História Nossos Tesouros - Interativa - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Brothers Conflict
Exibições 6
Palavras 5.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Entre beijos e travessuras (Especial Valentines Day)


“But can you feel this magic in the air?

It must have been the way you kissed me

Fell in love when I saw you standing there

It must have been the way

Today was a fairytale

It must have been the way

Today was a fairytale...”

-Mizu, socorro! –Momoko corria desesperada pela sala, toda lambuzada de chocolate.

-Sua lesada, o que aprontou dessa vez? E por que está suja de chocolate? – Mizu perguntou desconfiada.

-É que eu tava tentando fazer chocolates pro Tsubakizinho, mas que não está dando certo. – A loira respondeu chorosa, mostrando os corações duros e sem gosto que havia feito.

-Pobre porco-espinho amestrado, vai morrer envenenado com essa porcaria. – A azulada respondeu séria, fazendo Momo chorar ainda mais.

-Qual o problema agora? – Akira e Micaela perguntaram ao mesmo tempo, adentrando a cozinha. Elas observaram a bagunça e a loira lambuzada até os cabelos, ficando espantadas.

-O que houve aqui? Passou um tornado? – Micaela perguntou irônica.

-Ah, nada demais, só a Momoko tentando fazer chocolates pro “Tsubaka”. Mizuki respondeu indiferente.

-Pobre porco-espinho, tem que ser muito idiota pra namorar a Momoko. – Akira comentou na maldade, fazendo Mizu e Micaela rir.

-Que belas amigas eu arranjei. – A loirinha fez bico, ameaçando voltar a chorar.

-Tá legal loirinha, chega de drama. Eu vou te ajudar a fazer, pois também quero fazer uns para o Gatinho Ruivo. – A garota de cabelos rosa chiclete suspirou.

-Ahá, então você quer agradar o ruivinho com cara de delinquente? – Akira perguntou debochada. – A propósito, eu consegui forminhas de gato, flor, nota musical e panda.

-Panda? – Momo perguntou curiosa.

-Sim, é que a Mizu e o Azusa são tão fofinhos juntos que me fazem pensar em pandas. – A morena de olhos violáceos respondeu aos pulinhos, provocando um ataque de risos em Momoko e Micaela, deixando Mizuki morta de vergonha.

-Parem com isso suas panacas, vamos fazer esses chocolates de uma vez, senão não ficarão prontos até amanhã de noite. E Momoko, vê se faz algo decente dessa vez, porque eu não ver o Azusa preocupado num dia em que ele deve ser apenas MEU! – Mizuki berrou. Todas assentiram e começaram a preparar os doces.

Em um shopping qualquer, Fumiko, Goo e Zendaya procuravam por presentes para seus amados, sendo a última citada era quem mais tinha dificuldades em encontrar algo que ela julgasse ser apropriado para presentear o namorado.

-Qual o problema, Zeny? – Fumiko perguntou gentil, percebendo que a garota não parava de suspirar de frustração.

-Ah, é que eu não consigo achar um presente apropriado pro Hik. Nada parece estar á altura dele, até mesmo eu. – A estudante de design respondeu desanimada, soltando um muxoxo.

-Não entendo o porquê de tanta preocupação, não deveríamos apenas comprar chocolates, e entregar para os garotos? – Goo perguntou indiferente, enquanto observava a vitrine de uma joalheria.

-E você, Goo-tan? Como vão as coisas com o ídolo abusado, digo, Fuuto? Já sabe o que dar a ele? – Fumiko perguntou curiosa.

-Estamos indo bem e tudo mais, eu até já comprei um presente e tudo mais, só que ele riu da minha cara quando eu disse que queria comer tuna pizza na noite do Valentine’s Day, me chamou de simplória e sem graça, mas eu gosto dele mesmo assim, e com certeza meu presente será algo que ele não espera. – A loira respondeu enigmática.

-Tá certo, entendi. Zeny, por que você não faz algo exclusivo para o ruivão? Pode ser também um caderno de anotações personalizado, uma daquelas canetas chiques, ou até mesmo um desenho de vocês. – Fumiko sugeriu animada.

-Está bem, vou pensar no assunto. – Zendaya sorriu tímida. –Mas e você Fumiko? O que vai dar ao Louis?

-Vejamos, uma torta de frutas silvestres, um cartão caprichado e uma tesoura de pelúcia. – A azulada respondeu confiante, com um dedo entre os lábios, como se estivesse tentando resolver uma questão difícil.

-Uma tesoura de pelúcia? Não é meio... Estranho? – Goo perguntou incrédula, estranhando o presente um tanto excêntrico.

-Ele é um cabeleireiro, então achei que seria legal e diferente, além de ser uma forma de demonstrar que eu me importo e presto atenção nele, colocando todo o meu empenho e amor nisso. – Fumiko disse sorridente, pensando com carinho no amado.

-Vocês dois são fofos demais. – Zeny suspirou de paixão, pensando em Hikaru.

Na Sunrise Residence alguns dos irmãos Asahina estavam muito agitados, e Wataru apenas observava curioso, sem entender nada.

-Louis-san, por que todos estão tão nervosos? – O irmão caçula questionou com uma expressão fofa e inocente.

-É por causa do amor, meu caro. Nossos irmãos estão muito empenhados em agradar suas namoradas. – Louis respondeu gentil.

-Ah, mas isso não deveria ser uma coisa boa? Eles parecem bravos. – O garotinho de cabelos rosados tinha uma expressão confusa, mas extremamente adorável.

-É complicado, mas um dia você vai compreender, quando se apaixonar e quiser agradar sua namorada. – Hikaru se meteu na conversa. –Veja o Kyo-nii, por exemplo, está tão preocupado em agradar a Mika-san, que nem se lembrou de perguntar aonde ela gostaria de ir jantar na noite do Dia dos Namorados. Tão descuidado...

-Eu ouvi isso! E eu aposto que você nem preparou nada pra sua namorada. Coitada da Zendaya, com certeza ela merecia alguém melhor que você. – Ukyo comentou irritado, enquanto preparava alguns bombons de licor.

-Vou embora daqui, vocês cansam a minha beleza. – O ruivo saiu da sala balançando seus longos e belos cabelos ruivos, numa postura debochada e provocativa.

Em uma charmosa cafeteria em algum canto da cidade, Mikaela e Arya tomavam um doce e animado café, após terem ido às compras, pois além dos presentes quiseram comprar roupas e lingerie, pois a noite dos namorados prometia.

-Mika, sabe no que eu estava pensando? – Arya indagou, batendo o indicador nos lábios, pensativa.

-No Natsume? – A estudante de biologia marinha perguntou com um olhar irônico, deixando Arya de mau humor, fazendo-a mostrar a língua.

-Engraçadinha. Estava pensando que amanhã é Dia dos Namorados, mas me parece que é um pouco diferente dos EUA. Lá os casais trocam de presentes, saem para jantar, as mulheres ganham flores; e os solteiros costumam organizar festas, como uma espécie de premio consolação. – A americana comentou pensativa, enquanto a japonesa ouvia atentamente, retocando o batom. – Aqui meio que parece uma competição, especialmente nas escolas. E a maneira de se relacionar é meio estranha também, esse lance de se confessar e aceitar ou não os sentimentos da pessoa, parece meio frio, forçado, sei lá. Talvez seja por isso que eu tenha demorado a me entender com o Natt.

-Acho que você está exagerando um pouco, e além do mais, você é americana, lembra? Vocês adoram dizer coisas do tipo “não tenho tempo para relacionamentos” ou “minha carreira vem em primeiro lugar”. Abstenha-se de pensar nessas coisas e curta o momento. E voltando ao amanhã, o que vocês farão amanhã? – Mika perguntou, enquanto devorava um bolinho de abacaxi com coco.

-Depois do trabalho eu vou para a casa do Natsume, ele encomendou um delicioso jantar mexicano para nós dois, e eu vou levar um bolo para a sobremesa. E antes que você me pergunte, eu encomendei o bolo numa excelente padaria francesa, e de presente comprei uns brinquedinhos. – O olhar da loira se tornou sombrio, deixando Mikaela com medo, fazendo ambas rir. – Mas e você e o “Sra. Asahina”, o que vão fazer?

-Então, eu e a minha “senhora” vamos jantar em um restaurante tailandês, e depois vamos ao show da Norah Jones, mas ele não sabe ainda. Resolvi fazer uma surpresa já que ele a adora, então comprei os ingressos de presente, e felizmente o restaurante fica pertinho de onde será o show. – A morena comentou animada, com os olhos brilhando intensamente.

No hospital o Asahina mais velho olhava chateado para uma foto de Grace em seu celular, enquanto bebia uma xícara de café fria, fato que passou despercebido por ele.

-O que foi Masa-nii, brigou com a Grace de novo? – Kaname perguntou com um sorrisinho canalha no rosto. Ele estava acompanhado de Subaru e Iori.

-Dá um tempo Kaname, não deixe nosso irmão mais aborrecido do que ele já está. Ele provavelmente está chateado porque a Grace está longe, junto com Stelly e Jess. Você não se importa com a ausência da Jess? – Iori perguntou sério.

-Claro que me importo, mas a Jessica estará de volta amanhã de manhã, junto com a namorada invocada do Suba-chan. A propósito, o que estão fazendo naquele lugar? – O monge questionou curioso.

-Sei lá, mas me parece que a Grace ama aquele local tanto quando Nova Iorque, e Stelly comentou com a Akira que a irmã estava com um bloqueio criativo, por isso foi pra lá. – Iori comentou normalmente.

-E por que Jess foi junto? – Subaru perguntou.

-Sei lá, parece que ela queria ver uns museus, igrejas, assistir as touradas, algo assim. – O monge respondeu indiferente.

-Credo, com um namorado como o Kaname ela nem precisa de inimigos. – Masaomi disse revirando os olhos, fazendo os outros irmãos rir.

-E um namorado como você deve ser muito bom, que a namorada nem te comunica pra onde vai, parece até um corno, sendo o último a ficar sabendo. – O monge respondeu acidamente, fazendo saltar uma veia na cabeça do médico.

-Já chega Kaname, e para o seu governo elas não estão mais na Espanha faz dias. E vamos nos focar no que viemos fazer aqui, ok? Masa-nii, caso você ainda não tenha comprado algo para a Grace, gostaria de nos acompanhar as compras? – Subaru perguntou sério. –Na verdade, eu já encomendei o presente da minha coelhinha faz tempo, só vou buscar. – O jogador de basquete suspirou feliz.

-Eu também já comprei o presente da Grace, mas estou precisando de roupas novas, então vou acompanha-los. E estou precisando de um café decente, o que servem aqui no hospital é horrível. – O médico respondeu alegre, retirando o jaleco.

Em algum lugar de Milão...

Stelly e Jess resolveram dar uma pausa nas compras e entraram em uma trattoria bastante charmosa e aconchegante, para comer um delicioso almoço italiano. Elas bebiam vinho enquanto esperavam pela comida, além conversar sobre os planos para o Valentine’s Day, até o garçom retornar com os pratos.

-Stelly, você tem certeza que vai comer tudo isso? – Jess perguntou preocupada.

-Claro que sim, seja até pouco. – A baixinha respondeu confiante.

-Queria saber pra onde vai tanta comida, aposto que você tem um buraco negro ao invés de estômago. –A estudante de psicologia satirizou, deixando Stelly com uma enorme tromba.

-Eu como o suficiente pra manter a minha energia, sou baixinha, mas muito agitada, meu dia deveria ter trinta horas. – Stelly comentou ofendida. – E como você pode reparar, meu corpo gasta muito bem as calorias que consome. – Se levantou e deu uma volta, mostrando a silhueta magra e esguia, apesar de estar de casaco de lã, devido ao rigoroso frio europeu.

-Tá bom, me desculpe. A propósito, a Grace já mandou algum sinal de vida? – A esverdeada indagou.

-Ela me mandou uma mensagem, dizendo para partirmos logo, pois ela não quer que fiquemos presas a ela, pois ela ainda não tem certeza se retornará logo ao Japão. – Stelly comentou um pouco triste. – Coitado do Masa-fofo né, ele deve estar bem chateado com a minha irmã.

-Concordo. Mas vamos nos apressar então, não vejo a hora de encontrar o meu sol loiro. – Jess respondeu viajando, enquanto se agarrava a uma lótus de pelúcia, que Kaname lhe deu antes de viajar.

Sobre o gramado do Parque Sempione Grace digitava freneticamente em seu notebook, sua inspiração estava a todo vapor. Ela decidiu fazer uma pausa para descansar um pouco, retirou uma garrafa de chá da bolsa, fazia frio, mas havia bastante sol naquele dia. Ela viu um casal sentado em um banco no clima de romance, o que a fez automaticamente pegar o celular e olhar suas fotos com Masa-fofo, digo, Masaomi. Algumas lágrimas escorreram de sua face, e se assustou quando repentinamente apareceu uma mão na sua frente, lhe oferecendo um lenço.

-Uma moça tão bonita chorando as vésperas do dia de São Valentim? Isso é inadmissível! – Disse um senhor gentil e sorridente. Ele tinha estatura mediana, pele morena, olhos e cabelos castanhos. Usava uma boina cinza e um cachecol xadrez, se apoiando numa bengala. –Brigou com o namorado?

-Não é bem isso, mas sinto que tenho sido uma péssima namorada ultimamente. Só penso em mim mesma e nunca levo a opinião dele em consideração, e estou sempre colocando meu trabalho em primeiro lugar. O entenderia perfeitamente se ele não me quisesse mais. – A Arns mais velha disse, enquanto limpava o rosto.

-E por que não tenta mudar isso? Você me parece amar de verdade este ragazzo, seja sincera com ele, e tenho certeza que a senhorita é perfeitamente capaz de conciliar os dois. Depois pode ser tarde demais. – O senhor disse sério, refletindo sobre suas palavras. –Vá atrás dele menina, amor verdadeiro a gente só tem um.

-O senhor tem toda a razão, e é isso o que eu vou fazer agora mesmo. Muita obrigada pelos conselhos, como se chama? Eu sou a Grace. – A morena respondeu com um pequeno sorriso, motivada.

-Grace era o nome da minha falecida esposa, fomos casados por 47 anos. Sinto falta dela todos os dias, se eu pudesse voltar no tempo há muitas coisas que eu teria feito diferente, especialmente ter passado mais tempo com ela, e me importado menos com o trabalho. Infelizmente não tivemos filhos e agora meu maior passatempo é vir a este parque. Por isso não deixe seu amor escapar e viva sem arrependimentos, pois levará dessa vida apenas o que for bom. – Disse o senhor, nostálgico. –Eu me chamo Giorgio, e desejo toda a felicidade do universo a senhorita e seu namorado, que é um homem de muita sorte. Aproveitem!

Grace abraçou o velho italiano e saiu correndo rumo ao aeroporto.

-“Espero chegar a tempo.”- Pensou.

O dia de São Valentim começou barulhento e tumultuado tanto na Mansão Isabella quanto na Sunrise Residence. Como era domingo, ninguém tinha aula, mas alguns precisaram trabalhar, como Momoko, Mizuki e Goo foi chamada para fotografar alguns casais no parque.

Stelly e Jess chegaram por volta do meio-dia em Tóquio, sendo recebidas no aeroporto por Subaru, Kaname e Masaomi, e último citado ficou bastante frustrado ao ver que Grace não estava com elas. Subaru pegou a baixinha no colo e a rodopiou pelo saguão, deixando-a roxa de vergonha. Os demais riram da cena. Kaname apenas abraçou Jess gentilmente, depositando-lhe um beijo na testa.

-Tem alguém que ia morrer se você não voltasse hoje. –Kaname comentou debochado, Subaru lhe olhou de cara feia, em seguida levando um beliscão de Jessica. –Ai!

-Que bom que estão de volta meninas. Fizeram boa viagem? – Masaomi perguntou cordial.

-Sim. – As duas responderam em uníssono.

-Ótimo, vamos levar vocês para casa agora. – Subaru disse animado, pegando as bagagens de Stelly. A Arns mais nova puxou o médico um pouco mais para trás, que ficou surpreso.

-O que foi Elly, aconteceu algo com a Grace? – O médico perguntou preocupado.

-Não, ela está bem, mas talvez ela não retorne hoje, eu não a vejo faz alguns dias, e ela também não responde e-mails ou atende o celular. Sinto muito pelo egoísmo dela. – A Arns mais nova disse sem jeito.

-Está tudo bem, não é culpa sua, e eu sei o quanto ela está focada em terminar o novo livro, e também da pressão que ela está sofrendo por parte dos editores. Me sinto mal por não estar lá com ela, dando o apoio necessário. – O Asahina mais velho respondeu gentil. –“Grace...” – Suspirou.

Fumiko e Louis optaram por aproveitar mais a parte do dia, foram comer takoyaki e sorvete de amendoim, seguida de um passeio no planetário. A azulada e o cabeleireiro observavam fascinados o falso céu, segurando as mãos fortemente. Depois pararam em uma cafeteria, que era a favorita do casal. Trocaram os presentes, e Louis ficou bastante surpreso com o que Fumiko lhe dera, já ela ganhou um colar com pingente de estetoscópio e os tradicionais chocolates em formato de coração.

-Obrigada por estar comigo hoje, eu te amo Louis. – Fumiko disse transbordando de alegria, dando-lhe um beijo meigo.

-Eu também te amo e estou muito por estar contigo. – Louis acariciava seus cabelos enquanto se beijavam.

Micaela estava no jardim da Mansão Isabella, brincando com gatinho em seu colo quando Yusuke apareceu. Gatinho foi correndo e pulou na cabeça do ruivo, derrubando-o no chão.

-Acho que o Gatinho gosta mais de você do que de mim. – A rosada fez beiço, fazendo-se de magoada. –A propósito, feliz Valentine’s Day, gatinho ruivo. –Entregou-lhe uma caixa com chocolates em forma de gato e uma carta, deixando Yusuke corado.

-O-obrigada, eu também tenho algo para você também. –Ele entregou uma caixa decorada com filhotes de gato, que continha um caderno de desenho personalizado, um porta-retratos com a primeira foto que tiraram juntos e um cartão em formato de coração. Micaela pulou no pescoço dele, beijando-o de surpresa.

-Eu adorei ruivão, você é o melhor namorado que existe! – Os olhinhos roxos de Mica brilhavam, fazendo Yusuke se derreter ao charme da amada.

-I-imagina, só queria te deixar feliz. Eu te amo. – O ruivo respondeu tímido. –Mais tarde vai ter uma apresentação circense na praça dos lírios. Quer ir? – Perguntou. Micaela concordou sem pensar duas, enquanto beijava o namorado.

Mizuki e Momoko estavam encerrando seu expediente quando foram surpreendidas com dois gigantescos buquês de rosas, o da azulada era vermelho e o da loirinha, rosa. Mizu ficou vermelha igual às flores que ganhou, enquanto Momo dava pulinhos e gritinhos baixos, deixando a amiga com mais vergonha ainda.

-Vocês são fofos demais, sabiam? – Momoko disse escandalosa, enquanto agarrava Tsubaki pelo pescoço, enchendo-o de beijos na bochecha.

-Oh minha loirinha, nós apenas queremos retribuir o amor que vocês nos dão, nossas digníssimas namoradas. – Tsubaki disse orgulhoso, percebendo que as pessoas a sua volta os olhavam com certa inveja.

-Comporte-se porco-espinho, hoje não é dia para exibições, vamos simplesmente aproveitar e curtir esse dia lindo com as garotas. Temos uma surpresa pra vocês, então nos perguntem onde vamos leva-las. – Azusa disse sério, abraçando Mizuki pela cintura, que apoiou a cabeça em seu peito.

-Nem uma dica sequer? – Mizu perguntou curiosa. Os gêmeos negaram.

No jardim botânico Akira e Iori observavam os mais diversos tipos de flores e plantas, o programa não fazia muito o tipo da morena, mas fez para agradar o amado, que olhava fascinado para tudo. Sentaram-se em um banco entre as árvores, observando seu suave balanço.

-Você sabia que os casais que se sentam nesse banco ficam juntos para sempre? – Iori fitava Akira, que sorriu enigmática.

-Ah, é mesmo? Quer dizer então que agora vamos entrar para as estatísticas? – A morena perguntou debochado, beijando a ponta do nariz do rapaz com cabelo de velhinho.

-Com certeza, porque eu não vou te entregar pra ninguém, minha maluquinha. – Iori olhava apaixonado para Akira, que sorria feito boba.

-Que bom. Eu te amo, Iori Asahina. – A morena se confessou, corando um pouco, Iori a beijou com vontade.

De volta para casa, Stelly e Subaru estavam no quarto da baixinha, assistindo. A Arns mais nova estava quase pegando no sono, enquanto Subaru acariciava seus longos cabelos negros. Ela suspirava satisfeita, e ele sorria feito idiota.

-Bunny, posso te pedir uma coisa? – Subaru perguntou tímido.

-Claro benzinho, o que você quiser. – Stelly respondeu sonolenta.

-Não fica mais tanto tempo longe, tá? Eu sei que você não gosta de se afastar da sua irmã, que são muito ligadas e tudo mais, também achei vocês levarem a Jess junto, mas e quanto a mim? Você não sente a minha falta? Pra mim foi como se tivesse ficado séculos longe de ti. – O jogador de basquete fez bico, magoado. Stelly achou extremamente fofo, se sentou no colo dele e o abraçou forte.

-Ah meu amor, assim eu vou chorar. Não houve um só dia que eu não tivesse sentido a sua falta, mas sabe como a Grace é complicada, tenho medo de deixa-la sozinha quando têm esses bloqueios criativos, ela se deprime fácil, e ela e o seu irmão tem certas dificuldades. – A baixinha comentou um pouco apreensiva. –Mas hoje eu não quero falar da Grace, pois é um dia só nosso. Pra você está tudo se ficarmos aqui, assistindo filmes? Se quiser podemos sair para algum lugar, eu me arrumo rapidinho.

-Não precisa, estar com você já é o suficiente, e não quero te dividir com mais ninguém hoje. Te amo minha baixinha! – Subaru disse aos suspiros.

-Oun, eu também te amo meu astro! – Stelly o agarrou pelo pescoço e iniciaram uma longa sessão de beijos e carícias.

Zendaya e Hikaru estavam numa animada e balada festa da revista, a qual Grace era colunista. O ruivo parecia estar se divertindo bastante, conversando e bebendo, enquanto conversava com várias pessoas, enquanto a estudante de design se sentia um pouco deslocada, não estava acostumada com festas tão movimentadas, e sentia-se inferior as outras garotas. Estavam presentes atrizes, cantoras, escritoras, modelos, enfim, todo o tipo de celebridade. Zendaya sentou-se num canto qualquer, estava imersa em seus pensamentos que nem percebeu quando um homem sentou-se ao seu lado.

-Festa chata, né? Preferia estar em casa. – Disse o rapaz, que era muito bonito e atraente. A garota ficou incrédula ao vê-lo.

 -Na verdade até que é divertido, eu é que não estou acostumada com toda essa badalação. – Zendaya disse tímida. Ela olhou novamente para o rapaz, até finalmente reconhece-lo. –Caramba, você é Ren Tanaka, o ídolo do momento. Suas músicas são muito boas, minha favorita é “Give me your soul”.

-Puxa, muito obrigado. Pra ser sincero eu odeio cantar essa música, pois foi inspirada em uma história muito triste. – Ren disse sério, fitando o vazio.

-Ah, sinto muito, não queria te aborrecer, me desculpe. – Zeny respondeu de cabeça baixa. Ren sorriu e começou a contar a história. Sua irmã se apaixonou por um rapaz que sua família não aceitou por não possuir pais e ser humilde, apesar de ser uma boa pessoa. Inconformados, resolveram fugir juntos, com a ajuda de Ren, mas infelizmente sofreram um acidente de moto, causando a morte dos dois. Se sentindo culpado, o ídolo expressou sua dor na música. Zendaya sentiu os olhos ficarem cheio d’água. –Nossa, isso é lindo e triste ao mesmo tempo, lamento a sua perda.

-Está tudo bem, pelo menos eu acredito que agora eles estão em algum lugar melhor, juntos e felizes. É o que me dá esperanças pra continuar vivendo, compondo e cantando. Eles são a minha “estrela-guia”. – O músico comentou um pouco nostálgico, fazendo Zeny ficar cada vez mais admirada. Os dois continuaram conversando por mais tempo, até Hikaru aparecer, visivelmente enciumado.

-Com licença, mas você pode me devolver a minha namorada? É dia de São Valentim, e eu quero estar ao lado dela. – O ruivo disse irritado, fazendo Ren rir.

-De acordo, mas não faça isso novamente, pois da próxima vez não pretendo devolve-la. – Ren saiu rindo, dando uma piscadinha para Zendaya, que ficou extremamente corada.

-Nem ouse brigar comigo, a culpa foi sua por me deixar sozinha por tanto tempo. – Zendaya virou a cara, fingindo estar brava. –O que você quer?

-Me desculpe por isso, sei que não foi o que planejamos, mas podemos ir agora. Que tal bolo e chá? – Hikaru sugeriu sorridente. Zeny aceitou na hora e saíram da festa, abraçadinhos.

No caminho para o restaurante Jess e Kaname discutiam sem parar, o que era bastante comum. Nem mesmo o Valentine’s Day amenizava os ânimos esquentados dos dois. Só pararam quando chegaram à porta do restaurante, porque a esverdeada ficou boquiaberta quando viu onde estavam. Ela tinha falado há meses que queria ir lá, e pensou que o monge nem havia dado bola.

-O que foi? O gato comeu sua língua? – Kaname perguntou irônico.

-Kaname seu idiota, por que tem que ser tão mau comigo? Você mal falava comigo quando eu estava viajando, me trata com indiferença e desinteresse, e aí me traz num lugar desses. Eu não te entendo, mesmo. – Jess suspirou de frustração.

-Porque você é teimosa, mandona, ciumenta, vive brigando comigo, me cobrando. Às vezes eu não sei lidar contigo, mas eu te amo mesmo assim, e apesar de todas as nossas, de me deixar quase maluco, eu não sei o que faria se me deixasse de novo. Desculpa por ser um idiota, mas você é o meu tesouro, e eu não tenho olhos para mais ninguém. –O monge finalmente cedeu, fazendo Jessica sorrir vitoriosa.

-Eu também te amo, meu sol loiro. Vamos aproveitar o resto da noite. – Jess pulou no pescoço de Kaname, lhe beijando intensamente, que foi prontamente retribuída.

Em frente a um restaurante chamado Wok Pee, Ukyo esperava impacientemente por Mikaela, que estava atrasada há cinco minutos. Ele olhava aborrecido para seu relógio quando a morena finalmente chegou, abraçando-o pelas costas.

-Desculpa mozinho, mas é que o trânsito estava uma loucura. – Mika respondeu com uma expressão meiga, fazendo o advogado se derreter instantaneamente, abrindo um largo sorriso.

-Só te perdoo porque estava muita saudade de você. – Ukyo fingiu-se de magoado, fazendo Mika dar uma gargalhada infantil.

Os dois jantaram, riram, trocaram carícias, além de muitos beijos. Quando saíam do restaurante, Mikaela parou no meio do caminho, deixando Ukyo confuso.

-Está tudo bem Mika? – O loiro perguntou preocupado.

-Sim, mas agora coloque isso, tenho uma surpresa pra você. – A morena lhe entregou uma venda, que apesar dos protestos, ele colocou nos olhos. Cerca de meia hora depois ela finalmente tirou, revelando a razão para tanto mistério. –Como eu sei que você é fã da Norah Jones, e coincidentemente ela estaria aqui hoje, não podia permitir que perdesse. – A morena deu um sorriso caloroso, fazendo Ukyo abraça-la forte.

-Você não existe mesmo, desse jeito só me faz ama-la cada vez mais. –Ukyo beijava seus cabelos, enquanto acariciava suas costas. Mika sorriu satisfeita. –Como eu posso retribuir?

-Apenas continue me amando assim. – Mika sussurrou em seu ouvido, causando-lhe arrepios.

Natsume andava apressado, não via a hora de chegar em casa, tomar um bom banho, abrir uma garrafa de vinho e curtir a noite ao lado de Arya. Depois de alguns minutos, estava no seu apartamento. Colocou a chave na maçaneta, mas estranhou um pouco o silêncio absoluto. Ao abrir a porta reparou que estava tudo escuro, mas havia um caminho de velas que levava até o banheiro. Ao chegar lá encontrou Arya na banheira, tomando um banho de espuma e pétalas de rosa, tomando uma taça de vinho.

-Boa noite Natt, quer se juntar a mim? –Arya perguntou maliciosa.

-É pra já. –Natsume se despiu rapidamente e entrou na banheira. (N/A: acho que a noite foi bem longa...).

Goo havia encerrado a sessão de fotos e estava meio perdida, já que Fuuto não falara com ela o dia todo. Ela andava distraída em direção ao hotel Blue Birds quando foi abordada pela empresária do namorado.

-Olá Goo-tan, o que faz aqui? E ainda mais sozinha. – A mulher indagou.

-Olá senhorita Mei, eu estava trabalhando em uma sessão de fotos no parque. Sabe como é, um fotógrafo nunca tem descanso. – Goo suspirou cansada, e um pouco frustrada.

-Entendo, e você é uma excelente fotógrafa. Aliás, Fuuto me disse que quer que você faça as fotos do próximo álbum dele. Ele te falou algo? –Mei perguntou.

-Na verdade não, não estou sabendo de nada. – A loira respondeu um pouco chateada.

-O que houve, vocês brigaram? – A mulher questionou.

-Não, é bobagem minha, só estou um pouco cansada. – Goo disfarçou com um sorriso forçado.

-Está bem. A propósito, suba até o terraço deste hotel, estão te esperando, e sabe como ele detesta esperar. – Mei disse gentil. –Divirtam-se e aproveitem a noite!

A cingapuriana entrou rapidamente no elevador, mas não sem antes checar se estava arrumada de maneira apropriada. Ela retocou o batom, ajeitou os cabelos e seguiu rumo ao terraço. Fuuto a aguardava de pé, segurando uma orquídea. Na mesa havia tuna pizza e suco de uva, os favoritos da loira, e ao fundo dois homens tocavam violino e piano. Goo deixou algumas lágrimas caírem de emoção.

-O que foi, não gostou? –Fuuto perguntou incrédulo.

-Claro que gostei, estou muito feliz por ter pensado em mim dessa forma. – Goo abraçou Fuuto, pegando-o de surpresa. –Desculpa se eu sou simplória e sem graça, e te causo incômodos, mas eu gosto de você da maneira que é e espero que me aceite como eu sou.

-Idiota, acha mesmo que eu se não gostasse de você teria preparado esse jantar? Eu gosto de você, a Goo-tan é única pra mim, e vê se não se esquece disso, porque eu não vou repetir. – Fuuto beijou a mão de Goo delicadamente, mas com uma expressão envergonhada, afinal, ele não costumava demonstrar seus sentimentos, como demonstrava com Goo agora.

-Tá bom, seu boboca. –Goo riu feliz, fazendo Fuuto corar, mas também estava feliz.

Masaomi andava cabisbaixo por um parque que estava tendo um evento para casais. Ele carregava um urso cor de rosa em seu colo, que havia comprado especialmente para Grace. Por entre a multidão ele observava os casais, que andavam de mãos dadas, se beijavam, dançavam ao ritmo da música romântica que tocava ao fundo, deixando o mais triste e frustrado ainda.

-Caramba Grace, o que eu significo pra você? – Masaomi resmungou um pouco, fazendo com algumas pessoas ouvissem, olhando-o com reprovação. Ele se sentiu um pouco envergonhado, mas era o que realmente sentia. –“Mas que droga, será que eu sou um namorado tão ruim assim? O que eu faço? Não quero perde-la”. –Pensou, enquanto apertava o urso com força. O céu estava limpo e estrelado, e o médico o observava sem piscar, achava que era tão belo quanto sua amada. Ele continuou andando distraidamente, até tropeçar em alguém.

-Parece que o nosso destino é tropeçarmos um no outro. – Grace comentou debochada, fazendo Masaomi sorrir radiante.

-Grace, como isso é possível? Desde quando está aqui? –O Asahina mais velho perguntou esfregando os olhos, custando a acreditar que a namorada estava na sua frente.

-Ah, eu acabei de retornar da Itália, me arrumei dentro do avião mesmo para poder te ver a tempo. – Grace comentou timidamente. –Em Milão um sábio idoso me disse que eu não deveria deixar a pessoa que eu amo escapar, por isso vim correndo pra cá. Eu lamento por estar sempre te colocando em segundo plano, por não te ouvir mais atentamente, pelo meu egoísmo e excesso de trabalho, não garanto que vou conseguir, mas eu quero muito tentar, pois não posso viver sem você. – A morena disse entre lágrimas, que Masaomi secou carinhosamente.

-Não chore minha princesa, eu também tenho culpa, afinal uma relação é feita de duas pessoas, mas o que importa é que nos amamos e vamos trabalhar juntos pra construir um futuro em que eu e você estejamos lado a lado. Enquanto você me amar vai ficar tudo bem. –Masaomi fitava Grace apaixonadamente, que não resistiu e o beijou intensamente. –Eu te amo.

-Também te amo.

Assim todos os casais terminaram o Valentine’s Day juntos e felizes, apesar de suas brigas e diferenças, pois o amor é maior que qualquer outra coisa, e enquanto ele estiver lá, há esperança.

 

Today was a fairytale...



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