História Notas sobre ela - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui, Lésbica
Exibições 53
Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello guys!
Leiam as notas finais, please. 💖

Capítulo 6 - Inevitabilidade


Fanfic / Fanfiction Notas sobre ela - Capítulo 6 - Inevitabilidade

     Notas sobre ela: num céu cheio de estrelas, ela é a que busco todas as vezes que resolvo olhar para o alto.



      Camila

     Parei bruscamente na frente da casa de Lauren. Meu coração bombeava adrenalina pura para o resto de meu corpo. A agitação era tanta que demorei para sentir o aperto quase sufocante ao redor de minha cintura.

     Repousei a mão por cima das suas que formavam um nó. Meu sangue subitamente voltou ao fluxo normal.

- Lo... - murmurei calmamente, usando a mão livre pra tirar o capacete e pendurá-lo no guidão da moto. Fiz uma leve pressão em seus dedos - Nós já chegamos.

O aperto diminuiu gradualmente. 

Minhas botas fizeram um ruído surdo quando saltei para o chão. Observei a garota paralisada. Seus cabelos estavam encantadoramente arrepiados por conta da breve viagem, sua pele mais pálida que o normal estava rosada nas bochechas. Ela parecia prestes a desmaiar, mas quando considerei ajudá-la, Lauren passou a perna por cima da moto e saltou graciosamente para o chão. 

- Do que você me chamou? - indagou com a voz falhada.

Franzi o cenho sem entender. Sua cabeça pendeu para o lado, uma mecha de cabelo colou-se aos lábios rosados.

- Sabe, quando chegamos. - insistiu retirando o cabelo do rosto com um gesto lento - Você me chamou de Lo.

Soltei o ar que vinha prendendo e olhei ao redor nervosamente. 

- Eu... - comecei atordoada.

Lauren negou com a cabeça.

- Gostei desse apelido.

Nossos olhares se encontraram. Verde no castanho. Terra e grama. Tão costudaros quanto as raízes que se infiltram no solo. Havia um entendimento silencioso ali. Havia um "obrigado" e um "eu estou bem" saindo de sua imensidão, assim como eu sabia que haviam mil declarações saltando da minha.

- Que bom que está bem, Lauren - falei calmamente, apesar do temporal que me remexia por dentro.

- Graças a você, Camila.

Gostava da maneira com que ela se demorava em meu nome, prolongando as sílabas, saboreando as vogais. Um arrepio desceu por minha espinha.

- Foi sorte eu estar passando por lá. - murmurei simplesmente.

A garota assentiu.

- Posso pedir uma coisa? -perguntou hesitante.

Mordi o lábio inferior. Nos últimos quinze minutos quebrei boa parte das regras que colocara em mim mesma. Suspirei e concordei brevemente.

- Pode.

Lauren baixou o rosto.

- Pode ficar comigo até minha mãe chegar? - falou atropelando-se nas palavras. - Minha irmã foi dormir fora e eu...

- Lauren... - interrompi sacudindo a cabeça.

- Por favor, Camz - fez, e só então notei uma nota de desespero em sua voz - Eu não quero ficar sozinha.

Lancei um olhar para as janelas escuras de sua casa, e então para a esquina por onde acabara de passar de moto antes de voltar a encará-la. Seu olhar era uma súplica silenciosa. Suspirei, rendendo-me.

- Ok, Lauren. - disse em tom resignado - Eu fico com você até sua mãe chegar.

Um sorriso quase imperceptível iluminou seu rosto.

Droga, pensei comigo mesma, eu estou completamente ferrada.




Lauren

O filme na TV passava como um borrão diante de meus olhos. Tinha plena consciência da presença de Camila no outro extremo do sofá. Suas botas repousavam no chão, milimetricamente desalinhadas, enquanto seus pés vestidos com meias cor de rosa escondiam-se por baixo de seu corpo. A cor viva e alegre era uma bonita ironia, contrastando com o preto de suas roupas. 

Minha respiração falhou. Percebi que um sorriso de canto insistia em curvar minha boca enquanto eu, inconscientemente avaliava o perfil de Camila. Seus cabelos negros caiam na frente dos olhos, deixando-me ver apenas a ponta de seu nariz e os lábios entreabertos. 

Antes que eu pudesse me conter, estiquei o braço, e com um gesto lento, prendi as mechas atrás de sua orelha. Seu corpo estremeceu.

- Desculpe - murmurei quando ela se voltou para mim com uma expressão interrogativa - Eu... Queria ver os seus olhos.

Senti-me penetrada pelas profundezas castanhas.

- Está vendo agora - declarou simplesmente.

Como que puxada por magnetismo, deslizei pelo sofá até que apenas poucos centímetros nos separassem.

- Estou - concordei sentindo minhas mãos suarem. Esfreguei-as nervosamente em meus jeans rasgados. - Vejo seus olhos, mas não vejo quem você é de verdade.

Camila se agitou, mudando de posição. Seus olhos desceram para os próprios joelhos.

- Lauren, eu sou... Só uma pessoa normal. - ela riu nervosamente e voltou a me encarar, com uma barreira ainda mais espessa a proteger seu interior. - Não há muito para se ver aqui. 

Comprimi os lábios, frustrada.

- Eu queria saber como definir você. Queria encontrar a palavra certa, encaixá-la em algum lugar. É desconcertante não saber explicar as coisas. - Suspirei. Não conseguia conter a enxurrada de palavras que saltavam de minha boca. Não conseguia controlar meus batimentos cardíacos. Não conseguia entender o motivo de meu estômago parecer flutuar alto no céu. Não conseguia controlar porra nenhuma quando ela estava por perto.

Fitei minhas mãos, unidas em um nó apertado em meu colo. Respirei fundo algumas vezes. 

- Lo... - chamou com a voz falhando.

Ergui os olhos. Os dela brilhavam com algo que eu não conseguia reconhecer. Derreteram-me por inteiro.

- Tem coisas que não podem e nem devem ser explicadas - murmurou roucamemte.

Mordi o lábio inferior. Ela acompanhou o movimento com os olhos. Senti minhas entranhas se contorcendo quando percebi o que meu coração desejava naquele momento. Ele queria sentir os lábios da garota, queria provar-lhe o gosto adocicado e experimentar a sensação de seus dedos a baguçarem-me os cabelos. Eu queria desesperadamente que Camila me beijasse.

Meu rosto se moveu sem que eu pudesse perceber ou evitar. O dela permaneceu onde estava, sem se aproximar ou afastar. Encarei seus lábios, a língua que os umedecia e o leve tremor de seu queixo. Minha mão repousou em sua coxa, fazendo uma leve pressão quando nossas respirações pesadas se misturaram. Fechei os olhos. Faltavam poucos centímetros...

O som de chaves na fechadura fez com que meu corpo se projetasse para longe. Voei para o outro lado do sofá, e Camila se levantou de um salto.

- Filha? Está em casa? - gritou minha mãe do hall de entrada.

Tratei de controlar minha respiração.

- Aqui, mãe - gritei de volta.

Os passos de Clara se aproximaram pelo corredor. Camila, que permanecia estática como se tivesse tomado um choque, virou a cabeça na direção do som.

- Ah, olá! Quem é a sua amiga? - Clara andou simpaticamente até Camila, depositando um beijo em sua bochecha. 

Levantei-me também.

- Essa é a Camila - apresentei, alternando o olhar do rosto sorridente de minha mãe para o assustado de Camila - Falei dela pra você, lembra?

As sobrancelhas da garota se arquearam. Corei fortemente.

- É um prazer conhecê-la, Sra. Jauregui - cumprimentou, estendendo a mão para minha mãe.

Um aperto de mão breve foi trocado.

- É um prazer conhecê-lá, querida. Mas por favor, me chame só de Clara. Senhora me faz sentir um dinossauro.

Camila riu e assentiu.

- Como preferir, Clara. 

Mamãe soltou a bolsa no sofá e rumou em direção à cozinha.

- Vai ficar para o jantar, Camila? - indagou parando antes de sumir em um corredor. - Vou fazer batatas assadas.

Meu coração se agitou. Ela bem que poderia ficar para o jantar...

- Ah, eu realmente preciso ir - declarou, sentando no sofá e começando a calçar as botas. Engoli em seco, desapontada - Meus tios devem estar se perguntando onde estou.

- Tudo bem, mas apareça sempre que quiser!

Clara se afastou cantarolando. Observei enquanto Camila colocava os sapatos com um aperto no peito. Nossos olhos se encontraram quando ela se pôs de pé. 

- Camz, eu...

A garota sacudiu a cabeça, impedindo-me de continuar.

- Não fala nada, por favor - pediu em tom fraco. Havia dor ali. Eu não entendia... Por que ela estava agindo assim? Eu podia jurar que ela queria me beijar tanto quanto eu queria beijá-la. Podia jurar que era o que seus gestos pediam. A possibilidade de eu estar enganada me corroeu por dentro.

Baixei o rosto. Uma tonelada de preocupações se instalou em meu peito. Senti vontade de gritar. Pedir que ela ficasse por mais cinco minutos. Qualquer coisa...

- Eu realmente preciso ir - repetiu sem emoção alguma.

Assenti minimamente.

- Eu te levo até a porta...

- Não precisa - retrucou - Eu lembro do caminho.

Trinquei os dentes e senti meu estômago afundar. Balancei a cabeça mirando fundo em seus olhos. Ela imitou o gesto. Nos encaramos por breves segundos. Quinze. Vinte e então trinta.

Camila se virou sem pronunciar uma única palavra. Afastou-se a passos lentos, como se quisesse que eu a impedisse de ir. Eu queria impedi-la. Chamar seu nome e me permitir afundar em seu abraço por mais alguns minutos. Mas apenas observei os contornos e curvas de seu corpo até que ela desaparecesse por completo.

- Sua amiga já foi? 

Pisquei, desviando os olhos do lugar onde ela estivera segundos antes. Concordei mecanicamente.

- Ah, que pena... O que acha de suco de laranja pra acompanhar as batatas?

Sua voz soava distante. Precisei de algum tempo para assimilar.

- Está ótimo.

Quando fiquei sozinha, deixei-me cair no sofá ainda quente por conta do corpo que repousara ali. Fechei os olhos e massageei minha têmpora.

Lembrete mental: eu odeio vê-la ir embora.




Camila

Fechei os olhos, inclinando a cabeça para o lado para que a água quente atingisse a lateral de meu pescoço. Sentia-me febril. Lauren deixava-me febril. Não só pelo fato assustador de que eu sentia o constante impulso de devorar-lhe os lábios cheios e rosados a cada segundo em sua presença. Sentia-me febril por perceber o quão próximo seus olhos estavam de desvendar-me, por perceber o quão vulnerável eu era a ela.

Eu já fora vulnerável uma vez. E foi o bastante para que eu tomasse consciência de todos os motivos para não deixar que isso se repetisse. Vulnerabilidade vinha acompanhada de dor. Vulnerabilidade era uma coisa ruim.

Contudo, sentia como se a vida estivesse conspirando contra mim. Por que ela estava em todos os lugares? Por que era tão difícil resistir a ela?

A inevitabilidade da situação fez com que algumas lágrimas se misturassem à água que escorria de meus cabelos. 

Aquilo não podia acontecer. Eu não conseguiria suportar outro coração partido. Ainda não conseguira colar todos os cacos que restaram do meu.

Passei a mão por minhas pernas, sentindo as linhas em alto relevo. 

Engoli em seco. 

Nem todas as cicatrizes haviam se fechado. Eu não estava pronta para abrir novas naquele momento.




Notas Finais


Então, dei uma sumidinha né? É que falta pouco tempo pro fim das aulas e a loucura das provas tirou toda a minha inspiração pra escrever. Mas agora juro que vou ser mais rápida.
Pra compensar, vou postar de novo ainda essa semana, fiquem atentos!
O que acharam do capítulo? Devem estar me odiando. Não hesitem em comentar, eu amo saber o que vocês acham do desenrolar da história.
Até logo!
- A 💗


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