História Notas de amor - Capítulo 30


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Categorias Originais
Tags Amor, Amor Proibido, Drama, Infidelidade, Notas De Amor, Romance
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Palavras 1.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei, mas estou de volta. É que juntou falta de tempo e falta de ânimo, aí eu demorei trazer a continuação, mas não irei abandonar vcs. Desculpa a demora.
Bjs e boa leitura!!!

Capítulo 30 - Seria um aborto?


Milena narrando

Minha colega de trabalho continuava enchendo minha paciência dizendo que eu deveria me consultar com um obstetra. Então para ver se ela parava de encher minha paciência que estava cada vez ficando mais curta, acabei faltando à faculdade para ir me consulta e ver como o bebê estava, de quantas semanas eu estava grávida e fazer o pré-natal.

Quando cheguei a clinica aguardei um pouco e logo fui atendida pela médica que me recebeu em seu consultório com um largo sorriso, eu sorri de volta me sentindo desconfortável e falsa. Depois de alguns questionamentos a médica me examinou, fez o ultrassom e para meu susto a obstetra me informou que eu estava de três semanas, disse que o bebê estava bem. Ela me deu os parabéns, parabéns que no fundo eu não queria receber, fiz de tudo para não transparecer sinal de insatisfação.

Sai de lá ainda mais perturbada e imaginando o que eu poderia fazer. As coisas não poderiam continuar daquele jeito ou então todos a minha volta descobririam que eu estava grávida se eu deixasse essa gravidez prosseguir. Pensei comigo: “Sou dona do meu destino ou não? Então tenho que da um jeito nisso o mais rápido possível.”

Ao chegar a casa comecei a pesquisar de todas as formas algo que eu pudesse fazer para interromper essa gravidez sem deixar rastro, sem que ninguém desconfiasse. No primeiro instante pensei em uma clinica de aborto, mas temia que Adrian descobrisse. Depois veio em mente comprar um remédio abortivo o famoso cytotec, só que o medo de comprar esse remédio falsificado era estremecedor. Depois de muito pesquisar encontrei um fornecedor que parecia confiável, fiz o pedido pela internet e além de pagar caro pelo remédio tive que pagar uma quantia a mais para entregarem o remédio com urgência.

Mais tarde quando estava chegando à hora de ir para a aula de canto fui tomar banho e pedi para Adrian me levar à aula, porque eu não estava me sentindo muito bem para ir dirigindo sozinha. Assim que ele me deixa na escola de música vejo que Nicolas também estava chegando, então deixo ele ir na frente, enrolo um pouco dentro do carro porque não querei trocar palavra com Nicolas. Depois de alguns minutinhos me despeço de Adrian e entro pelo portão da escola de música. Para minha surpresa havia uma nova professora, sinal que o nosso baixo assinado tinha sido correspondido, Noelha não voltaria mais da aula para gente. Pelo menos uma noticia agradável naquele longo dia.

Nicolas narrando

Hoje liguei para Lilian e perguntei se ela sabia de algo, se Milena estava me escondendo alguma coisa que eu deveria saber. Lilian me respondeu que não podia dizer nada e que a única coisa que podia me alertar era para eu poder ficar atento aos sinais. Eu sabia que pela atitude de Milena aí tinha coisa e mesmo que ela não quisesse me contar eu descobriria.

A primeira coisa que eu fiz quando terminou a aula de canto foi cercar Milena na saída, e perguntei se ela estava satisfeita com a troca da professora, fiz a pergunta na intenção de puxar assunto com Milena. Ela respondeu que sim, que estava satisfeita e virou as costas para mim, puxei seu braço e disse que tinha alguns questionamentos para fazer a ela. Milena começou a sacudir os braços fazendo escândalo para que eu soltasse seu braço, em meio aquela cena que ela fazia fiquei constrangido e acabei soltando, deixando-a ir.

— Deixa a garota em paz. — percebi que era o idiota do Adrian vindo em direção ao corredor.

Passei por ele sem falar nada, fazendo de conta que não havia escutado o que ele tinha dito.

— Você é surdo? — ele agarrou a gola da minha camisa me empurrando — Vive indo atrás da garota dos outros!

Quando me dei conta já tinha dado um soco na cara daquele imbecil o fazendo ficar ainda mais valente. Eu o ignorei indo embora e deixando ele ali no corredor sozinho. Eu não estava a fim de causar alvoroço por causa de um garoto que se achava o cara, não valia apena brigar com aquele moleque.

(...)

Milena narrando

Pela manhã a empregada me disse que havia chegado uma pequena caixa que estava em meu nome. Tomei a caixa das mãos dela e disse que era minha encomenda feita pela internet. Fui para o quarto e abri a caixa de papelão, retirei dali a caixinha de remédio, li cuidadosamente a bula e conclui que esse seria o dia e o momento ideal para fazer o aborto, já que Adrian só chegaria em casa de noite.

Conforme dizia a bula coloquei quatro comprimidos sublingual e deixei os dissolver, após 30 minutos coloquei mais dois compridos. Passou algumas horas e até agora eu não estava sentindo nada, pensamentos começavam a rondar minha cabeça.

“E se não funcionar! As horas estão passando e nada. Tem que funcionar antes que Adrian chegue e perceba tudo.”

As mãos suavam frias, a angustia de estar sozinha nessa situação me assolava, em meu coração só tinha confusão de sentimentos. Não podendo mais controlar as lagrimas começaram a rolar silenciosas pelo meu rosto.

Depois de deitar e rolar na cama de um lado para o outro de preocupação, comecei a sentir algumas cólicas que foram aumentando. Percebi sangue escorrer pelas minhas pernas, então levantei da cama e segui para o banheiro do quarto. Eu sentia meu útero se contrair e comecei a perder cada vez mais sangue, atrevendo a olhar para o sanitário vi uma pequena bola de sangue, parecia mais o feto que tinha acabado de ser expelido.

Já estava tarde e Adrian logo chegaria, enquanto isso eu me contorcia dentro daquele banheiro sujo de sangue. Gemendo de dor, limpei o banheiro para não deixar rastros, dei descarga no sanitário levando embora aquilo que parecia me trazer problemas. Na tentativa de acabar com as cólicas tomei alguns remédios que de nada ajudaram.

— Abra a porta.  — dizia Adrian.

Destranquei a porta tentando parecer o mais natural possível.

— O que você estava fazendo aí trancada? Joana me disse que você passou praticamente o dia inteiro dentro do quarto. — Adrian da uma pausa e olha bem para o meu rosto que já havia denunciado tu. — Está tudo bem? Parece que você andou chorando.

— É só uma cólica que insiste em não passar. — respondi

Quando fomos dormi eu não conseguia, a dor falava mais alto e a perda de sangue parecia ser fora do normal.

— Ainda está com cólica?

— Sim.

— Desse jeito vou ter que te levar no médico.

Adrian me levou para o hospital, eu estava com muito medo que descobrissem que se tratava de um aborto. O médico perguntou o que eu estava sentindo e eu disse que era uma forte cólica menstrual. Examinando-me ele disse que não parecia ser isso, mas sim um aborto mal sucedido. Com os interrogatórios do médico ficou difícil mentir e acabei entregando tudo.

O médico informou que ainda tinha resto do feto no meu útero. Passei por uma cirurgia para terminar de tirar o feto, em seguida ele me medicou e começou com seus sermões.

— Você sabe que o aborto aqui no Brasil é ilegal e que posso denunciar você. Pra que você foi fazer isso?

— Pelo simples fato de não aceitar. — respondi

Adrian narrando

Enquanto isso eu aguardava Milena na recepção. De repente vejo o médico que havia atendido Milena, ele estava no corredor e perguntei o que Milena tinha. O médico me respondeu que se tratava de um aborto mal sucedido.

— O quê? — perguntei sem acreditar no que ele tinha dito.

O médico começou a contar que Milena tinha induzido o aborto com um medicamento.

— Casal de jovens imprudentes! — disse o médico para mim.

Pela forma que o médico disse ele estava achando que eu era pai do bebê. Balancei a cabeça em sinal de negação e ódio.

— Posso denunciá-los. — ele começou com chantagem

— Você quer quanto para manter essa sua boca fechada?

— Meu silencio é caro e não pense que é comprado com dinheiro.

— Vamos, diga-me quanto você quer. Você aceita dois mil? — ofereci dinheiro ao médico, mas ele nada disse — Quatro mil? — e o médico continuava quieto — E cinco mil?

— Digamos que eu aceito.

Fechamos naquele valor, depois de alguns minutos Milena saiu do consultório. Aquela descarada teve a ousadia de mentir para mim, estando grávida de outro.

Milena narrando

Eu havia perguntado ao médico se ele iria me denunciar e ele disse dando um sorriso cínico que eu poderia ficar tranquila porque não me denunciaria. Sai de seu consultório achando que Adrian não sabia de nada, entramos no carro e logo ele começou com acusações.

— Eu sei de tudo sua vadia, sem vergonha. Estava tendo um caso com Nicolas pelas minhas costas e agora estava grávida dele.

Permaneci calada, afinal eu já estava começando a acreditar que eu não prestava. Do hospital até em casa escutei xingamentos, ofensas e não aguentando mais gritei.

— Chega!

— Você tem aguentar, agora tem que aguentar. — Adrian estava dirigindo em alta velocidade me deixando com medo de que aconteceria o pior.

Ao chegarmos em casa Adrian me levou até o quarto e apontou para minhas roupas dizendo para eu fazer minhas malas, pois a partir daquele momento ele não me queria mais dentro de sua casa. Enquanto eu arrumava as minhas coisas ele veio até o quarto me chamando para assistir algo. Conectou um pen drive no notbook e me arrepiei toda, era o dia que eu tinha ido à casa de Nicolas.

— Está vendo? Eu tenho provas.

— Não quero assistir isso. — eu disse me levantando.

— Há mais vai assistir sim. — ele disse nervoso me sacudindo.

Adrian começou a pular as partes da gravação e foi direto ao ponto, onde eu estava tendo relações sexuais com Nicolas.

— Quero que você veja isto. — apontou para tela do notebook — Essa sua pouca vergonha. Desde muitos meses eu já sabia desse seu casinho. Eu só estava esperando o momento certo pra esfregar isso na sua cara.

E começou a dar tapas no meu rosto.

— Para, para Adrian... — eu gritei chorando e soluçando.

Os vizinhos com certeza já deviam ter escutado nossa briga. Depois de ter se acalmado um pouco Adrian disse para eu ir embora quando o dia amanhecesse, pois já estava de madrugada. Assim que ele saiu do quarto peguei aquele pen drive nojento e vulgar, pen drive que estava acabando com minha imagem, pisei nele todo e joguei no sanitário dando descarga.

 



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