História Not A Bad Thing - Capítulo 24


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Categorias Britt Robertson, Marco Reus, Mario Götze, Scott Eastwood
Personagens Marco Reus, Mario Götze, Personagens Originais, Scott Eastwood
Tags Amor, Bayern De Munique, Brigas, Britt Robertson, Drama, Enfermeira, Futebol!, Hospital, Jogador De Futebol, Lily Aldridge, Marco Reus, Mario Gotze, Revelaçoes, Rivalidade, Romance
Exibições 145
Palavras 2.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido, mais um capítulo para vocês, amores!
Espero que gostem, perdoem os erros e boa leitura.

Capítulo 24 - Capítulo 24


Siena Weiss P.O.V.:

Joguei as luvas de látex no lixo e dei um suspiro ao sentar na poltrona do quarto silencioso. A família de Sam tinha saído para tentar ingerir algo do restaurante do hospital. Só éramos eu e ela.

Três dias. Há setenta e duas horas nós não dormíamos, mal comíamos e víamos a doença de Sam passar de algo discreto para um assunto de domínio público. A notícia sobre Mario ser premiado como o melhor jogador de futebol do mundo tinha ficado em segundo plano, ainda mais agora que todos estavam finalmente fazendo teorias em relação ao comportamento de Mario e suas atitudes ao estado crítico de Samantha. Todos os olhos estavam voltados para ele e sua família.

Nesse tempo que Sam esteve em coma nós a trouxemos de volta a Memmingen com o suporte necessário que o hospital de Zurique nos forneceu, incluindo um jato com aparatos médicos. A imprensa estava acampada em frente ao prédio esperando informações de algum membro da família Götze e eu juntamente de toda equipe médica estávamos dando o nosso melhor para salvar Samantha.

 Eu e Mario não tínhamos trocado nenhuma palavra desde aquela noite. E, para ser sincera, estava aliviada. Assim, a decisão que havia tomado na noite em claro que passei ontem não correria o risco de ser afetada.

Não era egoísmo, não era uma decisão precipitada. 

Eu e Mario não podíamos ficar juntos.

Ouvi um barulho mínimo e só me dei conta de que o mesmo vinha da porta assim que senti um beijo sendo depositado no topo de minha cabeça. Era Reagan. Talvez esse fosse o momento certo para falar a ele o que eu estava planejando, longe dos olhares inquisitórios de Mario.

-Já comeu alguma coisa hoje, gatinha? – ele sentou na poltrona ao meu lado.

-Um copo de leite conta?

Reagan fez uma careta.

-Não se já faz mais de seis horas.

Dei de ombros.

-Não estou com fome.

-Você precisa comer, Sie.

-Mesmo se eu quisesse, não conseguiria.

-Acha que ela vai conseguir superar essa? – apontou com o queixo para Samantha. – Uma parada cardíaca pode acabar com um paciente nas condições em que ela se encontra.

-Sinceramente, não sei mais. O corpo dela está permitindo se destruir, Reagan. Primeiro foi os movimentos das pernas, agora, o sistema respiratório e cardíaco.

-Pensei que ela teria mais tempo.

-Eu ainda penso, mas... Não sei. – admiti, abaixando a cabeça. 

Reagan me abraçou de lado.

-Vamos torcer pelo melhor. Ela ainda pode se recuperar.

-Acredito nisso com todas as minhas forças. – olhei para cima até encontrar os seus olhos. – Posso te pedir uma coisa?

-Claro, Sie.

-Eu não tinha levado a sua proposta a sério naquele dia na casa da Viv por que nem pensava na possibilidade, mas, se você ainda quiser, quando tudo acabar, eu gostaria de morar com você, Reagan.

Ele ficou boquiaberto.

Tudo o que eu não precisava naquele momento era de mais uma rejeição.

-Isso é sério?

-Eu vou entender se você não quiser...

-O quê? Não. – balançou a cabeça freneticamente. – Eu quero com certeza. Você só me pegou meio que de surpresa.

-Obrigada por ser tão legal comigo, Reagan. – sorri sem mostrar os dentes.

Não era muito agradável ter que fazer planos daquele tipo, para quando Sam se fosse, mas em algum momento eu teria que pensar em minha vida. Na estabilidade que queria manter. E, àquela altura do campeonato, eu não tinha nada a perder ao tentar ter um relacionamento normal com Reagan. Eu sei que isso é contraditório em relação a tudo o que já pensei e que Reagan já fez muitas besteiras quando se tratou de nós dois mas eu nunca seria ameaçada por querer ficar com ele. O meu amigo era o máximo que eu poderia conseguir.

-Não há de quê.

Antes que ele acrescentasse qualquer outra coisa, ouvi sons agitados das máquinas que estavam conectadas a Sam monitorando os seus batimentos cardíacos. Algo estava acontecendo.

Corri até a beira de sua cama e vi seus olhos piscando. Ela estava acordando.

-Siena... – Samantha me chamou em seu tom de voz mais rouco.

-Reagan, procure o doutor Charles e a família dela! – pedi e ele saiu correndo para acha-los. – Estou aqui, Sam.

Passei a mão pelos seus cabelos.

-Não tenho... Tanto tempo.

-Não diga isso, Sam. – segurei a sua mão, tendo o cuidado para não apertar demais. – Você acordou do coma e isso é bom.  Tudo vai ficar bem agora. - sorri.

Ela balançou a cabeça devagar.

-Eu preciso que você me prometa uma coisa. – tossiu um pouco e eu ajeitei a cânula em seu nariz.

-Qualquer coisa, Sam.

Ela fez uma pausa para recuperar o fôlego.

-Quando eu partir, o Mario irá precisar de você. Ele vai precisar de alguém que o ajude a seguir em frente com a sua vida, alguém que apenas... O faça sorrir. Prometa-me que você irá fazer isso, Siena.

Sem conseguir mais suportar as lágrimas que se acumularam em meus olhos, me permiti pela primeira vez romper em lágrimas em sua frente. Abracei Samantha de um jeito que nunca fiz antes, temendo que aquela fosse a última vez que o fizesse.

Sam começou a tossir várias vezes seguidas.

De algum jeito ela sabia sobre nós, sabia do amor que eu possuía pelo seu filho. Infelizmente eu não fazia ideia se conseguiria cumprir o que ela havia me pedido, mas naquele momento, o meu relacionamento com Mario Götze era uma preocupação que ficaria para depois.

Os meus soluços foram interrompidos pela a entrada de Mario sendo seguido pelo doutor Charles e o resto da família Götze.

-Vai ficar tudo bem, Sam. – beijei a sua mão e me afastei, para que o doutor fizesse o que pudesse por ela.

Assim que o entreguei uma bandeja com medicamentos e seringas ele se voltou para mim.

-É melhor você sair um pouco, Siena. – Charles disse, ao ver o meu estado. Ainda não tinha conseguido parar de chorar.

Quando saí do quarto, Reagan estava me esperando em frente à janela de vidro do mesmo. Corri para os seus braços e esperei que o médico de Samantha conseguisse fazer o seu melhor.

-Ela está respirando com capacidade total?

-Acho que nem com dez por cento, Reagan.

Ali, do lado de fora, eu pensava que já tinham se passado horas após o início do trabalho do doutor quando na verdade apenas seis minutos se foram. Foi este o tempo para o doutor balançar a cabeça em forma de negação, possivelmente dizendo que já não havia mais o que ser feito. Após isso, Mario correu para os braços da mãe e a abraçou, falando coisas que nós não conseguíamos ouvir.

Eu vi um a um da família Götze falar com a matriarca que já estava quase inconsciente. Mesmo assim ela aguentou firme para ouvir todos, guardar em seu coração as últimas palavras que levaria deles para sempre consigo.

Samantha Götze morreu naquela tarde do dia nove de Janeiro, após dar um último beijo em seu esposo.

Sem o controle das minhas emoções, dei um grito e minhas pernas tremeram. Se não fosse pela força de Reagan, me apertando ainda mais contra si, eu teria caído de joelhos no chão. Eu chorava por ver o corpo inerte de Sam, por ver a sua família em prantos e, principalmente por não poder oferecer o meu apoio a Mario no pior momento de sua vida. Eu sentia a sua dor dali e eu simplesmente não conseguia empurrar aquela porta novamente.

-Reagan, não! Não, não, não! - gritei, em meio ao pranto. - Ela não pode ter ido! Não!

Nenhum paciente tinha marcado a minha vida como Samantha havia feito. Nossa amizade tinha se iniciado e acabado ali, no mesmo andar, inclusive. Sofria por isso também, pois nunca encontraria alguém tão bom, altruísta, forte e corajoso como Sam.

Katherine parou ao nosso lado, com uma colher cheia de sorvete na boca, observando a cena que se passava do outro lado do vidro como algo banal.

Em seguida olhou para mim, tirou a colher da boca e disse em um tom que apenas nós duas ouvíssemos:

-Agora que tudo finalmente acabou você pode ficar bem longe de nós. Ou teremos que ir a dois funerais. O da Samantha e o seu, vagabunda.

E entrou no quarto, indo logo abraçar Mario a contragosto do mesmo. Fiquei onde estava, sem conseguir dizer uma palavra sequer, apenas deixando as lágrimas rolarem pelo meu rosto.

-Vamos, Sie. Você precisa se acalmar.

*

Não estaria sendo franca se dissesse que lembro detalhadamente de tudo o que aconteceu após o falecimento de Sam. Imagens de Reagan limpando as minhas lágrimas passavam pelo meu consciente de vez em quando logo sendo seguidas de Mario chutando o bebedouro do hospital com Katherine implorando para que ele se acalmasse. Lembrava também de ajudar a cuidar do corpo de Sam até que os funcionários da funerária chegassem e a levassem embora. Somente fatos que esmagavam mais o meu coração a ponto de me deixar com a respiração falhada.

-Siena. – pisquei assim que ouvi o meu nome ser chamado. – Siena. – Viv passou a mão na frente do meu rosto até que eu finalmente olhasse para ela.

-Ainda aqui. – disse, para que ela não se preocupasse muito comigo.

Ela suspirou, respeitando o meu silêncio e minha dor. A única coisa que ela não faria seria me deixar sozinha naquela manhã nublada, eu sabia disso.

Vivienne segurou minhas mãos delicadamente e me puxou para que eu ficasse de pé. Encolhi-me por estar de roupas íntimas e o aquecimento do quarto não ser o bastante para me esquentar. Minha amiga me ajudou a vestir uma meia calça preta e um vestido da mesma cor. Não quis nenhuma maquiagem, o que ainda a permiti fazer foi prender o meu cabelo em um coque simples.

Olhei-me rapidamente no espelho e voltei a observar Viv que lia algo em seu celular.

-É... – ela não sabia lidar muito bem com aquela situação. Nenhuma de nós, na verdade. – Está na hora de irmos, tudo bem?

Afirmei com a cabeça.

-Os outros já foram?

-Saíram há uns cinco minutos.

Funguei.

-Certo. Vamos.

Ao sairmos da casa dos Götze, encontramos Reagan com um terno preto nos esperando encostado em seu carro.

Acenei para ele enquanto Viv me ajudava a descer os degraus da entrada.

O enfermeiro abriu a porta do banco de trás para mim.

-Como ela está? – ouvi seu sussurro para Viv.

-Estamos atrasados. – interrompi, antes mesmo que ela dissesse alguma coisa. Não queria que meus sentimentos virassem assunto de conversa. Bati a porta.

Entendendo a minha deixa, eles entraram em seus lugares do carro.

No fim do percurso, já em frente ao local onde estava sendo realizado o funeral de Samantha, nem parecia que eu havia saído de Zurique. A imprensa em peso estava ali, após algum funcionário sem ética do hospital divulgar a morte da mãe de Mario e Fabian aos tabloides.

Descemos assim que Reagan estacionou. Ambos me conduziam de braços dados ao meu. Pelo menos os jornalistas e paparazzi tiveram a educação de não fazerem perguntas e nem fechar a passagem até a entrada do centro de velórios.

Uma lágrima desceu no mesmo momento em que um flash foi disparado contra o meu rosto. Depois disso, praticamente flutuei até lá dentro. Até encontrar Samantha repousando em um caixão. Até perceber que aquele pesadelo estava mesmo acontecendo.

Os convidados que estavam presente não conversavam. A grande maioria parecia apenas estar de corpo presente, assim como eu estava. De vez em quando eu meneava de cabeça para algumas pessoas que conheci no tempo de minha estadia na casa dos Götze. Eles sorriam e meneavam de volta, compadecidos com a dor que eu sentia.

A foto de uma Samantha sorridente prendia a atenção dos pares de olhos tristes de Fabian e Maria que estavam abraçados perto do suporte que segurava a imagem. Não tinha visto Mario, já Katherine... Estava sentada sozinha alheia ao que estava acontecendo por causa de seu interessante celular que não parava de receber notificações.

Meu sangue ferveu.

-Deixe essa mulher para lá, Siena. - Viv me alertou, assim que percebeu meu olhar para a noiva de Mario. - Ela não vale o estresse.

-Não se preocupe, Viv. Não vou fazer nada.

Quando olhei para o meu lado direito, finalmente avistei Mario carregando o seu pai para uma salinha.

-Vocês podem me dar um minuto, pessoal?

-Com certeza, Sie. – Reagan respondeu e eu me desvencilhei dele e de Vivienne.

Não tinha certeza do que estava fazendo, se eu corria algum risco de ser enxotada assim que August Götze me visse. E mesmo assim eu sentia que eles precisavam de mim.

Bati duas vezes na porta e entrei.

August estava sentado em uma cadeira e Mario estava em pé ao lado dele. O mais velho abaixou a cabeça para ver quem tinha entrado.

-Está tudo bem por aqui? – perguntei, tomando o máximo de cautela.

August não respondeu, apenas tornou a pôr sua cabeça para trás.

-Meu pai não está se sentindo muito bem. 

Abri minha bolsa e tirei um monitor de pressão arterial portátil que Vivienne colocou na mesma hoje cedo. Pelo menos naquele momento eu tinha que esquecer um pouco de mim e cuidar daquela família.

-Senhor August, eu vou medir a sua pressão, tá?

Ele murmurou algo em concordância.

-Vou pegar uma água com açúcar para ele. – Mario disse e pela primeira vez no dia o olhei nos olhos, vendo as marcas escuras ao redor dos mesmos. Senti uma imensurável vontade de abraça-lo na esperança de confortá-lo.  Ele saiu logo em seguida.

Assim que o procedimento de medida acabou, analisei os números.

-Está um pouco alta, senhor. Quando o Mario chegar com a água, logo vai normalizar. É só por causa do nervosismo.

-Porque ainda está cuidando da gente, Siena?

-Sou enfermeira. – falei, dando um sorriso mínimo. – É o que eu sempre fiz, senhor.

-Mas a Samantha morreu. Acabou. Sei que só continuava em nossa casa por ela, seu trabalho conosco se findou. Como consegue continuar após tudo o que eu disse a você? Aquelas humilhações...

-Não sou de guardar rancor, senhor. Sei que sou cheia de defeitos como qualquer um. Às vezes eu sinto demais, acho que deu para notar isso pelos meus olhos inchados ou pela aquela vez que fui embora de Paris por alguns problemas. Mas, eu fiz uma promessa a Sam quando eu fui designada para ser sua enfermeira particular. – àquela altura eu e ele derramávamos algumas lágrimas. – Eu disse que ia dar o meu melhor por ela e sua família. Ia cuidar dela como se fosse a minha própria mãe. Nunca perdi a esperança em relação a ela nenhum dia sequer. Infelizmente enfrentei algumas dificuldades nesse caminho, mas não importa. Nada relacionado às nossas brigas importa, August. Tudo pelo o que passamos era bem maior do que as nossas desavenças. A Sam era o mais importante. E eu enfrentaria quaisquer outros problemas por ela.

-Eu te peço desculpas por tudo o que fiz, Siena. Não sei nem se existe perdão para as minhas atitudes, mas se houver, espero que você me perdoe.

-Tudo ficou para trás agora. – segurei seu ombro. – Não se preocupe.

-O que é você, criança? – perguntou, me fitando. – A Sam encontrou o anjo da guarda que eu, Fabian e muito menos Mario não conseguíamos ser. Você foi muito importante na vida dela, Siena.

-Fico feliz que eu tenha causado essa impressão. Mas a Sam também os considerava anjos na vida dela. De suas maneirsa. A família era o que mais importava em sua vida.

-O que eu vou fazer sem ela, Siena? A Samantha era o grande amor da minha vida e agora... Acabou.

-Por favor, não pense que ela se foi totalmente. A Sam que nós amamos continua viva em nossos corações. Quando não possuir mais forças lembre-se disso e também de quão orgulhosa de você ela sempre foi. Você precisa ser forte para os seus filhos, senhor August.

-Obrigado, Siena. Vou tentar me lembrar disso.

Mario voltou com um copo cheio e entregou ao seu pai.

Ele me olhou novamente e eu me senti distante de todo aquele clima ruim ao me deixar levar pelas suas íris esverdeadas. Senti minha boca abrir e fechar várias vezes, porém, nenhuma palavra saía da mesma. Ao perceber que ficaríamos naquele paralelo o dia todo se nenhum de nós fizesse algo, ele fez.

Na verdade ele disse, ao seu pai:

-Está na hora, pai.

August se levantou, ajeitando o seu terno para não ficar amassado. Mario olhou mais uma vez para mim antes de sair, me fazendo sentir o nó constante em minha garganta apertar ainda mais.

A hora do enterro de Samantha Götze havia chegado.


Notas Finais


É amores, não foi nada fácil escrever esse capítulo. O que acharam? Aguardo os comentários de vocês.
Estamos chegando na reta final de Not A Bad Thing, então, fiquem atentos!
Beijos, até o próximo.


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