História Not Fine At All - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Cashton, Clemmings, Gay, Luke Hemmings, Michael Clifford, Muke, Muke Clemmings, Mukezinha, Not Fine At All, Otp, Romance, Shipp, Slash, Trans*, Transexual, Transexualidade, Yaoi
Exibições 27
Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


PRIMEIRA FIC NO PERFIL <3
Orgulhinho por enfim estar fazendo um Lukey trans~
Fanfic também publicada na conta wishmemuke do Wattpad.
Boa leitura ><

Capítulo 1 - Prólogo - Mais Um Dia Monótono


— Mais uma vez, pessoal! — a professora de cabelos longos e castanhos dizia, repetindo o passo como se fosse a coisa mais simples do mundo.

Os jovens bailarinos e bailarinas assentiram, seguindo os movimentos com uma impecável postura. Davam atenção aos mínimos detalhes, sincronizando perfeitamente a coreografia. Qualquer um que olhasse para aquela sala ficaria maravilhado com as perfeitas ações que aqueles adolescentes realizavam.

Contudo, como sempre havia uma peça que não conseguia encaixar-se no quebra-cabeça de forma alguma, um dos dançarinos parecia estar completamente fora de ritmo. Ainda que estivesse quase no canto do ambiente, era impossível não notar uma figura alta movendo-se de forma totalmente diferente de seus colegas.

— Hemmings, arrume essas costas! Faça movimentos mais leves, solte-se! Deixe que a música guie seu corpo! — exclamou a educadora — Pode fazer melhor que isso!

Todos da classe pararam o olhar na pessoa da ponta direita da coreografia, uns balançando a cabeça em reprovação, outros cochichando entre si. Entretanto, por mais negativos que fossem os atos, nada afetava realmente o rapaz de topete loiro recebendo o olhar deles. Pelo contrário, ele parecia estar até confortável com toda aquela gente encarando-o.

— Sei, sei... — bufou o garoto, cruzando os braços — Darei o meu melhor, senhorita Madison — sorriu esbanjando ironia.

A moça morena mandou uma última faísca pelo olhar para o jovem, que pouco aparentava importar-se. Suspirou, pondo a batida de volta ao início e se posicionando no banco em frente à classe, sem perder o ar severo.

Os bailarinos iniciantes logo estavam rodopiando e fazendo seus movimentos mirabolantes, os quais o loirinho não demonstrava o mínimo interesse em aprender. Talvez isso parecesse ridículo, mas, mesmo sem se esforçar num passo sequer, ele carregava um enorme nervosismo em relação à futura apresentação de fim de ano. E, por mais que parecesse à toa, não era.

Durante a apresentação, o uso dos figurinos era obrigatório e, infelizmente, sua mãe havia registrado-o naquele curso como do gênero feminino, tudo que ele implorara a ela para não fazer.

E esta era sua situação agora. Entre os mil e um problemas de Luke, um dos principais era um tutu. Um maldito tutu rosa combinando com outros adereços femininos que tanto o traziam náuseas. Por qual motivo ela simplesmente não conseguia aceitar que seu filho era transgênero?

Respirou fundo, rodopiando para o outro lado do salão, quase trombando com uma menina baixa de cabeleira ruiva e ondulada. Emma Blake.

— Quem diria... Você só fez papel de idiota três vezes nesta aula! Temos um novo recorde! — a mais baixa zombou, sem tirar o sorriso plástico do rosto.

— Pena que você continua sendo uma vadia em tempo integral, não é mesmo, Blake? — retrucou Luke com sua língua afiada.

Nisso, sem que percebessem, alguns olhares curiosos de voltaram para as duas pessoas lado a lado. A turma já sabia que Luke Hemmings ao lado de Emma Blake dava sempre encrenca. O pior tipo de encrenca possível.

— Blake? Ah, por favor, somos colegas. Pode chamar-me Emma — mostrou uma feição cheia de ironia — Mas e eu? Devo te chamar de Jamie? Ou quem sabe Jamiezinha? Oh, que tal—

— Cale a boca, Blake — grunhiu Luke, cerrando o punho — Meu nome não é esse e feche a porra da boca, antes que eu arranque esse seu sorrisinho de uma vez.

— É mesmo? Que pena, pois, que eu saiba, na sua ficha de inscrição constava "Jamie Louise Hemmings" como nome completo — riu em deboche.

— Eu disse para você calar a boca! — gritou o loiro, não se descontrolando e batendo na garota por um triz.

— Chega! Hemmings, Blake, têm dispensa pelo resto da semana! — esbravejou a professora.

Luke jurava que nunca tinha visto os olhos da ruiva tão arregalados. O rosto dela expressava indignação e ira, como se estivesse faltando apenas alguns segundos para que ela explodisse em pura frustração.

Nem era preciso conhecer bem Emma para saber que ela não seguia o padrão comum de modéstia. Era convencida. Muito convencida. Considerava-se uma das melhores bailarinas sem ao menos estar incluída entre as vinte mais habilidosas por ali.

— Ei! Eu sou uma mera vítima disso! — a garota começou — Não é minha culpa se essa vad—

— Vai ficar sem participar da coreografia por duas semanas se continuar com esta atitude inconveniente, Blake — senhorita Madison ameaçou em tom sério.

Ainda mais incrédula, Emma saiu da sala espelhada onde treinavam, batendo os pés igual a uma criancinha. Luke teve de segurar-se para não gargalhar da cara da mais baixa ao vê-la se retirar do local. Apesar de estar irritado, qualquer coisa relacionada à Emma Blake aborrecida e se dando mal fazia seu dia um pouco melhor.

A educadora encarou o garoto severamente, explicando-o que poderia continuar vindo às aulas, porém ficaria somente assistindo aos passos e os memorizando. Claro que Luke não tinha a mínima vontade de vir, porém sua noção era plena de que, assim que a mãe descobrisse que ele não estava frequentando as classes, ela não hesitaria em deixá-lo de castigo ou coisa do gênero. Ele não estava com um pingo sequer de vontade de passar as tardes de uma semana inteira trancado em casa estudando, portanto sabia que evitar o balé não era uma opção viável.

Respirou fundo e concordou com as sugestões de apenas observar as aulas, seguindo para os amplos vestiários da escola de dança com uma expressão de tédio no rosto. Ele mordeu o lábio, já conseguindo sentir o cheiro deixado pela impecável limpeza do local. Caminhou entre os armários alaranjados, procurando pelo que o pertencia e sentindo o cenho franzindo automaticamente durante a busca.

Ao finalmente encontrar o armário 146, abriu-o e pegou as roupas cotidianas dentro do mesmo. Suspirou, substituindo as calças que usava por jeans skinny enquanto murmurava uma música qualquer. Ficou tão distraído que nem notou quando outro garoto sentou ao seu lado.

— Olá, raio-de-sol — riu o outro adolescente, fazendo o olhar de Hemmings voltar-se para si.

— Oi, Ash — acenou de leve, tirando o resto do uniforme e pondo sua típica camiseta do Green Day.

Já era um costume de Ashton Irwin ficar cabulando o trabalho vagando pelo vestiário. Luke sempre acabava encontrando o rapaz de cabelos cor-de-mel por ali, ajeitando a bandana vermelha que tinha o costume de usar ou simplesmente trocando mensagens de texto com o pessoal da escola. Filho de uma das melhores professoras da escola e dono de um dos sorrisos mais bonitos conhecidos por Luke, Ash trabalhava na cantina, apesar de raramente ficar por lá.

Ele era um dos únicos reais amigos de Luke. Desde o dia em que haviam se conhecido o loiro soubera que poderia confiar no outro jovem para tudo que viesse. Mesmo com as gozações vindas dos seus colegas do balé, os quais diziam coisas absurdas sobre Ashton sem sequer o conhecer direito, eles continuavam sendo melhores amigos.

— Faltando na aula, senhor Hemmings? Que ousadia é essa? — brincou, desamassando um pouco o uniforme preto que vestia.

— Fui dispensado. Praticamente expulso, na verdade... — deu uma risada — Mas e você, senhor Irwin? Fugindo da cantina? — cutucou o amigo.

— Talvez. Você me conhece — deu uma piscadinha — Calum disse que viria, então... Meio que estou esperando ele chegar.

Hemmings repuxou o lábio inferior ao ouvir o nome do rapaz neozelandês, sentindo o gosto metálico de seu próprio piercing. Calum Thomas Hood era um amigo de Ash e, por acaso, a pessoa por quem Luke admitia ter uma quedinha. Mesmo sendo, assim como Irwin, dois anos mais velho que Luke, o garoto o tratava bem, sendo divertido e sorridente em tempo integral. Encantava o loirinho com simples olhares doces vindos de seus orbes castanhos e frequentes rubores que ocorriam em suas bochechas quando o outro estava por perto.

— Ah, legal... — sorriu — Vão fazer algo ou...?

— Só conversar mesmo — Ash mordiscou o lábio inferior — Você vai ficar por aqui com a gente? Seria divertido. Poderíamos zombar do jeito que aquela amiguinha da Emma megera, a tal Alison, fala — ele riu, imitando a entonação nasalada e enjoada da garota.

Luke ponderou por um momento. Estava tentado pela ideia de continuar na escola de dança apenas para papear e admirar a risada do garoto mais velho por quem tinha um sério crush, todavia estava exausto por aquele ter sido seu último dia da semana de provas no colégio, então terminou recusando a oferta. De um jeito ou de outro, veria os amigos novamente na segunda-feira.

Os olhos de Luke foram revirados ao lembrar-se de que seria obrigado a somente assistir à coreografia por uma semana inteira. Na opinião do loirinho, se havia algo pior que dançar, era ver alguém dançando.

Aquela seria definitivamente a pior semana de todas.


Notas Finais


Eu sei que vocês preferem torta, mas eu planejei essa fic com bolo no meio mesmo. MAS NÃO SE PREOCUPEM, A FIC AINDA É MUKEZINHA.
Tô ansiosa pro próximo capítulo gkslçvnfs espero conseguir fazer logo <3
PS: Vocês consideram entre 1.000 e 3.000 palavras por capítulo muito, o ideal ou pouco? Esse capítulo teve mais ou menos 1.400 palavras.


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