História Os Tesouros do Éter - O Peregrino das Estrelas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aftenen, Alquimia, Asperger, Autismo, Elementais, Gêmeos, Madainn, Magia, Mundos, Nyctélia, Surdez
Exibições 12
Palavras 1.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou reescrevendo a fanfic e pretendo alterá-la drasticamente. Demorei bastante para escrever para vocês, seus lindos, então leiam e espero que gostem do que escrevi, pois fiz com muito carinho para os leitores que amo tanto.
Até as notas finais, beijinhos do Tio Will

Capítulo 1 - Prólogo


Estas alegrias violentas, têm fins violentos
Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora
Que num beijo se consomem.

- William Shakespeare

Ferraduras idiotas. A primeira coisa que Sebastian iria fazer assim que conseguisse levar sua família a salvo para a dimensão de Madainn, seria matar o ciclope ferreiro que fez ferraduras alquímicas que não mantinham os alicórnios em equilíbrio com a carruagem em pleno ar. Os cavalos alados pareciam desconfortáveis com o peso da carruagem, realmente as ferraduras do ciclope Elatreus não prestavam, mas o que o alquimista poderia fazer: Estava com pressa para fugir e manter a família a salvo de Alexander. No mar de nuvens dos céus do Continente Gélido, uma protuberância rosada – uma montanha – erguia-se em meio a névoa rosada por conta por conta dos primeiros raios que surgiam no horizonte que refletiam a montanha rosada, o famoso Monte Alfajr. 

O topo do monte Alfajr brilhava num tom róseo como o amanhecer e no topo da montanha cercada por uma névoa fria e rosada era possível ver os Portões da Alvorada, um dos muitos caminhos para Madainn através do véu mágico que interligava as três dimensões: Madainn, Aftenen e Nyctélia. As três dimensões onde a magia era regrada de forma diferente dependendo, no caso de Madainn, também chamada de A Dimensão Matutina, a magia não existia naturalmente, tinha de ser trazida de algum modo por terceiros como por exemplo, pelas fadas ou por frestas mágicas entre os mundos. 

A carruagem pousara perto dos portões místicos do tamanho de um dos grandes mamíferos do Oceano Hespéride em Aftenen, feito de oricalco e entalhado com cenas de Madainn, os seres que ali viviam, guerras ocorridas, a evolução de muitas espécies através dos éons, entre outras cenas. Dentre elas, a que mais chamava atenção era a de um guerreiro segurando uma espada ornada com joias e inscrições em um idioma estranho na lâmina. 

A família de Sebastian saía aos poucos da carruagem. A primeira a sair era a cunhada, Miranda, vestida com um de seus vestidos favoritos e arrastando um baú para fora da carruagem. Atrás de Miranda, andando com a graça de um anjo apesar da dificuldade, estava a esposa de Sebastian, Clarissa em seu vestido azul escuro carregando os filhos, Mathias e Maximiliano, com dificuldade nos braços. 

Clarissa era igual a irmã mais velha, Miranda, tinha cabelos negros e longos, olhos azuis como safiras lapidadas, os lábios carnudos e a pele bronzeada como se tivesse sido beijada pelo sol com carinho ao passar dos anos. Os filhos também eram iguais a mãe, cabelos negros e lisos, olhos azuis brilhante, ambos vestiam roupinhas de bebê feitas a mão, uma com desenhos de grifos para Mathias e uma com desenhos de coelhinhos para Maximiliano. Sebastian amava seus filhos igualmente apesar de serem gêmeos e às vezes se confundir qual é qual Clarissa sentou-se em um baú tirado da carruagem e perguntou ao marido: 

 

— Sebs, já chegamos? — perguntou Clarissa com dificuldade em carregar os dois bebês. Sebastian carregou um dos filhos nos braços e beijou-lhe a testa e em seguida acenou com a cabeça que sim para a mulher, então Clarissa sorriu e voltou seus olhos azuis para o marido — melhor começar o encantamento, meu bem, enquanto ele ainda não chega. — enfatizou o ele. 

— Certo, fiquem aqui seguros, abrirei os portões para podermos fugir —  então ele entregou o bebê para a cunhada que o agarrou firmemente e com as mãos brilhando em faíscas de magia começou a entoar cânticos de magia para abrir os portões de oricalco. Círculos alquímicos brilharam no metal róseo nas setes cores do espectro e aos poucos os portões se abriam e tudo ao redor se envolveu de um brilho vermelho pálido. 

 

Sebastian  não demorara para realizar o ritual de magia que abrira os Portões da Alvorada, ele observou e viu um lugar onde sua família poderia viver. Uma casa  azul de três andares e com um jardim de amores-perfeitos na frente em uma cidade madainniana, Las Cruces, era a casa de seus falecidos sogros, a casa dos pais de Clarissa e Miranda. 

Em poucos minutos, o alquimista pegara cada item da carruagem mágica, os diversos baús e caixas e deixava no gramado enquanto atravessava dimensões como se estivesse atravessando a rua. Quando pegou o último baú, o qual sua esposa tinha se sentado, sons de asas pesadas eram ouvidas pelo céu como trovões num dia tempestuoso. Na imensidão, um grande serpe vermelho cuspindo chamas  vinha voando a toda velocidade e nas costas do dragão, um homem de cabelos ruivos com uma espada de fogo brilhando em chamas douradas violentas em mãos. 

O homem era ninguém menos que Alexander, que ao pousar seu serpe perto da carruagem de alicórnios de Sebastian, o grande réptil alado e bípede destruiu a carruagem com as garras de seus pés e devorou os equinos alados sem piedade, em mordidas fortes. Alexander desceu de sua montaria dracônica e com sua espada, Rompechamas, em mãos. rosto do ruivo era sarapintado por sardas e estampada com um sorriso maligno, os olhos antes verdes agora estavam violeta, loucos e possessos de poder, a armadura brilhante e a cota de malha negra brilhavam a luz do vermelho pálido do portal ali perto lhe dando um aspecto demoníaco. Alexander de fato parecia com um demônio. Um demônio louco de poder e violência. 

 

— Ora, ora se não é quem eu estava a procurar — o tom da voz de Alexander soava sarcástico e ao mesmo tempo maligno por conta da rouquidão. — E ainda estão de mudança? Não quer uma ajudinha, Sebastian. Esperava mais de você, Sebástian Victor Gutiérrez, O Vento Tempestuoso do Ocidente, mas chega de conversa eu quero o que você tem! Dê-me, agora! Senão... — ele sacou sua espada e ela brilhou dourado faiscando fogo.  

— Senão o quê? Vai fazer um churrasco com sua espadinha para nós? — provocou Sebastian colocando as mãos fechadas nos quadris .

— Senão Rompechamas destruirá você como fez com os outros oito! — disse levantando a espada — Conheces bem esta espada, feita da língua de Axol, o demônio dos Pântanos de Andrias, coberta com o mais puro mítrio das minas de Aceronia e do aço afteniano do Oceano Hespéride e forjado pelo ciclope ancestral... — antes que pudesse completar tal frase Sebástian soprou uma forte ventania no rosto do alquimista especialista em fogo, irritando-o. 

— Não me importo se sua espada é feita da língua de Axol ou dos cabelos do Rei da Corte Invernal. Você nunca foi assim, Alex! Você era bom e a agora virou este demônio de repente. Você se tornou aquilo que não queria Alexander Theophrastus! Você se tornou um demônio! — gritou Sebastian conjurando círculos com símbolos e hexagramas brancos e uma forte ventania fora lançada contra o ruivo, fazendo o fogo de Rompechamas voar em faíscas. 

— Talvez eu sempre tenha sido este demônio — disse Alexander movimentando sua espada que queimava cada vez mais em chamas douradas e violentas — agora me dê a Coroa dos Silfos! Eu sei que está com você. 

— Não está comigo! — bramiu o descendente de náiade — não estou com um dos Tesouros de Éter! — e furioso, o alquimista gesticulou com as mãos e uma longa espada de dois gume fora feita, forjada de névoa e cristais de gelos do ar. 

 

Sebastian avançou para cima de Alexander e ambos de digladiaram com suas espadas. Fogo contra ar. Faíscas e gelo. Assim lutavam, até que um deles caísse. Fogo da espada demoníaca de Alexander voara e acertara os olhos de um dos filhos do alquimista queimando o azul das íris, tornando-os da cor de ouro puro. Sebastian olhara para trás e viu o filho ter a cor dos olhos mudada pelas chamas demoníacas. 

Clarissa e Miranda correram para trás de uma rocha para protegerem a si e os bebês enquanto o combate continuava. A espada de ar frio e névoa densa era inútil comparada a Rompechamas. O de olhos verdes não poderia ceder ao homem louco que estava à sua frente com sua espada feita da língua de um demônio e coberta co aço encantado. Golpeou-o de novo com a espada que ao tocar Rompechamas se desfez em vapor e raspas de gelo que voaram por todo o lado chegando a atingir os olhos de Maximiliano que estava nos braços de Miranda a metros dali atrás de uma rocha. Assim os olhos azuis desbotaram dando lugar a íris prateados como a lua cheia. Alexander tomou vantagem que seu oponente estava desarmado e com um golpe perfurante atravessou Sebastian com sua lâmina e o fogo o calcinou de dentro para fora, queimando a carne e os órgãos internos, deixando apenas as cinzas e ossos pretos como carvão no chão do Monte Alfajr. 

Miranda em desespero ao ver o cunhado morto foi até o baú com o bebê de olhos argentos em um dos braços e pegou a prataria que encontrara e atirou cada talher de prata em direção do portador da espada e com uma mira certeira, uma faca de pão acertar o olho esquerdo de Alexander que largou Rompechamas que ao cair no chão lascou partes da lâmina. Alexander nem tentara revidar, apenas gritou de dor e sua montaria dracônica, a serpe vermelha que terminara de banquetear dos cavalos alados, vendo aquilo e parecendo entender o sofrimento de seu mestre, o pegou com as patas e alçou voo em direção ao leste, sumindo no horizonte. 

Miranda pegara Rompechamas e os talheres de prata que atirara em Alexander, inclusive a faca de pão que perfurara o olho do portador da espada demoníaca e guardou no baú e o trancou. Após trancar o baú e o empurrar até o portal, Miranda fora até a irmã e a abraçara forte, tentando consolá-la. 

 

— Não se preocupe, Rissa — Miranda abraçou a irmã, entendia seu sofrimento, havia perdido o marido pelas mãos de Alexander também. Miranda sabia o quanto era difícil perder quem se amava, mas sabia que uma hora todos teriam de se sentar na mesa da Senhora da Noite e banquetear para sempre na Mesa da Fartura — venha, vamos para casa, só me espere, vou pegar algo no que sobrou da carruagem. 

— Obrigado por me confortar, Mira —  disse, sorrindo para a irmã, limpando as lágrimas dos olhos azuis —  apresse-se, o portal está se fechando — lembrou Clarissa segurando Mathias no colo. — pegue logo o que você tem de pegar, se não ficaremos presas aqui! 

— Okay, já vou —  disse com o sobrinho Maximiliano nos braços — segure Maxie um pouco, vou nos destroços da carruagem. 

 

E Miranda entrou nos destroços da carruagem que fora destruída pelo dragão serpe de Alexander e vasculhou procurando por algo que poderia ser importante. Olhou em cada canto procurando até que vi, embaixo de uma almofada e partes da carruagem, um colar de contas de pérolas de jade e uma grande pedra de opala no centro do colar. Pegou o colar e correu até o portal que se fechava ao pouco. 

Antes que sobrasse apenas uma fresta, Miranda pulou nesta e por um instante tudo mudou, todo o cenário havia mudado. Ela estava de volta a cidade onde nascera na Dimensão Matutina, estava em Las Cruces, nos Estados Unidos, em frente a casa dos pais que parecia não ter mudado em anos, estava igual a casa de quando ela e Clarissa foram sequestradas por fadas aos 13 anos. 

Era de madrugada e a rua estava deserta. As irmãs estavam em frnte da casa abandonada há mais de dez anos e ela continuava linda. Clarissa andara até a velha porta e girara a maçaneta, estava destrancada. O interior da casa estava vazio e empoeirado desde o assassinato dos pais e o sequestro das duas. Era o lugar perfeito para se recomeçar. Longe da magia, de alquimistas, fadas, unicórnios, pégasos, duendes, longe de tudo que pertencia a Nyctélia, estavam de volta ao lar.


Notas Finais


Gostaram? Espero que tenham gostado.
Até o próximo capítulo. Tio Will ama vocês demais.


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