História Not A Bad Thing - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Britt Robertson, Marco Reus, Mario Götze, Scott Eastwood
Personagens Marco Reus, Mario Götze, Personagens Originais, Scott Eastwood
Tags Amor, Bayern De Munique, Brigas, Britt Robertson, Drama, Enfermeira, Futebol!, Hospital, Jogador De Futebol, Lily Aldridge, Marco Reus, Mario Gotze, Revelaçoes, Rivalidade, Romance
Exibições 212
Palavras 3.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii, amores!
Espero que gostem do capítulo de hoje, perdoem os erros e boa leitura.

Capítulo 20 - Capítulo 20


-Pai, eu sei que já não nos falamos há três dias desde aquele acontecimento e é a quinta vez que deixo um recado para você. Só quero que me desculpe. – coloquei três comprimidos dentro de um copinho. – Minhas atitudes como filha não foram corretas e só queria me acertar com você. Por favor, me retorne. Amo você.

Dei um longo suspiro com mais uma rejeição indireta de meu pai. As minhas ligações não completavam, iam diretamente para a caixa de mensagens de voz. Quando ligava para mamãe ou para os meus irmãos, todos diziam que ele estava ocupado ou fora de casa. Foram instruídos por ele, tinha certeza.

Antes mesmo de sair do hospital estava tentando contatar o mesmo. E agora, dois dias fora de lá não havia obtido nem ao menos um “mais tarde ele fala com você”.

Sem mais opções tampouco paciência para pedir a mais alguém por um sinal de vida vindo dele, guardei o aparelho no bolso.

Ignorei o olhar inquisitório de Isabel e saí da cozinha em direção à sala de jantar para entregar os medicamentos da manhã de Samantha.

-Bom dia, bom dia. – cumprimentei a família Götze que estava reunida em volta da mesa em sua harmonia de sempre. Depois do choque que todos tiveram no hospital, a aceitação veio e é como se as novas limitações de Sam não existissem.

-Bom dia, querida. – Sam sorriu. – Só não é melhor porque você veio com esses remédios. – brincou.

-Gostaria de não trazê-los, sei o quanto amarga. – entrei na brincadeira.

-Dê-me aqui. – estendeu a mão e eu me aproximei dela para entregar. – Já tomou café da manhã?

-Sim, não quis interromper vocês e aproveitando que estava lá na cozinha mesmo, tomei meu café enquanto separava os seus comprimidos que chegaram hoje.

Para ser sincera, eu estava tentando ficar o mais longe possível de August Götze. Ele não estava muito satisfeito com a minha permanência entre eles.

Ela juntou as sobrancelhas, mas manteve sua postura resignada.

Mario, nem tanto.

-Há dois dias você fica por lá. Sabe que pode vir tomar café conosco. Por que está se escondendo?

Pisquei algumas vezes, sem fazer a mínima ideia do que responder.

Ele não perdia a prática de me pôr em uma saia justa.

Poderia me preocupar mais, se não fosse pela campainha que acabara de tocar.

Salva pelo gongo.

Quando Isabel abriu a porta, uma Katherine Schulz entrou com os braços cheios de sacolas de grifes que deveriam custar o equivalente a dez apartamentos meus com direito a toda a mobília que havia dentro dele.

Talvez não fui tão salva assim.

-Bom dia, família! – cantarolou, jogando suas coisas para cima de mim e Isabel.

A empregada bufou e foi até a sala, onde ficava o armário. Segui-a.

-Pirralha esnobe. – disse, sem ao menos esconder a raiva que possuía em relação à futura integrante da família. – Odeio ela. – confirmou o que já não seria surpresa para mim.

-Nossa, Isabel, quero morrer sendo sua amiga.

-Ai, por favor, somos colegas de trabalho. – disse, torcendo o nariz. – E não minta para mim, ninguém aqui gosta dela.

Dei de ombros, preferindo me abster de qualquer comentário que futuramente poderia ser usado contra mim.

-Mal a conheço. – respondi, já voltando para a sala de jantar.

Quando cheguei, Mario estava fazendo uma pergunta à sua noiva:

-Então, Katherine, vai dizer o que está fazendo aqui? 

-Resolvendo algumas coisas do nosso casório, fofo. – respondeu, com a boca cheia de sementes de sua salada. No final, ela deixou escapar algumas de sua boca. Totalmente deselegante. Escondi a minha boca atrás de uma de minhas mãos para evitar uma risada. Ela seguiu falando, como se nada tivesse acontecido: - Preciso escolher os acessórios perfeitos, afinal, eles têm que combinar perfeitamente com o vestido da sua mãe. 

-Espera aí. – Samantha interrompeu o que parecia um discurso sem fim. – Como assim o meu vestido?

Katherine sorriu novamente, como se fosse óbvio.

-Sogrinha... Já que o nosso casamento será grande e público estou contando com o seu lindo vestido para criar um tipo de tradição na nossa família. Depois que eu usar, com algumas reformas, claro, pois o que estava na moda em casamentos de trinta anos atrás está fora de cogitação atualmente, minha futura filha ou nora poderão usar o mesmo vestido e assim sucessivamente enquanto ele durar.

-Você não discutiu isso comigo, Mario. 

-É que... – o filho mais novo coçou a nuca, começando a ficar nervoso.

-Ele anda tão desligado dessas coisas que deve ter se esquecido de mencionar. Não tem problema, você me diz onde ele está e eu vou lá pegar para enviar para a minha estilista.

-Não. – respondeu, seriamente. – Eu não vou dar o meu vestido para você usar, Katherine.

-Como não, Samantha? É o casamento do seu filho!

-Arrume outro. – ela continuou impassível.

Os olhos de Katherine quase pularam fora das órbitas.

-Mario... – ainda choramingou para o noivo que não podia estar mais entediado.

-Conforme-se, Katherine. 

-Acho que consigo ser encaixada no horário da Amazing Bridals, a cidade não é muito grande e, por favor, né? Eu sou a noiva de Mario Götze. – anunciou, batendo no peito. – Porém, minhas amigas não estão aqui, não conseguiriam chegar de Munique a tempo e eu preciso muito de outras opiniões. 

-Ah, querida, não se preocupe com isso, qualquer coisa que você pôr ficará extravagantemente à altura. – Samantha alfinetou, apertando os olhos.

-Já que tem tantas opiniões sobre como irei ficar no meu vestido, porque não vem comigo?

-Eu estou bem no meu canto, Katherine. – balançou as mãos, como quem diz que não precisava convidar.

-Não, eu insisto, Samantha.  Poderíamos ir eu, você e Maria.

A nora mais antiga engasgou-se com seu café no momento em que foi mencionada.

-Lamento, mas eu não posso, Katherine. Muito trabalho para fazer.

-Terá de encontrar outras companhias, lindinha.

-A ausência de Maria eu aceito, mas a sua não, Samantha. Nós temos que ir, tem coisa mais bonita do que ter uma sogra dando suporte à nora?

-Posso começar fazer uma lista agora mesmo se preferir...

-Mamãe... – Mario sussurrou.

-Por favor, Samantha.

Ela não ia parar até conseguir o que queria.

-Tudo bem, eu vou. – disse, sendo vencida pelo cansaço.

-Que maravilha! Você pode levar a Siena também.

-Eu? – arqueei a sobrancelha. Estava bem, quieta, assistindo àquela discussão do lado de fora.

-Tem algum lugar melhor para ir? – August inquiriu.

-Não, não. – balancei a cabeça, ficando triste por não ter nenhuma desculpa plausível. – Se quiser uma terceira opinião, eu tenho uma amiga que é meio envolvida com moda, sabe? Ela iria adorar ajudar.

Vivienne não era do tipo prestativa, mas eu precisava de ajuda para sobreviver àquele passeio com Katherine.

-Claro! Toda ajuda é bem vinda já que a minha personal stylist está em Milão a trabalho. 

-Vou ligar para ela, com licença. 

Fui para a cozinha e me sentei no balcão. Ação que quase causou uma síncope em Isabel. Ela era tão chata.

Não passou nem dois minutos e Vivienne Fischer me atendeu:

-Fala, sumida!

-Nós nos falamos ontem à noite, mas liguei para outra coisa.

-Hum, se não vai falar sobre nada agora o que vai me pedir?

-Um imenso favor. – comecei a bater os pés contra o balcão, coisa que não durou muito já que fui severamente repreendida pelo pano de prato de Isabel batendo em minhas coxas. – Fui obrigada a ir para uma prova de vestido.

-De vestido? Vai pra onde? Alguma festa de gente rica em especial?

-Sim e não. Haverá uma festa, mas não para nós.

-Então porque você vai provar um vestido?

-Não vou provar nada, Viv. Katherine é quem vai provar milhões de vestidos de noiva até achar o certo.

-Quer que eu vá ajudar a senhorita 'oi-eu-sou-poderosa-e-você-não' a achar um vestido de noiva?!

-Por favor. – implorei.

-Não.

-Viv, eu já disse que você ia amar ajudar. Você diz que é estilista recém-formada e depois cobra até um cachê se quiser.

Ela ficou calada.

-O champanhe é de graça. – tentei persuadir.

-Tá bom. – sorri. – MAS,

-Lá vem você... 

-Eu quero aquele casaco de pele que você pegou da sua mãe e não devolveu mais.

-Pra quê você quer um casaco de pele?

-Irei a um jantar com o filho engomadinho do amigo do meu pai. Quero parecer ter um pouco de classe uma vez na vida.

-Você não é mal educada.

-Tenta dizer isso para a minha mãe. DROGA, PHILL! AGORA VAI SER EU QUE TEREI QUE LIMPAR! – afastei o celular do ouvido enquanto ela dava um esporro no empregado do café. – Foi mal, a última parte não foi para você. Dia de ficar na cozinha. Horrível. 

-Melhor ir treinando as boas maneiras, hein?

-Vai se ferrar, Siena.

-Tô brincando. 

Rimos.

-Me avisa quando estiver saindo de casa e eu apareço na loja que vocês estiverem.

-Ok, obrigada. Beijão e não mate o Phill.

-Tentarei. – e desligou.

-Cristo, como essa garota fala alto. – Isabel resmungou, torcendo o nariz pela milésima vez no dia.

Mostrei a língua para ela e desapareci da cozinha antes que a mesma me expulsasse de lá.

Horas mais tarde, lá estávamos nós como amigas da noiva.

A opulência da loja para qual Katherine havia nos arrastado era intimidante. Vestidos brilhantes e grandes se distribuíam pelas araras prateadas e me deixavam na dúvida em relação a qual olhar primeiro. Tudo isso acrescido a um cheiro de lavanda e música clássica tocando nos quatro cantos do lugar.

-Senhorita Schulz, é um prazer receber você e suas convidadas aqui! – a vendedora exclamou de um jeito irritantemente feliz. Ela sabia que ia fazer uma ótima venda naquele dia, bastava deduzir isso pela largura de seu sorriso. – Meu nome é Ella e estarei à disposição para o que precisarem. Acompanhem-me, por favor.

Katherine foi a primeira a correr para o sofá que ficava em frente a uma passarela como aqueles que têm em realities shows, porém com uma sala de provas mais perto. Segui Sam e sua cadeira motorizada após o início do show de sua futura nora.

-Estou namorando uns vestidos desde a hora que entrei aqui, Ella. Acho que será impossível de escolher.

-Pois vamos começar imediatamente! O que você procura?

-Algo grande e com muito brilho. Estou em dúvida se quero algo mais romântico ou algo mais sexy... O que vocês acham? – antes que respondêssemos, ela continuou: - Tanto faz, vou experimentar tudo!

-Sei exatamente o que trazer de início. A senhorita pode ir até o provador que eu já levo alguns modelos para você. - a noiva desapareceu depois que fechou a porta do provador. – Aqui está uma gentileza da casa. – Ella indicou o balde com champanhe e taças que estavam em uma bandeja recentemente posta por alguém que nem percebi. – Com licença.

-Obrigada. – Sam agradeceu e a vendedora foi para algum outro ponto da loja que não me interessei em ver. – Vai ser uma longa tarde.

Olhei para a mãe de Mario.

-Se não virarmos a noite aqui.

-Sinto que esteja aqui por obrigação.

Balancei a cabeça.

-Minha obrigação é você e isso é o que os outros pensam, pois para mim você já é uma família, Sam. De vez em quando é necessário fazer um pequeno sacrifício por quem amamos.

-Compreendo perfeitamente, minha querida.

-Oi, cheguei muito atrasada? Já escolheram o vestido? – Vivienne apareceu de supetão na nossa frente. – Quase não consigo sair do café, minha mãe fez eu e Phill deixarmos tudo brilhando antes de bater o ponto.

-Vivienne, essa é Samantha, a minha paciente. 

-Como vai, dona Samantha? A Siena me fala muito de você. – elas apertaram as mãos. 

-Bem, obrigada, Vivienne. Pode me chamar apenas de Samantha. Pela quantidade de limpezas de pele que fiz elas têm que ter servido para alguma coisa.

Viv riu e sentou do meu lado.

-Já adorei você, Samantha. E a cor do seu cabelo também. – ela cutucou minha costela. – Lembre-me de pintar dessa cor da próxima vez.

-Ok, vai ficar entre o verde e o loiro claro, então.

-Isso, depois eu decido.

-Você pinta muito o cabelo, Vivienne?

-Quase todo mês, Samantha. Estou em busca da minha cor, mas quando estou quase certa de que achei, encontro uma ainda melhor.

-Boa sorte em sua busca.

-Obrigada. - piscou.

Estava feliz pelas duas terem se dado tão bem. Ambas eram as pessoas mais próximas de mim em Memmingen. A tarde seria divertida ao lado delas.

-Vestido número um! - Ella anunciou, abrindo a porta do provador em que a noiva de Mario estava.
Katherine apareceu em seguida, com os braços para cima e desfilando pela passarela. 

O vestido era lindo. Parecia coisa de princesa e com certeza era mais do que um dia eu poderia pagar caso me casasse.

-Como estou?

-Está linda, Katherine.

-Adorei o caimento que ele tem no colo.

A modelo se virou para Viv e a olhou de cima a baixo.

-E você quem é?

-Vivienne Fischer, amiga da Siena.

-Você entende de moda? - perguntou, com uma sobrancelha arqueada.

-Sim, porquê?

-Suas roupas aparentam ser meio... Esfarrapadas.

Ela não tinha dito aquilo.

-Eu entendo muito mais do que aquela sua estilista cafona. Quem vai de jeans para um evento de tapete vermelho?

Minha amiga nunca permitiria ser ofendida por ninguém.

-Era para ser um look de estilo de rua!

-Não convenceu ninguém, fofa. E se vamos ser sinceras, esse vestido te deixa gorda.

Katherine escondeu a cintura atrás dos braços e voltou para o provador rapidinho.

-Acho que não vai ser esse. - Ella disse, dando um sorrisinho amarelo e entrando no mesmo lugar que a noiva.

-O vestido era maravilhoso, mas ninguém me chama de esfarrapada. - Viv sussurrou.

-Comporte-se, Fischer. - repreendi, mesmo que por dentro eu estivesse me divertindo ao ver Katherine sendo combatida de frente pela implacável Vivienne. - Desculpe por isso, Sam.

-Por favor, Siena. A garota só se defendeu de um insulto. Está tudo bem. - ela tocou no ombro de Viv e sussurrou para nós: - Também achei que a deixou gorda.

Nós rimos e a vergonha que senti tinha ido embora.

Depois de muitas alfinetadas, acessórios e vestidos, Katherine saiu com o último:

-Eu adorei esse. - disse, se olhando no espelho com um vestido de alças finas, saia rodada e com um decote generoso nas costas.

-Gostaria de pôr um véu?

-Sim!

Ella trouxe o véu que combinava perfeitamente com o vestido e Katherine começou a derramar algumas lágrimas.

-Você é uma das noivas mais bonitas que já atendi, senhorita Schulz.

-Obrigada. Eu realmente me sinto uma noiva agora. 

Senti uma pontada no meu peito. Daquele tipo que poderia me fazer se contorcer caso estivesse sozinha em casa. Não tinha caído na real até então, porém, ao ver Katherine vestida daquele jeito me fez ver que mesmo tendo beijado Mario algumas vezes, era ela quem iria casar com ele. Mesmo que grande parte daquele romance fosse baseado em mentiras, ele ia ter que viver com ela, ter filhos com ela e se obrigar a ser feliz com ela. Eu não tinha chance nenhuma. 

-Siena, - fui despertada de meu triste devaneio pela protagonista do mesmo. - você gostou?

-Sim. - sorri para ela, a fim de lhe passar a confiança que precisava. - Você é uma linda noiva, Katherine.

Eu só queria chorar.

-Vai ser esse. - Katherine bateu palmas.

-E quanto vai custar tudo isso? - Sam perguntou.

-Com o acréscimo de pedrarias, acessórios e o véu fica em torno de cinquenta mil euros, senhora Götze.

-Cinquenta mil?!

-Eu tenho o cartão de Mario aqui.

-Espere aí, mocinha, vamos resolver isso com calma.

Levantei-me do sofá e me afastei de Sam e Katherine para que ambas pudessem resolver a forma de pagamento.

Andei entre as araras da loja e parei em frente a uma singular, que se destacava por ter cores totalmente diferentes dos variados tipos de branco que haviam pela loja. Eram vestidos de festa, e ao seu lado, havia um manequim com um vestido vermelho muito lindo. Talvez o mais lindo que já tinha visto.

-Onde usaria algo assim? - Viv surgiu do meu lado.

-O quê?

-Olhou para esse vestido longo como eu olho para um bolo de chocolate. Completamente apaixonada. Vamos, onde usaria?

-Eu não sei... Em algum lugar legal. Requintado, mas legal.

-Seria mais legal ainda se pudéssemos comprá-lo.

Dei de ombros.

-É, seria.

Katherine veio caminhando com duas sacolas em nossa direção. Sam vinha atrás dela.

-Tudo certo! Virei buscar o vestido em alguns meses.

-Nos falamos mais tarde. - me despedi de Viv com um abraço.

-Boa sorte com essa aí. - sussurrou em meu ouvido. - Até mais, amiga.

Sorri e segui Katherine e Sam para fora da loja.

*

Depois que Sam dormiu, me sentei no banco que ficava na área externa da casa. Observando a casinha que ficava sempre trancada no jardim. Pensando  no quanto a minha vida estava bagunçada.
Eu não podia continuar fazendo aquilo. Eu era uma simples enfermeira, não podia ficar no meio de Mario e Katherine, apesar de tudo.

Eles iam casar!

Como poderia salvá-lo dela?

-Oi. - virei o rosto para a pessoa que sentou ao meu lado. Mario.

-Oi. - respondi.

-Sinto muito por você ter sido obrigada a acompanhar Katherine.

-Tá tudo bem. - tranquilizei, abraçando meu próprio corpo por causa do frio para que ele não segurasse em minha mão. - Ela escolheu um vestido lindo.

-O meu cartão de crédito avisou que sim.

Assenti lentamente, sem olhar para ele.

-O que houve com você, Siena?

Poderia inventar qualquer história boba ou até mesmo dizer que estava com sono, mas preferi dizer a verdade:

-É que eu...

O celular dele nos interrompeu.

-Tô ocupado, mas fala, cara. - seu olhar ficou perdido por alguns instantes, para voltarem a me olhar com um brilho descomunal. - Marco, você tá falando sério? Não duvido de você mas é que... Não consigo acreditar. Amanhã a gente se fala depois da transmissão, até mais.

-Sei que não é da minha conta, mas, o que aconteceu?

-Eu... Fui indicado ao Bola de Ouro 2019. O anúncio vai ser feito amanhã de manhã segundo a fonte extremamente confiável do meu amigo Marco.

-Meus parabéns. - sorri e o abracei, esquecendo o rosto choroso de Katherine por um momento.

-Podemos conversar depois? Preciso ligar para o meu empresário.

-Claro...

Mario entrou novamente na casa, me deixando sozinha tentando pensar no que fazer sobre nós.


Notas Finais


Hum... Parece que a consciência de Siena anda atrapalhando o romance.
Por causa de uns problemas com meu computador não sei se postarei na semana que vem, mas farei o possível como fiz hoje para salvar esse capítulo. Torçam pelo computador da tia grimes voltar a tempo!
Aguardo os comentários de vocês, beijos, até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...