História Not A Bad Thing - Capítulo 12


Escrita por: ~

Exibições 237
Palavras 3.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


QUEM AI ACHOU QUE O SCOTT IA FAZER A BICHA FOFOQUEIRA?

Errou, porque ele é maravilhoso!

E esse capitulo está um amor.

Agora, vamos ler?

Boa leitura!

Capítulo 12 - Hard To Say Im Sorry


Fanfic / Fanfiction Not A Bad Thing - Capítulo 12 - Hard To Say Im Sorry

After all that we've been through, I will make it up to you. I promise to. And after all that's been said and done, you're just the part of me I can't let go.

Depois do que nós passamos, eu compensarei tudo para você, eu prometo e depois de tudo que se tem dito e feito você é só a parte de mim que eu não posso deixar ir embora.


(Hard to say I'm sorry - Chicago)


 


NINA

 


— Fecha a porta! – Ian sussurrou, estava fechando a bermuda. – Fecha essa porra, Scott!


Ele fechou. Ainda parecia ter visto a morte. Eu estava com medo, minhas pernas estavam moles, não conseguia respirar de novo. Ian caminhou até o armário dele e pegou uma camisa preta, a estendeu pra mim me mandando vestir e eu o fiz por cima da toalha, puxando-a em seguida. A camisa era grande, batia acima dos meus joelhos.


— Vocês...


— Scott, antes você precisa jurar pra mim que não vai contar isso pra ninguém. – foi até o irmão mais novo e o segurou pelos ombros. – Ok?


— Como não? – se exaltou. – Vocês dois estavam aos tapas há menos de uma hora e agora ela estava chupando o seu pau! – arregalei os olhos e senti as lágrimas inundarem os meus olhos. Eu estava envergonhada, apavorada, me sentindo fraca demais pra conseguir ficar de pé. – A nossa mãe...


— Ela não pode saber! – ele estava tão nervoso, o rosto ainda estava corado pelo que estávamos fazendo. – Pelo amor de Deus, Scott! Você não pode contar!


— Eu vi! Semana passada! Vi você saindo do quarto dela no dia que a Shan dormiu com a mãe! – apontou. – Eu achei que tinha sido sonho!


— Scott, por favor... – ele olhou pra mim e as lágrimas escaparam dos meus olhos. – Não conta.


— Amor, não chora. – Ian o soltou e me abraçou, beijando o meu cabelo. – Vai ficar tudo bem, mas não chora, minha cerejinha.


— Amor?! Cerejinha?! – ele quase gritou. – Jesus! O que aconteceu com o veadinho e piranha? Castor? – gesticulou exasperado. – Vocês dois estão...


— Ela é minha namorada.


— NAMORADA?! – arregalou os olhos azuis. – Eu preciso me sentar. – sentou na cama e olhou pra nós dois. – Eu sempre achei que por trás de toda a raiva que vocês tinham um pelo outro havia alguma coisa, mas não algo assim!


— Irmão, me escuta. – ele assentiu. – Eu amo a Nina, amo muito, nós estamos fingindo há algum tempo, fingindo as brigas e etc. Mas é pra nossa mãe não descobrir, se acontecer vão mandar a Nina pra longe. – ele acariciou o meu cabelo. – Eu sei que isso está confuso pra você, sei que parece absurdo e loucura, mas eu não quero mais ficar sem ela.


— Eu também amo o Ian, Scott. – me aproximei dele, sentei ao seu lado e peguei as mãos dele. – Você sabe como é ter um segredo, como é não poder ser você de verdade, por favor, não conta... – o lábio inferior dele tremeu e eu funguei. – Eu estou tão feliz, Cot, eu nunca fui tão feliz assim. – ele sorriu e beijou as costas da minha mão esquerda. – Por favor, Cot.


— Não vou contar. – o suspiro de alivio de Ian fez nós dois sorrirmos fraco. – Mas vocês precisam ter cuidado! Podia ser a mãe, ou a Shan!


— Vamos ter! – Ian sentou do outro lado. – Obrigado, irmão. – o abraçou pelo ombro.


— Eu podia ter pego vocês em outra situação! A imagem nunca mais vai sair da minha cabeça! Credo! – fez uma careta. – E por favor, tenham juízo.


Me sentei na mesa de jantar e servi o meu copo e o copo de Shan com o suco verde que estava na jarra de vidro, Scott veio da cozinha com uma tigela grande de salada e a colocou no centro da mesa, tia Edna se sentou na cabeceira da mesa e começou a servir o prato de Shan.


— Cadê o Ian? – quando percebi já havia perguntado. Scott me deu um olhar de repreensão.


— Ele está no quarto, está com febre, se não baixar vou levá-lo ao hospital. – fiquei quieta. Meu coração apertou. Ele estava resfriado há uma semana, não ia pra escola e vomitava o tempo todo. Eu não podia me aproximar sem que os riscos de sermos pegos extrapolassem. Quando eu o via queria poder abraçá-lo, cuidar dele, mas não podia. – Acho que é alguma virose, mas ele é teimoso e não quer ir ao médico.


— Ele parou de vomitar? – Scott perguntou e ela assentiu. – Pelo manos isso. Me passa o purê, Nina.


Peguei a tigela vermelha com purê de batatas e o entreguei. Não sentia mais fome, olhava a todo momento pro alto da escada, desejosa em ir até ele. Scott chutou minha canela, devagar, e eu olhei. Murmurou algo como “coma” e eu assenti, comecei a servir o meu prato.


Esperei todos dormirem, já eram mais de duas da manhã quando desci até a cozinha e preparei um chá de limão, mel e alho. Um daqueles horríveis que tia Edna fazia a gente tomar quando estava resfriado. Fervi a água com um limão dividido em quatro dentro e meio dente de alho, depois deixei esfriar um pouquinho e adocei com mel. Fiz tudo com a geladeira aberta, usando sua luz já que ascender as luzes era arriscado. Quando entrei no quarto dele o vi deitado de lado, encolhido, o cobertor marrom estava no chão, a costas da camisa de flanela estavam molhadas de suor. Tranquei a porta e me aproximei, ascendendo a luz amarelada e fraca do abajur, e colocando a xicara sobre o criado mudo. Acariciei o rosto que estava ainda mais pálido, ele estava quente e suado. Abaixei o rosto e beijei a testa que estava salgada e ele se remexeu.


— Castor? – sussurrei e sorri quando o vi fazer uma careta e resmungar. – Castor, eu vim ver você... Acorda só um pouquinho.


— Hm. – sua pálpebras apertaram e ele sorriu quando sentiu meus dedos acariciarem sua orelha. – Nina. Oi. – abriu os olhos. Ele parecia tão cansado. – Você demorou pra vir.


— Tia Edna estava vindo de uma em uma hora ver você, eu não podia. Desculpa?


— Não precisa se desculpar, eu sei. – a voz estava rouca, preguiçosa. – Minha cabeça está doendo. – fechou os olhos de novo. – Queria ficar de olhos abertos pra te ver, mas dói.


— Tudo bem, aqui, eu te trouxe um chá de alho, limão e mel. – ele negou com o rosto.


— Isso é horrível, Nina! – ri um pouquinho. – Você me odeia?


— Eu te amo, por isso eu trouxe, você está com febre de novo e isso vai te ajudar. – ele se sentou e eu ajeitei os travesseiros o ajudando. – Seu cabelo tá uma bagunça.


— E você se enfia no meu quarto com essa camisola minúscula. – negou, como se me reprovasse. – Você apela.


— Nem doente você deixa de ser tarado, Castor.


— Estou doente, não estou morto. – riu baixo, mas começou a tossir sem parar, até ficar vermelho e com os olhos lacrimejados.


— Calma, calma... – acariciei o peito dele, no centro, ele estava mesmo quente. – Aqui, toma. – peguei a xícara e o entreguei quando parou de tossir. – Bebe.


— Isso é muito ruim! – choramingou. – Não tem um daqueles xaropes de morango?


— Você vai fazer dezoito anos daqui à duas semanas, mas parece que tem cinco. – apontei a xícara. – Bebe, vai!


— Merda. – virou a xícara, bebendo o chá todo em dois goles grandes e fazendo uma careta em seguida. – Credo, ai que coisa horrível, eu detesto isso, Deus me livre, toma, tira isso de perto de mim! – me devolveu a xícara e eu ri a pegando. – Que gosto horrível!


— Ok, agora volta a dormir, vou pro meu quarto. – ele segurou meu braço. – Ian, não.


— Fica só um pouco, deita aqui comigo, eu estou com saudade, nem precisa me beijar com esse gosto horrível de alho na minha boca. – franziu o cenho. – Só um pouquinho, minha menina.


— Quando você voltar a dormir eu vou pro meu quarto. Shanna está lá hoje. – ele assentiu e foi mais pro lado, me dando lugar pra deitar. A cama de solteiro era boa o suficiente pra nós dois. Eu me deitei e ele puxou o cobertor, fiquei de lado e ele me abraçou por trás, beijou minha nuca e eu suspirei. – Eu também estava com saudades.


— Tem ido pra escola? – assenti. – Minha formatura é daqui a alguns dias.


— Convidou a Tara?


— Sim, senhora. – sorri. – Ela ficou aliviada por não ter de ir com o Tom. Queria ir com você, como o Josh vai com a Kiara e o Zach com a Zoe. – fez um muxoxo.


— Mas todo mundo sabe que eles são namorados... E eu vou estar lá também.


— Eu sei, mas não vai estar comigo. – ele pegou a minha mão, entrelaçou nossos dedos e ergueu o um pouco, nós dois observamos o contato em silêncio. Depois juntamos as palmas, a dele era tão maior que a minha. O ouvi fungar e meus olhos se encheram de lágrimas. – Estou com medo, Nina.


— Eu também. – sussurrei e senti as lágrimas dele molharem minha nuca. – É como se tudo isso tivesse um prazo de validade.


— Se eles veem isso como uma impossibilidade, como eu sinto que é pra sempre? Como eu não sei mais ver o meu futuro sem você? Os adultos dizem que na nossa idade tudo é passageiro, nada é de verdade, mas eu amo você. – ele apertou minha mão. – Eu queria fugir com você, ir pra bem longe e poder viver sem ter medo de nada.


— Isso é loucura, Castor. – Ian me abraçou mais forte e eu me encolhi nos braços dele. Era um lugar tão bom. Eu não me sentia sozinha, não me sentia uma intrusa, fazia sentido estar ali. – Quando a minha mãe morreu, todo mundo achou que eu era pequena demais pra entender, pra sentir... Mas eu entendia e eu senti. – nunca havia falado sobre aquilo com ninguém, nem mesmo com tia Edna, Robym ou Missy. – Eu acordei de madrugada, a enfermeira estava no telefone, parecia estar triste, não me viu entrar no quarto... Minha mãe estava deitada, parecia dormir, nenhum dos aparelhos que faziam barulho o tempo todo estava ligado. Estava chovendo. Eu me aproximei e toquei o braço dela, estava tão fria. Eu a chamei três vezes e ela não respondeu. E eu sabia o que tinha acontecido. Eu não consegui chorar, eu fiz outra coisa...


— O que você fez? – sussurrou e eu solucei baixinho, abaixando a cabeça e negando com o rosto. – Nina, você precisa falar sobre isso... Você nunca falou, quando tocávamos no assunto você saía de perto. Talvez isso te ajude. – respirei fundo e ele acariciou meu braço. – O que você fez?


— Eu subi na cama, eu deitei do lado dela e a olhei. Minha mãe era tão bonita... – quando o meu choro se tornou mais alto cobri minha boca com a mão e pela primeira na vida era como se aquilo doesse menos, como se um pouquinho da dor tivesse sumido de mim, como se perto dele, nos braços dele, minhas tristezas estivessem proibidas de me machucar. – A enfermeira entrou e quando me viu ali só começou a chorar, me pegou no colo e tia Edna já estava lá. Ela me abraçou tão forte, ela me entregou pra Robym e depois todas aquelas pessoas estavam ao meu redor, as palavras não eram boas, elas diziam que eu agora era órfã, mas eu não sabia o que isso significava. Eu fiquei quieta, me colocaram um vestido preto e eu odiava aquelas sapatilhas cinzas. Meus avós vieram, eu só os tinha visto uma vez. Depois eu fiquei apavorada, quando fecharam o caixão, quando o colocaram na cova e jogaram toda aquela terra em cima. – funguei e fechei os olhos. – Duas semanas depois, quando eu voltei pra escola, as outras crianças me fizeram entender o que era ser órfã.


— Elas foram ruins com você?


— Elas foram crianças. Não entendiam como algumas palavras ou brincadeiras magoavam. Eu tive de aprender a ser superior, tive de conseguir cada coisa pequena que pra mim se tornava grande. Eu tinha de ser reconhecida por outra coisa.


— Por isso você é arrogante? – assenti. – Por isso você quer ser a primeira em tudo? – assenti de novo. – Eu te entendo.


— Entende?


— No começo isso me deixava irritado, a sua mania de querer ser a rainha do mundo, mas eu entendo. – ele aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou. – E eu só preciso ser o rei, então. – ele me fez sorrir. – Você é a minha rainha, a principal, a líder, a melhor... E já que eu não posso lutar contra o seu ego, eu vou alimentá-lo e nós dois vamos ser o casal mais arrogante da história da humanidade! – me abraçou e mordeu meu ombro.


— Ui! – me encolhi e ele riu. – Você não está mais tão quente.


— Me sinto um pouco melhor.


— Viu? Como o chá foi um remédio muito bom?


— Que chá, o que! Meu remédio é você, menina! Agora me dá um beijinho?


— Não, Ian! Você tá cheirando a alho! – fiz uma careta, ele me virou de barriga pra cima e eu cobri minha boca com as duas mãos, negando com o rosto.


— Nikolina, você é uma pessoa muito preconceituosa! Você me beijou uma vez e eu tinha acabado de fumar maconha!


— Maconha é melhor que alho. – murmurei ainda tampando a boca.


— Certo. – suas mãos agarraram minha cintura e começaram a fazer cócegas, eu me debati até ter de tirar as mãos da boca pra tentar segurá-lo. Ian foi rápido e grudou os lábios no meu, me beijando com pressa, afundando a língua quente na minha boca. Tinha gosto de xarope pra resfriado. De limão. Mel. E alho.

 

 

DIAS DEPOIS

 


— Eu sonhei com você... – arfei quando ele mordeu meu pescoço. – Ontem.


— O que você sonhou? – as mãos não paravam num lugar só, tocavam cada canto do meu corpo, pressionava o volume duro entre as minhas coxas e a boca deveria estar deixando algumas marcas no meu colo.


— Com a casa que vamos ter em Miami. – ele riu fraco e apertou minha bunda. – Castor...


— Nina, eu quero fazer amor com você. – eu abri os dois olhos e parei com as duas mãos dentro da camisa dele.


As coxias do teatro do colégio nunca foram tão bem utilizadas como estava sendo agora por nós dois. Deveríamos estar em aula: eu na de matemática e ele na de geografia. Mas eu preferia estudar a matemática do corpo dele e ele a geografia do meu. No começo, cabular aula estava fora de cogitação, mas com o tempo se tornava impossível não termos um momento sozinhos pra poder fazer as coisas que fazíamos. Mas sexo de verdade ainda me deixava indecisa. Eram tantas coisas, tantas dúvidas que precisavam ser sanadas antes disso. Eu não sabia que estava pronta pra ele.


— Ag... Agora? – ele parou de beijar meu pescoço e ergueu o rosto pra mim. Percebeu a confusão na minha expressão e começou a acariciar meu cabelo.


— Não, agora não. Mas eu quero, quero muito. – esperou eu dizer algo, mas eu não disse. – Você não quer?


— Que... Quero. – engoli o ar e sorri fraco. – É só que eu não sei...


— Eu vou te ensinar. – assenti. – Eu te amo e você me ama, eu não aguento mais esperar... É que dói, Nina.


— Dói? – franzi o cenho e ele assentiu. – Onde?


— Aqui. – pegou minha mão e colocou por dentro do jeans, me fazendo segurar o membro duro por cima da cueca. – Dói pra caralho, por que eu fico duro o tempo todo e me masturbar não tá adiantando mais.


— Mas quando vamos fazer isso? Onde? – ele sorriu.


— Vou dar um jeito. Então você vai fazer amor comigo? – mordisquei meu lábio inferior. – Vai?


— Vou. – sussurrei e senti meu rosto corar. – Eu... Eu quero.


— A gente tem de voltar, o sinal vai soar. – se aproximou outra vez e espalmou as duas mãos nos meus quadris. Eu estava sentada sobre uma das caixas de som grandes e ele estava de pé entre as minhas pernas. – Só que eu não quero soltar você.


— Então, não me solta, Castor. – o puxei pra mim, juntando nossos lábios em um beijo.


Existia uma pessoa no mundo que era a única que eu tinha como base pra tudo. Minha confidente, minha protetora, minha irmã. Eu cheguei em casa depois do colégio e me tranquei no quarto, eu precisava pensar e fazer isso estava me deixando pior. Eu tinha dito sim a Ian sem ter certeza se era o que eu queria. Não é que eu não o queria, se existia alguém com que que eu queria viver esse momento esse alguém era ele, mas eu não sabia se esse era o momento. Esperei tia Edna sair pra buscar Shan no colégio e fiz a ligação, me sentei no sofá e comecei a enrolar o fio encaracolado no dedo. Ela me atendeu no quarto toque.


— Alô?


— Robym? – esperei.


— Nina! – sorri. – Que saudade de você, meu amor.


— Eu também estou com saudades, Robym. Você está bem?


— Tirando os setenta mil trabalhos que preciso fazer, estou sim. – riu um pouco. – E você?


— Estou bem, também... Robym, eu...


— Você? – soltei o fio e cocei meu cabelo. – Minha mãe está ai?


— Não, estou sozinha... Scott saiu e... Ian também.


— Certo, me conta, o que foi?


— Está ocupada? – fiz uma caretinha.


— Pra você nunca, Nina. – sorri e respirei fundo.


— Tem um... Um garoto... – olhei para o porta retrato sobre a estante e vi Ian sorrir pra mim na foto, meu coração acelerou. – Robym, eu acho que amo ele. Não, eu tenho certeza. Sei que sou muito nova e...


— Não existe idade pro amor, não existe cor e muito menos sexo. Só existe amor, Nina. – assenti pra mim mesmo.


— Nós estamos namorando.


— Minha mãe não sabe disso não é? Ela não me contou nada.


— Ela não sabe... Robym, ele quer fazer amor comigo. – sussurrei olhando ao redor. – Ele pediu e eu disse que sim, mas eu não sei se estou pronta pra isso.


— Você quer?


— Quero. – respondi rápido. – Eu quero que seja com ele, mas...


— Nikolina, você e ele se amam, ele vai entender se você não quiser.


— Eu sei que vai, mas é que... – a primeira lágrima escapou dos meus olhos. – Nós não temos tempo, Robym. – apertei minha mão com força. – Ele diz que vai ser pra sempre, que nunca vão nos separar, mas eu sei que vão... Quando isso tudo vier a tona vão me afastar...


— Eu percebi que ele estava apaixonado por você no natal. – eu parei de falar. Ela sabia, claro que ela sabia. Era a Robym. Sorri em meio as lágrimas e um peso descomunal saiu de mim. Fechei os olhos e suspirei. – Eu temia que não fosse reciproco da sua parte, ele ia ficar tão triste se não fosse.


— Eu o amo muito. – as lágrimas estavam embaçando a minha visão. – Não quero nunca me afastar dele, mas eu sei que vou...


— Eu sinto muito. – funguei e sequei o rosto com a mão. – Nina, eu vou te aconselhar como uma irmã, como alguém que te ama muito. Não fique com receios de viver todos os momentos que você terá com ele, desfrute de cada um, tira o máximo que puder de cada minuto. – assenti e voltei a enrolar o cabo do fone nos dedos. – Não espere o momento vir, Nina. Controle isso, o tempo já está contra vocês mesmo. Faça o momento. – ela ficou quieta. – Pelo menos isso você terá o direito de escolher.


Notas Finais


Estou chorosa com esse capítulo ;(

Chorei pra escrever os diálogos igual desse capitulo igual uma mocinha sensível.

E eu amo essa música aconselho vocês a ouvirem...

Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...