Hahahahaha, eu daria tudo pra ter visto essa cena, você é maluca mesmo. –A azulada ria escandalosamente, chamando a atenção das pessoas á sua volta. –Ah me desculpe.

-Tudo bem, foi divertido. Gostei de você, sabia? Acho que vamos nos dar muito bem. –Stelly comentou sorridente.

-E eu digo o mesmo. E quanto ao quarto, posso me mudar hoje mesmo? –Fumiko perguntou animada.

-Claro. –A baixinha disse contente.

-Combinado, depois da aula eu vou buscar minhas coisas. Nos vemos à noite.- A estudante de medicina se despediu, e Stelly continuou sentada, lendo alguns artigos.

Grace, Arya e Mikaela conversavam no jardim da casa, felizes por se encontrarem novamente.

-Eu ainda não acredito que você está aqui. Por que não me contou que estava morando no Japão? E você também, Arya, suas ingratas. –Mikaela inconformada.

-Bom, é que foi tão repentino que não avisamos praticamente ninguém, só meu pai mesmo. Agora que estamos nos adaptando a cidade, essa semana Bunny começou a frequentar a universidade. Ela está no último ano que arqueologia. –Grace comentou orgulhosa.

-E eu me mudei pra cá ontem, mas faz seis meses que estou morando aqui. –Arya normalmente.

-Oh, entendo. Mas me diga Grace, o que você tem feito? Sempre acompanho a sua coluna. E foi tia Haru que me contou sobre os quartos para alugar. – Mikaela comentou.

-Ah sim, eu liguei para ela ontem. E me desculpe pela falta de contato, mas é que aconteceram tantas coisas nesse ano que passou que eu ainda estou um pouco perdida. Nem sei como ainda tenho ânimo para escrever a coluna. –Grace deu um suspiro triste. Arya colocou uma mão em seu ombro, em sinal de apoio.

-O que houve? Quem foi que morreu? –Elle assustada.

-Meu coração, foi brutalmente assassinado. –Grace contou a história de Londres pela 2ª vez naquele dia, e Mikaela teve a mesma reação de Arya.

-Não vou te repreender, talvez eu agisse da mesma forma em seu lugar. Mas de agora em diante outra história se inicia, e você não está mais sozinha, nós estamos aqui para te apoiar, seja o que for. E esse príncipe babaca que vá se danar, pois quem perdeu foi ele, que ele seja muito infeliz com essa mocreia ridícula, espero que ela faça da vida dele um inferno. – Mikaela comentou raivosa. Arya concordou e Grace apenas riu.

-Obrigada meninas, vocês são as melhores amigas do mundo. Bons tempos os nossos em NY. – Grace sorriu nostálgica. As três, mais Stelly, dividiram um apartamento da big apple. Grace e Arya ainda eram universitárias, enquanto Mikaela era uma intercambista, fora indicada por Haru Yamada, uma famosa estilista e amiga de trabalho de Grace, que além de escritora é modelo ocasionalmente.

-Concordo com a Mika. Agora que estamos todas juntas novamente, tudo vai ficar bem. Dias melhores, mais divertidos e mais bagunçados virão. –Arya confiante. Grace e Mikaela riram, pois era incomum a amiga falar coisas desse tipo.

-Vejo que esse tal de Lyle está te fazendo muito bem, quando vamos conhecê-lo? –Indagou Grace.

-Dentro de muito breve. Agora vamos arrumar minhas coisas, que o caminhão acabou de chegar. –Arya foi correndo para o portão, enquanto trocava mensagens com seu namorado.

-E eu vou para casa arrumar minhas tralhas. Amanhã eu volto. –Mikaela se despediu.

Na Sunrise Residence, Ukyo preparava o jantar, mas sua mente estava em outro lugar. Hikaru, que adorava atazanar o irmão mais velho, não poderia perder essa oportunidade.

-O que foi irmãozinho? Parece que você foi infectado também. –O ruivo deu sorrisinho cínico, típico dele.

-Do que você está falando? –O loiro perguntou sem entender.

-Da mesma doença que o Masa-nii está sofrendo. Vocês dois estão sorrindo feito idiotas. – Hikaru respondeu.

-Eu não estou sorrindo feito idiota coisa nenhuma, você é que está vendo coisas onde não existe. –Ukyo irritado.

-Outro que vai agir feito adolescente tímido. Vocês ainda tem muito o que aprender sobre as mulheres, seus toscos. –Hikaru foi para seu quarto, rindo maldosamente.

Quando se preparava para ir para casa, Stelly foi repentinamente abordada por Kotarou, que estava acompanhado de uma garota que ela não conhecia.

-Oi Stelly, essa é a Goo. Ela acabou de se mudar de Cingapura pra cá. Vocês ainda tem quarto sobrando? –Perguntou o garoto.

-Oi Kotarou, temos sim. Olá Goo, tudo bem com você? –Perguntou Stelly.

-Oi. –Goo respondeu com um sorriso tímido e meigo. Ela era adorável: estatura mediana, longos cabelos loiros, num corte estiloso e de personalidade, os olhos eram de um azul suave, como o mar em calmaria. Ela possuía uma expressão serena, mas curiosa, analisando Stelly dos pés a cabeça.

-Bem, vou deixar vocês duas se acertarem. Até amanhã. –Kotarou se despediu, indo em direção ao seu carro.

-Até amanhã. –Stelly e Goo responderam em coro.                    

As duas logo começaram a conversar sobre a moradia, regras, valores e tudo mais, e Goo pareceu bastante satisfeita, deixando Stelly empolgada.

-Eh... Stelly, eu só tenho mais uma pergunta. –Goo disse receosa.

-Então faça. –Stelly sorriu receptivamente, encorajando a loirinha.

-Vocês aceitam animais? É que eu tenho um cachorrinho e não quero ter que me separar dele. –Goo respondeu com um bico de aflição.

-Pode sim, contanto que ele não faça xixi nos móveis, está tudo bem. –Stelly riu, provocando o mesmo em Goo.

-Ah, quanto a isso pode relaxar, Ikki é adestrado, só faz suas necessidades. Apesar de ainda ser um filhote, ele é muito esperto, já sabe fazer vários truques, e é muito dócil, adora estar rodeado de pessoas. –Os olhos de Goo brilhavam ao falar do cãozinho, que puxou o celular para mostrar uma foto a Stelly.

-Que fofo, ele é uma gracinha mesmo. Estou ansiosa para conhecê-lo. – Stelly sorriu ao ver a foto de Ikki, mas em seguida sua expressão de alegria se desfez, ao lembrar-se de Bunny. –Ah, me desculpe. É que a minha coelha de estimação desapareceu, e eu ainda não obtive notícias.

-Oh, eu sinto muito. –Goo disse em solidariedade, apertando um dos ombros de Stelly, que sorriu em gratidão.

E assim finalmente chegou o fim de semana. Mikaela e Arya já estavam devidamente instaladas, para a alegria de Grace, faltando apenas as garotas do café, Fumiko e Goo chegarem. Momo, Akira e Mizuki chegaram em um compacto carro esportivo, pertencente a Akira (N/A: imaginem um kia picanto, ou algo do tipo), seguidas de um enorme caminhão de mudanças. As três já saíram do carro discutindo, o que causou risos em Grace e Mikaela, já Arya permanecia indiferente, entretida com seu smartphone, o que era habitual.

-O que tem de tão engraçado nisso? –Arya perguntou com uma sobrancelha arqueada, apontando para as garotas.

-Elas lembram a gente quando éramos um pouco mais novas, agíamos umas com as outras da mesma forma, só faltou a Bunny choramingando atrás da Grace. –Mikaela disse rindo.

-É mesmo, foi por pouco que não nos matamos, não é? Mas foi uma época muito feliz, e não sei por que, mas a loirinha me lembra um pouco você, Mika. –Grace comentou debochada.

-Talvez pela língua afiada e as piadas de mau gosto. –Arya disse provocando a amiga, que a fuzilou de canto de olho.

Grace e Mikaela foram cumprimentar as garotas, enquanto Arya retornou para seu quarto.

-Bom dia meninas, sejam bem-vindas a Maison Isabella. –Grace respondeu cordialmente. Mika fez o mesmo.

-Bom dia! –As três responderam juntas.

-Finalmente chegou o dia da mudança, quase nem dormi de tanta ansiedade. –Akira disse aos pulinhos.

-Menos Yukimura, olha o bafão. –Repreendeu Mizuki.

 -Desculpe. –A morena de olhos azuis fez um muxoxo.

-Vamos logo levar as tralhas lá pra dentro que eu dentro dar um rolê pelo bairro, vocês já conheceram algum gatinho pela redondeza? –Momo perguntou, adorava ser ousada, o que sempre causava risos em sua roda de amizades.

-A casa ao lado moram doze irmãos, e são todos homens. –Grace indiferente.

-Doze? –Momo, Akira e Mizu incrédulas. Grace apenas concordou com a cabeça.

-E são bonitos? –Akira curiosa.

-Não conheço todos, mas os que já conheci são muito bonitos, inclusive tem um deles que se mulher e é divertido. –Grace riu, lembrando das piadas de Hikaru.

-E eu conheci um lindo, e de quebra me deu o telefone. –Mikaela disse convencida, exibindo o cartão de Ukyo como se fosse um troféu.

-Ai que inveja, eu também quero descolar um bofe gostosão pra mim. –Momoko suspirava, imaginando como seriam os irmãos Asahina, mas em seguida levou um peteleco de Mizuki. –Ai, sua desagradável.

-Deixa de ser atirada Momo, não queremos que a senhorita Arns tenha uma primeira impressão ruim da gente. –Mizuki séria.

-Tudo bem garotas, vocês tem mais é que flertar com os rapazes mesmo, eles parecem ser muito bacanas... –Os pensamentos de Grace se focaram em Masaomi, o mais velho dos Asahina. Seus devaneios não duraram muito, porque Mikaela a chacoalhou. –A propósito, você já ligou para o Ukyo? –Deu uma risada maldosa para Mika, que ignorou.

-Vou deixa-lo de molho por alguns dias, eu não quero que seja fácil demais. –Disse convicta, pois já tinha um plano arquitetado em sua astuta mente, quando o assunto eram rapazes. As três garotas a observavam admirada.

Stelly andava distraída pelo quarteirão, colando cartazes e perguntando aos vizinhos sobre sua coelha desaparecida, mas ninguém lhe dera uma pista ou uma informação. Estava tão chateada que sentou no meio fio, olhando para o nada.

-Você está bem? –Subaru apareceu do nada, assustando Stelly.

-Oi, é que a minha coelha sumiu, e eu estou muito preocupada. –A garota soltou um suspiro.

-Posso te ajudar em algo? –Subaru perguntou prestativo.

-Eu já colei cartazes pelo bairro todo, e perguntei a todos os vizinhos que encontrei, mas ninguém sabe. –Stelly fez beiço, ameaçando choro.

-Não desista assim tão fácil, vamos procurar, eu ajudo, vem. –O garoto ofereceu a mão para a baixinha, que sorriu involuntariamente. Eles foram caminhando até pararem em uma pracinha. O local era pequeno, mas limpo e organizado, com alguns brinquedos, bancos e muitas árvores. A grama era de um verde muito vivo e as flores bastante coloridas e perfumadas. Stelly observava o local encantada, pois nunca tinha reparado nesses meses tão próximos.

-Que lugar lindo, não acredito que eu nunca tinha vindo aqui antes. –Stelly sorria feito criança que ganhou brinquedo novo.

-Que bom que se sente melhor, sempre venho aqui quando preciso pensar, ou quando o Wataru está chateado. –Subaru sério.

-Wataru é um fofo, leve ele lá em casa mais vezes, tenho certeza que as garotas vão adorar ele. –Stelly fitava os olhos de Subaru, que era de cinza suave e intenso, como sua personalidade, deixando o rapaz corado.

-Claro. –Subaru sorriu.

Louis estava saindo para trabalhar quando viu duas garotas chegarem ao mesmo na Maison Isabella, e caiu no chão ao reparar numa delas. Era a mesma garota com quem sonhara dias atrás, e ainda por cima usava a mesma roupa e o mesmo penteado, o que o deixou zonzo.

 -Ei, você está bem? Precisa de ajuda? –Perguntou a garota, segurando-o pelos ombros. –Eu me chamado Fumiko, e você?

-L-Louis. –O garoto apagou. Fumiko admirava o jovem, ele tinha pele clara e sedosa, traços finos e delicados, os olhos eram tristes e gentis, e os cabelos eram de um loiro claríssimo muito bonito, moldados em um corte irregular, ajeitados em um penteado estiloso.

-Que lindo, seu rosto parece ter sido esculpido pelos deuses, um verdadeiro anjo. –Fumiko se apaixonou à primeira vista por Louis, e não parava de acariciar seus cabelos, enquanto ele repousava a cabeça em seu colo.

-O que você disse? –Goo perguntou confusa.

-N-nada, você é que está ouvindo coisas. – Fumiko desconversou.

-O que está havendo aqui? –Masaomi, que estava voltando de seu plantão, perguntou sério.

-Eu não sei, eu acabei de chegar, e quando vi ele estava caído aqui no chão, aí ele só me disse o nome dele e desmaiou de novo. Você o conhece? –Fumiko perguntou preocupada.

-Sim, somos irmãos. Eu sou médico e vou cuidar dele, não se preocupe. –Masaomi já mais sereno.

-Por favor, me dê notícias dele. Estou me mudando para a casa ao lado hoje, se houver algo em que eu puder ajudar, me avise. –Fumiko apontou para a Maison Isabella, entregando a Masaomi um papel contendo o número de seu celular.

-Claro. –O médico sorriu gentilmente. –“Grace...” – Suspirou pensando na vizinha.

Goo abria a porta do carro de Fumiko distraída, quando seu cão Ikki saiu em disparada, pulando em cima de alguém, que não ficou nada feliz com isso.

-Mas quem é o idiota que deixa uma fera dessas solta? E se ele desfigura meu belo rostinho? –Fuuto disse indignado, enquanto Goo corria para segurar Ikki.

-Me desculpe moço, mas é que Ikki adora estranhos. Toda a vez que ele vê, pula e lambe a pessoa. – Goo comentou desconcertada.

-Estranho? Como ousa me chamar de estranho? Eu sou Fuuto Asakura, o ídolo mais amado do mundo. Isso é um ultraje! –O garoto respondeu aborrecido.

-Sinto muito, mas é que eu nunca ouvi falar. Mas se é o que o está dizendo, legal pra você. E mais uma vez, me desculpe pelo Ikki, prometo que não vai se repetir. –Goo segurou o riso com dificuldade, enquanto analisava a postura do garoto. De fato parecia um ídolo mesmo, era um rapaz muito bonito e atraente, seu sorriso era tão brilhante que era capaz de cegar alguém. E também tinha ares sedutores e envolventes, no auge de seus dezoito anos.

-Que seja, mas na próxima cuide melhor do seu monstrinho, estúpida. –Fuuto disse esnobe. Goo ignorou e deu as costas, mas no fundo ficou chateada com as palavras duras e cruéis do mimado ídolo.

E no término daquele final de semana já havia nove garotas morando na Maison Isabella.

O que estava por vir?

Como os irmãos Asahina reagiriam a elas?

Muitas emoções vêm por aí...



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