História Notes n' Words - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Suga, Sugav
Exibições 18
Palavras 900
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi..
Então, é, é bastante pessoal. Mas sabe quando você sente que, se não postar, não vai conseguir nem dormir? Pois então.
Drama queen is back, comemorem.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


“Another song for you, about your love

‘Cause you love the me

That’s full of faults.”

 

O café está estupidamente frio, é a primeira coisa que eu consigo pensar quando tenho a xícara em mãos. Tudo bem, eu penso. Eu sempre gostei de iced coffee, e é exatamente por isso que pedi. Tento tomar um longo gole, mas o gosto me faz querer vomitar, então eu desisto e simplesmente devolvo a xícara, cheia, à mesa. É difícil entender as coisas desde que você se foi, Yoongi. Eu não ando sendo eu mesmo, e acho que detesto iced coffee.

Desistindo, chamo a garçonete novamente, dessa vez pedindo um expresso quente. E quando o pedido chega, e está em minhas mãos, eu desmorono. É isso. Suas mãos eram tão quentes, Yoongi... E eu sinto falta, da temperatura confortante que você tinha. Resolvo tomar tudo em um gole só, ignorando a falta de açúcar, e ignorando o ardor que nasce em minha garganta pelo líquido quente demais, que devia ser consumido em pequenos goles. É que eu nunca consegui te amar de pouco em pouco, droga. Sempre foi muito. Uma xícara quente atrás da outra. E ardia como o inferno também, e era igualmente amargo, mas eu sempre gostei de qualquer coisa vinda de você.

Tenho certeza de que uma cafeteria não é o melhor lugar para escrever (mais) esta carta, mas ultimamente essa urgência de escrever sobre você me consome, e eu cogito seriamente o quão ferrada está minha carreira como escritor, porque tudo tem você, cada palavra é sobre você.  E é ainda mais ridículo, porque eu nunca vou te entregar essa carta, mesmo que você esteja sentado na mesa da frente, sorrindo como se não soubesse que eu estou aqui, no canto, segurando as lágrimas como o grande fraco que eu sou. E, sabe? Talvez você realmente não saiba, porque eu conheço esse teu sorriso, garoto. É o sorriso que você dá quando está em paz perfeita, sem nada circulando sua cabeça e te deixando nervoso. E eu até ouso sorrir um pouquinho, mas as lágrimas voltam a lutar comigo assim que meus olhos seguem os seus, achando o rosto bonito para quem você direciona esse sorriso, como se meu próprio corpo quisesse me lembrar que não era pra mim. Não era eu ali.

E eu me pergunto, Yoongi. Eu me pergunto tanto que sequer lembro-me do quanto minha língua queima pelo café tomado às pressas anteriormente.  Ele sabe lidar com seu ciúme? Ele consegue te tocar do jeito que você precisa? Ele é mais decidido, mais consciente, mais paciente, menos carente, menos... menos eu? E eu tenho quase certeza de que todas as respostas se resumem em um “sim” doloroso, porque é com ele que você toma essa droga de café que você sempre odiou, e que nunca tomou comigo. Talvez eu odeie café, Yoongi. Talvez eu odeie, porque eu não consigo odiar você.

Olho para o pedaço de torta que eu pedi assim que cheguei, e entendo que eu não vou conseguir comer tão cedo. Quando foi a última vez que eu me alimentei, afinal? Eu não tenho tomado nada além de café, e, bem, acho que este é meu fim. Penso em tudo que gosto, em morangos, em sorvetes de uva, em chocolate, mas não é isso que eu quero. Eu me alimentava do seu amor. Eu comia, bebia, respirava e sentia-o, e estava tudo bem, tudo tão bem...

Então eu desisto novamente. Não do café, ou da torta, mas de estar consciente. Foi uma péssima ideia ter vindo te ver, porque você não precisa me ver, por isso tento sair sem que seus olhos me captem. Mas eles não iriam, nem se eu houvesse gritado o seu nome durante todo o trajeto até a porta, porque você está ocupado demais o olhando, a obra de arte em forma de garoto que conseguia tomar a droga do iced coffee sem maiores problemas. E eu nunca fui arte, Yoongi, eu sempre fui o caos. Eu nunca tive traços perfeitos para te exibir, ou uma personalidade calma que te faria parar num museu e me assistir por horas. Minha exposição não era nada além de monocromática e confusa, e eu entendo que você tenha a dado por terminada antes de sequer terminar de ver todos os quadros.

Ainda são três da tarde, o sol ainda reluz a aliança dourada e solitária em meu dedo, e eu sorrio ao lembrar que não havia nenhuma igual em seu dedo. Não havia o porquê de ter, não comigo. Meus pés me levam automaticamente para o local mais reservado dali, um beco qualquer, e como o bom mendigo de amor que sou, me sento no chão sujo e retiro o baseado do bolso, ajeitando a seda ao redor da erva em abundância para então acendê-lo. E o isqueiro deixa tudo quente de novo. Minutos depois, eu já estou desesperado, porque nada parece fazer efeito, nada. A única coisa que consegue me tirar dessa merda de realidade é você, Yoongi, mas você não me vê, não mais. O gosto da maconha em minha boca é tão escroto quando as mentiras que você me contou, e tão viciante quanto.

Eu odeio ficar drogado, Yoongi. Eu odeio beber, eu odeio escutar músicas, eu odeio café, eu odeio tudo.

Menos você.

E, que pena, porque você é a única coisa dentre essas que eu não posso ter.

 


Notas Finais


That's it, folks.
Qualquer erro, me perdoem.


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