História Not a Team. A Family. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias NCIS
Tags Abby Sciuto, Ação, Gibbs, Kate Todd, Ncis, Tony Dinozzo
Visualizações 15
Palavras 1.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu queria muito escrever algo sobre NCIS, mas não tenho tanto domínio da trama, então tive a ideia - com um empurrãozinho de uma autora que adoro - de fazer esse Universo Alternativo onde a família NCIS realmente é uma família. Sei que não é uma série das mais conhecidas aqui no Brasil, mas enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Not a Team. A Family. - Capítulo 1 - Prólogo

Ele era sempre o primeiro a acordar naquela casa, sequer precisava de um despertador. Claro que ter sido fuzileiro da marinha era uma prerrogativa para isso, mas Gibbs preferia pensar que levantava cedo porque estava ficando velho.

Olhou para os lados. Aquele quarto era grande demais para ele, sem dúvida, com uma cama muito grande, um guarda-roupas muito grande, janelas muito grandes e a penteadeira que ainda tinha algumas coisas da falecida esposa.

Suspirou. Quase quinze anos haviam se passado desde que perdera a esposa e filha em um acidente de carro e as lembranças daquela noite fatídica ainda o assombravam todas as manhãs. Mas hoje, antes que começasse a se culpar, sua porta se abriu e de rompante uma das meninas entrou no quarto.

- Gibbs! Gibbs! Gibbs! – no auge de seus 23 anos, Abigail tinha uma voz grave para o seu tipo físico.

A jovem saltou na cama fofa do pai, fazendo Gibbs saltitar sobre a mesma de maneira engraçada. Os olhos verde claros e as marias-chiquinhas no topo da cabeça era suas marcas pessoais. Gibbs ainda estranhava isso.

Abby, como era carinhosamente chamada pelos demais irmãos, era gótica. Colares de espinhos, pulseiras, saia xadrez, camisetas estampadas... E olhos marcados por pelo menos um rímel preto, sempre.

Ela abraçou o pai pelas costas.

- O Tony tá fazendo bagunça no banheiro de novo – Abby delatou fazendo bico – É sempre assim.

Abby deu beijo no rosto do pai e saiu aos saltos do quarto. Gibbs ainda se perguntava como diabos Anthony havia acordado tão cedo quando o próprio apareceu na soleira da porta. Camisa e calça social muito bem passadas, sapatos lustrados e o cabelo castanho espetado eram a composição atual de Anthony DiNozzo Gibbs, 24 anos.

- Acordei primeiro. Acho que mereço uma recompensa, não? – ele tinha um ar muito confiante para quem havia acabado de acordar – E eu não fiz nada no banheiro, só pra avisar.

Quando Tony virou-se para sair, sentiu uma almofada lhe atingir certeiramente a cabeça.

- Considere esse o seu primeiro tapa do dia – Gibbs tinha um sorriso discreto nos lábios.

A almofada ficou onde caiu. Gibbs a apanhou e encostou a porta, partindo para o guarda-roupas pegar uma calça jeans e uma camiseta branca – a segunda era hábito de fuzileiro; detestava golas lhe prendendo o pescoço – e depois de estar arrumado desceu as escadarias.

Notou que Kate ainda dormia. “A mais tranquila, com certeza.” Pensou enquanto caminhava até a cozinha. Olhou surpreso para a mesa ricamente organizada. Pratos para quatro, os copos da cristaleira, suco, leite, café, dois tipos de pães, geleias, manteiga e...

- Ovos fritos com bacon – Abby veio contente com o prato na direção do pai.

Pensou um pouco. Só existia uma data em que Jethro comia ovos com bacon. Olhou para os lados à procura de seu calendário e lá estava ele pendurado na geladeira com um lembrete cor de rosa: “Parabéns, Papai!”

Era seu aniversário. E Gibbs sequer lembrava daquilo. Massageou as têmporas ao recordar que lhe atormentariam no trabalho o dia todo. Tirando que o tio viria até sua casa dar os parabéns e vovó chamaria Anthony de gigolô italiano pela enésima vez naquele ano.

- Obrigada, meu amor – o homem beijou a testa da filha lhe tomando o prato das mãos e sentando à mesa.

Nesse instante Caitlin vinha descendo as escadas também, trajando uma blusa fina de lã e calça jeans, a filha mais nova andava apressada pela cozinha mordiscando pedaços de torrada, queijo e biscoitos enquanto apanhava um saquinho de chá e o colocava em uma caneca.

- Esqueci que a aula de hoje começa mais cedo – se com “cedo” Kate dizia às 7h da manhã, então estava atrasada, pensou Gibbs.

- Volto mais tarde hoje. Não pretendo ficar ouvindo a avó de vocês falando bobagens – Jethro olhou na direção de Tony, esperando um suspiro do filho e o obteve.

- Eu não vou ouvir vovó me chamando daquilo hoje. Não hoje. Tenho coisas a fazer depois da aula – Tony engoliu uma colherada de cereal (sim, o mais velho era quem ainda comia cereal).

- Vê se não engravida ninguém, Tony – Kate disse pouco antes de dar um gole em seu chá.

A bebida estava mais quente do que ela esperava e a jovem tirou a boca da caneca fazendo careta. Ouviu o irmão rir alto do outro lado da cozinha e pensou em atirar o chá quente nele.

- Não desperdice chá no rosto do seu irmão – disse Gibbs, como em resposta a seus pensamentos – Ele se queima sem ajuda.

Com exceção de Anthony, todos riram das palavras do patriarca, que terminara seu café e agora se dirigia até a sala apanhar seus pertences.

- Então só eu e Kate receberemos o tio Ducky? – Abby correu até o pai fazendo cara de pidona.

- Eu não vou dormir em casa hoje. Ao contrário do senhor pegador ali, – Kate apontou o irmão ainda sentado à mesa – eu tenho um encontro de verdade.

- A miss toda certinha vai sair com quem, seus livros? Isso tem cara de ser desculpa pra estudar a noite toda – Tony estava tirando a mesa quando sentiu um tapa na cabeça.

- Melhor do que você que dá desculpas para o inverso – Gibbs havia retornado até a cozinha apenas para presentear o filho com aquele tapa.

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Estacionou o carro na primeira vaga, saindo do veículo com a chave em mãos. Gibbs era dono de uma loja de conveniências na Potomac Avenue, caminho para Georgetown. Muita gente passava pela avenida, que era o principal acesso ao centro de Quantico, Virginia. A fachada era azul celeste com grandes vidraças para exibir parte do interior da loja. Havia carrinhos de compras ao lado esquerdo da porta e Gibbs os destrancou com uma das chaves do chaveiro em forma de fuzil que ganhara de Abby.

Ao entrar subiu as persianas que ficavam junto dos vidros e ligou o gerador solar, responsável pelo abastecimento elétrico da loja, dando uma volta pelos corredores para se certificar de que tudo estava em ordem. Caminhou até a porta de entrada como sempre fazia e esperou seus funcionários chegarem. Todos sempre estavam atrasados. Dois, três ou sete minutos, geralmente. O primeiro a chegar foi o sobrinho Jimmy, uma coisa alta e magra, desajeitado e muito desastrado mas de bom coração e inteligente. Em seguida sua operadora de caixa preferida, a jovem Michelle Lee – a loja de conveniências de Gibbs era conhecida por ser o primeiro emprego de um terço da cidade.

Assim começou mais um dia comum em Quantico, Virginia.


Notas Finais


Um dia normal como qualquer outro. Se gostou, de um olá lá nos reviews ;)
A Srt.ª Todd vai arrumar sarna pra se coçar rapidinho :v


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