História Número Quente - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Númeroquente, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 865
Palavras 3.693
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O que posso dizer? Apenas tive a ideia para a one shot e de repente surgiu aksjajsajs
Bem, aproveitem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Como havia pensado, Tsunade esperava na entrada. Ainda se obrigando a digerir a ideia desse emprego, praguejava Madara por ter sugerido algo tão estúpido. Por vezes viver na dependência do luxo concedido pelo tio saia caro, uma quebra de regras e ali estava. Suigetsu ainda o pagaria por ter quebrado o carro preferido do Madara. Trabalho num call center, nada melhor que um castigo desses. Se aproximou da mulher que checava o relógio, mas ao vê-lo abriu um sorriso mínimo.

— Que bom que veio — ela disse —, obrigada outra vez por ter aceito  substituir Sasori.

— Tudo bem — disse cordialmente, quando na realidade queria não ter vindo. 

— O período da noite é sempre calmo —  Tsunade ia à frente, passando por cabines vazias de telefone. — Espero que não se importe em passar maior parte da noite sozinho.

Se fosse ficar sozinho, então o trabalho começava a tomar uma forma melhor. Poderia muito bem ficar enrolando no celular, enquanto ficava ouvindo alguma velha falar de seu gato e como se sentia sozinha por ele ter fugido. Ou algum adolescente reclamando da namorada, ou qualquer coisa que as pessoas desse lugar fossem obrigadas a ter de ouvir. Madara apenas o tinha dito o básico: a tarefa é simples, atenda o telefone, escute as pessoas e deixe-os desligar. Não precisa revelar seu nome ou outra coisa. Fácil e rápido. E assim esperava que fosse.

Ao se aproximarem da última fileira com suas divisórias e telefones, pararam. Parecia que a sorte estava ao seu lado, um canto completamente reservado e distante. Tsunade o indicou a cadeira, qual Sasuke se prontificou de sentar, olhando para a tela do computador. Um telefone fixo e amarelo, com um bloco de notas ao lado. Era tudo que ali tinha.

— Bem, a tarefa é simples — ela começou a dizer —, atenda no segundo toque e não pergunte o nome e tampouco diga o seu. Apenas diga alô e espere a pessoa dizer. Estamos aqui para ouvir e é isso. Certo?

— Ok — e ela sorriu. — E se pedirem para deixar recado?

— Não vão pedir. Tudo ocorre no anonimato — Tsunade se aprontava para partir. — Eu vou para casa, mas, se tiver alguma dúvida, tem sempre alguém na sala debaixo. Shizune pode estar dormindo, mas ela o ajudará.

— Tudo bem.

— Ótimo — a Senju enrolou o cachecol ao pescoço — , boa sorte, Sasuke.

Viu-a sair da sala com pressa. Ao que ela desapareceu de vista, apenas se deixou afundar na cadeira, sentindo o tédio do lugar vir e se instalar. Olhou por todo o lugar, procurando por alguém a mais, mas apenas tinha um rapaz loiro ao fundo, com o headset na cabeça e ouvindo. Num outro canto, paralelo ao Uchiha, uma garota de cabelos rubros lixava as unhas e ria de algo que falavam a ela. Na mesa do centro, um homem de cabelos grisalhos dormia, roncando alto e respirando atrapalhado, por vezes nem parecendo respirar direito. Pensou se não seria melhor ir ver se estava tudo bem, mas ao que ele suspirou, deu de ombros.

Olhou para o telefone que estava à frente e o tirou do gancho, testando se realmente funcionava. E por incrível e óbvio que fosse, funcionava. Suspirou pesado e olhou para o relógio. Oito e trinta. Gostaria de poder prever se seria capaz de sobreviver até meia noite. Pegou o celular no bolso do casaco e começou a jogar Clash Of Clans. Nada melhor para passar o tempo naquele lugar.

Estava no jogo ao que parecia horas, quando na realidade apenas trinta minutos tinham transcorrido desde então. Foi quando o telefone tocou pela primeira vez. Um longo e único toque, não teve um segundo, mesmo que tenha ficado esperando. Tirou o telefone do gancho e esperou ouvir algo, mas apenas tinha o silêncio da linha. Guardou o aparelho em seu lugar e olhou pela sala. Os outros apenas continuavam com suas tarefas entediantes. Pensou em dormir um pouco também, mas dessa vez foi seu próprio celular que tocou.

— E então, se divertindo no trabalho? — Suigetsu riu, sem imaginar que o Uchiha sentia vontade de arrancar a vida dele com as mãos. — Que horas sai dai? Tá rolando uma festa na casa do Juugo.

— Tenho que ficar aqui até  meia noite — disse, tamborilando os dedos na mesa.

— Uma pena, vai perder de ver as primas da Karin — ele tornou a rir —, quem sabe depois que sair dai e...

Deixou o celular de lado ao que o telefone tocou. Dessa vez foram dois longos toques, atendeu no segundo e terminando a ligação com o amigo. Respirou profundamente e atentou-se a ouvir o som que vinha da ligação, uma música tocava baixo.

— Alô? — disse e a música se tornou um pouco mais alta. Ninguém o respondia. — Alô?

Ei — a voz feminina chamou a atenção dele —, Sasori. Ei, eu disse que ia ligar, não é?

— Não é o Sasori e...

Apenas queria falar sobre aquela noite — o interrompeu e a mulher riu. — Está sozinho?

— Sasori não trabalha mais aqui — o Uchiha disse.

Que pena — ouviu o suspiro de desalento dela —, ele sabia fazer algo interessante com a língua.

Sasuke sentiu as bochechas arderem com a risada da figura feminina do outro lado da linha sendo quente, seguida por uma respiração suave e leves arquejos. Ela parecia estar correndo. Talvez numa esteira, pensou. 

Sinto muito — ela disse e desligou.

Apenas deu de ombros e retornou ao tédio do lugar. O computador estava ligado e pensou que seria bom perder um tempo na internet, apenas  para não se sentir sozinho. Passou as notícias com desânimo, nenhuma manchete chamativa, nenhuma publicação boa. Suspirou e jogou a cabeça para trás. Talvez o tio soubesse que ele não iria aguentar o lugar na primeira noite e voltaria correndo pedindo pelo cartão sem limites e um trabalho melhor na empresa dele. Mas estava determinado a não dar o braço torcer, não dessa vez.

Mesmo que sentisse saudades das coisas boas que o dinheiro pode comprar, não iria ver aquele sorriso sarcástico na boca de Madara, dizendo que o tinha avisado. Uma irresponsabilidade e ali estava, tendo a energia sugada pelo nada. Olhou para a direção das janelas e calculou qual seria a altura do prédio e se a queda poderia causar algum estrago. Sacudiu a cabeça ao perceber que começava a enlouquecer.

O telefone tocou e o despertou de seus pensamentos. Atendeu como manda as regras.

— Alô?

Ei — a mesma voz de antes —, fui muito mal educada em não perguntar seu nome.

— Não posso dizer meu nome — disse ao se recordar da indicação de Tsunade.

Qual é — ela riu da mesma forma quente que antes —, eu não contarei à ninguém.

— Sinto muito.

Ei — havia um tom excitante na voz feminina — , não há problema algum, Sasori me disse o dele e não se arrependeu. Não seja tão frio, são só algumas sílabas e pronto. Posso te dizer o meu...

Tentado, era assim que se sentia ao ouvir aquela melodia envolvente que vinha dos lábios dela, o convidando a quebrar uma regra do novo emprego. Olhou para todos os lados, notando os outros ocupados.

Vai me dizer? — a mulher questionou manhosa. — Por favor...

— Sasuke — disse por fim. Mentalmente se xingava por ter sido tão estúpido.

Sasuke... — ela sussurrou, como um silvo de excitação. Ele pôde sentir algo correr pela pele, quente e o deixando desconfortável. — Gostaria de me ter falando seu nome de novo? Posso fazer isso mais devagar ainda, se quiser.

— Disse que falaria o seu — a recordou, roubando um risinho abafado dela.

Eu sei. Eu sei... — ouviu o som de lábios sendo umedecidos pela língua. Quase a podia imaginar, quente como o inferno. — Me chame de Cerejinha, por enquanto. Preciso ir. 

A mulher não esperou por nada mais a ser dito por ele, apenas desligou o telefone e o deixou ali, com um apelido na mente e nada além. Ainda tinha o telefone em mãos, quando ouviu o velho que dormia levantar, derrubando tudo que tinha na mesa. Guardou o telefone e viu o homem sair da sala, tropeçando e se espreguiçando. Ele vestiu o casaco e foi embora. Com isso, restava apenas os três ali.

Sua visão se direcionou ao telefone amarelo, pensando e repensando na voz doce da mulher. Ou melhor, da Cerejinha. Se sentia um tolo por ter se deixado levar facilmente por risinhos e insinuações, mas o que poderia fazer, já havia sido laçado naquele momento. Podia ouvir seu nome ser dito por ela, com lentidão e sensualidade. Fechou os olhos e imaginou a figura feminina de roupas íntimas, sobre a cama e sussurrando as palavras que compõe o seu nome. De repente sentiu calor.

Viu as horas e não passava das dez, faltavam quinze minutos para completar o horário. Bateu os pés no chão, olhou pro teto, bloqueou e desbloqueou o celular e, finalmente, levantou. Ao entrar tinha notado uma máquina de doces, então poderia gastar algumas moedas num chocolate barato. 

Como havia planejado, comprou o doce e esperava para que o chocolate caísse pelo buraco de saída, mas a máquina parecia ter emperrado. Sequer seu troco teria.

— Fala sério — resmungou —, como vou voltar para casa? — deu um soco no metal. — Cacete.

Voltou resmungando para a mesa, praguejando a tudo e todos, principalmente Madara. Tinha perdido o único dinheiro que usaria para pegar o ônibus. Já podia se ver pedindo carona, ou então tomando um táxi que usaria o resto de suas economias para pagar. Nem sonhando iria pelo metrô, caminhar de madrugada soava mais seguro que aqueles trens nesse horário. 

Continuava praguejando quando o telefone de sua mesa tocou. Atendeu, tentando não xingar a pessoa do outro lado por causa de seu infortúnio momentâneo.

Sasuke...—  sentiu o sangue gelar e depois um calor vir ao longo do corpo, carregado de excitação. — Um nome muito bonito. Desculpe ter desligado, acredito que agora podemos continuar nossa conversa. O que acha?

— Ainda não me disse seu nome — Cerejinha riu.

Vamos jogar um pouquinho, fica chato se eu entregar tão rápido — ela deveria estar sorrindo e muito. — Está sozinho?

Lançou os olhos pela sala e viu a moça de cabelos ruivos rir enquanto digitava no celular. Mas ela estava distante e podia ver apenas a cabeleira rubra e a claridade da tela no rosto feminino. O loiro ainda estava ao telefone, girando na cadeira e falando calmamente. Então, sim, estava sozinho.

— Por quê?

Curioso demais — a mulher suspirou —, adoro isso. Bem, imagino que esteja sozinho. Quer fazer algo legal? 

— Depende do que vai ser — disse.

É simples, eu vou te falar onde estou e o que pretendo fazer agora e você tenta imaginar — a ideia pareceu-lhe estranha. Mesmo assim continuou ouvindo-a falar. 

— Tudo bem.

Nesse momento tudo que fez foi se deixar afundar na cadeira, esperando-a falar. Não tinha entendido o jogo, mesmo assim o tinha aceito. Afinal, a sua tarefa ali era ouvir.

Não estou no meu quarto, antes que pense — Cerejinha soltou um de seus risos cálidos —, é tão frio aqui. O ar condicionado é ruim nessa época do ano. Mas não me falta casaco, sinto falta de algo mais ...— começava a se sentir interessado nas intenções da frase. — O sofá é bem grande e macio, consegue imaginar? Penso que vou me deitar ali, tirar esse casaco e ficar apenas com o vestido e meia-calça. Mas sei que sentirei muito frio. Está com frio, Sasuke?

— Não — respondeu.

Bem, eu sim — ela soltou um arquejo. — Meu vestido é curto, por isso as meias e o salto alto para ficar elegante. Agora, deitada, o tecido teimoso escorrega e me impede de ficar em paz, não quero que vejam a minha lingerie. Mas você pode, não é?

Engoliu em seco. Ainda estava com a imagem que tinha feito por conta própria horas antes. Então, apenas adicionou um vestido, pensando na figura deitada com as pernas afastadas, o tecido estampado se enfiando entre as coxas e o salto alto se afundando no couro do sofá. Seus olhos se fecharam instintivamente, pensando nela. A voz e a respiração davam vida ao que via em mente.

Se eu desligar o ar condicionado, pode ser que sinta calor — a mulher disse —, mas então terei de ficar nua. Não sei se devo, sabe.

Nada dizia, apenas a ouvia e se deixando levar.

O que faria com uma mulher na cama, Sasuke? — a questão o tirou um sorriso.

— Isso não é uma pergunta que estava no acordo — disse.

Quer que eu diga o que faria com você? — ela riu. Seu silêncio foi o suficiente para concordar. — Infelizmente não tenho uma cama aqui, mas, esse sofá é bom o bastante. Poderíamos nos divertir, o deixaria me segurar firme à cintura, enquanto brinco com seu pescoço e o sinto endurecer sob meu corpo. Me movendo devagar, para cima e baixo.Oh...

Sentiu um pulsar na virilha, seguido por uma onda de excitação vindo com o gemido dela. O membro latejava e já sentia o sangue correr pulsante. E a mulher ao telefone continuava com seus gemidos lentos, deixando o nome dele passar devagar pelos lábios, num sussurro.

Desceria minha mão para o fecho da sua calça e, sentiria você — Cerejinha disse —, bem devagar o tocaria. Sei que gemeria em meu ouvido. Mas tudo que eu faria seria te manter em minha mãos, gemendo e implorando. Sasuke...

Realmente começava a esquentar ali. Seu membro se enrijecia com os gemidos e as insinuações feitas. Se segurava para não se tocar, não seria bom fazer algo do tipo ali, com olhos por ver. Ainda assim, continuava excitando-se e não queria desligar.

Em seguida, minha língua o percorreria por toda a extensão — ela gemeu —, seria como um doce em meus lábios.

Arranhava o apoio de braços da cadeira, evitando dirigir a mão para outro lugar. Mas não sabia se conseguiria se segurar por muito tempo.

Oh... Sasuke...

Passou a mão pelo volume que tinha entre as pernas e massageou devagar, tentando se segurar. A missão se tornava impossível com a voz dela o ditando atos que poderia acontecer. Além da respiração ofegante e gemidos. Ela continuava com aquilo. Foi quando intensificou as massagens ao pênis, relaxando e deixando os gemidos escaparem baixos. Para cima e baixo passava a mão, sendo guiado por ela. Apressou os movimentos, conforme ela também aumentava os gemidos. Abriu o fecho da calça e deixou seu membro ser circulado pela palma. Se segurava firme à haste, continuando seus movimentos.

Acho que agora estou com calor — o riso dela apenas o ajudou a completar a tarefa, chegando ao ápice de seu ato e sentindo o fluído quente e espesso correr entre os dedos. — Foi divertido?

— Sim — disse, ofegante e sentindo o suor prender seus cabelos ao rosto. —  Mas não muito justo.

— Eu sei — ela sussurrou —, também não gosto de apenas imaginar. Mas foi bom, não é? — Cerejinha deixou um último arquejo escapar entre os lábios. — Preciso ir. 

Agradeceu por ela ter desligado, precisa cuidar da bagunça feita e encarar a realidade. Temia olhar para trás e ver os outros o olhando com o membro nas mãos após ter se tocado. Não podia se sentir culpado, não agora. Fechou a calça e lançou a cabeça para trás, checando a mulher  e o homem. Ambos tão distraídos que sequer o notavam. Deu de ombros e procurou por algum lenço ou qualquer coisa capaz de drenar o líquido pálido que manchava o chão abaixo. Sua calça também tinha manchas, praguejou e foi ao banheiro.

Checou o relógio ao retornar de sua tarefa. Onze. Mais uma hora ali e estaria livre. 

Com os pensamentos sendo retomados, riu baixo ao pensar que havia feito sexo por telefone. Soava tão ridículo agora. Entendia porque Sasori tinha deixado o emprego, a mulher do telefone parecia impossível de se resistir. Ou talvez ela fosse algum perigo, ou um homem velho e barbado. De repente se sentiu estranho a isso. Poderia ser qualquer um, talvez até mesmo um de seus amigos. 

Ao segundo toque do telefone, hesitou, pensando que talvez fosse uma piada de mal gosto de Madara ou de Suigetsu. Deixou tocar, até que o loiro do fundo assoviou, chamando a atenção de Sasuke para que atendesse. E, obrigado a isso, tirou o aparelho do gancho e atendeu.

— Alô?

Ei, Sasuke... — era ela, de novo. — Estive pensando, o que vai fazer depois que sair dai?

— Vou para casa — disse.

Entendo... — Cerejinha murmurou —, um último joguinho e pode saber meu nome. Aceita?

Deu por si cansado disso, ainda com a ideia de que não passava uma piada rondando seus pensamentos. 

— Não — declarou ele —, você pode ser qualquer um. Talvez um criminoso, não quero mais isso.

— Calma, Sasuke... — se sentia tentado ainda quando ela sussurrava o nome —, tem um papel e caneta ai? 

— Sim.

— Ótimo — Cerejinha riu baixinho e pôde ouvir som de papel sendo remexido. — O último joguinho é o seguinte, te darei alguns números e se conseguir descobrir o segredo por trás deles, bem vindo ao paraíso! — esperou-a dizer número por número, anotando e pensando de princípio que fosse um número de telefone. Mas havia dígitos a mais. — Boa sorte, Sasuke...

Após a ligação ter terminado, ainda fitava o papel em mãos com aqueles números sem sentido algum. Tentou discar, apenas por achar que pudesse ser de outra região. Mas nada. Tentou somá-los, mas foi em vão pois não tinha lógica o que pretendia. Então, só então, depois de olhar por longos momentos, tentando separar em grupos, jogou os dígitos na internet e esperou a página carregar. Enquanto carregamento demorava, pensou que talvez fosse bobagem demais e não passasse de uma pegadinha dela.

Até que o google maps surgiu, com uma localização. Quis rir. Era o endereço do prédio onde estava, mas não entendia da mesma forma. Até começar a remexer mais e mais, encontrando por fim uma foto com a localização exata. Era o andar debaixo. 

Dessa vez riu, olhando para a porta e pensando se deveria ou não ir. Checou o horário e se aproximava da meia noite, então não teria problema. Foi para o andar abaixo, cruzando o corredor e chegando até uma sala de visitas. Não havia ninguém ali, exceto num espaço mais ao canto, onde o vidro de uma porta se iluminava em tons de amarelo. Ponderou por instantes se deveria ou não se aproximar. Mas já estava ali, que mal faria?

Girou a maçaneta devagar, espreitando por entre o espaço aberto o interior. Ela sorria. Sentada no sofá, apenas com o vestido e meia-calça, sapatos de salto e longos cabelos róseos que caíam no vale de seus seios.

— Parabéns, Sasuke — a mulher disse, rindo. — Que tal um novo joguinho, hã?

Ela se levantou e o trouxe para dentro da sala, se escorando na porta e a trancando. Se sentia tolo por não ter acreditado, mas tinha ganho o jogo, afinal. Seus olhos não podiam se afastar da figura feminina, ela era melhor do que tinha pensando.

— É Sakura — ela se aproximou, sussurrando o nome no ouvido dele.

Assim, a beijou. E, como prometido, Sakura o deixou se prender à cintura dela com firmeza, enquanto as mãos rápidas o ajudavam a tirar a camisa, puxando a fileira de botões e os fazendo se soltar. Mas o Uchiha desceu as palmas da cintura para o traseiro dela, levantando o vestido e prendendo os dedos na liga da meia com a calcinha. A pele macia e quente. Os lábios quentes de Sakura o beijavam ao longo do pescoço, com as unhas sendo cravadas devagar nas costas dele. O guiou até o sofá, o obrigando a sentar.

Ela sentou-se ao colo dele, sorrindo e o deixando segurá-la aos seios, alisando o corpo até chegar à barra do vestido, o tirando do corpo de Sakura. Atirou par longe o tecido, observando o corpo e as curvas dela. Baixou a cabeça para o pescoço da mulher, sugando a carne e a beijando, mordendo e a forçando a gemer, enquanto se movia devagar sobre o membro do Uchiha. Se agarra firme no fecho do sutiã da mulher, tentando abri-lo. Quando finalmente conseguiu, se deixou beijá-la do pescoço aos seios, aproveitando disso.

Mas a mulher sabia que o jogo era para dois e como tinha dito, sua mão ia ansiosa para o fecho da calça dele, rompendo o zíper e o tocando. sentia o membro duro e pronto. Massageou com suavidade, cercando com a mão e começando a movimentar. Ia devagar, depois mais rápido e o instigava a gemer junto dela. Com o homem relaxado no estofado e apenas aproveitando do momento, desceu a boca para o que tinha em mãos. E, então o tomou aos lábios. Quente e úmido. Podia ouvir o barulho das unhas do Uchiha se prender ao couro do sofá, enquanto a outra mão se perdia nos cabelos dela. 

Ao ter o líquido nos lábios, Sakura se ergueu, lambendo com a língua o que havia no restante da boca. Sorriu para ele e passou as mãos ao redor do pescoço de Sasuke, subindo outra vez ao colo dele, o sentindo a segurar firme o corpo. Com a ajuda dele, o sentiu ajustar o membro à entrada, ao que ela deslizou devagar, deixando um grito romper seus lábios.

Os movimentos se aceleraram e ela gemia alto, se deixando levar pelo vai e vem dos corpos. O Uchiha a segurava firma na coxa, vez ou outra a trazia para mais perto. Apenas a sentia cavalgar rápido e com desejo. O suor das peles se fundia, os unindo.

— Oh...

Com rapidez a colocou deitada no estofado, jogou uma das pernas por cima dos ombros e a penetrou outra vez, sentindo-a se estremecer sob seu corpo. Sakura se agarrava tanto a ele quanto ao estofado, gemendo e gritando de prazer. Mesmo o Uchiha gemia, se satisfazendo de um modo melhor. Saiu do interior dela antes de completar a tarefa.Ofegantes e suados, assim um caiu ao lado da outra, dividindo aquele espaço mínimo do sofá.

Fechou os olhos por um instante, respirando fundo e assimilando tudo que lhe tinha ocorrido num espaço de tempo curto.Foi então que, ouvindo a respiração de Sakura ao seu lado, resolveu que o emprego não era de um todo ruim. Madara poderia deixar seu sorriso sarcástico para outro vez, afinal.

 

 

 

 

 



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