História Nymphomaniac - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Snsd, Taeny
Exibições 623
Palavras 3.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Estavam com saudades? Acredito que sim só de lembrar-me das intensas mensagens de vocês durante esses meses em que eu estive fora do site, rs. Não irei me alongar muito por aqui, sei que estão muito ansiosos para saber sobre o que acontecerá com taeny depois da situação do capítulo passado :)
Leiam com carinho, se houver algum erro já sabem o que fazer, né <3

Capítulo 20 - 19


Fanfic / Fanfiction Nymphomaniac - Capítulo 20 - 19

Jessica e Yuri se entreolharam, ambas confusas com tamanha coincidência. Ao verem Taeyeon virar as costas e começar a andar em direção à saída ao mesmo tempo em que a prostituta tentava alcança-la, uma delas exclamou, surpresa.

— Vocês se conhecem? Mas como?

Aquela indagação foi abafada pelo som alto oriundo da pista de dança e as duas mulheres seguiram atrás das jovens, observando-as a certa distância.

— Taeyeon! Por favor, me escute! — Tiffany puxou o braço de sua amada, finalmente ganhando sua atenção e fazendo-a parar. Quando ela virou o rosto para encará-la, mostrou-lhe os sinais claros de uma expressão conturbada; seus olhos estavam vermelhos e o rosto pálido, acompanhado do rápido movimento de suas narinas provenientes da respiração pesada e cheia de raiva.

— Eu realmente pensei que você fosse diferente...

Apesar de o som alto interferir na chegada da voz dela em seu ouvido, a mais nova conseguiu distinguir cada sílaba só pelo movimento dos lábios trêmulos da loira, e, antes que pudesse dirigir os olhos para acompanhar as lágrimas que escorriam daquela face agora em tons de rosa, sentira uma forte dor em uma de suas próprias bochechas, acompanhada de uma queimação na região afetada. Não era a primeira vez que recebera um tapa no rosto, entretanto, aquele não a dera o prazer habitual, fizera-a odiar ainda mais o ser que era, o que se tornou devido ao vício que carregava e a dominava.

— Taeyeon... — Murmurou, com a mão no lado agredido, sentindo-o quente.

A mulher observava a mão que tocara no rosto de sua parceira há poucos segundos, flexionando os tendões como se estivesse se preparando para algo, amaciando as articulações macias. Era como se saísse de um grande período de abstinência, sacrifício feito por esta que jurava merecer tal ato e que agora, encarava-a, gerando-lhe uma sensação libertadora que a fizera sorrir, um sorriso maléfico, amargurado.

A raiva que sentia dentro de si rompera todas as tentativas de aprisionar o seu comportamento compulsivo; quando se dera conta já havia empurrado a ruiva para o chão e jogado seu próprio corpo sobre o dela, prendendo seus quadris com os joelhos e envolvendo seu pescoço suado com as duas mãos, colocando pressão sobre suas veias pulsantes e deliciando-se com o prazer de senti-las vibrarem.

Todos os presentes na boate começaram a gritar ao observar tal cena, entretanto, não se atreveram a intervir. Boa parte destes começou a filmar a cena com seus celulares enquanto as garotas, colegas de Tiffany, seguiram pelos corredores à procura dos seguranças e do dono do estabelecimento a fim de resolverem aquela situação.

— Eu amei você! Por quê? Por quê? Eu estava tentando ser uma pessoa melhor, mas você não merece! Droga! Droga! — A loira vociferava sob aquele corpo, vendo-o não expressar nenhuma resistência ao ataque.

Tiffany apenas tentava manter seus olhos abertos a fim de captar a imagem do rosto de sua amada antes de sentir-se tonta devido à falta de trocas gasosas entre as artérias que banhavam sua cabeça e os tecidos nervosos. As lágrimas que rolavam sobre sua pele pareciam estar em sintonia com às da loira que a sufocava, formando traços molhados em ambas as bochechas em tempos quase que iguais.

A mais jovem alargou os lábios timidamente, dando um pequeno sorriso para sua amada, a qual começara a aumentar o pranto e afrouxou o contato com seu pescoço, fazendo a vítima aumentar o volume de sua caixa torácica na tentativa de captar o máximo de ar que conseguia antes de ter seu fluxo interrompido novamente.

— Não torne as coisas mais difíceis, porra! — Taeyeon segurou seus ombros e chacoalhou-os, desferindo outro tapa em seu rosto logo depois. Retirou o canivete de um dos bolsos da calça e rasgou a roupa da mulher a fim de perfurar seu peito; contudo, quando estava prestes a encontrar sua pele, largou a peça cortante no chão ao seu lado, e, decepcionada consigo mesma por não conseguir fazer o que pretendia e ter cedido aos seus sentimentos por alguns instantes, atingiu a face da jovem novamente, desta vez com uma cotovelada. O impacto fora tão intenso que sua própria pele havia se cortado e um pouco de seu sangue misturou-se com o da garota, escorrendo timidamente pelo queixo dela.

Esta sentira o gosto de seu próprio líquido quente e permitiu-se sorrir ainda mais do que a primeira vez. Estava consciente de que ela estava machucando-a porque se importava e tinha sentimentos reais; morrer por aquelas mãos que já a fizeram tão felizes em noites passadas seria um grande alívio para a angústia em seu coração e o arrependimento que a feria mais do que aqueles golpes.

Todavia, como poderia arrepender-se de algo que fizera sem desejar realmente?

— Eu te amo, Taeyeon...me desculpe por tudo, por me conhecer assim... — Sussurrou, mais como um desabafo do que na intenção de que ela pudesse escutar aquilo diante de toda a gritaria ao redor.

Os próximos segundos passaram-se como minutos nos olhos da mulher agredida. Olhou para o rosto de sua garota mais uma vez; as pequenas gotículas de suor que se aglomeravam no sulco entre as sobrancelhas e escorriam pela cartilagem abaixo, suas bochechas avermelhadas e úmidas devido às lágrimas. Antes que pudesse analisar mais detalhes, uma mão ríspida atingiu um dos lados daquela delicada face, fazendo-a cair para o lado e um peso sair de cima do seu corpo.

— Regra número um, não se pode agredir nenhuma das minhas meninas! Suma daqui, sua encrenqueira! — Thunder gritou após desferir o soco, retirando um lenço da camisa e limpando o pouco de sangue que respingou em sua mão e rosto.

— Não se preocupe, nós já vamos embora. Acho que nenhum de nós quer problemas com a polícia, hm? — Jessica comentou enquanto ajoelhava-se e observava sua amiga caída, gemendo de dor.

— Certamente. Agora caiam fora da minha boate! E vocês, não tem mais nada o que apreciar! O show acabou! Meninas, voltem a divertir seus clientes e aumentem o som! — O proprietário exclamou, dando um chute nas costelas de Taeyeon a fim de fazê-la engasgar ainda mais com seu próprio líquido.

— Gayoon, me ajude aqui! — Hyuna gritou ao ver sua amiga machucada ali, ainda na mesma posição. Assim que a garota chegou, as duas conseguiram levantar a ruiva, levando-a com cuidado para uma das cadeiras à frente do bar.

— Eu sei que não estou tão bonita... — Ela brincou ao receber um saco com gelo da bargirl.

— Como não temos kit de primeiros socorros aqui, este é o único remédio rápido que conheço para aliviar a dor, seja a dos cortes ou a do coração. — Gayoon, ao seu lado, encheu um copo com vodka e arrastou-o para a jovem, que despejou todo o líquido em sua garganta rapidamente.

Tiffany virou o rosto à procura da figura de Taeyeon e avistou-a sendo carregada por suas colegas, as quais estavam acompanhadas de dois seguranças. Pudera notar um pequeno rastro de sangue na direção de sua amada e sentiu-se preocupada com ela, mal se importando com suas próprias contusões. Uma súbita vontade de abraça-la surgiu em seu âmago, entretanto, sabia que nunca mais poderia sentir sua pele tão próxima a dela depois de magoá-la tanto. Será que ela aceitaria sufoca-la até a morte, dessa vez, caso ela pedisse? Era melhor do que viver e sentir tudo aquilo devorando-a de dentro para fora.

— Eu preciso de um cigarro, já volto. — Disse, levantando-se da cadeira com dificuldade e seguindo até a saída da boate.

— Ei, para onde vai, mocinha? Não acha que já deu trabalho demais por hoje? — Sunny puxou uma de suas mãos, parando-a.

— Vou fumar. — Respondeu, seca.

— Sem cigarro e isqueiro? Caramba, aquela loirinha balançou seu cérebro de tanta pancada. Aqui, toma. — A baixinha entregou-lhe um maço e observou-a tirar um dos componentes e acendê-lo, tossindo um pouco quando a fumaça passou pela traqueia recentemente bloqueada.

— Mas e aí, qual foi o motivo? Mexeu com o marido dela? — Sunny cruzou os braços, curiosa.

— Muito pior. Mexi com ela... — Tiffany deu uma risada amarga antes de soltar mais um pouco do ar cinzento pela boca. Ela acabou mexendo comigo também, cuidando do meu coração com aquele jeito durão e dominador; é uma pena que a merda dos meus segredos nunca me farão deixa-lo saudável, pensou.

— Eu não vou, Sica! Não insista!

Aquela voz histérica atingiu seus tímpanos e ela foi até a porta da boate, andando cautelosamente próxima às paredes até encontrar as três mulheres debatendo no beco localizado ao lado do estabelecimento. Não conseguia vê-las nitidamente, mas a sombra mais baixa que estava sendo segurada como um animal feroz certamente era a de Taeyeon.

— Pelo amor de deus, acalme-se, Tae! Nós temos que ir ao hospital, sua mandíbula foi deslocada e você está sangrando como um porco abatido! Não seja estúpida! — Jessica argumentou pela milionésima vez, aproximando-se de sua amiga e puxando-a para um abraço após sua esposa soltá-la.

— Como eu fui acreditar naquela vagabunda? Eu sou uma idiota! Tentando mudar por uma vadia mentirosa! Nada dela deve ser verdadeiro, se duvidar até os sons que ela fazia na cama eram pura encenação. Não tem como esperar algo sincero de uma prostituta desgraçada! — A pequena berrou, desvencilhando-se daquele toque e chutando uma lata de lixo ali próxima.

 — Nada era falso com você, acredite...— Tiffany exclamou baixinho entre soluços, não queria ser notada. A brasa do cigarro, já gasto, tocara sua pele por alguns segundos e ela jogou o que restou dele na calçada, resignada.

Depois de ver as três finalmente saindo dali e provavelmente caminhando até o veículo de alguma delas, a jovem deu passos lentos em direção à boate e, assim que voltou para a parte principal a fim de buscar mais um copo com vodka, percebeu estar sendo observada por um homem largo, aparentemente estrangeiro devido às suas feições.

Hyuna entregou-lhe mais um saco com gelo e, enquanto ela colocava-o nos próprios lábios na tentativa de não deixa-los inchados na manhã seguinte, conseguia sentir que o rapaz ainda a observava, ignorando as outras garotas que buscavam alguma diversão particular com ele. Suas pernas tremeram em excitação e ela fechou os olhos, sentindo-se traída mais uma vez por seu próprio fisiológico.

— Olá. — Uma voz grossa e com um sotaque exótico sussurrou em seu ouvido e ela suspirou fundo, apertando as próprias coxas.

— Olá. Turista, não é? — Comentou, vendo-o sentar-se na cadeira ao lado e retirar o saco com gelo de suas mãos, segurando uma delas e colocando sobre sua própria perna.

— Sim. Vejo que você é bastante cotada por aqui, hm? Foi um belo show, aquele de minutos atrás. — O homem exclamou de forma desajeitada, sentindo-a subir a mão até o local onde ele já estava esperando-a, excitado.

— Você nem imagina. — Deu-lhe um sorriso falso, retraindo a boca ao sentir a dor dos ferimentos. Tentou recuar o toque naquele cliente, todavia, não obteve sucesso. Estava sem controle como sempre e nem mesmo a dor de perder sua amada conseguia vencer seu infeliz desejo.

O homem de aparentemente trinta anos levantou-se e segurou sua mão, notando-a fazer o mesmo e acompanha-lo até um dos quartos. Chegando ao local, o cliente segurou seus braços e a empurrou para a cama, retirando suas roupas e as dela; logo depois, penetrando-a com rigor, esfregou sua pele suada contra a da ruiva, a qual apenas virou o rosto para uma das paredes e permitiu-se chorar baixinho entre um pequeno gemido ou outro. Enquanto aquele sexo mecânico conseguia acalmar sua necessidade por prazer, sua parte emocional estava totalmente avessa ao preenchimento de qualquer sensação boa.

As palavras que ouvira Taeyeon proferir naquele beco ecoavam em sua mente como um mantra extremamente irritante, cada palavra cuspida arranhava-lhe os ouvidos com uma frequência semelhante ao de um talher metálico raspando uma panela vazia. Será que sempre tudo acabaria daquele jeito, sua compulsão fazendo-a refém? Pensou naquilo em meio ao som enlouquecedor dentro de sua cabeça perturbada.

 

XXXXXX

 

Ao começar a despertar, Taeyeon sentiu suas costas doerem e abriu os olhos vagarosamente, inicialmente estranhando o ambiente em que estava até reorganizar seus pensamentos e perceber que se tratava da sala de estar da casa de Jessica e aquilo que fazia sua coluna vertebral reclamar era o sofá, feito de cama improvisada na noite anterior. Quando se sentou e acomodou as costas no estofado, soltou um bocejo e, instantaneamente, gritou de dor ao mexer a mandíbula. Lembrou-se de que o médico havia dito que demoraria alguns dias para que o reajuste não causasse mais agonia e soltou um suspiro devagar, temerosa de sentir a sensação horrível novamente.

— Boa tarde, bela adormecida agressiva. — Yuri zombou ao aparecer na sala e vê-la acordada.

— Nem me lembre da noite anterior, nossa... — Ela respondeu, massageando as têmporas em sinal de arrependimento.

— Ei, ainda bem que acordou. Tome um pouco de sopa, sei que não pode mastigar por algum tempinho. — Jessica exclamou quando chegou, entregando-lhe o prato contendo o líquido quente e de bom cheiro.

— Tae, espero que nos desculpe sobre...você sabe, não tínhamos a mínima noção de que a garota por quem você estava apaixonada era a Tiffany e... — A loira deu um sorrisinho, constrangida.

— Oh, tudo bem. Vocês não fizeram por mal, ninguém tem culpa daquela maldita ser tão linda, não é? — Taeyeon respondeu em um tom de brincadeira, modificando sua expressão com um olhar vazio e, logo em seguida, tomou um pouco da sopa em silêncio, absorta.

— E por falar nela... — Yuri iniciou, sendo interrompida rapidamente pela mais velha.

— Eu sei, eu fui uma idiota. Por mais triste que estivesse, não devia ter feito aquilo. Aconteceu, sabe...Estava há tanto tempo sentindo que aquele meu comportamento tinha ido embora, porém só foi preciso um gatilho e veja só, a velha e babaca Taeyeon acabou voltando. A Tiffany era a razão pela qual eu estava tentando ser alguém melhor e quando eu a vi ali, tudo desabou, entende? Eu ainda quero melhorar, mas...não sei por onde começar. — Antes que percebesse, as lágrimas já se misturavam à sopa que ela tinha no colo.

— Desculpe. — Completou, limpando o rosto com a manga do casaco que vestia, reconhecendo-o como a roupa que Jessica emprestou-lhe na noite passada, quando haviam voltado do hospital.

— Podia começar se desculpando, conversando com ela e entendendo tudo o que está acontecendo. Você nem a ouviu, já saiu enfiando essa mão pesada na cara da menina e...

— Por favor, Sica. Não quero me sentir pior do que já estou. — Taeyeon soluçou, voltando a tomar o caldo, agora ainda mais salgado.

— Tudo bem. Descanse um pouco mais, está bem? Tenho que ir trabalhar agora, mas a Yuri ficará com você e mais tarde te levará para casa, ou para outro lugar que você desejar ir. — Jessica aproximou-se e beijou a testa de sua amiga, pegando sua bolsa em uma estante ao lado e despedindo-se de sua esposa afetivamente antes de sair da residência.

— Eu irei te deixar sozinha com seus pensamentos também. — A morena pegou o prato de sopa das mãos da mulher e saiu, observando-a deitar-se no sofá novamente e olhar para o teto, provavelmente pensando em tudo o que aconteceu nas últimas horas.

 

XXXXXX

 

— É aqui. — Taeyeon murmurou, sentindo o veículo em que estava diminuir a velocidade até parar perto da calçada.

— Quer que eu espere? — Yuri indagou ao vê-la sair e fechar a porta com cuidado.

— Não precisa, já incomodei você e a Sica demais. Eu voltarei de táxi, não se preocupe. — Deu-lhe um sorriso sincero e comedido, vendo-a assentir e acelerar o carro logo em seguida, deixando-a só, em frente ao apartamento da ruiva que fazia seu coração palpitar.

A loira deu um suspiro longo e caminhou apressadamente até a portaria, cumprimentando o senhor que sempre ficava por ali e subindo as escadas de forma ansiosa. Quando finalmente chegara à frente do apartamento, deparou-se com o seguinte aviso colado na porta, escrito em letras grandes e negras:

VENDE-SE, APARTAMENTO MOBILIADO.  CASO SE INTERESSE, INFORME AO SÍNDICO QUE ELE MEDIARÁ A TRANSAÇÃO.

Imediatamente, a mulher desceu as escadas e correu em direção ao porteiro, apoiando-se no balcão de madeira na portaria de forma eufórica. Passou alguns minutos tentando ligar para o celular da jovem, mas a linha parecia ter sido cancelada; não chegava a passar nem pela caixa postal.

— Onde está a Tiffany? — Exclamou, mais alto do que deveria, desculpando-se pelo excesso com um pequeno sorriso nervoso e soltando um gemido de dor ao ver que havia forçado a mandíbula mais uma vez.

— A Srta. Hwang? Oh, ela foi embora de manhã cedo. Está interessada no apartamento dela, senhorita? Eu posso chamar o síndico e..

— Por favor, chame-o agora. — Exclamou, apertando as mãos no móvel perfeitamente lustrado com cera. Sem perceber, acabou arranhando-o com a ponta de suas unhas inquietas; uma delas lascou e uma lasca de madeira perfurou sua carne, causando um pequeno sangramento na região.

O homem discou alguns números no pequeno telefone e avisou o outro acerca da presença da garota na recepção. Não demorou muito para que ele chegasse e a cumprimentasse formalmente com um aperto de mão, arqueando a sobrancelha ao ver seu semblante pálido e a mancha vermelha que havia marcado a manga perfeitamente dobrada de sua camisa branca e longa. Ao perceber a situação, Taeyeon levou o dedo machucado à boca, arrancando a unha com os próprios dentes em um sinal claro de nervosismo, aumentando a saída do fluído vital e colocando a mão dentro de um dos bolsos da calça, saboreando a ardência da carne descoberta. Esta parecia inofensiva comparada à dor que tomava conta de seu interior; sua babydoll machucada, a fuga repentina, tudo acontecendo devido às suas inconsequências na noite passada. Bendita Lei de Murphy e sua veracidade!

— Srta? Sente-se, está tremendo. — O síndico puxou-lhe uma cadeira que estava ali próxima, vendo-a recusar.

— Tiffany Hwang deixou algum telefone para contato com o senhor? — Perguntou, levando a mão limpa aos cabelos dourados e puxando-os, não se importando com o olhar preocupado das duas pessoas próximas.

— Não, senhorita. Ela apenas me deu o número da conta para que eu depositasse o dinheiro da venda de seu apartamento, nada mais. Está interessada no imóvel? — Questionou, timidamente.

— Santo deus, não! Não estou interessada na porra do imóvel! Está bem, obrigada pelas informações...e desculpe. — A jovem fez uma referência rápida e deu as costas aos dois homens, saindo correndo do prédio e chegando à calçada, onde esbarrou com algumas pessoas que ali passavam.

— Desculpe. Desculpe, droga! — Exclamou diversas vezes, encostando-se a uma parede próxima e acendendo um cigarro alguns segundos depois, tragando-o enquanto observava a cidade começar a iluminar, anunciando o início da noite.

Mais uma vez, tentou contatar a ruiva pelo telefone e a linha continuava da mesma forma de minutos atrás. Rendida e com os olhos cheios de lágrimas, Taeyeon soltou um suspiro e sentou-se ali mesmo, sobre o concreto, juntando os joelhos trêmulos e repousando a mão suja de sangue ali, a observar toda a fumaça sair de seu cigarro; esta se esvaía como a esperança de repetir cenas felizes com ela, de sentir o cheiro de sua pele e encantar-se com a forma com que seus olhos se contraíam quando seus lábios alargavam-se em um sorriso.

No fim, restaram-lhe apenas cinzas, de tudo.


Notas Finais


Pois bem, parece que as coisas não ficaram tão boas após toda a confusão, rs. Se eu fosse algum dos homens que visse a Taeyeon praticamente tendo um ataque de pânico na minha frente, teria ficado com medinho! hue
Até o próximo e último capítulo (não sei se isso os deixam aliviados ou não, hehe) da história, amores! Vejo vocês nos comentários :*


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