História Not About Angels - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Pain, Yahiko
Tags Ino Yamanaka, Pain, Yahiko
Visualizações 86
Palavras 1.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Uma aliança inesperada


Caminhando no que provavelmente seria a única interação entre eles – através do silêncio –, percorreram toda a vila da folha a pé. Pelo menos Ino no caso; Yahiko sobrevoava por entre as telhas das casas, sem a menor intenção de esperá-la. Algo que ela agradeceu mentalmente, quanto menos contato entre os dois, mais fácil seria concluir aquela missão que denominou como impossível. Durante o trajeto fora surpreendida pela aproximação de Neji, que estranhamente estava mais atrasado, só o fato de ele ter demorado a aparecer já era um sinal para ela se preocupar, odiaria ser abandonada a sós com aquele maníaco de cabelos alaranjados!

 —Você demorou. — comentou ela, suspirando aliviada. 

—Gomen, Ino-san. — o ninja de olhos empalidecidos retrucou em um tom polido. — A casa principal estava uma verdadeira loucura, fui obrigado a desviar o caminho do prédio da Hokage para apartar uma briga entre Naruto e meu tio. — e suspirou fundo, denunciando um cansaço físico e mental. Provavelmente estava acostumado aquela situação.

—Seu tio parece mesmo não gostar do baka do Naruto. — ela arqueou a sobrancelha, pensativa, enquanto desviavam de alguns comerciantes atolados de mercadoria que gritavam escandalosamente exigindo espaço.

—Eu diria que o buraco é mais embaixo. — continuou, no mesmo tom de fadiga. —O fato de Naruto ter salvado o mundo ninja não significa absolutamente nada para o meu tio, o que está enlouquecendo Hinata-sama.  Se a situação continuar desse jeito, é possível que ela renegue a sua obrigação como líder.

—E então o fardo de liderar o temível clã Hyuuga caíra sobre você. — supôs.

—Precisamente. — afirmou, sem disfarçar o seu aborrecimento, fitando as costas do alaranjado que sumia gradativamente da sua visão. Estava preparado para fazê-lo sofrer outra descarga elétrica, com mais intensidade se fosse preciso. Mas, estranhamente, o ruivo não parecia ter pressa ou indicações de uma súbita mudança de trajeto, continuava seguindo o caminho até o prédio do Hokage, para o espanto do moreno de olhos perolados. —Realmente não estou interessado em liderar aquele clã maldito.  É um fardo difícil de carregar.

Ela assentiu silenciosamente, ponderando a respeito. Os homens pareciam ter motivos realmente maiores do que os seus para reclamar, felizmente como kunoichi sua única obrigação para com o clã era encontrar um marido adequado. Agora Neji... Sasuke... Suas missões estavam além de sua compreensão e, sem conseguir evitar, lamentou-se por eles. Mesmo que o segundo não merecesse exatamente, apesar de toda a sua trágica história de vida, continuava sendo um criminoso...

Exatamente como Pain. Ela franziu o cenho, pensando nas palavras ditas por ele no restaurante de ramén.  Que ela deveria ser grata por ele ainda não  ter tentado matá-la;

Ainda. Essa palavra ecoou como um trovão dentro de sua própria mente. E desconcertada, direcionou seus olhos para o céu desejando um pouco de chuva. Gostava de banhar-se nas pequenas gotículas caídas do céu, e da sensação de paz que trazia consigo. Com algum esforço, mudou de pensamento, tentando adivinhar qual seria a próxima peça pregada pela sua Hokage.

Depois de beber o último gole do que deveria ser o seu saquê importado de outro país, a loura suspirou fundo retirando de dentro da gaveta alguns pergaminhos bastante extensos. Os expusera na mesa, para em seguida começar a sua explicação.

Yahiko, que havia chegado ali antes dos outros dois, estava ligeiramente interessado em descobrir do que se tratava aquela missão confidencial, mesmo que sua expressão indiferente não demonstrasse nada além de olhos opacos.

Ali naquele instante, fora assombrado pelo pensamento de que ela estava realmente falando sério em relação a fazê-lo cooperar com aqueles dois idiotas ao seu lado. “É verdade” percebeu subitamente irritado. Aquela porcaria de time realmente existiria!

Tentou controlar a própria respiração, para não denunciar o quanto estava incomodado. Não suportava a idéia de trabalhar com dois ninjas medíocres como aqueles dois. E sua babá não era lá o que chamava de pessoa ameaçadora, então perguntava-se internamente porque Tsunade a havia escolhido para ser a sua babá. Será que ela esperava que ele matasse a loirinha para podê-lo torturar até a morte? Inúmeras hipóteses passavam por sua cabeça, nenhuma parecia justificar aquele fato, diga-se de passagem, extraordinário.

—Vocês três vão investigar uma série de ataques canibais na vila de Sunagakure. — começou ela, fazendo o shinobi e a kunoichi arregalarem levemente os olhos.

—Canibalismo? — Ino repetiu a palavra, nauseada com as imagens que circundaram sua mente. Yahiko fitou-a inexpressivamente durante alguns segundos, refletindo a cerca das palavras da Senju...

—Sim. — respondeu Tsunade transtornada. —Essa é uma missão extremamente sigilosa, por isso sejam discretos. — Ino e Neji assentiram afirmativamente. — A principal suspeita do Kage de Suna é de que se trata de sacrifícios para rituais. As características das vítimas resumem-se a crianças menores de doze anos, do sexo feminino. A última morte foi no começo dessa semana. —  ela tamborilou os dedos em cima da mesa.

Os olhos castanhos da loira se fixaram na figura do nukenin, que se mantinha religiosamente quieto e pensativo. Ino franziu o cenho, mas Neji desconfiava saber o motivo daquele olhar.

—Você, tem alguma idéia do que possa ser isso, Yahiko? — perguntou, parando de tamborilar subitamente, o fitando com expectativa.

Obviamente ele sabia perfeitamente o que aquilo queria dizer.

—Sim. — disse por fim, sendo surpreendido pelos outros três, que não deveriam esperar por uma resposta dele, tampouco por uma explicação. — Eu sei muito bem o que isso quer dizer. — seus olhos percorreram os pergaminhos em cima da mesa, voltou a encarar a loira demoradamente. —Alguém está sacrificando garotas virgens em um ritual satânico.

A loura pareceu notoriamente satisfeita com a sua resposta. Agora, sem depender de mais jogos verbais ela fora direto ao x da questão, sabendo que era um caminho estreito a se seguir, visto que não podia confiar realmente em um nukenin. Ou ex-nukenin – dava na mesma.

—É possível que outro dos seus companheiros da Akatsuki ainda estejam vivos? — questionou, sem desmanchar a pose.

Ela não sabia, mas ele também tinha um interesse bastante pessoal naquela captura. Fora sucinto ao exclamar, em tom desprovido de qualquer emoção que pudesse entregá-lo.

—Hidan conseguiu escapar a tempo do Sarutobi envolvê-lo em uma emboscada. — começou, chocando Ino e trazendo um sentimento de revolta em Neji, que desconfiava de que aquilo fosse uma armadilha. Talvez, considerou, Yahiko era realmente louco a ponto de forjar todas as circunstâncias anteriores somente para destruir Konoha de uma única vez. Esse pensamento o alarmou, fazendo ativar por acidentalmente seu byakugan. Alheio a isso, Yahiko tornou a dizer, em tom didático. — Ele é um dos fieis seguidores de Jashin, e costuma sacrificar garotas virgens em prol da sua imortalidade.

—Isso é totalmente emo. — murmurou Ino, incapaz de se conter. Pain lhe lançou um olhar intrigante; o que diabos significa aquela palavra? Se fosse diabólico, então sim, ela estava totalmente certa, Hidan era mesmo emo.

 —Me perdoe a minha incredulidade, Yahiko, mas por qual motivo nos daria todas essas informações de graça? — grunhiu Neji.

Finalmente todos os anos em que aquele filho da puta de cabelos prateados passou-o desrespeitando, fariam valer a pena  a quantidade de vezes em que ele próprio desejou matá-lo e fora obrigado a se conter, em prol da Akatsuki.

Agora ele não precisava mais guardar o ódio profundo que nutria dentro de seu peito.

—Pode parecer loucura, mas eu também tenho interesse no assunto. — disse, sem se intimidar pelo tom acusatório do outro.  Com um sorriso sarcástico, acrescentou. — Eu posso pegá-lo em dois dias, Tsunade. — a encarou fixamente.

—E por que faria isso? — o sondou, desconfiada.

—Planejo matá-lo com as minhas próprias mãos quando encontrá-lo.

—É exatamente por isso que Neji e Ino também irão com você nessa missão. Não é  um por cento que seja confiável! — exclamou, elevando-a voz um oitavo. — Não vamos matá-lo, Hidan poderá nos ser muito útil.

—Que utilidade teria aquele excremento? — questionou Yahiko, também alterando inconscientemente a própria voz, olhando diretamente Tsunade. — Informações sobre a Akatsuki? Essa é a última coisa que vocês terão daquele fanático de merda! — hesitou brevemente, para que ela pudesse absorver suas palavras. — Hidan é desrespeitoso e graças à porra da imortalidade dele não se deixará intimidar por nenhum método de tortura inventado por você. Não importa a quantidade de vezes que ateiem fogo, não dirá uma única palavra e tudo o que vai fazer é dar uma dor de cabeça descomunal. Acredite, eu sei perfeitamente do que estou falando. Eu próprio usei técnicas que estão além da sua compreensão e mesmo assim, todas as malditas vezes em que eu o matava, ele voltava á vida. — murmurou com os dentes trincados.

Um silêncio constrangedor tomou conta do escritório da Hokage, que intrigada, voltou a interrogá-lo.

—Existe alguma possibilidade de ter outro Akatsuki vivo, além de você?

Ele ponderou por um momento.

—Você é quem deveria saber disso, afinal, eu dei as coordenadas para que cada um fosse capturado. Os únicos que, até o momento estão vivo além de mim e de Hidan são Nagato, Konan e Itachi.

Ignorando, para o bem daquela alma miserável, as palavras em tom de ironia, e a insinuação de que era uma incompetente, Tsunade refletiu momentaneamente. Ele estava ali há amargos meses... Não teria como saber dos demais membros, teria?

Mas que pergunta estúpida! Ele era um nukenin!

—Então você esta tentando me enganar, imagino? — aquelas palavras confundiram-no momentaneamente. — Como exatamente você faria para matar um nukenin que é imortal?

O sorriso dele tornou-se sombrio, e um leve tom de divertimento atravessou seus olhos.

—Estava mesmo esperando que perguntasse. Jiraiya me garantiu que eu só consigo ativar o Rinnegan quando o chackra detectar que estou sofrendo um ataque; eu quero testar isso.  Irei usar o próprio Hidan como uma oferenda ao seu deus da morte.

A Yamanaka engoliu em seco, sentindo os seus braços se arrepiarem. E seu pai havia dito que não teria problema nenhum em vigiar aquele maníaco! “Oh...Fuck me”

Tsunade encostou-se novamente na poltrona, sorrindo de maneira suspeitosamente má intencionada para o ruivo.

—Está disposto a fazer outro acordo, Yahiko? Dessa vez um mais vantajoso?

É claro que quando ela dizia vantajoso, não implicava necessariamente retirar a única garantia que tinha de fazê-lo obedecer as suas ordens. Ainda assim, ele não era nenhum idiota.

—Apenas se eu tiver permissão para lidar com o Hidan da forma que julgar melhor, se houver outro Akatsuki, saberá de antemão por mim pessoalmente. — garantiu, a fitando com seriedade.



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