História Nothing bad will happen, right? - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 23
Palavras 2.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~Lostshadow🐾

Capítulo 10 - > T E N < -


P.O.V Yumi

 

Após desligar o telefone, eu o joguei na cama e cruzei meus braços, mas permaneci calada. Conseguia sentir o olhar de Namjoon sobre mim e isso fez minha respiração começar a falhar. O que eu deveria dizer? O que eu deveria fazer?

- Então... Tudo isso realmente aconteceu? - Ele perguntou, mantendo seu tom de voz firme e assustador.

- Sim. Por que?

- É que... É muita coisa ruim para entender.

- Você não precisa entender absolutamente nada, você não é nada dela. - Respondi, mantendo meu tom de voz frio e meu olhar longe dele.

Não é que eu tenha pegado pesado demais, é só que... Eu não suporto mais ninguém querendo opinar sobre a vida dela, querendo entendê-la como se fosse um monstro. Não é difícil entender, ela é apenas mais um ser humano normal que, por azar, sofreu com o mal puro de cada um. Ela não é um monstro e, por mais que eu a xingue de qualquer coisa, ela nunca será alguém ruim pra mim.

Não importa o que ela fez ou tenha deixado de fazer.

- Você precisa sempre ser tão fria assim?! O que eu te fiz?! - Ele falou indignado e se sentou do meu lado naquela "cama".

- Me atropelou.

- Achei que já tínhamos passado a página desse acidente.

- Enquanto eu não melhorar, não irei esquecer.

Cruzei meus braços.

- Você é chata. - Ele virou de costas pra mim.

Apenas ignorei seu comentário e deitei minha cabeça em suas costas, ele querendo ou não. Estava preocupada com Sunhee, eu sabia que qualquer palavra errada poderia levá-la a um surto, mas eu não podia impedir de qualquer forma. Eu ainda estava presa em um hospital que cheirava mal, ainda mais com um cabeça oca idiota.

 

P.O.V Suga (Min YoonGi)

 

Eu a levei para o meu dormitório, ignorando qualquer um que perguntasse sobre nós dois ou sobre o que aconteceu. Quando chegamos, ela se afastou de mim e eu pude ver o seu rosto inchado pelo choro, o que mesmo doloroso, era adorável. Não faço ideia do porquê achar aquilo fofo, mas tudo bem, a vida que segue.

Ela parecia bem perdida, como se não soubesse o que deveria fazer. Por isso, retirei seu casaco, fechei a porta e a levei pro sofá, onde a mesma se sentou e se encolheu. Me sentei do seu lado, cruzei os braços e encarei a televisão, pensando em algo para quebrar aquele silêncio doloroso.

- Por que me trouxe aqui? - Ela perguntou.

Fiquei chateado por ter passado meia hora pensando num assunto dahora pra ela vir e falar algo logo antes.

- Pra me desculpar contigo. - Respondi.

- Pois me leve de volta, eu acho que não devo ficar aqui.

- Por que?

- Não acho que eu seja bem-vinda.

Ela deu de ombros, cruzou as pernas e abaixou sua cabeça.

- Yumi me contou sua história.

Foi aí que ela resolveu levantar a cabeça e finalmente me olhar. Eu não conseguia entender o que ela queria expressar, ela estava como... Como se estivesse morta. Estava pálida, sem nenhuma expressão.

- O que ela te contou?

- Quase tudo. Quer me contar o resto?

- Por que está insistindo nisso?

- Porque você é minha fã.

- E daí? Sou só uma fã, não sou especial.

- Você me deu amor por muitos anos e agora chegou a hora de retribuir. - Me virei pra ela e fiz a mesma me olhar - Eu posso ver as suas cicatrizes?

- Pra que tu quer ver, Yoongi? Você é mais estranho que eu. - Ela respondeu e fez bico - Não quero mostrar.

- Eu sempre consigo o que eu quero, sabia? Mostra logo, só estamos nós dois aqui.

Parece que aquilo realmente serviu para algo porque depois de uns cinco minutos pensando, ela virou-se de costas e retirou sua camisa, junto com seu sutiã. Em outro momento, eu até veria malícia naquela situação e a desejaria ali mesmo, mas não era hora pra tais pensamentos. Cada cicatriz que eu via tinha sua própria história, e pelo visto, eram muitas. Só as costas daquela garota tinha umas 20, o que era um fardo que ela teria que levar até o seu túmulo, infelizmente.

- Me conte a história de cada uma delas. - Pedi, enquanto passava as mãos por suas costas, fazendo carinho pelas cicatrizes - Mesmo já sabendo de algumas, eu quero entendê-las e ouvi-las vindo de você.

- Eu não quero fazer isso, Yoongi. Estou cansada e não quero te atrapalhar ainda mais.

Ela tentou se afastar, mas eu abracei sua cintura, a impedi de sair e a puxei para mais perto de mim.

- São só essas cicatrizes?

- Tenho algumas nas coxas.

- Mostre-as.

E ela o fez. Tirou seu short e deixou tudo bem visível, o que me deixou um pouco mais curioso do que eu já estava.

Acariciei as cicatrizes em suas coxas e pude perceber que ela reprimiu um gemido doloroso, como se estivesse prestes a chorar.

- Ainda dói, né?

Que pergunta, Min Yoongi.

Como você é jumento, parça.

- Por que queria vê-las? - Ela se encolheu nos meus braços, escondeu seu rosto no meu peitoral e fechou os olhos, provavelmente tentando manter a calma.

- Eu queria apenas conhecer um pouco mais da sua história. Pisei na bola com você, quero apenas consertar tudo. - Respondi enquanto acariciava seus cabelos.

Depois do que eu fiz para ela, aquilo era o mínimo que eu poderia fazer para acalmá-la, já que as garotas que iriam cuidar dela está presa com Taehyung e a outra no hospital.

- Quais são os seus planos pro futuro, Yoongi? - Ela perguntou, dando um completo fim no assunto anterior.

- Eu não tenho nenhum. E você?

- Acho que... Acho que também não. Você acha que Yumi está bem?

- Provavelmente sim, o Namjoon está cuidando dela.

- Mas foi ele que a atropelou.

- Pessimista.

- Yoongi, onde é o dormitório do Taehyung? Será que minha irmã ainda está lá?

- Bom, eu acho que sim. Viu o tanto de gente que estava procurando por eles?

- Vi, mas não acha melhor irmos chamá-los para ficar com a gente?

- Não, deixa eles sozinhos. Taehyung tá precisando comer umas minas mesmo, tô achando mesmo é que ele é viado.

Com esse comentário, eu ganhei um belo tapa.

Um tapa leve? Óbvio que não. É o Min Yoongi, ele sempre se fode.

Aposto que a marca da mão dela deve ter ficado como tatuagem no meu peito.

- Minha irmã NÃO é uma oferecida. Ela não vai dar pro Taehyung, entendeu?! - Outro tapa, desta vez na minha cara - Seu maluco.

- Pra quem estava triste até que você tem muita força, hein... - Fiz careta e a afastei - Não disse que sua irmã é oferecida, estou apenas falando de sexo sem compromisso. Apenas para se satisfazerem momentaneamente, entendeu?

- É mais provável a Yumi dar pro Namjoon do que minha irmã dar pro Taehyung, sabia?

- Por que?

- Porque o pecado da Yumi é luxúria.

- E o seu?

- Sabe que eu nem sei? Desconfio de avareza, mas meus pecados não são algo tão grandiosos assim... Acho que consiste em apenas um.

- Qual é?

- Ter apertado a mão do diabo. Muitas e muitas vezes...

 

P.O.V Yumi

 

Eu não aguentava mais ficar dentro daquele hospital e meus motivos eram simples:

 Ele tinha cheiro de defunto e aquilo me assustava.

 Eu não tinha nada pra fazer

Eu não tinha com quem transar.

Viver sem sexo pra alguém como SunHee era muito fácil, mas pra mim, era um pesadelo. Ninguém entenderá até que passe pelo mesmo problema que eu: sou ninfomaníaca.

Isso separou minha família, estragou amizades e acabou com relacionamentos, mas nunca me impediu de continuar do mesmo jeito. Eu já revirei todo o meu passado atrás de algum motivo para ser o que sou hoje, mas eu não encontro nada, absolutamente nada. Mas o pior é: eu não quero mudar.

Não importa como eu esteja ou onde eu esteja: machucada, doente, triste, feliz, cansada, sozinha, acompanhada, preocupada, no hospital... Eu sempre acabo me masturbando.

Pode parar de achar estranho. É bom, sabia?

E se acha que dessa vez eu vou simplesmente me segurar apenas porque tem um ídolo comigo, com certeza está errado.

Pessoas normais aguentariam, eu não.

Esperei ele sair para ir ao banheiro e apenas levantei aquela espécie de "vestido" que o hospital me deu, que aliás, não cobria absolutamente nada. Tirei o lençol de cima de mim, apoiei minhas pernas no colchão e comecei a dar a devida atenção para meu clitóris, que estava implorando por algo desde que acordei. Mesmo com tubos e agulhas enfiadas em meu braço direito, eu comecei a brincar com meus dedos na minha entrada, os colocando e depois tirando, o que me provocava risadas baixas e leves.

Achando que daria tempo de me aliviar antes mesmo dele voltar, eu não me importei muito, mas acabou que ele apareceu mais cedo do que eu imaginava que ele apareceria. Eu não me asustei, mas aparentemente ele sim, já que me olhava com uma expressão de aflição, parecendo até que viu um fantasma.

- Que foi? Até parece que nunca viu uma garota se masturbar. - Reclamei, sem parar de me tocar.

- Bom... Nunca vi uma toda fudida com um bando de tubo enfiado no braço ficar brincando de penetração. - Ele falava, "abismado" com tudo aquilo.

- E eu duvido muito que não queira me ajudar. - Falei manhosa, lançando uma carinha fofa de sofrimento pra ele - Oppa... Eu não sinto nada por você... Você também não sente nada por mim... Temos algo em comum, então acho que você pode vir aqui e me ajudar, certo?

- Claro que não garota. Fecha essas pernas e se ajeita, antes que mais alguém te veja assim. - Ele fechou a porta.

- Eu não ligo que me vejam assim, oppa... Se você não vier me ajudar, outra pessoa virá, então você vai ficar sem diversão nenhuma... - Gemi seu nome de propósito, do jeito mais manhoso que eu conseguia, o que pareceu mexer com ele - Do que você gosta? Daddy? Mestre? Só venha logo me ajudar, seu bastardo.

Bastardo...

Eu não sei o que essa palavra faz nele, só sei que depois daquilo, ele já estava me chupando.

Sexo sem compromisso nenhum não tem problema, certo? Bom, eu realmente espero que não.

Nem demorou muito, já que quando uma oral é bem feita, me fazem chegar no orgasmo rapidinho. Me ajeitei na maca, puxei Namjoon pela sua camiseta e fiz questão de apertar aquele volume na sua calça, que precisava ser aliviado de uma vez só.

Estranhamente, não falávamos nada durante aquela brincadeira, mas eu não precisava de palavras.

Eu era apenas uma fera precisando de comida. Quando não tem ninguém pra dar, ela mesma vai atrás e era o que eu estava fazendo.

Pra falar a verdade, aquela brincadeira não demorou muito e não foi nem um pouco significativa. Não irei sentir falta, não irei me lembrar e também não foi nada especial, então eu acabei não vendo aquilo como um problema.

E mesmo que fosse, foi um dos melhores problemas que já me meti em toda a minha vida.

 

P.O.V Rachel
 

Eu acabei ficando na casa de SunHee para contar para as outras o que estava acontecendo, já que foi Aimee que pediu. Hoseok acabou ficando pra dormir ali também, já que Jin não ficaria confortável em ficar em um ambiente cheio de garotas sozinho, o que sinceramente, agradeci ao bom Deus, já que internamente, eu queria mais um tempinho com o meu ídolo.

Enquanto Aimee ajeitava um canto para Jin e os mesmos conversavam por aí, eu e Hoseok ficamos na sala, falando sobre dança. Não, não era nosso único assunto, mas como era algo que eu queria me dedicar muito, acabou sendo nosso principal assunto, já que dança era algo que ele amava de paixão:

- Falta poucos dias para audições... Por que você não tenta? - Hoseok sugeriu.

- Acho melhor não. Tenho meus negócios, não tenho tempo.

- Não descarte isso ainda. Guarde esta opção e tente, vale a pena.

- Hoseok, é melhor não... Nem sei se sou boa. - Cruzei meus braços e suspirei.

- Pois dance uma música agora, eu irei te julgar.

Meu coração parou naquele exato momento.

Hoseok me julgando?!

E se eu não fosse boa o suficiente?!

Apenas respirei fundo, me levantei e dei uns quatro passos a frente, ficando um pouco mais afastada dele:

- Devo cantar também? - Perguntei.

- Sim, deve. - Ele cruzou suas pernas, mantendo toda sua atenção em mim.

Não era fã de me apresentar pras pessoas, mas engoli minha saliva e comecei a cantar Decalcomanie - MAMAMOO, uma música cujo eu estava viciada. Comecei com a voz trêmula e a dança meio travada, mas em pouco tempo, eu me soltei. Já havia esquecido que era Hoseok ali, me vendo, e estava tão envolvida na música que não percebi que agora Aimee e Jin também estavam me vendo.

Foi aí que comecei a pensar: Será que eu realmente deveria fazer aquele teste?


Notas Finais




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