História Not About Good Girls (Camren) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Halsey, Harry Styles, One Direction, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Halsey, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Normani Hamilton, Selena Gomez, Shawn Mendes, Zayn Malik
Tags Ação, Camila Cabello, Camren, Harry, Hot, Justin, Lauren Jauregui
Visualizações 155
Palavras 3.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegueeeei HAHAHAHAH. Ansiosas pro capítulo?

Boa leitura, lindas <3

Capítulo 4 - Havana (Oh Na Na)


POVs Lauren

 

 As quatro horas no avião foram suficientes para eu ler detalhadamente tudo o que os empresários cubanos querem, é claro que, não posso simplesmente dar o nome da empresa assim de bandeja, por mais que o acordo esteja excelente eu vou insistir para ter mais poderes, mais capital.

 Chegamos em Havana, na Cuba, por volta de 17:00 p.m., quando descemos do jatinho eu vi como aqui já é diferente, espero que a cidade seja tão agradável quanto o lugar parece ser. A minha tradutora que adoraria chamar de tradutora particular desceu do jatinho, ela está sorrindo como uma criança vendo doces coloridos, talvez esteja feliz por voltar a sua cidade natal.

 

- Para onde vamos agora? -Perguntei à Normani, a minha mais nova "babá".
- Direto ao hotel, imagino que queira descansar. -Ela me disse, Normani é mais alta que eu e... Seu corpo, faria inúmeras coisas.
- Descansar? Não sou como os empresários de 60 anos que você já trabalhou. -Dei risada. - Quero conhecer Havuna.
- Havana. -Camila disse, me corrigindo.
- Como? -A olhei.
- Havana, se diz Havana. -Ela afirmou.
- Certo, vamos conhecer "Havana". -Falei, imitando sua voz.

 

 Camila seguiu na frente junto de Normani e um dos seguranças, eu permaneci atrás, quase não consigo prestar a atenção no chão vendo a bunda dela, sua calça colada à deixa enorme, talvez ela use aquelas calcinhas com enchimentos, porque é realmente grande. Ao lado, Normani também caminha e, eu quase me sinto num paraíso olhando para duas bundas dessas.

 

- O motorista. -Um dos seguranças que não me lembro o nome agora avisou, vimos então um carro preto se aproximar.
- Duvido que seja tão bom quanto Stephen. -Falei baixinho, apenas para mim.

 

 Os seguranças vão no outro carro que irá atrás de nós, Normani entrou no banco da frente da Range Rover preta, eu abri a porta e fiz sinal para a Camila entrar primeiro, ela entrou e se sentou do outro lado, novamente aproveitei para olhar o seu corpo.

 

- Com quantos anos saiu de Cuba? -Perguntei para Camila ao entrar no carro.
- Aos oito anos, eu acho. -Ela disse tentando se lembrar. - Fiquei um tempo no México antes de ir ao E.U.A, mas nunca voltei para esses lugares.
- Interessante. -Respondi enquanto olhava para os prédios da cidade, tudo é bem diferente de NY. 

 

 O resto da viagem foi em silêncio, quer dizer, apenas mais vinte minutos até chegarmos em um hotel sofisticado. O motorista parou e disse em um inglês horrível que se eu precisasse era só chamar, agradeci a ele antes de descer do carro.

 

- Peguei um apartamento na cobertura para você. -Normani me avisou. - Agora preciso fazer mais uma reserva.
- Pra quem? -Perguntei para ela.
- Eu, Camila e os seguranças. -Ela afirmou.
- Faz dois com dois quartos, um pra vocês e outro pros seguranças. -Olhei para ela, eles podem me proteger aqui, mas não confio no que possam fazer com duas mulheres bonitas dormindo no mesmo lugar que elas. - E faz reserva na cobertura também.

 

 Os seguranças que agora lembrando o nome são Jonas e Jason, levaram a minha mala e as malas das meninas para cima, logo Normani apareceu com duas chaves, entregou uma para a Camila. Seguimos de elevador até o último andar aonde estão os três apartamentos, entrei logo no meu e dei uma boa olhada, a cozinha é arrumada, tem móveis da cor branca, a sala tem um tapete fofo e uma televisão grande, tem um corredor que leva para um quarto de casal, um banheiro com chuveiro e jacuzzi e uma sacada ao lado do quarto que dá para a praia, que por sinal está lotada.

 

- Com licença. -Ouvi Jonas, o segurança mais velho me chamar.
- Sim? -Perguntei ao me virar para ele.
- Precisa de nós agora? -Ele perguntou.
- Não, fiquem apenas fazendo segurança no corredor. -Pedi. - Podem se revezar.

 

 Ele assentiu com a cabeça e saiu do apartamento, sai também e fui em direção ao apartamento aonde estão Camila e Normani, quero conhecer ali também. Bati na porta uma, duas e na terceira vez ouvi algo em espanhol vindo na voz da Camila, quando ela abriu acabou levando um susto comigo.

 

- Dios, pensei que fosse alguma camareira. -Ela colocou a mão em seu peito.
- Camareiras não ficam batendo na porta, Camila. -Comecei a rir. - Enfim... -Entrei no apartamento. - O que achou?
- Luxuoso. -Ela respondeu e fechou a porta. - Tem uma jacuzzi aqui.
- É bom experimentar com alguém. -A olhei e sorri, mas ela pareceu não ter entendido, ou só não gostou.

 

 Normani apareceu do quarto, pelo o que eu vi tem dois, Camila pegou o quarto da direita e ela o da esquerda, tem uma sacada no meio deles, o banheiro fica no corredor do lado do quarto de Normani. A cozinha e a sala são basicamente iguais ao apartamento que estou.

 

- Obrigada por ter dito para Normani pegar dois apartamentos ao invés de um. -Ela me disse. - Não me sentiria bem dormindo no mesmo lugar que dois homens desconhecidos.
- Não se preocupa, ninguém vai fazer nada com você. -Dei risada, é claro que se ela quiser pode me visitar de madrugada.
- Sra. Jauregui, precisa de alguma coisa? -Normani perguntou.
- Eu queria conhecer o terreno aonde querem construir a empresa. -Afirmei. - Ainda hoje.
- É claro, vou ligar e faremos isso. -Ela assentiu. - Mas talvez amanhã seja menos corrido.

 

 Percebi que no quarto de Normani há uma pilha de papéis que provavelmente ela precisa preencher, talvez ela não queira fazer isso agora pois vai estar ocupada.

 

- Quer saber, marca, mas não precisa ir. -Afirmei e sorri. - Camila me acompanha.
- Tem certeza? -Normani perguntou.
- Claro, tá liberada hoje. -Falei.

 

 Normani avisou que eu estou indo visitar o terreno, Camila pediu para tomar um banho antes de irmos, eu avisei que poderia e aproveitei para tomar um banho também, ficar com esse terno o dia todo é bem cansativo. Tomei um banho quente, o chuveiro daqui é muito bom; depois do banho eu vesti um cropped preto, uma calça da mesma cor e saltos altos, por cima vesti um sobretudo bege que não é quente demais, o clima aqui não é frio como o de NY.

 Sai do apartamento, Camila estava me esperando ao lado de fora junto de um segurança, não contive meu olhar para o seu corpo quando a vi, ela está vestindo um cropped branco e solto junto de uma calça também branca, ainda mais colada que a anterior, nos pés ela veste um salto preto.

 

- Me desculpa, eu não tenho tantas roupas sociais quanto imaginei. -Ela afirmou, suas bochechas ficaram coradas.
- Não vejo problema em usar roupas assim, com certeza não. -Afirmei. 

 

 Descemos de elevador juntas, antes, Normani me deu dois papéis da planta do prédio que será construído caso eu aceite o acordo. Camila ficou olhando para o espelho do elevador, passando a mão em seu cabelo, arrumando-o.

 O elevador abriu, saímos juntas, por sorte o motorista já está nos esperando, eu espero muito que ele saiba o local aonde iremos, pois eu falo tanto espanhol quanto ele fala inglês. Entramos no carro, me sentei no banco de trás assim como a Camila.

 

- Boa tarde, para onde usted deseja ir? -Ele perguntou.
- Onde quer ir? -Camila me olhou.
- O terreno, fica na... -Tentei dizer o nome da rua.

 

 Camila disse por mim, ele entendeu e deu partida no carro, parece que esse lance de tradutora realmente funcionou, eu iria estar completamente perdida aqui se não fosse por ela.

 O caminho todo Camila ficou observando as ruas com um brilho os olhos, chega a ser engraçado, ela fica encantada desde as vestimentas das pessoas até os carros, a música latina que toca a cada esquina, tudo isso parece ser nostálgico para ela.

 

- O que está pensando? -Perguntei para ela.
- Em como seria se eu passasse a minha vida aqui. -Ela afirmou. - Se não tivéssemos ido para o EUA.
- Bom, acho que você não teria a chance de visitar o EUA. -Falei para ela. - Sinceramente, ter ido ao EUA foi a melhor escolha que seus pais fizeram.
- Sim, eu sei disso. -Ela sorriu. - Hoje meu pai é um grande advogado em Miami, e eu pretendo seguir o mesmo caminho que ele.
- Advogado? -Perguntei, talvez tudo faça sentido agora, certo dia um advogado grande de Miami defendeu a empresa de meu pai de uns caras que queriam roubar ações. - Qual o nome do seu pai?
- Alejandro. -Ela me disse. - Por quê?
- É claro. -Dei risada. - Seu pai defendeu o meu, ele impediu da empresa perder milhões em ações.
- É ele mesmo. -Ela sorriu.
- Sabe, se você for uma advogada tão boa quanto ele, já tem um emprego garantido em NY. -Franzi minha testa.

 

 Camila sorriu de canto e voltou a olhar para a janela, logo nós chegamos no tal terreno, ele é plano, não tem grama alta demais, está bem cuidado, um lugar bem no centro da cidade. Pedi para o motorista esperar a gente, desci do carro junto da Camila, nós seguimos até alguns homens vestidos de ternos provavelmente sofrendo com o calor que está na cidade.

 

- Buena tarde, es genial tenerla con nosotros. -Um deles, velho de aproximadamente 50 anos disse.

 

 Olhei para a Camila com uma feição de duvida, logo ela percebeu.

 

- "Boa tarde, é ótimo tê-la conoscol. -Ela disse, se referindo ao que eles acabaram de falar.
- É ótimo estar aqui, e o lugar é grande, podemos construir uma empresa grande. -Afirmei. 

 

 Empresas grandes são boas para obter território, sem falar que as pessoas sempre vão se interessar. Camila foi traduzindo tudo o que eu estava falando e o que os empresários estavam também.

 Depois de algum tempo de conversa eu fiquei ainda mais decidida à fechar o acordo, mas é claro, como eu já disse antes, antes de simplesmente topar eu ainda vou querer mais recursos para mim.

 

- Mio Dios. -Camila disse, novamente não entendi. - Meu Deus! -Ela disse em seguida.
- Cansativo, não? Lido com coisas assim todos os dias. -Dei risada.
- E de pensar que minha vida será baseada em lidar com pessoas assim também. -Ela afirmou.
- Um dia você se acostuma. -Falei olhando em seus olhos. - Espero que esse dia chegue para mim.

 

 Ela riu de canto, entramos no carro, o motorista o ligou e olhou para trás esperando que eu dissesse algo.

 

- Leva a gente pra algum restaurante bom por aqui. -Pedi para ele. - Vou confiar no seu gosto.
- No entiendo. -Ele disse, seu rosto está confuso.
- Un restaurante que es bueno. -Camila disse para ele.

 

 Ele entendeu enfim, de uma maneira estranha, ouvir a Camila falando em espanhol é sexy, mesmo que eu não consiga entender absolutamente nada do que ela está dizendo. O motorista nos levou para um restaurante no centro da cidade, sofisticado, rústico, parece ser agradável lá dentro tanto quanto aqui fora.

 

- Vamos. -Falei para a Camila, então desci do carro.
- Eu devo ir também? Acho que estou trabalhando. -Ela me olhou confusa.
- Se você está trabalhando ainda, vão ser... -Olhei no celular. - Nove horas, mas não são horas extras, então seria trabalho escravo.
- Aonde quer chegar? -Ela me perguntou.
- Não está trabalhando, digo, vamos ao restaurante como colegas. -Afirmei e sorri.

 

 Ela acabou concordando depois da minha insistência, entramos no restaurante logo, ela pediu uma mesa para dois lugares já que eu não falo cubano. O garçom nos levou até uma mesa no canto da parede de vidro, podemos ver parte da praia daqui, sinceramente estou com um tanto de vontade de ir até lá amanhã, já que não tenho nada para fazer mesmo.

 

- Bom... -Olhei o cardápio, novamente não entendi nada. - Gosto de batatas fritas.
- Você quer que eu ajude? -Camila me perguntou e riu.
- Você conhece algo bom daqui? -Perguntei olhando para ela.
- Amo quando minha mãe me faz ajiaco. -Ela disse. - Com pedaços de frango... Dios.
- Dios. -A imitei e ri. - Dois aijacos.
- Ajiacos. -Ela me corrigiu.
- Ajiacos. -Repeti imitando a sua voz, de novo.

 

 É um pouco chato quando as pessoas insistem em me corrigir, talvez isso seja um defeito meu, mas não preciso de correções. Camila pediu os pratos para nós duas com acompanhamento de frango, espero mesmo que isso seja gostoso. Junto dos pratos ela também pediu duas cuba libres, eu pedi para ela pedir, na verdade.

 Peguei o meu celular, eu não o vi durante o dia todo, isso é um record. Quando abri o Twitter já percebi algumas pessoas falando sobre mim, sobre eu visitar a Cuba, as vezes me sinto quase que uma celebridade com isso, o lado bom é que sempre sou convidada a participar de eventos de celebridades mesmo, isso não tem pra ninguém, até hoje sonho em pegar a Beyonce.

 

- Me diz, tem namorado? Ou namorada? -Perguntei, não que isso importe tanto, nunca foi um problema para mim.
- Não, e nem pretendo. -Ela disse e me olhou. - Quero focar na minha carreira.
- Entendo, sabe, eu penso assim. -Dei um sorriso. - Mas nem por isso deixo de, você sabe.
- Acho que não sei. -Ela franziu a testa.
- Transar. -Respondi. - E você?
- Não acho que seja uma conversa apropriada. -Ela olhou em volta.
- Não entendem inglês, eu acho. -Comecei a rir. - Mas é algo tão natural.
- Não significa que precisa ficar falando assim. -Ela revirou seus olhos. - Costuma falar sobre sexo com suas "colegas de trabalho"?
- Se eu quiser transar com elas, sim. -Respondi novamente, ela ficou bem surpresa.

 

 Os drinks chegaram, dei um gole no meu logo que o garçom colocou em cima da mesa, gostoso, a Coca-Cola o deixa bem saboroso. Camila bebeu também, enquanto isso fiquei observando seu rosto, mais principalmente a sua boca, quero ter a chance de transar com ela até o final dessa viagem, e quem sabe até Normani, mas ela sempre está ocupada com trabalho.

 

- Em que exatamente sua empresa investe? -Ela me perguntou.
- Tudo o que pode nos dar dinheiro, deixamos de ser uma empresa de turismo para investir em tudo que possa nos proporcionar dinheiro. -Dei um sorriso. - No pessoal, digo que gosto de investir em tudo que eu gosto.
- Isso é bom, parece gostar do que faz. -Ela respondeu, então bebeu um pouco mais.
- Sim, posso investir em você muito alto. -Afirmei e bebi também. - Podemos negociar uma noite.
- Eu realmente espero que você não esteja falando sério. -Ela me olhou seriamente.
- Você que perguntou, Camila. -Dei risada. - Por que não se deixa levar?
- Porque eu não quero. -Ela me respondeu.

 

 Não querer? Geralmente essa é uma das coisas que nunca escuto, mas nada que eu não mude até sábado, essas palavras dela só me fazem desejá-la ainda mais, chego a imaginar como deve ser essa voz tão suave gemendo, deve ser como ouvir a sua música favorita.

 A comida chegou finalmente, parece gostoso. Experimente logo e, apesar de não ser a melhor coisa que já comi, é gostoso. Camila pareceu gostar bem mais que eu, mas ela deve ser acostumada com esse tipo de culinária, é bem diferente do que costumo comer.

 

...

 

 Já havíamos terminado de comer e beber os drinks, chamei o garçom e mesmo com dificuldade pedi para ele trazer mais um cuba libre e um outro drink chamado de Daiquiri feito com limão, ele parece ser gostoso e também forte. Logo ambos chegaram, Camila bebeu um pouco do seu assim que chegou.

 

- Não quero ficar bêbada. -Ela me disse.
- Dois drinks? -Levantei minhas sobrancelhas. - Aposto que não aguentaria tequila.
- Tequila é México, não Cuba. -Ela riu e me olhou.
- De qualquer forma. -Revirei meus olhos. - Aposto que não iria aguentar.
- Eu aguento. -Ela disse, então bebeu mais um pouco.

 

 Sorri de canto, ela tem peito comigo, gosto disso, geralmente as pessoas ao meu redor tem medo de mim, mas ela não. Experimentei o meu drink, apesar de forte ele é delicioso, acabei bebendo um gole maior que o meu primeiro, o rum desce queimando por minha garganta.

 

- Deve ter coisas melhores na culinária cubana. -Afirmei.
- Mas tem, isso só é meio diet. -Ela riu. - Mas é uma delícia.
- Seria bom comer algo mais gostoso essa noite. -Falei para ela.
- Deve ter um Mc Donald's, você deve gostar. -Ela me olhou, claramente não entendeu o que eu quis dizer.
- Queria comer algo cubano. -Respondi ela e ri.
- Ah Lauren, isso é tão... -Camila revirou de novo seus olhos. 
- Sincero? -Terminei de falar por ela.
- Até demais. -Ela bebeu mais.

 

 Virei a minha bebida, Camila me olhou surpresa novamente, avisei a ela que iria ao banheiro e já voltava, ela assentiu e permaneceu sentada. Fui ao banheiro rapidamente, voltando, antes de ir para as mesas eu vi uma espécie de adega vendendo algumas bebidas diferentes, fui ali ver o que é, há algumas que nunca vi.

 

- Buenas noches. -O homem ali disse.
- Desculpa, não entendo nada. -Falei para ele.
- Tudo bem, eu entendo. -Ele disse, apesar de seu inglês ser carregado de sotaque latino eu consigo entender. - Deseja algo?
- Whisky? -Perguntei para ele. - O melhor que vocês tiverem.
- São 800 dólares. -Ele me disse. - Um delicioso Royal Salute. -Ele me mostrou, até a garrafa é bonita.
- Quero um desse. -Afirmei. - E a melhor tequila que tiverem também.

 

 O homem colocou uma garrafa branca e disse que é uma das melhores tequilas do mundo, avisei que levaria também, passei o meu cartão para pagar, ao total dois mil dólares junto do que gastei junto da Camila. Após pagar eu peguei as caixas das bebidas e levei para a mesa aonde Camila está, ela já terminou de beber a sua bebida.

 

- O que é isso? -Ela me perguntou.
- Whisky e tequila. -Afirmei. - Vamos embora?
- Vamos. -Camila respondeu e levantou. - E a conta?
- Deixa isso pra mim. -Dei um sorriso.

 

 Fomos até o carro com o motorista que pareceu até ter dormido, ele deu partida e levou a gente para o hotel, fiquei lendo nas caixas o que estava dizendo, por sorte ter escritas em inglês, ao que me parece essas bebidas realmente são deliciosas.

 

...

 

 Chegamos no hotel, dei uma gorjeta de cem reais e pedi para o motorista aparecer aqui mais cedo do que o de costume, em seguida descemos do carro, são onze horas da noite, não é tão tarde.

 Entramos no hotel e fomos para o elevador, Camila encostou no canto da parede, eu fiquei do outro lado e passei meus olhos por seu corpo, essa calça, me deixa com vontade de tirar e beijar todo o seu corpo, foder ela do jeito que ninguém já fizera antes.

 

- Até amanhã, Lauren. -Ela disse quando o elevador abriu.
- Tem certeza? -Segurei em sua mão antes dela sair.
- Por que eu não teria? -Camila se virou para mim.
- Talvez quisesse dividir a garrafa de tequila comigo. -Afirmei, me aproximando dela aos poucos.
- Amanhã aposto que vamos acordar cedo. -Ela disse.
- Eu sei, mas... -Estava começando a falar, quando a porta do elevador fechou.
- Ótimo. -Ela franziu sua testa e me olhou.
- Alguém chamou, mas já vamos voltar. -Apertei o botão do nosso andar.

 

 O elevador desceu até o térreo, quando a porta abriu vimos um casal de uma loira de vestido preto e um homem com o terno amassado aos beijos, muitos beijos, quando eles nos viram se assustaram, entraram quietos no elevador, Camila precisou se aproximar mais de mim por causa deles. O elevador começou a subir, de repente o casal voltou a se beijar mesmo com a gente aqui, Camila me olhou admirada com a cena, eles deviam... Não fazer isso.

 

- Ah, a bela Cuba. -Comecei a rir. - Pelo menos alguém se deu bem hoje.
- Eles não devem falar inglês. -Camila disse com a cabeça um pouco baixa.

 

 Eles estavam se beijando tanto que perderam a noção do espaço, por isso coloquei minha mão na cintura da Camila e a puxei para perto de mim, a porta do elevador finalmente abriu no andar deles, foi um alívio eles saírem.

 

- Por que me puxou assim? -Ela perguntou, tirando minha mão da sua cintura.
- Não queria que se sentisse sozinha por causa do casal. -Afirmei e ri.
- Não me sinto sozinha. -Ela revirou os olhos.
- Se caso se sentir, só me chamar. -Afirmei.

 

 A porta abriu novamente, dessa vez no nosso andar, Camila saiu e foi para o seu apartamento, eu sai também e segui para o meu. Ao entrar eu tranquei a porta e coloquei as bebidas em cima da mesa da cozinha, peguei um copo e coloquei whisky no mesmo, em seguida caminhei para a varanda, o vento é tão fresco aqui em cima, eu passaria a noite toda aqui bebendo e curtindo. Bebi um gole do whisky, é perfeitamente delicioso, o gosto, tudo... Fechei meus olhos para apreciar, quando o abri novamente ouvi um barulho vindo da varanda do apartamento ao lado, quando me virei vi a Camila ali, vestida com um top que provavelmente estava por baixo da sua blusa, ela se assustou quando me viu ali.

 

- Tem certeza que não quer vir aqui? -Perguntei para ela.
- As pessoas estão dormindo! -Ela me disse na tentativa de um sussurro.
- Vem pra cá. -Pedi de novo.
- Boa noite, Lauren. -Ela disse antes de entrar no apartamento.

 

 Ok, essa cubana está começando a me fazer sentir aquele desejo que não sinto faz tempo, com certeza vou insistir nela.

 Fiquei ali bebendo o meu whisky, era quase uma hora da madrugada quando entrei para dormir, sozinha, infelizmente.


Notas Finais


O que estão achando dessa fanfic? HAHAHAHAH

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