História Not Just a Princess - Camren - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Monarquia, Princesa, Romance
Exibições 73
Palavras 1.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - - Tu, furbo bastarda manipolatore!


Lauren adorava que as coisas saíssem do jeito dela. Não havia nada mais satisfatório que uma negociação diplomática concluída com sucesso.

Ela tinha uma segunda negociação pela frente, e não havia como prever o resultado. Seu irmão poderia ser tão do contra e imprevisível quanto o tempo na primavera. Depois de deixar a casa de Sinu, ela foi até Portman Square, mas descobriu que Chris tinha saído. Meredith, porém, estava em casa.

- Lauren! - Com um sorriso largo e encantado, a cunhada se levantou e lhe estendeu as mãos quando ela entrou na sala de estar. - Chris me disse que você estava em Londres. Foi uma pena eu não estar em casa quando você veio nos visitar ontem à noite.

- Também lamentei. Eu a vejo tão pouco! - Lauren segurou as mãos dela e a beijou no rosto com afeição. Meredith era magra, loira e linda, e uma das pessoas de coração mais generoso que Lauren conhecia. Sem dúvida era a melhor coisa que já acontecera a seu irmão.

Ela era muito sensata, qualidade que Lauren admirava. A maioria das pessoas não tinha bom senso. 

- Eu deveria ter escrito antes informando que estava a caminho de Londres - continuou ela,sentando-se na cadeira em frente à dela. - Mas não tive tempo de fazer isso. Essa missão diplomática surgiu de repente.

- Você toma um chá?

Ela fez que sim, e Meredith puxou o cordão que acionava a campainha, pendurado atrás da poltrona em que estava sentada. Um lacaio entrou na sala. Meredith pediu um lanche, e  poucos minutos depois ela enchia uma xícara com o aromático chá verde para elas. 

- Então você não está proibida de discutir essa missão diplomática? - acrescentou ela, recostando-se na poltrona com a xícara e o pires nas mãos. - Ou é uma missão secreta desta vez?

Lauren também se recostou com o seu chá.

- Muito pelo contrário. Quero lhe falar sobre isso. Na verdade, minha cara Meredith, para executar essa missão em particular, preciso da sua assistência.

No dia seguinte, baús, bolsas, caixas e malas estavam amontoados no foyer da casa de Cavendish Square, para serem transportados para a nova casa onde Camila iria viver. Ela examinou as coisas empilhadas enquanto esperava com a mãe a chegada de Lauren.

- Eu só tinha uma pequena mala quando cheguei aqui, mamma -  murmurou ela. - Estou partindo com vinte vezes mais. 

- Nós realmente mantivemos a Bond Street muito ocupada, não foi? - concordou Sinu

Camila reconheceu o esforço da mãe em parecer animada, e mais uma vez se sentiu como se fosse uma menininha no internato.

- Isso é que é mudança, hein? - falou, sufocada, piscando para a pilha de bagagem, com os olhos enevoados. - Desta vez sou eu que deixo a senhora.

Sinu pegou o queixo da filha e olhou-a no rosto. Com as sobrancelhas franzidas, tentou parecer severa. Foi um fracasso total, como sempre acontecia. Sinu era rigorosa como uma gatinha.

- Nada de lágrimas.

- Não - concordou ela, forçando-se a sorrir. - Tenho a intenção de fugir e vir ver a senhora sempre que puder.

Sinu suspirou.

- Você herdou essa teimosia de seu pai - disse ela, balançando a cabeça, mas sem grande desaprovação. - Sei que você não vai me dar ouvidos se eu lhe disser para não vir aqui, por isso não vou nem mesmo tentar. Mas se você vier me visitar mesmo, tenha cuidado para fazer isso direito. Lembre-se de que, na sociedade londrina, discrição é tudo.

- Mamma - disse ela com um riso incerto -, se eu consegui passar pelas freiras do convento e pelos guardas de Alejandro, posso fazer qualquer coisa.

Naquele momento a carruagem chegou, e Camila ficou contente, pois odiava despedidas.

Ela se virou e saiu, mas, no último minuto, voltou correndo para a mãe.

- Meu aniversário será em apenas três semanas - disse ela, inventando uma desculpa para ficar mais um minuto. - Não se esqueça, mamma.

A mãe a acariciou no rosto.

- Eu alguma vez esqueci?

- Não. Mas a senhora às vezes se esquece das coisas. Eu só..queria lembrá-la.

- Prometo que não vou me esquecer. - Sinu lhe deu um beijo na testa. - Vá. Divirta-se, e tente não se preocupar com o seu futuro. Tudo vai dar certo.

Dessa vez, quando Camila se virou, não olhou para trás e procurou se animar lembrando- se de que a sua nova casa não era tão longe assim. 

Lauren se dirigia à porta da frente quando ela surgiu. Estava  impecavelmente vestida e não tinha nem um fio de cabelo fora do lugar. Naturalmente, nenhum fiozinho ousaria macular seu casaco azul- escuro. Parecia menos humana que nunca. Ela parou na calçada enquanto Camila se aproximava. Curvou-se e escoltou-a até a carruagem que estava à espera, ajudando-a a subir. 

Havia mais alguém na carruagem. Quando Camila se sentou, descobriu que estava ao lado da mulher mais encantadora que já tinha visto. O cabelo loiro cor de trigo escapava do chapéu creme, e seus olhos, verde-claros e límpidos como duas águas-marinhas, contrastavam vivamente com o vestido e as fitas do chapéu, azul- arroxeados. Diante daquela beleza dourada tão diferente da sua, Camila não se conteve e ficou a admirá-la  como se estivesse olhando uma pintura de Bellini. 

A mulher se dirigiu a ela, e sua voz era quente e amistosa.

- Miss Cabello, sou Meredith Jauregui - disse ela, deixando de lado a formalidade e sem esperar que Lauren entrasse na carruagem e as apresentasse. 

Ela não parecia preocupar-se com formalidades, observou Camila. Devido à sua aparência angelical, era difícil acreditar na história da fuga escandalosa contada por Lady Lauren.

- Muito prazer - respondeu ela com sinceridade.

Meredith a estudou por um momento e então abriu um sorriso.

- Lauren não me disse que você era tão bonita.

- Eu estava pensando a mesma coisa sobre você. Você se parece um pouco com uma Madonna de Bellini. Mas não tão piedosa, espero! Acho as pessoas piedosas muito cansativas, você não acha? A gente sempre sente que está abaixo dos padrões delas, e isso é muito desgastante. 

- Você não tem nada a temer da minha parte quanto a isso - garantiu-lhe Camila. - Eu  vivi em um convento por quase um ano, e sempre estava exausta. 

As duas riram, e Lauren, que entrava na carruagem, comentou, ao se sentar ao lado da cunhada:

- Parece que as duas já se tornaram amigas.

- Vamos nos dar otimamente bem - disse-lhe Meredith enquanto a carruagem entrava em movimento com um arranco e descia a rua.

Camila estava inclinada a concordar com ela. Talvez fosse gostar da sua nova situação, afinal. Esperava que sim, depois de todas as manobras e truques que havia feito para conseguir isso. 

As esperanças de Camila em relação à sua nova vida foram reforçadas ao chegar a Portman Square, quando uma criada a levou aos seus aposentos. O quarto tinha duas grandes janelas e era decorado em amarelo-dourado e branco-cremoso, com mobília simples de carvalho e vasos cheios de narcisos e jacintos. Ela achou o quarto muito  agradável, pois era simples e sem ostentação, como ela preferia. Não agüentava mais cadeiras douradas e chão de mármore como os do palácio do seu pai. Jogando-se de costas sobre o magnífico colchão, ela pensou nas camas duras e nas celas sem janelas do convento, e riu alto. Gostava das coisas simples, mas também gostava de conforto.  

Naquele lugar, ela tinha os dois.

- A senhorita parece satisfeita com seu quarto - ela ouviu uma voz comentar.

Camila se sentou na cama e viu Lauren no corredor, observando-a através da porta aberta.

- Si - respondeu ela, dando-lhe um sorriso enquanto se apoiava nos cotovelos. - O amarelo é a minha cor favorita, e eu realmente gosto deste quarto. E a cama é muito confortável. - Ela lhe deu um sorriso, só para ver como ela reagiria. - Eu gosto de camas confortáveis. 

- Excelente. - Com uma mesura, ela se virou e saiu para o corredor.

Camila suspirou e caiu de volta sobre os travesseiros. Ser charmosa era um desperdício com aquela mulher - uma pena, pois ela era bem bonita. Ainda assim, estava se sentindo um pouco menos hostil em relação a ela,provavelmente porque tinha conseguido enrolá-la no dia anterior. 

- Nós nos veremos no jantar - a voz dela ecoou, do outro lado do corredor.

Camila franziu as sobrancelhas e se sentou na cama, em dúvida sobre se havia ouvido direito.

- O que a senhora quer dizer? - perguntou ela em voz alta, levantando-se da cama e indo em direção à porta. Lauren reapareceu na entrada do quarto e ela parou. - O que a senhora quer dizer? - repetiu. - A senhora vem jantar aqui hoje à noite?

Ela a olhou com surpresa.

- Claro, e também a maioria das outras noites. Afinal de contas, eu vivo aqui.

- O quê?

- Sim. - Lauren fez um gesto em direção ao corredor. - Meu quarto fica bem ao lado do seu. Eu não lhe disse isso ontem?

- Não - respondeu Camila, sentindo o desânimo tomar conta dela. - A senhora deixou de mencionar isso.

Ela removeu um fiozinho imaginário de uma manga.

- Que negligência da minha parte. Peço desculpas.

- A senhora fez isso de propósito - acusou ela, cruzando os braços e olhando-a com raiva. - A senhora mentiu para mim.

Ela pôs a mão sobre o coração.

- Miss Cabello, a senhorita me magoa acusando-me dessa forma. Mesmo eu, como... quais foram mesmo as suas palavras? - Ela fez uma pausa de um segundo. - Ah, sim. Como uma mulher forte e poderosa que sou, também tenho as minhas sensibilidades. Eu não minto. 

Os olhos de Camila se estreitaram. Ela a tinha manobrado com a conversa sobre as outras chaperons, fingindo estar levando em consideração os desejos dela e deixando-a escolher, quando pensava o tempo todo em mantê-la naquele lugar. Como uma tola, ela tinha caído direitinho na armadilha. 

- Me enganou, então - corrigiu ela. - A senhora prefere esta acusação?

- Qual seria o propósito de eu enganá-la para que a senhorita viesse viver aqui e não em outro lugar? 

- Para a senhora ter certeza de que eu vou me comportar, claro.

- Que excelente teoria! - Ela sorriu, nem um pouco envergonhada de tê-la enganado, e o sorriso era tão irritante, tão satisfeito de si, que Camila não o suportou.

- De todas as coisas tortuosas que a senhora faz... a senhora, a senhora, oh, a senhora...

- Ela se interrompeu, tentando pensar em algum insulto que a satisfizesse. Apesar de falar quatro línguas, apenas uma delas era suficiente para expressar sua opinião sobre ela naquele momento. Ela disse, em italiano - Tu, furbo bastarda manipolatore! 

- Sou obrigada a protestar. Astuta e manipuladora eu posso ser, mas garanto à senhorita que meus pais estavam casados havia um ano inteiro antes de eu nascer. - Ela se inclinou. - O jantar é às sete horas. Como minha sobrinha de dez anos estará conosco, sugiro que a senhorita use algo um pouco menos... - os olhos verdes cinzentos e frios mergulharam no corpete dela sem nenhum traço de interesse pelo seu corpo - ... menos revelador. 

Antes que ela pudesse dizer mais uma palavra, Lauren fechou a porta.

- Oh! - Camila ficou olhando fixamente para a porta, ultrajada com o fato de aquela mulher insuportável ter levado a melhor sobre ela e com a forma ardilosa como fizera isso.


Notas Finais


Camila se acha esperta mas não conhece Lauren Jauregui ahsuhzua


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...