História O Abismo Em Si - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Fantasia, Ficção Cientifica, Investigação, Medo, Mistério, Novela, Poderes, Policial, Revelaçoes, Romance, Segredo, Suspense
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Palavras 1.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção Científica, Mistério, Shoujo (Romântico), Suspense, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olaaaaaá. Demorei eu acho mas, tem um motivo bom. Preparei tudo e os próximos capítulos serão um tanto quanto mais elétricos. Enfim, fiquem com este quarto capítulo. Espero que curtam.

Capítulo 4 - Sanguíneo


Troy tirou de cima da mesa o celular abandonado e levou até o ouvido.


-Charles? 


-Estou aqui...


Um silêncio pairou na sala de aula. Lucy encarava seu amigo em chamada notavelmente nervosa. Seu peitoral se movimentava um pouco acelerado. Um pouco atrás dela, Brook analisava bem o corredor para evitar um possível encontro desagradável posteriormente. A testa de Troy estava franzida. O mesmo se concentrava na voz que vinha do outro lado da linha.


-Quem é?


-Charles.


-Aqui... onde é esse aqui?


-...


A chamada houvera sido encerrada. Guardando o aparelho em seu bolso, Troy se aproximou de Lucy.


-Temos muito a conversar, cara.


Brook que mantinha apenas uma parte do seu corpo dentro da sala, trocou de lado e sussurrou próximo ao casal, avisando que podiam ir finalmente para seu quarto.


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Ao menear a cabeça, Wolfswinkel balançava também seus cabelos lisos. O mesmo tinha uma expressão negativa enquanto fitava de maneira seca o monitor a sua frente. Este encheu o peito de ar e soltou lentamente. Em seguida se virou e saiu daquela sala de monitoramento recheada por computadores e homens-corujas, espectadores ativos. Wolfswinkel caminhava a passadas pesadas por um corredor com uma iluminação mediana. O som do seu andar ecoava. Ele estava nervoso e ansioso. Sua mão destra girou a maçaneta e depois ele entrou na sala de reuniões onde a Diretora Ross se encontrava com alguns conselheiros escondidos nas sombras do lugar.


-Ross...


-Estou ocupada agora, não vê? 


-Eu sei. me perdoe, mas é muito importante.


-Estou em reunião, por favor, saia.


-É realmente do seu interesse...


-Não me interrompa novamente. 


-Perdão, senhora.


Wolfswinkel fechou a porta delicadamente depois de sair, e voltou a percorrer todo aquele corredor de volta a sala de monitoramento.


-Wolfs, eles estão indo para um dos corredores masculinos.


-Continue atento neles.


-Onde está a Ross?


-Ela está a caminho.


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A porta se abre. Lucy anda um pouquinho, dobra seus joelhos e cai de cara na cama de seu irmão. A palavra cansaço poderia facilmente ser usada como sua definição naquele momento. Troy, logo atrás, parou de pé em frente à cama massageando uma mão na outra, planejando o roteiro do interrogatório que estaria por vir.


-Lucy, quem é Charles? 


A garota se maneteve em silêncio, com seu rosto afundado no colchão macio e pouco usado por Brooker.


-Lucy!


-O Charlhan é yhum hambigo.


-O que?


Ela se virou sobre a cama e se sentou nos pés dela, encarando Troy.


-Ele é um amigo.


-De onde?


-Eu não sei.


-Isso não é compreensível. Você some e volta assim, sem mais nem menos. Nós ficamos preocupados. Questionamos feito loucos seu paradeiro. É muito confuso.


A garota continuava com o mesmo olhar para ele mas, com um simples sinal, mostrou que não se sentia a vontade para conversar com seu próprio irmão ali. Troy entendeu rapidamente e se aproximou do amigo. Com algunas palavras sussurradas, ele fez com que Brooker saisse de seu próprio quarto, um tanto quanto chateado por estar sendo deixado de fora. Este se despediu dizendo que iria buscar lanche para a irmã. 


Já a sós. Troy e Lucy se encaravam fixamente. O rapaz parou mais uma vez em frente da loirinha. 


-Fala.


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Em um dos inúmeros corredores do Instituto, duas amigas conversavam sentadas, encostadas numa parede. Violet despejava suas opiniões em relação aos últimos acontecimentos sobre sua quase irmã Alice. Esta última, quase sempre educando seu cérebro a ignorar a falação quase diária de Violet, desta vez demonstrava interesse no assunto. Enquanto a sua companheira abraçava a ideia de que "aquela menina é louca", Alice evitava formar um conceito naquele momento, ela só estava curiosa. 


Cabisbaixo, Brook passou pela dupla sem sequer notar as suas presenças. Violet se levantou, caminhou até o notavelmente triste raoaz e tocou seu ombro


-O que aconteceu?


-Hãn? Ah... nada.


Alice apoiou suas costas na parede e igualmente se levantou, fazendo seu cachos se moverem sutilmente.


-Por que não está no quarto com sua irmã?


-Eu vim... buscar um lanche pra ela.


-Bem, podemos ir com você se quiser.


-Pode ser.


Logo que o trio executou algumas passadas, o que parecia um marchando pôde ser ouvido por eles. Instantaneamente pararam e aguardaram para saber o que era e de onde vinha o som. Cruzando o corredor, um grande grupo de guardas do Instituto caminhava com movimentos idênticos das pernas. Eles passaram por Brook e as garotas e se direcionaram para o corredor dos dormitórios masculinos. 


-Puta merda.


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-Então, Troy, é basicamente isso. E-Eu acordei num lugar com um monte de gente. Cada um em uma cama. Alguns no chão, chorando, debatendo, tremendo. E eu ali, vendo aquela cena embaçada graças as lágrimas em meus olhos. Entre eles, Charles foi até mim. Juntos, achamos Norrin. Formamos um trio até que...


Gotículas escorriam pelas bochechas coradas da pequena loirinha. Troy, sentiu um forte aperto em seu coração ao ver sua amiga daquele jeito, segurando as lágrimas. 


-Planejamos fugir por dias, mas, não foi como o esperado. Não foi! Droga!


Troy ligeiramente se sentou ao lado da garota, abraçando-a, cobrindo suas costas quase que completamente com seus braços e peitoral. Ela, involuntariamente encostou sua cabeça no ombro canhoto dele, fixando o olhar no do mesmo. Por alguns segundos se encararam até uma chuva de pancadas acertar a porta. Troy se levantou e bem lentamente viu quem se tratava pelo olho mágico. Sem mais demora abriu a porta.


-Ferb, Mary. O que houve? 


-Fujam. Agora.


-Espera, por que?


Lucy assistia aquilo sem entender muito bem enquanto enxugava as lágrimas de seu rosto. 


-Estão vindo atrás de vocês. Vocês tem que correr.


-Mas, pra onde?


Num giro revisando todo o quarto, a janela foi a parte que mais chamou atenção. Troy segurou a mal da recém-aparecida e guiou a mesma até a janela, onde ambos passaram cautelosamente. Ferb e Mary, de costas na porta, ocuparam-se em impedir a entrada breve dos guardas.


###


Era um lindo dia lá fora. O sol brilhava como nunca. As nuvens davam um estilo todo especial. O vento indo e vindo era bem agradável. Alunos socializavam no jardim. Um casal aos amassos fora interrompido por uma garota a alguns metros deles, chamando a atenção para uma das janelas do Instituto por onde um casal descia. Troy e Lucy saltaram do telhado para uma árvore e com o máximo cuidado foram se aproximando do solo.


A dupla lado a lado correu pelo jardim. Os outros encaravam a cena com tamanha estranheza e certa curiosidade para saber o que estava a acontecer ali. Da mesma janela no terceiro andar do Instituto, guardas observavam a movimentação do casal no jardim. Eles estavam furiosos. Da porta de entrada, um outro grupo deles saiu correndo seguindo o mesmo caminho pego pelos alunos maratonistas.

Os guardas se dividiram ainda correndo, em posições estratégicas no jardim e com certa facilidade impediram a entrada deles na parte mais Florestal, também lhes cercando. Ofegante, Troy fitava os guardas que exalavam irritação. 


-Merda...


-Vocês dois, pequenos vermes desgraçados. Venham com a gente. 


-Não...


-O que?!


Um dos homens que trajavam vestes de cor preta deu alguns passos pra frente. Ele demonstrava ser o líder daquele grupo, além de ser o mais estressado.


-Vou contar de um até três e vocês deverão estar caminhando junto a nós, em direção a diretoria. Um...


Uma mão retirava uma única maçã do galho de uma árvore. Uma das folhas se soltou e lentamente foi descendo, dançando pelo ar até cair no chão. 


-Dois...


Continuando a contagem, o guarda levava sua mão até o coldre preso a lateral direita de sua gorda cintura.


-Três...


-Três.


Uma outra voz, ao longe murmurou o número três junto ao senhor estressadinho que agora apontava seu revólver para Troy o Lucy. Subitamente, um estouro seco pôde ser ouvido. A cabeça do homem armado simplesmente explodiu jogando sangue, pedaços de carne e miolo pra todo lado. O corpo duro ainda segurando a arma de fogo caiu para um dos lados. Todos os espectadores da cena ficaram mais abismados ainda quando, um por um, os corpos dos outros guardas começaram a explodir da mesma maneira. Braços, pernas, troncos cabeças se converteram ligeiramente num monte de carne e numa chuva de sangue.


###


Uma maçã já devorada se encontrava caída no gramado. Ao fundo, a macabra e saguinolente cena ocorria causando gritos assustados. Percorrendo, subindo pela imagem da árvore a imagem de um rapaz podia ser vista. Charles comia mais uma maça com um leve sorriso no rosto, enquanto, com a palma aberta de sua outra mão dava vida aquele acontecimento mortal.


Notas Finais


Vou tentar mais uma vez não demorar pra postar o capítulo 5. Ele trará algumas revelações e viradas na trama. Bom, obrigado por ler. Até a próxima. o/


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