História Nova Historia - Capítulo 2


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Categorias Bernard Duarte
Personagens Bernard Duarte
Tags Amor, Atlético Mineiro, Futebol!
Exibições 9
Palavras 519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Um começo


Fanfic / Fanfiction Nova Historia - Capítulo 2 - Um começo

  Eu sempre o achei um pouco presunçoso. Um pouco? Não, era muito mais do que isso. Bastante convencido, cheio de marra, nada modesto, vaidoso até o fim. Era tudo isso e mais um pouco. Sabe aquele tipo de pessoa que tenta ser legal com todo mundo, procura participar de cada uma das conversas e fala coisas fofas para todas – todas mesmo – as meninas? Ele se encaixava perfeitamente nesse papel. Por isso, assim que o vi pela primeira vez já me bateu uma preguiça. "Quero distancia desse meio metro", foi o que eu pensei. Planejei e fiquei.  

  Esquivava seus olhares, respondia com rispidez aos elogios. Cortava todas as conversas e passava longe de esboçar um sorriso. Se ele virava e me mostrava toda a sua arcada dentária brilhante, só o que encontrava como resposta era minha boca, fechada.  

  Assim de graça. Porque achava melhor. E foi essa versão de mim que ele conheceu naquela noite. A garota dura, curta e grossa. Sem o menor contato, se esquivando de sua presença. Por que mesmo? Com toda a minha sinceridade, confesso: foi preconceito. Não sei se era uma vontade de ser a diferentona, mas acho que, na realidade só queria provar para ele – na verdade, pra mim mesma – que comigo não, eu não era igual aquelas garotas. Se o mundo todo estava caindo deslumbrado com o seu jeito de ser, suas piadinhas e elogios vazios a qualquer um e qualquer coisa, eu não estava. Vestida da melhor armadura contra chamegos e confetes, os terríveis, acho agora que me comportei assim, apenas porque... queria ser notada.  

  Pois é, tem gente que realmente conquista. Com o tempo, o encantamento geral começou a passar um pouquinho. Uma atitude dele, antes tão bacana, passou a virar rotina para todas as meninas que já não se deslumbravam tanto assim. Minha reação foi um pouco egoísta, do tipo “ufa migas, acordaram, hein?”, mas foi bem neste momento que eu provei deste mesmo veneno que julguei a todas por terem tomado. Não desceu muito redondo, não. 

  Não sei se foi quando o vi na porta do centro de treinamento precisando de uma carona em uma tempestade que havia pegado a todos de surpresa. Fato é que, despido daquele mar de gente, passei a ver a graça nunca vista antes. Eu comecei a olha-lo por dentro. Ele até podia ser um cara bonito, mas, quando pensava nele via primeiro todas as suas qualidades antes de enxergar o seu 1,65 de altura. Consegui então ler a sua alma, compreendi o seu jeito e desfrutei a sua companhia.  

  Relutei. Como era possível que isso estivesse acontecendo comigo? Mas os inúmeros pensamentos e planos – ai, que idiota! – antes de dormir provavam. As mãos suadas quando o encontrava, o coração batendo mais rápido, a vontade de conversar e mostrar que, sim, eu era uma pessoa legal. 

Me apaixonei. 

Provei do ditado que diz que a raiva anda de mãos dadas com a paixão. Não sei se sempre estiveram juntas, mas foi assim que encontrei o amor: pedindo um novo atacante aos 15 do segundo tempo. 

Não teve muito jeito, ele entrou e marcou gol. 



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