História Nota Zero - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens I'M, Joo Heon
Tags Changkyun, Jooheon, Jookyun, Monsta X
Visualizações 274
Palavras 1.123
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


kk eae men
ah gente sei lá eu tava louca e dessa vez não foi porque eu perdi aposta não, foi de livre e espontânea vontade lol
lá estava eu plena nas internet da vida quando eu vejo uma menina em prantos porque tinha tirado nota baixa. me deu vontade de ir la consolar ela, mas a minha vergonha nao deixou e eu me arrependo muito :( bom, espero que ela leia isso algum dia (e todos que estiverem passando por esse tipo de pressão também) e se sinta melhor. eu achei que esse tema combinava muito com a amizade e o apoio surreal que jookyun tem um pelo outro, então deu nisso né;;; boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


 Jooheon estava sentado no chão do pátio, encostado na parede. Geralmente, ele gastava os seus preciosos quinze minutos de intervalo se empanturrando de açúcar jogado pelos cantos. Porém, a sua família tinha começado com uma frescura de vida saudável, então ele estava fazendo careta enquanto tentava empurrar aquele sanduíche feito de pão integral, ovo, tomate e queijo de ricota goela abaixo. Não era lá o melhor gosto do mundo, mas pelo menos era comida.

 Estava tão distraído pensando em como queijo de ricota tinha um gosto esquisito que mal percebeu quando Changkyun chegou e sentou no chão do seu lado, em prantos e olhos cintilando desespero com a mochila nas costas. Só foi realmente perceber a presença do amigo quando ele deu um espirro alto, seguido de uma tosse por causa da gripe forte que pegou há uns dias. Com isso, ele decidiu que saber o que Changkyun tinha era mais interessante do que ricota com ovo e jogou o resto do sanduíche no lixeiro que estava não muito longe dos dois. — Tudo bem, Kyun?

 — Não, a minha vida ‘tá uma merda. — o mais velho ficou preocupado ao perceber a voz chorosa de Changkyun, dando um suspiro logo depois. Não era sempre que Changkyun decidia se abrir e falar sobre a própria vida, então Jooheon aproveitava todas as vezes que ele se sentia confortável para conversar. Ele só não esperava que, dessa vez, fosse ser em pleno intervalo. Jooheon era do terceiro ano e Changkyun do segundo, então não poderiam nem levar a conversa para dentro da sala de aula mais tarde.

 — Não fala assim. — acontece que ele também não era lá a melhor pessoa do mundo para consolar os outros. Às vezes, pensava que aquela amizade era frágil: Changkyun era recluso e Jooheon não tinha aspectos comunicativos. Mas só às vezes, até porque os dois se conheciam há tanto tempo que a falta de comunicação já havia deixado de ser um obstáculo. — O que aconteceu?

 Enquanto Changkyun procurava as palavras, Jooheon tirou uma Tortuguita — que tinha trazido sem ninguém saber, fugindo dos olhares afiados dos seus pais, que não estavam mais dispostos a aceitar as suas besteiras preferidas em casa — amassada do bolso e começou a fazer o ritual, comendo primeiro as patinhas.

 — Sei lá, cara. Eu sou um lixo. — Jooheon se engasgou com o chocolate e tossiu várias vezes para se recuperar. Como ele tinha coragem de falar aquilo bem na sua cara? Quando já estava conseguindo respirar direito, Jooheon também jogou a embalagem no lixo e comeu a cabeça de chocolate da tartaruga antes de dar o corpo dela para o amigo.

 — Por que você acha isso?

 — Olha. — com a Tortuguita na boca, Changkyun tirou a mochila das costas e a puxou para o seu colo, tirando dela um papel que parecia ter sido amassado várias vezes. Entregou ele nas mãos de Jooheon, que franziu o cenho ao ver que era uma prova de Matemática.

 O zero mais redondo que já viu na vida, circulado várias vezes de caneta vermelha. O resto da prova estava cheio de rabiscos vermelhos também, mas ele não precisava de mais evidências para saber o porquê de o seu amigo estar tão pra baixo.

 — E daí? — agora, quem quase engasgou com o chocolate foi Changkyun.

 — E daí? — tomou a prova da mão de Jooheon, analisando o papel pela décima vez só naquele dia. Depois, amassou de novo e enfiou na mochila. — E daí que eu estudei para essa prova cinco dias antes e esperava gabaritar ela. Os meus pais vão me matar.

 — Vão nada. — aquilo podia não estar sendo de grande ajuda, só que Jooheon não sabia como fazer ele se sentir melhor. Se ele tirasse notas ruins sempre, seria um motivo verdadeiro para ficar deprimido e buscar melhorar, mas essa devia ser a primeira nota vermelha que Changkyun ia ter no boletim na vida dele. Ele só tirava notas de oito para cima e já estavam no quarto bimestre, Changkyun já havia completado a média de todas as matérias no terceiro.

 — Jooheon, cara, ‘cê não ‘tá entendendo. — o mais novo entre os dois estava quase arrancando os seus cabelos de nervoso. — É o meu primeiro zero! Como eu vou dizer isso para os meus pais?

 — Você vai pedir desculpas e dizer que vai se esforçar mais. — deu de ombros.

 — Não é tão fácil.

 — Changkyun, é fácil sim. — Jooheon deu uns tapinhas de conforto na coxa do amigo. — Se você quiser, eu posso até te ajudar.

 — Mas não é só isso. — quando terminou de comer o doce, Changkyun meteu a cara no meio das mãos e se segurou para não chorar. — Eu não vou conseguir me tornar um arquiteto se eu tiro zero em Matemática.

 — Kyun, uma nota baixa não é mais importante que a sua saúde emocional. — Changkyun já tinha começado a chorar e Jooheon não sabia o que fazer, então apenas puxou o amigo para mais perto e deitou a cabeça dele no seu ombro, deixando que ele chorasse o quanto quisesse. — Além disso, os seus pais é que querem que você seja arquiteto, né? — o mais novo assentiu com a cabeça, incapaz de falar alguma coisa. — Você não pode só deixar que eles te deem ordens sobre o seu futuro. Seus pais são seus pais, você é você! São pessoas diferentes! Você devia correr atrás do que gosta e não do que os seus pais te obrigam a gostar, cara.

 Changkyun ainda não tinha parado de chorar e provavelmente nem ia parar tão cedo assim. Jooheon sabia que o laço que ele tinha com a família era complicado; Os pais dele eram protetores até demais, ele mal podia dar um passo que eles já voavam em cima. Changkyun vivia para obedecer ordens desde sempre, sempre recusando convites para festas, jantares ou viagens por estar ocupado estudando. Convencer eles de que Changkyun tinha o direito de viver sua própria vida de fazer suas próprias escolhas podia ser difícil, mas Jooheon estaria sempre disposto para ajudar.

 — Eu não sei o que fazer. — choramingou, as lágrimas molhando a camiseta de Jooheon. Ele mal se importava, apenas fazia um carinho no cabelo do mais novo.

 — Está tudo bem em estar confuso, Kyun. — enxugou as lágrimas que escorriam pela bochecha de Changkyun, tentando passar todo o afeto possível. — Eu vou estar aqui sempre que você precisar, ‘tá bom?

 E os dois sabiam que aquilo não se limitava apenas a consolos depois de notas baixas. Um sempre fazia o possível para ajudar o outro, não importava a situação nem as consequências. Changkyun assentiu de novo, sorrindo no meio da bagunça de lágrimas. — ‘Tá. Obrigado. Eu te amo.

 Jooheon sorriu quando Changkyun voltou a chorar no seu ombro, sensível demais por causa da conversa. — Eu também te amo, cara.


Notas Finais


melhor uma pedra no caminho que duas no rim bebam água
http://sassypotatoss.tumblr.com


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