História Nothing Like Us - Capítulo 22


Escrita por: ~

Visualizações 177
Palavras 5.355
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Can't change fate


 

Vamos recriar os passeios turísticos pelo Japão, como já fizemos da primeira vez, onde Hanbin foi ter um tempo sozinho, Junhoe e Jinhwan a um encontro na roda gigante e então no aquário, e eu e os meninos ao parque de diversões. Essa é a última coisa que precisamos fazer antes de começarem as passagens de som, e então os shows. Não sei se fico aliviado ou não. Porque apesar do palco ser como minha verdadeira casa não queria ter que... Passar por isso. Os passeios quero dizer. Não agora. Não quando não passo de uma confusão de sentimentos e flashbacks, repetindo minha própria história como se eu não soubesse melhor.

Eu... Sou tão idiota. Como se alguma vez, nos meus 22 anos de vida eu já tenha sido capaz de separar as coisas. Como se me apaixonar por Junhoe não fosse uma consequência óbvia. E eu fiz isso consciente, de peito aberto, enquanto me envolvia e precisava e apreciava cada toque. Eu... Fui pra guerra mais uma vez sem armas, e meu coração foi bombardeado. Mas como... Como não gostar de Junhoe se ele está sempre aqui? Em todos os momentos, me abraçando e roubando beijos, satisfazendo meu corpo de formas que eu nem sabia que precisava, cuidando de mim e me fornecendo carinho e proteção? Eu sei que fiz exatamente o mesmo, mas o único que se fodeu, como sempre, deixando que os sentimentos se enraízem e floresçam como bem entendem, sem esperar pra saber se há água para sobreviver fui eu. Junhoe parece tão pleno como sempre, mesmo que fique comigo de todas as formas, seu coração está do lado de fora.

E eu sei disso... eu sei porque estou vendo com meus próprios olhos ele tentar engolir o ácido que o corroe e tem nome e sobrenome enquanto comemos todo mundo junto, finalmente usando da sala de recreação que Baymax fala todos os dias que lutou pra gente.

Estamos jogando na mesa de futebol americano, e está valendo dinheiro. Literalmente... Estamos praticamente matando um ao outro, e Junhoe está gritando tanto que já vieram pedir pra falarmos baixo. Mas... Quando ele joga com Jinhwan perde de propósito, o deixando levar não só seu coração mas também sua grana. Idiota... Dessa vez não estamos bebendo como parece que a gente só sabe fazer, justamente por ter que gravar os passeios. Eu... Pedi pra não ter que ir com Hanbin, e fazer alguma coisa sozinho como ele foi permitido da ultima vez, mas Baymax me diz que não tenho mais escolha,que já está tudo certo e achar outro lugar pra mim sozinho seria praticamente impossível, principalmente porque foi eu quem escolhi desse jeito. Isso foi planejado a muito tempo... Tanto que Junhoe e Jinhwan estavam juntos de verdade quando escolheram a porra de um passeio romântico. Não dá pra mudar agora. Tento pedir isso sem que ninguém ouça, mas justamente quem eu não quero que veja que estou surtando por ter que fazer isso amanhã ouve, me olhando de baixo, como se tivesse... Triste por eu estar recuando de novo.

Hanbin veio me chamar pra decidir o terceiro lugar, que é ironicamente uma partida com ele, e... Ótimo. Era tudo que eu precisava.

—Você não quer sair comigo tanto assim?— Ele me pergunta baixo, o jogo sendo esquecido.

—Não é isso.— Me apreço em me corrigir. —Eu só queria... um tempo sozinho.— Confesso minhas intenções porque se tem uma coisa que Hanbin entende é o sentimento de estar sobrecarregado.

—Eu... Posso fingir que acordei doente. Eles provavelmente...— Hanbin tenta me ajudar e me faz sentir pior ainda, confuso com meus sentimentos ao quadrado, me sentindo um lixo.

—Não precisa. Tá tudo bem. Amanhã vamos... Nos divertir. Vai ser um tempo bom.— Cuspo a frase mesmo não acreditando nela.

—Não precisamos... Falar quando não estivermos gravando. Você pode fingir que não estou lá.—O garoto oferece e faço que sim várias vezes, respirando fundo pra não chorar, querendo abraçá-lo. Gostar de Hanbin sempre foi fácil apesar de complicado e muitas vezes doloroso. E não estou pronto pra... Perder isso. Sou um sádico, eu sei.

—Tá tudo bem mesmo?— Ele vê minha careta de choro e me acho ridículo por estar tão... Sensível.Desde quando comecei a chorar mais do que Jinhwan? Estou totalmente fora dos trilhos.

—Tá eu só...— Me calo quando não sei exatamente o que dizer, e ele se aproxima meio sem jeito, me dando tapinhas nas costas para me consolar e quase me afundo nos seus braços.

—Se você quiser conversar eu sei que não sou mais uma... opção, mas quero que saiba que estou aqui pra você sempre ok?— Hanbin me mostra o quanto evoluiu e em tão pouco tempo, me fazendo me sentir pior ainda por ser o mais inútil do planeta e só conseguir me enfiar em mais drama.

—Eu... Não vou jogar mais. Pode ficar com o dinheiro se quiser.— Falo pra ele porque não quero me explicar pros meninos que vão querer saber porque estou prestes a ter um colapso. E não quero que Junhoe me veja chorando de novo porque há um limite.

—Onde você vai?— Ele começa a andar comigo, virando as costas para tudo, e paro no meio do corredor, quando já estamos afastados.

—Fala pro hyung que eu voltei pro quarto por estar cansado sim? Eu vou pro terraço... Respirar.— Esfrego as mãos no rosto me sentindo perdido em mim mesmo e Hanbin me abraça agora, não me deixando alternativa a não ser o abraçar de volta, respirando seu cheiro familiar. É um abraço rápido, mas tem um poder incrível sobre mim, me mostrando mais uma vez que ainda o amo com o sentido completo. Então não posso estar apaixonado por Junhoe. Só estou... sobrecarregado.

—Você cheira a ele. Nem Jinhwan cheirava tanto a ele como você...— Hanbin comenta mais pra si mesmo do que pra mim e não sei como ou o que ou se deveria responder.

 

​—Seu cheiro sempre foi fundido a outro...— Comento triste. —E não é ao meu.— Finalizo andando pro corredor, me sentindo sobrecarregado por Hanbin também. Não sei porque estou surtando tanto e de formas tão aleatórias. Só que quando Junhoe levantou para passar literalmente 1 hora escolhendo a roupa que vai usar amanhã, parecendo estar nervoso, a realidade me atingiu. Ele e Jinhwan... Em um encontro vendo as cerejeiras a noite... Não precisa de muito mais certo? Principalmente porque ao contrário de mim ele sempre foi fiel aos próprios sentimentos, sem se deixar interferir. E... Pode ser sua chance. De descobrir o que o futuro tem para ele e Jinhwan. Eu deveria ficar... Feliz por ele ser forte para se colocar a prova desse jeito, principalmente porque não muito tempo atrás eu o aconcelhei a fazê-lo mas... Não quero... Perdê-lo. Não depois de tudo isso. Não acho que saiba voltar a subitamente dormir sozinho, sem seu cheiro e suas manias estranhas, sem seus carinhos que parecem aleatórios mas não são. Sem ele me dando... Força, me fazendo sentir protegido. O elevador abre sinalizando que este é o último andar e a noite me recebe fria, me empurrando de volta. Meus olhos que estavam cheios d'Água secam, e as luzes parecem mais... Bonitas sem pela janela do meu quarto. Me abaixo pra abraçar meus joelhos, querendo fazer caber todo meu corpo dentro do moletom, pra me fazer encolher e ficar tão pequeno como me sinto. Eu... Pedi para o Japão me trazer coisas boas, mas não sabia que iria me fazer desejar... Não ter acontecido nada. Que eu tivesse continuado na mesma, que naquele dia do acampamento tivesse bebido menos... que tivesse dividido o quarto com qualquer um que não seja Junhoe, e então estaria tudo bem. Mas não está. Mesmo eu tentando voltar ao seguro, a simplesmente Hanbin, ao que eu sei lidar... Não consigo parar de pensar em como estou dependente de Junhoe, em todos os aspectos.

 

*

No fundo da minha mente eu desejei que alguém... Viesse atrás de mim, qualquer um, só pra saber se eu não estou cogitando cometer suicidio ou coisa parecida. Mas... Estou aqui a horas, o sangue congelando, provavelmente ficando doente e sozinho. Isso me faz contemplar o fato de eu estar sozinho, por conta própria, e que isso não é ruim. Que isso é só a vida como ela é... É seguir o curso. Fiquei tentando encontrar algum padrão nas luzes, alguma pista que me faça ter alguma ideia depois de constatar que... Sinto alguma coisa por Junhoe, e depois de pensar muito sobre isso descobri que o que eu preciso fazer é simplesmente não fazer nada. Eu não desgostar dele, porque esse, apesar de tudo é um sentimento bom, que me deixa aquecido. E não posso... Gostar dele de vez, me permitir ter esperança ou alguma coisa do tipo, então o que eu posso fazer? Não há nada certo? Preciso deixar que o destino tome curso, porque se tem uma coisa que eu aprendi é que as coisas vão andar quer você queira ou não, e que não tenho nenhum controle sobre isso. Não vou me martilizar, ou ficar me culpando, porque foi bom até agora, e ainda é. E quando deixar de ser... Então eu lido com isso.

 

Principalmente porque é muito claro, mesmo para um coração burro como o meu que Junhoe e eu não temos nem começo nem fim. Então não me deixo congelar aqui em cima, mas ao invés de correr para o elevador e consequentemente para os braços de Junhoe, onde o calor é tão quente que queima, desço as escadas, lentamente, fazendo meu corpo voltar a temperatura normal enquanto sopro ar quente nas mãos, tentando aliviar o nó que quer se formar de novo no meu coração. Volto para o nosso andar, desejando que os meninos ainda estejam se matando nas mesas de jogos, que eu tenha ficado fora por pouco tempo, que eu não tenha perdido mais um momento por estar surtando por ironicamente perder mais. Porém... Não tem ninguém aqui. Mas isso não quer dizer que eu não possa ficar aqui só um pouquinho, só até a vontade de fugir de Junhoe passar, porque eu prometi que não faria, e não é justo. Não quando ele não está jogando comigo, não quando ele me deixa claro o que sente e por quem. Não quando o que fazemos...É pra ajudar nós dois, mesmo que pra mim não seja mais a melhor opção. Fico alguns segundos no escuro até escutar a voz de algumas pessoas da staff e me esgueiro pra fora, correndo para o elevador mais próximo, descendo sem pensar pra onde. Acabo de alguma forma conseguindo ir quase para fora, onde a menina das panquecas está fumando e me junto a ela, tragando da nicotina que sempre achei ser ruim, só pra ganhar tempo pra mim mesmo, pra me acalmar o bastante e criar coragem pra voltar pra Junhoe sem deixar transparecer o quão perto eu estou de... Jogar tudo pro alto e desistir... Desistir de tentar, de ser bom e e manter o equilíbrio, desistir de mim mesmo.

*

            Depois desse... Choque que esses minutos com a menina das panquecas que descubro se chamar Mitsu, e todas as coisas ditas e não ditas que aconteceram nesse intervalo de tempo ridículo... Volto pro meu quarto tão atordoado que só lembro de Junhoe de novo quando ele olha pra minha cara parecendo querer me matar.

—Qual é a porra do seu problema?— Ele me trás de volta pra realidade e isso me faz querer chorar de novo, me perguntando a mesma coisa. O que... Eu estou fazendo? Comigo mesmo?

Fico calado porque não sei como responder.

—Sabe a porra da volta que eu tive que dar pra te encobrir? Quando Baymax hyung quis que todo mundo se reunisse pra ele explicar o que vai acontecer amanhã?— Ele praticamente grita e fico parado no mesmo lugar, tentando não olhar pros seus olhos.

—E o Hanbin... Ele praticamente deu a   entender que você tava no quarto dele, que íamos mudar de quarto de novo e que... Até Jinhwan ajudou, e isso... Onde você tava?— Junhoe coça o cabelo com força e isso mostra o quão perto ele está de voar no meu pescoço.

—No terraço. Eu precisava de... Ar.— Replico vago.

—E não podia avisar ninguém? Não levar atender o telefone... Nada?— Ele pega o aparelho da cama, onde eu o esqueci e suspiro cansado de mim mesmo.

—Hanbin me viu saindo.— Falo sentindo minhas bochechas esquentarem enquanto ele me fulmina com os olhos.

—E é com ele que você divide quarto por acaso? Vai tomar no cu cara. Que infantilidade do caralho... Você não sabe que a primeira regra é sempre avisar seu colega de quarto? Se tivesse acontecido alguma coisa... Eu seria culpado também.—

 Ele chia desistindo de mim no geral, se calando quando percebe que não vou responder a altura, que não vou brigar com ele porque não tenho o que falar. Porque ele está certo. Mas eu precisava... Respirar mesmo assim.

Vou até ele pra pegar o celular, porque o conheço o suficiente pra saber que ele não vai mais falar comigo hoje, e que independente de qualquer coisa... Nosso trabalho é em primeiro lugar. E preciso saber do que está reservado pra mim amanhã. E como vou com Hanbin ele... Sabe disso. Sabe o que tenho que fazer. Me inclino perto do menino que me ignora, e levo um susto quando ele se mexe pra ficar a centimetros do meu rosto.

—Você tava fumando?— Ele chia de nervoso

—Tava.— Replico simplesmente, saindo de perto dele porque... Apesar de eu estar 100% errado não gosto de quando Junhoe fica... Controlador desse jeito, como se eu não tivesse liberdade pra cometer erros só porque estou “com ele”. Me faz sentir... Preso.

—Que ótimo.— Ele ironiza e me viro de costas pra ele, me livrando das roupas pra tomar banho assim que termino de mandar uma mensagem pra Hanbin, que consiste em pedir pra ele vir me chamar quando for nossa hora, e se não for pedir muito, pra que ele venha uns 5 min antes pra me explicar como vai ser. Não espero sua resposta, porque o Hanbin líder faz qualquer coisa que pedimos. Sempre. Fico só com a box, ainda virado de costas pra Junhoe apesar de sentir seus olhos me julgando, e vou pro banheiro. Fico debaixo d’Água até que meu corpo inteiro fica enrugado, e saio pra encontrar o quarto já escuro, mostrando que ele está dormindo/não quer mais me ver hoje. Pelo a lanterna do celular pra achar roupas, cobrindo meu corpo completamente, e sinto o cansaço me envolver. Vou pra cama de transar, que agora parece ser a cama de dormir separado, e me enfio debaixo das cobertas, sem me importar se tem um mar de sêmen ou não. Até porque os lençois, principalmente dessa cama são trocados toda hora. Junhoe liga pra pedir especificamente.

Mesmo com o cabelo molhado escondo todo meu corpo, sentindo meus olhos queimando, como se tivessem ensaiando para desaguar, o que não permito.

—Você vai dormir aí só porque briguei com você?— Sua voz ecoa depois de muito tempo, onde eu quase começo a pegar no sono.

—Você está certo. Eu deveria ter avisado pra você. Desculpa.— Chio baixinho, não querendo ficar assim com ele horas antes do destino foder comigo de vez em forma de “dates” pelo japão.

—Não precisa... Pedir desculpa pra mim. E eu sei que... Exagerei. Vivo fazendo isso em casa também, saindo sem avisar ninguém só que... Aqui é diferente sabe? E você nunca faz isso. Todo mundo disfarçou na frente do hyung mas ficou todo mundo preocupado. O Dong tava te ligando tanto que tive que avisar no grupo que você chegou.— Junhoe começa o diálogo, me surpreendendo desde seu pedido de desculpas, porque não é uma coisa frequente que sai da sua boca, mesmo quando ele está errado, e por ele ter razão e finalmente por ele ter se pronunciado no grupo que se chama ikon + Junhoe por ele nem visualizar mais as conversas.

—Desculpa.— Replico de novo, porque não posso dizer mais.

—O que... Tá acontecendo? Tem alguma coisa errada? Você parece estar... Surtando mais da metade do tempo desde que chegamos aqui.— O garoto me analisa, e mesmo no escuro, mesmo em camas separadas, ainda sinto seus olhos sobre mim. Aaah Junhoe... Não... Faz isso, quando você é o motivo. Não faz.

—Não. São só... Coisas acumuladas.— Replico vago mais uma vez e espero que ele respeite meu espaço.

—Se for alguma coisa que eu fiz ou disse eu...— Ele começa, e essas palavras em sua boca saem estranhas. Porque Junhoe se importa. Sempre se importa. Mas não fala. E pra ele fazer isso... Me faz sentir em um pedestal de vidro que estou jogando pedras em mim mesmo, fazendo fragmentar.

—Não. Não é você.— Minto. —Só... Está tudo bem. Esquece ok? Eu só estava... No telhado. Queria ver as luzes sem ser pelo vidro.— Falo meias verdades.

—Mas amanhã você e Hanbin não vão naquele... Prédio com chão transparente?— Junhoe fala pausado, como se estivesse tentando lembrar o nome do lugar.

—Vamos... Eu acho.— Suspiro tentando encerrar o assunto, porque não quero conversar, não sobre isso.

—Eu... Vou sair cedo amanhã. Muito mesmo. Então se você quiser dormir... Ahn... comigo, é sua ultima chance.— Junhoe me oferece e meu corpo esquenta, ameaçando queimar só com essas palavras, mesmo eu passando horas me recriminando por isso... Por deixar a temperatura oscilar desse jeito, destruindo qualquer equilibrio que eu possa imaginar. Mas nunca me ouvi, e não é agora que vou começar.

—Você não quer... Ahn... Vim pra cá?— Imito seu tom incerto o que faz sua risada ecoar no escuro. Eu sou um lixo. Fiz todo esse drama pra no fim acabar onde eu não deveria. Mas... Não é como se euy pudesse fazer alguma coisa, em relação ao meu corpo desonesto que está pouco se fodendo pros meus sentimentos, querendo ser fodido por Junhoe.

—Você quer me recompensar ou alguma coisa do tipo?— Ele fala, e ouço movimentação, como se ele tivesse levantando.

—Vamos acabar tendo que vir pra cá como todas as noites.— Falo o óbvio, porque independente de qualquer coisa, quando se trata desse... Tesão ridículo que temos um pelo outro, nossos corpos estão viciados. Não é como se pudessemos fazer alguma coisa em respeito.

—Você me estressou demais. Meu pau tá hipertenso. Não sei se vou conseguir.— Ele diz voltando ao normal comigo e sei que estamos bem, ou o que equivale a bem quando se trata de nós dois.

—Então fica aí eu vou...— Nem me mexo e seu corpo pula sobre o meu me esmagando. Ele fica simplesmente encima de mim por um tempo, em quase um abraço, e resolvo passar meus braços sobre suas costas nuas, o apertando com força. Isso o surpreende, mas ele me deixa respirar seu cheiro e apertá-lo até que considero ser o suficiente.

—Não fuma.— Ele fala contra minha boca. —Eu odeio o cheiro disso...— Me rouba um selinho. —E o gosto também.— Ele finaliza e só faço que sim, porque não gosto também. Só... Estou fora dos meus próprios trilhos. E mesmo ele sendo o culpado, por desviar o curso, me faz encontrar o caminho de volta. Tomo liberdade para iniciar um beijo, porque sei que tenho gosto de pasta de dente, e que ele está se referindo a quando sentiu o cheiro e não agora. Nos beijamos completamente no escuro, e isso me faz sentir mais... Livre? Em adorar seu corpo sem ser pego fazendo, e minhas mãos deslizam sem pudor nenhum pelo seu corpo, o arranhando e querendo engolir sua boca, porque beija-lo... É avassalador. Quando ficamos sem folego ele afasta o rosto, mesmo eu me inclinando por mais, e geme parecendo agoniado pra tirar o cobertor que me envolve.

—Pra quê tanta roupa?— Ele reclama da minha “camada de proteção”, não me deixando beijá-lo até que eu fico completamente nu no escuro, e mesmo ele não conseguindo me ver, e isso realmente não importando porque já nos vimos pelados vezes demais, meu rosto esquenta.

O sinto se movimentar na cama, provavelmente tirando suas próprias e ele quase cai por não conseguirmos enxergar um palmo no escuro.

—Ascende alguma coisa.— Ele me pede e tateio procurando pelo abajur, mas o máximo que encontro é meu celular. A luz me cega enquanto fico literalmente de quatro na cama pra alcançar o abajur, mas Junhoe não me deixa fazer isso, me fazendo gritar de surpresa quando sinto sua língua na minha entrada, o que resulta em mim desistindo da luz.

—Junhoe...— Gemo arrastado, querendo conseguir formar uma frase.

—Tá bom assim.— Ele fala se referindo a luz, enquanto segura minhas nádegas. Não consigo respondê-lo, porque sua língua volta a minha entrada que já pulsa necessitada, fazendo minhas terminações nervosas entrarem em colisão com sua língua quente. Chio tentando me manter de quatro, mas metade do meu corpo cai quando ele deixa a língua rídiga, me penetrando.

Empino a bunda pra ele, gemendo pelo amor de Deus pra ele... Continuar, e vou ao paraíso e volto, sentindo seus dentes me mordiscando, sua língua querendo romper minhas barreiras, sua saliva se espalhando em mim como em um beijo.

Meus gemidos no escuro parecem ecoar mais alto e meu desejo é gritar, porque o que estou sentindo agora... É como masturbação na alma. Fico tão... Sucessível nas suas mãos que quando sinto seus dedos me provocando, ensaiando me penetrar junto com a língua enquanto sinto sua saliva escorrer pelas minhas lágrimas... Tento alcançar meu pênis para me guiar ao orgasmo que borbulha nas minhas entranhas, mas Junhoe é mais rápido, me envolvendo em uma massagem, que parece ser pra me fazer... Esperar, mas que meu corpo entende como quebrar em um orgasmo, esporrando os lenções, sentindo a luz do celular me cegar e o escuro me consumir logo em seguida.

—Porra Jiwon.— Junhoe pronuncia e pela primeira vez desde que entrei nesse quarto hoje, ele xingando é o sinônimo de alguma coisa que eu fiz... Certo.

Meu corpo caiu sobre a cama assim que ele me soltou, quando viu que eu tinha terminado de ejacular. Me viro para procurá-lo, que ainda está de joelhos, mas se tocando lentamente enquanto olha pra mim. A lanterna do celular é o bastante pra conseguir ver seu rosto, mesmo envolto em sombras e... Porra.

Abro as pernas involuntariamente pra ele, que ainda olha pra mim me analisando, e por fim desiste da... Calma que parecia estar o mantendo parado, se voltando pra mim enquanto ataca minha boca e meu pescoço ao mesmo tempo que já se posiciona na minha entrada, me fazendo ficar de lado enquanto segura uma das minhas pernas. Ele fica de joelhos de novo, pra me penetrar, e de um só vez o sinto completamente dentro de mim, ainda mais fundo pela posição. Ele inclina a cabeça e beija minha coxa, em um ato que nem o próprio parece ter consciência, mas eu vejo maravilhado, começando a me estocar, parecendo estar em... Êxtase. Junhoe encontra min ha próstata cada vez mais rápido, e a cada vez que transamos meu corpo já começa a desistir de ter qualquer vestígio de sanidade, porque é quase como uma memória muscular. Ele geme se apoiando na minha perna, me estocando como se não não fizéssemos isso a anos e não horas. Choramingo gemendo de volta, sentindo meu corpo se alinhar. Junhoe está... Sensível, e muda a posição, pra segurar minhas duas pernas enquanto deita sobre mim, me estocando tão rápido que seu corpo pula sobre o meu. Ele morde meu lábio e investe para mordidas pelo meu corpo, me fazendo pensar em como vou aparecer amanhã pra gravar, e não mantendo o pensamento meio segundo, assim que seu rosto tomba para o lado, pra gemer pra mim e por mim no meu ouvido,o que me faz contrair e o apertar com força. Penso que vamos gozar assim, eu mais uma vez sem precisar mais nada do que seu corpo que já está envolvido em suor, mas então trocamos de posição mais uma vez, Junhoe içando minha perna de novo e deitando do meu lado, me dando espaço pra lançar meu corpo de volta pra ele, o que o faz grunhir agoniado, gozando dentro de mim logo em seguida, gemendo alto e sem parar de me estocar.

—Bobby... Caralho.— Ele chia quando volta a ter força nos musculos, acordando do ritmo inconstante de quando estava gozando. Meu corpo inteiro está preso no limbo entre o prazer completo e a buscar por mais, continuo me mexendo por conta própria, estocando a mim mesmo. Capturo seus lábios, mesmo tendo que virar a cabeça em uma posição quase desconfortável, porque ele beija minha nuca como toda vez que goza sem estar de frente pra mim, e não quero absorver uma carícia dessas, quero só o prazer sem a carga emocional que sempre acarreta quando se trata de nós dois. Ele não me dá mais do que um selinho, pra sair de dentro de mim e me puxar pro seu colo, onde parecemos continuar de onde paramos a algumas horas atrás, nossos corpos dançando para massagear minha próstata, o que nos faz chiar de prazer enquanto tentamos manter um beijo, porque é bom... Mas são sensações demais, me fazendo puxar seu cabelo para descolar nossos lábios e atacar seu pescoço, a querer marcá-lo e fundi-lo ao meu corpo. Ele belisca meus mamilos e grito um palavrão enquanto arqueio vulnerável, o fazendo penetrar ainda mais fundo, meu pau esguichando pré-gozo, sinalizando que estou perto de me desfazer de novo.

—June...— Peço necessitado pra ele que mordisca e chupa meus mamilos, provavelmente me marcando ali também e sinto como uma descarga elétrica, fazendo minhas entranhas vibrarem.

—Goza pra mim bebe.— Junhoe me fala em uma voz aveludada e ao mesmo tempo rouca, me desnorteando. Gemo de frustração o empurrando. Por ser... Demais, pelas sensações que ele me causa já serem o suficiente pra me fazer querer explodir em combustão, não preciso dele me chamando de bebe com essa voz, enquanto me penetra como se não tivesse acabado de gozar dentro de mim, e que continua parecendo querer fazer de novo. Empurro seu corpo para o fazer deitar na cama enquanto continuo sentado, me fazendo... Reagir além da sua voz, apertando os olhos pra não olhar pro seu rosto suado, rebolando enquanto me apoio no seu abdômen. Seus dedos seguram minhas coxas, me ajudando a fodê-lo, e aumento o ritmo, sentindo meu corpo esquentar mais uma vez, me deixando no limite, tão perto que... Ele me puxa pra baixo, pra nos fazer rolar na cama e o deixar por cima de novo,suas mãos apoiadas do lado da minha cabeça enquanto ele tenta erguer minhas pernas e me beijar ao mesmo tempo. O ajudo com ambos, e nunca soube que era tão flexível até agora. Desse jeito nos faz urrar, porque ele desliza tão... Fácil, que suas estocadas se tornam ritmadas em um barulho molhado e alto, me fazendo sentir... Dor, porque todo o prazer que meu corpo aguenta já transbordei.

—Junhoe!— Chamo enquanto ele mordisca meu queixo e geme crescendo dentro de mim, mostrando que está tão perto de gozar de novo como eu.

—Só mais...— Ele tem voz para argumentar, provavelmente pra falar que quer prolongar mais isso, mas ele sabe que ambos não conseguimos mais.

Meu corpo explode primeiro, assim que ele literalmente expira ar na minha boca, gemendo uma palavra que por mais que eu ache que compreendi, não quero... Toda vez que Junhoe me diz que sou lindo ou bonito ou cheiroso ou qualquer coisa me faz sentir... Desejado. E quando estamos transando isso me faz ter um orgasmo não só físico, mas mental. Ele me segue e quebra mais uma vez, me preenchendo com porra de novo enquanto me aperta tanto que saio da superfície do colchão e parece que fomos engolidos por um buraco negro. Energia... Demais.

O envolvo em um abraço quando seu corpo cai encima de mim e ele fica respirando pesado, como se tivesse corrido uma maratona, seu coração martelando no mesmo ritmo que o meu. O que eu não faria pra ter a segurança de ter isso... Ter ele em meus braços pra sempre? Ou pelo menos sem medo? Envolvo meus dedos em seu cabelo, o acariciando enquanto minha outra mão ainda o aperta, e quando ele finalmente acalma sua respiração e olha pra mim, primeiro buscando meus lábios e depois simplesmente me fitando penso em quão fodido estou por estar apaixonado e em como inferno eu vou fazer isso porque... Ficar sem ele, sem fazer sexo desse jeito todas as noites e basicamente sempre que ficamos sozinhos... Não é uma opção.

Ele sorri um pouco, parecendo querer me dizer alguma coisa, mas escolhendo o silêncio ao invés. O puxo para um beijo calmo, pra tentar passar um pouco dos meus... Sentimentos pra ele, não para o fazer se apaixonar por mim de volta, só pra mim conseguir lidar. O envolvo por muito tempo assim, querendo que nossos corpos aguentassem mais, porque nunca é o bastante. Não quando se trata de Junhoe.

—Jiwon?— Ele diz quando libero seus lábios pra ele sair de cima de mim e deitar do meu lado, sua voz ficando mais grave e lenta, sinalizando que ele... Cansou o suficiente pra apagar.

—Amanhã quando chegarmos... Vamos fazer no chuveiro. Eu preciso de água pra não pegar fogo.— Ele ri da própria piada, mesmo não sendo... Engraçado, porque é verdade.O garoto me dá um beijo enquanto me puxa para seus braços e tenta trazer o cobertor com os pés sem sucesso, me mostrando seus olhos que piscam lentamente quando sou obrigado a levantar e pegar, ficando de pé na cama na sua frente, me cobrindo até a cabeça enquanto ando para deitar encima dele.

 

Meus olhos se apaixonam pela ultima vez no dia quando recebo um sorriso de rosto inteiro, do que deixa seu rosto enrugado e seus olhos somem, enquanto ele dá batidinhas no próprio peito, me chamando pra deitar. É a ultima coisa que eu vejo antes do meu celular finalmente desistir e a lanterna apagar, mas mesmo no escuro, quando nossas pernas se entrelaçam e substituo seu peito pela volta do seu pescoço, desejo que amanhã pudéssemos ter um... Encontro juntos, pra descobrir se tudo isso... Se todas essas coisas que fazemos só é tão intensa porque estamos entre quatro paredes ou se tem... Mais. Porque enquanto beijo seu pescoço, como faço todas as noites, ele pega minha mão que estava no seu peito e aperta, entrelaçando. E talvez... Só talvez, Junhoe também nutra alguma coisa por mim também...

 

*

Mas então eu acordo. E estou sozinho... E sei que ele já foi, que foi para passar o dia com Jinhwan, de quem ele verdadeiramente gosta. Mas não tenho tempo pra absorver isso, porque estão batendo na minha porta com insistência, me fazendo tropeçar enquanto tento cobrir meu corpo com a primeira coisa que encontro pela frente, me sentindo desnorteado. O barulho é tão.... Insistente que destranco, escancarando com tudo sem nem cogitar ver quem é ou o que quer ou minha situação pra aparecer assim... Felizmente (ou não) é Hanbin e desejo de verdade bater a porta na sua cara e tentar me afogar no box do banheiro.

—Bom dia?— Ele diz incerto, ainda olhando pra mim de um jeito estranho e lembro que estou praticamente pelado. A blusa que vesti mal cobre meu pau. Puxo a peça sem olhar nos seus olhos e sentindo meu corpo esquentar de vergonha.

—Fecha os olhos.— Comando, o que o faz bufar mas quando vê que estou falando sério obedece. Sei que provavelmente já viu mais meu corpo do que eu mesmo, mas isso foi antes. Corro para entrar no banheiro, batendo a porta.

—Posso entrar agora?— O outro ironiza e quero sorrir pelo seu tom de... Carinho. Ele sempre fala assim comigo quando acha que estou fazendo alguma coisa... Fofa demais.

—Vou tomar banho.— Respondo simplesmente, desejando poder simplesmente pular esse dia, porque não estou... Preparado.

 


Notas Finais


Vou parar de falar nas notas iniciais porque fica melhor assim certo?

Então.... Eu acabei de terminar 10k de Junhoe POV e tô me tremendo então como essa semana (as always) vai ser caótica pra mim vim postar mais um hoje e gente eu já vou começar a pedir perdão por binhwan agora porque... Sim piora.
E sobre o June brigando com o Jiwon todo preocupadinho depois pedindo desculpa meu deus junbob eu amo o junhoe demais gente vocês me perdoa que ele é meu utt qualquer coisa que eu tiver exagerando me fala... Mas dá pra ver que eles ficam fazendo de tudo pra não perder um ao outro? I CALL IT LOVE.MP3 falando em love... Essa parte é desabafo + desejo por mais uma junbob então lê quem quer....

EU TENHO 2 PLOT DE ONE SHOT JUNBOB PRA FAZER E NÃO TENHO TEMPO ME MATA PLMDS. Eu tive um insight tão forte hoje com isso que tô chorando sangue porque queria muito fazer mas junbob NINGUÉM LIGA aí eu tô pensando.... Será que eu...??? De qualquer forma, é isso e até o prox ♥


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