História Nothing Like Us - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Yoonkookmin, Yoonmin
Exibições 59
Palavras 2.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Pessoinhas, muito obrigado pelos favoritos e comentários até agora
Não sei se ficou bom mas espero que aproveitem e desculpem aí qualquer erro ( ^ - ^) /

Capítulo 3 - Capítulo 3


Yoongi Point Of View 
Afrouxei minha gravata, olhei o relógio na parede e o mesmo já marcava 19:17. Suspirei, ainda faltava metade dos relatórios para revisar e isso vai só a noite toda, voltei minha atenção ao amontoado de papéis na minha mesa.

— Ainda trabalhando Sr. Min? - levantei minha cabeça e vi Hyuna entrando e fechando a porta atrás de si. Hyuna era uma ômega que trabalha como minha secretária, e pessoalmente só a voz dela me irrita. E pela sua cara e pelo tamanho do seu decote já sabia o que ela queria á essa hora.

— Sim, mas você não deveria. - voltei a analisar os relatórios e ouvi o som dos seus saltos se aproximando.

— Tem que descansar um pouco. - sua voz estava bem próxima ao meu ouvido direito e logo em seguida senti suas mãos em meus ombros.

— E suponho que esteja disposta a me ajudar não é? - me levantei andando para sua frente, fazendo-a bater de costas com a estante de livros que ficava atrás de minha mesa.

— Mas é claro que sim. - ela me olhou em pura luxúria mordendo o lábio inferior.

— Então guarde esses relatórios e você está dispensada amanhã. - me virei para o outro lado pegando meu paletó que estava na braço de um dos sofás, estes decoravam o centro da minha, mas estavam mais para eu poder cochilar durante o dia.— E não se iluda - abri a porta e a encarei, ela ainda estava parada a frente da minha estante — eu estava no cio , aquilo nunca mais vai se repetir. - sai da sala e fechei a porta. Tenho certeza que ela deve estar com bastante raiva agora, mas fazer o quê. São exatamente ômegas como ela que me fizeram perder o interesse em encontrar um parceiro. Não consegui encontrar um sem que seu real interesse fosse eu ser um lúpus, eu ser herdeiro de um dos milionários de Seul ou ambos.
Suspirei enquanto as portas do elevador fechavam. Já faz bastante tempo desde meus pais queriam armar esse encontro com Park Jimin, uns 3 anos mais ou menos, eu confesso que desde o começo neguei, mas eles insistiram demais, aí eu perguntei quantos anos anos o ômega tinha, e sem abalo nenhum me responderam "14", e foi aí que eu desisti de vez, me senti quase um pedófilo naquele dia, afinal se eu tivesse aceito seria mesmo, eu estava com 19 anos. Meus pais tem essa paranóia de ter netos o mais rápido possível, então há 1mês eles voltaram com esse assunto, foi uma semana, 1 fucking semana ouvido eles dizerem "Você já tem 22 anos", "Está mais do que na hora de encontrar um ômega ou até mesmo um beta", " Já está na idade de casar e assumir as responsabilidades de cuidar de uma família". Eu quase fiquei doido. Mas depois daquela sessão de tortura, eu concordei  desde que eles me garantissem que Jimin não estivesse sendo obrigado a nada.
As portas do elevador abriram e eu saí, caminhei pelo saguão e cheguei ao estacionamento, haviam poucos carros lá, e no meio deles minha querida e adorável CBR 650, com meu capacete ainda pendurado no lado direito do guido.
Coloquei o capacete, subi na moto e dei a partida. Acho que essa é uma das melhores sensações que já senti na vida, o vento batendo contra o meu corpo, dá uma sensação de liberdade incrível. Depois de 10 minutos cheguei na casa onde moro,e não, não moro com meus pais. É uma de classe média, nada daquelas casas exageradas que a dos meus pais, que dá pra morar gente de uma bairro todo. Depois de deixar a moto na garagem, retirei o capacete e o coloquei no guido novamente. Entrei em casa pela porta que dava acesso á garagem, indo atrás dos interruptores. Assim que todas as luzes já estavam ligadas, retirei meu paletó e logo em seguida minha gravata, deixando-os em cima do balcão que separava a sala da cozinha. E bem ao lado tinha uma panela vermelha  média, com tampa de vidro, e a frente dela havia um bilhete.
" É bom que tudo direitinho se não vai ficar mais branco do que já é!" Eu ri, é com certeza aquilo era do Jin-hyung. Fui até a janela da cozinha, que ficava na mesma direção da janela da casa ao lado, e abri. A casa também estava com a janela aberta e as luzes acessas.

— OBRIGADO OMMA. - gritei, só esperando ele
aparecer ali.

— Não tem mais o que fazer não? - Namjoon apareceu na janela com cara de tédio.

— Ô seu intruso não estraga o momento e sai daí que eu não tô afim de ficar olhando pra você não, Omma Jin é mais bonito. - apoiei os cotovelos no batente da janela, dando um sorriso malicioso.

— Acha mesmo que eu vou deixar que você fique flertando com meu namorado. - ele me olhou de volta com raiva.

— Engraçado que eu sou seu melhor amigo estrupício! - desmanchei o sorriso e o encarei como se óbvio. É incrível que graças a mim esse mal agradecido criou coragem para admitir que estava apaixonado por um beta.

— Jonnie deixe de ser idiota. Só ignora ele Suga, o cio dele está próximo. - Jin disse enquanto o abraça por trás.

— Sério que vocês vão conversar sobre isso pela janela.

— Ninguém te chamou aqui introsado. - fiz um sinal com a mão pra ele ir embora.

— Eu estou na minha casa seu tampinha. - ele rosnou pra mim? É isso mesmo que eu estou vendo?

— Não chama ele assim poste! - Jin deu um tapa no ombro dele.

— Eu sou seu namorado! Você  tem que me defender não ele! - é ele estava bem bravo.

— Você é o alfa aqui não eu. - Jin fez um bico e cruzou os braços.

— Credo vocês parecem um casal de velhos! - disse fazendo cara de nojo.

— E você não se mete! - Namjoon apontou pra mim e eu levantei os braços em sinal de rendição.

— Também amo vocês! - fiz um coração com as mãos e fui comer. Apenas peguei meus *hashis e a panela que Jin-hyung havia me deixado e fui para o sofá, logo em seguida meu celular estava vibrando indicando uma mensagem de Jimin.

"JM: Boa noite hyung!

—Boa noite Jimin-ah

Descansou bem?

JM: Sim

Desculpe hyung

—Você se desculpa demais.

JM: Tudo bem, prometo que vou parar.

Sobre amanhã, onde nós vamos?

—Onde você quer ir?

JM: Bom, tem parque não muito longe da minha casa.

Esquece

—Ué

Porquê?

JM: É um lugar simples demais

—E você acha que eu tenho de cara de gostar de lugares cheios de frescura?

Nós iremos a esse parque.

JM: Desculpe, só não achei que gostasse de lugares assim.

Aish

Já quebrei minha promessa.

— Haha

Que horas você quer ir?

JM: Ás 16:00

— Tudo bem.

JM: Tenho que ir Hyung

Até amanhã!

— Até amanhã."

~~ * - * ~~

Eu decidi vestir um all star branco, calça jeans clara, camisa branca e por cima uma camisa quadriculada azul. Peguei as chaves da moto e sai. A casa de Jimin era relativamente longe de onde eu morava, já que demorei 20 minutos pra chegar. Eu buzinei apenas uma vez e logo a porta foi aberta e Jimin apareceu. Ele usava tênis, uma bermuda preta que ia até os joelhos e uma camisa cinza.

— Boa tarde Hyung. - ele disse vindo até mim, sorrindo sem mostrar os dentes.

— Boa tarde Jimin-ah. - disse assim que tirei o capacete e desci da moto.

— Como eu enviei ontem, o parque não é longe então podemos ir andando.

— Claro, vamos. - coloquei o capacete no guido novamente, não acho que alguém irá roubar mesmo.

Foram poucos minutos, chegamos ao parque, haviam famílias, crianças, animais. Confesso que nunca fui muito de ir à parques então não sou muito acostumado com eles, mas Jimin parecia reprimir o quanto estava feliz por estar ali, era possível ver em seus olhos a saudade que estava desse lugar. Enquanto conversávamos encontramos uma sorveteria e como esse era objetivo do passeio, fomos até lá.

— Do que vai querer? - perguntei assim que chegamos ao balcão e logo um rapaz veio nos atender, pelo seu cheiro, um ômega.

— Chocolate.

— Então vai ser uma casquinha de chocolate e uma de flocos por favor. - Não demorou muito para o atendente  voltar com nossas casquinhas, e notei que na minha havia algo dentro do guardanapo de papel. Entreguei o de chocolate para Jimin enquanto começávamos a caminhar e fui ver o que tinha dentro do meu guardanapo, era um pedaço de papel com um número de telefone. Percebi que Jimin havia visto também e pareceu ficar meio triste, caminhamos mais alguns segundos e passamos por uma lixeira, aonde foi parar aquele papel.

— Porquê falou desse parque? - perguntei tentando fazê-lo mudar sua expressão.

— O quê? - ele pareceu surpreso com a minha pergunta.

— Esse parque, foi o primeiro lugar que pensou quando perguntei onde queria ir. Porquê? - perguntei e lambi meu sorvete.

— Eu vinha muito aqui quando era criança mas depois que tive o meu primeiro cio meus pais não me deixam sair sozinho então não venho tanto aqui. - ele respondeu olhando para um lugar onde crianças brincavam.

—  Eu gostei daqui. - disse simplista, como eu disse não sou acostumado com esses lugares mas este lugar tem áurea boa.

—  Eu fico feliz com isso. - ele sorriu e seus olhos formaram pequenos riscos, fiquei tão atento aquele simples detalhe e acabei não percebendo uma bola vermelha vindo em nossa direção mas acertando precisando Jimin, ele se desquilibrou um pouco fazendo com que desse um passo em minha direção e esbarrando o sorvete em minha acamisa.

— Me desculpe Hyung e-eu n-não - ele estava se desesperando.

— Jimin-ah calma. - eu disse em meu tom normal.

— Aish, como eu sou desastrado. - ele passou a mão livre no rosto e sua preocupação ficava visivelmente maior. 

— Jimin-ah está tudo bem. - coloquei minha mão direita em seu ombro esquerdo.

— Eu estraguei sua camisa Hyung me desculpe. - ele abaixou a cabeça.

— Jimin. - o chamei tentando fazer com que me olhasse.

— Desculpe. Desculpe. - ouvi ele sussurrar.

— Jimin. - segurei seu rosto com as duas mãos, forçando-o a me olhar, com cuidado para não sujar seus cabelos com o meu sorvete. Ele ficou estático, ofegante por ter falado tão rapidamente, ele me encarava tão  intensamente que por um momento esqueci onde estávamos, me aproximei dele lentamente. Jimin ainda não desviava o olhar, já estava perto o suficiente para sentir sua respiração quente batendo contra meu rosto e o sentir claramente o aroma de cerejas que o mesmo exalava, o vi fechar os olhos antes que os meus também se fechassem e pressionar meus lábios contra os seus. Os lábios de Jimin com certeza estariam no topo da minha lista de melhores sensações do mundo. Eram tão macios, eu queria muito aprofundar aquele beijo, mas droga, estamos nos conhecendo ainda, não quero que ele pense que quero me aproveitar dele, e  por mais que soltar ele fosse a última coisa que eu quisesse, eu me separei dele.

— Eu disse pra se acalmar. - abri os olhos e soltei seu rosto. Eu podia escutar as batidas do seu coração, estavam frenéticas, e lentamente abriu os olhos.

— Desc- coloquei um dedo sobre seus lábios, sentindo a maciez dos mesmos. 

— Já disse que você se desculpa demais.- me distanciei dele, e vi seu rosto ganhar um tonalidade avermelhada e abaixar a cabeça, Jimin é com certeza o ser mais fofo que existe.

—  Nós só temos que achar um banheiro.

— Oppa! - uma garotinha apareceu ao nosso lado, usava um vestido bege florido, sapatilhas de mesma cor, tinha cabelos castanhos e curtos na altura do queixo e segurava com as duas mãos a bola que acertara Jimin.

— Oi. - Jimin disse se agachando para ficar na altura da menina.

— Eu quero me desculpar por ter acertado a bola em você oppa. - a pequena disse de cabeça baixa.

— Ah, está tudo bem princesa, eu não me machuquei só - olhou pra mim ainda envergonhado. —  causou um pequeno acidente. Então tome cuidado da próxima vez.

— Pode deixar oppa. - a menina sorriu e correu.

— Então Hyung, o banheiro fica bem ali. 

— Ok. - fomos até onde ficava o banheiro e terminamos nossos sorvetes pelo caminho até lá. Eu entrei em uma das cabines, tirei a camisa branca e ficando somente com a camisa quadriculada, decidi jogar a camisa suja na lixeira, eu não quero ser esnobe e dizer que posso facilmente substituí-la mas não ficar andando com uma camisa suja na mão. Logo que sai, me deparei com Jimin concentrado observando algo algo, mas na direção do onde olhava haviam várias pessoas então não sei exatamente o que estava olhando.

— Jimin-ah. -  o cutuquei.

— Ah, eu estava distraído. - ele sorriu timidamente, caminhamos e sentamos em um banco perto de onde estávamos.

— Hyung posso fazer uma pergunta? - ele proferiu sem me olhar.

— Sim.

— Porquê me beijou? - percebi que ele estava corado e olhava para as próprias mãos.

— Não sei porque, eu podia ter feito qualquer outra coisa pra fazer você se acalmar mas… eu quis fazer aquilo. Mas porquê a pergunta?

— É que esse foi meu primeiro…

— Desculpe ter sido desse jeito.

— Não foi ruim.

— Deveria ter sido com alguém que você gostasse.

— Eu gosto de você Hyung, bom não do jeito como nossos pais gostariam ainda mas eu gosto de você. - eu fiquei feliz com aquilo, muito feliz mesmo.

— Me admira muito seus pais fazerem tanta questão que eu case com você. Você com certeza deve ter tido muitos pretendentes para escolher. 

— Se eu tive eu nunca saberei. - Jimin riu e eu o acompanhei.

~~ * - * ~~

Já haviam se passado duas horas, eu realmente não percebi o tempo passar. Já estava anoitecendo e decidi que já estava na hora de deixar Jimin em casa, assim fizemos o mesmo caminho de volta e em poucos minutos estávamos na frente de sua casa novamente.

— Obrigado por hoje Hyung.- nós paramos e ele virou para mim.

— Eu que agradeço, faz muito tempo desde que me diverti assim. Mas eu já estou achando meio chato você me chamando de Hyung toda hora.

— Então... Yoongi- hyung? - ele disse me olhando como se estivesse pedindo permissão.

— Suga. 

— Ok, tchau Suga. - me abraçou e eu pude sentir seu cheiro novamente.

— Tchau Jiminie. -  disse assim que nos soltamos.

— Jiminie? - ele inclinou a cabeça para o lado.

— Ué, não posso? - eu perguntei e ele simplesmente sorriu, não canso de pensar no quanto é lindo. O vi abrir a porta e acenar para mim antes de entrar e fechá-la. Talvez esse casamento arranjado não seria de todo ruim.

Yoongi Point Of View Off


Notas Finais


Mais uma vez obrigado e digam o que acharam
Não estou muito confiante com esse cap '-'
E quem curte Fairy Tail dêem uma olhada na minha outra fic
https://spiritfanfics.com/historia/two-hearts-one-feeling-5116261


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