História Nothing like us - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Sugav, Taegi, Taejin, Taekook, Vhope, Vmin, Vmon
Exibições 34
Palavras 1.230
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Together through the storm


No meio daquela tempestade nós corríamos de mãos dadas, com nossas roupas encharcadas, mas ainda sim sorrindo. Nada tirava nossa alegria de permanecer juntos, de prometer à eternidade um ao outro, nós enfrentamos a maioria dos problemas juntos. 

 

Noites em claro planejando o futuro, falando sobre viagens que faríamos, onde iríamos morar dali à alguns anos, em uma casa ou apartamento? Você gostava muito de assistir filmes, mas eu não, nunca tive muita paciência, eu preferia ficar jogando, eu sei que isso te incomodava, mas os filmes que você assistia me davam sono. 

 

Quando sua família descobriu sobre nós dois... Eu tenho certeza que foi a pior tempestade que enfrentamos, seu psicológico ficou tão abalado, eu não sabia o que fazer, eu apenas queria te abraçar até que sua dor passasse completamente para mim, não suportava ver aqueles olhinhos perdidos e tristes.

 

Minhas noites antes de te conhecer eram frias e monótonas, mas ao seu lado eu nunca passei frio uma vez sequer, a nossa rotina talvez fosse monótona, mas era monótona de um jeito bom porque eu tinha você, tudo que você fazia repetidamente todos os dias me encantava. Seus cabelos bagunçados ao acordar, a sua mania de ficar me cutucando até que levantasse da cama para fazer seu café, aliás seu vício em café... Todos seus gestos repetidos dia-a-dia eu os amava. 

 

Você não gostava muito de sair, mas eu sempre dava um jeito de te arrastar para lugares com mais pessoas, eu odiava o silêncio coisa que você achava essencial. Sempre que você tomava pelo menos um copo de álcool já esquecia do amor que tinha pelo silêncio e começava a falar sem parar, quando íamos a baladas até se arriscava a dançar um pouco, podia ser desajeitado, mas eu achava linda a forma que você movia seu corpo, cada dia que passava eu me apaixonava mais e mais por você. 

 

Gostava de mexer nos seus cabelos, eu realmente gostava muito disso, podia passar horas fazendo cafuné enquanto você lia com a cabeça deitada no meu colo. Sua feição de concentração enquanto lia era linda, e eu também podia passar horas olhando e apreciando sua feição, seus traços delicados, seus olhos pequenos, sua boca rosada, seus dentes que por vezes apareciam entre seus lábios quando você lia algo engraçado, eu apreciava cada detalhe seu. 

 

Nós adotamos um gato, mas não demos um nome, eu apenas o chamava de gato e você cada dia que passava o chamava de um nome diferente, mas eu não lembro qual foi o último nome que nosso gatinho foi batizado. Você adorava esse gato andava com ele por todos os cantos do apartamento, até levou ele para nossa cama e o deixou dormir entre nós, no dia eu reclamei, mas o gato te fazia tão feliz, então deixei de me importar com isso. 

 

Você cozinhava maravilhosamente bem, eu até tentava ajudar, mas era um completo desastre, você se irritava e no final acabávamos pedindo algo para comer no restaurante perto de onde morávamos. Em noites que pedíamos comida sempre acabava com nós dois dormindo na sala com a TV ligada em alguma série aleatória, as quais você sempre acompanhava, acredito que você assistiu todas as séries possíveis, vivia me falando de alguma série nova e eu só concordava fingindo entender sobre o que você estava falando, mas sinceramente eu não entendia nada.

 

“Taehyung”. É como se eu pudesse ouvir a sua voz falando meu nome, ele ganhava várias intensidades diferentes quando você falava, a maioria das vezes era um tom autoritário pra chamar minha atenção enquanto você dizia algo e eu estava preso no meu mundo. Ah, eu gostava mesmo era daquele tom que você usava quando queria carinho, eu não resistia, sempre quando ouvia sua voz me chamando daquela forma eu sentia algo no meu interior se derreter. 

 

 

Por vezes eu fico me lembrando de como nos conhecemos, você se lembra? Provavelmente não, sua memória nunca foi muito boa, mas eu lembro com clareza. Eu servi um café para você quando trabalhava naquele lugar horrível... Talvez isso não seja válido, mas eu não esqueci seu rosto então para mim foi ali que nos conhecemos, tudo bem que depois de meses nos encontramos em uma social na casa de um amigo em comum, mas quando eu servi o café para você eu não pude esquecer seu rosto encantador, naquele dia você ao menos me olhou, parecia imerso dentro de si próprio. 

 

“Taehyung olhe o céu”. Eu olhei, estava um tempo horrível ao olhar de qualquer pessoa, mas para nós dois não, estava perfeito. Estendi a mão para que você a segurasse e assim que senti sua mão quente tocando a minha os pingos de chuva atingiram nossos corpos e iniciamos nossa corrida até chegar em casa. Sempre que chovia era assim, não havia um motivo específico apenas fazíamos, era algo só nosso. 

 

Você ficava doente com facilidade, mas mesmo doente queria correr na chuva e depois apenas dizia: “Você vai cuidar de mim mesmo.” E logo que encerrava a frase dava aquela sua risadinha, eu dizia que não iria cuidar, mas você fazia um teatro para me conquistar. Sempre conseguia. 

 

Logo depois que saí do café e finalmente comecei a trabalhar como fotógrafo você ficava em casa, havia trancado a faculdade pela segunda vez e eu me sentia culpado por te deixar sozinho, mas você sempre tentava me acalmar e dizia que não tinha problemas em ficar só e ainda usava a desculpa que pelo menos a casa ficaria silenciosa. Era mentira. 

 

Tarde da noite quando eu chegava você fingia dormir, não adianta negar eu sei que fingia, eu te conhecia bem o bastante para saber quando estava fingindo ou não. O silêncio que você amava começou a se instalar sobre nós dois e único som que eu ouvia dos seus lábios era quando você chamava aquele gato para brincar. Ignorava minhas palavras, recusava meus carinhos, não dormia mais na mesma cama que eu, mas durante à noite eu ouvia você caminhando pelo apartamento até chegar ao nosso quarto. Sentia suas mãos me acariciando, seus lábios beijando meu rosto e sua voz falando: “Me perdoe”. E eu perdoava. 

 

Você queria voltar para a casa dos seus pais, eu não queria deixar, afinal quem eu era sem você ao meu lado? Nós discutimos, afinal enfrentávamos qualquer tempestade, mas não vencemos todas, foi nessa tempestade que perdemos, foi ali onde meu coração começou a se quebrar. Eu te abracei e implorei para que ficasse, mas enquanto você negava meus pedidos seus braços me puxavam mais para perto de seu corpo, era contraditório você dizia que ia embora, mas seu corpo permanecia ali, você não queria ir embora. Você disse pela ultima vez: “Eu te amo”. Eu te beijei, disse que o amava e continuaria amando por toda minha vida e você me deu as costas e foi embora. 

 

Nunca gostou que eu bebesse demais não é? Mas ultimamente eu bebo para sanar a dor, eu achei que com o tempo ela fosse diminuir, mas parece que cada dia que passa ela aumenta e o buraco dentro do meu peito não vai ser preenchido. Um dia depois que foi embora, você me mandou uma mensagem. “Você vai amar outra pessoa de novo”. Não eu nunca vou amar alguém como amei você. Afinal ninguém será como nós.

 

Você me deixou, mas eu estou indo te encontrar.



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