História Not About Angels - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Pain, Yahiko
Tags Ino Yamanaka, Pain, Yahiko
Visualizações 59
Palavras 2.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


❥Gente, como eu avisei nas notas iniciais da fanfic, é a primeira vez que me arrisco a escrever algo voltado para o Universo Naruto, então peço que compreendam que a maioria das cenas de lutas serão corridas, somente para explicar algumas coisas,mas, se eu pudesse evitar descrevê-las, irei evitar...Sou uma desgraça total!
❥Como podem ter percebido, eu meio que modifiquei algumas coisas do Rinnegan, embora eu deseje descrever as características reais dele isso não será possível porque eu não cheguei a acompanhar todo o shippuden, então além de me basear em alguns MV'S e ler os RPGS e tudo o resto, estou me dando o direito de licença poética.
❥O Yahiko é um personagem complexo porque, embora ele seja maldoso e todo o resto, ele tem lá suas virtudes que vocês vão descobrir ainda nesse capítulo.
❥Boa leitura.

Capítulo 5 - Um Hyuuga incomoda muita gente


Alcançaram os portões principais de Konoha, passando pelos guardas que ficaram subitamente em estado de alerta ao ver a figura intimidadora e altiva de Pain. O ruivo limitou-se a revirar os olhos, enquanto a loirinha tomava as rédeas da situação e explicava em tom bastante rígido que por tempo indeterminado ele estava a disposição das leis da vila da folha.  Durante uma ínfima fração de segundos, viu-se admirando a atitude firme da kunoichi, que falou com tanta eloqüência ao ponto de calar subitamente os dois idiotas. Não podia negar, ficou bastante satisfeito com a cena.

De galho em galho, movimentavam-se com rapidez deixando as paisagens da vila da folha a muitos passos de distância para trás. Nenhum dos três dizia uma palavra que fosse, Neji por incômodo e desprezo; Ino por um desconforto perceptível e Yahiko simplesmente por uma arrogância indissolúvel.  Julgando pela posição do sol no alto, não deveria chover tão cedo, ou pelo menos, não durante aquela tarde calorosa.  Enquanto seguiam pelo trajeto minuciosamente explicado pelo Hyuuga – como se o ruivo fosse uma criança em fase de aprendizagem – o nukenin parou subitamente, aborrecido, chamando imediatamente a atenção da Yamanaka para si.

—É melhor não irmos por esse caminho.

Os olhos azuis estavam inteiramente postos sobre ele, o avaliando.

—O que? — perguntou momentaneamente confusa. — Por que não? Devemos chegar lá em até seis dias, se formos rápidos.

—Se formos por outro atalho, devemos chegar antes de domingo. — rebateu, com seriedade. Os olhos castanhos observaram o momento em que Hyuuga cerrou os punhos discretamente.

—Deve ser uma emboscada. — murmurou Neji, alto o suficiente para que seus companheiros de time escutassem-no.

—Não precisaria emboscá-lo, Hyuuga. — o ruivo ralhou em tom surpreendentemente calmo e sarcástico. — A única coisa que me impede de matá-lo nesse exato momento, é o maldito rastreador na minha panturrilha. Não fosse por ele, você já teria sido pulverizado à uma hora dessas.

—Basta. — interveio a loira. —Vocês podem deixar para se matarem quando retornamos, mas não se atrevam a comprometer essa missão.  — bradou, em tom de aviso, antes de prosseguir. — Neji, você querendo ou não  precisa reconhecer que se tem alguém aqui que entende de atalhos, esse alguém é o Pain. Portanto, vamos segui-lo em silêncio. 

O moreno não disfarçou seu descontentamento ao ouvi-la dizer tais palavras, lançando-a um olhar frívolo.

—Como quiser, Yamanaka. Mas se isso realmente for a emboscada que penso que seja, você irá se responsabilizar por isso. — avisou-a.

—Certamente que sim! — ela irritou-se antes de bufar, virou-se para encarar Yahiko que a fitava fixamente, quietamente. — Agora, senhor ruivo, nos dê a porra da coordenada logo, temos que nos esconder antes de anoitecer.

Ele assentiu bruscamente e começou a explicar os atalhos de que se lembrava, enquanto Neji permanecia mudo e imóvel como uma espécie de estatua, fantasiando constantemente com a possível morte do Akatsuki; em sua opinião, estava mais do que claro que o nukenin estava por trás daquilo tudo, não descartava a hipótese – lógica – de que aquilo se tratasse de outra conspiração por parte do alaranjado, fazendo-o se questionar internamente como Tsunade não enxergava aquilo!

Ao entardecer eles já haviam avançado consideravelmente, para a surpresa da loira que precisava admitir que tinha  sido uma boa idéia aceitar as sugestões de Pain, mesmo que, internamente, morresse de medo de aquilo ser outra emboscada. Não iria se perdoar por se arriscar daquela maneira, contudo era a única forma de cessar a inútil discussão dos dois. Ao contrário da ex-melhor amiga Sakura, a loira não tinha paciência para aquelas coisas, sendo sempre o mais objetiva possível.  Felizmente, em seu time dez, nunca houve necessidade de ela intervir em uma briga de Shikamaru com Chouji, os dois eram semelhantes de algumas maneiras e o convívio era indiscutivelmente mais tranqüilo que o do turbulento e sombrio time sete. O fato é que, além dos seus companheiros de time cooperarem para um convívio mais pacifico, a loura tinha pulso firme para liderá-los. Não seria diferente com aquele time quinze, mesmo com os inúmeros fatores conspirando contra a Yamanaka. Estalou o pescoço, esticando as mãos. Cada um ficou encarregado pela própria barraca – não estava disposta a dividir o lugar em que dormiria com Neji Hyuuga, muito pouco com o intimidador ruivo, e tinha certeza absoluta de que eles pensavam o mesmo.

Graças à desconfiança do moreno, a troca de turno foi um assunto rapidamente esquecido. Ele não confiava em Pain, que por sua vez desejava ensiná-lo a não ser tão arrogante e por conseqüência tinha Ino, obrigada a ficar no meio daqueles dois malucos. Suspirou fundo, deveria ter profanado o tumulo do primeiro Hokage!

 Os olhos castanhos observaram a loura, concentrada em observar as estrelas no alto do céu. Não podia culpá-la por estar tão aborrecida com uma missão envolvendo-o. Sabia, desde o momento em que a Senju lhe informou sobre a sua nova babá que aquela não seria uma tarefa fácil... Para nenhum dos dois.

Iniciaram a refeição em silêncio, a loirinha de roupas roxas também havia sido responsável por trazer alimentos. Não que isso fosse realmente necessário, visto que Pain poderia suportar muito tempo sem comer apropriadamente, outra vantagem de ser um  criminoso experiente em fugas;  a sua rotina desgastante havia disciplinado seu estomago.

Desejava dar a mesma disciplina para o maldito do Hyuuga, que terminava de comer, ainda enfezado, e voltava a guardar a cumbuca dentro de um compartimento estranho...

O lugar estava calmo e silencioso demais. Não era um bom sinal.

Desapareceu do campo de vista da dupla de ninjas. Ino só teve tempo de arregalar os olhos ao sentir o nukenin atrás de si, colocando a mão em sua boca, a puxara para trás, agarrando-se a ela, salvando-a de uma chuva de kunais. O coração da Yamanaka retumbou velozmente mediante o acontecimento, enquanto Yahiko colocava-a para trás e sorria, sentindo a íris castanha ser alterada em resposta ao ataque surpresa. Finalmente, ele conseguiria ativar o seu Rinnegan;

A kunoichi precisou ignorar deliberadamente o ato heróico do nukenin, para se recompor rapidamente e se preparar para revidar ao ataque. Fez alguns selos com as mãos, contudo, Pain fora mais rápido.

—Banshou Tein’in — e, ao dizer isso,  de suas mãos emergiu uma esfera negra, agindo como centro gravitacional fazendo-a se lembrar automaticamente da técnica Chibaku Tensei.  Os olhos azuis arregalaram-se, incrédulos, quando três ex-nukenins foram jogados ao chão bruscamente.

Só que ela tinha quase certeza de que aqueles caras estavam mortos. O ruivo também pareceu surpreso, enquanto fazia outro selo com as mãos, unindo os três corpos em uma espécie de corda negra. “Não é possível” pensou, aproximando-se com hesitação para ter a certeza de que aqueles eram mesmo Sasori, Kakuzu e Zetsu, todos os três indiscutivelmente mortos.

—O que diabos é isso? — Ino o olhou ansiosa, procurando por alguma explicação. Neji por sua vez pareceu satisfeito internamente.

—Isso é uma emboscada. — cantarolou, sentindo-se vitorioso. Os olhos de Pain ainda estavam arroxeados, mas não era idiota. Aquela merda de rastreador iria eletrocutá-lo outra vez, caso se atrevesse a atacar aquele Hyuuga filho da puta, então, optou em ignorá-lo.

— Neji! — a loura ralhou com impaciência. — Se fosse de fato, eu não acho que o maníaco aqui ia desperdiçar tempo me salvando, ok? — questionou-o, fazendo com que ele automaticamente se calasse.

Pain preferiu ignorar o maníaco, por ora, estava curioso para saber como aquilo aconteceu. Abaixou-se, ficando na altura dos mortos, a pele acinzentada não restava duvidas. 

 —É apenas algum ninjutsu desconhecido. — declarou, desconfiado. — Poderia ser o Edo Tensei, mas isso traria de volta ás habilidades deles...  O que com certeza não inclui chuvas de kunais. — concluiu, com um leve brilho de escárnio nos olhos.  —E o recipiente para hospedar os corpos teria de estar vivo, o que não é o caso desses três. Estão irremediavelmente mortos.

—O que isso quer dizer? — Neji obrigou-se a perguntar, intrigado.

—É apenas distração para nos fazer perder tempo. — declarou o ruivo calmamente. — Não podemos fazer mais nenhuma parada a partir de agora.

Ino,chutou a cabeça de um, concluindo que ele falava a verdade – nenhum dos três parecia estar hospedado em um corpo vivo.

O Hyuuga meneou a cabeça, pensativo, de cenho franzido.

—Vamos desfazer as barracas antes de irmos. Não podemos deixar rastros. — sibilou e, somente nesse momento o ruivo pareceu concordar com ele.

Em uma rápida questão de minutos, deixavam o acampamento improvisado para trás, já completamente desfeito. Seguiam mata adentro em uma velocidade sobrenatural, precipitando-se pela direção instruída pelo ruivo. Durante todo o percurso a kunoichi ostentou um semblante de reflexão, ponderando a respeito das informações concedidas por Yahiko, uma parte em questão a estava intrigando. O tal do Edo Tensei – que ele havia dito com tanta convicção, fizera seu estomago reagir de um jeito negativo, fazendo-a ficar em estado de alerta. Asuma havia mencionado uma ou outra vez a respeito de uma técnica proibida, e ela sentia que era esse Edo, apesar de não ter certeza, já que na época a kunoichi estava ocupada batendo em Naruto por algo que sequer conseguia se lembrar...

Voltaria a questionar o ex-nukenin a respeito, quando surgisse uma oportunidade propicia a fazê-lo. Enquanto isso, tentava lutar inutilmente contra a fadiga que invadia sorrateiramente o seu corpo, denunciando o quanto ela precisava de uma boa noite de sono. Poderia ter ordenado aos dois que parassem, já que não agüentaria por muito tempo aquela viagem... Mas seu orgulho falou mais alto. A última coisa que ela queria ser naquele momento era um estorvo, depois do ataque surpresa eles não poderiam se dar ao luxo de serem descuidados novamente!

Seguiram viagem, cortando alguns atalhos e pulando de galho em galho durante horas afio em um silêncio cortante.

—Ino. — ralhou o moreno em tom de censura, sem se virar para encará-la. Sim Neji Hyuuga era um shinobi pragmático em tudo o que fazia ou falava, mas isso não significava que ele era a porra de um babaca qualquer. Como muitos membros de seu clã ele ainda tinha certa nobreza, mesmo que peculiar. — Não acha melhor pararmos para descansar?

É claro que ela nunca se oporia a uma boa noite de sono, podia sentir os ossos de seu corpo clamando por uma pausa.

—Para sermos atacados novamente? — indagou em meio a suspiros de lamentação. — Acho melhor continuarmos seguindo...

—Faremos uma pausa, então. — declarou Pain pegando-a totalmente de surpresa. Desde o dia anterior, quando ela gentilmente repreendeu os guardas do portões da vila, ele sentia que estava em débito com ela. E se tinha uma coisa que ele odiaria era dever algo para um ninja, quem dirá para uma kunoichi de Konoha. — Estou precisando dormir também — continuou, decidindo aproveitar-se daquela oportunidade de ouro para aborrecer Neji outra vez. — Você pode fazer a vigia, garota, o byakugan pode ser muito útil nessas horas. —é claro que, ao dizer isso, estava sendo cem por cento irônico.

O moreno inspirou fundo, tentando ignorar a provocação nada sutil ou inteligente do outro, lembrando a si de que ainda estavam em uma missão sigilosa, e em respeito á Senju e também a sua companheira de time, ele mordeu a língua e assentiu.

Ino terminava de montar a sua barraca, próximo a um riacho, quando foi surpreendida por uma visão no mínimo inesperada: Pain retirando o kimono de maneira desinibida.

Ela gritou histericamente, chamando a atenção do ruivo que se virou para encará-la,confuso.

—O que você pensa que esta fazendo?! — gritou, com as bochechas enrubescidas. Recriminando-se por ficar encarando o peitoral de um assassino. Um peitoral maravilhoso, diga-se de passagem , mesmo assim ele continuava sendo um psicopata oras!

—Estou tirando a roupa para tomar banho. — respondeu simplesmente.

—Você não pode ficar pelado na minha frente seu maluco! — ela exclamou com os dentes trincados. Os olhos castanhos piscaram algumas vezes, tentando assimilar as palavras dela.

—Por quê? Minha nudez a incomoda? — Yahiko não tinha convivido com muitas mulheres ao longo da sua vida, na verdade a única mulher que chegou a conviver de fato fora Konan, e a azulada nunca pareceu se importar ou se interessar pela sua nudez, preferindo ver indiscutivelmente Nagato á Pain nu.

—Porque isso é imoral, seu doido! — Ino fechou os olhos, suspirando fundo. Deveria estar parecendo Hinata quando mencionavam o nome do Naruto, ou quando o dito cujo simplesmente aparecia... Balançou a cabeça, indignada. — Você não pode ficar pelado na frente de uma dama Yahiko! Onde estão os seus bons modos como homem?

Ele paralisou no lugar, cada vez mais confuso, levou a mão até o queixo coçando com curiosidade.

—Por que se importa de eu ficar pelado ou não na sua frente, afinal? Basta você olhar para o outro lado. — o ruivo não conseguia entender o que estava fazendo de errado, mas sabia que estava gostando de vê-la vermelha daquele jeito.

A loira inspirou fundo, olhando de soslaio pôde ver Neji revirar os olhos sentado no alto de um galho, dando a entender que aquilo era problema dela e não dele. Ela bufou. Quando fora designada a ser babá do nukenin, nunca pensou que estaria incluso nisso aulas de boas maneiras também!

—É desrespeitoso, Yahiko.

—Mas eu não pretendo estuprá-la. — defendeu-se, ingenuamente.

Aí então ela finalmente percebeu, com os olhos levemente arregalados e uma sobrancelha arqueada. “Sem chance” pensou descartando aquela possibilidade bizarra que atravessou sua mente...

—Você nunca esteve com uma mulher na sua vida?

—Não seja ridícula. É claro que eu já estive com uma mulher antes. — fez uma pequena pausa, terminando de retirar o kimono sobre o olhar incrédulo da Yamanaka. — Konan e eu dormíamos no mesmo esconderijo ás vezes, e ela nunca me olhou do jeito que você está me olhando. Na verdade, todos os Akatsukis poderiam ficar pelados na frente dela que ela continuava sem se importar.

A Yamanaka mordeu a língua, vendo-o  caminhar em direção ao riacho com o calção. Desviou o olhar, evitando vê-lo tirar o próprio calção.



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