História Nu ABO {Monsta X} - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Tags 2won, Abo, Hyungwonho, Jikook, Kaisoo, Lobisomens, Vampiros
Visualizações 151
Palavras 2.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii ^-^

Capítulo 15 - Chaveiro de Alien


Fanfic / Fanfiction Nu ABO {Monsta X} - Capítulo 15 - Chaveiro de Alien

Wonho, Minhyuk, Hoseok e Jungkook estavam cantando uma música que criaram em conjunto na Vamp & Wolf Entertainment, sim, eles nomearam o salão. Jimin estava observando tímido no cantinho até Jungkook o chamar para participar.

Jooheon entrou e foi logo chamando:

— Hoseok!

Dois alfas responderam, o que o fez ficar confuso.

— Hm… Shin Hoseok.

— Eu! — o tio de Changkyun apontou para si. — Mas me chame de Wonho.

— Não dispenso a formalidade. — o servo respondeu em um tom bem sério. — Me siga.

O alfa seguiu, pararam no corredor.

— Quando você chegou vi que trazia uma mochila… — disse Jooheon. Wonho assentiu. — Tem alguma coisa do I’m lá?

— I’m? — o alfa pareceu confuso, o que fez o servo revirar os olhos.

— Se prestasse atenção no seu sobrinho saberia que ele gosta de ser chamado assim.

Wonho o ignorou.

— Eu trouxe um chaveiro de alien verde que ele gosta. Está sempre comigo. — o lobo tirou o objeto do bolso. — Brilha no escuro

— Ótimo, vou entregar a ele. — tomou o chaveiro das mãos de Wonho e virou as costas.

— Espere! — o servo se virou de volta. — Me diga como ele está.

Jooheon viu em seus olhos que ele sofria por não poder ter contato com o garoto.

— Ele está bem, de verdade.

Wonho sentiu a sinceridade daquelas palavras.

— Me deixe vê-lo, por favor.

Jooheon pensou por um momento.

— Sente a falta dele?

O alfa demonstrou que tinha achado a pergunta absurda.

— É claro que sinto, ele é tudo pra mim.

O servo então desviou o olhar e sem dizer nada se esgueirou para longe dali. Wonho ficou desapontado, mas não surpreso. Voltou à V & W Ent. e se deparou com Hyungwon fazendo uma performance.

O vampiro usava uma vassoura como microfone e com movimentos elegantes cantava uma música que Wonho não conhecia, mas que estava gostando. Seus olhares se cruzaram e Hyungwon usou de suas artimanhas sedutoras para prender a atenção do alfa em si, tendo sucesso em seu intento.

***

Jooheon foi até o quarto de Changkyun, que desenhava quadrinhos de ação sobre zumbis, e lhe entregou o chaveiro de alien.

— Ai meu deus, não acredito! — o garoto surtou. — Onde você conseguiu isso?!

— Eu vi seu tio. — o servo respondeu sentando-se perto dele. — Trouxe isso pra você se sentir mais em casa…

O ômega sorriu, mas logo seus olhos se tornaram tristonhos.

— Meu tio está bem?

Jooheon assentiu.

— Bem até demais. — torceu os lábios.

O garoto fez beicinho.

— Eu pensei que ele tivesse sentindo minha falta… — brincou melancolicamente com o chaveiro.

— Ele está. — o servo acariciou-lhe o rosto. — E quer te ver. — pensou um pouco. — Você quer ver ele?

Changkyun assentiu.

— A última vez que o vi lembro de estar deitado no meu quarto. — sorriu nostálgico. — Ele estava indo pra alguma festa, como sempre. Disse pra eu não o esperar acordado, eu já não fazia isso mesmo. — riu. — Mas aí eu quis vir pra cá e… — hesitou. — E desde então não o vi mais.

O servo sentia em si as nuances sentimentais emanadas pelo garoto.

— Sente falta de casa?

— Às vezes sim. — o jovem híbrido deitou-se no colo de Jooheon, que o ouvia com atenção. — Mas eu gosto daqui também.

— Gosta? — o rapaz riu.

— Gosto. — o ômega abraçou sua cintura, fazendo-o acariciar seus cabelos.

— Sente falta do seu tio?

— Sim, muita. Ele é tudo que eu tenho, entende?

— Entendo… — o olhar do servo estava longe.

Ficaram em silêncio por algum tempo, até Changkyun tirá-lo de seus pensamentos abruptamente.

— Você nunca me fala sobre você… — o rapaz o encarou com um certo choque. — Me conte sua história.

— Quer saber a minha história? É sério? — sorriu meio em pânico.

— Sim, quero. — o ômega assentiu inocentemente.

Jooheon não sabia o que fazer e tentou encontrar uma solução rápida.

— Eu te conto minha história se você me contar a sua.

Changkyun pensou por um momento.

— Tá bom. — disse se sentando. — Minha família é de um lugar longe daqui. São pessoas muito conservadoras sabe, não aceitaram quando minha mãe me teve porque ela era muito nova e era solteira. Meu tio ficou do lado dela e os dois foram expulsos de casa. Logo ela arrumou um alfa e se casou com ele, levando meu tio e eu pra morar com ela. Só que aí teve uma vez que meu tio foi flagrado fazendo indecências com outro alfa e a cidade toda ficou falando do “escândalo do Shin Hoseok”, ele era chamado assim na época. Por causa disso o marido da minha mãe o mandou embora de casa. Acha que minha mãe ficou do lado de quem?

— Do seu tio?

— Não, daquele marido porco dela. Eu odiava aquele alfa. Mas enfim, eu vi meu tio arrumando as malas e disse que iria com ele. Eu não sou tão alto hoje em dia, sabe, mas era bem menor naquela época. — riu. — A cena deve ter sido engraçada, mas eu estava falando sério, sempre tive personalidade forte igual ao meu tio, então nós dois fomos tentar a sorte em Fantagio, e as coisas deram certo pra nós. — seu olhar havia se tornado sonhador. — Desde então ele só gosta de ser chamado de Wonho, porque o nome real dele o faz lembrar daquilo tudo.

— Você tinha quantos anos na época?

— Uns 5 ou 6.

Jooheon riu.

— A cena deve ter sido engraçada mesmo, um pingo de ômega desse… Mas sabe, se vocês fossem vampiros isso não teria acontecido assim. — encarou-o sério. — Os vampiros sempre escolhem o lado do próprio sangue. Os lobos não, estão sempre na luta por poder, território, sociedade… — balançou a cabeça para afastar esses pensamentos.

— Os lobos têm mesmo esse problema… — Changkyun concordou.

— Prova disso é que os idiotas dos lobos destronaram os vampiros, porque eram muito mais fortes que eles, mas se mataram pra ver quem sentaria no trono. Resultado…

— ...nenhum deles sentou. — o ômega completou a frase e os dois caíram na risada.

— Os vampiros sempre governaram o submundo organizadamente, nasceram pra isso. — os olhos de Jooheon brilhavam.

— O problema foi terem mexido com os Minors, por isso que os lobos atacaram e…

— É isso que vocês aprendem na escola? — o servo riu.

— Bom, todo mundo sabe que foi assim. — o ômega não o havia compreendido.

— Não foi assim. O ataque ia acontecer de qualquer jeito e os vampiros não poderiam evitar porque não tinham força pra isso, então sequestraram e chuparam os Minors pra implicar os lobos, com isso também os obrigou a  misturar as espécies posteriormente, formando os híbridos. Mas o plano real deles era outro.

— E qual era o plano?

— Kihyun.

— Ah… E deu certo...

— Por sorte, mas como se diz, apostaram na incerteza, né.

— Por quê?

— Porque o Kihyun não sabia desse plano, e não sabe até hoje. As ações dele são movidas pela emoção, e sem saber ele está executando perfeitamente o planejado.

— E como você sabe disso? Tipo, você não é da família do Kihyun, é?

O servo negou.

— Nenhum dos irmãos dele sabe disso. Na verdade só eu sei, e sei porque meu irmão me contou.

— Então você tem um irmão?

— Tinha.

— Vai, me conta sua história. — Changkyun o encarou com olhinhos curiosos.

— Tá. — Jooheon sorriu tímido. — Meus pais morreram, meu irmão também, e acompanho o Kihyun há mais tempo do que me lembro.

O ômega o esperou continuar, mas ele não o fez.

— É só isso?

— Que você deva saber, sim.

O garoto pareceu meio desapontado.

— E por que você acompanha o Kihyun?

— Fizemos um trato.

— Que trato?

Jooheon se levantou, não parecia estar afim de falar. Changkyun o observou até ele abrir a porta, onde hesitou por um momento.

— Se eu, tipo, tivesse matado alguns alfas por aí, alguns que você talvez conhecesse… — encarou o ômega. — Ainda iria… sei lá… gostar de mim? — perguntou tímido.

O garoto não entendeu bem.

— Você não fez isso, fez?

O servo encarou-o profundamente nos olhos e então saiu do quarto sem nada dizer. Caminhou sem rumo e cabisbaixo.

***

Minhyuk estava conversando com Wonho sobre a moça de quem gostava, abrindo-se com ele sobre o medo que sentia de ser rejeitado por ser vampiro.

— E você provavelmente vai, tipo, a sociedade não permite nem dois alfas juntos, que são da mesma espécie, imagina um lobo e um vampiro… — disse Hoseok, de mãos dadas com Taehyung. Recebeu um olhar reprovador de Wonho, pois o vampiro havia se entristecido.

— Calma Minhyuk, nem tudo está perdido. Olha, eu tenho uma ideia. Ela provavelmente é ômega, né?

— Não sei… — o vampiro respondeu.

— Ela deve ser sim, pois geralmente são ômegas que cuidam de jardim. Tipo, dá perfeitamente pra perceber pelo seu cheiro que você é vampiro.

— E se eu passar perfume?

Os alfas ali presentes riram.

— Ah Minhyuk… — Wonho passou o braço pelo seu ombro demonstrando amizade. — Não subestime o olfato de um híbrido. Todos vocês, com exceção daquele ali — apontou para Jooheon que passou discretamente pelo corredor — têm um leve cheiro de sangue adocicado. — o servo mostrou o dedo do meio a ele e rapidamente desapareceu.

Minhyuk observou a cena e perguntou:

— Qual é o cheiro dele?

— Não tenho certeza. Me soa familiar, mas não consigo identificar…

Taehyung irrompeu em risos.

— E qual é a sua ideia? — Minhyuk só estava pensando nisso.

— Bem…

Wonho explicou que seu cheiro de alfa abafaria o cheiro vampiresco, então emprestou as roupas que estavam em sua mochila ao vampiro e se certificou de que o cheiro de sangue estivesse bem coberto. Arrumou-o direitinho e lhe fez um belo penteado.

— Tá legal assim? — o vampiro estava inseguro.

— Você tá um arraso, agora vai lá. — Wonho o empurrou.

E ele foi.

***

Jooheon sentou na beira do laguinho no pântano e ficou jogando pedrinhas longe na água. Estava mergulhado em melancolia e em sua mente reverberavam as palavras “ele é tudo pra mim”, ditas por Wonho, e “ele é tudo que eu tenho”, ditas por Changkyun.

— O Kihyun é tudo que eu tenho também, ainda mais agora… — sussurrou a si mesmo enquanto atirava desanimadamente mais pedrinhas no lago. — Apesar de que ele não me ama como ama os irmãos dele…

Parou o que estava fazendo.

— A única pessoa que verdadeiramente me amava morreu… — começou a chorar. — Eu fui um tolo…

Deixou as lágrimas caírem enquanto ficava atento a qualquer som que indicasse a aproximação de alguém. Felizmente ninguém o perturbou.

Pensou muito sobre Changkyun e tomou uma drástica decisão, levantando-se determinado a cumpri-la.

***

Minhyuk desceu da árvore de onde observava a moça por quem se apaixonara e caminhou até ela, que cuidava das rosas no momento. A garota estava tão concentrada que não percebeu a presença do vampiro, apesar de que seus passos eram leves e silenciosos, o que a faria não percebê-lo de qualquer jeito.

O vampiro rapidamente pegou um lenço de seu bolso, era moda na Era Medieval sempre carregar lenços bordados, e delicadamente o colocou no dedo dela ao ver que o tinha espetado em algum dos tantos espinhos.

A moça levou susto, mas logo se recompôs e sorriu.

— Minhyuk? — disse com uma doce voz.

O coração do vampiro disparou e ele assentiu meio sem jeito.

— Eu nunca vi você por aqui. — ela continuou.

— Eu tenho visto você… — Minhyuk disse massageando a mão da garota, que sorriu olhando em seus olhos. — Eu gosto de você…

— Amei as flores, elas estão na mesinha lá de casa. Todo mundo tá me perguntando quem é o tal Minhyuk, eu não soube dizer, não conheço você…

— Eu sou alfa. — o vampiro disse com nervosismo. — Sente meu cheiro de alfa? — queria deixar claro que não era vampiro.

A moça rapidamente cheirou seu pescoço, fazendo-o corar. Voltou-se com um olhar apaixonado.

— Que tipo de ômega eu seria se não tivesse sentido seu poderoso cheiro de alfa? — ela riu.

Minhyuk ainda estava apreensivo. A garota, por sua vez, estava encantada e não parava de encará-lo com olhinhos apaixonados.

— Você é mais lindo pessoalmente do que em meus sonhos.

— Sonhou comigo? — o vampiro estava surpreso.

A garota assentiu.

Ambos se sentaram e ficaram conversando e Minhyuk agradecia pelo sol não nascer mais, pois do contrário jamais poderia estar ali.

— Você não estranhou a escuridão? — perguntou para a moça depois de um tempo.

— Sim, os deuses fizeram isso porque estão zangados com a gente, mas vamos continuar a honrá-los cuidando da natureza.

“É sério que ela chamou o Kihyun de deus sem saber?”, o vampiro pensou na ironia do negócio. Ficaram conversando por mais um tempo até ela dizer que era hora de ir pra casa. Despediram-se.

— Você ainda não me disse seu nome… — disse Minhyuk.

Ela sorriu.

— Me chame de KawaiiDesuKa.

A garota deu-lhe um beijo no rosto e partiu, deixando-o sorridente e apaixonado.

***

Wonho estava indo para seu quarto quando Jooheon passou rapidamente por ele de cara fechada, dando-lhe um empurrão.

— Vai empurrar a sua avó! — o alfa gritou, mas ele já tinha sumido.

Percebeu que havia algo em seu bolso, pegou. Era um papelzinho embolado. Desembolou-o e leu o que estava escrito em uma péssima caligrafia.

Talvez eu tenha esquecido de trancar as portas...

— É sério isso? — disse a si mesmo e então saiu correndo para o quarto de Hoseok e Jungkook.

Estava empolgado e disse-lhes que era a chance de fugirem dali, nenhum dos dois, porém, lhe deu ouvidos.

— Acho que é cedo pra gente ir embora. — disse Jungkook e seu tio concordou.

— Vocês que sabem, eu vou dar o fora daqui.

Dito isso, saiu procurando o sobrinho. Abriu, então, a porta do quarto certo e o encontrou treinando passos de luta.

— Changkyun! — gritou e correu até o garoto, apertando-o em um longo abraço.

— Tio, você aqui, eu não acredito! — o garoto o apertou também.

— Como você está? Eles te machucaram? Você tá bem? — o alfa estava eufórico.

— Tô bem tio, não me machucaram não.

Wonho pegou-o pelo braço e começou a arrastá-lo para fora de lá.

— O que tá fazendo, tio?!

— Tô te salvando, Kyunzinho! — o alfa respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

O ômega, no entanto, tentava se arrastar de volta para o quarto.

— Eu não quero ir embora, tio!

— Fica tranquilo Kyunzinho, não vai acontecer nada.

Wonho continuava arrastando-o para fora, e ele continuava tentando se segurar no que pudesse.

— Changkyun! — o alfa se irritou.

— Tio! — o ômega se irritou também.

— Eu entrei aqui pra te resgatar e vou fazer isso! — puxou-o com força.

— Não se eu não quiser ser resgatado! — o garoto segurou com força na maçaneta da porta de um dos quartos.

Obviamente o alfa era mais forte e conseguiu arrastá-lo, mesmo com seus choramingos. Porém ficou imóvel ao ver Hyungwon parado no fim do corredor, olhando para aquela cena.

Seus olhares se cruzaram. Wonho sabia que tinha de tirar Changkyun dali, mas em troca teria de deixar para trás aquele garoto misterioso que todos chamavam de Chae. Aquele garoto que ele incansavelmente tentara seduzir, mas que sempre se mostrara tão frio. Porém não naquele instante. Revelando toda a fragilidade que a frieza lhe escondia, seu olhar implorava para que o alfa não o abandonasse.

Enquanto pensava nisso e lutava para segurar o sobrinho, o vampiro desapareceu. O alfa então seguiu o caminho até o andar térreo e lá novamente encontrou Hyungwon.

— Os outros não vão com você? — o vampiro perguntou.

— Eles não querem ir. — Wonho respondeu meio sem jeito.

— Nem eu. — Changkyun resmungou.

Hyungwon foi até a porta e a abriu.

— Por aqui. — indicou-a com a cabeça.

O alfa caminhou até lá e deu uma boa olhada no vampiro, para gravá-lo em sua memória.

— Vai logo!

O vampiro os empurrou e fechou a porta, trancando-a e sentando-se encostado nela enquanto uma lágrima escorria em seu rosto.

— Eu sabia desde o início que não devia abrir meu coração para você… — sussurrou a si mesmo.


Notas Finais


Como sempre, perdoem os erros ^-^

Kissus <3


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