História Now I Wanna Go - Capítulo 3


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Categorias Originais
Exibições 19
Palavras 2.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


I CAME BACK BITCHES ! Sim, sim, cá estou eu de novo com um capitulo menor mais importante. ( E trata de deixar tua opinião aqui Gisa!)
A todos os outros que entraram sem querer ou mera curiosidade, dois beijos e boa leitura.

Capítulo 3 - Mudanças de Plano


Pov. Chloe

 

 

Aguentar a minha mãe durante os trinta minutos da boate até o meu apartamento era uma tarefa mais difícil do que parecia. Principalmente porque ela não calou a boca um só minuto. Era quase como se o prazer da vida dela, além do silicone, é claro, fosse me azucrinar. Meu estado pós balada com uma dor de cabeça dos infernos não ajudou em nada também. Eu estava tão pronta pra explodir que não evitei meu suspiro de alivio mais que audível assim que avistei a fachada da minha casa.

Chega dessa loucura!

- Chloe eu sei que eu sou difícil de lidar,- minha mãe resmungou assim que estacionou o carro me impedindo de sair. Fechei as mãos em punho rezando pra que ela terminasse logo- mas seria pedir muito que a minha filha mais velha pelo menos fingisse que presta atenção no que eu falo por, sei lá, dois minutos?

Fechei os olhos reprimindo com muita força de vontade um gemido e virei pra ela. Os olhos acinzentados estavam mais fechados do que o normal me fazendo ver o quanto ela realmente estava chateada, o cabelo  castanho estava preso no típico coque que dizia que ela tinha acabado de acordar e o corpo se espremia num conjunto minúsculo de dormir que quase não acomodava a pele siliconada. Ela era tão turbinada que parecia difícil ser minha mãe.

- Sério mãe, eu adoraria saber da nova viagem que você e o papai vão fazer, mas eu dormi numa boate esperando a Amy voltar e estou com tanta dor de cabeça que nem sei o que ela ainda faz presa no meu corpo então, por favor... Eu te ligo depois ok?

Ela me olha de cima a baixo claramente decepcionada por eu ser uma filha tão insensível e toda a sua pose de mãe carente de desfaz.

- Bom querida acho melhor você descer do meu carro. Não sei se você percebeu quando me acordou antes das dez da manha, mas eu ainda nem tomei café.- ela resmunga num folego só já engatando a marcha.  Reviro os olhos pra sua atitude infantil e desço do carro a vendo arrancar pra longe.

Graças a Deus!

Entro no prédio e pego o elevador procurando minhas chaves dentro da bolsa. Olho também o resto do conteúdo pra ter certeza que o cretino da boate não me roubou nada e finalmente entro no meu apartamento sentindo o alivio me invadir.

Coloco meu telefone pra carregar e ando até a cozinha  pegando um remédio pra dor e tomando logo em seguida. Mas, em vez de relaxar no sofá como eu sempre faço ao chegar em casa, não consigo nem fechar os olhos pensando em Amy.

Por que diabos ela me deixou sozinha naquela boate e foi embora? Ela nunca foi de fazer isso. Toda vez que nós íamos a um lugar em que pudéssemos nos perder e avistávamos um parceiro em potencial tínhamos trinta minutos contados pra ir e voltar. Nada além disso. E, se por acaso não pudéssemos voltar tão cedo – o que sempre era o caso de Amy – mandávamos uma mensagem avisando. Mas ela não me mandou nenhuma droga de mensagem!

 Ligo meu celular e checo as correspondências e caixa postal pra me certificar de que realmente não recebi nada e a resposta não é outra. É quase como se ela tivesse evaporado no meio da festa!

Que merda Amy, onde você se meteu?

Tento ligar pro seu telefone e não me surpreendo quando cai direto na caixa postal. Se ela realmente aprontou alguma coisa não vai aparecer tão cedo. O melhor que eu posso fazer é dar a ela um dia pra resolver seja lá o que a tenha feito me largar sozinha e surgir na minha porta como se nada nunca tivesse acontecido.

Devolvo meu telefone para o lugar e me levanto novamente. Meu cabelo está grudando no meu pescoço e minhas roupas estão tão amassadas que nem ferro daria jeito. Preciso tanto de um banho que venço até minha preguiça indo em direção ao quarto, me preparando psicologicamente pra enfrentar a agua fria que meu chuveiro elétrico quebrado não vai esquentar. É isso que dá dar ouvidos a sua irmã Chloe! É isso que dá!

Ando devagar- quase morrendo- e empurro a porta da suíte. Meus sapatos já tinham ficado na sala e minha blusa está quase passando pela minha cabeça quando finalmente o vejo.

James está sentado na ponta da minha cama, e pela cara de amigo nenhum, sei que eu estou encrencada. Muito encrencada pra ser exata!

Devolvo a blusa para o lugar e ponho na cara o meu melhor sorriso de não fiz nada de errado.

- Eu não sabia que você estava aqui.- digo fitando seus olhos castanhos e seu cabelo, que bate no ombro e sempre está solto, hoje preso em um coque no alto da cabeça. Droga! Droga! Droga!

- Eu dormi aqui. Cheguei depois que recebi a ligação mal educada da sua irmã. - ele diz sem expressão me fazendo suar de nervosismo.- Eu pensei que você voltaria pra casa às oito como sempre,- ele continua quando percebe que eu não vou falar nada- mas você não chegou e eu acabei dormindo. E adivinha Chloe? Eu acordei e você ainda não estava aqui.

Torço minhas mãos atrás do corpo e olho pra qualquer lugar que não seja ele. Eu não fiz nada errado, sei disso, mas ele me faz sentir como se eu tivesse cometido um dos piores pecados do mundo. Me faz sentir como seu eu fosse uma péssima esposa e não retribuísse o esforço que ele faz por mim. Mas essa é a droga da única coisa que eu faço desde o dia que o conheci!

Tomo coragem e volto a olhar pra ele percebendo que ele se levantou da cama. O jeans claro e a blusa de manga vermelha estão perfeitamente alinhados no seu corpo. Sem amassados ou fios soltos.

Ele me olha de forma interrogativa quando percebe que ainda estou o observando. Quase como se esperasse as minhas desculpas pelos erros que na sua cabeça eu cometi. Não hoje James. Não hoje.

- Por que é exatamente que você quer que eu me sinta culpada Cristopher?- pergunto cruzando os braços ao redor do meu corpo, usando seu primeiro nome pra que ele saiba que não é só ele que está irritado.

James semicerra os olhos quase como se não acreditasse na minha ousadia. Eu quase não acredito também. Talvez todo aquele álcool e a discussão com o cara da heterocromia estejam fazendo efeito. Por que, por mais que eu saiba que não estou errada, sempre faço o que ele quer e o peço perdão. Hoje, no entanto, a coragem está fervilhando pelo meu sangue.

- Quem sabe por sua irresponsabilidade de sair com a sua irmã pra um lugar sem a menor higiene ou educação? Ou quem sabe por beber tanto que nem podia se aguentar nas próprias pernas?- ele acusa com olhos reprovadores e nem preciso perguntar como ele sabe disso, ele sempre sabe- Ou por dormir naquela boate dando chance pra qualquer pessoa fazer a droga que quisesse com você! Ou quem sabe ainda por aparecer na minha frente com a cara mais lavada do mundo como se fazer essas merdas fosse normal! Quem sabe por essas coisas Chloe??

- E é normal James!- retruco sem me importar se estou aumentando o tom de voz, coisa que uma dama jamais faria.- Eu tenho 23 anos! Vinte e três! O que você acha que gente da minha idade faz? Fica em casa fazendo crochê?

- Os idiotas sem futuro ou sem  um pingo de cérebro podem realmente  beber até morrer Chloe, mas não futura esposa de um executivo!  Eu tenho uma imagem publica caramba! Vou herdar uma empresa de patrimônio imensurável e você nem pensa duas vezes antes de cair na gandaia sem se importar se isso vai ou não prejudicar a minha reputação! Sem se importar se vai ou não sair num site de fofoca! - ele estoura dando passos na minha direção me fazendo recuar assustada até a porta.- O que será que os acionistas irão dizer quando descobrirem que a mulher que eu escolhi pra ter um futuro não sabe se portar como a droga do titulo dela pede?!

- Eu não vou me casar com um titulo James, vou me casar com você!- grito ignorando a veia saltada na sua testa.

Ele parece querer avançar na minha direção, mas recua finalmente me deixando respirar. Nós não brigávamos com tanta frequência, na verdade nunca o fazíamos, mas quanto mais perto ele fica da cadeira presidencial mais louco parece estar. É como se ele trabalhasse dia e noite pra merecer aquele cargo, mesmo sabendo que já é dele. Como se ele não suportasse o fato de que tem imperfeiçoes, de que erra.

O problema é que ele não parece enxergar que é só ele que sentará naquela cadeira, não eu. É ele que tem 34 anos e precisa amadurecer. É ele que tem a responsabilidade de fazer a empresa do pai crescer, não eu. É ele o homem famoso, não eu. Toda essa carga que ele carrega nos ombros vai caindo sobre os meus lentamente e eu odeio isso. Odeio estar condicionada a um titulo que eu nunca quis. A um papel que eu não fui feita pra encenar.

- Eu marquei nosso casamento pra daqui a dois meses Chloe- ele diz me fazendo voltar a prestar atenção nele.  - Eu estou tentando te dar o tempo necessário pra se acostumar com as responsabilidades decorrentes de construir um futuro comigo, mas parece que você não consegue se adaptar. Que você nem esta tentando se adaptar. Eu te dei a mão e você quis o braço querida. Eu não vou assistir você se arruinar e me destruir pelo caminho. Chega disso.

- Você não pode fazer isso. Não vai dar tempo... e-eu... tem tanta coisa...- digo sem ar e sinto que estou engasgando.

- Eu vou cuidar de tudo Chloe.- ele resmunga passando as mãos pelo cabelo cansado. Parece ter envelhecido dez anos enquanto me esperava. E mesmo que ele esteja acabado, não consigo sentir pena. Eu estou pior.- Você só tem que aparecer no dia e me dizer sim.

Tento engolir o caroço que se formou na minha garganta e argumentar o quanto ele esta sendo antecipado, mas não consigo nem me mover. Quando ele me abraça apertado junto ao seu corpo estou tão chocada que é quase como se eu não estivesse ali.

- Você tem muita sorte de se casar com um homem feito eu Chloe, não se esqueça disso. O destino deve estar ao seu favor pra me botar na sua vida. Eu vou te abrir portas. – ele sela meus lábios e me olha carinhosamente e tudo que eu consigo pensar é que não tenho mais certeza se realmente quero dizer que sim. Se realmente quero desistir de todas as experiências que eu poderia ter vivido só porque penso que o primeiro cara que eu conheci é minha alma gêmea. - Você não saberia conduzir nem um carrinho de compras sem mim meu amor. E eu entendo. Eu na sua idade era tão confuso quanto, só me deixe te guiar. Apenas aceite sua vida como ela é e seja feliz ao meu lado. É tudo que eu lhe peço em troca do mundo que eu vou te dar.

- James eu.. e-eu..- Tento terminar minha linha de raciocínio e impedi-lo de tomar uma decisão tão grande assim. É a minha vida caramba! Assim como as minhas decisões afetam sua vida profissional as suas afetam a minha vida pessoal.

Quando Cristopher James me pediu em casamento eu estava em um momento emocional tão difícil que simplesmente o vi como um escape, um porto seguro. Eu estava apaixonada por ele, sabia que estava. Mas me vendo agora, prestes a entrar em uma relação limitadora e exigente não sei se tudo o que eu sinto, essa paixão inconsequente, vai ser o suficiente.

- Não se preocupe Chloe- ele murmura preenchendo o silencio.- Eu te perdoo. Não precisa ficar se culpando.

James vai embora logo depois, me deixando estagnada no meio do meu próprio quarto, cheia de duvidas e inseguranças.

Eu não quero ser Chloe Bay James. Santo Deus, eu não estou pronta.

 

 

 

 

CINCO DIAS DEPOIS

 

 

Estou preocupada com Amy. Já liguei mais de quarenta e sete vezes para o seu telefone e não obtenho respostas.  Já fui mais de sete vezes ao seu projeto de apartamento e enchi o porteiro de perguntas e mesmo assim nenhuma pista de onde ela esteja. Liguei pro meu pai atrapalhando sua viagem e perguntei se ela havia lhe mandado alguma coisa. James revira os olhos e sai da sala toda vez que eu toco o nome dela. “Sua irmã só está querendo chamar atenção meu amor, se ninguém ligar ela aparece. Você prefere bolo de morango ou limão?” É sempre a mesma história.

Já andei em todos os hospitais pra ver se ela deu entrada e fui na policia, mas eles não tem nenhuma pista de onde ela possa estar. Se ofereceram para procura-la, é claro, mas não quero coloca-la em mais encrencas caso ela realmente tenha se metido em uma e recusei.

Me levanto do sofá onde uma estilista ainda está tentando me fazer ajuda-la na escolha do vestido de noiva e pego a minha bolsa.

James está no telefone desde as duas da tarde resolvendo coisas chatas de casamento e não vê quando eu passo por ele indo em direção a porta.

Só tem mais um lugar nessa cidade que eu ainda não procurei por Amy. Não importa mais o quanto o cara seja grosseiro ou o quanto ele vai odiar me ver lá de novo fora do horário comercial, mas vou mesmo assim.

E dessa vez não me ligo para o  quão mal-educado ele possa ser, não volto pra casa sem o paradeiro da minha irmã. Ou pelo menos uma pista.


Notas Finais


Desculpa qualquer errinho, tem sempre um que passa na revisão.


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