História Not A Bad Thing - Capítulo 47


Escrita por: ~

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Palavras 5.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde!

Gente, muuuuuito obrigada pela forma que receberam o capítulo anterior! Eu recebi tanto elogios que fiquei emocionada. Desculpa por fazer vocês chorarem, mas são ossos do oficio hehe. Essa história é a que mais me orgulha por ter tantos ensinamentos e mensagens para as pessoas e saber que ela tem tocado vocês me deixa orgulhosa disso, me faz querer continuar e continuar.
Aqui eu consegui falar de um nível meio inexplorado de amor. Não foi uma coisa de momento, não foi a primeira vista ou teve as separações "clichês" que acontecem nas vidas e páginas de livros. Eu consegui falar de um amor de infância que através dos anos foi lapidado de forma dolorosa e ainda assim resistiu, ainda assim é genuíno e puro como quando eles ainda eram crianças.
Nina e Ian viveram achando que não havia necessidade de se livrar do passado pra ser feliz e tiveram de "morrer" pra entender que carregar uma carga de rancor te impede de ser plenamente feliz.
Bem, vamos matar a curiosidade de vocês.
Boa leitura!

''Eu estou indo pra casa, de volta para o meu lugar e onde o seu amor sempre foi o suficiente para mim.''

Espelhos.

Capítulo 47 - Mirrors


Fanfic / Fanfiction Not A Bad Thing - Capítulo 47 - Mirrors

Aren't you somethin' to admire Cause your shine is somethin' like a mirror And I can't help but notice You reflect in this heart of mine If you ever feel alone and The glare makes me hard to find Just know that I'm always Parallel on the other side Cause I don't wanna lose you now I'm lookin' right at the other half of me The vacancy that sat in my heart Is a space that now you hold Show me how to fight for now And I'll tell you, baby, it was easy Comin' back into you once I figured it out
You were right here all along, oh It's like you're my mirror, oh My mirror staring back at me I couldn't get any bigger With anyone else beside me And now it's clear as this promise That we're making Two reflections into one.

Cause it's like you're my mirror, oh My mirror staring back at me.

Staring back at me.

Não é que você é algo para admirar porque o seu brilho é algo como um espelho e eu não posso deixar de reparar você reflete neste meu coração se você um dia se sentir sozinha e a luz intensa tornar difícil me encontrar saiba apenas que eu estou sempre paralelamente do outro lado. Porque eu não quero perder você agora estou olhando bem para a minha outra metade o vazio que se instalou em meu coração, é um espaço que agora você guarda mostre-me como lutar pelo momento de agora e eu vou lhe dizer, baby, isso foi fácil voltar para você uma vez que entendi que você estava aqui o tempo todo.
É como se você fosse o meu espelho, meu espelho olhando de volta para mim eu não poderia ficar maior com mais ninguém ao meu lado e agora está claro como esta promessa que estamos fazendo, dois reflexos em um

Porque é como se você fosse o meu espelho meu espelho olhando de volta para mim.
Olhando de volta para mim.

(Mirrors - Justin Timberlake)


IAN

 

Entrei naquele lugar secando as lágrimas pra poder encontra-lo e não foi difícil, Bryan era o único ali que não chorava, estava encolhido no bercinho e chupando a mãozinha como fazia ainda dentro da barriga dela. Me aproximei e peguei a outra mão dele com um dedo só. Ele já estava limpo, usando uma fralda descartável, macacão verde e uma toquinha branca.

Disseram que ele estava bem, que era saudável e forte, que apesar de ter nascido antes do tempo, ele tinha todos os órgãos sadios e com o tempo e alguns cuidados especiais a pele dele se tornaria menos delicada, as unhas cresceriam e etc. Bryan não abriu os olhos, ia demorar e ele era tão pequeno que me dava desespero saber que talvez eu tivesse de cuidar dele sozinho.

— Oi, castorzinho. – acariciei o rostinho dele com a outra mão. – Você é lindo, sabia? Você lembra da minha voz? Eu sou seu pai, eu conversava com você e fazia sua mãe ouvir Earth Wind & Fire pra te fazer gostar... – sequei minhas lágrimas de você. – Você deve estar se perguntando onde ela está, mas eu te prometo que vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você... Bryan você nasceu do amor mais verdadeiro do mundo... – a mãozinha dele apertou meu dedo. – Mas eu vou precisar da sua ajuda, se a sua mãe... Se ela não... – eu não conseguia sequer dizer aquilo. – Você é o que ela mais queria, ela te ama tanto... Ela escolheu você e te olhando agora eu entendi que faria a mesma coisa... Vai ficar tudo bem, papai vai cuidar de você, eu prometo... – me curvei e beijei a testa dele demoradamente.

Você já sentiu medo? Um tipo de medo que poderia ser palpável e se grudava nas suas costas fazendo pesar até não ter mais forças pra ficar de pé?

Aquele hospital possuía uma capela e eu fiquei exatamente quarenta e sete minutos ajoelhado encarando Jesus Cristo na cruz sem conseguir fazer uma palavra sair da minha boca.

Mas a minha mente estava explodindo.

Qual era o fundamento de Deus pra minha vida? Se o conceito de que cada um tinha uma missão e cada vida um destino, a meu destino era esse? Era sentir esse pavor sobrenatural de perder a pessoa que eu mais amava? Esse amor foi colocado dentro de mim só pra me castigar?

Onde estava a misericórdia? Onde estava milagre? Qual era a função da fé?

Eu era católico. Muita gente não sabe, mas o budismo não é religião, budismo é pratica. É uma forma de viver e basear suas ações e eu nunca seria um bom budista porque possuía vícios demais, manias demais.

Então, eu era católico. Mas eu não rezava há anos e não me lembrava mais de como fazer isso. Jesus morreu daquela forma por mim, era justo eu pedir mais alguma coisa? Eu só sabia que não era justo que Nikolina morresse, não ainda, não assim e não agora. Não existiam planos ou sonhos sem ela, não existia eu. Meus joelhos reclamaram, mas eu continuei ali, eu não sairia dali porque temia que a única coisa que estivesse me esperando lá fora fosse a confirmação da morte dela, da minha morte, da morte de tudo que eu tinha.

— Eu poderia barganhar alguma coisa? Isso é aceitável? Eu estou falando com Deus ou estou falando sozinho? – sequei as lágrimas, mas outras continuaram caindo. – Se você é onipresente viu o quanto eu lutei por ela, se você é onisciente sabe o quanto eu a amo, se você criou tudo ao meu redor, também criou nós dois e esse amor que está me fazendo ajoelhar e implorar que não a tire de mim. Não é fé, eu nem sei se tenho isso dentro de mim, mas eu tenho amor... E é a coisa mais preciosa da minha vida... Por favor, não tira ela de mim assim, Deus. Nós temos um bebê... Nós temos a Nat e eu não sei fazer nada direito sozinho, eu não sei dar um passo sem tropeçar e eu já tropecei por quinze anos. – juntei minhas mãos em suplica e fechei os olhos. – Mas se for pra ser assim não me culpe se na metade do caminho eu simplesmente desistir de continuar sem ela, se a minha covardia for mais forte que minha obrigação, se minha dor me deixar cego... Eu não posso viver sem ela... – meu choro me fazia perder o ar, perder a vontade de continuar vivo. – Não tira a mãe do meu filho, não tire dele a chance de saber o quanto ela o quis e quer... Por favor, por favor...

Senti a mão de Scott apertar meu ombro e nem me dei o trabalho de saber se ele já estava ali há muito tempo, ou tinha me ouvido falar. Eu sequei as lágrimas com as costas das mãos e respirei fundo.

— Irmão, querem falar com você... – eu o olhei. – É sobre a Nina...

Eu vi nos olhos dele tudo que eu não queria ver, mas interpretei errado.


 

Louisiana, 2016
 

Meu sono nunca fora leve, mas agora era. Agora eu despertava ao som de um alfinete caindo no chão.

A necessidade faz a gente mudar.

Bryan acordava todas as madrugadas entre três e quatro da manhã. Não importava se tivesse jantado um prato cheio de papinha, se tivesse mamado uma mamadeira enorme e comido meia maçã. Aquele garoto era como um pequeno ogro esfomeado.

O choro cheio de resmungos dele chegou aos meus ouvidos através da babá eletrônica sobre o criado mudo e eu abri os olhos ainda enquanto bocejava, pisquei algumas vezes e passei as duas mãos pelo rosto, ergui o tronco e desci da cama. Não ascendi as luzes. Sai do quarto a passos arrastados e coçando meu cabelo, entrei no quarto dele e o vi de pé dentro do berço.

Bryan era grande e esperto. Balbuciava algumas palavras e já conseguia ficar de pé sozinho, o que era um perigo porque ele não para quieto um minuto.

— Hey, tudo bem... Papai já veio. – fui até o interruptor e ascendi a luz. – Está com fome? – me aproximei do berço e ele esticou os bracinhos pra mim, os olhinhos azuis cheios de lágrimas e um biquinho nos lábios. Bryan era a minha cara e eu adorava ter um mini eu tocando o terror no mundo. O cabelo dele era mais escuro como os dela e eu jurava que a forma de olhar também. Ele também era bastante teimoso. – Você tá sempre com fome, não tá, castorzinho? – o peguei no colo e beijei o rostinho dele.

Ele era o melhor presente que eu já ganhei, ele me ensinou a ser mais responsável e a entender que você só se torna um homem de verdade quando é pai.

— Mama!

Ele chamou e riu ao mesmo tempo em que eu senti os braços dela ao meu redor, o corpo quente dela encostar no meu e a respiração perto da minha nuca.

Nikolina morreu naquele dia. Ela morreu por sete minutos. O coração dela parou e o meu quis parar também, quis ir junto com o dela pra qualquer lugar que fosse, mas ela voltou pra mim. Voltou pra Bryan e Natalie. Os médicos chamaram de milagre e eu chamei também. A eclampsia tornava impossível que contivessem a hemorragia, mas foi como se Deus tivesse soprado a vida pra dentro dela outra vez, pra dentro de mim.

Ela voltou pra mim e todas as vezes em que sentia seus braços ao meu redor, que ouvia sua voz e tinha sua respiração na minha pele eu agradecia a Ele. Eu me pegava dormindo com o ouvido colado ao peito dela pra fazer as batidas de seu coração serem minha canção de ninar e despertador.

Eu estava feliz porque ela voltou pra mim.

— Por que não me acordou, Castor? Era minha vez. – sua voz estava rouca pelo sono interrompido.

Eu coloquei minha mão por cima da dela. Não iria cansar de tocá-la nunca, de ouvir sua voz ou sentir seu cheiro. Eu nunca ia conseguir parar de amar a minha Nikolina. Esse amor estava entranhado nas minhas veias desde que eu era um menino e vai permanecer até a minha morte.

— Você foi dormir tarde, está cansada. Hoje o dia vai ser cheio. – ela beijou minhas costas e eu me arrepiei inteiro. – Se continuar vou ter de foder você quando voltarmos pro quarto.

— Vai ser um jeito maravilhoso de começar o dia.

— Mama! – Bryan reivindicou atenção e ela o pegou no colo.

— Oi, meu gostoso! – ela o encheu de beijos e ele riu gostosamente. Eu passaria horas vendo ela com nossos filhos. Vendo os três sentados na sala de estar assistindo um desenho animado ou quando os dois a faziam largar o trabalho só pra os deixar desenhar nas folhas grande em que ela desenhava suas peças, tudo bem que Bryan não desenhava ainda, mas ele fazia um estrago com certeza. – Feliz aniversário, castorzinho! – ele bateu palmas. – Isso, parabéns pra você... – cantarolou. – Parabéns pro Bryan...

— Já é de manhã?

Nós dois olhamos pra porta ao mesmo tempo e vimos Nat coçando o olho e bocejando. Ela havia crescido alguns centímetros e engordado um pouquinho. Os cabelos loiros agora eram cortados na altura dos ombros e estavam uma bagunça. O pijama rosa com pequenos gatinhos estampados estava amassado e ela estava descalça.

— Não, não é de manhã. Vem cá? – ela se aproximou de mim e eu a peguei no colo. – Por que está acordada?

— Ouvi a voz da mamãe. – Nikolina se aproximou e beijou o rosto dela. – Estou com fome.

— Às vezes eu acho que essas crianças tem algum problema grave em relação a comida. – Nina me lançou um olhar "não fale assim dos meus filhos". – Ei cara, feliz aniversário! – baguncei o cabelo castanho dele e ele riu pra mim deitando a cabeça no ombro da mãe e bocejando. – Alguém vai dormir antes de mamar.

Descemos os quatro pra cozinha e Nikolina esquentou a mamadeira dele enquanto eu mornei um copo de leite pra Nat. Coloquei um pouco de canela, do jeito que eu a ensinei e ela meio que se viciou e subimos todos juntos, mas eu levei o copo dela. Nat foi na frente e entrou no nosso quarto, já subindo na cama e se acomodando como se fosse a dela, esticando os braços pra que eu lhe desse o copo de leite. Eu olhei pra Nikolina e nós dois suspiramos ao mesmo tempo.

Nada de sexo por ali.

Eu deitei em uma ponta da cama e ela na outra, Nat ficou sentada do meu lado tomando seu copo de leite e Bryan deitado mamando sua mamadeira e balbuciando um diálogo que só Nikolina mesmo entendia. Ajeitei o cabelo de Nat e peguei Nikolina olhando pra mim.

— Eu amo o jeito que você me olha, sabia? – ela arqueou uma sobrancelha. Toda vez que fazia isso eu via mais a antiga Nina do que a Nikolina.

— Por que?

— Porque você olha pra mim assim desde a primeira vez em que eu te beijei. – ela sorriu. – Você ficou assustada, mas se entregou pra aquele beijo do jeito que nenhuma outra fez.

— Eu sonhei com a gente. – ela franziu o cenho. – Você acredita em reencarnação e essas coisas? – dei de ombros. – Eu sonhei que eu era uma rainha e fugia com você, mas tive uma sensação que não foi sonho... – negou com rosto. – Parece que eu amo você antes de mesmo de ter nascido.

—Desde outras vidas? – assenti. – Pode ser, quem sabe? – dei de ombros outra vez. – Eu só sei que você é o amor da minha vida e vai ser de qualquer outra em que eu nascer. Eu te roubaria até se você fosse uma princesa guardada por um dragão.

— Você é tão gay, Castor.

Quando as crianças pegaram no sono eu já estava cochilando, mas alguém cutucou meu braço e eu abri os olhos. Nikolina estava de pé no meu lado, um sorriso atrevido nos lábios. O mesmo sorriso da menina de catorze anos que vinha me tentar de madrugada, o mesmo sorriso que me faz ser louco por ela. Conferi se eles estavam dormindo mesmo e cobri os dois com o lençol. Nat estava encolhida, mas Bryan já tinha conseguido estar atravessado na cama – ele dançava enquanto dormia, não é possível. Fiquei de pé e ela pegou minha mão, me levando pra fora do quarto, deixamos a porta encostada e eu a abracei por trás, afundando meu rosto no cabelo dela e aspirando o cheiro dele. Caminhamos abraçados até o quarto que tinha virado closet dela e entramos.

— Você é uma safada, Nikolina. – ela me empurrou contra a um grande espelho que cobria uma das paredes inteira e começou a beijar meu pescoço. – Hm.

— Você que diz as coisas e não cumpre, já estava roncando. – agarrei a bunda dela e apertei com força. As unhas afiadas dela desceram arranhando meus braços e ardência era gostosa pra caralho. – Eu sou louca por você, Castor.

A segurei pela nuca e a beijei com vontade, exigindo a língua dela dentro da minha boca e grudando o corpo dela no meu com um puxão em sua cintura ela riu com a boca na minha. Girei nossos corpos e bati as costas dela contra o espelho sem cuidado nenhum, ela gostava de quando eu perdia o controle. Ela adorava me ver completamente enlouquecido de tesão.

— Sabe o que eu vou fazer com você? – mordi o pescoço dela com força e segurei sua coxa a trazendo pra cima e prendendo contra o meu quadril.

— O que?

— Eu vou foder você por trás e pela frente, eu vou arregaçar você e depois vou gozar na sua boca. – ela gemeu quando empurrei sua calcinha para o lado e meti dois dedos dentro dela. – Sua piranha, tá engolindo meus dedos doida pra gozar, não tá?

— Castor... – choramingou quando parei de mover meu dedo, eu o tirei de dentro dela e chupei um enquanto ela lambia o outro. Ela me empurrou um pouco e abaixou ao mesmo tempo em que puxava minha calça, meu pau soltou pra fora duro feito pedra e ela o segurou pela base. – Ele é a coisa mais linda do seu corpo. – começou a me masturbar e eu espalmei as duas mãos no espelho. – Rosinha... Eu adoro cada veia... – ela lambeu meu pau de baixo pra cima e eu gemi jogando a cabeça pra trás. Nikolina fazia o melhor boquete que eu já recebi na vida, ela conseguia me deixar tremendo quando acabava e sabia disso. – Olha pra mim, Ian. – mandou e eu a encarei enquanto ela me abocanhava inteiro, até tocar a garganta.

— Puta que pariu! – juntei o cabelo dela com uma mão e ela o puxou pra fora até a metade, senti sua língua o lamber dentro da boca dela, a língua dela brincar com a glande e rapar os dentes. – Você é gulosa pra caralho. – sorri e comecei a foder a boca dela com força. Eu não me preocupava em machucar porque a ela dava conta de mim sem engasgar. Ela conseguia fazer isso desde os catorze anos porque eu ensinei.

E saber disso me fazia inflar de ego. Nikolina era uma mulher bem sucedida, era uma mulher extremamente profissional, a mídia dizia que ela chegava a ser até séria demais. Era um mãe maravilhosa, uma amiga de verdade.

Mas entre nós dois quando as portas se fechavam, quando não tinha ninguém por perto ela era uma pervertida boca suja que eu adorava. Ela era minha mulher, minha piranha, minha amante. E ela acabava comigo.

— Nina... Chega, eu... – ela tirou meu pau da boca e o segurou pra cima, abocanhando minhas bolas e me fazendo segurar o gemido alto que ia dar. Se as crianças acordassem agora eu ia chorar de verdade. – Vem cá. – a puxei pra cima pelo cabelo e ela ficou de pé na minha frente com um sorriso nos lábios que estavam todos lambuzados. – Deita no chão. – acabei de tirar minha calça e cueca e ela tirou a camisola pela cabeça e a calcinha de renda preta antes de deitar no chão. – Abre as pernas, deixa eu ver. – ela dobrou os joelhos e abriu as pernas pra mim. – Se masturba pra mim. – eu ajoelhei entre as pernas dela.

— Lambe meus dedos, Castor. – aproximou dois dedos da minha boca e os chupei, os lambi até estarem bem úmidos. – Você adora me ver fazer isso... – ela pressionou os dedos no clitóris inchado. – Eu quero que você me chupe.

Eu abaixei o rosto ao mesmo tempo em que ela introduziu um dedo dentro dela. Mordi a parte inteira de sua coxa com força e a segurei pelos quadris, aspirei o cheiro dela e gemi com isso.

Eu era tarado pelo cheiro dela desde os dezessete anos.

Separei os lábios e a beijei de boca aberta, chupando o clitóris dela com força, fazendo ela se contorcer e arquear as costas. Mordi o monte de vênus e juntei o meu dedo ao dela. Nikolina gemeu um pouco mais alto e eu temi que isso fizesse Bryan acordar. Mas a casa continuou em silêncio. O meu dedo e o dela continuaram a fodendo enquanto eu chupava e a lambia. Ela tremeu inteira quando gozou na minha boca, arfando e chamando pelo nome alucinada.

Enquanto ela se recuperava do orgasmo eu abri a gaveta das calcinhas dela e peguei uma camisinha, a vesti e segurei o corpo dela pela lateral até que ela ficasse de bruços.

— Empina esse rabo gostoso pra mim, amor. – ela ficou de quatro e eu mordi a nadega direita à fazendo gemer de dor. – Abre mais as pernas. – deslizei a mão entre as nadegas da bunda dela e parei onde eu queria, comecei a acariciar a entrada apertada e a masturbar pela frente com dois dedos. – Eu esqueci de comprar o lubrificante. – beijei as costas dela.

— Não tem problema, eu quero... Eu aguento. – sorri do desespero dela. Desde a primeira vez que fizemos sexo anal, Nikolina tinha virado uma viciada em fazer isso. Na primeira vez que ela me disse "eu quero que você foda o meu rabo" quase desmaiei de felicidade. É o sonho da maioria dos homens. – É só você ir devagar. – o meu dedo mindinho já estava dentro dela. Tirei os dois dedos que estava a masturbando pela frente e estiquei o braço pra abrir outra vez a gaveta, baguncei um pouco até achar o que queria e quando ela viu choramingou. – Isso é maldade, Castor... As crianças, eu vou acordar elas...

— Não vão, não, você vai ficar quietinha. – fechei a gaveta e troquei o mindinho pelo indicador. – Quieta, Nikolina.

Comecei a penetrar o vibrador e ela gemeu baixinho.

Nós compramos algumas coisas relacionadas a sexo quando em uma conversa ela me disse tinha vontade de saber como era. Nikolina não tinha a experiência sexual que eu tinha, mas eu podia e devia mostrar pra ela todos os tipos de sensações que ela queria.

Eu já transei com duas mulheres ao mesmo tempo, já assisti duas mulheres transando e nunca tive problemas com vibradores desde que não fossem usados em mim. Então nós compramos dois deles, calcinhas vibratórias, algemas, plugs e até um chicote que me fez quase gozar de vê-lo na mão dela.

— Vou colocar na velocidade um. – ela assentiu e eu liguei o vibrador.

— Ai meu Deus! – quase caiu, mas a segurei pela cintura. Segurei meu pau pela base e comecei a entrar nela, devagar e segurando os seus quadris porque o descontrole dela as vezes a fazia vir com tudo e no fim isso a machucava. – Isso...

— Tudo bem? – perguntei quando estava inteirinho dentro dela, Nikolina assentiu e eu comecei a me mover. – Porra, que delícia! – ela curvou mais a coluna até quase encostar o rosto no carpete e eu afundei meus dedos na carne da bunda dela. Eu queria ouvir ela gemer feito uma louca, queria gritar o quanto aquilo era gostoso, mas as crianças estavam no quarto do lado e acordar eles não era sequer citável. Eu conseguia sentir a pressão do vibrador no meu pau todas as vezes que me metia dentro dela, toda vez que chegava bem fundo. – Quieta. – deslizei minha mão até o vibrador e aumentei a velocidade pro máximo.

— Filho da puta! – grunhiu e agarrou o carpete com as unhas bem pintadas de chumbo. – Caralho, Ian... Você vai me matar! – eu estava louco pra gozar, mas ia fazer na boca dela. Dei um tapinha na lateral da coxa dela e soltei seu corpo pra apoiar minhas mãos ao lado das dela, no chão, cobrindo ela completamente com o meu corpo, mordi o lado direito das suas costas com força e comecei a me mover contra ela com tanta força e tão depressa que tive de cobrir sua boca com a mão pra deixar os seus gritinhos escaparem.

— Eu disse que ia arregaçar você, não disse? – o corpo dela tremeu inteiro com o orgasmo e ela ejaculou como acontecia quando eu conseguia acabar com ela. – Isso, minha piranhazinha, goza... – eu vi os olhos dela através do reflexo do espelho e estavam lacrimejando pela intensidade do que ela estava sentindo. – Olha só pra você. – os olhos dela encontraram os meus e eu tirei a mão da boca dela. – E eu não acabei ainda.

— Ian... – choramingou quando desliguei o vibrador e tirei de dentro dela o jogando no chão, também me retirei de dentro dela e puxei a camisinha a descartando também. – Minhas pernas estão moles. – eu a virei de frente pra mim e segurei suas pernas pro alto, as colocando uma de cada lado, com os pés ao lado do meu rosto e me meti dentro da boceta dela de uma vez. – Ai, seu...

— Puta merda, amor, não é possível ser apertada assim... – ela estava quente e ensopada, eu deslizava pra dentro dela com pressa, estava tão perto de gozar. – Você é gostosa pra caralho, Nikolina. – ela agarrou os próprios seios e os apertou, beliscando os mamilos enquanto eu estocava dentro dela. – Vou gozar... - a soltei e sai de dentro dela, sentei no chão e ela ficou de quatro na minha frente, abocanhou meu pau e começou a me chupar como se o meu pau fosse um picolé de morango. – Isso... – segurei o cabelo dela. – Jesus Cristo! – fechei os olhos e deixei vir.

Eu gozei feito um louco, dentro da boca dela. Tive de morder o pulso pra não gemer. Minhas pernas tremeram e minha respiração ficou ofegante. Meu coração parecia querer escapar do peito e sair correndo pela casa. Desabei no carpete e passei as mãos pelo rosto coberto do suor. Nikolina deitou do meu lado e apoiou a cabeça na mão pra olhar pra mim.

— Tudo bem ai, velhinho? – beijou meu ombro.

— Eu não sou velho. – murmurei e fiz uma careta. – Estou na minha melhor fase. – respirei fundo e a olhei. – Você fica linda com essa cara de quem foi muito bem comida. – ela rolou os olhos e deitou a cabeça no peito, eu a abracei e beijei o cabelo dela. – Faz um ano..

— Castor, já passou... Eu estou aqui. – acariciou minha barriga.

— Eu sei e agradeço a Deus todos os dias por ter você aqui. – a apertei com mais força e ela grunhiu. – Eu não sei o que seria de mim... Eu não ia conseguir...

— Ei, não... – ela ergueu os olhos castanhos pra mim e apoiou o queixo nas mãos sobre o meu peito. – Não vamos falar disso, eu estou aqui... Nós estamos e está tudo bem. – sorriu. – Eu amo você, Castor.

— Eu também amo você, Nina.

— Demoraria quanto tempo pra você me substituir? – perguntou risonha e eu neguei com o rosto.

— Uma vida inteira... Não, eu não deixaria de amar de amar você nem em outras vidas, estou destinado a amar uma mulher maluca. – ela aproximou a boca da minha, mas antes que elas se tocassem ouvimos um choro indignado romper pelo segundo andar inteiro. – Ele faz de propósito. – ela rolou os olhos. – É sério, Bryan é um pequeno empata foda. – deu um tapa no meu peito.

— Não fala assim dele! – sentou outra vez e procurou a calcinha. – Levanta e vai ver ele, vou tomar banho. – ficou de pé e a vestiu. – Antes que ele acorde Louisiana inteira.




Eu me distrai por dois minutos. Eu só parei pra tentar prestar atenção nos próximos jogos da NFL e pronto: Bryan não estava mais sentado no chiqueirinho. Como é que esse menino conseguia fazer isso? Ele era o Homem-Aranha? Larguei o controle e a minha cerveja na mesa e fui atrás dele. Pensei em subir as escadas, mas ele só tinha um ano e não era possível que ele tivesse subido. Olhei dentro de todos os armários baixos – uma vez ele entrou em um e eu só o achei porque ele riu, depois procurei atrás das portas.

Nikolina ia me matar. Eu tinha perdido ele! Aquele garoto era impossível. Parei na cozinha e coloquei as duas mãos nos quadris quando vi a porta da frente abrir. Natalie entrou primeiro e estava com os cabelos arrumados e unhas pintadas, depois veio Nikolina que tinha clareado mais as pontas dos cabelos e falava no celular.

Ouvi um barulho na lavandeira e suspirei.

— Papai, olha minhas unhas, estão rosa! – estendeu as mãozinhas pra mim e eu me abaixei pra dar um beijo na testa dela.

— Estão lindas, meu amor.

— Cadê o Bryan? Está dormindo? – Nina beijou meus lábios e colocou a bolsa em cima de um dos bancos altos da cozinha.

— Está na lavanderia. – sorri e ela fez uma careta.

— O que ele está fazendo lá? E sozinho, Ian? – começou a andar em direção a lavandeira e eu fui atrás. Chegando lá vimos apenas as perninhas gordas dele já que o corpinho estava dentro da secadora, ele puxava roupa por roupa e jogava no chão. – O que é isso?! – olhou pra mim.

— Ele tá lavando roupa. – dei de ombros. – O garoto gosta de ajudar nos afazeres domésticos. – ela fechou a cara e respirou fundo passando a mão pelo rosto. – Bryan?

Ele parou o que fazia e saiu de dentro da secadora, olhou pra mim e pra mãe dele antes de sorrir como quem diz "me pegaram".

— Atie! – gritou pra Natalie e soltou da secadora caindo de bunda no chão. Ele estava de fralda e com um macacão azul marinho. Quando Nina quase correu para pegá-lo eu a parei segurando sua mão e nós assistimos ele ficar de pé outra vez e voltar a tirar as roupas de dentro da secadora.

— Ian, tire o seu filho de dentro da secadora antes que eu enfie você dentro da secadora. – disse entre dentes apontando o dedo pra mim. Ela ficava linda brava.

— Quando ele apronta é só meu filho, né? Quando tá todo bonzinho é seu!? – cruzei os braços. – Eu não fiz ele sozinho e nem tem como!

— Quem era o capeta quando criança é você, não eu! Ele é igualzinho, tia Edna já disse! Ele entra na secadora, ele se esconde nos armários, ele abre a geladeira e tira tudo que alcança, ele já tentou jogar a Monroe dentro do chiqueirinho! – massageou as têmporas. – Aquele vestido amarelo. – olhei e vi Bryan puxando um vestido amarelo claro que estava no chão. – É um dos meus favoritos e se ele estragar eu vou te fazer costurar um novo.

— Amor, deixa ele brincar... – ela me lançou um olhar tão mortífero que até o Darth Vader teria medo dela. – Ok! – ergui as mãos. – Vem Bryan. – fui até ele e o peguei no colo, senti no meu braço quando ele soltou um pum e depois ele riu. – Esse é o meu garoto. – ele soltou outro. – Espera, isso é você... – olhei pra porta e Nikolina já havia sumido de lá. Nat me olhou, deu de ombros e sorriu.

— Papa... Nenê aquinha! – puxou a fralda na parte lateral, por cima do macacão.

— Neném fez caquinha? – assentiu. As bochechas dele eram tão gordinhas e rosadas que dava vontade de morder o tempo todo. – Garoto, você veio pra me cobrar meus pecados. – ele deu um beijinho no meu rosto.

— IAN, DÁ BANHO NELE LOGO, A FESTA COMEÇA EM UMA HORA!

Gritou do segundo andar.

— Bryan, a sua mãe é maluca. – tirei o vestido amarelo da mão dele e acariciei o tecido, eu também amava aquele vestido, ela ficava linda nele. O coloquei em cima da máquina de lavar e comecei a andar com Bryan no colo em direção as escadas. – Mas a gente ama ela mesmo assim. – ele assentiu outra vez e sorriu.

— Mama aluca!

— Puta merda, tô fodido se ela te ouvir falando isso.

 

 

Você é especial, uma original porque não parece assim tão simples e eu não posso deixar olhar, porque vejo a verdade em algum lugar nos seus olhos, nunca poderei mudar sem você, você me reflete, amo isso em você. E, se eu pudesse, eu
olharia para nós o tempo todo porque com a sua mão na minha mão e um bolso cheio de alma posso dizer, não há lugar aonde não podemos ir ponha apenas a sua mão no vidro estarei aqui tentando puxar você. Você só tem de ser forte.

Ontem é história e amanhã é um mistério, posso ver você olhando de volta para mim, mantenha seus olhos em mim.
Você é a inspiração para esta preciosa canção e só quero ver o seu rosto se iluminar quando você me desperta então agora digo adeus ao velho eu, ele já foi embora e não posso esperar para levar você para casa só para lhe contar, você é: Garota você é o meu reflexo, tudo o que vejo é você meu reflexo, em tudo o que faço

Você é, você é o amor da minha vida...

 

 

 

 


Notas Finais


E então o que acharam?

Deixem recadinhos pra mim, vou amar ler e conversar com vocês, quem quiser também pode me mandar mensagem privada, eu sempre respondo todas :)

Até o próximo!


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