História Nunca te Olvidé - Lutteo - Capítulo 2


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Categorias Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Cato, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Simón, Yam
Tags Drama, Lutteo, Romance, Sou Luna
Visualizações 308
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Segredos


Matteo e Luna continuaram se beijando vorazmente. O beijo que trocavam era sincero, cheio de saudades. Era um resquício do sentimento que ainda existia entre eles, mesmo com todas as mágoas. O clima entre o casal se intensificou e Matteo acabou ficando por cima de Luna. Ate que a jovem acordou e empurrou o ex-namorado. Luna se levantou e deu um forte tapa na cara do rapaz, que achou graça da situação e riu.

— Mesmo depois de todos esses anos tá muito evidente que ainda gosta do meu beijo. Eu estava morrendo de saudades de te beijar, menina delivery,  você não? - Debochou, sorrindo sarcástico.

— Cla, Claro que não. Ficou doido? Eu voltei a pedido da Nina, porquê por mim nunca mais olhava na tua cara. - Respondeu Luna, evidentemente nervosa.

Matteo se aproximou e a puxou para perto dele. Seus rostos ficando muito próximos e seus narizes se encostando.

— Vai dizer que na Espanha encontrou alguém que te amasse e beijasse melhor que eu? - Sussurrou Matteo no ouvido dela e acariciando suas costas, o que fez ela estremecer e o rapaz sorrir.

— Viu? Apenas eu provoco esses tremores em você. Só eu, e mais nenhum outro homem. - Disse Matteo, mais uma vez capturando a boca de Luna. Ela quis resistir, mas não conseguiu, e o casal entrou novamente num beijo quente. Dentro de minutos estavam semi-nus no parque, mas isso não importava, o que importava era matar o desejo que sentiam um pelo outro. Ousado, Matteo começou a chupar o pescoço de Luna, enquanto ela arranhava suas costas.

— Mauricinho, seu idiota. Acorda. - Luna pediu, pondo a mão na frente dos olhos dele. Confuso, Matteo despertou e viu que que a morena ainda estava caída no seu colo. Então, nada disso tinha acontecido?

— A, a gente não se beijou? - Perguntou ele, esperançoso de que a resposta fosse sim.

Luna olhou nos fundos dos olhos do homem que ainda amava, confusa com o que ele havia dito e se levantou.

— O que? Claro que não nos beijamos seu idiota, eu apenas cai na poça e você me segurou, nada mais. Acha mesmo que depois de tudo que me fez eu iria te beijar? Desculpa te iludir, mas durante esse tempo que estive fora beijei bocas muito melhores que as suas. - Provocou Luna, adorando ver ele confuso e sofrendo. - Agora preciso ir para casa, avisa pra Yam e pra Nina que elas podem ir lá me ver mais tarde, se quiserem. Tchau. - Se despediu, rindo da cara de bobo dele.

Frustrado por ver que os beijos eram somente uma ilusão da sua cabeça, Matteo voltou para a roda de amigos bufando. Tudo parecia tão real, a boca de Luna contra a dele como se nada tivesse mudado. Ele amava demais a morena. Havia a traído com Ámbar para a proteger, e agora, cinco anos depois, estava noivo da loira justamente para continuar protegendo sua amada. Luna não sabia do que estava acontecendo, e nunca saberia. Era muito perigoso para ela. Queria poder contar toda a verdade e ficar novamente com ela, mas era muito arriscado. Tinha ficado todo esse tempo longe dela para a proteger, e continuaria o fazendo. Mas, agora que ela estava de volta a Buenos Aires seria muito mais difícil. Seus pensamentos foram interrompidos pelo beijo de Ámbar, que Matteo retribuiu secamente.

— Onde estava, meu amor? Estávamos todos te esperando. - Falou a loira, com sua voz soando de repente irritante para Matteo.

— Eu estive com a.. Luna - Despejou ele, temeroso pela reação que sua noiva poderia vir a ter. - Ela chegou e a gente se chocou um com o outro, mas ela teve que ir pra casa. Ela disse que vocês podem ir visita-la mais tarde se quiserem meninas. - Acrescentou, sorrindo fraco.

— Mas não aconteceu nada entre vocês não é? Pode falar meu amor, pra esse bando de desocupados pararem com essa ladainha de que você ainda gosta da Luna. - Ámbar falou, olhando para Matteo com uma cara de "não diga a resposta errada, ou vai ver só".

O moreno ficou subitamente nervoso. Sabia que os beijos não haviam acontecido, mas mesmo assim não parecia ter palavras suficientemente convincentes para responder a pergunta feita pela noiva. O pior era que o pessoal todo estava olhando para ele, esperando uma resposta. O jovem respirou fundo e sorriu fraco.

— Claro que não aconteceu nada, meu amor. Eu te amo, e vou me casar com você. - Respondeu ele, dando um selinho em Ámbar logo em seguida. Todo o pessoal ficou meio desconfiado da resposta dele, mas não quiseram questionar.

Logo todos estavam conversando animadamente, relembrando seus momentos no Roller. Yam e Ramiro trocavam olhares um com o outro que pensavam serem discretos, mas que na verdade todos estavam percebendo. O casal era um dos outros que haviam brigado antes da separação da turma, e parecia que o reencontro também estava mexendo com eles. Depois de um longo período de conversas cada um foi pra sua casa, combinando de se encontrar no Karaokê da cidade de noite.

Luna estava em seu quarto absorta em pensamentos, que, querendo ela ou não, remetiam a Matteo. Ela não podia deixar de perceber que o reencontro deles havia mexido muito com ela, mais ate do que ela gostaria. Os beijos que Matteo havia imaginado não haviam acontecido, mas mesmo assim os dois sentiam uma atração muito forte um pelo outro, e isso era completamente inegável. Luna sorriu, voltando a sentir os braços fortes e másculos de Matteo a segurando, impedindo de cair na poça de lama. Sua boca carnuda, que a jovem sentia tanta saudade de provar. Ela se repreendeu, não podia pensar em Matteo. Não dessa forma. Tinha Diego. E não podia esquecer disso.

— Mamãe. - Falou Sol, entrando no quarto e pulando na cama e abraçando a mãe fortemente.

— Fala meu amor, se divertiu muito com a vovó e o vovô? - Perguntou Luna, sorrindo com ternura para a filha. Era incrível como seu humor mudava quando estava perto dos filhos. Sim, definitivamente Sol e Federico eram o melhor que Matteo tinha lhe dado, apesar de tudo. A jovem artista já não imaginava sua vida sem aquelas duas criaturinhas fofas de cinco anos.

— Não. - Sol fez bico e cruzou os braços, chateada. - Eles não que brinca comigo, só com o chato do Federico. - Explicou.

Luna ficou triste ao ver a filha triste. Dava para ver que ela realmente estava sentida pelos avós não lhe darem tanta atenção quanto davam ao seu irmão.

— Não fica assim meu amor. Tenho certeza de que eles gostam muito de você, e vão querer brincar com você sempre, como brincam com seu irmão. - Luna falou, tentando consolar a filha.

— Mamãe, e o papai? - Sol perguntou de repente, pegando a cantora de surpresa.

Luna nunca tinha dito nada aos filhos a respeito do pai. Para não magoa-los ao saberem que eles tinha os abandonado, ou não porquê Matteo não sabia da existência deles. Eles eram muito novos e não entenderiam a situação. E nenhum dos dois teve interesse em perguntar, então a pergunta de Sol a pegou desprevenida. Luna não tinha a mínima ideia do que dizer, e a garota esperava sua resposta ansiosa.

— Sol, vem brincar comigo. - Chamou Monica, sorrindo para a neta, que se alegrou ao ver que a avó lhe dava sim atenção. Monica pegou a neta no colo e piscou pra filha, que sorriu aliviada ao saber que não teria que responder a pergunta de Sol, pelo menos não por enquanto.

Luna se levantou, abriu a mala e viu o porta-retratos contendo uma foto de um bebê sorridente. Na foto a criança tinha quase um ano, e estava sorridente rodeado de seus brinquedos. Luna passou a mão suavemente pela foto e sentiu uma lagrima cair. Aquele meninho tinha sido muito importante para ela.

Foi interrompida pela chegada de Nina, Jim e Yam que rapidamente correram para abraça-la. As três elogiaram a amiga, dizendo que estava mais linda que nunca, e Nina elogiou Sol e Fede, surpreendendo Jim e Yam, que não faziam ideia de que Luna tinha um casal de gêmeos, muito menos filhos de Matteo. Ela comentou sobre o reencontro deles mais cedo, confidenciando para as amigas que aquilo tinha mexido demais com ela.

— O Matteo também ficou super estranho e nervoso quando nos contou que te viu. Vocês ainda se gostam, tá mais do que óbvio. - Yamila comentou.

— E você e o Ramiro hein? Vi as olhadas que davam um pro outro. - Ponderou Nina, provocando a amiga.

— Cla, Claro que não. Tá louca? Eu e o Ramiro somos passado um do outro. - Gaguejou ela, não se atrevendo a olhar para as amigas.

— Me engana que eu gosto. - Jimena comentou, risonha.

Todas riram, ate mesmo Yam. 

— O Matteo tá noivo da cobra da Ámbar, mas quem sabe com seu retorno isso mude. - Nina brincou, mas sua expressão mudou quando viu a cara triste da amiga. - Desculpa amiga, achei que soubesse. - Desculpou-se a morena, se sentindo culpada.

— Tá tudo bem Nina, eu não me importo com quem o Matteo casa ou deixa de casar, assim como a Yam disse o Matteo e eu somos passado um do outro. - Falou Luna, tentando se convencer mais a si mesma do que as amigas.

— Tudo bem, mas você vai no Karaokê de hoje a noite, e não aceitamos não como resposta. - Exclamou Yamila, decidida.

— Mas meus filhos.. - Luna começou, mas foi interrompida.

— Nada disso. Seus filhos ficam com seus pais. Pra isso que servem os avós. Onde já se viu? Vir pra reunião de ex-alunos do Jam and Roller e ficar trancada em casa. - Retrucou Jim.

— Ai, tá. Me convenceram. - Luna cedeu.

No apartamento de Matteo e Ámbar, Matteo estava tendo uma conversa franca com Simón e Gastón sobre Luna, mas mal imaginava que a loira estava ouvindo tudo atrás da porta.

— E foi isso. A gente se encontrou e fiquei completamente frustrado ao perceber que os beijos foram apenas fruto da minha imaginação. Não adianta, eu amo a Luna demais, e nada nunca vai mudar isso. - Confessou ele, suspirando.

— Você devia procura-la agora mesmo. Luna e você ainda se amam, precisam ter uma conversa franca. Ela tem o direito de saber a verdade por trás da sua traição. - Opinou Gas.

— Isso Matteo, lute pelo seu amor. - Completou Simón.

Matteo se levantou, sorrindo.

— Vocês tem razão rapazes, tenho que lutar pela mulher que amo. E vou fazer isso agora mesmo. - Decidiu o rapaz, saindo porta a fora.

Ámbar bufou. Isso não podia estar acontecendo. Malditos amigos do Matteo. A megera discou um número de telefone rapidamente.

— Oi, sou eu. Matteo tá indo contar tudo para a Luna. Temos que nos encontrar agora e bolarmos um novo plano pra aqueles dois não se aproximarem novamente. Isso não pode acontecer! - Esbravejou Ámbar, irritada.

Luna estava escolhendo qual roupa usaria para ir no Karaokê quando alguém lhe agarrou por trás e lhe assustou. Se virou e viu Matteo rindo do pulo que ela deu.

— Quem deixou você entrar aqui Mauricinho? - Bufou ela, irritada.

— Sua mãe. Precisamos conversar Menina Delivery. - Disse Matteo, se aproximando dela.

— Pra você é

 Luna. E não temos nada pra conversar. Vá conversar com a cobra da sua noiva. - Rebateu.

— Ah, então você já sabe. Mas vamos conversar sim, nem que eu tenha que te prender. - Disse Matteo, pegando o braço de Luna. Os rostos dos dois estavam ficando muito próximos e ele se inclinou para beija-la quando alguém atrapalhou.

— Mamãe? - Disse Federico, confuso.

Luna olhou de Matteo para o filho, preocupada. Os dois se olhavam intensamente, como se soubessem que eram pai e filho. O que aconteceria agora?



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