História Nove Meses - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Mpreg
Exibições 484
Palavras 5.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem att hoje por que amanhã não vai ter muito tempo?! \o/
Sim, meus amores. Sem mais demores... boa leitura!! <3

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Nove Meses - Capítulo 7 - Capítulo 7

Nove Meses – Capítulo 7

 

 

Após o acerto de Kyungsoo e Junmyeon, Jongdae e Minseok saírem do “esconderijo” e foram abraçar os amigos. Em seus rostos, era notável a feição tranquila e também esperançosa, por se darem uma segunda chance.

 

- Sério, eu desejo toda a sorte do mundo pra vocês – Minseok voltou a afirmar, quando se despedia dos amigos.

- Obrigado! – Junmyeon agradeceu, recebendo mais um abraço afetuoso por parte do mais velho.

 

A volta foi silenciosa, mas não tão incômoda. O estranhamento, óbvio que existia, mas estavam dispostos a colocar uma pedra no que havia acontecido.

 

- A clínica já descobriu... – Junmyeon deu início ao questionamento, contudo, não conseguiu falar o “quem é o pai do seu filho? ”, que completaria a frase.

- Sim! – Kyungsoo respondeu, sereno. – Me ligaram na sexta, dizendo que tinham localizado ele – completou.

- E o que realmente aconteceu? – questionou o advogado. Ao que Kyungsoo logo respondeu, após um breve suspiro.

- A moça que me atendeu estava em treinamento e a responsável não estava na hora – Kyungsoo deu início ao relato, mas riu por um momento, quando ouviu Junmyeon resmungar “irresponsável”. – Parece até coisa de filme, mas a confusão toda começou quando ela tropeçou nos próprios pés e deixou as pastas caírem. Eu estava na hora quando isso aconteceu, mas ela juntou tudo rapidinho e guardou. Como eu já tinha o encaminhamento, eu estava certo de que faria apenas o ultrassom, mas ela conseguiu eliminar o ultrassom do sistema e a informação que chegou ao Doutor Sehun, foi a de que eu faria a inseminação – contou.

- Até aí, ok, mas onde entra o outro envolvido nisso tudo? – Junmyeon questionou assim que parou no sinal vermelho. Deu atenção ao esposo, ainda não conseguia acreditar que estava voltando para casa com ele.

- Então... as fichas são organizadas por ordem alfabética – Kyungsoo retomou o relato. – Na minha estava em destaque KK, de Kim Kyungsoo e na sua KJ, de Kim Junmyeon, só que, no que ela deixou as pastas caírem, as fichas se misturaram e na hora de colocar de volta, ela trocou a sua pela de Kim Jongin – explicou.

- Também KJ – Junmyeon completou, com certa acidez na voz.

  - Isso! E as coincidências não param por aí – Kyungsoo afirmou e voltou a contar. – Ele também estava lá pra fazer uma coleta de esperma pra análise, o mesmo que você fez no início do tratamento, mas ela provavelmente não deu a devida atenção às datas e acabou trocando as fichas... e deu no que deu – deixou um suspiro cansado escapar pelos lábios.

- E o que aconteceu com ela? – Junmyeon questionou, olhando rapidamente par Kyungsoo antes de voltar a acelerar o veículo, já que o sinal havia ficado verde.

- Elas, né?! – Kyungsoo corrigiu. – Bom... foram demitidas por justa causa e provavelmente serão processadas.

- E você já... conheceu esse tal de Kim Jongin? – Junmyeon voltou a questionar, tentando, ao máximo, não demonstrar seu incômodo com aquele fato.

- Já! – Kyungsoo respondeu, sentindo o coração bater um pouco mais forte. Ainda era estranho saber que estava esperando um filho que não era do marido – O conheci na sexta-feira mesmo – completou. – Ele também é casado, e ficou tão assustado quanto eu.

- E o que decidiram? – o Kim questionou mais uma vez.

- Aborto não foi uma hipótese levantada, tanto por mim quanto por ele – Kyungsoo adiantou. – Até porque, como eu já tinha sofrido aqueles dois abortos, o risco de isso acontecer agora também é presente, sem contar que no segundo fiz uma curetagem, daí a parede do útero não é cem por cento, o que já traria um certo “risco” para a gestação. E como eu ainda não tinha autorização médica pra engravidar, isso aumenta ainda mais a chance de complicação... e grandes são as chances de eu ter uma gestação de risco por conta disso – relatava calmamente. – E para eu realizar um aborto, teria de ser feito clandestinamente, porque juridicamente eu não tenho respaldo para fazer de forma legal. Eu não tenho nenhum documento que comprove o risco da gestação e nem que isso me ofereça riscos – argumentou, ao que o marido apenas confirmou. – Sem contar que fazendo esse aborto, seria mais uma lesão na parede do útero e se malsucedido, poderia me deixar estéril de vez.

- E em hipótese alguma seria válido você correr esse risco – Junmyeon adiantou-se em dizer aquilo. Por mais que aquela situação não fosse agradável, porque não era, ainda assim, ele era sensato o suficiente para medir os riscos que envolviam Kyungsoo naquela situação.

- Justamente! – Kyungsoo apenas concordou. – E também tem o fato de que Jongin querer ter um filho, mas o esposo dele, o Baekhyun, não quer, pelo menos antes dos trinta e cinco. E quando fossem ter o filho, seria por barriga de aluguel, então ele meio que obrigou Jongin a armazenar os espermatozoides e fazer uma vasectomia.

- Estranho... muito estranho – Junmyeon murmurou, franzindo as sobrancelhas.

- Né?! – Kyungsoo apenas concordou. – Segundo o Jongin, Baekhyun não quer depender de remédios pra atrasar os ciclos e camisinha o incomoda, mas isso já não é da minha conta – alegou. – Enfim... a gente conversou bastante sobre isso, e no final, decidimos manter uma relação saudável e nos tornarmos amigos, porque nem eu e nem ele queremos entrar em uma briga judicial por guarda de filho. Eu mesmo sei o transtorno que é passar por isso, só pelos casos que você já defendeu e jamais quero passar por algo dessa natureza.

- É bem pesado realmente – Junmyeon concordou. – Além de ser um processo muitas vezes demorado demais, tem também um desgaste psicológico muito grande em torno disso tudo, principalmente em relação a quem perde a guarda, então foi uma decisão sábia a de vocês – admitiu, muito embora não admitisse em voz alta que não gostava da ideia de Kyungsoo ter contato com Jongin... o pai do filho do seu marido. Era complicado ver o marido gerando o filho de um outro cara, mas Junmyeon tinha certeza que conseguiria lidar bem com a situação.

 

 

O final daquele domingo foi tranquilo, apesar dos pesares. Tanto Junmyeon quanto Kyungsoo estavam se esforçando bastante para manter a harmonia entre eles. Kyungsoo para não tentar relembrar a imagem de Junmyeon transando com Yixing no escritório, e Junmyeon tentando manter-se normal enquanto ouvia Kyungsoo falando com Jongin ao telefone.

Na hora de dormir, Kyungsoo achou melhor ir para o quarto que era seu por direito, mas antes, foi até a sala e chamou Junmyeon para que deitasse consigo, pois estava com saudades do marido, contudo, antes de dormir, Kyungsoo se viu na obrigação de pedir perdão ao mais velho por todo aquele descaso acidental e prometeu que se policiaria mais em relação àquilo e pediu que o marido falasse, caso estivesse percebendo que a situação anterior estava voltando, ou simplesmente que falasse consigo sobre o que estava lhe incomodando.

E foi com um selar e um “eu te amo” sussurrado de ambas as partes que a noite naquela casa teve seu fim.

 

 

Muito pelo contrário do que pudesse parecer, a noite não foi tão conturbada. Junmyeon dormiu feliz por ter Kyungsoo consigo novamente, e Kyungsoo, por sua vez, também estava feliz por estar outra vez em sua casa.

No dia seguinte, Kyungsoo acordou um pouco mais enjoado que o normal, e mesmo tomando remédio não conseguiu impedir que o café da manhã fosse colocado para fora quando Junmyeon se aproximou de si.

 

- Jun... acho que é a colônia – Kyungsoo deduziu enquanto terminava de escovar os dentes. – Eu não consigo sentir perfume algum que me dá ânsia – fez careta quando sentiu mais uma ânsia, essa, porém, por causa da escova de dentes passando na língua.

- Então vou tomar outro banho pra tirar o perfume – Junmyeon avisou, rindo brevemente. – Quem diria que a essa altura da vida, eu não teria que ficar sempre cheiroso.

- Céus! Estou desconstruindo tua imagem de limpinho e cheiroso, Jun – Kyungsoo zombou do marido, que apenas lhe cutucou as costelas e seguiu para o outro banheiro de seu quarto.

 

Kyungsoo estava saindo do banheiro quando ouviu o telefone emitir um “bip”, indicando que tinha chegado uma mensagem de texto. Seguiu até o aparelho e desbloqueou a tela. Não foi novidade ver ali uma mensagem de Jongin, perguntando como as coisas estavam, ao que Kyungsoo respondeu dizendo que bem, apesar do enjoo e sua recém descoberta aversão à perfumes, estava bem. Também contou que tinha se acertado com Junmyeon, o que fez Jongin comemorar.

Minutos depois, Junmyeon desceu, dizendo que se sentia estranho por não sentir cheiro algum em si, mas sabia que era por uma boa causa, então valeria a pena. Esperou Kyungsoo terminar de pegar suas coisas e o levou até a K Turismo, despedindo-se com um breve selar.

 

- Bom dia! – Kyungsoo saudou Minseok assim que passou pela porta de vidro.

- Bom dia, Kyungsoo! Como estão as coisas entre vocês? – apensar da animação em ver o amigo, Minseok não escondia a preocupação.

- A gente tá se esforçando – Kyungsoo respondeu após respirar fundo. – Não tá sendo fácil, porque, mesmo sem querer, vez ou outra acabo lembrando do que vi, mas tô tentando pensar que, se ele tá comigo, é porque realmente me ama e se importa – confessou.

- Exatamente! – Minseok apenas concordou, mas antes que pudesse falar algo, a atenção foi atraída por dois seres enormes que entraram na agência.

- HYUNG! – Chanyeol gritou e cruzou a curta distância entre eles correndo, prontamente abraçando o grávido, que riu com sua típica animação exacerbada. – Como estão? – questionou com seu costumeiro sorriso enormemente fofo nos lábios.

- Bem... mas estaríamos melhor se você não estivesse usando esse perfume tão doce – Kyungsoo não queria parecer indelicado, mas não conseguiu segurar. – Estou enjoando qualquer cheiro, Channie – explicou.

- Eu te disse pra não colocar esse perfume por que era muito doce, Yeol – Yifan falou, com uma expressão de quem diz “tá vendo que eu tava certo?!” – Até eu, que não estou grávido, me senti enjoado... quem dirá o hyung. O que foi que eu fiz? – questionou assustado quando recebeu um olhar atravessado do Park.

- Cala a boca, Yifan! – Chanyeol determinou, ao que o outro logo acatou e ainda sussurrou um “desculpa”, tímido.

- Como as coisas hoje em dia evoluem depressa, né?! – Minseok comentou com Kyungsoo, como duas velhas fofoqueiras. Tinha nos lábios um meio sorriso e a sobrancelha erguida – Eu lembro, Kyungsoo, que só fui mandar o Chen calar a boca desse jeito, quando já estávamos namorando – provocou.

- Mas vai que eles já estão, Minseok?! Nesse final de semana não tivemos notícia alguma deles dois, vai que, né?! – Kyungsoo entrou na brincadeira, constrangendo Yifan e indignando o Park.

- HYUNG! – gritou mais uma vez, dessa, porém, em repreensão.

- Olha lá como fala comigo, Park Chanyeol – Kyungsoo franziu as sobrancelhas e apontou para o maior – No teu namorado tu manda, mas em mim, não!

- Mas ele não é meu namorado, caramba! – Chanyeol exclamou revoltado, mas as orelhas estavam muito vermelhas.

- Então me explica por que o Yifan te disse pra não colocar esse perfume – Kyungsoo retrucou. Amava ver Chanyeol com vergonha.

- POR ACASO, eu encontrei Yifan lá em baixo – Chanyeol tratou logo de explicar. – Daí resolvi entrar numa loja pra comprar um presente e vi esse perfume.

- E o que você foi comprar? – Minseok questionou, curioso como sempre foi.

- Isso! – visivelmente constrangido, Chanyeol abriu a bolsa que trazia nas costas e dela tirou um pequeno embrulho e entregou a Kyungsoo, que o olhou surpreso.

- Oh! – Kyungsoo pensou em falar algo, mas ao ver o que tinha dentro, foi automático seus olhos lacrimejarem.

 

O embrulho era pequeno, era num tom de azul bem clarinho, quase branco. Era possível ver ainda, no embrulho, pequenos ursinhos brancos. Dentro do pacote, Kyungsoo encontrou um par de sapatinhos para recém-nascidos, também azul. Era o primeiro presente que Kyungsoo ganhava, e vindo de Chanyeol, que sempre fora carinhoso consigo, tinha um valor muito grande.

 

- Obrigado, Channie! – pouco se importando com o perfume extremamente adocicado, Kyungsoo abraçou Chanyeol, que o abraçou de volta. – Que lindo! Ele vai sair do hospital usando esses sapatinhos, tenha certeza! – afirmou enquanto olhava os pequenos sapatinhos em suas mãos.

- Ah! Então também vou comprar algo pra o meu sobrinho lindo usar quando sair do hospital – Minseok falou, pegando a carteira. – Espera que eu já volto!

- Pra onde você vai, Min? – Jongdae questionou quando saiu da sala e encontrou o companheiro na porta.

- Chanyeol comprou um par de sapatos pro chaveirinho, Chen... tu acha que vou ficar por baixo de um troço desse? – questionou numa falsa revolta, fazendo Chanyeol gritar “hyung!” mais uma vez. – Vi um macacãozinho lindo nessa mesma lojinha de artigo para bebês.

- Ah! Então eu vou também, espera! – Jongdae afirmou, jogando os papéis sobre a mesa, se aproximando de Minseok – Vai comprar algo também, Yifan?

- Vou comprar o que? – Yifan perguntou em resposta. – O menino já tem sapato, macacão... sobrou o que na lista? Fralda? – questionou por fim, arrancando gargalhadas dos outros.

 

De todos, Kyungsoo era o mais feliz. Era bom saber que tinha com quem contar, pessoas que o colocavam para cima quando as coisas não estavam tão boas. Kyungsoo tinha tudo para estar passando um dos momentos mais complicados de sua vida, mas graças aos preciosos amigos, estava sendo tudo extremamente mais fácil. Mas já bem dizia Minseok, “o problema quando compartilhado, pesa menos”.

 

 

Assim que Minseok e Jongdae saíram, Kyungsoo ainda passou alguns momentos sendo paparicado por Chanyeol e Yifan, e aproveitou o momento para contar a eles que tinha se acertado com Junmyeon e explicar toda a situação “por trás” da traição. Ambos ficaram aliviados com a notícia, apesar de que Chanyeol tinha ficado com um pé atrás com Junmyeon, mas pelo hyung ele faria tudo.

O resto daquela manhã de segunda foi tranquila, apesar dos enjoos que Kyungsoo sentia sempre que chegava alguém com perfume forte demais ou doce demais, ele conseguiu se sair bem, ainda mais quando Yifan lhe entregou um pequeno isopor repleto de pedras de gelo.

 

- Lembrei que o meu pai me disse que, durante a minha gestação, quando estava muito enjoado, ele sempre mordia pedras de gelo. Ele enjoou quase cinco meses – Yifan contou.

- Agora tá explicada essa tua cara enjoada – Chanyeol, que estava preenchendo alguns panfletos, alfinetou o chinês, que no mesmo instante olhou para si com aquela típica expressão de nojinho. – Tá vendo?! É dessa cara azeda que eu tô falando – apontou para o maior com a caneta.

 

Yifan ainda abriu a boca para dar uma resposta bem desaforada ao Park, mas as gargalhadas de Minseok e Kyungsoo o impediram, então ele apenas estreitou os olhou e, com a mão direita, fez aquele típico sinal de quem diz “me aguarde”.

 

- Uiii! Ele te ameaçou, Channie – Minseok aproveitou a oportunidade para colocar mais lenha.

- Blefe! – Chanyeol desdenhou do chinês, que o olhava com a sobrancelha erguida. – Tem essa cara de mal aí, mas na verdade não faz é nada – falou sem nem olhar o Wu.

- É, né?! Vou lembrar dessas palavras quando você disser “não, Fan, para!” – Yifan imitou a voz do Park, que de imediato parou de rir e ficou com o rosto e as orelhas completamente vermelhos.

-  COMO É O NEGÓCIO? – Minseok não se conteve. Gritou mesmo, chamando a atenção de Jongdae, que saiu da sala quando ouviu as gargalhadas escandalosas do marido logo depois.

- Pelo visto o "negócio" aqui tá muito bom – Jongdae falou assim que chagou na recepção e encontrou Minseok e Kyungsoo em meio a uma crise de risos e Yifan com seu melhor ar de deboche para um Chanyeol completamente envergonhado, de cabeça baixa, tentando superar a vergonha que estava passando no momento.

- Chenchen, deixa essa porta aberta – Minseok pediu em meio aos risos – Tá perdendo Yifan e Chanyeol parecendo gato e rato – assim que terminou a frase, gargalhou com força quando ouviu Yifan miar, mas não foi qualquer miado. Como o próprio Minseok classificou, foi um miado grosso, o que fez todos rirem ainda mais, ao ponto de nem o próprio Chanyeol conseguir ficar sério.

Após a explosão de gargalhadas, todos voltaram ao trabalho, mas vez ou outra riam escandalosamente, pois Chanyeol apelidou Yifan de “Roucat”, já que, segundo ele, o Wu era um gato rouco.

 

 

Era quase hora do almoço quando o celular de Kyungsoo tocou. Era Jongin.

 

- Oi! – Kyungsoo atendeu amigavelmente. De imediato, atraiu a atenção de Minseok, que perguntou quem era. – Tô sim, Jongin – usou da resposta para “matar dois coelhos de uma só vez”. – Tá bem... tô te esperando. Até daqui a pouco – falou antes de finalizar a ligação.

- O que ele quer? – Minseok questionou.

- Ele me chamou pra almoçar – Kyungsoo respondeu, já se preparando para sair em poucos minutos. – Ele tá por aqui por perto – explicou. – Então resolveu me chamar pra almoçar, pra saber como está a gestação, essas coisas.

- Você acha que pode ter alguma segunda intenção por trás disso? – Minseok sugeriu.

- Acho pouco provável, Minseok – Kyungsoo falou a verdade. – Ele é casado tem uns dois anos já, sem contar que nos conhecemos não tem uma semana. Acha mesmo que ele teria segundas intenções comigo? Ainda mais sabendo que eu e o Jun nos demos uma segunda chance?

- Tem razão – Minseok concordou quando viu o amigo levantar, então voltou a atenção para o computador. – Soo, aproveita que tá em pé, pega minha garrafa de chá gelado na geladeira, por favor?! – pediu.

 

Kyungsoo apenas confirmou com a cabeça e seguiu na direção da sala de descanso, onde ficava a geladeira, contudo, antes de entrar no ambiente, travou ali mesmo, com a mão na maçaneta. De fato, não esperava ver aquilo, mas preferiu ficar na dele, fechou a porta com cuidado e voltou para perto de Minseok, que o olhou com as sobrancelhas juntas.

 

- O que foi, Soo? – Minseok viu a expressão assustada e envergonhada do amigo, achou estranho. – E cadê o meu chá?

- Não peguei – Kyungsoo apenas respondeu o óbvio.

- E porque não? – Minseok questionou de volta.

- Porquê Yifan e Chanyeol tão se beijando lá dentro, eu que não ia atrapalhar – Kyungsoo falou e já saiu da frente do amigo, porque sabia que ele iria correndo para ver a cena, e ele foi.

 

Como um raio, Minseok correu até a porta, tocou a maçaneta desta e a empurrou lentamente, deparando-se então com uma das cenas mais fofas que já tinha presenciado até o momento. Chanyeol estava escorado na parede, com sua inseparável garrafa de água na mão direita, que estava rente ao seu corpo, enquanto a esquerda fazia carinho na nuca de Yifan, que segurava a cintura do Park com carinho. Suas cabeças se moviam em sincronia enquanto os estalos dos beijos trocados ecoavam por toda a sala.

Chanyeol parecia completamente entregue aos toques de Yifan, que também parecia estar em outra dimensão. Ambos de olhos fechados, apenas aproveitando aquele momento de calmaria para externarem seus sentimentos através daqueles beijos. Embasbacado, e com um sorriso besta nos lábios, Minseok encostou a porta mais uma vez e se aproximou de Kyungsoo com as mãos no rosto, uma de cada lado.

 

- Gente... o Chan – Minseok tinha um ar todo paternal, como se estivesse orgulhoso pelo fato de seu filho ter encontrado uma boa pessoa.

- Eles não são lindos juntos?! – Kyungsoo também estava com um sorriso tão besta quando o de Minseok, que apenas confirmou com a cabeça. Duas buzinadas foram o suficiente para fazer Kyungsoo lembrar que tinha um compromisso. – Deve ser o Jongin, até daqui a pouco, fui! – falou e se despediu do amigo.

 

De fato, era Jongin que o esperava, já com os vidros abertos. Kyungsoo ainda sorria bobo com o que acabara de ver, mas seu sorriso morreu assim que abriu a porta do carro e olhou para Jongin.

 

- Quando a gente chegar lá eu te explico – Jongin falou antes mesmo que Kyungsoo perguntasse qualquer coisa.

 

Kyungsoo apenas concordou e entrou. Não conseguiu evitar olhar para o moreno algumas vezes durante o trajeto até o restaurante ao qual Jongin o levava. Era impossível não reparar e se assustar com todas as marcas claramente visíveis nele. Jongin estava com marcas de arranhões bem visíveis no rosto e, principalmente, no pescoço. A mão esquerda estava enfaixada e as feições do motorista não era das melhores. Não aparentava sentir raiva, mas sim uma tristeza muito grande.

Como Kyungsoo não se sentiu mal, chegaram rapidamente no restaurante. Diferente da primeira vez, Jongin pediu uma das salas particulares, afinal de contas, não queria chamar mais atenção do que estava chamando. Kyungsoo apenas o seguiu em silêncio, e só o quebrou quando, tanto ele quanto Jongin, estavam devidamente acomodados e prontos para escolher o que comeriam.

 

- Então... pode dizer o que foi isso? – Kyungsoo questionou e notou que Jongin parecia desconfortável com aquela situação. – Mas se não quiser contar, não tem problema.

- Não... – Jongin falou baixo, sem encarar Kyungsoo. Parecia envergonhado demais para levantar o olhar. – Bem... lembra que eu disse que contaria da gravidez pra o Baekhyun assim que chegasse em casa? – questionou e Kyungsoo apenas concordou, balançando a cabeça. – Pois bem... isso que você está vendo, foi essa a reação dele – revelou, o que deixou Kyungsoo visivelmente chocado e sem saber o que dizer.

 

Nunca em sua vida Kyungsoo imaginou que Jongin seria agredido, ainda mais daquela maneira tão... selvagem? Olhando mais de perto, além dos olhos extremamente tristes, Kyungsoo notou que o lábio inferior dele estava com um corte pequeno no meio. O lado esquerdo do rosto estava mais arranhado que o direito. Eram claras as marcas de unha em seu rosto e pescoço, principalmente. Nem quis imaginar como estariam as outras partes do corpo. De repente, sentiu medo.

 

- Ele simplesmente surtou – Jongin contou sem que Kyungsoo precisasse pedir. Ainda olhando para a mesa de madeira e seus desenhos, respirou antes de prosseguir. – Eu aproveitei quando estávamos jantando... comecei falando do dia que eu tinha ido lá na clínica, fazer a coleta. Tentei ser o mais sutil e calmo possível, contando todos os detalhes possíveis, e ele parecia calmo, mas quando falei da gravidez... ele simplesmente me atacou – era possível ver as lágrimas se acumulando em seus orbes e a voz sair um pouco trêmula. – Eu mal tive tempo de me defender. Ele começou a gritar, dizendo que era mentira, que eu estava traindo ele e que aquilo tudo era uma mentira pra encobrir o amante, então começou a me bater e me arranhar... quando eu consegui o tirar de cima de mim, ele pegou a taça com vinho e jogou no meu rosto, o vinho pegou no meu olho, então quando tentei me apoiar no chão, com medo de ele avançar em mim de novo, minha mão foi direto na taça e ela quebrou... quando senti a dor e vi o sangue pingando, eu fiquei desesperado, mas ele continuava me xingando. Então só peguei a carteira, o celular e saí de casa direto pra o hospital... Precisei fazer uma pequena cirurgia pra religar o tendão – contou, olhando para a mão enfaixada. – O médico disse que se o pedaço de vidro tivesse entrado mais meio centímetro pra o centro da mão, o nervo mediano seria comprometido e era provável que eu ficasse com os movimentos limitados.

 

Kyungsoo perdeu a fala por completo. Conseguia apenas encarar Jongin, completamente chocado com aquilo, e só tentava imaginar como seria o marido dele, porque o estrago foi grande. Então, por um momento, agradeceu aos céus por Junmyeon não ser violento. Ele ainda chegou a acreditar que sua situação era muito complicada, mas a de Jongin se mostrava bem pior, porque apesar de tudo o que houve, Kyungsoo não foi agredido. E Jongin, além de ter sido agredido, quase ficou com sérias sequelas.

Foi instintivo. Kyungsoo estendeu sua mão e pegou a do moreno com cuidado. Conseguia ver apenas o dedão, e as pontas do indicador, médio e anelar, o mindinho estava coberto pelas faixas, que cobriam toda a mão até um pouco abaixo do pulso. Não sabia bem o que estava fazendo, apenas sentiu a necessidade de dar um pouco de consolo a Jongin e também um pouco de carinho. Sentiu que ele precisava daquilo naquele momento, e não se negaria a fazê-lo. Quando levantou os olhos para Jongin, viu os olhos vermelhos e a tristeza estampada ali.

 

- Sinto muito – foi a única coisa que Kyungsoo conseguiu dizer naquele momento, mesmo que em meia voz.

- Não sinta... não por isso! – Jongin repetiu as palavras que Kyungsoo tinha dito na primeira vez que estiveram ali. Era nostálgico. – Mas vamos comer... não te trouxe aqui pra ouvir meus lamentos – ditou, tentando não soar grosso.

- Tudo bem – Kyungsoo apenas concordou. Tentou logo lembrar de algo que pudesse, de alguma forma, alegrá-lo, e sorriu ao lembrar. – Hoje ganhei três presentes – revelou, alargando um pouco mais o sorriso.

- Presentes? – Jongin ainda estava um pouco perdido.

- Sim! – Kyungsoo confirmou. – Um par de sapatinhos azul bebê, um macacãozinho e um boné, também azuis. Foi uma pena que eu tenha esquecido de trazer, mas na primeira oportunidade que tiver, te mostro eles.

- Sério? – pela primeira vez no dia, Jongin mostrou uma reação positiva. Um sorriso tímido. – Não acha muito cedo pra ganhar presentes azuis? – questionou. – Vai que é uma menina?

- É menino! – Kyungsoo afirmou, sorrindo.

- E como tem tanta certeza disso? – Jongin questionou mais uma vez.

- Você já viu algum homem fértil com filhas? Pelo menos que tenham saído deles? – Kyungsoo questionou mais uma vez, com um meio sorriso.

- Não...? – Jongin respondeu, meio incerto. Não que conhecesse muitos homens férteis. Na verdade só conhecia Baekhyun, mas como nunca tiveram filhos...

- Homens férteis não podem gerar meninas – Kyungsoo contou. – É questão de genética – explicou rapidamente. – Como só temos um tipo de cromossomo, não tem como sair “outra coisa”, entende?!

- Eu não sabia disso – Jongin confessou, se posicionando melhor na almofada. A sala onde estavam tinha a ornamentação típica, isso também indicava que eles comeriam sentados em almofadas.

- É! A única “surpresa” seria saber se o bebê é fértil ou não – Kyungsoo contou.

- E como a gente sabe disso? Dá pra ver por ultrassom? – Jongin de repente se sentiu animado. – Bom, de qualquer maneira, eu estou feliz por que sei que serei pai de um menino – alargou ainda mais o sorriso.

- Impressão minha ou você queria um menino? – Kyungsoo perguntou o que já era meio óbvio.

- Sim! – Jongin apenas confessou. – Minha mãe disse que meninas dão muito trabalho e eu não tenho competência o suficiente pra dar conta – no final da frase, fez um bico, o que arrancou de Kyungsoo algumas risadas.

- Sua mãe ela é bem... – procurava uma palavra para defini-la, mas não achava.

- Louca! – Jongin completou o pensamento de Kyungsoo, mesmo que não fosse aquele.

- Eu não diria louca – Kyungsoo se defendeu. – Especial, talvez? – questionou e Jongin riu de verdade.

- Sério! Se ela te ouve falando isso, ela vai te amar pelo resto da vida – Jongin falou, ainda rindo. E por falar nela, ainda não falei sobre essa situação.

- Como acha que ela reagirá? – Kyungsoo estava com medo. Se Baekhyun fez o que fez, imagina a mãe de Jongin?

- O maior sonho dela é ser avó – Jongin contou. – Mas não vou contar agora... pelo menos não nesse estado – sorriu um pouco triste.

- Tudo a seu tempo – Kyungsoo afirmou. – Ainda precisamos decidir onde será feito o pré-natal – informou. – São várias coisas que precisamos decidir, antes que nos preocupemos com todo o resto.

- Você tem alguma sugestão? – Jongin perguntou. – Sinceramente? Eu não tenho a menor noção de nada – confessou. – O que você sugere?

- Eu sei que pode até parecer loucura, e talvez até seja, mas eu estava pensando em fazer o pré-natal na Genetic Center mesmo – Kyungsoo confidenciou – Apesar dos pesares, os profissionais são excelentes.

- Incompetentes são as atendentes e as estagiárias – Jongin comentou acidamente e riu alto, sendo logo acompanhado por Kyungsoo – Mas antes que eu esqueça... o que vamos comer?

 

E só então Kyungsoo se tocou que ficaram aquele tempo todo conversando e não tinham, sequer, pedido nada para comerem, mas Jongin logo tratou de mudar aquilo. Voltaram a conversar logo após decidirem o que comeriam e a conversa continuou mesmo depois que as refeições chegaram. Quando saíram do restaurante, Jongin deixou Kyungsoo na K Turismo e seguiu para o seu trabalho, afirmando que quanto estivesse mais apresentável pararia para ver os presentes.

Quando entrou na agência, Kyungsoo tratou de compartilhar todo o ocorrido com Minseok e o resto da K Turismo, ou como Jongdae falara, a agência das velhinhas fofoqueiras e risadeiras do turismo. Óbvio que foi altamente zoado, mas não ligava para nada daquilo. Na verdade, Jongdae amava toda aquela bagunça deles.

 

 

Após aquele acontecimento, o contato de Kyungsoo e Jongin passou a ser diário, mesmo que não pessoalmente, mas Kyungsoo sempre mandava mensagens, lembrando o outro os horários de tomar os remédios para dor, perguntando se a mão estava melhor, ou se estava conseguindo mexê-la normalmente. E Jongin não ficava atrás, sempre mandando mensagens para Kyungsoo, perguntando como tinha acordado naquela manhã, se estava enjoado, se tinha tomado o remédio para enjoo, ou simplesmente mandando algum link falando sobre os cuidados na gestação que achou interessante e resolveu mandar para ele.

Também não foi novidade alguma quando descobriram que Chanyeol e Yifan estavam namorando após o Park ter um ataque de ciúmes quando uma mulher deu em cima do chinês, descaradamente. Óbvio que Chanyeol se arrependeu amargamente depois, mas já estava feito, não teria como voltar atrás. Restava apenas aceitar as zoações de Kyungsoo e Minseok, que a cada dia estavam piores.

Mas nem tudo eram flores na vida de Kyungsoo... Junmyeon estava começando a se incomodar com o contato diário do esposo com Jongin.

 

CONTINUA...


Notas Finais


E ACABOU MAIS UM CAPÍTULO DE NOVE MESES!!! \o/
O que acharam? Foi bom pra você? Hahahaha
Que momento que cê mais gostou?

Por onde começar a falar desse cap? Sinceramente, não sei!! Rsrs
Eu disse que saberiam a reação do Baek nesse capítulo, quem imaginou que ele faria esse estrago todo no Jongin?
Será que essa reação foi pelo lado ruim dele ou pela surpresa do momento? Ah... no próximo ele chega de fato, então já podem esperar, hein?! Acho que já deu pra ver quem ele vai ser, né?! Pois é...

E esse KrisYeol ai, gente?! XD
Fofos demais, né?! Sério! Eu tô amando escrever todos os momentos deles, mas logo aviso que não vai ser esse docinho sempre, viu?! Só pra deixar avisado, reviravolta e surpresa é algo que vai ter bastante daqui pra frente. Hehe
E podem esperar que a partir de agora eles vão aparecer mais, assim como Minseok e Jongdae também.

Kyung e o Jun estão tentando realmente, mas o que cês acham que vai acontecer com esse contato todo deles?
Seria prejudicial nesse momento que eles estão vivendo ou ajudaria a fortalecer o amor deles?
Muitas questões, hein?! Hehehehe

Ah! Quero super agradecer os comentários lindos que recebi no capítulo anterior e avisar que a próxima atualização, dia 1 de novembro. Vejo vocês lá?

Yehet!! o/


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