História Numa outra vida. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Nalu, Reencarnação, Romance
Exibições 69
Palavras 3.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


EU NÃO CONSEGUI PARAR DE ESCREVER, CONFESSO, MEU DEUS <3333
Vocês realmente me animaram muito com os comentários e favoritos, muito obrigada <33
Já vou buscar continuar o próximo amanhã! Mesmo um pouco ocupada, vou tentar fazer com que o capítulo 6 saia o mais rápido possível <33

Aviso: crianças de puro coração, pulem a parte do sexo porque não quero ser responsável pela criação de mentes maliciosas, obrigada QQQQQ

Capítulo 5 - Pertencer.


Fanfic / Fanfiction Numa outra vida. - Capítulo 5 - Pertencer.


Lucinda simplesmente não conseguia dormir. Era uma noite agradabilíssima, onde a brisa que soprava em seu quarto através da varanda era bastante suave, a temperatura perfeita. A cama estava macia, assim como os lençóis e travesseiros, tudo perfeito para uma maravilhosa noite de sono; Lucinda achara a posição perfeita para adormecer, porém mesmo assim, fechava os olhos apenas para abri-los novamente. Não era por conta de nenhum pesadelo, longe disso! Era a pura ansiedade pelo dia de amanhã, consumindo todo o seu ser. Não suportando mais ficar deitada, a moça levantou-se e caminhou até a sacada, apoiando-se na mesma com um suspiro.
Tinha de confessar que não acreditara quando Natan dissera que a levaria para fora da mansão, mas quando o rosado começou a bolar um plano para tirá-la dali, notou que ele falava sério. No momento, um misto de emoções tomou conta de si: estava ansiosa e assustada, feliz e amedrontada, tudo ao mesmo tempo! Era uma ideia maravilhosa a de deixar aquela casa por um tempo, ainda mais com seu amado, mas... E se o mundo tivesse mudado demais pra ela? E se não fosse como ela esperava? E se ela não conseguisse acompanhá-lo? 
Mais uma vez suspirou, pensativa. A ideia de voltar atrás seria inaceitável... Iria enfrentar o mundo pelo seu amor, custasse o que custasse. 
Acontece que Lucinda não era a única com tais pensamentos: Natan estava acordado, olhando para o teto como se esse fosse seu maior objeto de pensamento. Na verdade, tinha o coração preenchido pelos mesmo sentimentos contraditórios da amada: alegria e temor, feliz por ela poder conhecer seu mundo, mas com medo de que ela não gostasse dele. Sentiu-se bobo com tal pensamento: afinal, se Lucinda o aceitara como era, por que haveria de ser diferente com seu mundo? Tentou convencer-se disso, sem muito sucesso. 
Cansado de ficar deitado sem dormir, levantou-se e foi até sua janela, tocando a roseira que recebera da jovem, plantada num vaso ali. Tomara todo o cuidado do mundo com a planta e esta crescera belíssima; Seus pais logo perceberam o porquê de tal cuidado especial com a mesma, mas Hugo sempre virava a cabeça para o lado, tentando entender o que Natan via nela. 
Natan sorriu, olhando para uma das flores amarelas. Deu-lhe um beijo e voltou para a cama, convencido de que o dia de amanhã seria maravilhoso. Não tão longe dali, certa Heartfilia fez o mesmo e os dois tiveram a melhor noite de sono possível. 
✦ ✧ ✦ ✧
- Senhorita, acalme-se! - pediu finalmente Maria Fernanda, sem conseguir se conter. Lucinda andava de um lado para o outro, repassando o plano em sua mente: iria vestir roupas simples que Maria Fernanda conseguira para ela, iria sair junto com algumas empregadas e encontrar Natan na saída. Mesmo que fosse um plano extremamente simples, sentia um enorme frio na barriga. 
- Ah, Maria Fernanda... Estou tão nervosa... - choramingou.
- Ei, vai dar tudo certo, procure se acalmar... - disse a outra, sorrindo para tranquilizar a patroa, que fez que sim com a cabeça, tentando parecer calma. 
Após algum tempo, Lucinda já estava pronta: a roupa que Maria Fernanda lhe arranjara era bonita apesar de simples; apertava-lhe um pouco o busto, já que a loira o tinha demasiado avantajado. Sentia-se livre sem usar cinta e outros tantos detalhes que a prendiam em suas roupas do dia-a-dia. O cabelo estava preso em um coque apertado característico das empregadas, o rosto sem qualquer sinal de maquiagem e um pouco encoberto por um lenço na cabeça. As mãos carregavam um cesta de picnic, preparada por Maria Fernanda. A mesma pôs a mão em suas costas e a guiou para a porta, conferindo antes de sair se não havia ninguém. Sorrindo aliviada, conduziu a moça até a saída dos empregados, onde vários destes entravam e saíam apressados, sem reparar na patroa disfarçada. Quando aproximaram-se da fronteira dos terrenos da mansão, a loira prendeu a respiração; olhou para o mundo de fora e, quase como se não pudesse evitar, estendeu a mão para tocar-lhe. Foi nesse momento que ela reparou Natan que já a esperava encostado no muro, um grande sorriso estampado no rosto. A jovem correu para seus braços, enquanto a empregada sorria e dava meia-volta, com uma reverência graciosa: a jovem senhorita estava sob o melhor dos cuidados agora. 
- Ah, Natan... Onde vamos? - perguntou-lhe Lucinda, empolgada e já sem qualquer medo. O outro riu, enquanto a olhava de cima a baixo; por alguns segundos, a moça desejou ter passado um batom, ou qualquer coisa, mas logo mudou de ideia quando encontrou seu olhar: parecia dizer que estaria igualmente gloriosa ao ser ver mesmo vestindo farrapos. 
- Bom, eu gostaria de levá-la para conhecer a minha família, o local... E após isso, um de meus locais favoritos - respondeu o rosado, com a mesma empolgação. Lucinda corou de prazer ao imaginar-se conhecendo a família do rapaz. Apenas fez que sim com a cabeça, sorrindo para o chão. 
E então foram caminhando pela cidade: Natan apontava cada estabelecimento, dizendo qual era seu nome e dono, o que vendiam... Apontou as praças e, a cada local, parecia ter alguma lembrança sua relacionada a ele para contar. "Ali levei um tombo com alguns amigos!", "Foi naquele bar que fiz uma competição de quem aguentava mais bebida com os mesmo amigos... Passei o dia posterior vomitando!", "Aqui eu tive uma briga com um sujeito... A marca ainda está ali na madeira!", "Foi escalando aquela árvore, no meio de uma queda, que meu irmão Hugo descobriu que podia voar!". Era cada lembrança mais boba, mas Lucinda não se cansava! Ria imaginando as cenas nos locais que ele apontava, vendo os antigos traços de tais experiências. 
Finalmente chegaram à casa de Natan, uma pequena, mas acolhedora construção de dois andares. A loira não pode deixar de sorrir ao notar a roseira no andar de cima, provavelmente na janela do rosado. Apesar da casa ser atrativa, a moça sentia-se extremamente nervosa em conhecer seus moradores. Porém, como se o local sentisse a hesitação da loira, a casa expeliu uma figura baixa e animada que corria em direção aos dois. 
- Natan! Pensei que tivesse acabado de sair! - disse Hugo, sorrindo para o mais velho. Em seguida, notou a garota misteriosa que estava com ele, olhando-o admirada - e quem é essa?
- Hugo! Sim, mas já voltei, na verdade tinha ido buscá-la... Esta é Lucinda. Lucinda, este é meu irmão, Hugo - apresentou-os Natan.
Lucinda não pode deixar de ficar admirada: Os dois eram semelhantes e, ao mesmo tempo, muito diferentes; os cabelos de Hugo eram de uma cor exótica como a dos de Natan, mas diferente deste, os fios do mais jovem eram azuis. Os olhos do pequeno eram do mesmo tom dos do mais velho, mas quanto ao formato, os de Hugo eram arredondados, talvez pela infância. Tinham a mesma pele morena, o mesmo sorriso largo, a  mesma rebeldia nos cabelos... A jovem estava tão perdida em sua comparação que não escutara a pergunta que o azulado lhe fizera. O mesmo lhe encarava com curiosidade, enquanto Natan parecia segurar o riso.
- Desculpe, o que foi? - perguntou, confusa.
- Você é a namorada do Natan? - repetiu o pequeno, impaciente. 
- Ah! E-Eu... - as bochechas da moça ficaram completamente vermelhas. Nunca pensara em Natan como apenas um namorado: alma gêmea ou eterno amor eram termos mais adequados... Porém nunca pensou que, aos olhos dos outros, deviam parecer apenas mais um casal de namorados.
- Sim, ela é - respondeu o rapaz por ela, pondo um braço ao redor de sua cintura, enquanto a outra corava de prazer e o queixo do mais novo caía - inclusive vim apresentar ela a vocês. Mamãe e papai estão em casa, certo?
- Não acredito! É sério mesmo? Você não está brincando? 
- Eles estão, certo? - repetiu o outro, sorrindo pacientemente.
- Sim... - enfim respondeu-lhe o irmão. O mais velho murmurou um "ótimo" e levou a moça para dentro de sua casa. Lucinda pôs-se a captar todos os detalhes do lar de Natan, encantada com o ambiente humilde e extremamente acolhedor, enquanto o rapaz vasculhava a casa em busca de seus pais. Finalmente encontrou-os na cozinha e sorrindo, segurou a mão de Lucy com firmeza, trazendo-a cuidadosamente para o cômodo. 
- Mãe, pai! - cumprimentou-os, animado.
- Natan! Você não tinha saído agora? E quem é essa mocinha linda? - perguntou a mãe, com o mesmo sorriso simpático do pai. Lucinda sorriu para ela, só que bem mais nervosa. 
- Eu fui buscá-la... Queria apresentá-la a vocês! Papai, mamãe, esta é minha namorada, Lucinda - respondeu o filho, o orgulho e carinho perceptível na voz - Lucinda, esta é minha mãe, Natalie.. Este é meu pai, Igneel - acrescentou. 
- É um prazer conhecé-los - disse a moça, timidamente. 
A mãe juntou as mãos, com um sorriso de grande alegria; contornou a mesa e abraçou Lucinda, enquanto o pai parecia espantado e feliz ao mesmo tempo. Natalie foi até a loira - que se sentia cada vez mais tranquila - e a abraçou. 
- Você não sabe o quanto fico feliz, Lucinda! Eu sempre notei que meu filho, mesmo nessa idade, nunca se mostrou apaixonado, então ele apareceu assim outro dia e... Ah, você era o motivo, querida, muito obrigada! - disse a senhora, rindo. Lucinda reconheceu ali a mesma expressão de Natan: aquela que não se importava com sua posição ou aparência, mas que estava feliz simplesmente em vê-la. Não conseguiu esconder a emoção e, quase lacrimejando, agradeceu à outra pela acolhida.
As duas juntaram-se no sofá para conversar e, enquanto Natan as observava sorridente, Igneel o chamou para o canto, a fim de conversar. Quando o filho aproximou-se do pai, o mesmo o encarou, agora com seriedade, apesar de ainda parecer feliz.
- Filho, eu espero que não tente me enganar... Eu sei que o dia que você voltou supostamente apaixonado foi o do baile, porém preferi pensar que não fora por um dama, mas por deus... Essa moça é a mais jovem dos Heartfilia. Não tente negar, posso ver claramente a semelhança entre ela e Layla... Natan, eu quero saber o que você está pensando...
- Eu a amo, pai - respondeu o rosado, simplesmente - não é algo que pude evitar, foi instantâneo... Eu sou a vi e... Soube. E por mais surpreendente que seja, ela também... Eu sei que vivemos uma situação difícil, mas não posso abandoná-la, papai... Eu vejo nosso futuro, vejo nós dois nos casando, nossa família... - confessou, sonhador.
- Posso ver no seu olhar, filho, mas... Isso me preocupa. Não vou lhe impedir, mas... Por favor, tomem cuidado - pediu o mais velho num tom de súplica, enquanto o outro acenava afirmadamente. Por fim se levantaram e foram até a sala, onde Igneel cumprimentou Lucinda e Natan disse que tinham de ir, afinal tinha prometido um passeio a moça. Se despediram e foram para fora da casa, onde Hugo ainda estava, chocado. Riram do mais novo e seguiram em direção à vegetação densa no fim da rua que dava entrada à uma floresta.
- Você vai gostar... É um de meus lugares favoritos! - disse o rapaz, enquanto a outra ria.
- Com certeza vou, estou ansiosa - comentou, sorrindo docemente. 
Natan andava entre as árvores com grande determinação, mesmo sem ter trilha alguma, como se já tivesse seguido o caminho diversas vezes. Murmurava "estamos chegando" com um tom de sorriso, afastando uma planta ou outra do caminho para que a loira passasse; esta parecia abismada com a vegetação exótica que não crescia em seus jardins cuidadosamente aparados. Olhava cada planta, cada bichinho que voava ou escalava os troncos e galhos. O próprio ar parecia ter um imenso sabor de liberdade.
- Chegamos! - disse Natan, repentinamente ao reconhecer o local. 
- Oh! - a moça não pode conter a exclamação de surpresa: após as árvores que atravessaram, a floresta se abria numa faixa de alguns metros, onde bem num centro, um rio corria. Pequenas flores silvestres coloriam o verde da grama, como se fosse pequenos pontinhos; os peixes davam saltos atrevidos para o ar, como se quisessem sentir a luz do sol suave que iluminava o pequeno cenário. 
O jovem sorriu, percebendo o encanto da amada. Pegou sua mão e a levou até o rio onde, com um sorriso maroto, jogou um pouco de água em seu rosto. A loira gritou um "ei!" e revidou a brincadeira; assim continuaram por um bom tempo, até que despencaram na grama, cansados, mas dando boas gargalhadas.
- Ei, lembrei! Maria Fernanda fez uma cesta de picnic para nós! - disse e virando-se para o objeto, retirou dele uma toalha que estenderam no chão. Sentaram-se em cima e exploraram os deliciosos petiscos que lhes foram enviados, comendo-os com gosto, enquanto o rapaz contava experiência que vivera no local.
- ... E eu nunca havia mostrado o local para ninguém além de você - disse Natan, sorrindo, enquanto a moça corava de prazer. 
De repente veio uma súbita lembrança na mente da mesma, de um romance que lera: nela, o casal vivia um momento muito parecido com o seu, mas a convite da moça, os dois tomaram banho no lago e supostamente "se amaram por toda a tarde". Nunca entendera o que acontecera, mas concluíra que fora uma coisa boa. 
Olhou para seu amado, tentada a fazer o mesmo convite. O mero pensamento de vê-lo nu e assim estar com ele a fez ficar intensamente vermelha. Céus, o que estava pensando? Jamais teria a coragem da heroína do livro! Estava dividida entre a curiosidade e a vergonha. Antes que pudesse se conter, simplesmente soltou a pergunta:
- Você não quer... Tomar banho de rio?
O rapaz engasgou-se com o morango que comia, fazendo-a se sentir completamente idiota. 
- O q-quê...? - Natan parecia completamente constrangido, mas  não mais que Lucinda, que encarava a toalha, torcendo-a muda e nervosa.
O rosado não sabia o que pensar sobre o convite: desde cedo tinha pleno conhecimento sobre o que acontecia entre um homem e uma mulher entre quatro paredes, quando havia amor ou simplesmente malícia entre os dois. Tinha consciência de que haviam mulheres ousadas, sem qualquer pudor, e homens que só pensavam nelas. Olhando para Lucinda, tinha certeza que não houvera qualquer malícia no convite da moça, apenas talvez... Curiosidade. Como um homem, não saberia como se controlar ou como se sentiria, mas... Não poderia rejeitá-la.
- Claro, vamos tomar um banho - tentou dizer da forma mais tranquila possível, sorrindo, mas sua face ainda estava extremamente ruborizada. A outra olhou para ele e afirmou com a cabeça, num choque mudo. O rapaz levantou-se e começou a desabotoar os botões de sua camisa, olhando para eles como se fossem a coisa mais interessante do mundo. Retirou-a cuidadosamente, enquanto a jovem o observava de olhos arregalados. Ao ver o jovem despir-se, sentiu algo apoderar-se de si, um sentimento inexplicável que a fez corar de vergonha. Levantou-se e foi para trás de uma árvore, esperando que a leve tontura em sua mente passasse. 
Quando conseguiu se controlar, respirou fundo e levou as mãos às costas, puxando a fita que prendia o vestido; o tecido deslizou por sua pele e, após tirar o restante da roupa, a moça sentiu-se incrivelmente exposta como nunca se sentira. Soltou o cabelo e espiou através dos galhos, vendo o rapaz já dentro do rio, de costas pra ela, a água cobrindo-o até suas omoplatas. Aproveitando a oportunidade, deu uma corrida silenciosa até a água, nadando até onde ele estava. Quando o mesmo virou-se, ela parou, constrangida; a água cobria seus seios, mas era praticamente transparente. 
E Natan? Quando este virou-se para receber a moça, esperou que não tivesse deixado transparecer a centelha de desejo que acendera-se em si. Olhou-a de cima a baixo, sem conseguir se conter; estava tão concentrado em sua "admiração" que não notara o nada discreto olhar ambicioso da jovem.
- Lucinda... - disse simplesmente, a voz rouca. Tentava se acalmar, mas quando achara que iria controlar-se, a loira veio até ele, passando os braços ao redor da sua cintura. 
Nesse momento, Natan pediu desculpas internamente por sua fraca resistência e tomou os lábios de Lucinda com os seus, beijando-a com uma voracidade que para sua surpresa, fora igualmente retribuída pela jovem. Esta deslizou as mãos pelo seu peito até sua nuca, uma delas acariciando os fios róseos e rebeldes de seu cabelo. 
Estimulado, o jovem levou as mãos fortes e ágeis à sua cintura, puxando-a para que ficasse colada a ele, para que o sentisse... Sem entender tudo aquilo que sentia, Lucinda deixou escapar um gemido baixo e inocente que praticamente enlouqueceu o rapaz, que começou uma trilha de beijos desde o canto de seus lábios até a clavícula da loira, demorando-se no local. Tocou-lhe um dos seios com uma das mãos, enquanto a outra mantinha-se em sua cintura. A jovem gemeu em seu ouvido, uma mão puxando-lhe levemente os cabelos e a outra apertando seu ombro. Não haviam notado que se moviam no processo e, já na margem do rio, Natan deitou Lucinda com todo o cuidado sobre a toalha, continuando com as carícias, ajoelhado sobre ela.
O rosado parou alguns segundos admirando-a. Nunca imaginou que tal relação pudesse ser tão maravilhosa e ainda que uma moça tão maravilhosa o quisesse e amasse assim como ele a ela. Seus lábios rosados entreabertos, proferindo gemidos de pura paixão... Não imaginou nem por um segundo que sua situação pudesse ser diferente. Perdeu-se mais uma vez em sua silhueta e ao focar mais uma vez nos seios da moça, resolveu ousar-se mais: tomou-lhe um deles com os lábios, beijando-o e sugando-o, enquanto a outra não se continha em gemidos. Permaneceu assim por um bom tempo, aproveitando o sabor da loira, sem querer que aquilo acabasse nunca.
Lucinda não sentia-se nem um pouco diferente: céus, aquelas sensações eram maravilhosas! A cada toque ousado do rapaz, sentia-se como se seu corpo fosse explodir de um desejo misterioso. Era tudo tão novo, tão... Excitante! Num momento de lucidez, perguntou-se se fora realmente daquilo que a heroína do livro falara. Os poucos segundos que Natan passava não tocando-a eram como uma tortura e, quase como se não pudesse evitar, desviou os olhos para sua intimidade, arregalando os olhos com o "crescimento súbito". 
Quando achou que o rapaz não poderia deixá-la mais fora de si como no momento, o mesmo rodeou seu mamilo diversas vezes com a língua, fazendo-a arranhar levemente as costas dele. Sem se conter, a moça seguiu a linha de sua coluna com o a ponta das unhas e pôde sentí-lo estremecer. Continuaram numa troca intensa de carícias até que Natan buscou seu olhar, o rosto molhado de suor e água, assim como o dela.
- Lucinda... - gemeu, num tom de súplica, mas pôde ver em seu olhar que ela tinha a mesma necessidade que a dele. Não ficou surpreso ao constatar que, ao afastar as suas pernas com as coxas, encaixava-se perfeitamente nela. Viu-a olhar para ele um pouco assustada, mas acariciou-lhe a perna e olhou-a com extremo carinho e afeto, sorrindo para transmitir-lhe tranquilidade.
- Confie em mim - murmurou ao que só obteve como resposta um aceno com a cabeça.
Natan tinha consciência de que Lucinda claramente era virgem e, pelo que sabia, a primeira noite de amor das mulheres doía um pouco. Sabendo disso, buscou penetrá-la com o maior cuidado e lentidão possível, esperando que ela o recebesse. Mesmo assim, tanto ele quanto ela arfaram ao sentir a sensação nova.
- Me avise se doer, está bem? - pediu, preocupado apesar de tudo. Teve que usufruir de todo o seu autocontrole para não afogar-se no desejo.
- Sim... Só... Continue - pediu a moça. Natan sorriu e fez que sim a cabeça, continuando. Quando alcançou sua virgindade, buscou sua atenção e pediu para que olhasse em seus olhos, tentando tranquilizá-la. Ao romper a pequena camada, sentiu-a estremecer levemente, mas tal reação durou apenas um segundo. A loira apertou levemente a mão de rapaz que estava sobre seu joelho, como se o lembrasse de seu pedido. Aliviado, o mesmo inclinou-se e tomou-lhe os lábios, ao mesmo tempo que continuava os movimentos. 
Após algum segundos, Lucinda começou a movimentar-se junto com ele, os dois perdidos entre loucura e razão. Tornaram-se mais frenéticos, os gemidos mais altos e urgentes até que enfim alcançaram o clímax. Ficaram parados por alguns segundos, até que despencaram na toalha, lado a lado, sem fôlego. Ficaram assim por um bom tempo, sem acreditar ainda na experiência vivida. 
- Lucinda... Eu... - tentou dizer Natan, arfando, mas a loira apenas colocou o dedo indicador sobre seus lábios, sorrindo e olhando para ele como se dissesse "eu sei". 
- Vamos agora realmente tomar banho - disse enfim, quando conseguiu proferir uma frase inteira, rindo. O outro assentiu e só então levantaram-se, entrando na água mais uma vez, o que era um alívio para o calor. Deram as mãos debaixo d'água, em silêncio, até que Natan o interrompeu com uma maravilhosa proposta:
- Vamos nos casar, Lucinda... - pediu, quase como uma súplica. Enquanto a jovem o olhava, primeiro surpresa e depois maravilhada.
- Ah, Natan! Era tudo o que eu mais queria, porém... Você sabe que meu pai não... - disse a loira, perdida em emoções. 
- Não importa... Nos casaríamos escondidos. Eu não poderia lhe dar um casamento grandioso como talvez você sempre tenha sonhado, mas você teria a certeza de que eu lhe amaria... Fugiríamos juntos, teríamos uma família... - não conseguiu continuar porque a moça pulou para cima dele, dando-lhe um beijo apaixonado.
- Eu aceito... Vai dar certo... - murmurou, feliz.
- Com certeza vai!  - disse o rapaz, imensamente feliz, tocando a testa na dela - e mesmo que não dê... - após essa frase, buscou olhá-la nos olhos, encarando-a quase com tamanha intensidade que a deixou sem fôlego.
- Não importa que seja nessa vida ou em outra, Lucinda - disse Natan, com um sorriso sereno nos lábios. Levou a mão com extrema delicadeza ao rosto da amada, acariciando-o. A mesma fechou os olhos, sorrindo, tomada por uma felicidade que jamais sentira. - Eu sempre irei lhe encontrar e amar novamente - prometeu-lhe o rosado, certo de que suas palavras eram convictas.
Com esta promessa, Lucinda pode imaginar todo o seu futuro e tudo além dele, com Natan a seu lado... De uma coisa ela tinha certeza: pertenciam um ao outro, não importasse o tanto de vezes que tivessem de se reencontrar para provar isso. 


Notas Finais


EEE este é o fim do capítulo!
Muito obrigada por ler, serião!

Àqueles que acharam a cena da relação muito simples e curta, me perdoem, mas não pude fazer muita coisas por duas crianças inocentes (Natan nem tanto QQ) e que desconheciam o bagulho QQ
Pra terem uma noção, busquei me inspirar numa cena de sexo de um romance de época! Só que o rapaz do livro ainda era bem safadinho, então tive que me virar Q

Se tiverem errinhos ou repetição, ME PERDOEM MESMO! To postando esse capítulo corrida agora, ou ele saía sem revisão hoje, ou bem revisado, mas amanhã ;-; E EU TAVA MUITO ANSIOSA PRA POSTAR <33

Bem, acho que é apenas isso <3
Comentários e favoritos animam bastante! x3 <3333
Beijos e até o próximo capítulo! xD


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