História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 8
Palavras 6.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Direta e objetiva


Fazia uma semana desde que Akira, Momoko, Mizuki, Mikaela, Arya, Goo e Fumiko se mudaram para a Mansão Isabella.

Momoko e Mizuki resolveram dar uma volta pelo parque, para observar as cerejeiras florescendo. Muitas pessoas não compreendiam como as duas podiam ser tão amigas, viviam se matando por qualquer coisa. Talvez fosse Akira o equilíbrio entre ambas, que inúmeras vezes separou as duas, aconselhou, tomou a decisão final em algo que envolvesse as três, enfim, sem Akira elas provavelmente teriam se matado.

-Ai Mizu, a Mansão Isabella é fabulosa, tivemos muita sorte de achar um lugar desses pra morar. –Momoko disse maravilhada.

-Verdade. –Mizuki disse pensativa. –Ainda não creio que seja tão barato, nem um quartinho numa pensão xexelenta custaria tão pouco.

-É mesmo, mas eu não vejo a hora de conhecer os tais dos irmãos Asahina, pelo o que as meninas falaram, são verdadeiros colírios. –Momoko babava ao imaginar os garotos.

-Você é uma safada mesmo, só pensa em macho. –Mizuki revirou os olhos. –Mas devemos tomar cuidado com o tal monge tarado, como ele se chama mesmo? Ah, lembrei: Kaname.

-Se ele quiser, pode me abençoar à vontade. –Momoko fez uma expressão maliciosa. Continuaram andando até perceberem que um grupo de mulheres, tanto jovens quanto idosas rodeava um rapaz que cantava toscamente, pelo efeito do álcool.

-Olha lá, um idiota que pensa ser um artista. –Mizuki comentou sarcástica.

-Detesto ter que concordar com você, mas tem razão. – Momoko disse com desdém. As duas se aproximaram para ver o tal “cantor”. Ele tinha cabelos platinados, olhos violáceos, o cabelo cortado irregular com uma franja que pendia para o lado direito, e usava roupas chamativas e estilosas. – Credo, que cara ridículo, jura que tá agradando, coitado. – A loira soltou uma risada escandalosa, que chamou a atenção do rapaz.

-Algum problema, loirinha? – O garoto perguntou encarando Momoko.

-Hoje deve ser meu dia de sorte, o circo tá fazendo apresentação de graça no parque. Qual será o próximo número? –A loira fingiu estar tentando descobrir.

-Salto acrobático. – O garoto colocou Momoko nos ombros, e a atirou no lago. Mal sabia ele que havia assinado sua sentença de morte.

-Seu desgraçado filho da puta, eu vou acabar com a tua raça. –Momoko estava irada e saiu correndo atrás do garoto, que ria histericamente. Os dois corriam feito dois retardados pelo parque, enquanto as outras pessoas olhavam apavoradas. Mizuki fechou os olhos e levou a mão à testa, de vergonha.

-Queria tanto que tivesse que um buraco na minha frente agora mesmo, para eu poder me esconder. –Mizu murmurou.

-E eu digo o mesmo. –Comentou um garoto que apareceu ao lado da azulada. Ele tinha pele clara e olhos violáceos, os cabelos eram curtos e escuros, com a franja pendendo para o lado esquerdo. Usava óculos e tinha um ar sério e responsável. –Me desculpe pelo meu irmão, às vezes ele passa dos limites.

-E eu peço desculpas pela minha amiga, ela tem uma língua um pouco afiada, o que vive nos causando problemas. – Mizuki respondeu sem graça.

-Eu compreendo, Tsubaki vive se metendo em confusão por ser tão irresponsável. Eu me chamo Azusa Asahina, e você? –Respondeu o garoto.

-Eu me chamo Mizuki, e a minha amiga linguaruda é a Momoko. –A azulada disse menos tensa. –Você tem uma voz muito bonita, é cantor por acaso?

-Na verdade eu sou dublador. –Azusa disse meio sem jeito.

-Ah, entendo. Agora que estou ouvindo mais atentamente a sua voz, por acaso você não dubla “Panzer of the dead”? –Mizuki perguntou empolgada.

-Sim, eu faço a voz do Mihail Bidman. –Azusa colocou uma das mãos atrás da nuca, um pouco encabulado.

-Caramba, eu simplesmente AMO esse jogo, nenhuma das amigas consegue me derrotar nele. E a sua voz é incrível. –Os olhos da azulada brilhavam, deixando Azusa mais envergonhado. –Ah, me desculpe, acho que exagerei na empolgação, mas é que eu gosto muito desse jogo.

-Não tem problema, acontece. –Azusa riu. –Gostaria de tomar um café? Não estou com paciência para as infantilidades do Tsubaki hoje. –Azusa perguntou simpático. Mizuki ficou com receio, mas acabou aceitando. Os dois foram para uma cafeteria no centro, deixando Momoko e Tsubaki brigando feitos dois moleques no parque.

No caminho para casa Iori lia um livro sobre botânica, quando sorrateiramente foi arrastado para um beco, sendo prensado contra a parede. Não teve sequer tempo de protestar por ter sua boca preenchida por uma língua lasciva e voraz, que o beijou cheia de desejo. Quando ele finalmente conseguiu se soltar, pode reparar que era uma garota que ele já tinha visto em algum lugar, mas não se recordava.

-Qual o seu problema, garota? – Iori perguntou indignado.

-Eu te beijei, simples assim. –Disse a garota.

-E você costuma sair beijando estranhos assim? –Iori estava muito puto da vida. –E posso saber pelo menos o nome da doida varrida? –Perguntou, com os olhos fixos na garota, que tinha uma risadinha perversa.

-Akira, e respondendo a pergunta anterior, só beijo rapazes bonitos e que cuidam de flores. –Akira disse sem titubear, deixando Iori incrédulo.

-E como você sabe que eu cuido de flores? –Iori desconfiado. –“Será que essa menina é alguma maníaca, psicopata?”- Pensou.

-Pelo livro que estava em suas mãos, e não é de hoje que eu te observo. –Akira fez uma expressão enigmática, deixando Iori cada vez mais confuso.

-Agora eu me lembro, você é uma das garotas que está morando na mansão das senhoritas Arns, não? E se bem me lembro também trabalha no Luxury Maid Café, ou estou enganado? –O garoto disse mais para si mesmo do que para a menina.

-Bingo! E agora eu vou embora, mas antes... –Akira prensou o garoto mais uma vez contra a parede, mas dessa vez o beijo foi retribuído. Porém, quando Iori estava se empolgando, Akira o soltou e saiu correndo. –Você seria mais bonitinho se não fosse esse seu cabelo de vovô! –Akira disse de longe.

-Por que essas coisas acontecem comigo? –Iori murmurou inconformado, tapando o olho direito com a mão direita, balançando a cabeça em sinal de reprovação. – “O Kaname merecia isso, não eu.” - Pensou.

Na Sunrise Residence, fazia dias que Ukyo olhava para o celular impaciente, o que despertou o interesse de Hikaru (N/A: porque sim, Hika é divo e nós o amamos!).

-Tá esperando a Mikaela te ligar, é? –Hikaru lançou um olhar para maldoso para o loiro, que engasgou.

-M-mas c-como... –Ukyo quase teve um treco.

-Eu ouvi você dizer o nome dela enquanto dormia. –Hikaru adorava infernizar o irmão advogado, o que era mais do que obvio. –E você é uma anta também, por que não pegou o número dela?

-Eu não quis ser atirado, e dei meu telefone com o pretexto de razões profissionais. –Ukyo tentou se explicar, mas não foi muito convincente.

-Já basta o tonto do Masa-nii que bota um bilhete no casaco da garota, esperando milagre, e você dá o seu número e não pega o dela. Qual o problema de vocês, hein? Desaprenderam como faz? Bando de incompetentes. –Hikaru ria, e Ukyo não sabia o que dizer, apenas abaixando a cabeça, em sinal de frustração.

-Que o Masaomi e o Ukyo são dois tontos quando o assunto são mulheres já não é nenhuma novidade. Qual o problema agora? –Perguntou Kaname, acompanhado de Masaomi, adentrando na sala e se intrometendo na conversa.

-Pois eu prefiro ser um tonto a ser um canalha, como você, que tinha uma garota incrível ao seu lado, e o que fez? A tratou como uma qualquer, a maltratando, desvalorizando, humilhando, até que finalmente ela se encheu e te deixou. –Ukyo tocou na ferida de Kaname, Masaomi e Hikaru apenas olharam com reprovação para o monge, que simplesmente se calou, pensativo.

-Pois é Kaname, você consegue ser pior que os dois juntos. –Hikaru comentou com um ar sério, o que era incomum. –A Jess era uma garota fabulosa, duvido que você encontre outra igual.

-Pois eu já encontrei, a senhorita Arns é perfeita para mim, é uma questão de tempo até eu faze-la minha. –Kaname convencido.

-E você acha mesmo que ela vai te querer? Se toca moleque, os olhos da Grace brilham para outro Asahina, que obviamente não é você, um pervertido que ficou praticamente pelado na segunda vez que a viu. –Hikaru lançou um olhar debochado para Masaomi, que corou. –Irmão, quando você vai virar homem e finalmente convidar a Grace para sair? Ela gosta de você, isso é perceptível só de reparar a maneira que ela te olha.

-Ela não me ligou, e age como se não soubesse de nada. Ela deve ter visto o bilhete, e riu da minha cara. – Masaomi comentou frustrado.

-E se ela não percebeu? Talvez ela nem tenha visto o bilhete no bolso, e você esteja sendo injusto com ela. Detesto ter que admitir isso, mas talvez o Hikaru tenha razão. – Ukyo sério.

-Talvez. –Masaomi pensativo. O médico ficou analisando suas atitudes por alguns segundos, quando Fuuto entra aos berros, trazendo duas revistas.

-Olha gente, essas duas não são nossas vizinhas? Aqui tem duas matérias sobre elas. –Fuuto entregou as revistas para Hikaru e Masaomi. O médico pegou a revista que falava de Bunny, e o escritor a que falava de Grace.

-Aqui diz que elas são bem famosas, especialmente nos EUA e alguns países europeus. E olhem só isso, Grace é a escritora da minha coluna favorita, a “Garota Cosmopolita”. –Hikaru comentou entusiasmado.

-Essa coluna não é uma que fala sobre sexo e relacionamentos, que a autora já morou em diversas partes do mundo, inclusive as leitoras escrevem cartas pra ela, pedindo conselhos? –Kaname perguntou, coçando levemente o queixo.  Hikaru disse que sim. – Eu já li essa coluna algumas vezes, é muito boa por sinal. De fato a senhorita Arns é uma mulher fascinante. –Kaname babava enquanto pensava em Grace, fazendo com que Masaomi lhe lançasse um olhar de reprovação e ciúmes.

-E não foi ela quem pegou o buque no casamento da Ema? –Perguntou Ukyo, que antes que pudesse falar mais alguma coisa, seu celular tocou, e ele foi correndo pra sacada.

-O que diz nessa revista? – Hikaru perguntou a Masaomi, que lia concentrado.

-Fala sobre a Stelly, parece que ela dançava em um grupo anos atrás. – O médico normalmente.

-Interessante... –Hikaru e Kaname comentaram ao mesmo tempo.

-Você pode me emprestar essa revista que fala sobre a Grace, digo, senhorita Arns? –Masaomi perguntou sem jeito. Hikaru concordou e trocaram de revista.

Na sacada da mansão dos Asahina, Ukyo parecia estar tendo uma conversa muito interessante.

Ukyo: Alô?

Voz feminina: Olá senhor Asahina, devo admitir que sua voz é tão atraente pelo telefone quanto pessoalmente. (risos)

Ukyo: Olá senhorita Romana, pensei que havia se esquecido de mim. (mais risos ao fundo do outro lado da linha)

Mikaela: Peço desculpas se lhe causei preocupação, mas é que eu gosto de um pouco de mistério e suspense.

Ukyo: Não me preocupou, apenas me torturou. (risos da parte do loiro)

Mikaela: Falando assim vou ficar ofendida, como se eu fosse uma pessoa má. (Mikaela faz bico, soltando um pequeno gemido, o que excitou Ukyo)

Ukyo: E como você está?

Mikaela: Bem e você?

Ukyo: Bem, mas ficaria melhor se a senhorita aceitasse meu convite pra jantar. Que tal na quinta?

Mikaela: Aceito, e posso saber aonde iremos?

Ukyo: No Le Chat Noir, conhece?

Mikaela: Só de nome, mas então nos vemos na quinta. Até logo, Ukyo. (sendo que o nome dele foi pronunciado com certa sensualidade na voz, deixando o advogado ainda mais doido)

Ukyo: Combinado senhorita Romana, te buscarei pontualmente às 20 hrs.

Mikaela desligou o telefone vitoriosa. -“Ukyo, seu lindo...” –Suspirou.

Goo e Fumiko resolveram levar Ikki e Brownie para dar um passeio pela vizinhança. Ikki cheirava tudo e todos muito curioso, enquanto Brownie andava de maneira esnobe e indiferente pela rua.

-Essa cachorrinha da Grace é muito metida, olha o ar de superioridade dela. –Goo analisava Brownie, que pareceu não gostar do comentário, latindo para a loirinha.

-Estou com a ligeira impressão de que ela entendeu o que você disse, e ficou brava. –Fumiko riu, pegando Brownie no colo. –E você deveria ser mais simpática, mocinha. –Disse repreendendo Brownie, que latiu em protesto.

Novamente Ikki saiu correndo em disparada, mas dessa vez não derrubou uma pessoa, mas três. Yusuke e Louis acharam graça e afagaram o cãozinho, enquanto Fuuto ficou extremamente irritado.

-Você tem sérios problemas em controlar essa fera, garota idiota. –Fuuto esbravejou, fazendo com que Yusuke risse da cara dele.

-Deixa de ser antipático Fuutinho, ele é extremamente amigável, veja! –Comentou Yusuke, enquanto brincava com Ikki. –Sempre quis ter um cachorro, mas Masa-nii nunca deixou.

-Cabeça oca do jeito que você é, o coitado ia morrer de fome e sede rapidinho. – Fuuto comentou maldoso.

-Ora meninos, não briguem. O que as garotas vão pensar? Vocês parecem dois moleques sem educação. –Louis repreendeu os irmãos mais novos, e lançou um olhar e gentil para Fumiko, que corou. –Olá senhorita, me desculpe por aquele dia, nem fui capaz de agradecer. Fumiko né?

-É i-isso m-mesmo, Louis. –Fumiko respondeu tímida. –Fico feliz de que esteja melhor.

-Esses cães são seus ou vocês trabalham como babás de cães? –Yusuke perguntou curioso.

-O Ikki é meu, mas a Brownie é da senhorita Grace, eu e a Fumiko nos oferecemos para leva-la junto, já que iriamos sair com o Ikki de qualquer forma. – Goo comentou com um pequeno sorriso. Fuuto não parava de olhar para ela, e aquilo o irritava, pois não entendia a razão.

-Grace, a famosa garota do buque. Nossos irmãos parecem bastante interessados nela. –Fuuto disse em tom de deboche e ironia. Todos o olharam em reprovação. –O que foi? Eu disse alguma mentira?

-Isso é um assunto que não nos diz respeito. –Goo cortou o garoto, que ficou chocado pelo comentário da garota.

-Além de idiota, é mal-educada, essa vizinhança já foi mais bem frequentada. –Fuuto disse ríspido, retornando para casa. Goo ficou extremamente chateada com as palavras do garoto.

-Me desculpe pelo meu irmão, a fama e o sucesso só fizeram mal a ele. Lamento mesmo. –Yusuke tentou consolar Goo, que esboçou um pequeno sorriso. Goo foi para casa com Ikki e Yusuke (N/A: Yusuke foi tão fofinho que merece chá com biscoitos e bolo), e Fumiko convidou Louis para dar a volta no quarteirão, o que foi prontamente aceito.

No meio do caminho, Fumiko e Louis encontraram Momoko e Tsubaki, que estavam molhados e sujos de lama. Preferiram nem perguntar, pois Momoko estava com uma expressão ameaçadora, e Tsubaki mal se aguentava nas pernas, devido ao exagero na bebida.

Grace andava cabisbaixa e pensativa, fazia dias que seu vizinho médico a tratava com frieza e indiferença, e a moça não entendia a razão. Ela e Arya estavam saindo para jogar tênis quando deram de cara com Masaomi e Kaname em frente à Mansão Isabella.

-Olá senhoritas, vejo que temos uma nova vizinha. Eu sou Kaname, é um prazer conhece-la, senhorita? –O monge se aproximou de Arya, lhe depositando um beijo na mão direita. –Não me diga que jogam tênis?

-Eu me chamo Arya. –A loira respondeu indiferente. –Não, imagina, nós vamos dançar ballet. –Respondeu irônica. Grace e Masaomi riram baixo.

-Pois eu poderia jurar que estão indo jogar tênis, que, aliás, é nosso esporte favorito, não é Masa-nii? –O loiro de relance para o irmão, que nada respondeu.

Grace permanecia calada e de cabeça baixa, enquanto Masaomi a observava sério. Arya olhava para os dois com malícia, ao perceber que ele era o vizinho que Bunny tinha comentado.

-Então você é o nosso vizinho médico, Masaomi? –Arya o olhou dos pés a cabeça, com um olhar de aprovação no final. Aquele comentário o pegou de surpresa, assim como Grace, que ficaram extremamente envergonhados.

-S-sim sou eu, porque a pergunta? – Masaomi não parava de olhar para Grace, que estava de costas, pois não queria que vissem sua face avermelhada.

-Nada demais, é que minha amiga Stelly me falou muito bem de você, é um prazer finalmente conhece-lo. – Arya estava tramando algo, e Grace não gostou.

-Vamos Arya, estamos atrasadas. Até mais rapazes. –Grace disse friamente.

Grace saiu andando na frente, com passos duros e firmes. Não demorou muito para que chegassem à quadra de tênis.

-Até quando você vai ficar nessa tromba comigo? –Arya encarava Grace, que estava bastante irritada com o atrevimento da amiga.

-Até eu te destruir no jogo. Quem perder paga o jantar. –Grace disse séria, fazendo a primeira jogada.

Na Mansão Isabella, Stelly foi pegar um casaco de Grace emprestado, quando achou interessante em um dos bolsos.

-“Então é isso que está chateando tanto a Grace.” –Stelly sorriu como se tivesse feito a descoberta do século. Cerca de cinco minutos depois, seu celular tocou. Era Arya.

Stelly: O que foi nerd?

Arya: E aí pirralha, é o seguinte: eu estou aqui no hospital com a Grace, ela se machucou enquanto estávamos jogando tênis, mas está t...

Stelly: Estou indo para aí agora mesmo! –Desligando o telefone na cara de Arya.

-“Só podia ser coisa da Bunny mesmo.” – Arya suspirou aborrecida.

Stelly foi correndo até a Sunrise Residence, sendo Subaru quem a atendeu.

-Oi Stelly, está tudo bem? –Subaru perguntou preocupado.

-Oi Subaru, a Grace se machucou jogando tênis e está no hospital. Estou muito preocupada com ela, não sabia a quem recorrer, e aí você foi a primeira pessoa que me veio a mente. –Os dois coraram com esse último comentário.

-Claro, eu entendo. Quer que eu vá com você até o hospital? – O rapaz tinha uma expressão gentil e atenciosa, que fez o coração da baixinha querer pular do peito.

-Não será um incômodo? Eu me viro caso você esteja ocupado, tudo bem. –Stelly já nem sabia direito o que dizia.

-Você não está em condições de ir sozinha, eu te levo. –Subaru pegou na mão de Stelly e partiram rumo ao hospital.

Da sacada Hikaru observava tudo com atenção, se divertindo secretamente.

-“Essas garotas apareceram na hora certa.” – Pensou.

No hospital Grace berrava e chorava de dor enquanto o médico a examinava. Seu tornozelo estava muito inchado e não conseguia colocar o pé no chão. No corredor Arya aguardava impaciente por notícias da amiga, quando foi abordada por alguém.

-Arya, não é? O que faz aqui? –Masaomi perguntou desconfiado.

-É a Grace, ela se machucou feio enquanto estávamos jogando tênis. Faz mais de uma hora que a levaram para fazer exames, e ainda não deram respostas. –Arya comentou preocupada, provocando o mesmo em Masaomi.

O médico foi até a ala de ortopedia e encontrou Grace numa sala em companhia de um médico e uma enfermeira, que estava lhe fazendo curativo.

 -Boa tarde Doutor Kuroda, o que houve com a senhorita Arns? –Masaomi perguntou ao colega. Ele era um homem de meia-idade, baixinho, rechonchudo, cabelos grisalhos, mas abundantes. O rosto já evidenciava os anos de experiência, mas sua expressão era serena e gentil, usava camisa branca, gravata verde, uma calça social de cor clara, além do habitual jaleco branco.

-Boa tarde doutor Asahina, a senhorita Arns é sua namorada? – O médico perguntou normalmente. Masaomi e Grace ficaram corados feitos dois pimentões. –Entendi. A senhorita Arns sofreu uma luxação no tornozelo esquerdo, uma leve torção no pulso direito, além de pequenas escoriações. Dentro de vinte dias estará bem.

-Certo. Doutor, o senhor acha que terei condições de viajar dentro de um mês? Tenho uma viagem marcada, e que não pode ser adiada. –Grace perguntou apreensiva.

-Provavelmente, mas vamos acompanhar nos próximos dias. Aqui estão os medicamentos que a senhorita deverá tomar, e evite caminhar ou escrever pelos próximos três dias. Qualquer problema é só retornar. –O doutor Kuroda deixou o local, observando a maneira que Masaomi olhava Grace, e riu. Em seguida a enfermeira foi atrás dele, deixando os dois sozinhos.

-Grace, você está bem? Ainda sente alguma dor? –O pediatra olhava com preocupação para a garota, que no fundo estava gostando de toda aquela atenção.

-Oh, estou bem, obrigada. E o que você está fazendo aqui? –Grace perguntou confusa.

-Eu tive um chamado de emergência e encontrei sua amiga Arya no corredor. Ela me disse que você estava aqui, que tinha se machucado durante o jogo, e eu vim ver como estava. Fiquei preocupado. – A última frase fez a garota sorrir tímida, deixando o médico sem jeito. –Como foi que isso aconteceu?

-Como você já sabe, nós estávamos jogando tênis, e quando eu fui sacar do nada apareceu um gato no meu caminho, e eu caí. E o resto da história você já sabe, e aqui estamos. –Grace riu da própria desgraça, fazendo com que Masaomi a observasse admirado. –Me desculpe.

-Pelo o que? – Masaomi não entendeu a atitude de Grace, que parecia estar chateada com ele.

-Não sei exatamente, mas acho que fiz algo que te aborreceu. Perdoe-me, juro que essa não foi minha intenção. –Grace abaixou a cabeça, procurando um ponto fixo no chão, sem perceber a aproximação repentina de Masaomi para com ela.

-Eu é que te peço desculpas, foi apenas um mal entendido. Sinto-me péssimo por te fazer se sentir assim por minha culpa. Grace, eu... –O médico segurava a mão que não estava enfaixada da escritora, os dois tinham os olhos fixos um no outro. (N/A: Bota a música da Taylor Swift pra tocar).

-Ai minha nossa, Stelly está aqui. Ouço os gritos dela de longe. –Grace tentou se levantar, mas foi inútil. Masaomi a pegou no colo, levando-a até onde Stelly, Subaru e Arya estavam. Os três se olharam surpresos, enquanto Grace não sabia onde enfiar a cara, de tanta vergonha.

-Agora tá explicado a causa da demora. –Arya comentou baixinho, olhando com malícia para a amiga, que fez cara feia.

-Maninha você está bem? Sente dor? –Stelly correu até a irmã, olhando-a de cima a baixo. Grace usava uma bota ortopédica, seu pulso estava enfaixado, além de pequenos curativos no joelho, braço e cotovelo.

-Estou sim, já tomei analgésicos e anti-inflamatórios, o médico disse que devo ficar bem em torno de vinte dias. Você vai ter que comandar a casa no meu lugar durante esse período. –Grace bagunçou os cabelos da irmã, ainda no colo de Masaomi.

-Masa-nii, ela não está um pouco pesada? Deixe que eu a carrego, e você deveria voltar ao trabalho. –Subaru disse sério. (N/A: Coisa feia Susu, chamando a cunhada de gorda). Masaomi assentiu e entregou Grace para Subaru, que o olhou com raiva.

-Eu sou bem leve, ok? –Os olhos de Grace pareciam estar pegando fogo, deixando o jogador de basquete com medo.

Estavam no estacionamento quando foram parados por uma menina de cabelos exóticos. A garota possuía longos cabelos cor de rosa chiclete, olhos roxos desconfiados e assustados. Pele clara e baixa estatura, carregando uma caixinha de viagem, onde dentro estava um gato branco de olhos azuis, que miava insistentemente em protesto.

 -Quem é você? –Stelly perguntou em tom de ameaça.

-Sinto muito pela confusão que o Gatinho lhes causou, lamento pelos seus ferimentos, moça. –Grace olhou melhor para a garota e ficou com um pouco de pena, pois ela estava suja e parecia estar cansada e faminta.

-Qual o seu nome? Você está bem? –A Arns mais velha perguntou.

-Eu estou sim, e não preciso da sua pena. –A menina respondeu rispidamente.

-Você quer ir para minha casa? Pois me parece que você não tem para onde ir. – Grace disse normalmente. –Eu me chamo Grace, e você?

-Micaela. –Respondeu arredia a garota de cabelos rosa.

-Pois bem Micaela, minha oferta está de pé. Fique pelo menos esta noite em minha casa, e quem sabe eu posso te ajudar em algo. –Grace agora tinha uma expressão gentil e acolhedora, quase de uma mãe.

-Está bem. –Micaela aceitou, mesmo a contragosto.

Após uma tarde animada ao lado de Azusa, Mizuki e o gêmeo de cabelos escuros retornavam pra casa, quando se deram conta de que eram vizinhos.

-Minha nossa, não me diga que você é um Asahina, irmão de monge tarado? –Mizuki perguntou perplexa, levando as duas mãos ao rosto.

-Sim, infelizmente. –Azusa fez um muxoxo. –“Kaname sempre nos fazendo passar vergonha, como se já não bastasse as tosquices do Tsubaki e as ironias do Hikaru”. –Pensou.

-Você está bem Azusa? Parece meio pálido. –Mizuki parecia preocupada com o garoto que acabara de conhecer.

-Me pergunto se Tsubaki e a sua amiga já voltaram para casa. –Azusa comentou pensativo, observando a movimentação na Mansão Isabella. –Olha lá meus irmãos, o que será que aconteceu?

Mizuki e Azusa se dirigiram ao jardim, quando viram Subaru trazer Grace em seus braços. (N/A: Morra de inveja Bunny, rá!)

- O que aconteceu com a Grace? –Perguntou Mizuki.

-Ela se machucou enquanto jogava tênis com a Arya. –Bunny fez cara feia, enquanto a loira pareceu nem ouvir, pois estava entretida com seu celular.

-Ah, não reclama Bunny, ela ainda se deu bem porque ganhou uma atenção “especial” no hospital. –Arya comentou com um olhar malicioso.

-Como é que é? –Grace fez uma cara de indignação que fez Arya e Akira rir, está última chegando agora.

-Ah vocês não sabem? A onee anda no maior clima de romance com nosso vizinho, o doutor Masa-fofo. –Stelly comentou debochada, deixando a irmã furiosa. Grace afundou o rosto no pescoço de Subaru de vergonha, deixando Stelly morta de ciúmes.

-Masa-fofo, Hahahahaha. –Akira, Micaela e Arya tiveram um ataque de risos por causa do apelido que Bunny arranjou para o Asahina mais velho. Subaru e Azusa se olharam sem entender nada.

-Bom, acho melhor te levar para o seu quarto, você precisa descansar. –Subaru disse sério. Grace suspirou aliviada.

Os dias a seguir correram normalmente, na medida do possível. Grace já estava irritada por ficar sem fazer nada. Stelly estava de mal com Subaru. Fumiko e Mizuki estreitando amizade com Louis e Azusa. Go trocava farpas sempre que se encontrava com Fuuto. Momoko botava a língua sempre que via Tsubaki, e ele apenas ria.

Micaela acabou aceitando a oferta de Grace de morar na Mansão Isabella, em troca se ofereceu para ajuda-la a fazer os afazeres dela e cozinhar para todas. Ela e Grace estavam no terraço tomando chá gelado com bolo de cenoura, pães de queijo e brigadeiro, especialidades da brasileira.

-Diga-me Micaela, como você veio parar no Japão? –Grace perguntou curiosa, pois a menina era bastante arisca e não falava muito. Ela era a única com quem Micaela falava um pouco mais, além de Goo e Mizuki.

-Eu estou procurando por meu pai. Quando meus avós adotivos morreram, me deixaram uma pista sobre meu suposto pai, além de algumas economias. Chegando aqui eu me matriculei em uma escola de artes, que sempre foi meu sonho. Felizmente consegui uma bolsa de estudos, mas as minhas economias acabaram e eu não consegui arranjar um trabalho. No dia do incidente fazia uma semana que estava sem ter onde morar ou dinheiro para comer. – Grace ficou com os olhos cheios d’água ao ouvir a história da menina, que parecia ter tido uma vida muito cruel.

-Não posso dizer que entendo porque nunca passei por isso, mas eu prometo que no que depender de mim você nunca mais ficará sem um teto ou sem ter o que comer, assim como o gatinho. Sobre trabalho, eu posso dar um jeito nisso. A propósito, onde anda o Gatinho? Stelly parece ter se afeiçoado muito a ele. –A morena comentou.

-O Gatinho tem vida própria, faz o que quer na hora que bem entende. Já não me preocupo quando ele some, pois sempre volta, miando por uma tigela de leite. –Micaela se referiu com carinho ao bichano, fazendo Grace sorrir. As duas comiam as guloseimas quando foram interrompidas por Mikaela, que tinha uma expressão de pânico em seu rosto.

-Grace, eu preciso de ajuda, aconteceu uma tragédia. –Mika dizia puxando os cabelos de aflição.

-Que foi a amiga? Por que esse desespero todo? –Grace perguntou sem entender nada.

-Eu tenho um encontro com o Ukyo hoje à noite, ele vai me levar num restaurante francês super badalado, e o único vestido decente que eu tinha para usar eu fiz a proeza de queimar com o ferro de passar. –Mikaela falava como se fosse o fim do mundo, algo típico dela. –Acho que vou cancelar, inventar que estou gripada, sei lá. –A morena estava prestes a ligar para Ukyo quando Grace arrancou o celular de sua mão.

-Não vai fazer nada disso, deixa de ser exagerada. Vestidos é que não me faltam, vamos até o meu quarto procurar um que fique bom. Em qual restaurante vão? – Grace perguntou, pensando nas peças que haviam em seu armário.

Chegando ao aposento, as meninas se aventuraram pelo closet de Grace, que era imenso e abarrotado de peças, algumas ainda possuíam etiqueta. Mikaela olhava fascinada, sentia-se como se estivesse no paraíso fashion, enquanto Grace passava os olhos pela arara de vestidos, puxando um.

-Que tal esse? –Grace perguntou normalmente, vendo Stelly entrar em seu quarto.

-Parece ótimo, vou experimentar. –Mikaela pegou o vestido e foi para trás de um biombo, enquanto as demais esperavam ela se trocar. –Que tal? –A morena perguntou, esperando a aprovação das amigas.

-Caramba, você tá muito chique Mika, eu vou ao meu quarto buscar algumas joias. –Stelly saiu correndo.

-Fantástica, agora experimenta com esses sapatos. –Grace comentou empolgada, adorava ajudar as amigas a se arrumarem para encontros.

-Voltei meninas! Uau, você vai arrasar hoje. –Bunny comentou surpresa, entregando os acessórios para Mika.

-Perfeito, agora vamos fazer o cabelo e a maquiagem. –Grace fez sinal para que Mikaela se sentasse em uma cadeira no outro lado do quarto, em frente a uma penteadeira abarrotada de produtos de beleza.

Na Sunrise Residence um nervoso e atrapalhado Ukyo andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer.

-Para com isso, desse jeito vai fazer um buraco no chão. –Hikaru comentou entediado.

-Por que você está tão nervoso? –Kaname perguntou curioso.

-É que hoje ele tem um encontro com a atrevida da casa vizinha. –O ruivo comentou em tom de deboche.

-Cale a boca vocês dois. E não fale assim da Mikaela, Hikaru. –Ukyo respondeu incomodado.

Enquanto os três discutiam, Masaomi e Iori entraram na sala sem entender nada do que acontecia.

-Posso saber qual o problema dessa vez? –Masaomi massageava as têmporas, prevendo uma dor de cabeça.

-Ukyo tá nervosinho porque vai sair pra jantar hoje. – Hikaru comentou maldoso. –Receita um calmante pra ele, Masa-fofo.

-Do que você me chamou? –O médico arregalou os olhos, enquanto o ruivo ria sadicamente.

-É assim que as nossas vizinhas estão te chamando, depois do episódio no hospital. E não me olhe com essa cara, eu tenho minhas fontes. –Hikaru sorriu enigmático, deixando o irmão envergonhado.

-Está quase na hora de eu buscar a Mikaela. Iori, você fez aquele favor pra mim? – O advogado perguntou ao irmão mais novo, que lhe entregou um belo e bem elaborado ramalhete de flores. –Obrigado.

-Boa sorte. –Iori comentou solidário.

No quarto de Grace, a bagunça era geral. Todas queriam ver a produção de Mikaela, que ficou impressionada com o que viu no espelho. Estava muito bonita. Grace e Stelly a admiravam e sorriam satisfeitas, como se tivessem pintado a Monalisa. Ela usava uma maquiagem leve e discreta, que valoriza os pontos fortes em seu rosto, e no cabelo leves ondam foram feitas, apenas nas pontas.

-Minha nossa, você tá um arraso. –Akira comentou impressionada.

-Eu também quero uma produção assim quando eu tiver um encontro. –Momoko disse aos pulinhos.

-Parabéns Grace e Stelly, fizeram um bom trabalho. –Goo comentou normalmente.

-Obrigada meninas, e cadê o resto de vocês? –Mikaela perguntou curiosa.

-Estão na sala, acharam que já tinha gente demais. – Momoko fez uma careta.

-Então vamos pra lá também. –Sugeriu Grace.

Assim que chegaram a sala, a campainha tocou. Fumiko foi correndo atender, acompanhada de Stelly. Ambas tiveram uma surpresa quando viram Ukyo acompanhado por Masaomi, e os dois carregavam buques de flores.

-Boa noite senhoritas, a Mikaela está? –Ukyo perguntou educadamente. Ele vestia uma camisa preta, terno cinza e sapatos pretos, e trazia um buque de rosas coral* em suas mãos. Stelly e Fumiko suspiraram.

-Boa noite. –As duas responderam em coro.

-Boa noite meninas. Stelly, a sua irmã está? –Masaomi perguntou meio acanhado.

-Está sim, mas ela acabou de subir para o terraço. Eu te acompanho até lá. –Stelly sorriu travessa, como criança prestes a cometer alguma estripulia.

Fumiko levou Ukyo até a sala de estar, e este quase teve um infarto ao ver Mikaela. Ela estava deslumbrante aos olhos dele.

-Boa noite senhoritas. S-senhorita Romana, v-você está... –Ukyo travou ao ver a morena a sua frente. Ela riu da reação do loiro e deu uma voltinha, a fim de provoca-lo.

-Boa noite senhor Asahina, está tudo bem? Não gostou da minha roupa? –Mikaela fingiu estar magoada, fazendo beicinho.

-De forma alguma, a senhorita está lindíssima, e essas flores são para você. –O advogado lhe entregou, que ela recebeu com prazer, aspirando seu perfume. –Vamos? –Ukyo lhe ofereceu o braço, que ela aceitou na hora.

-Espere só um momento, eu tenho que pôr as rosas na água. –Mikaela estava pronta para ir à cozinha, quando foi interceptada por Momoko.

-Deixa que eu faça isso, agora desapareçam daqui e aproveitem a noite. –A loira disse animada, piscando para a morena. Ela e Ukyo riram, e saíram.

No terraço, Grace olhava para o céu distraída, sem foco em seus pensamentos, quando ouviu a voz de Stelly.

-Maninha, tem visita pra você. –A baixinha disse num tom malicioso, que Grace não percebeu.

-Tudo bem, pode mandar subir. – A morena suspirou um pouco desanimada.

-Na verdade ele já está aqui. –Stelly riu marota. Grace virou e levou um susto quando viu quem era. –Vou deixa-los a sós, podem ficar a vontade.

Grace corou intensamente ao ver que o médico trazia consigo um pequeno e delicado buque de violetas*. Masaomi sorria, e a olhava com carinho.

Chegando ao restaurante, Ukyo saiu do carro primeiro, para poder abrir a porta para Mikaela. (N/A: Cavalheirismo, por favor!). O local era um pequeno sobrado de cor amarelo suave, mas muito charmoso e aconchegante. O ambiente era iluminado por velas o suficiente para que não ocorresse algum acidente, e decorado com muitas tulipas. As cadeiras eram de bronze envelhecido e possuíam almofadas com estampas de flores do campo, a louça era discreta e delicada, e ao fundo havia uma farta adega. Mikaela e Ukyo foram recebidos pela recepcionista, que lançou um olhar de inveja para a garota.

-Boa noite, sejam bem vindos ao Le Chat Noir. Possuem reserva? –Perguntou a recepcionista de maneira cordial e polida.

-Sim, está em nome de Ukyo Asahina. –Respondeu o loiro. Mikaela apenas observava admirada a desenvoltura e expressividade de Ukyo.

-Aqui está, acompanhem-me por gentileza. –Disse a atendente. Ela os levou para uma mesa no terraço, que possuía pequenas e um delicado arranjo de margaridas. O céu estava estrelado e sem nuvens, e uma música suave e romântica tocava ao fundo. Assim que se sentaram veio um garçom para atendê-los. Ele entregou dois cardápios: um com o cardápio da casa, e outro de vinhos. Mikaela olhava perdida para os pratos com nomes estranhos, enquanto o advogado pediu uma garrafa de vinho.

-Está tudo bem, senhorita Romana? –Ukyo perguntou fitando a moça, que corou.

-Ah sim, só não sei o que pedir. –Respondeu com o olhar baixo.

-Se importa se eu escolher por nós dois? –Ukyo deu um sorriso gentil e sedutor, que fez todos os pelinhos do braço de Mikaela se arrepiar. Ela apenas balançou a cabeça em negação, fazendo o loiro sorrir vitorioso.

Ukyo pediu Carpaccio de Poulpe du Chef Gérard (Carpaccio de Polvo do Chef Gérard), Filet Mignon Forestier (Filé Mignon ao Molho de Cogumelos, Limão e Ervas Frescas), Salades de Fromage de Chèvre Chaud (Salada com Vinagrete de Mostarda Dijon e Queijo de Cabra Gratinado) e Profiteroles, Glace Vanille et Sauce Chocolat (Carolinas com Sorvete de Baunilha e Calda de Chocolate). Mikaela observava seu belo acompanhante falar francês, era perfeito.

 

Enquanto a comida era preparada, aproveitaram para conversar e se conhecer melhor, como se já não tivessem feito isso a semana toda, por telefone. Ukyo parecia estar muito interessado em cada palavra que ela dizia, enquanto Mika estava adorando toda aquela atenção.

-Está uma noite linda, não é? –Mikaela perguntou, observando o céu.

-Concordo. –O loiro respondeu, observando os olhos da morena, que brilhavam feito estrelas. Ela percebeu e riu, deixando-o corado.

A comida finalmente chegou, e houve um breve silêncio por alguns instantes.

Na Sunrise Residence, Hikaru escrevia em seu notebook, enquanto analisava as movimentações ao seu redor. Já era tarde e nem Masaomi ou Ukyo ainda haviam retornado.

-Prevejo uma boa e proveitosa noite... –Murmurou para si mesmo, enquanto bebericava uma dose de uísque.

Continua...



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