História Not A Bad Thing - Capítulo 21


Escrita por: ~

Exibições 200
Palavras 4.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiii gente, como estão?

Esse capitulo está um pouco quente, mas só um pouquinho haha

Boa leitura!

Capítulo 21 - We Don't Talk Anymore


Fanfic / Fanfiction Not A Bad Thing - Capítulo 21 - We Don't Talk Anymore

Don't wanna know Kinda dress you're wearing tonight If he's holding onto you so tight The way I did before I overdosed Should've known your love was a game Now I can't get you out of my brain Ohh, it's such a shame That we don't talk anymore We don't talk anymore We don't talk anymore Like we used to do We don't laugh anymore What was all of it for? Ohh, we don't talk anymore Like we used to do.

Não quero saber que tipo de vestido que você está vestindo esta noite, se ele está segurando você tão apertado da maneira que eu fiz antes. Eu tive uma overdose deveria saber que seu amor era um jogo agora eu não consigo tirar você do meu cérebro. Oh, é uma pena que nós não nos falamos mais, nós não nos falamos mais, nós não nos falamos mais como costumávamos fazer. Nós não nos amamos mais. Para que foi tudo isso? Oh, nós não nos falamos mais como costumávamos fazer.

(We Don't Talk Anymore - Charlie Puth ft. Selena Gomez)






IAN

 


Ela não me repeliu e isso só serviu pra aumentar em níveis absurdos o tesão que parecia circular pelas minhas veias. Seus lábios tinham o mesmo gosto salgado da última vez, aquele gosto de lágrimas que eu acreditei ter esquecido, mas ainda era o maior vicio que eu já tinha caído. Nikolina arfou contra a minha boca e tentou puxar os braços pra baixo e eu os soltei. Eu odiava a mulher em meus braços, mas ao mesmo tempo era completamente obcecado por ela. Minha cabeça estava fervendo com a quantidade de informações que recebia, com a briga entre a razão e a emoção. Eu não a trouxe pra isso, pra a tocar outra vez e ceder ao meu desejo. O propósito era a derrubar do pedestal em que estava, era a fazer ver o quão baixa e substituível ela era. Mas desde que entramos no carro, a única coisa que eu conseguia pensar em a beijar outra vez.

 

Antes que o beijo se aprofundasse, suas mãos empurraram meus ombros e eu separei nossos lábios com um gemido de frustração. Ela abriu os olhos e me encarou, estava com o rosto corado e a respiração sôfrega como a minha. Minhas mãos ainda estavam em seu corpo, uma em sua nuca e a outra na curva de sua cintura.

 

— Não. – sua voz estava rouca, mas decidida.

 

— De jeito nenhum. – concordei e assenti.

 

— Nunca mais. – completou.

 

Eu a soltei e me afastei um pouco. Nikolina havia me feito falta, mas eu supri o espaço que ela deixou da forma mais errada do mundo no começo, mas eu estava bem agora, eu sou e sempre vou ser suficiente o bastante pra não precisar dela. Nunca mais. Mas o destino prega peças que nem toda uma filosofia pacifica como a minha é capaz de entender. Coisas ruins existem, mas é nos dado a opção de a aceitar ou recuar mais um pouco e esperar que tudo se desfaça, que acabe. A olhei outra vez. Ainda estava recostada a coluna, os braços jogados ao lado corpo, me olhando como se estivesse diante de algo ruim demais pra encarar sem uma expressão de raiva. Caminhei até o carro e me encostei no capo, passei as duas mãos pelo rosto e respirei fundo, pesado, difícil, completamente fodido.

 

— Só me responde uma coisa, Nikolina. – ela virou o rosto e suspirou. Parecia se controlar pra não chorar outra vez, pra não acontecer o que ocorreu no carro. Ela praticamente desligou, como uma máquina. – Você realmente me amou?

 

Outra coisa que aprendi no budismo é que o sofrimento também existe e ele é causado por duas coisa distintas. A primeira surgia dos nossos apegos excessivos e a segunda das expectativas irreais. O meu sofrimento nascia das duas coisas, surgia dela também, da mulher diante de mim. Então, como pra quase toda doença existe uma cura, também existe para isso. Pense corretamente, tenha intenções corretas, fale coisas corretas, aja corretamente, viva corretamente, se esforce pra ser correto, tenha atenção no que correto, se concentre no que é correto.

 

— Você me amou? – rebateu e ergueu a cabeça, prepotente como antes. – A sua resposta é a minha, acredite. – passou as mãos na saia do vestido e se desencostou. – Por que me beijou?

 

— Por que você correspondeu? – ela arqueou uma sobrancelha. – A sua resposta é a minha.

 

Ela negou com o rosto.

 

— Me leve de volta.

 

Caminhou em direção a porta do carro, que ainda estava aberta. E existia a minha própria filosofia, o mantra que era ligado quando esse outro eu aflorava, esse eu que consegui manter adormecido por quinze anos vinha à tona como uma entidade ruim e cheia de malicia. Quando se tratava dela. Não pense, não intencione, fale, aja, apenas viva, desligue o automático, arranque os plugues do seu auto controle.

 

Toque o foda-se.

 

Antes que ela entrasse eu a puxei. Nikolina deu um grito e tentou me empurrar, a fiz deitar o corpo no capo do carro e a prendi com o meu, o som de tecido se rasgando a fez me xingar de alguma coisa e usar as mãos pra tentar acertar meu rosto. A briga corporal durou até eu me colocar entre suas pernas e prender seus braços entre meu peito e o dela.

 

— Fica quieta! – ela se debateu.

 

— Você rasgou o meu vestido!

 

— Eu realmente não ligo. – ela arfou e levantou a cabeça. – Vou beijar você de novo...

 

— Para de ser ridículo! Eu te odeio! Não quero beijar você!

 

— Vamos ver se não quer...

 

Eu engoli o xingo que ela soltou contra meus lábios, empurrei minha língua pra dentro da boca dela e acredito ter ouvido um gemido de aprovação, mas não sabia se era meu ou dela. Ela demorou a corresponder, mas quando o fez, fez com raiva. Mordeu meu lábio inferior com força, me fazendo grunhir e deslizar uma das mãos por seu corpo, até a coxa e começar a puxar o vestido pra cima, o embolando em seu quadril. Eu me questionei em como havia conseguido viver tanto tempo sem sentir o gosto dela, sem a tocar. Eu me questionei como podia sentir uma coisa tão absurda por uma mulher como ela. Eu não reconhecia o masoquismo que estava me causando. Ficar perto de Nikolina doía, tirava minha paz, tragava o meu juízo e meu bom senso, nada bom poderia sair disso, mas eu adorava os efeitos, eu adorava a dor e a displicência. Eu era viciado naquela mulher e me livrar da cocaína havia sido um paraíso comparado em como seria me livrar dela depois do que estava acontecendo naquele estacionamento.

 

Ela arranhou minha nuca e sugou minha língua pra dentro de sua boca, quando toquei sua perna, coberta por meia calça, ela pareceu tremer sob o meu corpo. Com as duas mãos, eu a segurei pelas coxas e a fiz me abraçar com as pernas, se aquele lugar tivesse câmeras de segurança o nosso nome estaria em todos os tipos de mídia nas próximas horas, mas eu realmente não estava ligando e ela parecia fazer o mesmo. Apertei suas coxas e escorreguei as mãos até sua bunda, apertando com toda a saudade que sentia daquele corpo que havia aflorado nas minhas mãos, pra mim. Nikolina era uma mulher agora, era maior e podia ser a porra da estilista mais famosa do mundo, a noiva de um pirralho ou que fosse. Pra mim ela sempre seria a filha da puta que me deixava duro só de ouvir sua voz ou sentir o cheiro. Era como uma doença sem cura, eu ia acabar morrendo daquilo. Dela. E a cada toque, cada ronronar ou movimento de seu corpo serviam pra me jogar na cara que ter enterrado o que fomos um dia, não significa e nunca significou que estaria morto.

 

Deixei seus lábios e fiz um caminho de beijos até o vale entre os seios, mordendo o topo do direto em seguida, ela gemeu com raiva e eu não consegui evitar sorrir. A pele dela tinha o mesmo tom de antes e sempre me fazia imaginar estar lambendo chocolate ao leite ou caramelo, fechei meus olhos e aspirei o perfume, o cheiro natural dela. Doce. Um espasmo gostoso explodiu na minha virilha e eu friccionei meu corpo contra o dela pra aliviar. Gememos ao mesmo tempo, como antes, como quando tínhamos de o fazer escondidos e agora nossas vozes ecoavam por todo aquele lugar.

 

Acontece que eu havia passado os últimos quinze anos procurando entre as pernas de outras mulheres o prazer que eu só havia tido quando estava entre as dela. Eu a procurava de um jeito secreto e que me irritava, tentava até fingir que não era isso, mas as comparações eram feitas no meu subconsciente e entregues de bandeja pra minha imaginação. Nada era igual. Quando você conhece o melhor e é tirado de você, fica completamente frustrante viver sem isso.

 

— O que você está fazendo? – sussurrou quando me empurrei contra ela outra vez, pressionando meu membro entre suas pernas até minhas pernas ameaçarem falhar.

 

— Não faz pergunta, cala a boca... Se você começar a falar eu vou me dar conta que isso é loucura...

 

— Como está conseguindo fazer isso... Eu não... – mordeu o lábio inferior e eu ergui as sobrancelhas, tentando entender do que diabos ela estava falando. – Para! – abriu os olhos em placa, encarando o teto do estacionamento como se tivesse vendo um monstro. Sua pele ficou gelada e pálida. Ela começou a chorar outra vez, mas sem mudar a expressão facial. As lágrimas apenas escorregavam de seus olhos até a lataria preta do carro. – Para... Por favor...

 

— Por favor? – repeti. Nikolina começou a tremer, suas mãos se encolheram pra perto do corpo, seu lábio inferior se formou em um bico e eu me afastei um pouco. Ela estava tendo aquela coisa de novo, seus olhos pareciam não me ver ali. Algo muito errado. Ela continuou ali deitada, encolhida e tremendo. – Nikolina? – segurei seu rosto com uma das mãos e ela apertou os olhos, negando com o rosto. – Nina!?

 

O meu coração nunca foi tão destroçado como ficou em vê-la daquele jeito. Eu entrei em desespero, a sacudi duas vezes, mas ela não reagia, não respondia. Era como se estivesse em outro lugar, em outra situação. Ergui seu tronco e ela choramingou.

 

— Eu não quero... – murmurou baixinho, suplicante e desesperada. – Por favor.... De novo não... Não me machuca... Charles...

 

Pisquei algumas vezes até assimilar o que havia escutado. Eu estava confuso demais, assustado em vê-la daquele jeito. Nikolina soluçou e seu corpo convulsionou como se estivesse sendo... Sendo... Aquilo era realmente o que eu estava vendo? A segurei pelos ombros e ela soluçou outra vez.

 

— NIKOLINA? NIKOLINA, ACORDA! NIKOLINA! – ela parou. Tragou o ar com força e olhou pra mim. Olhou pra mim de verdade, sem mascaras ou o ódio que sentia. E eu fiquei com medo das coisas que ela sentia, eu fiquei com medo da mesma coisa que ela temia, mesmo sem saber o que era. – Nina... – ela piscou algumas vezes e apertou meu smoking entre os dedos. – O que fizeram com você, Nina?

 

Ela negou com o rosto e me empurrou. Ficou de pé e percebi que suas mãos ainda tremiam.

 

— Fique longe de mim, longe da minha vida, permaneça onde você sempre esteve: longe. Tudo que aconteceu comigo foi por sua culpa e eu não aguento mais sofrer por você. Vai embora!

 

— Mas você...

 

— Eu vou ligar para o meu noivo... – eu recuei com isso. – Vou pedir que mande alguém me buscar... Vai embora! – quase gritou. – Tudo isso é sua culpa! Sua culpa! Eu perdi demais por sua causa! Eu perdi os meus sonhos, a minha paz... O meu corpo... Eles tiraram tudo de mim... – ela voltou a chorar.

 

— O seu corpo? – ela ficou tensa, seus lábios se apertaram em uma linha e a vi começar a andar em direção as escadas. – O que fizeram com você, Nikolina? – ela continuou andando. – Você sabe que eu vou atrás de você, não sabe? Não importa onde... – ela se virou pra mim.

 

— Só existe uma coisa em mim que ainda é a mesma, Ian... Eu ainda sou o diabo. – assentiu e virou as costas outra vez.

 

— Então, eu ainda sou o seu Castor. – ela parou, mas em seguida pareceu respirar fundo.

 

Assisti ela ir embora da minha vida outra vez, só que agora por vontade própria. Só que agora me deixando cheio de perguntas e dúvidas, transbordando uma culpa que eu sequer sabia do que se tratava. Completamente fodido.

 

 

 

 

 Eu não consegui dormir, na verdade eu nem tentei. Eu tive de ser bem cuidadoso em não contar pra Tara as coisas que estavam se passando pela minha cabeça. Tive de ter sangue frio o suficiente pra deixar Nikolina ir embora sem agir como antes e a obrigar a ficar. Eu precisava de um plano certo pra fazer as coisas, pra não vacilar mais ainda e isso implicava em a dar espaço para digerir nosso reencontro. Fiquei por horas sentado no sofá tentando juntar peças de um quebra cabeça que eu nunca tinha visto montado antes. Procurei na internet coisas sobre ela, uma pesquisa minuciosa e detalhista que nunca tinha feito antes por achar desinteressante. Algumas coisas eu já sabia, como o nome do internato que estudou em Londres, o nome dos avós, tios e primos. Mas só até ai. Em uma página com um tipo de biografia dela diziam que seus avós, Aretha e Gerard, haviam morrido há oito anos. Aretha de uma pneumonia e Gerard alguns meses depois de causas naturais. Dizia que ela havia se formado em uma universidade de Londres e morado lá dos dezoito aos vinte e quatro anos, depois se mudando pra Paris e trabalhado como auxiliar em uma revista de moda. Falava bem pouco de seu tio Charles Lewis e a esposa Gemma Lewis, e não fazia nenhuma menção a ela ter se relacionado com o primo, William. Esse agora era quem cuidava dos negócios da família ao lado do pai e do irmão mais novo, Liam. Falava de Max, do namoro discreto e o noivado. Pesquisei por imagens dela, dela com a família Lewis e depois com Max. Existia um padrão ali: Nikolina nunca sorria, apenas nas fotos com o noivo. E isso me incomodou. Indo mais a fundo nisso eu encontrei um blog sobre celebridades e suposições, uma daquelas páginas que faziam minha mãe querer arrancar os cabelos quando saia algo sobre mim.

 

A nota era de três parágrafos. Cheia de veneno em cada palavra, mas eu me envenenei de verdade quando percebi que poderia fazer sentindo. Diziam que ela não falava com a família que restava ali desde à morte dos avós. Que abrira mão da herança ou qualquer outra coisa, que havia retirado o sobrenome mais uma vez e que um antigo psicólogo da universidade havia aberto a boca para o blogger sobre as receitas de remédios controlados que ele cedia a aluna, sobre ela só conseguir pegar no sono com calmantes extremamente fortes e os ataques de pânico que sofria quando alguém a tocava. Como o ataque que teve quando eu a toquei.

 

Quando acabei e fechei o notebook, já havia acabado com meia carteira de cigarros. Talvez tivesse acabado ainda mais confuso do que antes. Meu pescoço estava doendo e se eu não me aliviasse logo morreria com o maior caso de bolas roxas da história da humanidade. Nikolina havia me ascendido de um jeito maravilho, mas não havia apagado e eu já começava a ficar irritado por causa disso.

 

 

 

 

 

 

— Quando começa a divulgação da série? – ela estava parada na minha frente. – Está me ouvindo?

 

— Estou, Sandy, desculpe. – franziu o cenho e sorriu de lado. – Eu vou pra Louisiana amanhã de manhã com a Tara, as divulgações só começam em abril.

 

— Cadê a Tara?

 

— Foi jantar com uma amiga... – assentiu.

 

— O que vai fazer até lá? – voltou a andar pelo quarto de uma lado pro outro. Estava descalça e vestia apenas uma camisa branca de botões e calcinha.

 

— Até lá onde? – ergui uma sobrancelha.

 

— Você tá bem lerdo hoje, Somerhalder! – riu. – Até as divulgações começarem. Se quiser podemos ir até o Texas pra relaxar. – fiz uma careta e neguei. Ela riu. – Ok, nada de Texas.

 

— Eu não sou muito cowboy, você sabe. – ela assentiu. – Sandy, você já usou alguma coisa da Nina Dobrev?

 

— Uma vez só, ano passado, ela realmente faz coisas maravilhosas! Por que?

 

— Curiosidade. – dei de ombros. Aquele assunto era muito sério, muito particular pra contar pra ela. Sandra já tinha tantos problemas ao redor de si e do filho, a mídia vivia a perseguindo e inventando diversas suposições sobre a sua vida, eu não ia lhe trazer mais infortúnios. – Eu a vi no globo de ouro e achei o vestido dela muito bonito.

 

— Ela é uma mulher muito bonita. – dei de ombros outra vez e ela veio até mim, parando de pé entre as minhas pernas e segurando meus ombros. – Não achou ela bonita?

 

— Normal. – ela arqueou uma sobrancelha. Segurei suas coxas e a fiz sentar no meu colo. – Não é nenhuma Sandra Bullock, mas é bonita.

 

— Você é ridículo, Somerhalder! – gargalhou e começou a abrir a minha calça. – Mas fode tão bem que é aceitável.

 

— Eu sou um objeto pra você, não sou? – me fiz de indignado e ela sorriu. – Sou um brinquedinho!

 

— O meu favorito. – segurou minha nuca. – Eu não troco por nenhum outro. – eu a puxei pra um beijo.

 

Sandra era a minha válvula de escape perfeita e eu era a dela. Não haviam sentimentos pra serem discutidos, não havia cobrança e muito menos deveres. Era tudo que eu queria e tudo que ela precisava. Não éramos um casal e nenhum dos dois queria ser. Éramos amigos com benefícios. Ela era uma mulher incrível e divertida, era leve e, apesar de tudo que já havia passado, era forte.

 

Ela empurrou o meu corpo pra cama e começou a abaixar minha bermuda ao mesmo tempo em que espalhava beijos pelo meu peito, tórax e barriga.

 

— Você leu meus pensamentos! – coloquei as duas mãos atrás da cabeça e fechei os olhos.

 

— Fica calado. – sorri e assenti.

 

Nada melhor do que um boquete muito bem feito pra te fazer relaxar. Sem julgamentos fulos ou acusações infundadas. Sem essa de achar isso absurdo, não preciso dizer algo como “eu sou homem e homens fazem isso”, não há necessidade. Não existia nenhum compromisso que me impedisse de deixar outra mulher colocar a boca no meu pau se isso fosse me fazer feliz. Mas feliz não é a palavra certa. Vou usar satisfeito. Quando eu amo uma mulher, sou inteiramente dela se ela for inteiramente minha também.

 

A boca de Sandy deslizou, me colocando inteiro pra dentro, aliviado o tesão que aquela filha da puta, vulgo Nikolina, havia despertado em mim. Sorri preguiçoso e tentei limpar a minha mente. Falhei ridiculamente quando as lembranças me fizeram soltar um palavrão que, graças a Deus, saiu baixo. Eu me lembrei da noite em que a fiz gozar pela primeira vez. Da forma como ela havia se entregado pra mim, como eu a fiz se descobrir e o gosto que ficou nos meus dedos. Cada gemido, a respiração pesada, as mãos pequenas apertando minha camisa, a carinha de confusa com tudo aquilo que estava sentido. E eu gozei sem avisar, sem ao menos conseguir controlar alguma coisa. Gemi um pouco e me senti um canalha quando percebi o que tinha acabado de fazer. Meu pau estava na boca de uma e minha cabeça no corpo de outra. Sandra montou nas minhas coxas e já tinha nas mãos uma camisinha que deslizou sem dificuldades em mim.

 

— Você é um caso a ser estudado, Somerhalder. – afastou a calcinha pro lado e me deslizou pra dentro dela, dando um gritinho com isso e tombando um pouco o corpo pra frente, até seus cabelos tocarem meu peito.

 

— Sou? – girei meu quadril e ela mordeu o lábio inferior. – Por que?

 

— Você acabou de gozar e ainda está dudo feito pedra... – apoiou as duas mãos no meu estomago e se moveu. – Hum.

 

— Sandra, você mesma disse que eu sou bom nisso. – ela sorriu e aumentou o ritmo. Segurei suas coxas e achei melhor não fechar os olhos e se as lembranças de Nikolina dominarem de novo. Falho engano. Meu celular começou a tocar no bolso lateral da bermuda. – Porra!

 

— Não atende, não...

 

— Esse número é o particular, preciso atender... – estiquei a mão e o peguei. – Não fode! – quando vi quem estava ligando quase dei um grito.

 

— A meu bem, fode sim, pode foder! – ela abrandou os movimentos e eu coloquei o indicador nos lábios pedindo silêncio. Ela assentiu.

 

— Nikolina?

 

Isso mesmo. A rainha de gelo estava me ligando. A soberana europeia, a dama de ferro, Carrie, a estranha. Nikolina Romanoff.

 

— Tara está bêbada. – franzi o cenho. – Preciso do seu endereço para levarmos ela.

 

— Cadê o Jason?

 

— Ele está pior que ela. – ergui um pouco o tronco. – Passe seu endereço para o meu motorista.

 

— Nikolina? Ei, espera...

 

— Boa noite, senhor Somerhalder, a senhorita Dobrev disse que o senhor vai me passar um endereço. – rolei os olhos e deitei outra vez.

 

— Certo. – respirei fundo. – Anote.

 

Passei o endereço e desliguei a ligação. Sandra estava me olhando, um sorrisinho debochado nos lábios.

 

— Quem é Nikolina? – coloquei o celular sobre o criado mudo.

 

— Ninguém. Continua. – fechei os olhos.

 

 

 

 

 Eu já estava em frente à minha casa quando a SUV preta virou a esquina e estacionou. O pirralho desceu primeiro. Abriu a porta de trás e Nikolina desceu. O short jeans era de cintura alta e apertado, a camisa branca de botões era transparente o suficiente pra ver o sutiã de renda também branco. Ela ajudou uma Tara sorridente e tonta a descer, a abraçando pela cintura, enquanto Jason descia do lado do passageiro, o rosto estava completamente vermelho e ele parecia lutar contra a gravidade.

 

— Ian! – Tara tentou correr na minha direção, mas tropeçou nos saltos. – Opa! – riu.

 

— O que você fez com eles?! – Nikolina nem olhou pra mim.

 

— Na verdade, foi a tequila. – o pirralho respondeu. – Nin's Curtis, pegue a bolsa dela...

 

— Quem é Nina?! – me aproximei delas e peguei Tara, a mantendo de pé do meu lado. – Mulher, você está horrível!

 

— Nós gostamos de tequila! – riu mais ainda. – Ian! Ele é cubano! – apontou pra Max. – Para bailar a bamba...

 

— Ela cantou essa música o caminho inteiro. – ele sorriu e negou com o rosto. – Jason, tá bem? Consegue andar?

 

— Acho que sim... Querida, nós vamos pra Cuba nas próximas férias!

 

— Não faça isso, é um lugar ruim! – Jason parou do meu lado. – Vamos, Nina?

 

— Dobrev? Mas quem é Nina Dobrev?! – ele fez uma careta e olhou pra Nikolina. – Nikolina.

 

— Estão entregues. – juntou o cabelo em um rabo de cavalo, mas o gesto fez seu corpo se empinar inteiro. Meus olhos foram direto para os seus seios. – Vamos. Tara, se você lembrar, vou te ligar na semana que vêm para vermos... Você não vai lembrar!

 

— Vocês estão juntos há quanto tempo? – ela me olhou pela primeira vez desde que havia chego.

 

— Três anos. – o babaca respondeu. – Mas, você sabia, vocês são praticamente irmãos.

 

— Max, vamos, estou cansada.

 

— Eu não sei tanta coisa assim da sua noiva, ela não gosta muito de mim...

 

— Não faça isso. – murmurou entredentes.

 

— Não faça o que? – Max perguntou, parecia confuso.

 

— Isso é engraçado! – Tara abraçou o marido pelo pescoço e Nikolina olhou ao redor, percebendo a presença de alguns paparazzo que nos fotografavam. – Essa situação! Olha, sua namorada mora ali! – apontou pra casa de Sandra.

 

— Eu não tenho namorada, Tara. – rolei os olhos. - A Nina já te falou dos ex namorados dela? – ele olhou pra noiva e depois pra mim.

 

— Não faça isso, Ian Joseph. – sua voz estava rouca, disse cada palavra pausadamente.

 

— Vocês vão se casar e é direito dele saber...

 

— Não seja mais desprezível do que você já é, seu...

 

— Do que ele está falando, Nina!? – perguntou, manso. Eu rolei os olhos e bufei. Ele parecia um garotinho idiota, era como se ela fosse a mãe brava dele, como se tivesse medo. Patético.

 

— Eu fui namorado dela, cara. – ela bufou e cruzou os braços em seguida. – O primeiro. – sorri largo com a expressão confusa e surpresa dele. – Ela não te contou, que feio isso, Nikolina. – ela ergueu o dedo do meio pra mim e um flash de uma das câmeras pegou o gesto.

 

— Max, vamos, agora! – deu as costas pra mim.

 

— Mas vocês são como irmãos... – murmurou, ainda parado.

 

— Olha, as coisas que a gente fazia não era bem de irmãos, a não ser que você seja um Targaryen ou Lannister.

 

— Ian, cala a porra da sua boca! – olhou ao redor. – Você é ridículo!

 

— Nina...

 

— No hotel! – quase gritou e ele apenas respirou fundo e entrou no carro, batendo a porta com força. – Satisfeito? – agora ela falava baixo.

 

— Não muito, mas... – cruzei os braços e medi seu corpo inteiro, sorri em seguida e assenti. – Podemos dar um jeito.

 

— Idiota. – deu a volta no carro.

 

— Piranha.

 

Nikolina entrou no carro e não demorou até o pirralho o ligar e dirigir pra fora da rua. Continuei ali por mais um minuto até pegar meu celular no bolso da bermuda e discar o número de Megan minha empresária.

 

— Diga que você não matou ninguém, Somerhalder. – sorri e comecei a caminhar em direção ao portão. Tara e Jason estavam correndo ao redor da piscina. Ela já tinha tirado os sapatos e ria sem parar.

 

— Megan, meu amor...

 

— Lá vem! – ela gargalhou.

 

— Eu preciso que você me diga que não tenho nenhum compromisso pelos próximos dez dias.

 

— Você não tem.

 

— E preciso de duas passagens pra Paris. Uma pra mim e outra pro Scott.

 

— O que você vai fazer em Paris, Ian? Pelo amor de Deus, não faça alguma merda!

 

— Está tudo bem, fique tranquila. Eu vou atrás do que é meu.

 

 

Eu só espero que você esteja deitado ao lado de alguém
Que sabe amar você como eu
Deve haver uma boa razão para que você tenha ido
De vez em quando eu penso que você
Poderia querer que eu apareça na sua porta
Mas eu estou com muito medo de que eu esteja errada


Notas Finais


É seu, Ian? Tem certeza? Ela vai fazer vc voltar pra América a nado meu parsa hahahah Vamos ver no que isso vai dar!

Comentem :)


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