História Not About Angels - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Kakashi Hatake, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Anjos, Anjos Caídos, Colegial, Demonios, Deus, Drama, Ficção, Gaaino, Kakashi, Mistério, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sasusaku, Shikatema, Sobrenatural
Exibições 63
Palavras 2.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Volteeeei.
Gente peço desculpas pela demora mas cá estou com mais um capítulo, espero que gostem. Boa leitura ♡
Xoxox

Capítulo 2 - Decreto


Fanfic / Fanfiction Not About Angels - Capítulo 2 - Decreto

 

Londres, abril de 1275.

O demônio explodiu em uma chuva de sangue e entranhas em sua frente.

Ela correu em um certo desespero pelo extenso e pouco iluminado beco. Havia acabado de presenciar a mais das horrendas cenas em toda a sua vida. Olhou para trás, para onde a rua se estreitava em uma passagem que dava para a água preta ondulante do Tâmisa à distância. Através da abertura, Sakura podia ver os contornos escuros dos navios atracados, uma floresta de mastros como um pomar sem folhas. Nada de C por lá; talvez tivesse voltado para a Rua Narrow em busca de uma iluminação melhor ou talvez por conta do susto daquela aberração explodindo diante dos dois. Sakura sempre notou algo de muito estranho com o amigo, ele estava sempre tenso, atento ao que acontecia ao seu redor e, - sempre notou que C jamais de intimidava. Com nada.

A Rua Narrow atravessa o bairro Limehouse, entre o cais ao lado do rio e as favelas apertadas espalhadas para o oeste em direção ao Whitechapel. A rua era tão estreita quanto o seu nome sugeria, alinhada com armazéns e edifícios de madeira assimétricos - e becos como o que ela se escondia.

No momento estava deserta; até os bêbados cambaleando para casa depois de sair do pub Grapes tinham encontrado algum lugar para se recolher à noite. Ela gostara do Limehouse desde que.. Desde que se lembrava, gostava da sensação de estar na margem do mundo, onde os navios partiam a cada dia para portos inimaginavelmente distantes. E a área ser frequentada por marinheiros, e consequentemente ser cheia de casas de jogos de azar, antros de ópio e bordéis, não fazia mal também. Era fácil se perder em um lugar como este porém Sakura sabia onde estava, e sabia também que ele estava chegando. Ela soube no momento em que seu estômago embrulhou.

Ela não era filha de Margo ou de Gummer Asdenali, ela era filha de Kizashi e Mebuki Haruno, ela era filha da União Proibida. Ela era a filha da Morte. Sentiu seu estômago revirar lembrar-se, Sakura pensou o quão bizarro aquilo era agora, ela pensava não ser capaz de chamar uma criatura - como aquela que imaginava em sua mente - de mãe. Em um momento está na aula de antropologia e então está correndo contra o tempo e contra as coisas mais esquisitas e feias que já vira, ela foi capaz de ver no momento em que C lhe dera aquele colar.

A pedra não era maior do que o dedo mindinho de Sakura, uma pequena estatueta feita de cristal, com asas fechadas não maiores que as de um grilo. Tinha um delicado rosto com pálpebras fechadas em forma de crescente, e as mãos cruzadas sobre uma espada na frente. Uma corrente fina que passava por trás das asas permitia que o anjo fosse usado ao redor do pescoço. Era o colar de sua mãe, C dissera.

Uma sensação fria lhe atravessou, ela soube na hora o que estava prestes a acontecer, ele estava se aproximando, vinte e três anos era a maior idade que ela já havia alcançado em toda a sua existência, sim existência, ela não poderia chamar aquilo de vida. E agora, desejou estar fora daquele ciclo tedioso, amava sua vida, amava seus amigos e amava Aspen. O que pensaria quando soubesse que ela desaparecera, o que aconteceria com C ou com seus pais. Sakura pensou, ela os amava também. 

Respirou fundo três vezes quando um deles chamou em sua mente, ela sabia que das duas presenças, sabia quem eram e o que queria. Um a levaria para mais um século presa como castigo, o outro, ele tinha uma proposta tentadora que por anos Sakura quis aceitá-la, ele lhe daria poder e liberdade em troca de sua ajuda, em troca de sua entrada outra vez ao firmamento. Ela sempre recusava.

- Menina. - Chamou. - Está na hora, você sabe.. Sabe demais criatura.

O coração de Sakura apertou, as lágrimas trilharam o caminho em seus rosto e ela apenas obedeceu, como em todas as outras vezes e foi sugada mais uma vez para aquele lugar onde apenas seus pensamentos eram ouvidos.

~•~

Sakura

Novembro, um ano depois.

Era novembro, a neve já caia enfeitando o gramado agora seco de um branco perfeito enquanto as gotículas de água desciam a janela. Após uma longa temporada de aulas eu me encontrava a beira do parapeito pensando pela milésima vez porque não poderíamos viajar naquelas próximas férias.

Kushina e Minato ficariam fora naquele dia, ele dissera que o senado havia convocado todos os governadores daquela região para uma reunião de urgência. Ele estava sempre ocupado com alguma papelada ou telefonema - o que deixava minha mãe levemente enfurecida todas as manhãs. Ela odiava principalmente quando a chamávamos de primeira dama.

- Já está de volta? - Naruto sorriu. -  Achei que ficaria na Elyna hoje.

- Ia ficar, mas ela vai viajar para Chicago hoje. - Eu devolvi o melhor sorriso de consegui. - Eu mal preguei os olhos esta noite, festa do pijama.

- Imagino. Eu dormi feito uma pedra. Mas papai me acordou antes mesmo de amanhecer. - Disse. - Ele ligou aliás, disse que a neve interditou o caminho então.. Vamos ter que nos virar com o jantar.

Eu quase ri da sua feição de preocupação. Naruto mal sabia arrumar sua própria cama, quem dirá fazer o jantar. E bom de acordo com minhas teorias, mesmo com dezesseis, eu era uma péssima cozinheira. - Vou ver se tem algo enlatado ou congelado.

- Uma amiga vem dormir aqui. - Ele corou. - É.. Se quiser posso pedir que ela traga o irmão dela.

- Ew, não! Estou bem com minha TV e livros. Só não deixe que mamãe saiba disso, você sabe. Ela não gosta das suas amigas.

E eu sai porta à fora descendo a escadaria, eu segui para a cozinha. Macarrão instantâneo e linguiça enlatada, devo confessar que tinha gosto de vômito porém a fome falava mais alto. Do outro lado da mesa de vidro, Naruto sorria ao lado da garota de cabelos curtos e claros enquanto eu procurava por algo útil para ler naquele jornal - costumes esses herdados do meu pai. - e ainda era nove da noite. O tédio parecia me sufocar mais do que aquela gororoba avermelhada que eu comia.

- Parece sem apetite, Sakura. - A garota falou.

- Experimente isso que fiz, você também ficará.

- Ponha um punhado de molho de tomate, vai ficar mais agradável.

Assim eu o fiz, por fim deu para engolir e eu subi para a minha zona pessoal de conforto. 

[...]

No dia seguinte o clima não mudou, eu não lembrava de um dia sequer tão frio como aquele. Depois de um banho, me preparei com a vestimenta escolar, corretivo facial e um blush, ultimamente andava tão pálida quanto a cerâmica do Hall principal.

Akira já havia servido o café e consequentemente nenhum, sinal de Naruto ou sua amiga. Ele dormia mais que a vovó na viagem à Dallas.

Após me alimentar, Kurt me acompanhou em silêncio por vinte e seis demorados minutos na ida para a escola. Eu fui pra aula de Química, totalmente ofuscada. Nem me dei conta quando eu entrei que a aula já havia começado.

— Obrigado por se juntar a nós, Srta. Namikaze. – O Sr. Cho disse-me em tom de afronta. — Sente-se, unidade três Sakura.

Eu obedeci em silêncio, por mais que o detestasse, eu sabia que revirar seria uma escolha errada pois ele poderia ferrar com  minha vida apenas em uma conversa com Sr. Hozuki, aquele velho era diabólico e em meu terceiro mês naquela escola notei sua implicância para comigo. 

A aula quase parecia comer minha alma. 

Após a gloriosa troca de professores, eu pude finalmente respirar ar fresco. Os pequenos e quase imperceptíveis raios de sol finalmente apareceram, trazendo consigo uma brisa menos gélida, pude ver a silhueta baixa e bem formada de Tenten se aproximar eme preparei psicologicamente, ela sempre tinha as notícias de primeira mão daquela escola.

- Eu pensei que iria envelhecer e Asuma não pararia de falar. - Murmurou sentando-se na cadeira à frente. Naquele momento, eu disse adeus ao meu achocolatado.

- Você precisa ver o quanto o Sr. Cho está mais insuportável, ele não sai do meu pé. - Disse eu. - Como vai o blog?

- Bombando, depois da ajudinha especial da Sury com aquele shoutout, nos adquirimos muitos novos seguidores. Mas falta alguns reparos. E seu irmão? Eu tinha algo para lhe contar mas não o vi por aqui.

- Ele provavelmente dormiu demais.

- Típico. - Ela riu. - Eu preciso de uma boa dose de café, estou caindo de sono.

- Então acho melhor irmos, temos apresentação em dez minutos.

[...]

Eu ainda procurava me acostumar com as aulas de alemão, sempre me perguntava como poderia falar alemão tão fluente quanto nossa professora sem sequer ter estudado ou pisados os pés lá. Kurenai por sua vez sempre ficava maravilhada. 

O horário letivo estava quase ao fim quando Alec pediu permissão á professora para que o acompanhasse.  Esperavam-me no saguão a pedido de meu pai - o que era levemente estranho pois aquilo não era de seu fetio.

O acompanhei em silêncio pelo extenso e pouco movimentado corredor até o saguão quando avistei um homem alto vestido em um terno negro. Ele era esbelto e tinha cabelos tão claros quanto os raios fracos de sol lá fora.

- Srta. Namikaze, estou aqui a mando de seu pai. - Disse. - Peço que acompanhe-me até seu gabinete, ele deseja vê-la.

- Meu pai?

- Sim senhora. Disse que é algo sobre sua.. Mãe.

De repente uma onda gélida apossou-se do meu corpo. Era como se eu lembrasse de algo que estivesse perdido dentro de mim. Respirei fundo despedindo-me de Alec eu o segui rumo ao estacionamento.

A respiração parou na garganta quando aquele transformou-se, ele tinha o dobro de minha altura cabelos negros e asas.. 

Suas asas eram deformadas e semelhantes a farrapos num tom leve de cinza e marrom. Eu pensei em correr mas por mais que ordenasse a mim mesma que fizesse isso, eu estava enraizada naquele chão. 

Vindo das sombras que rodeavam a escola, outros cinco seres como aquele se mostraram. Uzavam capas com marcas acinzentadas, eles eram pálidos e seus olhos tão brancos quanto a neve que caia. O céu pareceu escurecer num tom azulado formando um imenso redemoinho. Ele de um passo à frente.

- O q-que está acontecendo? - Eu perguntei, na verdade querendo saber o que diabos aquilo era.

- Você é o preço, o preço para nossa entrada Sakura. - Ele falou.

- Você será nossa chave. - Disse o outro.

Eles se aproximaram em círculo. Minha mente viajou por um instante, para longe, para outra época.

Então eu me lembrava, de uma forma que eu jamais havia lembrado. Minha cabeça latejou porém invés de esperar pela voz chamando-me, eu sentir apenas meu corpo ir bruscamente contra o chão.

- Fiquem longe da minha filha! - Eu ouvi a voz de Kushina. Ela parecia distante já que apenas meu corpo parecia estar ali. Eu viajava em uma imensidão de lembranças, de fatos e de pessoas. Era como se o tempo parasse para que eu entendesse. 

Eu desejei ficar presa ali, eu sabia o que aconteceria logo após, sabia que ficaria presa e estava farta daquilo, daquele ciclo e daquele homem. Tudo estava tão claro. Nítido. Definido e.. Tão próximo.

- Sakura querida, acorde. - Ela chamou. - Minato, faça alguma coisa!

- Ele está chamando-a, esse é o  destino dela, Kushina. 

- Ninguém tem o direito de escolher por ela. 

- Ninguém tem.. - Ele repetiu. - Sakura, me ouça, diga que não irá! Ele não pode escolher por você. Você faz seu próprio destino.

- Eu não consigo. - Falei por fim. - Eu não sei o que fazer, não sei como não ir.

- Só não vá.

- Ela irá conosco! - Disse outro homem encapuzado. - Não tente nos impedir, Minato.

- Voltem para o inferno seus cavaleiros desgraçados. 

Então como um raio ele devastou dois, caindo como poeira no chão daquele estacionamento. As asas reluzentes e douradas de Minato inundaram aquele local, elas eram quase o dobro de seu tamanho movendo-se com glória entre aqueles seres pálidos. Ele gruniu ao tirar o fôlego daquele último ser, sussurrando algo em seu ouvido antes de ele virar pó, como os outros.

Kushina por sua vez procurava por ferimentos,  ordenando que eu não fechasse os olhos - o que parecia quase impossível.

- É a poeira dos Párias. - Explicou. - Deixa uma sensação de sonolência.

- Apenas em humanos.

Eu não conhecia essa terceira voz, ela era grave mas com um sino angélical. Levantei os olhos parar fitar o portador, ele era alto e tinha cabelos bagunçados e embraquiçados. Tinha cicatrizes e marcas negras espalhados pelo corpo. - Sakura não é mortal. - Ele continuou.

- Mas ela veio como mortal, Jiraiya.

- Sakura é filha de um demônio com anjo. Sakura é uma mestiça, porém viver por tanto tempo com os mortais a deixou fraca e vulnerável à algumas coisas. - Falou Jiraiya. - Vocês precisam levá-la para um lugar seguro, os Cavaleiros da Ordem virão com mais guerreiros atrás dela.

- Eu não vou deixar que machuquem minha filha.

- Kushina, seu filho.. Ele é um Nefilim.

- Sim, mas não podemos envolver Naruto até completar dezoito. 

- Não há tempo, assim que souber que estão sob a guarda de Minato, Ele não permitirá ela viver sequer para outra vida.

- Ele quem? - Eu perguntei. - Droga, eu estou aqui, parem de agir como se eu não estivesse.

- Ele, Sakura, Deus. Aquele que lhe amaldiçoou, ele a castigou por causa de seus pais.

- O que? M-Mebuki.. Eu sei onde ela está. - Falei.

Em algum lugar dentro de mim lembrei-me daquela imagem, minha mãe estava presa, ela não estava morta. Estava presa dentre o fogo, naquelas celas de prata e bronze, acorrentada. Eu sempre me perguntava o que seria aquela cena, não entendia. Não até agora.

- Sua mãe morreu a muitos anos, Sakura. Milênios.

- Não! Ela só.. E-Ela está presa. Eu não sei mas, eu a vi.

- Precisamos ir, Minato, apenas um Nefilim consegue encontrar o instituto. - O moço adverteu. - Naruto precisa levá-la.

- Ela estará sob feitiço, ninguém a encontrará durante quarenta e oito horas. - Disse Kushina. - Eu amo você querida. 

- Também amo você. - Disse eu, e eu a amava, ela também era minha mãe, minha protetora independente de qualquer coisa.

- Agora vá, querida. Nos vemos em alguns dias.

[...]

Hierarquia celeste, Primeira Esfera.

O tumulto estava a todo vapor aquele momento. Querubins e Serafins decidiam entre si qual seria mais capacitado. Os Arcanjos Vingadores preparavam-se para a guerra quando o Supremo esbravejou. Ele estava furioso, nunca ficara tão furioso desde a queda da terça parte.

Ele se perguntava como era capaz de ela apenas dizer não, e se perguntava porquê não a obrigou vir. Ele sabia sobre seus dotes, sabia que aquele anjo se aproveitaria de sua vulnerabilidade e desejou ter revogado seu decreto. Seu castigo para com aquela criatura. Ele até sentiu pena dela.

- Miguel. - Ele chamou.

- Mestre. - O Arcanjo se prostou. 

- Quero que mande seu melhor anjo. Ela recusou-se vim e ele a usará como uma arma de destruição. Será a queda do firmamento.

- Deixe-me cuidar disso, Senhor. - Ele pediu. - Sou capaz de traze-la, ou se preferir, sou capaz de selar seu destino.

- Não, não poderá deixar seus afazeres aqui ou na Terceira Esfera, então.. Mande seu melhor anjo, e.. 

Ele não queria, não mataria ou seria capaz de deixar algo ruim lhe acontecer caso ela se rendesse. Ele perdoaria até mesmo sua mãe em troca de redenção. - Quero que o anjo sele o destino de Sakura.

- Mas Senhor. - Ele pestanejou. Seria Deus capaz de irá-se tanto contra um ser a ponto de ordenar sua morte? - Não temos anjos com tais dotes.

- Eu decreto para todos nesta Hierarquia, Sakura será selada por toda a eternidade. Por um Arcanjo Vingador.

O anjo prostrou-se outra vez e saiu deixando aquela sala. Ele sabia a quem procurar, sabia qual anjo seria capaz de tal frieza e crueldade com aquela mestiça sem temer ou ter pena de seu passado assombroso. Ele mandaria Sasuke Uchida.
 


Notas Finais


Gostaram?
Gente, acho que podem imaginar o que vai acontecer né? Ansiosa estou para contar pra vocês ksks. Nos vemos no próximo capítulo, bjs da Mari ♡


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